[ versão completa ] [ resumo ]



Baixar 46.25 Kb.
Encontro14.07.2018
Tamanho46.25 Kb.

[ VERSÃO COMPLETA ]   [ RESUMO ]






Especificações Técnicas (Fonte: CCB)






1) Especificações de Placas Cerâmicas
2) Propriedades das Placas Cerâmicas
3) Características Geométricas
4) Assentamento
______________________________________________________________________________________________________________  

1) Especificações de Placas Cerâmicas
Voltar ao topo

A placa cerâmica é um revestimento adequado ao clima brasileiro e pode ser utilizada tanto interna quanto externamente, em pisos e paredes e em locais de pequeno ou grande fluxo. Sua durabilidade, facilidade de limpeza e manutenção da higiene conferem ao material uma preferência dos consumidores.

Entretanto, para o bom desempenho do revestimento cerâmico é necessário colocar o material certo para cada ambiente. É necessário especificar corretamente e, para se obter sucesso, alguns aspectos são fundamentais para a escolha correta do produto: as propriedades do material, clima e local de uso. Apenas a visão conjunta desses três fatores possibilitará uma escolha adequada.



1.1 Piso ou Parede?
Diferenciar placa cerâmica para piso ou parede significa diferenciar resistência à abrasão e carga de ruptura. As solicitações da placa cerâmica para parede em geral não requisitam maiores cuidados e resistência mínima a ruptura: módulo de 18 N/mm2 e carga de 400N. Dependendo do uso, características como abasorção de água, expansão por umidade, resistência ao ataque químico, resistência a machas, etc, podem ser importantes.

Ao usar produto cerâmico para piso é importante observar diversas características não exigidas para parede como a resistência à abrasão, relacionada ao tráfego de pessoas, resistência à ruptura, de acordo com a carga que será submetido, possibilidade de impacto, o coeficiente de atrito, em função do escorregamento do chão e, por fim, a resistência a manchas e a facilidade de limpeza.



1.2 Ambiente Interno ou Externo?
O produto cerâmico em ambientes externos requer características mais complexas quando comparadas ao uso interno.

No caso externo, a placa cerâmica encontra-se exposta às alterações de clima, sol, chuva, vento...Essas variações requerem do material baixa absorção de água e baixa expansão por umidade. Se o revestimento estiver sujeito a baixas temperaturas é importante que seja resistente ao congelamento. O ensaio de resistência à gretagem é sempre exigido. A resistência à manchas e a resistência ao ataque químico são também importantes em função deste revestimento estar sujeito aos agentes atmosféricos.


______________________________________________________________________________________________________________

2) Propriedades das Placas Cerâmicas


Voltar ao topo

As placas cerâmicas para revestimento possuem características próprias determinadas por suas propriedades, é através do seu conhecimento que podemos especificar corretamente o seu uso.



2.1 Absorção de Água
A absorção de água é uma propriedade da placa cerâmica e está diretamente relacionada com a porosidade da peça. Outras características como resistência mecânica, resistência ao impacto, resistência ao gelo, resistência química, entre outras, estão associadas com a absorção de água.

CODIFICAÇÃO DOS GRUPOS DE ABSORÇÃO DE ÁGUA

EM FUNÇÃO DO MÉTODO DE FABRICAÇÃO

Absorção de água (%)

Extrudado (A)

Prensado (B)

Outros (C)

Abs =< 0,5

AI

BIa

CI

0,5 < Abs =< 3,0

BIb

3,0 < Abs =< 6,0

AIIa

BIIa

CIIa

6,0 < Abs =< 10,0

AIIb

BIIb

CIIb

Abs > 10

AIII

BIII

CIII

2.2 Resistência à Ruptura
A resistência própria do material cerâmico é caracterizada pela resistência à flexão - módulo (N/mm² ou Kgf/cm²) e resistência de ruptura - carga (N ou Kgf), que depende tanto do material (quanto menor a porosidade, maior a resistência à compressão) quanto da espessura da peça.

2.3 Resistência à Abrasão - PEI
A resistência à abrasão está relacionada ao desgaste superficial do material em decorrência do trânsito de pessoas e do contato com objetos. A resistência à abrasão pode ser classificada em abrasão superficial, para produtos esmaltados; e em abrasão profunda, para produtos não esmaltados. PEI significa a sigla, em inglês, Porcelain Enamel Institute, nome do instituto que realizou os testes de abrasão pela primeira vez.

