A bíblia da feitiçaria o manual Completo dos Feiticeiros Janet e Stewart Farrar



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Nota Importante : Como em português a morte é um termo feminino, mantive assim na tradução, embora no contexto a morte seja representada por um ser masculino).

Pois existem três grandes eventos na vida do homem; Amor, Morte e Ressurreição no novo corpo; e a Magia controla todos eles. Pois para completar o amor voce deve retornar novamente no mesmo tempo e lugar que o amado, e voce deve lembrar e amá-los (?) novamente. Mas para ser renascido voce deve morrer e estar pronto para um novo corpo; e para morrer voce deve nascer; e sem amor voce não pode nascer; e isto constitui todas as Magias.


III Iniciação do Terceiro Grau
A iniciação do terceiro grau eleva uma bruxa ao mais alto dos três graus da Arte. Em um certo sentido, uma bruxa do terceiro grau é totalmente independente, responsável apenas perante os Deuses e à sua própria consciência. Ele ou ela pode iniciar a outros no primeiro, segundo e terceiro graus e pode fundar um coven totalmente autônomo o qual (diferente de um coven com líderes do segundo grau) não está mais sob a orientação do coven matriz. Naturalmente, na extensão em que ele ou ela permanece como um membro do coven matriz, esta independência está em suspenso; todo membro do coven, seja de que grau for, deve de boa vontade aceitar a autoridade da Suma Sacerdotisa e do Sumo Sacerdote; se um membro do terceiro grau não mais o puder, é o momento de se desligar.

Como está escrito na Lei: (1) ‘Se eles não concordarem com seus Irmãos, ou se eles disserem, “Eu não trabalharei sob [a autoridade] desta Suma Sacerdotisa”, tem sido sempre conveniente a aplicação da Antiga Lei para a Fraternidade e para evitar disputas. Qualquer um do Terceiro [Grau] pode requerer [seu direito] à fundar um novo Coven ...”

O ritual de iniciação para o terceiro grau é aquele do Grande Rito. Nós apresentamos uma forma deste, para uso em todos os Festivais, na Secção II de Oito Sabás Para as Feiticeiras. Abaixo, nós apresentamos a versão do Texto B de Gardner, mais a forma alternativa da declamação em verso do Texto C. (2) Cada uma dessas três formas podem ser ou ‘reais’ ou simbólicas. Todas essas formas de encenar o Grande Rito diferem, mas sua intenção e espírito são os mesmos; e necessitamos fortemente reenfatizar que qualquer outra forma ritual que seja adequada à um coven em particular seria igualmente válida desde que sua intenção e espírito sejam compreendidos e verdadeiramente expressos.

Em sua forma ‘real’, o Grande Rito é um ritual sexual, involvendo uma relação íntima entre o homem e a mulher participantes. Em sua forma simbólica ou teatral, ele pode ser chamado de ritual de gêneros, de polaridade masculino-feminino mas não envolvendo relação íntima.

Nós lidamos em profundidade com a atitude Wicca em relação ao sexo na Secção XV abaixo. Mas para evitar uma compreensão errônea, nós devemos enfatizar aqui que para a bruxa, sexo é sagrado – uma força polarizada bela e sem vexação que é intrínseca à natureza do universo. Ela deve ser tratada com reverência , mas sem puritanismo. A Arte não faz qualquer apologia para utilizar a relação íntima entre um homem e uma mulher adequados, na privacidade, como um profundo sacramento ritual, trazendo neste todos os elementos – físico, astral, mental e espiritual. A chave para o Grande Rito ‘real’ (e deveras para o simbólico) está na afirmação da declaração: ‘Pois não há parte alguma de nós que não seja dos Deuses.’

No ritual, o corpo da Sacerdotisa é considerado como o Altar da Deusa que ela representa, e para quem ela é um canal. Seu útero focal (?!) é reverenciado como ‘a fonte da vida sem a qual não existiríamos’; e nenhuma apologia é necessária também para este antigo e sagrado simbolismo.

A questão é, naturalmente, quem são o ‘homem e mulher adequados’ para encenar o Grande Rito ‘real’ ao invés do rito simbólico ?

