1-Introdução 2-Plano de gestão 2001-2004



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1. CURSO PRÉ-VESTIBULAR PARA ALUNOS CARENTES


O direito à educação está previsto em nossa Carta Magna. A escola pública de ensino fundamental e médio tem tido o suporte do Estado na oferta de infra-estrutura e de vagas necessárias. O acesso à universidade pública e gratuita de qualidade comprovada em nosso país, no entanto, é extremamente difícil para as classes menos favorecidas. Os cursos pré-vestibulares, por outro lado, afunilam ainda mais o processo de entrada nas universidades públicas, porque os mais pobres não podem pagar os elevados custos dos “cursinhos”; isso é uma perversa constatação. As universidades públicas do Estado de São Paulo têm iniciativa de oferecer curso pré-vestibular à população de baixa renda, utilizando duas estratégias:

  1. parcerias com os centros acadêmicos, onde os alunos de graduação assumem a função de professores e de administradores, com resultados expressivos. Em algumas universidades, o índice de aprovação nos vestibulares em faculdades públicas chega a 35%.

  2. parcerias com prefeituras e outras entidades, que fornecem salas de aula, armários, etc.

Considerando a necessidade de atender a crescente demanda para cursos superiores públicos e o sucesso já alcançado pelas iniciativas descritas, a Pró-Reitoria de Extensão Universitária está propondo um projeto institucional, que envolva Unidades Universitárias, que cobrem grande parte de nosso Estado. Com certeza, esta iniciativa em parceria com as Prefeituras, e o alunado, resultará em ação de grande alcance social e de preparo de recursos humanos qualificados, provenientes de extratos menos diferenciados, ou seja, à população carente, permitindo-se indiscutivelmente a inclusão social. A seguir apresenta-se a relação dos cursos pré-universitários já oferecidos pela UNESP com ou sem bolsa de projetos de extensão.

Cursos pré-universitários oferecidos pela UNESP

CAMPUS

CURSO

Nº VAGAS

BOLSA PROEX

Araçatuba

Daca

70

00

Araraquara

Cuca

340

70

Assis

1º Opção

80

15

Bauru/FAAC

Lions/FAAC

140

00

Bauru/FE

1º de Maio

50

01

Botucatu/FCA

FCA/UNESP

35

00

Botucatu/FM

Desafio

90

02

Botucatu/IB

Cavj - IB

130

03

Franca

SEUU

180

01

Guaratinguetá

CV DAFEG

200

00

Ilha Solteira

DAFEIS

45

00

Jaboticabal

Ativo

120

00

Marília

Caum

60

18

Pres. Prudente

Ideal

180

20

Rio Claro

Cab

190

00

S. J. Rio Preto

Vest. Jr.

150

00

TOTAL

16

2.060

130


2. ESCOLARIZAÇÃO PARA OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DO ESTADO DE SÃO PAULO E PROGRAMA DE ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS.

A educação de jovens e adultos se faz necessário e imprescindível, pois temos declarado em nossa Constituição o direito de educação para todos. Esse direito para todos é uma reivindicação de todos os educadores para as pessoas que não puderam, por qualquer motivo, freqüentar a escola em devido tempo e idade. A declaração de Hamburgo sobre educação de adultos, reafirma que “apenas o desenvolvimento centrado no ser humano e a existência de uma sociedade participativa, baseada no respeito integral aos direitos humanos, levarão a um desenvolvimento justo e sustentável”.

A educação de jovens e adultos torna-se, portanto, mais que um direito, pois é uma conseqüência do exercício da cidadania como condição para uma plena participação na sociedade, além de ser um requisito fundamental para a construção de um mundo onde a violência cede lugar ao diálogo e à cultura de paz baseada na justiça, que pela conscientização sobre a necessidade de interagir com o mundo globalizado em constante evolução, espera-se resgatar o desenvolvimento cognitivo, o aperfeiçoamento das habilidades, a capacidade de mudança de atitude e contribuir para um trabalho multiprofissional de qualidade.

O direito à educação do ensino fundamental e médio para todos significa dar às pessoas a oportunidade de desenvolver seu potencial, coletiva ou individualmente, tornando-os sujeitos criativos e produtivos. Produtivos no sentido de transformar a realidade, proporcionando condições para enfrentarem o mundo caracterizado por rápidas transformações, e crescente complexidade e riscos. A proposta visa criar condições oferecendo a oportunidade aos servidores públicos das instituições estaduais, municipais e federais e assim, atendendo aos acordos firmados na CONFITEA, as universidades públicas do Estado de São Paulo se organizarem para desencadear o processo de escolarização para o ensino fundamental e médio para os funcionários públicos, como prioridade, podendo se estender a toda comunidade.