RESISTÊNCIA À ABRASÃO

Abrasão

Resistência

Grupo 0

Baixíssima

Grupo 1 / PEI 1

Baixa

Grupo 2 / PEI 2

Média

Grupo 3 / PEI 3

Média Alta

Grupo 4 / PEI 4

Alta

Grupo 5 / PEI 5

Altíssima e sem encardido

2.4 Resistência ao Risco
A resistência ao risco (dureza Mohs) é uma característica ainda sem normalização no Brasil, mas de grande importância na especificação. Existem valores que designam classes para essa característica, tomando como referência a dureza do diamante na classe Mohs. É importante frisar que todos os pisos riscam em proporções diferentes. Pisos brilhantes têm baixa resistência ao risco, logo riscam com mais facilidade que pisos rústicos, mais resistentes neste aspecto.

2.5 Dilatação Térmica e Expansão por Umidade
A dilatação térmica e a expansão por umidade significam um aumento de tamanho da peça mediante situações de calor e umidade. A dilatação térmica é um fenômeno reversível, e acontece principalmente em locais que recebem grande fluxo de calor. A expansão por umidade - EPU(mm/m) - ocorre em lugares com altos índices de umidade, sendo um processo irreversível.

2.6 Resistência à Gretagem
O gretamento acontece em placas esmaltadas em função da expansão / dilatação da massa, quando o esmalte, não acomodando esse movimento, fissura em forma semelhante a um fio de cabelo.

2.7 Resistência ao Choque Térmico
A resistência ao choque térmico significa que a placa cerâmica resiste a uma grande variação de temperatura.

2.8 Resistência ao Gelo
A água que penetra na cerâmica, ao congelar, aumenta o volume, danificando a placa. É mais uma característica que depende praticamente da baixa absorção de água e, conseqüentemente, da baixa porosidade.

2.9 Resistência a Manchas
A resistência a manchas indica a facilidade de limpeza da superfície da peça. Quanto mais lisa for a superfície da peça, mais fácil é a limpeza.

RESISTÊNCIA À MANCHAS




Resistência

1

Impossibilidade de Remoção

2

Removível com Ácido Clorídrico, Acetona

3

Removível com Produto de Limpeza Forte

4

Removível com Produto de Limpeza Fraco

5

Máxima Facilidade de Remoção

2.10 Resistência ao Ataque Químico
A resistência ao ataque químico é dividida em 2 classes: a residencial, que é a resistência a produtos domésticos, obrigatória a qualquer placa; e a industrial, que é a resistência a ácidos fortes, concentrados e quentes.

NÍVEIS DE RESISTÊNCIA QUÍMICA







A

B

C

Ácidos e
Álcalis

H (alta)
L (baixa)

HA
LA

HB
LB

HC
LC

Produtos Domésticos

A

B

C

A: alta; B: média; C: baixa

2.11 Resistência ao Escorregamento
O teste ao escorregamento, medido pelo coeficiente de atrito, atesta a segurança do usuário ao caminhar pela superfície, principalmente na presença de água, óleo ou qualquer outra substância. Quanto mais áspera e rugosa a superfície da peça, maior é a resistência ao escorregamento.
______________________________________________________________________________________________________________

3) Características Geométricas


Voltar ao topo

• Ortogonalidade: define se a peça está ou não dentro do esquadro. Significa dizer que seus lados são perpendiculares e ângulos internos são retos.
• Retitude: a retitude de lados é a avaliação se os lados da peça não estão curvados para dentro ou para fora.
• Planaridade: envolve três aspectos: curvatura central e lateral e empeno.
• Curvatura central: constitui-se no desvio vertical do centro da peça (flecha) em relação a uma diagonal da peça.
• Curvatura lateral: é definida pela mesma deformação da anterior, sendo observada no(s) lado(s) da peça.
• Empeno: caracteriza-se pelo desvio de pelo menos um vértice em relação ao plano estabelecido pelos outros três. Os limites de variações nos tamanhos das peças são definidos e agrupados em calibres.



______________________________________________________________________________________________________________

4) Assentamento
Voltar ao topo

Atualmente são utilizados os seguintes métodos de assentamento:

• Método convencional ou tradicional: o assentamento é executado com argamassa fresca comum de cimento Portland e areia, sendo a pasta de cimento adesivo que ‘cola’ a placa ao substrato.

• Método utilizando argamassa colante: o assentamento é realizado utilizando-se argamassa colante. Essa argamassa já é vendida na dosagem adequada, acrescida de aditivos que facilitam o trabalho e melhoram o desempenho do revestimento cerâmico.

• Método de colagem: o assentamento é realizado utilizando-se colas orgânicas constituídas de resinas+solventes.

4.1 Argamassas Colantes: Rígidas e Flexíveis
São constituídas de uma mistura pré-dosada de cimento e agregados, aditivadas com produtos que melhoram seu desempenho – plastificantes, retentores, impermeabilizantes...para sua preparação basta adicionar água na proporção indicada pelo fabricante. As argamassas colantes contém aditivos com o objetivo de obter as seguintes características:
Uso em espessura reduzida;
• Grande adesividade;
• Retenção de água;
• Retardamento para início da pega;
• Maior plasticidade;
• Diminuição de fissuras, conseqüentemente menor penetração de água e agentes agressivos;

As argamassas flexíveis são indicadas para o uso em áreas externas, pois contém maior quantidade de aditivos tornando-se assim mais elásticas e deformáveis, absorvendo melhor as deformações pelo movimento natural da estrutura, da alvenaria, da laje...enfim, da edificação.