Nós diríamos categoricamente (e achamos que a maioria da Arte concordaria conosco) que deveriam ser apenas um homem e uma mulher entre os quais o relacionamento íntimo já é uma parte normal e amorosa de seu relacionamento; em outras palavras, marido e mulher ou amantes com relação estabelecida. E este deveria ser sempre encenado em privacidade. (3) Wicca é despojado de vexação, mas não promíscuo ou partidário do voyeur. O Grande Rito ‘real’ deve invocar todos os níveis; e um total envolvimento [deste tipo], na atmosfera de ascensão de poder de um ritual solene, seria violento para com qualquer relacionamento que ainda não estivesse em sintonia com o mesmo.

Isto não deve implicar que o Grande Rito simbólico seja uma mera improvisação, ou ineficaz de qualquer forma. Ele pode ser um rito poderoso e transformador, quando sinceramente trabalhado por dois amigos harmoniosos que não sejam amantes. Ele, também, invoca todos os níveis, mas de uma forma que um Irmão ou Irmã maduros da Arte estejam muito capacitados à manipular.

Por que a Arte utiliza mesmo um ritual sexual, ou ritual de gêneros, para demarcar seu mais alto grau de iniciação ? Porque ele expressa três princípios fundamentais da Arte. Primeiro, que a base de todo trabalho mágico ou criativo é a polaridade, a interação de aspectos complementares. Segundo, ‘o que está acima é como o que está embaixo’; nós somos da natureza dos Deuses, e um homem ou uma mulher plenamente realizados é um canal para aquela divindade, uma manifestação do Deus ou da Deusa (e cada um de fato manifestando elementos de ambos). E terceiro, que todos os níveis do físico ao espiritual são igualmente sagrados.

Um homem e uma mulher que estejam prontos para o seu terceiro grau são bruxos que se desenvolveram até o estágio onde estes três princípios não são meramente reconhecidos em teoria mas foram integrados em sua total atitude com relação à vida e portanto em seu trabalho na Arte. Assim o Grande Rito, seja ‘real’ ou simbólico, expressa ritualmente seu estágio de desenvolvimento.

Então como o Grande Rito é aplicado na prática na iniciação do terceiro grau ?

Existem apenas dois participantes ativos no Rito; o resto do coven meramente o apoia através de sua presença silenciosa, quer seja para a totalidade de um Rito simbólico ou para a primeira parte de um Rito ‘real’. Estes dois podem ser ou o homem (já no terceiro grau) iniciando a mulher; ou a mulher (igualmente, já no terceiro grau) iniciando o homem; ou o homem e a mulher podem ser ambos do segundo grau, tomando sua iniciação do terceiro grau juntos sob a supervisão da Suma Sacerdotisa e/ou do Sumo Sacerdote. O último caso é particularmente adequado para uma parceria de trabalho, especialmente se eles estiverem se preparando para estabelecer seu próprio coven ou se já estiverem conduzindo algum na qualidade de bruxos do segundo grau sob a orientação do coven matriz (nós mesmos recebemos nosso terceiro grau juntos sob tais circunstâncias, como explicamos na página 22).

O ritual em cada um desses casos é o mesmo; assim no texto que segue, nós nos referimos à mulher e ao homem simplesmente como ‘a Sacerdotisa’ e ‘o Sacerdote’.

À menos que o Sacerdote seja de fato o Sumo Sacerdote, acostumado à encenar o Grande Rito em festivais ou em outras ocasiões, seria pedir muito esperar que ele saiba a longa declamação de cor. Então é um caso de escolher se ele a lê ou se o Sumo Sacerdote a declama enquanto ele atua. (Esta é a única situação em que uma terceira pessoa tem uma participação ativa). Se o Rito for ‘real’, ele naturalmente terá que ler ou aprender as passagens finais por si mesmo.