3. ATENÇÃO INTEGRAL À TERCEIRA IDADE

Considerando-se o crescimento da população idosa e a necessidade de medidas dirigidas à implantação de políticas sociais voltadas a essa questão, mobilizações de diversas naturezas vêm sendo feitas com o objetivo de propor ações que contribuam, para que a problemática seja incorporada pela sociedade de modo geral. Nesse sentido, as atividades da Universidade Aberta à 3ª Idade, ao comprometer-se com uma proposta coletiva de transformação da sociedade, possibilitam o fornecimento de informações que o adulto que envelhece necessita e/ou deseja, por meio de diferentes atividades desenvolvidas em cada unidade da universidade pública, com vistas a que sejam asseguradas as condições ao bem-estar físico, psíquico e social do idoso, síntese do processo de fortalecimento da cidadania.

A seguir apresentamos cada Programa referente ao PISC

8.1. PROGRAMA DE ALFABETIZAÇÃO SOLIDÁRIA – PAS

As atividades da UNESP no Programa Alfabetização Solidária em articulação com as parcerias de prefeituras municipais, governo federal e empresas, desenvolveram-se no sentido da mobilização contra o analfabetismo, em municípios com altos índices de analfabetismo definidos no ranking do IBGE. Entre os municípios distribuídos principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste do Brasil, a UNESP coordenou as atividades de alfabetização em cinco, todos do Estado de Sergipe, em: Itabaianinha, Lagarto, Areia Branca, Nossa Senhora da Glória e Ilha das Flores, abaixo discrimanados, com respectivos coordenadores.

ITABAIANA - Professora Kátia Regina Coutinho Piravano – campus de Assis

LAGARTO - Professor Elizeu Trabuco – campus de São José do Rio Preto

AREIA BRANCA - Professor José Misael Ferreira do Vale - campus de Bauru

NOSSA SENHORA DA GLÓRIA - Professor. Antonio César Frassetto - campus de S. J. R. Preto

ILHA DAS FLORES – Profa Maria de Fátima Rotta Furlanetti – campus de Presidente Prudente

A atuação dos respectivos professores coordenadores em cada município restringiu-se às primeiras visitas para seleção dos alfabetizadores do Módulo XIV – segundo semestre de 2003 e a Coordenadora Pedagógica do Programa, Professora Kátia Regina Coutinho Piravano atuou na Capacitação dos alfabetizadores dos cinco municípios. Estes foram selecionados entre os moradores do município ou área onde foram montadas as salas de aula. Teve como colaborador na capacitação, o professor Elizeu Trabuco.

A capacitação dos alfabetizadores envolveu quase cinqüenta alfabetizadores dos cinco municípios e um dos aspectos que mais chamou a atenção foi a interação conseguida e mantida durante a capacitação. Todas as atividades propostas seja, em capacitação para o ensino de língua portuguesa, matemática, ciências da natureza e outras, foram realizadas em grupos, sempre diferenciados, o que proporcionou conhecimento e integração muito grande entre todos. As palestras sobre alfabetização e letramento foram fundamentais, pois, fizeram todos refletir sobre educação e valores humanos. Serviu também para que os alfabetizadores pensassem sobre o que é educar, frente aos valores sociais atuais. As atividades de matemática serviram para mostrar que os alfabetizadores estão pouco preparados para o ensino das quatro operações e que muitos necessitam aperfeiçoar seus próprios conhecimentos.

Houve também o desenvolvimento de pesquisas e apresentação de trabalhos na IV Semana de Alfabetização em São Paulo durante o mês de setembro, destacando-se entre os trabalhos, os dos professores José Misael Ferreira do Vale e de Kátia Regina Coutinho Piravano.



  • UMA FESTA DE ALFABETIZAÇÃO.

Kátia Regina Coutinho Piravano – (Coordenadora Setorial responsável pelo município de Limoeiro de Anadia – GO, no primeiro semestre e Coordenadora Pedagógica do PAS na UNESP)

  • FORMAÇÃO DO ALFABETIZADOR - O CURSO DE CAPACITAÇÃO PARA O PROGRAMA ALFABETIZAÇÃO SOLIDÁRIA: ASPECTOS POSITIVOS E NEGATIVOS DE UMA PRÁTICA NECESSÁRIA.

José Misael Ferreira do Vale – UNESP (FC- UNESP- Bauru).
O PAS/PROEX realizou ainda, cinco reuniões pedagógicas para apresentação, discussão e decisões referentes ao programa. A seguir são apresentados, os relatórios individuais por município atendido, conforme as atividades dos respectivos professores e estagiários. Vale ressaltar que encontra-se disponível também o relatório dos estagiários de Franca, que apesar de não atender nenhum município, os bolsistas continuaram com suas atividades.

Professor Antonio César Frassetto – Campus de São José do Rio Preto.

Alunas: Sabrina Helena Bonfim e Taline Bueno Pínola

Com início no PAS em fevereiro de 2003, estivemos totalmente disponíveis ao programa. Mas devido ao impasse político, ou seja, mudança de governo com a posse do novo presidente da república, o programa esteve parado, não havendo uma resposta administrativa para as bolsistas até março de 2003. Neste mesmo mês, obteve-se resposta positiva que dizia a respeito da continuidade do PAS e da liberação das bolsas. De março a setembro de 2003 sob orientação do professor Antônio César Frasseto, desenvolvemos um artigo sobre as diferentes "etnos" dentro da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Este artigo será publicado na revista que esta sendo idealizada pelo professor Misael da Unesp de Bauru. O artigo teve a finalidade de se conhecer mais sobre como diferentes povos mantêm as suas culturas, mesmo sem serem alfabetizados e como eles fazem sua "leitura de mundo". De março a outubro foram feitas diversas leituras com a intenção de se conhecer mais sobre a alfabetização e educação de jovens e adultos, além de adquirir conhecimentos para escrita do artigo e preparação para as visitas tão esperadas e ainda não realizadas nos municípios, devido novamente à problemas administrativos do PAS.Neste mesmo período, foram realizadas reuniões com bolsistas do professor Elizeu Trabuco, Aira Casagrande e Carolina, sobre como fazer as capacitações in loco, ou seja, no município de destino.


Em outubro e novembro foram feitos os cadastros das turmas, alfabetizadores e alfabetizandos via internet pelo site da alfabetização solidária. Devido a problemas do site e atuantes do ministério da educação e cultura, em Brasília tivemos que cadastrar novamente os 274 alfabetizandos e seus alfabetizadores (10), impedindo que as reuniões entre os bolsistas de São José do Rio Preto ocorressem como de costume. Vale ressaltar a nossa participação em todas as reuniões pedagógicas, encontros e seminário realizados pelo PAS.

Professora Ana Maria Ramos Estevão - Campus de Franca

Alunos: Fernando Gallardo Vieira Prioste e Gisele Cristina Pereira

O programa Alfabetização solidária, é desenvolvido no campus de Franca pelo grupo PAIDÉIA, que é composto por alunos dos cursos de história, direito e serviço social, e uma professora coordenadora do departamento de Serviço Social. No primeiro semestre não foi destinado pelo programa Alfabetização Solidária nenhum município; entretanto, a equipe de Franca se propôs a dar assessoria semelhante à realizada junto ao município de Cidelândia, ao grupo de extensão universitária GAPATERRA (Grupo de Alfabetização Terra e Raiz) que iniciou um trabalho de alfabetização de jovens e adultos no assentamento XVII de Abril no Município de Restinga.

Algumas modificações foram feitas no plano de atividades, pois no decorrer do trabalho constatou-se não haver necessidade dos bolsistas visitarem semanalmente o assentamento, visto que este trabalho é realizado pelos alfabetizadores que conhecem melhor a sua realidade e estão mais ligados ao assentamento por laços de amizade. O acompanhamento dos bolsistas se deu, por meio, das reuniões, preparações de aula, e ciclos de formação como os membros do GAPATERRA. O grupo PAIDÉIA norteou seu trabalho a partir dos princípios e concepções de educação popular desenvolvidos por Paulo Freire, que busca além da leitura da palavra, a leitura do mundo que propicia ao educando uma leitura crítica da realidade em que está inserido. Foi com base nesses princípios que se realizou a assessoria aos alfabetizadores. Os bolsistas além de realizarem as atividades no grupo PAIDÉIA, participaram ainda como monitores voluntários do GAPAF (Grupo de Alfabetização Paulo Freire), que trabalha com a alfabetização de jovens e adultos na cadeia pública de Franca, e em uma comunidade periférica da cidade, bairro Recanto Elimar.

