1 cenário e antecedentes



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CAMPUS ARARANGUÁ

RUA PEDRO JOÃO PEREIRA, 145 – MATO ALTO – CEP 88900-000 – ARARANGUÁ/SC

TELEFONE (48) 3721-6448, FAX (48) 3522-2408

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DO

BACHARELADO EM ENGENHARIA DE ENERGIA

Araranguá, Dezembro de 2013




Comissão nomeada pela portaria n 387/PREG/2008 de 04/12/2008:

Prof. Carlos José de Carvalho Pinto (DEG/PREG, Presidente)

Prof. Amir Antônio Martins de Oliveira Jr. (EMC/CTC)

Prof. João Carlos Rocha Gré (GCN/CFH)

Profa. Rozângela Curi Pedroza (BQA/CCB)

Prof. Sérgio Colle (EMC/CTC)



Coordenação:

Profa. Roselane Fátima Campos (Pró-Reitora de Ensino de Graduação)

Prof. Paulo César Leite Esteves (Diretor Geral do Campus Araranguá)

Profa. Regina Vasconcellos Antônio (Diretora Acadêmica do Campus Araranguá)

Prof. Rogério Gomes de Oliveira (Coordenador do Curso de Engenharia de Energia)
Adaptação e revisão:

Núcleo Docente Estruturante (NDE) do curso de graduação em Engenharia de Energia composto por:

Prof. Fernando Henrique Milanese

Profa Katia Cilene Rodrigues Madruga

Profa. Maria Ángeles Recio Lobo

Prof. Maurício Girardi

Prof. Rogério Gomes de Oliveira

Profa. Viviane Klein

Conforme portaria n 070/ARA/2012 de 30/08/2011
Universidade Federal de Santa Catarina

Campus Araranguá

CEP 88000-000, Araranguá, SC.

Fones (48) 3522.3069, (48) 3721.6448/6416

E-mail: preg@reitoria.ufsc.br, coordararangua@ararangua.ufsc.br
Araranguá, Abril de 2013.
Primeira versão: 07/09/2009


Índice


1. CENÁRIO E ANTECEDENTES 1

2. A ESCOLHA DA LOCALIZAÇÃO 3

3. MARCO CONCEITUAL 5

4. PERFIL DO EGRESSO 6

5. FUNDAMENTOS PEDAGÓGICOS 7

6. HABILITAÇÃO PROFISSIONAL 9

7. ESTRUTURA CURRICULAR 9

8. ESTRUTURA ADMINISTRATIVA 17

9. ESTRUTURA LABORATORIAL 17

10. CORPO DOCENTE 17

11. APÊNDICES 17

APÊNDICE A - Disciplinas do primeiro ciclo do Bacharelado em Engenharia de Energia, com suas respectivas ementas e bibliografia. 19

APÊNDICE B - Disciplinas obrigatórias para as duas ênfases do segundo ciclo do Bacharelado em Engenharia de Energia, com suas respectivas ementas e bibliografia. 37

APÊNDICE C - obrigatórias para a ênfase em Sistemas de Conversão do segundo ciclo do Bacharelado em Engenharia de Energia, com suas respectivas ementas e bibliografia. 40

APÊNDICE D - Disciplinas obrigatórias para a ênfase em Bioenergia e Sustentabilidade do segundo ciclo do Bacharelado em Engenharia de Energia, com suas respectivas ementas e bibliografia. 43

APÊNDICE E - Disciplinas optativas para as duas ênfases do segundo ciclo do Bacharelado em Engenharia de Energia, com suas respectivas ementas e bibliografia. 46

APÊNDICE F – Regulamento de atividades complementares do bacharelado Em Engenharia de Energia 56

APÊNDICE G – Normas para realização do Trabalho de Conclusão do Curso(TCC). 58

APÊNDICE H – Normas para realização dE Estágio Curricular. 59



1.CENÁRIO E ANTECEDENTES


O ensino de engenharia no Brasil enfrenta um cenário mundial que demanda uso intensivo da Ciência e da Tecnologia e exige profissionais altamente qualificados. O próprio conceito de qualificação profissional tem sido ampliado nos últimos anos, com a presença cada vez maior de componentes associadas às capacidades de coordenação de informações e de grupos multidisciplinares, interação com clientes e parceiros, previsão de resultados e impactos, desenvolvimento e negociação de soluções racionais. O engenheiro deve ser capaz não apenas de propor soluções que sejam tecnicamente corretas, mas também deve ter a ambição de considerar os problemas em sua totalidade, incluindo os aspectos econômicos, sociais e ambientais. A não adequação a esse cenário significa atraso no processo de desenvolvimento e a possibilidade de que as soluções criadas gerem danos em longo prazo e não satisfaçam plenamente os anseios da sociedade.