Os textos do Grande Rito de Gardner incluem três açoitamentos rituais sucessivos – o homem pela mulher, a mulher pelo homem, e novamente o homem pela mulher. Nós mesmos não utilizamos estes, mas os apresentamos abaixo para complementação, pois seu uso é opcional. Algumas bruxas sustentam que Gardner apreciava muito o açoitamento ritual, e muitos de seus caluniadores mantém [o argumento] que ele tinha uma inclinação psicologicamente doentia à flagelação. Muito longe do fato que uma pessoa notoriamente gentil como Gardner dificilmente pareceria ter tido quaisquer dessas propensões, tudo isso está baseado em um completo mal entendido. A técnica de amarrar não tão apertado e o açoitamento monótono suave não é nem mesmo um ‘sofrer para aprender’ simbólico como ele está nos ritos do primeiro e segundo graus; ele é um método deliberado e tradicional, cercado de precauções, para ‘ganhar a Visão’ influenciando a circulação sanguínea. Ele é descrito em detalhes em uma passagem não ritual do Livro das Sombras, que nós mostramos na íntegra nas páginas 58-60, com os comentários de Doreen Valiente e os nossos próprios.


A Preparação
Nenhum dos Textos A, B ou C menciona ou descreve o ponto no qual a Sacerdotisa, após o Beijo Quíntuplo, deita-se sobre ou na frente do altar, onde ela tem que estar desde ‘Auxiliai-me à erguer o antigo altar’ (ou seu equivalente em versos) para frente. Porém Doreen Valiente nos diz que a Sacerdotisa ‘teria estado deitada atravessando o Círculo, assim posicionada ao lado do Sacerdote, com sua cabeça para o Leste e seus pés para o Oeste. Ela estaria deitada ou realmente sobre o altar ou sobre um acolchoado ou esteira adequados colocado em frente à este, com uma almofada sob sua cabeça. O Sacerdote se ajoelharia ao lado dela, de frente para o Norte’.

Assim na preparação, ou o altar (se ele for grande o suficiente para a Sacerdotisa deitar sobre o mesmo) deverá estar sem suas velas e instrumentos normais e tornado adequadamente confortável, ou o acolchoado ou esteira devem estar prontos. Usar o próprio altar parece implicar no antigo costume de manter o altar no centro do Círculo ao invés de estar na sua extremidade ao norte (sendo prática costumeira hoje em dia, especialmente em uma sala pequena, deixar espaço para o trabalho) porque Doreen continua dizendo: ‘Nesta posição a vagina da Sacerdotisa realmente estaria nas proximidades do centro do Círculo – assim simbolizando seu significado focal como ‘o ponto dentro do centro’, tal como a declamação se refere à ela. Se, então, um acolchoado ou esteira forem usados, deveriam estar assim posicionados, ao longo do diâmetro Leste-Oeste.

Caso sejam incluídos os açoitamentos rituais, uma corda vermelha de nove pés deve estar ao alcance da mão para atar a fibra bruta (cable-tow _ ?).

O cálice cheio de vinho, e os bolos, devem estar prontos como costumeiro. Assim também deve estar o athame da Sacerdotisa e o chicote (caso seja incluído o açoitamento ou não, porque ela tem que segurá-lo em dois pontos na Posição de Osíris).

Se a Sacerdotisa não ficar deitada sobre o próprio altar no início do ritual, um trono adequado (uma cadeira revestida de pano) deverá ser posicionada em frente ao mesmo.

O Ritual
A Sacerdotisa toma seu assento sobre o altar (ou em um trono em frente ao altar), de costas para o Norte, segurando o athame em sua mão direita e o chicote em sua esquerda, na Posição de Osíris (punhos cruzados na frente do seu peito).

O Sacerdote se ajoelha diante dela, beija os joelhos dela e então deita seus antebraços ao longo das coxas dela. Ele baixa sua cabeça a fim de tocar sua testa nos joelhos dela, e permanece ali por um momento. (4)

Ele então se levanta e pega o cálice com vinho. Ele se ajoelha novamente erguendo o cálice para a Sacerdotisa.

A Sacerdotisa deita o chicote e , mantendo o cabo do athame entre as palmas de suas mãos, ela baixa [o athame] e mergulha a ponta dentro do vinho, dizendo :

Como o athame está para o masculino, assim o cálice está para o feminino; (5) e unidos, eles trazem santidade’.

Ela então deita o athame, toma o cálice, beija o Sacerdote e bebe. Ela beija o Sacerdote novamente e lhe devolve o cálice.

O Sacerdote bebe, se levanta e entrega o cálice para uma outra mulher com um beijo. O vinho é passado mulher-para-homem, homem-para-mulher, com um beijo, até que todos tenham bebido, e o cálice é então devolvido para o altar.

O Sacerdote pega o prato (6) com bolos e se ajoelha novamente perante a Sacerdotisa, erguendo o prato para ela.

A Sacerdotisa toca cada bolo com a ponta umedecida de seu athame, enquanto o Sacerdote diz :

Oh Rainha mais secreta, abençoai este alimento em nossos corpos, concedendo saúde, riqueza, força, prazer e paz, e aquela realização da Vontade, e Amor sob a Vontade, que é felicidade perpétua’. (7)

A Sacerdotisa pega um bolo e dá uma mordida nele, então beija o Sacerdote, o qual pega um bolo. Os bolos então são passados em círculo com um beijo da mesma forma que com o cálice, e o prato é então devolvido ao altar.

O Sacerdote novamente beija os dois joelhos da Sacerdotisa, deita seus antebraços ao longo das coxas dela e toca sua testa nos joelhos dela por um momento.

Ambos Sacerdote e Sacerdotisa se levantam.

(Se os açoitamentos forem omitidos, proceda diretamente para a apresentação às Torres de Vigia, e então ao Sacerdote dizendo, ‘Agora eu devo revelar um grande mistério’. Se não ... )

O Sacerdote diz :

‘Antes de eu ousar prosseguir com este rito sublime, devo suplicar a purificação por tuas mãos’.

A Sacerdotisa pega uma corda vermelha e amarra o Sacerdote, atando o meio da corda ao redor dos punhos dele atrás de suas costas, trazendo as duas metades da corda por sobre seus ombros para amarra-las em frente ao seu pescoço e deixando as extremidades penduradas sobre seu peito como um laço (?). Ela então o leva uma vez ao redor do Círculo, deosil, conduzindo-o pelo laço (cable-tow _ ?).

O Sacerdote então se ajoelha em frente ao altar. A Sacerdotisa pega o chicote e aplica à ele três (8) golpes leves com este. Ela deita o chicote sobre o altar.

O Sacerdote se levanta, e a Sacerdotisa o desamarra. Ele então a amarra do mesmo modo e a conduz uma vez deosil em volta do Círculo, levando-a pelo laço (?). Ela se ajoelha de frente ao altar. O Sacerdote pega o chicote, aplica nela três golpes leves com este e o devolve ao altar.

A Sacerdotisa se levanta, e o Sacerdote a leva pelo laço por cada um dos quadrantes em volta, dizendo :

Ouvi vós, Poderosos do Leste [Sul, Oeste, Norte]: a duas vezes [três vezes] (9) consagrada e santificada ___________, Suma Sacerdotisa e Rainha das Feiticeiras, está devidamente preparada, e procederá agora à erguer o Altar Sagrado.’

Ele então a desamarra e diz:

Agora novamente eu devo suplicar a purificação.’

A Sacerdotisa o amarra, o conduz em volta e aplica nele três golpes leves com o chicote, como antes. Ele fica de pé e ela o desamarra, recolocando o chicote e a corda sobre o altar.

O Sacerdote diz :

Agora eu devo revelar um grande mistério.’ (10)

A Sacerdotisa fica em pé de costas para o altar, na Posição de Osíris (novamente tomando o chicote e o athame em suas mãos). O Sacerdote lhe aplica o Beijo Quíntuplo. (11)

A Sacerdotisa recoloca o chicote e o athame.

A Sacerdotisa agora deita com a face voltada para cima, ou realmente sobre o altar ou sobre o acolchoado ou esteira no centro do Círculo. Sua cabeça está voltada para o Leste e seus pés estão voltados para o Oeste.

O Sacerdote se ajoelha ao lado dela, de frente para o Norte através do corpo dela. (Na seguinte declamação, ‘[beijo]’ significa que ele a beija logo acima do pêlo púbico, exceto nos dois momentos onde isto é de outra forma descrito – isto é, os beijos nos seios e os beijos do Sigilo do Terceiro Grau.)

O Sacerdote diz :
Auxiliai-me à erguer o antigo altar, no qual em dias passados todos adoravam,

O Grande Altar de todas as coisas;

Pois nos tempos antigos, a Mulher era o altar.

Assim era o altar preparado e posicionado;

E o ponto sagrado era o ponto dentro do centro do círculo.

Como temos sido ensinados desde há muito tempo que o ponto dentro do centro é a origem de todas as coisas,

Desta forma nós devemos adorá-lo. [Beijo]

Portanto aquela a quem adoramos nós também invocamos, pelo poder da Lança Erguida.’

( Ele toca seu próprio falo e continua: )

Oh Círculo de Estrelas [beijo]



Do qual nosso pai é nada mais do que o irmão mais jovem [beijo]

Maravilha além da imaginação, alma do espaço infinito,

Perante quem o tempo está confuso e a compreensão obscurecida,

Não nos realizamos sob ti à menos que tua imagem seja amor. [beijo]

Portanto pela semente e a raiz, pelo caule e o botão, pela folha e flor e fruto,

Nós a ti invocamos,

Oh Rainha do Espaço, Oh orvalho de luz,

Contínua dos céus [beijo],

Que seja sempre assim, que os homens não falem de ti como uma, mas como nenhuma;

E que eles não falem de ti de forma alguma, uma vez que tu és contínua.

Pois tu és o ponto dento do círculo [beijo] que nós adoramos [beijo],

A fonte da vida sem a qual nós não existiríamos [beijo],



E desta forma são erguidos os Santos Pilares Gêmeos.’ (12)

(Ele beija seu seio esquerdo, e então seu seio direito.)

Em beleza e em força foram eles erguidos,

Para a maravilha e glória de todos os homens.’
Se o Grande Rito for ‘real’, todos exceto o Sacerdote e a Sacerdotisa agora saem do recinto, abrindo a passagem ritual e então a fechando atrás de si.

O Sacerdote continua :


Oh Segredo dos Segredos,

Que está oculto no sêr de todos os viventes,

Não a ti nós adoramos,

Pois aquilo que adoramos é também tu.

Tu és Aquilo, e Aquilo sou Eu. [Beijo]

Eu sou a chama que arde no coração de todo homem,

E no âmago de toda estrela.

Eu sou vida, e o doador da vida.

Ainda que dessa forma seja o conhecimento de mim o conhecimento da morte.

Eu estou só, o Senhor dentro de nós mesmos,

Cujo nome é Mistério de Mistérios.’
Ele então a beija no padrão do Sigilo do Terceiro Grau (o triângulo com a ponta para cima sobre o pentagrama com a ponta para cima) (13) como segue : acima do pêlo púbico, no pé direito, no joelho esquerdo, no joelho direito, no pé esquerdo, e sobre o pêlo púbico novamente; então sobre os lábios, o seio esquerdo, o seio direito e finalmente os lábios novamente. (Vide Figura 1).
[ . . . Desenho no livro original . . . ]
Ele deita seu corpo gentilmente sobre o dela (14) e diz :
Abri o caminho da inteligência entre nós;

Pois estes realmente são os Cinco Pontos do Companheirismo –

Pé à pé,

Joelho à joelho,

Lança ao Graal, (15)

Peito à peito,

Lábios à labios.

Pelo grande e santo nome Cernunnos;

Em nome de Aradia;

Encorajai nossos corações,

Que a luz se cristalize em nosso sangue;

Realizando de nós ressurreição.

Pois não existe parte alguma de nós que não seja dos Deuses.’
O Sacerdote se levanta; a Sacerdotisa permanece onde ela está. O Sacerdote se dirige à cada um dos pontos cardeais ao redor, dizendo :

‘Vós Senhores das Torres de Vigia do Leste [Sul, Oeste, Norte]; a três vezes consagrada Suma Sacerdotiza vos saúda e vos agradece.’


Versão Alternativa em Versos
A versão em versos da declamação do Sacerdote, que Doreen Valiente escreveu para o Texto C, é disponível como uma alternativa. Ele substitui a declamação desde ‘Auxiliai-me a erguer o antigo altar’ até ‘Lábios à lábios’ (ou, se preferido, a declamação inteira até ‘não dos Deuses’).

Os beijos são como na versão do Texto B, logo acima do pêlo púbico – exceto nos dois lugares indicados como ‘beijos nos seios’ e ‘beijos do Sigilo do Terceiro Grau’.


Auxiliai-me à erguer,

Como os Poderosos desejaram,

O Altar de Adoração

Desde o início dos dias.

Assim ele repousa

Entre (*) os pontos do firmamento, (*) ‘Twixt (Inglês arcaico, não consta no dicionário)

Pois assim ele foi colocado

Quando a Deusa abraçou

O Cornudo, seu senhor,

Que ensinou a ela a Palavra

Que avivou o útero

E conquistou a tumba.

Seja esta, como foi uma vez,

O santuário que nós adoramos, [beijo]

A festa sem falha,

O Graal doador da vida. [beijo]

Perante este se ergue

A Lança Miraculosa, [toca o próprio falo]

E invoca neste sinal



A Deusa Divina ! [beijo]

Tu que à meia noite reinas

Rainha dos reinos estelares acima,

Não nos realizamos sob ti

À menos que tua imagem seja de amor. [beijo]

Pelas flechas prateadas de poder dos raios da lua,

Pela folha verde surgindo do botão,

Pela semente que cresce em flor,

Pela vida que corre no sangue, [beijo]

Pelo vento agitado e fogo saltitante,

Pela água fluente e a terra verde,

Derramai-nos o vinho do nosso desejo

Do teu Caldeirão de Renascimento. [beijo]

Aqui possamos ver em clara visão

Teu estranho segredo desvelado finalmente,

Teus maravilhosos Pilares Gêmeos sustentados

Erguidos em beleza e em força. (16) [beijos nos seios]

Altar de múltiplos mistérios,

O ponto central do Círculo Sagrado,

Assim eu te assinalo como antigamente,

Com beijos de meus lábios consagro [beijos do Sigilo do Terceiro Grau]

Abri para mim o caminho secreto,

O portal da inteligência

Além dos portões da noite e do dia,

Além das restrições do tempo e do sentido.

Contemplai o mistério corretamente;

Os cinco pontos verdadeiros do companheirismo,

Aqui onde a Lança e o Graal se unem,

E pés e joelhos e peitos e lábios.’

IV Consagrações
As bruxas fazem uma prática de consagração de seus instrumentos de trabalho e substâncias rituais tais como água, vinho e bolos ou biscoitos. A maioria das religiões faz o mesmo, de uma forma ou outra; mas no Wicca, existem duas diferenças notáveis. Primeiro, devido à ênfase Wicca sobre a polaridade masculino-feminino, a consagração geralmente é feita por um homem e uma mulher juntos. E segundo, no Wicca o direito de consagrar não está confinado ao sacerdotado como uma classe separada, porque toda(o) bruxa(o) é considerada(o) como um sacerdote ou sacerdotisa, e isso é declarado em cada um dos três rituais de iniciação. O poder de consagrar é considerado como inerente em todo ser humano, e como sendo efetivo se for conduzido com sinceridade. De fato nós (e sem dúvida outros covens) muitas vezes encorajamos neófitos que ainda não foram iniciados, mas que tem participado de Círculos por tempo suficiente para compreender o que eles estão fazendo, à conduzir consagrações (exceto de uma espada ou athame) dentro do Círculo do coven, e não lançamos quaisquer dúvidas sobre sua eficácia.

A consagração tem dois propósitos básicos. O primeiro é psicológico; para pôr o instrumento ou substância à parte como algo especial, e portanto para mudar a atitude do usuário com relação à este - o que por sua vez reforça a confiança dele(dela), sua imaginação criativa e força de vontade para qualquer ritual em que este seja utilizado.



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