A conspiração Aquariana



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Ainda,


Na tradição espiritual emergente, Deus não é o personagem do catecismo, mas assemelha-se à dimensão descrita por Willian James: ‘ Os limites mais avançados de nosso ser mergulham, ao que me parece, em uma dimensão de existência oposta ao mundo sensato e meramente ‘compreensível’... Pertencemos a ele de uma forma mais estreita do que aquela em que pertencemos ao mundo visível, pois pertencemos, no sentido mais profundo, ao que quer que pertençam nossos ideais....

Darei a essa parte superior do universo o nome de Deus.

Deus é percebido como fluxo, integridade, o infinito caleidoscópio da vida e da morte, a Causa Suprema, a base do Ser, o que Alan Watts chamou de ‘o silêncio do qual emanam todos os sons’.

Deus é a consciência que se manifesta como lila, a ação do universo. Deus é a matriz organizadora que podemos experimentar mas não descrever, a que dá vida à matéria.

O exponentes dos ensinos newagerianos incentivam a descobrirem Deus em todas as circunstâncias da sua vida. Fergunson citando o conto de J. D. Salinger, “Teddy” apresenta uma experiência mística do reconhecimento de Deus como válida, hei-la:

Um jovem espiritualmente precoce recorda a experiência com Deus imanente vivida ao observar sua irmãzinha tomar leite’...De repente percebi que ela era Deus e o leite era deus. Isto é, o que ela fazia era despejar Deus dentro de Deus...’ (Fergunson, M. p. 352 e 363. Grifod do autor).

Finalmente,

As experiências místicas contemporâneas de muitos indivíduos em muitas partes do mundo centralizaram-se nos anos recentes em uma visão coletiva e intensificada, a consciência de uma iminente transição na história humana: uma evolução da consciência tão significativa como qualquer passo na longa cadeia de nossa evolução biológica. A visão consensual, quaisquer que sejam suas variações, vê essa transformação da consciência como o momento previsto nas profecias mais antigas de todas as tradições do conhecimento direto – o fim de um mundo e o nascimento de um novo, um apocalipse, o período do fim dos tempos’ da caba, o despertar de um crescente número de seres humanos para o seu potencial divino. ‘A semente de Deus está em nós’ disse Meister Eckhart. ‘As sementes da pêra transformam-se em pereiras, as de nozes em nogueiras, e a semente de Deus transmita-se em Deus’. (Fergunson, Marilyn. P. 365. Grifos meus)

Resumidamente, podemos indicar que o ensino newageriano tem enfatizado três premissas; a saber:


  1. Tudo é um (Monismo)

  2. Tudo é Deus (Panteísmo)

  3. A humanidade é Deus

Na primeira premissa temos que homem e Deus e todas as coisas criadas são uma só. Não há distinção entre uma pessoa, uma planta, um planeta e um cesto de papel. Esta idéia permeia todo o movimento newageriano e as várias manifestações do mesmo, tais como: saúde holística, a nova física, a psicologia transpessoal, as religiões orientais, o ocultismo. Para o monismo tudo está interrelacionado, interdependente e as diferenças são exclusivamente aparentes e não reais. Este também é o ensino fundamental da base Teosófica da Nova Era, extraída dos ensinos de Helena P. Blavatsky que escreve a respeito da “importância de se compreender os princípios fundamentais, sem os quais o estudo do Ocultismo se torna incompreensível, sendo que dentre eles se destaca a afirmação da Unidade Essencial de Toda Existência, uma idéia que ganha contornos cada vez mais nítidos na visão de mundo delineada pela ciência contemporânea. “ (Blavatsky, H. P. Fundamentos da Filosofia Esotérica, p. 7. Grifos meus)

Sem dúvidas que o pensamento monista é contrário ao ensino bíblico. O texto da Palavra de Deus afirma que Deus criou a diversidade de objetos, eventos e pessoas. O livro de Gênesis nos lembra que Deus cria as coisas em particular. Há uma diversidade de coisas criadas não redutíveis a uma unidade mononística. Deus separou a luz das trevas, o dia da noite, a terra do céu, a terra dos mares. Todas as coisas tem um criador comum e são por Ele sustentados (Hb: 1:3). Finalmente, Deus criou o homem e a mulher à sua imagem (Gn: 1:26-27). Isto não significa uma pretensa homogeneidade ou uma unidade indiferenciada o que nos temos é uma pluralidade, uma “incorrigível pluralidade” (C.C. Lewis).