As Instituições de Ensino Superior (IES) no Brasil tem procurado, através de reformas periódicas de seus currículos, estarem preparadas para enfrentar esta realidade. As tendências atuais apontam para a criação de cursos de graduação com estruturas flexíveis, permitindo que o futuro profissional a ser formado tenha conhecimentos e habilidades em múltiplas áreas de atuação. Ainda, os currículos devem estar articulados com o campo de atuação do profissional; ter base filosófica com enfoque na competência, abordagem pedagógica centrada no aluno, preocupação com a valorização do ser humano, ênfase na síntese e na transdisciplinaridade; priorizar a preservação do meio ambiente, integração social e política do profissional; estimulando uma pré-disposição à busca contínua de aprendizado após a graduação. Desta forma, o currículo em Engenharia de Energia contempla esses princípios abordando o contexto da energia no Brasil e no mundo.



Segundo dados do Balanço Energético Nacional (Fonte: Balanço Energético Nacional, ano base 2009), 52,7% da oferta de energia no Brasil é derivada de fontes não renováveis e o restante é baseado em fontes renováveis. A posição brasileira é privilegiada em relação aos demais países da OCDE. Nos países da OCDE (Organization for Economic Cooperation and Development – grupo de 30 países que representam 2/3 da produção mundial de bens e serviços), a energia de fontes renováveis é apenas 6% comparada com 94% proveniente de fontes não renováveis (Fonte: Key World Energy Statistics, International Energy Agency, 2009). Da oferta de energia de fontes não renováveis no Brasil, petróleo e derivados constituem 71,9 %, gás natural 16,5 %, carvão mineral e derivados 8,9 % e urânio e demais fontes perfazem 2,7 %. Das fontes renováveis, produtos de cana-de-açúcar perfazem 38,5 %, energia hidráulica e hidroeletricidade 32,1 %, biomassa e carvão vegetal 21,4 % e outras renováveis (principalmente eólica e solar) perfazem 8,0 %. Embora a participação da geração hidrelétrica seja majoritária na geração de energia elétrica no país, perfazendo mais de 85% da capacidade instalada (segundo dados do Operador Nacional do Sistema - ONS de 2007, gás natural ocupa 9,2%, nuclear 2,1%, e demais fontes, incluindo eólica e fotovoltaica, 0,5% da capacidade instalada), e o álcool combustível derivado da cana-de-açúcar tenha expressiva participação no setor de transportes, com 15,1% da oferta de energia, a matriz energética brasileira ainda é predominantemente não renovável, com enfoque principal em petróleo e derivados. Petróleo e derivados estão presentes no setor de transporte, com participação de mais de 75%, e na indústria, com uma fatia de mais de 15% da oferta total de energia. No entanto, ao longo dos últimos anos a oferta de derivados de petróleo tem crescido menos que a oferta de energia proveniente de outras fontes. Por exemplo, a oferta de gasolina decresceu 3,9% em 1 ano, enquanto que as ofertas de etanol e bagaço de cana cresceram respectivamente 34,7% e 13,1% no mesmo período. Nota-se, portanto, duas características básicas da oferta de energia no Brasil: (1) uma diversificação praticamente homogênea entre as energias renováveis e não renováveis e (2) um crescimento maior da oferta de renováveis, quando comparada com a de não renováveis. Esta posição é privilegiada no cenário mundial e, somada ao tamanho continental do território brasileiro, com grande diversidade de climas e ecossistemas, e à grande faixa de mar territorial, confere ao profissional ligado ao setor energético grandes oportunidades de contribuir na consolidação de uma matriz energética eficiente, limpa e sustentável. O impacto dos custos da energia na sociedade, a importância estratégica da independência energética e o crescimento do uso de fontes alternativas ao Petróleo e derivados têm levado ao desenvolvimento (1) de tecnologias de energia, desde a concepção, à análise, manufatura, instalação, operação e utilização, (2) de processos de gestão da produção e da demanda de energia, visando confiabilidade, eficiência, sustentabilidade e segurança, (3) de técnicas de prospecção de fontes, avaliação e mitigação de impactos ambientais e (4) de critérios, normas e legislação para o desenvolvimento sustentável.

O Brasil se insere neste contexto tanto como produtor e consumidor de energia, quanto como fornecedor de tecnologias, produtos e serviços. Este desenvolvimento exigido pela sociedade na área de energia, inexorável e estratégico, apresenta, entretanto, um gargalo na formação dos recursos humanos necessários. O Brasil apresenta um déficit no número de engenheiros, quando comparado com outros países em igual grau de desenvolvimento, e as universidades públicas brasileiras, como parte da sua missão, devem contribuir na solução deste problema.

Nesta direção, a UFSC implantou no Campus de Araranguá, o curso de Engenharia de Energia, composto por dois ciclos de formação, e que tem foco nas questões relacionadas ao setor energético. O primeiro ciclo, correspondente aos seis primeiros semestres, compreende os conteúdos básicos para a formação de engenharia, incluindo disciplinas das ciências físicas, químicas, matemáticas, biológicas, ambientais e humanas, além daquelas que fornecerão conhecimentos gerais sobre temas de importância ao profissional ligado ao setor energético. O segundo ciclo compreende do sétimo ao décimo semestre, e dividi-se em duas ênfases: (1) Sistemas de Conversão e (2) Bioenergia e Sustentabilidade. Os alunos irão optar por seguir uma dessas ênfases, cujas respectivas habilidades serão apresentadas na seção sobre o perfil do egresso.



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