Até o mês de maio o grupo Paidéia foi assistido pela Profa.. Raquel Santos Santana na função de coordenadora. No mês de junho a coordenação mudou para a pessoa da Profª. Ana Maria Estevão, que deveria dar prosseguimento às atividades nos meses posteriores, porém logo em seguida, a professora entrou no gozo de licença – prêmio retornando às atividades em novembro. Tal fato impossibilitou que o grupo assumisse a coordenação de um dos municípios destinados à Unesp no mês de setembro. Portanto os bolsistas de Franca continuaram desenvolvendo as atividades com o grupo GAPATERRA além de utilizarem os conhecimentos adquiridos no curso de capacitação para promover oficinas junto aos membros do grupo GAPAF e GAPATERRA. Os bolsistas ainda se colocaram a disposição dos demais campi para auxiliarem em capacitação e viagens de acompanhamento.


Professor: José Misael Ferreira do Vale - Campus de Bauru

Estagiárias: Janaina Pardin Cavalcanti e Nivia Mara Souza Lima.


O departamento de Educação da Faculdade de Ciências do Campus da Unesp/Bauru, parceiro do Programa Alfabetização Solidária (PAS), desde 2001, dá prosseguimento às suas atividades colaborativas para, em conjunto com os outros parceiros do programa, promoverem a redução do analfabetismo de regiões carentes do país. O presente relatório expõe, à vista de dados quantitativos, algumas considerações iniciais acerca do trabalho de implantação realizado até o momento no Município de Areia Branca, Estado de Sergipe. A unidade universitária, em parceria com o PAS, é responsável pelo desenvolvimento do projeto pedagógico e pela formação dos professores alfabetizadores nos cursos de capacitação que oferece.

A realização das atividades tem início com o Curso de Capacitação (quando necessário) e é feito após a primeira visita do Coordenador Setorial ao município, com o intuito de selecionar os futuros professores alfabetizadores. Após a instalação das salas de aula, as visitas de acompanhamento do curso são feitas mensalmente pelas estagiárias bolsistas. Estas, por vezes, auxiliam na produção de materiais didáticos, à vista de necessidades específicas, decorrentes de parcos recursos materiais dos professores, contando, para tanto, com a ajuda e orientação do Coordenador Setorial. As diversas possibilidades de transformação que o público-alvo se depara no PAS servem de estímulo para a continuidade do projeto. A aquisição de “ferramentas”, como a leitura e escrita, concede às pessoas oportunidades de mudança e transformação da realidade à sua volta, pela da conscientização política de sua condição e do aprendizado consciente para a cidadania.

É notória a promoção da auto-estima, conseqüente do processo de alfabetização e, certamente, é fator primeiro de transformação na vida dos alfabetizandos. Quanto à diversidade colocada diante dos educadores bolsistas é, sem dúvida, de extrema importância para cada um a vivência de aprendizagens obtidas pelas experiências vividas e trocadas por cada um dentro do Programa. Até o momento a atuação da Coordenação Setorial com sede no Departamento de Educação da Faculdade de Ciências, se restringiu à visita ao Município de Areia Branca (SE) para conhecer a realidade local, a Secretaria Municipal de Educação e os professores alfabetizadores que atuarão, de início, em 10 turmas, totalizando 250 adultos interessados na aprendizagem da leitura e da escrita.

Na primeira visita o Coordenador Setorial do PAS, Prof. Dr. José Misael Ferreira do Vale, conheceu a Secretária Municipal de Educação de Areia Branca (SE) Profª. Maria de Fátima Barreto e com a Secretária tratou da implantação do PAS no município. Na oportunidade foi possível conhecer os docentes alfabetizadores bem como a Coordenadora Municipal (Profª. Ivana Lúcia Costa Lima) e o Monitor Pedagógico (Prof. Hiúri Oliveira Mota). Foi possível dialogar sobre a Educação de Jovens e Adultos com os futuros professores do PAS. A reunião foi profícua e permitiu que se conhecesse o nível de preparo dos professores, suas dificuldades, e aspirações. Durante o primeiro contato com o contexto da Educação no município ficou a impressão de boa vontade e determinação do município em levar avante o PAS em consonância com as orientações administrativo-financeiras do Brasil Alfabetizado. Ainda é cedo para apontar resultados da ação, pois o PAS/Areia Branca está na fase de organização. Não foi detectado nenhum problema sério que poderia inviabilizar a ação pedagógica futura, pois há vontade política manifesta pessoalmente pelo Prefeito Municipal.


Professor Elizeu Trabuco - Campus de São José do Rio Preto

Monitores – estagiários: Aira Oliveira Casagrande e Carolina F. Della Corte Barros





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