A construção do traje de dança no Flamenco



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A construção do traje de dança no Flamenco
Maria Alice Ximenes

Universidade Anhembi Morumbi
Resumo:

Este artigo é parte de minha tese de doutorado apresentada ao Instituto de Artes da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas), no qual proponho possíveis elos entre o traje original da dança flamenca e seu desenvolvimento através da história cristalizando suas atuais configurações.

Muitos detalhes foram assumindo as formas comerciais que ainda se vê nas festividades típicas em Sevilha, na Espanha, mas os próprios passos da dança e que posteriormente deram origem as formas da roupa tiveram suas origens nas danças totêmicas ou agrárias. O Flamenco não é como o balé, uma dança de côrte em que nobres dançavam. O Flamenco tem suas raízes no campo, é uma dança rural em que os camponeses iniciaram.

Palavras-chave: Flamenco- Espanha- Traje

Abstract:

This article is part of my doctorate thesis presented to the Art Institute of UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas), in which I propose possible connections between the original costume of flamenco dance and its development through history crystallizing its present configurations. A great deal of details were taking on the commercial shapes that still can be seen in typical celebrations in Seville, Spain, but the dance steps themselves that later originated the shapes of the clothes had their origins in the agrarian an totemical dances. Flamenco is not similar to ballet, a court dance that the nobles danced. The flamenco has its roots in the field; it’s a rural dance in which peasants have begun themselves.

Key words: Flamenco – Spain - Costume
A Espanha, mais precisamente o sul do País, Andaluzia, desde os primórdios adotou o flamenco como dança espanhola, resultado das muitas culturas que passaram pela região, entre elas, as fenícia, árabe, judaica, grega, romana, persa, cristã, indiana, cigana e muitas outras.

O cante (canto) é choroso, e extremamente árabe, guarda um grande paralelismo com outras manifestações musicais do Norte da África, como, por exemplo, a música marroquina. A guitarra lembra as manifestações musicais da região norte-africana, inclusive da África subsaariana. No baile flamenco, usam-se muito os movimentos de mãos e quadris, que se assemelha a alguns bailes norte-africanos. E historiadores do assunto, como José Manoel Gamboa (2005), acreditam que os ciganos da Índia foram os mais prováveis pioneiros a implementar esse ritmo na Espanha. As batidas fortes com os pés no chão, tão características do flamenco, são danças ritualísticas em que os camponeses evocavam a fertilidade no plantio e na colheita. Na história da dança há muitos episódios em que Boucier (2001) diz que a relação está identificada às danças agrárias ou totêmicas. Foram resgatadas através de pinturas rupestres como danças com atos rituais dirigidos à divindade protetora do lugar. Mais tarde foram registradas em outras manifestações como nas iluminuras. Há até uma pintura de Rubens que ilustra esse fato, é “A dança dos camponeses”. O breve relato sobre o flamenco é apenas para ilustrar o gosto particular e preferencial na música e na dança, mostrando a independência dos gostos gerais do restante da Europa. Outras danças espanholas também existiram: a cachucha, dança sapateada de compasso ternário dançada com castanholas, que se popularizaram com a dançarina Fanny Elssler; a sardana, tida como dança autônoma da Catalunha, que consiste em dançar em roda, é uma dança circular, em que muitos integrantes podem participar; os camponeses da Galícia também dançavam a tradicional Muyneira, “A dança da mulher do moleiro”, com acompanhamento de pandeireta, castanholas, tambor e um instrumento parecido com a gaita-de-foles; e muitas outras.

Etimologicamente, a palavra flamenco deriva do neerlandês flaming, que significa "natural de Flandres". Por volta do século XIII, Na Espanha, o termo flamenco foi usado para adjetivar toda pessoa de tez clara e avermelhada, que era o protótipo dos povos nórdicos, ou seja, os belgas, holandeses, etc. Percebe-se uma possível relação entre flamengo e flamenco. Ciganos originários da Alemanha eram identificados como flamengos, ou oriundos de Flandres. Há também outra teoria que defende que o termo é árabe, flamenco é a expressão “felah-mengu” (camponês fugitivo). Por absoluta falta de documentação sobre o assunto, essas investigações não são um juízo de verdade, apenas hipóteses, possibilidades.

