A bíblia da feitiçaria o manual Completo dos Feiticeiros Janet e Stewart Farrar



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“Vós sois o Rei do Carvalho, Deus do Ano Crescente. Donzela, traga sua [dele] coroa!”


A Donzela coloca a coroa de folhas de carvalho na cabeça do Rei do Carvalho.

A Suma Sacerdotiza aponta para o homem que tirou o canudo menor e diz :


“Vós sois o Rei do Holly, Deus do Ano Minguante. Donzela, traga sua [dele] coroa!”


A Donzela coloca a coroa de folhas de holly na cabeça do Rei do Holly.

A Suma Sacerdotiza conduz o Rei do Carvalho para o centro do Círculo, onde ele fica em pé de face para o Oeste. O resto do coven fica em volta dele, olhando para o centro, com exceção da Suma Sacerdotiza e do Sumo Sacerdote, que ficam em pé de costas para o altar em um e outro lado do caldeirão.

A Suma Sacerdotiza diz :

“Com o Deus Sol no ápice de seu poder e majestade o crescimento do ano está completado, e o reino do Rei do Carvalho é finalizado. Com o Deus Sol no ápice de seu esplendor, o declínio do ano começa; o Rei do Holly deve matar seu irmão o Rei do Carvalho, e reger sobre minha terra até o [ponto] mais profundo do inverno, quando o seu irmão nascerá novamente”.

O Rei do Holly move-se até a frente do Rei do Carvalho, olhando para ele, e coloca suas mãos sobre os ombros do Rei do Carvalho, pressionando para baixo. O Rei do Carvalho cai de joelhos. Nesse meio tempo a Donzela pega o cachecol, e ela e o Rei do Holly vendam [os olhos do] Rei do Carvalho. O resto do coven volta para o perímetro do Círculo e se senta, olhando para dentro.

A Suma Sacerdotiza pega seu athame e move-se para frente;(3) o Rei do Holly toma seu lugar (dela) perante o altar, do outro lado do caldeirão a partir do Sumo Sacerdote. A Suma Sacerdotiza, com o athame na mão, dança deosil ao redor do Rei do Carvalho ajoelhado (vide Ilustração 9) enquanto o Sumo Sacerdote declama o seguinte poema, firmemente e claramente, enfatizando a batida e mantendo o ritmo :

Dance, Senhora, dance – sobre a tumba do Rei do Carvalho,

Onde ele repousa por meio ano em teu útero tranquilo.
Dance, Senhora, dance – no nascimento do Rei do Holly,

Que matou seu gêmeo pelo amor da Terra.
Dance, Senhora, dance – ao poder do Deus Sol

E seu toque de ouro sobre o campo e a flor.
Dance, Senhora, dance – com tua lâmina na mão,

Que chamará o Sol para abençoar tua terra.
Dance, Senhora, dance – na Roda de Prata,

Onde o Rei do Carvalho repousa, [com] suas feridas para curar.


Dance, Senhora, dance – para o reinado do Rei do Holly,

Até que seu irmão o Carvalho se erga novamente.
Dance, Senhora, dance – no céu iluminado pelo luar

Para o Nome Tríplice pelo qual os homens te conhecem.
Dance, Senhora, dance – na Terra que se transforma

Para o Nascimento que é Morte, e para a Morte que é Nascimento.
Dance, Senhora, dance – para o Sol nas alturas,

Pois seu esplendor candente, também, deve morrer.
Dance, Senhora, dance – para a longa maré do ano,

Pois através de toda mudança deves tu residir.”
(3) Isso está se ajustando simbólicamente [ao fato] que a Suma Sacerdotiza, simbolizando a Deusa, deve realizar a Dança do Meio do Verão; mas se ela achar que alguma outra de suas witches femininas é uma dançarina particularmente talentosa e poderia fazer isso com maior eficácia, ela poderá delegar a tarefa para esta.
- e agora, acelerando o ritmo -
“Dance para o Sol em glória,

Dance para a passagem do Rei do Carvalho,

Dance para o triunfo do Rei do Holly –

Dance, Senhora, dance -

Dance, Senhora, dance -

Dance, Senhora, dance . . . “
O coven se une ao cântico “Dance, Senhora, dance”, até uma rápida batida insistente, até que o Sumo Sacerdote sinalize à eles para parar e ele próprio também pare.

A Suma Sacerdotiza termina sua dança ao colocar seu athame sobre o altar. Ela e a Donzela ajudam o Rei do Carvalho a se levantar, e elas o conduzem, ainda vendado, para que ele se ajoelhe perante a vela do Oeste.

O Sumo Sacerdote então diz :

“O espírito do Rei do Carvalho partiu [do meio] de nós, para repousar no Caer Arianrhod, o Castelo da Roda de Prata; até que, com a virada do ano, virá a estação quando ele voltará a reinar novamente. O espírito partiu; portanto deixai que o homem entre nós que acolheu aquele espírito seja liberado de sua tarefa”.

A Donzela remove a venda do Rei do Carvalho, e a Suma Sacerdotiza remove sua coroa de folhas de carvalho. Elas as colocam sobre cada um dos lados da vela do Oeste e então ajudam o homem a se levantar; ele se vira e novamente se torna um integrante do coven.

O Sumo Sacerdote diz :


“Que brilhem os fogos do Meio do Verão!”


A Donzela e o Rei do Holly pegam as duas velas do altar e as colocam sobre a linha Leste-Oeste, equidistante do centro e quatro ou cinco pés separadas. Nesse meio tempo a Suma Sacerdotiza se reune ao Sumo Sacerdote no altar. (Ao ar livre, a Donzela e o Rei do Carvalho acendem as duas fogueiras).

A Donzela então pega o athame do Sumo Sacerdote do altar e fica de pé ao lado da vela de meio do verão que está no lado oeste, olhando para o Leste. O Rei do Holly pega o cálice de vinho e fica de pé ao lado da vela de meio do verão que está no lado leste, olhando para o Oeste.

O Grande Rito simbólico é então encenado pela Suma Sacerdotiza e o Sumo Sacerdote – a Suma Sacerdotiza se posicionando entre as duas velas, e a Donzela e o Rei do Holly entregando o athame e o cálice no momento apropriado.

Após o Grande Rito e a passagem do cálice, o Sumo Sacerdote fica de pé perante o altar com a vara em sua mão direita e o chicote na sua esquerda, cruzados sobre seu peito na Postura de Osíris. A Suma Sacerdotiza olha de frente para ele, e invoca alegremente : (4)


(4) Escrito por Doreen Valiente, até “Águas da Vida”.
“Poderoso do Céu, Poder do Sol, nós te invocamos em teus antigos nomes - Michael, Balin, Arthur, Lugh; vinde novamente como no passado à esta tua terra. Elevai a tua brilhante lança de luz para nos proteger. Expulsai os poderes da escuridão. Daí-nos amáveis florestas e campos verdes, orquídeas florescentes e milho maduro. Trazei-nos para permanecer sobre tua colina de visão e mostrai-nos o caminho para os amáveis reinos dos Deuses”.

Ela então traça o Pentagrama de Invocação da Terra em frente ao Sumo Sacerdote com seu dedo indicador direito. O Sumo Sacerdote ergue ambas as suas mãos para o alto e então mergulha a vara na água dentro do caldeirão. Ele então o segura ao alto, dizendo :




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