1 — Da Distinção Entre o Conhecimento Puro e o Empírico



Baixar 0.6 Mb.
Página1/23
Encontro14.07.2018
Tamanho0.6 Mb.
  1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   23

Crítica da Razão Pura

Emmanuel Kant

Tradução: J. Rodrigues de Merege

Créditos da digitalização: Membros do grupo de discussão Acrópolis (Filosofia)

Homepage do grupo: http://br.egroups.com/group/acropolis/





INTRODUÇÃO 4

I — Da Distinção Entre o Conhecimento Puro e o Empírico 4

II — Achamo-nos de Posse de Certos Co­nhecimentos “A Priori” e o Próprio Senso Comum não os Dispensa 5

III — A Filosofia Necessita de Uma Ciên­cia que Determine a Possibilidade, os Prin­cípios e a Extensão de Todos os Conheci­mentos “A Priori” 6

IV — Diferença Entre o Juízo Analítico e o Sintético 8

V — Os Juízos Matemáticos São Todos Sintéticos 9

VI — Problema Geral da Razão Pura 11

VII — Idéia e Divisão de Uma Ciência Par­ticular sob o Nome de CRÍTICA DA RAZÃO PURA 13



PARTE PRIMEIRA 16

DA TEORIA ELEMENTAR TRANSCENDENTAL 16

Estética Transcendental 16

Primeira Seção 17

Da Estética Transcendental do Espaço 17



Exposição metafísica deste conceito 17

Exposição Transcendental do Conceito de Espaço 18



Consequências dos conceitos precedentes 19

Segunda Seção 20

Da Estética Transcendental do Tempo 20

Exposição metafísica do conceito de tempo 21

Exposição transcendental do conceito de tempo 21

Corolários destes conceitos 22

Explicação 24

Observações gerais sobre a Estética transcendental 26

Conclusão da Estética transcendental 31

Parte Segunda 32

DA TEORIA ELEMENTAR TRANSCENDENTAL 32

LÓGICA TRANSCENDENTAL 32

Introdução — 32

Idéia de Uma Lógica Transcendental 32

I — Da Lógica em geral 32

II — Da Lógica transcendental 34

III — Divisão da Lógica geral em Analítica e Dialética 35

1V — Divisão da Lógica transcendental em analítica e Dialética transcendental 36

Primeira Divisão da Lógica Transcendental - Analítica Transcendental 38

Livro Primeiro 39

DA ANALÍTICA TRANSCENDENTAL 39

Analítica dos conceitos 39



CAPITULO 1 39

Orientação para a descoberta de todos os conceitos puros do entendimento 39

Primeira Seção 40

Orientação Transcendental Para a Descoberta de Todos os Conceitos do Entendimento 40

Do uso lógico do entendimento em geral 40

Segunda Seção 41

9 41

Da função lógica do entendimento no juízo 41



Terceira Seção 43

10 43


Dos conceitos puros do entendimento ou categorias 43

CAPITULO II 50

Dedução dos Conceitos Puros do Entendimento 50

Primeira Seção 50

13 50

Dos princípios de uma dedução transcendental em geral 50



Passagem à dedução transcendental das categorias 53

Dedução Transcendental dos Conceitos Puros Intelectuais 55



A possibilidade de uma síntese em geral 55

Da unidade primitivamente sintética da apercepção 55

O princípio da unidade sintética da apercepção é o princípio supremo de todo uso do entendimento 57

Natureza da unidade objetiva da própria consciência 58

A forma lógica de todos os juízos consiste na unidade objetiva da apercepção dos conceitos que neles se contêm 59

Todas as intuições sensíveis são submetidas às categorias como as únicas condições sob as quais o que existe nelas de diverso pode reunir-se à consciência una 60

Observação 60

A categoria não tem outro escopo que o conhecimento das coisas na sua aplicação aos objetivos da experiência 61

Aplicação das categorias aos objetos dos sentidos em geral 62

Dedução transcendental do uso experimental geralmente possível dos conceitos puros do entendimento 65