As argamassas rígidas são indicadas para uso interno.

4.2 Juntas
Durante o processo de assentamento, seja ele qual for, muitas são as forças e tensões que atuam nas camadas da base e na placa cerâmica. As juntas têm a função principal de isolar e limitar essas tensões em uma única peça, não transmitindo essas forças de uma placa para outra. Portanto, as juntas devem ter a capacidade de acomodar deformações sem comprometer a qualidade de revestimento. São três os principais tipos de juntas que usamos em revestimento cerâmico:
• Juntas de assentamento;
• Juntas estruturais;
• Juntas de movimentação;

4.3 Juntas de Assentamento
As juntas de assentamento são as de união entre as peças cerâmicas e tem por finalidade:
• Compensar a diferença de tamanho das placas cerâmicas;
• Facilitar o alinhamento das placas;
• Acomodar tensões oriundas da dilatação térmica e expansão por umidade sem transmiti-las para outras peças;
• Facilitar a troca de peças, se for o caso;

Obs.: o dimensionamento das juntas está intimamente ligado à dimensão da peça e ao tipo de movimentação ao qual a placa está sujeita. É sempre importante observar as indicações do fabricante.

4.4 Juntas Estruturais
As juntas estruturais devem estar previamente demarcadas na estrutura, devendo ser mantidas no local e com a dimensão que estiverem.

4.5 Juntas de Movimentação
• As juntas de movimentação ou dessolidarização estão presentes em pisos e paredes e devem aparecer nos seguintes casos:
• Entre a placa cerâmica e outro material de acabamento;
• Quando ocorre mudança do material da base, por exemplo: de tijolo para concreto;
• No encontro de piso e parede, entre o revestimento da parede e forro e vigas ou pilares; nestes casos denominam-se juntas periféricas;

4.6 Recomendações Importantes para o Assentamento
I. Contrapiso ou alvenaria: curada, nivelada e aprumada;
II. Escolha da argamassa: rígida ou flexível;
III. Analisar o local de assentamento (umidade, presença do sol) e definir a área em que será estendida a argamassa colante, com desempenadeira: primeiro pelo lado liso, depois pentear com um ângulo aproximado de 60º;
IV. Em PAREDE, assentar a placa cerâmica seca de baixo para cima sobre a argamassa colante e bater levemente o maior número de vezes com martelo de borracha. Em PISOS, assentar a placa cerâmica seca, de preferência, das extremidades para o centro sobre a argamassa colante e bater o maior número de vezes com martelo de borracha;
V. Rejuntar após 72 horas do assentamento e realizar a limpeza após 15 minutos, com esponja úmida e pano seco.

4.7 Teste do Assentamento Correto
• Durante a colocação, faça constantemente o teste da formação da película, controlando o tempo em aberto da argamassa. Assim, ao acabar a colocação de placas em 1m2 retire a última peça e observe o preenchimento de argamassa em seu verso;
• Antes de rejuntar, faça do teste do som “oco”: bata na cerâmica, observando a existência de áreas não preenchidas. Este som é sinal de peça mal assentada. Retire a placa e assente-a novamente.

4.8 Rejuntamento
A composição de um rejunte é formada por cimento Portland acrescido de pigmentos aditivos. Os rejuntes só de cimento são rígidos. Os rejuntes aditivados devem ser laváveis, impermeáveis e elásticos permanecendo com cores inalteradas. Em casos especiais, como em locais de contato permanente com água, devem resistir a fungos e repelir a água; em locais de grande movimentação da estrutura, devem ser sempre mais flexíveis.

Nota: observe a limpabilidade, elasticidade e impermeabilidade do rejunte, pois estas são propriedades essenciais.



4.9 Recomendações Importantes para Rejuntamento

I.

Não é preciso molhar as juntas, ao menos que sejam executadas sobre o sol intenso, vento ou baixa umidade;

II.

Para espalhar o rejunte usar desempenadeira com base de borracha firme;

III.

Recomenda-se passar cera incolor nas bordas das placas rústicas antes de rejuntar;

IV.

Para o uso de rejunte colorido realizar um teste para verificar se o rejunte mancha a placa cerâmica;

V

A limpeza do rejunte deve ser feita com esponja úmida e pano seco;

VI.

Não use solução ácida para a limpeza, pois esta pode atacar o rejuntamento e as placas.





Compartilhe com seus amigos:


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal