A bíblia da feitiçaria o manual Completo dos Feiticeiros Janet e Stewart Farrar



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A Estrutura
I O Ritual de Abertura
Com este ritual básico Wicca, nós estabelecemos nosso Templo – nosso local de culto e trabalho mágico. Ele pode se situar numa sala de estar com os móveis arrastados para os cantos; ele pode se situar, se tivermos sorte suficiente, num aposento que tenha sido escolhido exclusivamente para este propósito e usado para nenhum outro; ele pode se situar, caso o tempo e a privacidade o permitam, ao ar livre. Mas em qualquer local onde realizarmos nosso Sabá, este (de uma forma ou outra) é seu começo essencial, da mesma forma que o Ritual de Encerramento apresentado na Seção III é a sua conclusão essencial.

O Ritual de Abertura é o mesmo para cada um dos Sabás; onde houverem diferenças de detalhes, ou de mobília ou decoração do Templo, as mesmas serão indicadas no início de cada Seção de Sabá.


A Preparação

A área do Círculo é limpa e um altar é erguido no ponto ao Norte de sua circunferência. (vide desenho 1 – do original). Este altar pode ser uma mesa pequena (uma mesa de café é o ideal) ou meramente um pano estendido sobre o piso. Estão localizados sobre o altar:


O pentáculo no centro

a vela do Norte, atrás do pentáculo

um par de velas do altar, uma em cada lado

o cálice de vinho tinto ou mead (um tipo especial de bebida – N.doT.)

a vara

o chicote de fios aveludados



uma tigelinha de água

uma tigelinha com um pouco de sal dentro

as cordas (vermelho, branco e azul, cada uma com nove pés de comprimento)

a faca de cabo branco

o athame individual de cada witch (faca de cabo preto)

o incensador

um sininho de mão

um prato com bolos ou biscoitos

a espada, no chão em frente ao altar, ou sobre o próprio altar.
Um suprimento do incenso escolhido, e fósforos ou um acendedor de cigarros, devem estar ao alcance da mão próximos ao altar. (Achamos que uma vela menor poderia ser útil para levar a chama de uma vela para outra).

Uma vela é posicionada em cada um dos pontos ao Leste, Sul e Oeste na circunferência do Círculo, completando as quatro velas ‘elementais’ que devem queimar durante todo o ritual. (As localizações elementais são Leste, Ar; Sul, Fogo; Oeste, Água; e Norte, Terra).

Música deve ser disponibilizada. Para nós mesmos, criamos uma pequena biblioteca de fitas cassette C-120 com música apropriada, transferidas de discos ou outros cassettes, com cada parte de música repetida tantas vezes o quanto necessário para preencher todos os sessenta minutos de um lado da fita. Fitas cassette são ideais, porque elas podem ser reproduzidas em qualquer aparelho desde um hi-fi estéreo, caso sua sala de estar tenha um, até um toca fita portátil caso voces se reunam em qualquer outro lugar. É uma boa idéia regular o volume para ajustar as passagens mais altas antes do ritual,de outra forma voce poderá ficar inesperadamente ensurdecido e ter que se virar com isso em um momento impróprio.

Assegure-se de antemão que o recinto esteja suficientemente aquecido – especialmente se, como nós mesmos e a maioria dos covens Gardnerianos/Alexandrianos, voces normalmente operam vestidos de céu.

Apenas um lugar fora do próprio Círculo precisa estar vazio – o quadrante Nordeste, porque o coven permanece lá para começar, aguardando que a Suma Sacerdotiza lhes permita a entrada.

Tire o fone do gancho, acenda o incenso e as seis velas, comece a música, e voces estarão prontos para iniciar.




O Ritual

A Suma Sacerdotiza e o Sumo Sacerdote ajoelham-se perante o altar, com ele à direita dela. O restante do coven permanece fora do quadrante Nordeste do Círculo.

A Suma Sacerdotiza coloca a tigelinha com água sobre o pentáculo, introduz a ponta de seu athame na água (vide Desenho 2 – no original) e diz:

Eu te exorciso, Oh criatura da água, que tu lances fora de ti todas as impurezas e máculas dos espíritos do mundo dos espectros; pelos nomes de Cernunnos e Aradia”. (Ou quaisquer outros nomes de Deus e Deusa que o coven utilize). (1)


(1) Ambas as consagrações estão muito vagamente baseadas naquelas de A Clavícula de Salomão, um grimório medieval, ou “gramática”, de prática mágica traduzido e editado por McGregor Mathers a partir de manuscritos do Museu Britânico e publicados em 1888. (Vide Bibliografia sobre Mathers). As palavras para a consagração das armas mágicas no Livro das Sombras de Gardner também seguem (e com muito mais proximidade) aquelas de A Clavícula de Salomão. Que estas eram empréstimo do próprio Gardner, mais do que parte do material tradicional que ele obteve do coven de New Forest que o iniciou, é sugerido pelo fato de que o Inglês deles corresponde àquele de Mathers, ao invés de derivar independentemente do Latim original. Não há problema naquilo; como a maioria dos empréstimos de Gardner, eles atendem à seus propósitos admirávelmente.
Ela deita seu athame e ergue a tigelinha de água com ambas as mãos. O Sumo Sacerdote coloca a tigelinha com sal sobre o pentáculo, introduz a ponta de seu athame no sal e diz:

Que as bênçãos estejam sobre esta criatura de sal; que toda a malignidade e obstáculo sejam lançadas fora daqui, e que todo bem entre aqui; razão pela qual eu te abençôo, que tu possas me auxiliar, pelos nomes de Cernunnos e Aradia”. (1)


= (até aqui foi passado para o Fr.’.) =
Ele deita seu athame e derrama o sal dentro da tigelinha de água que a Suma Sacerdotiza está segurando. Então ambos depositam suas tigelinhas sobre o altar, e o Sumo Sacerdote sai do Círculo para permanecer com o coven.

A Suma Sacerdotiza traça o Círculo com a espada, deixando uma passagem na direção Nordeste (ao erguer sua espada à uma altura maior que as cabeças do coven assim que passa à frente das pessoas). Ela procede deosil (sentido horário) (2) de Norte a Norte, dizendo enquanto passa :

Eu te conjuro, Oh Círculo de Poder, que sejais um local de reunião de amor, de prazer e verdade; um escudo contra toda crueldade e maldade; uma fronteira entre o mundo dos homens e os reinos dos Poderosos; uma fortaleza e proteção que preservará e conterá o poder que iremos gerar dentro de ti. Portanto eu te abençôo e te consagro, pelos nomes de Cernunnos e Aradia”.

Ela então abaixa a espada e admite o Sumo Sacerdote para dentro do Círculo com um beijo, girando com ele deosil. O Sumo Sacerdote admite uma mulher da mesma forma; aquela mulher admite um homem; e assim por diante, até que todo o coven esteja no Círculo.

A Suma Sacerdotiza levanta a espada e fecha a passagem, traçando aquela parte do Círculo da mesma forma que ela fez com o resto dele (3).
(2) Todos os movimentos mágicos envolvendo rotação ou circulação são normalmente realizados no sentido horário, ‘o caminho do Sol’. Isso é conhecido como ‘deosil’, do Gaélico (Irlandes deiseal, Escocês deiseil, ambos pronunciados aproximadamente ‘jesh’l’) significando ‘para a direita’ ou ‘para o Sul’. (Na Irlanda se diz “Deiseal’ – ‘Que [isso ] possa ir para a direita’ (?) – quando um amigo espirra). Um movimento anti-horário é conhecido como ‘widdershins’ (Médio Alto Alemão widersinnes, ‘em uma direção contrária’) ou ‘tuathal’ (Irlandes tuathal pronunciado ‘twa-h’l’, Escocês tuaitheal pronunciado ‘twa-y’l’) significando ‘para a esquerda, para o Norte, em uma direção errada’. Um movimento mágico widdershins é considerado negro ou malévolo, à menos que ele tenha um significado simbólico preciso tal como uma tentativa de regressar no tempo, ou um retorno à fonte preparatória para renascimento; em tais casos ele é sempre ‘desenrolado’ no curso correto por um movimento deosil – tanto que um Highlander Escocês uma dança da espada tuaitheal, porque ela é uma dança de guerra, e a termina em deiseil para simbolizar vitória. (Vide páginas 118, 134 e 169 para exemplos em nossos rituais – N.do T.: no original). Nós estaríamos interessados em ouvir da parte de witches do hemisfério sul (onde naturalmente o Sol se move no sentido anti-horário) sobre seus costumes em movimentos rituais, orientação dos elementos e posicionamento do altar
(3) Normalmente, ninguém sai ou entra no Círculo entre os rituais de consagração e banimento; porém caso seja necessário, deverá ser aberta uma passagem através de um movimento circular ritual em widdershins (anti horário) do athame e fechado imediatamente após o uso com um movimento circular em deosil (horário). (Espada e athame são ritualmente intercambiáveis). Vide, por exemplo, a página 53.
A Suma Sacerdotiza então nomeia três witches para fortalecer o Círculo (que ela já estabeleceu no elemento Terra) com os elementos de Água, Ar e Fogo.

A primeira witch carrega a tigelinha de água consagrada ao redor do Círculo, deosil de Norte a Norte, aspergindo o perímetro enquanto ele/ela prossegue. Então ele/ela asperge cada membro do coven um após o outro. Caso o oficiente seja um homem, ele termina aspergindo a Suma Sacerdotiza, que então o asperge; se for uma mulher, ela termina aspergindo o Sumo Sacerdote, que então a asperge. O portador da água então repõe a tigelinha no altar.

A Segunda witch carrega o incensador [devidamente em brasas] ao redor do perímetro, deosil de Norte a Norte, e o recoloca no altar.

A terceira witch carrega uma as velas do altar ao redor do perímetro, deosil de Norte a Norte, e a repõe sobre o altar.

Todos do coven erguem seus athames e ficam face ao Leste, com a Suma Sacerdotiza e o Sumo Sacerdote à frente (ele ficando à direita dela). A Suma Sacerdotiza diz :

Vós Senhores das Torres de Vigia do Leste, vós Senhores do Ar; eu vos convoco, incito e chamo, para testemunhar os nossos ritos e para proteger o Círculo”.

Enquanto ela fala, ela traça o Pentagrama de Invocação da Terra com seu athame no ar à sua frente, portanto : (4)
(desenho da Invocação – vide original, página 39)
(4) Esse ritual das Torres de Vigia está óbviamente baseado no “Ritual Menor do Pentagrama” da Golden Dawn (vide Israel Regardie Golden Dawn, volume I, págs. 106-7 e, para material mais complexo sobre os Pentagramas de Invocação e Banimento, volume III, páginas 9-19). Incidentalmente, a Golden Dawn, e muitas witches, terminam os Pentagramas meramente retornando ao ponto de partida - isto é, omitindo o sexto traço de ‘selagem’. Como sempre, isto é um caso do que você “sente que é certo”.
Após traçar o Pentagrama, ela beija a lâmina de seu athame e o segura sobre seu coração por um ou dois segundos.

O Sumo Sacerdote e o resto do coven copia todos estes gestos com seus próprios athames; todos que estiverem sem athame usam seus dedos indicadores direitos.

A Suma Sacerdotiza e o coven ficam então frente ao Sul e repetem a chamada; dessa vez é para “Vós Senhores das Torres de Vigia do Sul, vós Senhores do Fogo ...”.

Eles então viram-se para o Oeste onde a chamada é para “Vós Senhores das Torres de Vigia do Oeste, vós Senhores da Água, vós Senhores da Morte e da Iniciação...”.

Eles então ficam de frente ao Norte, onde a chamada é mais extensa; a Suma Sacerdotiza diz:

Vós Senhores das Torres de Vigia do Norte, vós Senhores da Terra; Boreas, tu guardião dos portais do Norte; tu Deus poderoso, tu Deusa gentil; nós vos convocamos, incitamos e chamamos, para testemunhar nossos ritos e proteger o Círculo.

Todos do coven recolocam seus athames sobre o altar, e todos exceto a Suma Sacerdotiza e o Sumo Sacerdote se dirigem ao Sul do Círculo, onde ficam olhando de frente para o altar.

O Sumo Sacerdote procede agora com a ‘invocação (?) da Lua’ sobre a Suma Sacerdotiza. Ela fica de costas para o altar, com a vara em sua mão direita e o chicote na esquerda, seguros contra seu peito na ‘posição de Osíris’ – as duas hastes seguras em seus punhos cerrados, seus pulsos cruzados, e as hastes cruzadas novamente sobre estes. (Vide ilustração 10 - do original, N.do T.). Ele se ajoelha diante dela.

O Sumo Sacerdote aplica na Suma Sacerdotiza o Beijo Quíntuplo, beijando-a no pé direito, pé esquerdo, joelho direito, joelho esquerdo, útero, seio direito, seio esquerdo e lábios. (Quando ele alcança o útero, ela abre seus braços na ‘posição de bênção’). Conforme vai executando, ele diz:
“Benditos sejam teus pés, que te conduziram nestes caminhos.

“Benditos sejam teus joelhos, que se dobrarão sobre o altar sagrado.

“Bendito seja teu útero, (5) sem o qual nós não existiríamos.

“Benditos sejam teus seios, formados em beleza (6).

“Benditos sejam teus lábios, que pronunciarão os Nomes Sagrados”.
(5) Quando uma mulher aplica o Beijo Quíntuplo à um homem (como no Sabá Imbolg) ela diz ‘falo’ ao invés de ‘útero’, beijando-o logo acima do pêlo púbico; e ‘peito, formado em força’ ao invés de ‘seios, formados em beleza’.
(6) De um poema de Aleister Crowley, originalmente dedicado à Tyche, Deusa da Fortuna. Adaptado para o uso da Arte por Gardner, que o apreciava muito.
Para o beijo nos lábios, eles se abraçam, por toda extensão, com os pés tocando os pés do outro.

O Sumo Sacerdote se ajoelha novamente perante a Suma Sacerdotiza, que retoma a ‘posição de bênção’, mas com seu pé direito um pouquinho para frente. O Sumo Sacerdote invoca:


Eu te invoco e te chamo, Poderosa Mãe de todos nós, portadora de toda criação; pela semente e raiz, pelo botão e caule, pela folha e flor e fruto, pela vida e amor eu te invoco à descer sobre o corpo desta tua serva e sacerdotiza”.
Durante esta invocação ela a toca com seu dedo indicador da mão direita sobre o seio direito dela, seio esquerdo e útero; os mesmos três novamente; e finalmente o seio direito. Ainda ajoelhado, ele então abre seus braços para fora e para baixo, com as palmas para frente, e diz (6):
Salve, Aradia! Do Chifre de Amaltéia.

Derramai vossa porção de amor; eu me inclino humilde

Perante a ti, eu te adoro até o fim,

Com sacrifício amoroso teu santuário adorno.

Teu pé é para meu lábio . . .
Ele beija o pé direito dela e continua :
. . . minha prece nascida

Sobre a fumaça crescente do incenso; então despendeis

Teu antigo amor, Oh Poderosa, descei

Para me ajudar, que sem ti estou abandonado”.
Ele então se levanta e dá um passo para trás, ainda olhando para a Suma Sacerdotiza.

A Suma Sacerdotiza traça o Pentragrama de Invocação da Terra no ar à frente dele com a vara, dizendo: (7)


Da Mãe obscura e divina

Meu é o chicote, e meu é o beijo;

A estrela de cinco pontas de amor e êxtase ---

Aqui eu te encanto, neste sinal”.
(7) Da versão rimada de Doreen Valiente sobre o Encantamento.
Com isto o ritual da Invocação (?) da Lua está concluído; o próximo estágio é a Investidura do Poder (?) (8). A Suma Sacerdotiza deita a vara e o chicote sobre o altar, e ela e o Sumo Sacerdote ficam de face para o coven, com ele à esquerda dela. O Sumo Sacerdote diz:

_________

(8) A história da Investidura (Charge = investir, carregar – N.do T.) é como segue. Gardner esboçou uma primeira versão, muito similar àquela que damos aqui até “tudo em meu louvor” (sendo esta passagem de abertura adaptada dos rituais das feiticeiras Tuscanas (?) registrados na obra de Leland Aradia: O Evangelho das Feiticeiras) seguido de alguns extratos voluptuosamente verbalizados de Aleister Crowley. Doreen Valiente nos diz que ela “não achou que isto era realmente adequado para a Antiga Arte dos Sábios, por mais belas que as palavras possam ser ou o quanto alguém poderia concordar com o que elas diziam; então eu escrevi uma versão da Investidura em verso, conservando as palavras de Aradia, porque estas são tradicionais”. Esta versão em versos começava “Mãe obscura e divina . . .” , e sua primeira quadra ainda é usada como resposta da Suma Sacerdotiza à Invocação da Lua. Mas a maioria das pessoas pareceu preferir uma Investidura em prosa, então ela escreveu a versão final em prosa que damos aqui; ela ainda contém uma ou duas frases de Crowley (“Mantenha puro seu maior ideal”, por exemplo, é de seu ensaio A Lei da Liberdade, e “Nem eu exijo (nada em) sacrifício” é do Livro da Lei) mas ela integrou o todo para nos oferecer a declamação mais bem amada na Arte atualmente. Ela poderia ser chamada de um Credo Wicca. Nossa versão tem uma ou duas pequenas diferenças daquela de Doreen (tal como “witches” no lugar de “witcheries”) mas nós as deixamos ficar, pedindo desculpas à ela.
(9) Pronunciado ‘Breed’. Se voce tem um nome de Deusa local, de qualquer forma adicione-a à lista. Enquanto moramos em County Wexford, costumávamos adicionar Carman, uma deusa de Wexford (ou heroína ou vilã, segundo sua versão) que deu ao condado e à cidade seu nome Gaélico de Loch Garman (Loch gCarman).
(10) No Livro das Sombras, segue aqui outra sentença: “Em seus altares a juventude de Lacedaemon em Esparta fez o devido sacrifício”. A sentença originou de Gardner, não de Valiente. Como em muitos covens, nós a omitimos. O sacrifício Espartano, embora ele tenha sido largamente descrito, era certamente um negócio horrendo (vide por exemplo Mitos Gregos de Robert Graves, paragrafo 116.4 ) e longe de atender à declaração posterior da Investidura “Nem eu exijo sacrifício”. Pelo jeito, a sentença também está verbalizada com imprecisão; Esparta estava na Lacedaemon (Lacedônia - ?), e não a Lacedaemon na Esparta.

________


Ouçam as palavras da Grande Mãe; ela à quem desde tempos antigos foi também conhecida entre os homens como Artemis, Astarte, Athena, Dione, Melusine, Afrodite, Cerridwen, Dana, Arianrhod, Isis, Bride (9), e por muitos outros nomes.”(10).

A Suma Sacerdotiza diz:

Sempre que tivermos necessidade de qualquer coisa, uma vez por mês e melhor ainda quando a lua estiver cheia, então vos reunireis em algum lugar secreto e adorareis o espírito de mim, que sou Rainha de todas as feiticeiras. Lá vos reunireis, vós que estais satisfeitos em aprender toda feitiçaria, vós não conquistastes seus segredos mais profundos; à estes eu ensinarei coisas que ainda são desconhecidas. E vós sereis libertos da escravidão; e como sinal de que sois realmente livres, vós estareis nus em vossos ritos; e vós dançareis, cantareis, festejareis, fareis música e amor, tudo em meu louvor. Pois meu é o êxtase do espírito, e meu também é o prazer na terra; pois minha lei é amor sobre todos os seres. Mantenhais puro vosso mais alto ideal; esforçai-vos sempre em sua direção; não permitis que nada vos detenha ou desvie do caminho. Pois minha é a porta secreta que se abre para a Terra da Juventude, e meu é o cálice do vinho da vida, e o Caldeirão de Cerridwen, que é o Santo Graal da imortalidade. Sou a Deusa graciosa, que concede a dádiva do prazer no coração do homem. Sobre a terra, concedo o conhecimento do espírito eterno; e após a morte, eu concedo paz, e liberdade, e reunião com aqueles que partiram antes. Nem eu exijo sacrifício; pois observai, eu sou a Mãe de todos os viventes, e meu amor é derramado por sobre a terra”.

O Sumo Sacerdote diz :

Ouvi vós as palavras da Deusa da Estrela; ela cuja poeira em seus pés contém todas as hostes do céu, e cujo corpo circunda o universo”.

A Suma Sacerdotiza diz :

Eu que sou a beleza da terra verde, e a Lua branca entre as estrêlas, e o mistério das águas, e o desejo do coração do homem, chamo a tua alma. Apareceis e vinde a mim. Pois eu sou a alma da natureza, que dá vida ao universo. Todas as coisas se originam de mim, e para mim todas as coisas deverão retornar; e perante minha face, amada pelos Deuses e pelos homens, deixai teu Self (Ser, Eu - ?) divino mais íntimo ser abraçado no êxtase do infinito. Que minha adoração seja entre os corações que regozijam; pois observai, todos os atos de amor e prazer são meus rituais. E portanto que haja beleza e força, poder e compaixão, honra e humildade, regozijo e reverência dentro de vós. E tu que pensastes em buscar por mim, sabei que vossa busca e anseio não te auxiliará à menos que conheçais o mistério; que se aquilo que procuraste não encontraste dentro de ti, tu jamais o encontrareis fora de ti. Pois observai, eu tenho estado contigo desde o começo; e eu sou aquilo que é alcançado no fim do desejo”.

Esta é a conclusão da Investidura.

O Sumo Sacerdote, ainda de frente para o coven, ergue seus braços bem abertos e diz : (11)
Bagahi laca bachahé

Lamac cahi achabahé

Karrelyos

Lamac lamec bachalyos

Cabahagi sabalyos

Baryolas

Lagozatha cabyolas

Samahac et famyolas

Harrahya!”
(11) Este estranho encantamento, primeiramente informado de ter surgido numa peça francesa do décimo terceiro século, é tradicional na feitiçaria. Seu significado é desconhecido – embora Michael Harrison em As Raízes da Feitiçaria faz conhecer uma interessante ocorrência como isto sendo uma corruptela do Basco, e uma convocação para reunião em Samhain.
(12) Esta é a Invocação à Pan do Capítulo XIII do Magia da Lua de Dion Fortune, com o nome de Divindade do coven substituído pelo nome de Pan.
(13) Este é um antigo encantamento das witches bascas, significando “O bode acima – o bode abaixo’. Nós o encontramos na obra As Raízes da Feitiçaria de Michael Harrison, gostamos dele e o adotamos.
(14) Este cântico, a “Runa das Feiticeiras”, foi escrito por Doreen Valiente e Gerald Gardner juntos. As linhas “Eko, Eko” (às quais os covens geralmente inserem os nomes de seus próprios Deus e Deusa nas linhas 3 e 4) não eram parte de sua Runa original; ela nos conta: “Nós costumávamos usá-las como prefácio ao antigo cântico ‘Bagabi lacha bachabe’ “ (ao qual Michael Harrison também as atribui) “porém não creio tampouco que elas eram originalmente uma parte deste cântico, elas eram parte de outro cântico antigo. Escrevendo de memória, ele ficou algo como isto :
Eko Eko Azarak

Eko Eko Zomelak

Zod ru koz e zod ru koo

Zod ru goz e goo ru moo

Eeo Eeo hoo hoo hoo!
Não, eu não sei o que elas significavam ! Mas creio que de alguma forma que ‘Azarak’ e “Zomelak’ são nomes de Divindades”. Ela adiciona: “Não há razão porque esta palavras não devam ser usadas como voce as tem usado”. Nós apresentamos aqui a versão à qual nós, e muitos outros covens, ficamos acostumados; as únicas diferenças são que o original apresenta “eu, meu” ao invés de “nós, nosso”, e apresenta “Leste, então Sul e Oeste e Norte” e “Na terra e ar e mar, Pela luz da lua ou sol”.
A Suma Sacerdotiza e o coven repetem “Harrahya!”

O Sumo Sacerdote e a Suma Sacerdotiza então viram seus rostos para o altar com seus braços erguidos, suas mãos fazendo a saudação ao “Deus de Chifres” (dedos indicador e mínimo esticados, polegar e dedos do meio dobrados para o meio da palma). O Sumo Sacerdote diz: (12)


“Grande Deus Cernunnos, voltai à terra novamente !

Vinde pela minha invocação e mostrai-vos aos homens.

Pastor de Cabras, sobre o caminho agreste da montanha,

Conduzi vosso rebanho perdido da escuridão para o dia.

Esquecidos estão os caminhos de sono e noite –

Os homens procuram por eles, cujos olhos perderam a luz.

Abri a porta, a porta que não tem chave,

A porta dos sonhos, por onde os homens vem à ti.

Pastor de Cabras, Oh atendei a mim!”
O Sumo Sacerdote e a Suma Sacerdotiza dizem juntos: (13)
“Akhera goiti – akhera beiti!”
- baixando suas mãos na segunda frase.

A Suma Sacerdotiza, seguida pelo Sumo Sacerdote, então conduzem o coven para a Runa das Feiticeiras – uma dança em deosil formando anel, olhando para dentro do círculo e segurando as mãos (palmas esquerdas para cima, palmas direitas para baixo), homens e mulheres alternados, na medida do possível. A Suma Sacerdotiza dá o compasso – e pode algumas vêzes largar a mão (?) do homem à sua frente, e trançar (abrir caminho por meio de ondas – N.do T.) o coven após ela, para dentro e para fora como uma serpente. Não importa o quão complexo seja o seu trançado, ninguém deve romper a corrente, mas todos devem continuar se movendo, ainda de mãos dadas, até que a linha desembarace a si mesma. Enquanto prossegue a dança em anel, todo o coven canta: (14)


“Eko, Eko, Azarak, \

Eko, Eko, Zomelak, \ ________ \ (repetido três vezes)

Eko, Eko, Cernunnos, / /

Eko, Eko, Aradia! /

Noite sombria e lua brilhante,

Leste, então Sul, então Oeste, então Norte;

Ouvi à Runa das Feiticeiras –

Aqui viemos para vos invocar!

Terra e água, ar e fogo,

Vara e pentáculo e espada,

Trabalhai vós sob nosso desejo,

Ouvi vós à nossa palavra!

Cordas e incensário, chicote e faca,

Poderes da lâmina da feiticeira –

Despertai todos vós para a vida,

Vinde vós enquanto o encantamento é feito!

Rainha do céu, Rainha do inferno,

Caçadora de chifres da noite –

Emprestai teu poder ao encantamento,

E trabalhai tua vontade por rito mágico!

Por todo o poder da terra e do mar,

Por todo o poder da lua e do sol –

Como nós de fato queremos, que assim seja;

Cantai o encantamento, e que seja feito !

“Eko, Eko, Azarak, \

Eko, Eko, Zomelak, \ ________ \ (repetido até [estar _ ?] pronto)

Eko, Eko, Cernunnos, / /

Eko, Eko, Aradia! /
(Nota : Literalmente Horned hunter seria “caçadora chifruda ou cornuda”, porém devido à inevitável interpretação maliciosa do português corrente, traduzi como ‘caçadora de chifres’, mas isso não significa que Ela cace chifres... )
Quando a Suma Sacerdotiza achar que é o momento (e, se ela esteve ‘costurando’, terá agora restaurado o coven à composição original em anel), ela ordenará :
Abaixem !
Todo o coven se abaixa ao solo e senta em círculo com os rostos para dentro deste.
Este é o fim do Ritual de Abertura. Caso a assembléia fosse um Esbá, a Suma Sacerdotiza iria agora dirigir o trabalho específico à ser feito. Se isto é um Sabá, o ritual apropriado começa agora.

Um outro ritual breve deve ser realizado aqui, para completar o quadro: a Consagração do Vinho e dos Bolos. Isso tem lugar em todo Esbá, geralmente após o trabalho ser concluído e antes de o coven relaxar dentro do Círculo. Num Sabá, ambos vinho e bolos tem que ser consagrados se o Grande Rito for real (vide secção II); se o Grande Rito for simbólico, a consagração do vinho será uma parte integral deste, deixando apenas os bolos para serem consagrados pelo ritual usual.


Consagração do Vinho e dos Bolos
Um witch masculino ajoelha-se perante uma witch feminina em frente ao altar. Ele eleva o cálice de vinho para ela; ela segura seu athame apontando para baixo, e abaixa a ponta do athame penetrando o vinho. (Vide Ilustração 17).

O homem fala:


Como o athame é para o masculino, desta forma o cálice é para o feminino; e unidos, eles se tornam um em verdade”.
A mulher deposita seu athame sobre o altar e então beija o homem (que permanece ajoelhado) e aceita o cálice dele. Ela sorve o vinho, beija o homem novamente e passa o cálice novamente para ele. Ele sorve, se levanta e o entrega para outra mulher com um beijo.

O cálice é dessa forma passado ao redor de todo o coven, homem para mulher e mulher para homem (à cada vez com um beijo) até que todos tenham sorvido do vinho.

Caso haja mais trabalho para ser feito, o cálice é então retornado ao altar. Se o coven estiver agora pronto para relaxar dentro do Círculo, o cálice é posicionado entre eles assim que se sentarem no chão, e qualquer um poderá sorver deste caso ele ou ela o queira; o passar-e-beijar ritual é necessário apenas para a primeira rodada. Se o cálice for preenchido de novo durante este relaxamento, não será necessário que este seja reconsagrado.

Para consagrar os bolos, a mulher ergue novamente seu athame, e o homem, ajoelhado perante ela, eleva o prato de bolos. (Vide Ilustração 3). Ela traça o Pentagrama de Invocação da Terra no ar sobre os bolos com seu athame, enquanto o homem diz: (15)


Oh mais secreta Rainha, abençoai este alimento em nossos corpos; concedendo saúde, riqueza, força, prazer e paz, e aquela realização de amor que é perfeita felicidade.”
A mulher deposita seu athame sobre o altar, beija o homem e tira um bolinho do prato. Ela o beija novamente,e ele tira um bolinho. Ele então se levanta e passa o prato para outra mulher com um beijo.

O prato é então passado ao redor de todo o coven, homem para mulher e mulher para homem (à cada vez com um beijo) , até que todos tenham tirado um bolinho.


(15) Adaptado da Missa Gnóstica de Crowley.
I I O Grande Rito
Dizer que o Grande Rito é um ritual de polaridade masculino/feminino é verdadeiro mas soa friamente técnico. Dizer que ele é um rito sexual é também verdadeiro mas soa (para os desavisados) como uma orgia. De fato ele não é nem algo frio nem uma orgia; assim vamos tentar colocá-lo nas devidas proporções.

Ele pode ser encenado em qualquer das duas formas. Ele pode ser (e nós acharíamos que ele é, geralmente na maioria dos covens) puramente simbólico – em cujo caso todo o coven está presente todo o tempo. Ou ele pode ser ‘real’ – isso quer dizer, envolvendo relação física – em cujo caso todos do coven exceto o homem e a mulher envolvidos deixam o Círculo e o recinto, antes de o ritual se tornar íntimo, e não retornam até que sejam convocados.

Porém seja ele simbólico ou ‘real’, as witches não fazem apologia à sua natureza sexual. Para elas/eles, sexo é sagrado – uma manifestação daquela polaridade essencial que atravessa e ativa todo o universo, do Macrocosmo ao Microcosmo, e sem a qual o universo seria inerte e estático – em outras palavras, não existiria. O casal que está encenando o Grande Rito está (cada um) se oferecendo, com reverência e prazer, como expressões dos aspectos do Deus e da Deusa da Fonte Essencial. “Como acima, é abaixo”. Eles estão se tornando, no melhor de suas capacidades, canais para aquela polaridade divina em todos os níveis, do físico ao espiritual. Eis o porque ele é chamado de O Grande Rito.

Eis também o porque de o Grande Rito ‘real’ ser encenado sem testemunhas – não pela vergonha, mas pela dignidade da privacidade. E eis porque o Grande Rito em sua forma ‘real’ deveria, nós achamos, ser encenado apenas por um casal casado ou por amantes cuja união tenha a força de um casamento; porque isto é um rito mágico, e um rito poderoso; e carregado com a intensidade do relacionamento corporal, por um casal cujo relacionamento seja menos estreito, este pode muito bem ativar conexões em níveis para os quais eles não estejam preparados e que podem se mostrar desequilibrados e perturbadores.

“Relação sexual ritual”, diz Doreen Valiente, “é deveras uma idéia muito antiga – provávelmente tão antiga quanto a própria humanidade. Óbviamente, ele é o verdadeiro oposto da promiscuidade. Relacionamentos para propósitos rituais deveriam ser feitos com um parceiro(a) cuidadosamente selecionado(a), na hora certa e no lugar certo . . . . Isso é amor e é apenas o amor que pode dar ao sexo o toque da magia”. (Magia Natural, pag.110).

O Grande Rito Simbólico, contudo, é um ritual perfeitamente seguro e benéfico para dois witches experientes ao nível de amizade normal entre os membros do mesmo coven. Cabe à Suma Sacerdotiza decidir quem está apropriado.

Talvez um bom modo de expressá-lo seria dizer que o Grande Rito ‘real’ é magia sexual, ao passo que o Grande Rito simbólico é a magia do gênero (no caso, masculino e feminino – N.do T.)

A invocação do Grande Rito declara específicamente que o corpo da mulher participante é um altar, com seu útero e órgãos reprodutores como seus focos sagrados, e o reverencia como tal. Não deveria ser tão necessário enfatizar aos nossos leitores que isto nada tem a ver com qualquer ‘Missa Negra’ – porque a própria Missa Negra nada tinha a ver com a Antiga Religião. A Missa Negra era uma heresia Cristã , usando formas Cristãs pervertidas, realizadas por degenerados sofisticados e sacerdotes expulsos ou corruptos, no qual o altar vivo era usado para dessacralizar a Hóstia Cristã. Tal obscenidade é naturalmente estranha em absoluto ao espírito e intenção do Grande Rito.

Em muitas religiões pagãs sinceras e honradas, por outro lado, “existe uma figura genuinamente antiga – a mulher nua sobre o altar”, ressalta Doreen Valiente, e prossegue: “Seria mais correto dizer, a mulher nua que é o [próprio] altar; porque este é o seu papel original . . . Este uso de um corpo nu de uma mulher viva como altar onde as forças da Vida são cultuadas e invocadas extende-se à um tempo anterior ao começo do Cristianismo; extende-se aos dias do antigo culto da Grande Deusa da Natureza, na qual todas as coisas eram uma unidade, sob a imagem de Mulher”. (Um ABC da Feitiçaria, pág.44).

De fato, não apenas o altar arquetípico mas toda igreja, templo ou sinagoga é o corpo da Deusa – psicológicamente, espiritualmente e em sua evolução histórica. Todo o simbolismo complexo da arquitetura eclesiástica comporta isso muito além de questionamento, ponto a ponto; qualquer um que disso duvide deveria ler o manual ricamente documentado de Lawrence Durdin-Robertson (se apresentado de modo confuso _ ?) O Simbolismo da Arquitetura do Templo.

Desta forma o simbolismo Wicca meramente faz vívida e naturalmente o que outras religiões fazem indiretamente e subconscientemente.

Nos Sabás, o Grande Rito é usualmente encenado pela Suma Sacerdotiza e o Sumo Sacerdote. Os Sabás são ocasiões especiais, picos de conscientização e significação elevados dentro do ano das witches; assim é adequando-se aquilo nestas celebrações que os líderes do coven devem assumir este papel importante sobre si mesmos em nome do coven. Contudo, procedimentos rígidos são estranhos ao Wicca, e pode muito bem haver ocasiões em que ambos decidam que um outro casal deva ser nomeado para o Grande Rito do Sabá.


A Preparação

O único ítem extra necessário para o Grande Rito, seja simbólico ou ‘real’, é um véu de uma jarda quadrada. Deveria ser preferivelmente em uma das cores da Deusa – azul, verde, prata ou branco.

O cálice deve ser preenchido com vinho em prontidão.

A Suma Sacerdotiza pode também decidir por alterar a fita de música por algo especialmente apropriado – possivelmente alguma música com um significado pessoal para ela e seu parceiro. (Para propósito de simplificar estamos assumindo, aqui e a seguir, que são a Suma Sacerdotiza e o Sumo Sacerdote quem está conduzindo o Rito).


O Ritual Simbólico
Se o caldeirão estiver no centro, será movido para o Sul do Círculo, à menos que o ritual indique alguma outra posição.

O coven, exceto para a Suma Sacerdotiza e o Sumo Sacerdote, se posiciona ao redor do perímetro do Círculo, homem e mulher alternados na medida do possível, faces voltadas para o centro.

A Suma Sacerdotiza e o Sumo Sacerdote ficam de pé olhando um para o outro no centro do Círculo, ela de costas para o altar, ele de costas para o Sul.

O Sumo Sacerdote aplica o Beijo Quíntuplo na Suma Sacerdotiza.

A Suma Sacerdotiza então se deita olhando para cima, com seus quadris no centro do Círculo, sua cabeça na direção do altar e seus braços e pernas estendidos para formar o Pentagrama.

O Sumo Sacerdote busca o véu e o estende sobre o corpo da Suma Sacerdotiza, cobrindo-a dos seios aos joelhos. Ele então se ajoelha olhando para ela, com seus joelhos entre os pés dela. (Vide ilustração 4 – do livro).

O Sumo Sacerdote chama uma witch feminina pelo nome, para que ela traga o athame [dele] do altar. A witch feminina assim o faz e permanece com o athame em suas mãos, uma jarda para Oeste dos quadris da Suma Sacerdotiza, olhando para ela.

O Sumo Sacerdote chama um witch masculino pelo nome , para que ele traga o cálice de vinho do altar. O witch masculino assim o faz e permanece com o cálice em suas mãos, uma jarda para Leste dos quadris da Suma Sacerdotiza, olhando para ela.

O Sumo Sacerdote conduz a Invocação:
Auxiliai-me à erigir o antigo altar, ao qual em dias passados

todos adoravam;

O grande altar de todas as coisas.

Pois nos tempos antigos, a Mulher era o altar.

Assim era o altar preparado e posicionado,

E o local sagrado era o ponto dentro do centro do Círculo.

Assim como fomos desde há muito tempo ensinados que o ponto dentro do centro é

a origem de todas as coisas,

Por conseguinte devemos adorá-lo;

Por conseguinte à quem adoramos nós também invocamos.

Oh, Círculo de Estrelas,

Do qual nosso pai é apenas o irmão mais jovem,

Maravilha além da imaginação, alma do espaço infinito,

Perante quem o tempo fica envergonhado, a mente desconcertada , e a

compreensão obscurecida,

Não podemos nos realizar sob ti à menos que tua imagem seja amor.

Portanto pela semente e raiz, e caule e botão,

E folha e flor e fruto nós a ti invocamos,

Oh Rainha do Espaço, Oh Jóia de Luz,

Contínua dos céus;

Que seja sempre assim

Que os homens não falem de ti como Uma, mas como Nenhuma;

E que eles não falem de ti em absoluto, uma vez que sois contínua. (1)

Pois tu és o ponto dentro do Círculo, o qual nós adoramos;

O ponto da vida, sem o qual nós não existiríamos.

E dessa forma são verdeiramente erigidos os santos pilares gêmeos; (2)

Em beleza e em força foram eles erigidos

Para a maravilha e a glória de todos os homens”.
O Sumo Sacerdote remove o véu do corpo da Suma Sacerdotiza, e o entrega para a witch feminina, da qual ele toma seu athame..

A Suma Sacerdotiza se ergue e fica ajoelhada olhando para o Sumo Sacerdote, e toma o cálice do witch masculino.

(Note que ambas estas entregas de mão em mão são feitas sem o beijo ritualístico costumeiro).

O Sumo Sacerdote continua a Invocação:


Altar de múltiplos mistérios, (3)


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