A Segunda afirmação é indicada como “panteísmo”. Todas as coisas participam da essência divina. Aqui a idéia do Deus pessoal é abandonada em favor de uma energia impessoal, força ou consciência. Esta realidade se manifesta na criação como uma interação dinâmica dos opostos, mas de opostos aparentes: luz/trevas; macho/fêmea; agressividade/ passividade; bem / mal; e assim por diante. Essas polaridades não são absolutas. São facetas diferentes daquela realidade única de onde flui tudo e para onde tudo volta. Mesmo sendo diferentes, tudo é Um. A realidade se dissolve numa unidade cósmica.

O ensino bíblico afirma que não tudo é Deus. Ele é o criador e está numa posição transcendente da sua criação. Ele está presente na sua criação mas não pode ser confundido com ela. “...porque Deus está no céu, e tu estas sobre a terra...” (Ec: 5:2). O criador não é uma energia, força impessoal, ou uma percepção interna (Consciência). Ele é o Ser pessoal de infinita inteligência, poder e pureza. Deus não é uma entidade amoral, porem um agente moral que chama ao arrependimento e à fé.

A última afirmação é que a humanidade é uma extensão de Deus (ou realidade última – da mesma que tudo o que mais existe – com quem compartilha sua natureza e ser essencial. Esta essência divina é o verdadeiro Eu da humanidade. Um dos autores e ativistas do movimento Nova Era George Leonard afirma que cada um de nós” é o universo completo” e “nós somos como um Deus, onipotente e onisciente. “(Groothuis, Douglas R. Unmas-King the New Age p. 22). Esta idéia é confirmada pelo P. Lauro Trevisan quando escreve: “O Sol, a sua luz e a sua Energia, são a trindade humana da Era de Aquarius, que assinala o nascer de um novo Homem, o Homem-racional-divino e, portanto, Todo-Poderoso” e o exercício deste poder, segundo Trevisan, é efetivado através da confiança nesta afirmação, pois, “a Fé é palavra na sua dimensão infinita. Esta contém em si mesma a manifestação divina, por isso é infalível e milagrosa.” (Trevisan, Lauro. p. 121 e 91).

Finalizando este ponto queremos apontar a base teosógrafica ou a fonte de onde o movimento Nova Era tem bebido o seu arcabouço doutrinário.

A expressão ‘sois deuses’, que para os nossos estudiosos bíblicos é uma mera abstração, tem para os cabalistas um significado vital. Todo espírito imortal que se irradia sobre um ser humano é um deus – o Microcosmo do Macrocosmo, parte e parcela do Deus desconhecido, a Causa Primária de que ele é uma emanção direta. Possui todos os atributos de sua fonte original. Entre esses atributos, estão a onisciência e a onipotência. Dotado de tais atributos, mas incapaz de manifestá-los enquanto está no corpo, durante cujo período são obscurecidos, velados e limitados pelas faculdades da natureza física, o homem habitado pela divindade pode elevar-se muito acima de seus semelhantes, pôr em evidências seus conhecimentos divinos e fazer prova de poderes deifico; pois, enquanto o resto dos mortais ao seu redor são ensoberbecidos por seu Eu divino, com todas as possibilidades de se tornarem imortais durante sua estada aqui, mas sem outra certeza do que seus esforços pessoais para conquistar o reino dos céus, o homem assim eleito já se tornou imortal enquanto está na Terra. Seu prêmio está assegurado. Doravante, ele viverá para sempre na vida eterna. Não apenas ele pode Ter ‘domínio’ sobre todas as obras da criação empregando a ‘excelência’ do NOME (o inefável), mas nesta vida, não, como Paulo afirma, ‘abaixo dos anjos’”. (Blavatsky, H. P. Ísis sem Véu. V. 3 p. 137 (Grifos meus).

Sem dúvidas que a pergunta natural que se levanta é: Se temos todas estas capacidades, se possuímos todos estes atributos da divindade, então, por quê nós não nos reconhecemos como deuses? A resposta é simples: IGNORÂNCIA. Para o movimento Nova Era a cultura ocidental tem dado forma a nossa consciência, ajustado experiência e domesticado nossa meta – física. Ficamos contente com o dia a dia, com as ilusões humanas e com a nossa finatude. “Precisamos ser iluminados”, “termos que descobrir nossa verdadeira identidade”, são os anúncios da Nova Era. Mas como conseguir? Temos que alterar nossa consciência através de técnicas que

Abrem as portas da percepção, pois é assim que descobriremos e veremos a verdadeira realidade. É esta a função da “invasão” de cursos, técnicas, instituições, livros, que vemos na atualidade.

A Nova Religião Mundial Segundo A Nova Era

O movimento Nova Era aponta para o futuro a necessidade de uma religião exclusiva com determinadas características. No aspectos religioso o movimento acusa todas as religiões de terem falhado, mas ao mesmo tempo indica que nestas religiões sempre houve “alguns iluminados” que compreendera, a real mensagem de Deus. São estes iluminados que matizarem e mantêm “as verdade essenciais” que poderiam por meio destas, formar uma nova religião para Nova Era.

Sendo o movimento newageriano uma “cultura” são os espiritual os esotérico, iluminados, etc., que se encarregam de difundir esta nova religião. Embora poliformes as apresentações, o movimento consegue atrair diferentes escolas, ciências, grupos, etc., de índole religiosa, pois todos eles propugnam um alvo: NOVA ERA, além dalguns pontos doutrinários comuns. Se há um aspecto psicológico que une os indivíduos – religiosos neste movimento, como também poderia ser indicado como uma das razões para esta nova religião é, DECEPÇÃO, FRUSTAÇÃO, FOSSILIZAÇÃO. È isto que é apontado por aquela conhecida como o “novo João Batista,”

...a apresentação da verdade divina, tal como foi dada pelas igrejas, no Ocidente, e pelos instrutores, no Oriente, não se manteve à altura do desenvolvimento intelectual do espírito – humanos. Apresenta-se, ainda, ao que busca, as mesmas palavras ou idéias que de forma alguma o satisfazem, mentalmente, nem respondem às suas necessidades práticas, neste mundo cheio de dificuldades. Pede – se – lhe que creia e que não duvide, porém não lhe pede que compreenda; diz – se – lhe não ser possível que compreenda, entretanto pode – se lhe que aceite as interpretações e as afirmações de outras mentes, que pretendem possuir e compreender a Verdade. Não crê que as mentes e interpretações alheias sejam melhores que a própria. As mesmas velhas fórmulas, teologias e interpretações são consideradas adequadas para enfrentar as necessidades e investigações atuais do homem moderno, porém, na realidade, não o são. A igreja de hoje é a tumba de Cristo e a lápide da teologia foi arrastada até a porta do sepulcro. (Bailey, Alice. O reaparecimento de Cristo, p. 111, grifos da autora)

O movimento em estudo tece severas críticas as igrejas estabelecidas, seja a igreja Católica Romana, a Igreja Grega Ortodoxa, as Igrejas Protestantes, etc. Esta crítica é direcionada a um “status – eclesiástico” e ineficiente das igrejas institucionalizadas. As necessidade espirituais da humanidade, segundo o movimento, não foram satisfeitas pelas igrejas institucionalizadas. Estas pelo contrário impediram o crescimento do espírito religioso, por isto,

Quando o Cristo reaparecer com toda segurança

Desaparecerá o não essencial; permanecerão os fundamentos da fé, sobre os quais Ele poderá erigir a nova religião mundial, a que todos os homens esperam. Esta nova religião deve estar baseada sobre as verdades que suportaram a prova do tempo e trouxeram bem – estar e segurança aos homens,..”

Cabe agora indicar estas verdades que caracterizarão esta nova religião mundial. Para esta apresentação lançamos mãos do livro de Alice A. Bailey, O Reaparecimento do Cristo, p. 115 – 126. Dito livro é apontado como “mola propulsora” do movimento Nova Era logo após a sua publicação. (Cf. Jornal do Brasil, 12/06/1991, 1º Caderno, p. 11)

Primeira verdade: A realidade de Deus. Não há uma definição clara a que “deus” se refere visto que, “essa realidade capital pode ser denominada como o homem quiser, de acordo com sua inclinação mental ou emocional e sua tradição racial e hereditária, pois não há nome que possa defini–lá nem condiciona–lá”. O que é dito aqui é uma sistematização esotérica do provérbio popular “ todos os caminhos levam a Deus”.

A idéia central para a Nova Era é que deveria haver uma síntese das verdades apresentadas pelos credos orientais e ocidentais. O primeiro, se fundo a New Age, apresenta o Deus Imanente, enquanto que o segundo apresenta o Deus Transcendente, assim segundo Alice Bailey, A igreja teria que expor uma síntese destas duas idéias, que resumidas por Shri Krishna, no Bhagavad Gita: '‘havendo interpenetrado todo o Universo com um fragmento de Mim mesmo, Eu permaneço. ‘Deus mais grandioso que todo o criado e, não obstante, Deus presente na parte; Deus Transcendente resguarda o plano de nosso mundo e constitui o Propósito que condiciona todas as vidas, desde o minúsculo átomo, passando por todos os reinos da natureza, até chegar ao homem”.

Como conseqüência desta síntese defendida pelo movimento Nova Era, temos a Segunda verdade da nova religião mundial que é a relação do homem com Deus. Segundo os newagerianos, é inerente à consciência humana duma maneira indefinida e incipiente, um sentido de divindade. Este ponto de vista já foi discutido anteriormente neste trabalho.

A terceira verdade é a realidade da imortalidade e da Persistência Eterna. Segundo a Nova Era a esperança e convicção de encarar a morte está em sabermos que “devemos voltar à vida, novamente, que viemos e vamos, e perduramos, porque somos divinos e os regentes de nosso próprio destino”. Desta maneira precisamos compreender e reconhecer duas “grandes leis da natureza: a Lei do Renascimento e a Lei de Causa e Efeito chamada no Oriente a Lei do Carma”. Para esta nova religião com característica mundial, “o espírito do homem é imortal; perdura eternamente e progride paulatinamente, no caminho da Evolução, desenvolvendo, enforma constante, os atributos e aspectos divinos”. É este o reconhecimento e apresentação que indicam as duas leis já assinaladas.

A Quarta verdade que servirá como base para a nova religião mundial, segundo a Nova Era é a Continuidade da Revelação e as Aproximações Divinas. Para o movimento em estudo sempre houve um contato com a divindade, sempre existiu uma necessidade mutua para este relacionamento, desta forma, a “história da humanidade é, em realidade, a história da súplica do homem por maior luz e de contato com Deus, assim também a chagada da luz e a aproximação de Deus ao homem. Sempre o Salvador, Avatar ou Instrutor do Mundo, surgiu do lugar secreto do Altíssimo, trazendo ao homem uma nova revelação, uma nova esperança e um novo incentivo para uma vida espiritual mais plena”.

As aproximações, segundo a Nova Era, afetam toda a humanidade em sua totalidade ou uma pequena parte, e são efetivadas pelos reveladores de Deus. Estes procedem do centro espiritual (Reino de Deus), onde habita a “Hierarquia Espiritual”, a qual “constantemente se tem aproximado da humanidade, na medida em que o homem vai– se tornando mais consciente da divindade e mais apto para entrar em contato com o divino. “Por isto no pensamento da Nova Era estamos na expectativa de “uma outra grande Aproximação da divindade e uma nova revelação espiritual são, hoje, possíveis. A nova revelação é iminente e Quem a trará e completará está se aproximando firmemente de nós”.

De uma coisa podemos estar seguros: esta aproximação comprovará, em forma profundamente espiritual e, não obstante, absolutamente real, a verdade da imanência de Deus. As igrejas acentuaram e exploraram a extraterritorialidade da Deidade e postularam a presença de uma Deus Criador, Mantenedor e criativamente ativo e, ai mesmo tempo, alheio à Sua criação -* um observador inescrutável. Haverá de se demostrar que este tipo de criador transcedente é falso, e haverá de se contestar esta doutrina, mediante da manifestação de Deus no homem, a esperança de glória. Tal é o que demonstrará aproximação: provará, também, a íntima relação que existe entre Deus Transcedente e aquilo naquele em quem “vivemos, nos movemos e temos e temos o nosso ser”, porque “havemos compenetrado todo o Universo com um ‘ fragmento de Si mesmo Ele permanece”. Deus é imanente em toda forma criada. A glória é a expressão da divindade inata, em todos os seus atributos e espéctos, qualidade e poderes, que há de ser revelada por meio da humanidade. (p. 119)

Para o movimento New Age esta nova religião mundial dará ênfase na “união fraternal” do espírito e o seu programa será estruturado “ por inumeráveis grupos que trabalham inspirados por Cristo. Desta forma segundo o movimento Nova Era “as igrejas ocidentais necessitam compreender, também que, em essência, há uma só Igreja, que não é necessariamente a instituição cristã ortodoxa”. Isto está em razão de que “Deus trabalha de muitas maneira e através de muitos credos e agentes religiosos. Sua união dará como resultado a revelação da verdade em toda sua plenitude”. Por isto deverão ser eliminadas as “doutrinas não essenciais” mostrando e ressaltando as “doutrinas essenciais, e assim a unidade revelará “plenitude a verdade. Isto será realizado pela nova religião mundial, cuja instalação dar – se – á passo acelerado depois do reaparecimento do Cristo”.







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