Resultado desta dedução dos conceitos do entendimento 67

Resumo Desta Dedução 68

LIVRO SEGUNDO 69

ANALÍTICA DOS PRINCÍPIOS 69

Introdução 69

Do juízo transcendental em geral 69

CAPÍTULO 1 72

Do esquematismo dos conceitos puros do entendimento 72

CAPITULO II 77

Sistema de todos os princípios do entendimento puro 77

Primeira Seção 78

Do princípio supremo de todos os juízos analíticos 78

Segunda Seção 79

Do princípio supremo de todos os juízos sintéticos 79

Terceira Seção 81

Representação sistemática de todos os princípios sintéticos do entendimento puro 81

I — Axiomas da Intuição 83

Princípio: Todas as intuições são quantidades extensivas 83

II — Antecipações da Percepção 85

Princípio: Em todos os fenômenos, o real, que é um objeto da sensação, tem uma qualidade intensiva, quer dizer, um grau 85

III — Analogias da Experiência 89

Princípio: A experiência só é possível pela representação de uma ligação necessária das percepções 89

IV — Postulados do Pensamento Empírico em Geral 107

NOTAS 118



INTRODUÇÃO



I — Da Distinção Entre o Conhecimento Puro e o Empírico


Não se pode duvidar de que todos os nossos conhecimentos começam com a experiência, por­que, com efeito, como haveria de exercitar-se a fa­culdade de se conhecer, se não fosse pelos objetos que, excitando os nossos sentidos, de uma parte, produzem por si mesmos representações, e de ou­tra parte, impulsionam a nossa inteligência a compará-los entre si, a reuni-los ou separá-los, e deste modo à elaboração da matéria informe das impressões sensíveis para esse conhecimento das coisas que se denomina experiência?

No tempo, pois, nenhum conhecimento pre­cede a experiência, todos começam por ela.

Mas se é verdade que os conhecimentos deri­vam da experiência, alguns há, no entanto, que não têm essa origem exclusiva, pois poderemos admitir que o nosso conhecimento empírico seja um composto daquilo que recebemos das impres­sões e daquilo que a nossa faculdade cognoscitiva lhe adiciona (estimulada somente pelas impres­sões dos sentidos); aditamento que propria­mente não distinguimos senão mediante uma longa prática que nos habilite a separar esses dois elementos.

Surge desse modo uma questão que não se pode resolver à primeira vista: será possível um conhecimento independente da experiência e das impressões dos sentidos?

Tais conhecimentos são denominados “a prio­ri”, e distintos dos empíricos, cuja origem e a posteriori”, isto é, da experiência.

Aquela expressão, no entanto, não abrange todo o significado da questão proposta, porquanto há conhecimentos que derivam indiretamente da experiência, isto é, de uma regra geral obtida pela experiência, e que no entanto não podem ser ta­chados de conhecimentos “a priori”.

Assim, se alguém escava os alicerces de uma casa, “a priori” poderá esperar que ela desabe, sem precisar observar a experiência da sua queda, pois, praticamente, já sabe que todo corpo aban­donado no ar sem sustentação cai ao impulso da gravidade. Assim esse conhecimento é nitida­mente empírico.

Consideraremos, portanto, conhecimento “a priori”, todo aquele que seja adquirido indepen­dentemente de qualquer experiência. A ele se opõem os opostos aos empíricos, isto é, àqueles que só o são “a posteriori”, quer dizer, por meio da experiência.

Entenderemos, pois, daqui por diante, por co­nhecimento “a priori”, todos aqueles que são abso­lutamente independentes da experiência; eles são opostos aos empíricos, isto é, àqueles que só são possíveis mediante a experiência.

Os conhecimentos “a priori” ainda podem dividir-se em puros e impuros. Denomina-se co­nhecimento “a priori” puro ao que carece comple­tamente de qualquer empirismo.

Assim, p. ex., “toda mudança tem uma cau­sa”, é um princípio “a priori”, mas impuro, porque o conceito de mudança só pode formar-se extraído da experiência.



Compartilhe com seus amigos:
  1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   23


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal