A biblioteca Desaparecida Histórias da Biblioteca de Alexandria – Luciano Canfora



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Diodoro da Sicília (séc. I a.C.). Historiador grego romanizado, viajou pela Ásia e Europa e, em 21, publicou a sua Biblioteca histórica, história universal que se estende dos tempos mais recuados até a conquista da Gália.

Domiciano. Imperador romano (81-96 d.C.). Ergueu vários edifícios em Roma e restaurou a biblioteca de Augusto. Ameaçado pelos aristocratas, estabeleceu um regime de terror, durante o qual historiadores e intelectuais foram perseguidos, entre os quais Epicteto e Dião Crisóstomo.

Éloro (400-335 a.C.). Orador e historiador grego, autor de uma história geral da Grécia que se estendia até o ano de 340 a.C.

Epifânio (santo) (320-403 d.C.). Passou a juventude entre os monges do Egito, onde desenvolveu o gosto pelo ascetismo e um ódio intenso contra as heresias. Em 367, foi eleito bispo de Constância.

Estrabão (63 a.C. — 20 d.C.). Geógrafo grego que, após ter-se instalado em Roma (29 a.C), produziu uma geografia universal cuja maior parte chegou até nós.

Estratão (morto 270 a.C.). Filósofo peripatético grego, dirigiu o Liceu a partir de 288. Negava a existência de uma causa suprema inteligente e orientou a escola aristotélica para o estudo das leis físicas e da mecânica. Passou parte de sua vida no Egito e teve como discípulo o soberano Ptolomeu Filadelfo.

Eutíquio (378-454 d.C.). Monge bizantino, ensinou que só havia uma natureza em Cristo, a divina (monofisísmo), que absorvera a natureza humana. Condenado pelo papa Leão e pelo concilio de Calcedônia, foi banido.

Fabrício (séc. III a.C.). General e político romano, célebre por sua simplicidade e desinteresse. Foi censor em 275 e Plutarco escreveu sobre a sua vida.

Filarete (c. 1400-1469). Antônio Averlino, ourives e arquiteto florentino, autor de um tratado de arquitetura.

Filipe II da Macedônia. Rei da Macedônia de 359 a 336 a.C. Impregnado de helenismo e interessado pelas reformas militares de Epaminondas, reorganizou o exército macedônio. Esboçou a unidade da Grécia, após a vitória de Queronéia (338), e concebeu um grande projeto de guerra contra a Pérsia, que não chegou a realizar por ter sido assassinado. Foi pai de Alexandre o Grande.

Floro (sécs. I-II d.C.). Historiador latino, de origem africana, amigo de Adriano. Deixou um epítome da história romana, das origens até Augusto.

Germânico (15 a.C. — 19 d.C.). General romano, célebre por suas vitórias sobre os povos germânicos. Malvisto por Tibério, que temia a sua popularidade, morreu na Síria, provavelmente envenenado. Tácito, nos Anais, fez dele um grande herói.

Hecateu de Abdera (séc. IV a.C.). Historiador e filósofo cético da época de Alexandre e de Ptolomeu I. Compôs várias obras, das quais subsistem fragmentos.

Heráclito. Imperador bizantino de 610 a 641. Derrota os persas em 628, mas seu reinado termina catastroficamente, com a invasão dos árabes, que tomam Jerusalém (638) e o Egito (639-42).

Isidoro de Sevilha (560-636). Arcebispo de Sevilha por volta de 600, consagrou-se ao trabalho de conversão dos judeus e presidiu o concilio de Toledo de 633. Sua obra principal, as Etymologiae, era uma verdadeira enciclopédia e foi largamente utilizada na Idade Média. Foi canonizado em 1598 e proclamado doutor da Igreja em 1722.

João Filopão. Sábio grego do início do séc. VI d.C, que, embora cristão, foi discípulo do filósofo pagão Amônio e ensinou literatura na escola de Alexandria.

Josefo, Flávio (37-100 d.C). Historiador judeu, estabeleceu-se em Roma onde gozou da consideração de Vespasiano, Tito e Domiciano. Escreveu a História da guerra dos judeus, as Antigüidades judaicas, uma autobiografia e Contra Apião.

Licurgo (morto em 324 a.C.). Orador e político ateniense, foi, juntamente com Demóstenes, um dos chefes do partido anti-macedônio em Atenas. Subsiste dele apenas um discurso, Contra Leócrates.

Lucano (39-65 d.C.). Poeta latino, sobrinho do filósofo Sêneca. Escreveu virulentas epigramas contra Nero, participou da conjuração de Pisão e terminou por suicidar-se. Deixou um poema heróico, A Farsália, que trata da guerra civil entre César e Pompeu e do início da guerra de Alexandria.

Marco Antônio (83-30 a.C.). Político romano, formou, juntamente com Otávio e Lépido, o acordo do segundo triunvirato (43), graças ao qual recebeu o governo da Grécia e das províncias asiáticas. Ao lado de Cleópatra, retomou o sonho alexandrino de um império cosmopolita, helênico e oriental, o que levou Otávio a declarar-lhe guerra, derrotando-o em Actium (31). O resultado dessa batalha naval determinou o suicídio tanto de Antônio quanto de Cleópatra.

Megástenes (séc. III a.C.). Historiador e geógrafo, após 302 a.C. esteve na índia, onde redigiu Indika, da qual infelizmente só subsistem fragmentos.

Mitrídates. Rei do.Ponto de 120 a 63 a.C. Em 88, entrou em Éfeso, levantou os gregos da Ásia contra a dominação romana e ordenou o massacre de todos os romanos estabelecidos na região. Roma enviou contra ele Sila, que o venceu em 86-85. Mais tarde, uma campanha vitoriosa de Lúculo o expulsou tanto da Bitínia quanto de seu próprio reino, e Mitrídates foi obrigado a fugir para a Armênia (71). Em 66 foi completamente derrotado por Pompeu e suicidou-se. Por sua inteligência, determinação e ódio a Roma, chegou a ser comparado a Aníbal.

Neleu. Filósofo grego do séc. III a.C., discípulo e amigo de Teofrasto, o qual lhe doou sua biblioteca com todas as obras de Aristóteles.

Orósio, Paulo (morto em 418). Historiador cristão, amigo de santo Agostinho; por sugestão deste último, escreveu Histórias contra os pagãos, para defender o cristianismo, acusado pelos pagãos de ser o responsável pela queda de Roma (410).

Otaviano (ou Otávio). Imperador romano de 27 a.C. a 14 d.C., conhecido por Augusto. Após sua vitória sobre Antônio e a morte de Cleópatra (30), anexou o Egito, restabelecendo, sob a sua autoridade, a unidade do mundo mediterrâneo romano.

Plínio (o naturalista). Caius Plinius Secundus, ou Plínio o Velho (23-79 d.C.). Escritor latino muito prolífico, cuja obra se perdeu, exceto a sua História natural (Naturae Historiarum libri XXXVII), que, embora medíocre no conjunto, traz importantes informações sobre a geografia, a zoologia e a botânica da Antigüidade.

Plutarco (46-125 d.C.). Escritor grego que, além de tratados de moral, política e religião, deixou um conjunto de 46 Vidas paralelas de homens ilustres, nas quais adota o procedimento de pôr lado a lado um grego e um romano.

Posidônio de Apaméia (135-50 a.C.). Filósofo e historiador grego, nascido na Síria. Foi também matemático e astrônomo, e tentou medir a circunferência da Terra. Seus cursos ministrados em Rodes foram acompanhados, entre outros, por Pompeu e Cícero. Com exceção de alguns fragmentos da história que escreveu, sua obra está perdida.

Pisístrato (morto em 527 a.C.). Político ateniense e primeiro tirano da cidade (560 a.C). Realizou grandes obras públicas — criou a primeira biblioteca pública, ergueu templos e monumentos — e deu impulso às festas cívicas (Panatenéias, Dionísias).

Ptolomeu I, Sóter, isto é: "salvador". General de Alexandre o Grande, enteado do nobre macedônio Lagos, recebeu o Egito como reino, governando-o de 305 a 285 a.C., e instalou a capital em Alexandria.

Ptolomeu II, Filadelfo, isto é: "amigo dos irmãos" (285-246 a.C.). Deu à monarquia lágida no Egito as suas características distintivas: estatização do país, considerado como propriedade pessoal do rei; entrega de todos os postos-chave aos gregos. Atraiu judeus para o Egito e fundou o museu de Alexandria.

Ptolomeu III, Evergeta, isto é: "benfeitor''. Rei do Egito de 246 a 221 a.C. Levou ao apogeu o império marítimo lágida, estendendo o seu controle sobre todo o Mediterrâneo oriental.

Ptolomeu XII, Aulete, isto é: "o flautista". Rei do Egito de 80 a 51 a.C. Comprou o reconhecimento do Senado romano entregando a Pompeu uma soma considerável (59) e abandonando a ilha de Chipre. Odiado pelos egípcios, chegou a ser expulso (58), mas foi restabelecido graças aos serviços de Gabínio, governador romano da Síria, que o recolocou no trono em 55.

Ptolomeu XIV, Filopátor, isto é: "amigo do pai". Rei do Egito de 47 a 44 a.C., graças ao apoio de César. Foi o segundo marido de Cleópatra VII e morreu envenenado.

Quintiliano (morto no final do séc. I d.C). Escritor latino que construiu, em Roma, sólida reputação como advogado e professor de eloqüência. Deixou o De Institutione oratória (96), o mais completo tratado de retórica da Antigüidade.

Ramsés II. Faraó da XIX dinastia egípcia. Lutou contra os hititas na Síria (batalha de Kadesh, 1285 a.C.) e foi um dos grandes construtores de monumentos da Antigüidade (Carnac, Lúxor, Abu-Simbel, Tânis). Mandou erguer, em Tebas, o Ramesseum.

Sêneca (4 a.C. — 65 d.C.). Filósofo romano de orientação estóica que se ocupou da educação do jovem Nero e foi, por este, condenado à morte por ocasião da conspiração de Pisão. Deixou tratados morais, diálogos, um tratado científico, cartas, uma sátira e nove tragédias.

Sesóstris. O faraó Sesóstris dos autores gregos Heródoto e Diodoro da Sicília corresponde aos soberanos egípcios Sesóstris (Senusret) II e III (XII dinastia), que foram fundidos pelos gregos numa só personagem, da qual extraíram o modelo do conquistador egípcio, atribuindo-lhe conquistas posteriores das dinastias XVIII e XIX.

Sila, Lúcio Cornélio (138-78 a.C.). General e político romano. Casado com Cecília Metella, tornou-se o campeão da oligarquia, opondo-se ao partido popular e seu líder Mário. Lutou contra Mitrídates, tomou Atenas (86), depois Roma (82), onde imperavam os adeptos do falecido Mário, e fez-se nomear ditador perpétuo. Após uma série de reformas no sentido de restabelecer o poder da oligarquia senatorial, renunciou à ditadura e retirou-se para a cidade de Cumas.

Simplicio (morto em 548 d.C.). Filósofo grego, discípulo de Amônio, ensinou filosofia neoplatônica em Atenas. Após o fechamento das escolas pagas por Justiniano (529), seguiu para a Pérsia, de onde voltou em 545. Esforçou-se por conciliar Platão e Aristóteles.

Suetônio (70-122 d.C.). Historiador latino que, sob Adriano, ocupou-se dos arquivos e das bibliotecas romanas. Escreveu as Vidas dos doze Césares, contendo as biografias dos imperadores que sucederam César e Augusto.

Tácito (56-115 d.C.). Historiador romano, autor da célebre Germânia, que retrata os costumes dos povos germânicos, bem como das Histórias e dos Anais, que chegaram até nós com graves lacunas.

Teócrito (310-250 a.C.). Poeta grego nascido em Siracusa, viveu um certo tempo em Alexandria. Autor de trinta Idílios, é considerado o mais ilustre dos poetas bucólicos.

Teofrasto (371-287 a.C.). Discípulo de Aristóteles, dirigiu o Liceu a partir de 322. Além de Os caracteres, imitados por La Bruyère, escreveu tratados que fazem dele o fundador da ciência botânica.

Tertuliano (160-240 d.C.). Teólogo latino, ocupou-se fundamentalmente de cristologia e de questões trinitárias. Atacou as heresias de seu tempo, mas, a partir de 213, afastou-se da Igreja, com a qual rompeu, e fundou uma seita montanista, que sobreviveu até o tempo de santo Agostinho.

Tibério Graco (162-133 a.C.). Político romano que tentou limitar a grande propriedade fundiária e recriar uma categoria média de proprietários no campo. Foi assassinado durante uma revolta promovida pelos patrícios mais reacionários.

Timão (320-230 a.C.). Filósofo grego, viveu no Egito, na corte de Ptolomeu Filadelfo. Compôs algumas sátiras, onde pôs em ridículo, muitos filósofos.

Tiranião (santo). Mártir cristão do séc. IV. Foi bispo de Tiro e, durante a perseguição de Diocleciano, jogaram-no no rio Orontes, onde morreu afogado.

Tito Lívio (59 a.C. — 17 d.C.). Historiador romano, autor de uma obra monumental sobre a história da sua cidade (Ab urbe condita libri), da qual subsistem 35 livros completos e alguns fragmentos. Sua obra cobre toda a história romana, das origens até a morte de Druso, irmão de Tibério, no ano 9 d.C.

Tucídides (460-400 a.C.). Historiador grego, autor de uma História da Guerra do Peloponeso, que se interrompe no ano de 411, seis anos antes do fim do conflito. Essa obra faz dele um dos maiores historiadores da Antigüidade e de todos os tempos.

Tzetzes, João (séc. XII d.C.). Poeta e gramático bizantino, autor de uma coletânea de anedotas e miscelâneas literárias, teológicas e históricas, agrupadas arbitrariamente, no séc. XVI, em treze livros de mil versos cada um.

Varrão (116-27 a.C.). Escritor e erudito latino que, após 43 (data em que, proscrito por Antônio, foi salvo por Calieno), dedicou-se exclusivamente ao estudo. Redigiu, entre outras, uma obra sobre a agricultura, os Rerum rusticarum libri III.

Vitrúvio (séc. I a.C.). Arquiteto e engenheiro latino, autor de um tratado intitulado De architectura (27), que foi a obra de base dos grandes arquitetos do Renascimento italiano.

Xerxes. Soberano aquemênida da Pérsia de 486 a 465 a.C., derrotado pelos gregos na batalha de Salamina (480).

Zenódoto de Éfeso (final do séc. III a.C.). Gramático grego. Diretor da biblioteca de Alexandria sob Ptolomeu II, foi quem publicou a primeira edição crítica de Homero.

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