As castanholas (castañuelas) usadas no baile flamenco, também usadas nos ritmos da cachucha, em sua origem se remontam à época dos fenícios e com o tempo passaram a ser um dos elementos mais típicos da Espanha. Sua forma tem aspecto de uma castanha, São côncavas, confeccionadas em madeira dura. Inicialmente as castanholas eram feitas de materiais diferentes, com a forma de pratos, chamados snujs, ilustrados. Na antiguidade egípcia o som era relacionado ao sagrado, ao religioso, como sinos de igreja que, quando tocados, conduzem as orações dos fiéis ao mundo divino. Flamencólogos, como Pepe de Córdoba (2008), acreditam que inicialmente a música árabe seria destinada aos cultos e adorações em honra aos deuses egípcios. Há notícias de achados desse instrumento em escavações egípcias datadas de 3000 a.C. O crótalo (seu parente mais próximo) foi comum entre os povos do Mediterrâneo Oriental. A origem da palavra "castanhola" possivelmente derive da palavra latina castanea, ou seja, castanha, palavra essa que, no idioma castelhano, em seu uso diário, foi se transformando aos poucos em castañita, castañeta, castañela e, finalmente, castañuela.

Outro elemento muito antigo, utilizado como instrumento para aumentar o ritmo da música, é o pandeiro. Em gravuras egípcias e em todo o mundo árabe é notado o uso do pandeiro. No flamenco cigano é muito presente, bem como as palmas que possuem um grande poder de excitabilidade e, além de conduzir o ritmo, produzem o que os espanhóis chamam de jaleos1 humanos. Marca-se o tempo do ritmo da música e dos passos da dança com as palmas, como um exercício matemático.

“O cravo e a rosa”, os dois são característicos da composição dos adornos do traje feminino. O cravo é muito comum sobre as mantilhas no alto da cabeça. Esta imagem se associa às Virgens, possivelmente pelo formato que a flor tem, pois plasticamente o cravo se parece com o prego, por isso se tornou o símbolo da Paixão de Cristo, enquanto que a planta aparece com frequência nas representações de Nossa Senhora com o Menino Jesus.

Porém, o cravo na cabeça também ocupa outros significados: no Renascimento desempenhou valor de noivado, e, quando utilizado atrás da orelha esquerda, indica que a mulher é casada. Já a rosa, especialmente vermelha, é consagrada à Vênus, deusa símbolo arquetípico do amor e da beleza. Na Espanha a rosa não é aplicada no alto da cabeça, e sim diretamente no cabelo de lado, muitas vezes apoiada atrás da orelha.

Porém, nenhum elemento do traje é capaz de capturar a essência da Espanha através da dança ou de suas regionalidades como a saia.

A saia original dos trajes obviamente sempre foi longa, e, na cultura de raiz, não possuía babados.

A utilização dos babados na bata de cola2 já é uma invenção com o propósito de deixá-la plasticamente mais atraente, teve seu apogeu com as apresentações em espetáculos na “época de ouro” do flamenco na Europa, em que os Cafés Cantantes se interessaram por danças exóticas (1860-1910). Foi um momento de expansão no canto, instrumentos e no baile; por conseqüência as vestes passaram a receber maior elaboração.

A saia - ela somente, ou composta no vestido - é uma peça essencial na dança. O baile flamenco possui passos criados exclusivamente para a saia. A indumentária inspirou passos para a dança, ou seja, influenciou a dança.

Tanto a camponesa quanto a dama usavam roupas compridas como segue a linha do tempo na história da moda, com diferenciais em tipos de tecidos e acabamentos. No entanto, especialmente a camponesa usava a roupa desde o século XV dividida em duas peças, pois usavam o “dessous”, ou seja, a “roupa de baixo”.

Romanticamente a indumentária foi retratada com certa graça, uma vez que a arte não tinha intenções de retratar o povo do campo fielmente, pois os retratos eram encomendados pelos ricos. Todavia, alguns artistas perceberam os encantos campesinos e passaram a registrá-los como cenas, e não como retratos.

Somente no Realismo, movimento que despontou na segunda metade século XIX, é que o estilo se fortalece; anterior a este movimento, alguns artistas, como Pissaro, Manet e Goya (antecedentes do movimento Realista), apostaram em algumas tentativas da representação que não era muito apreciada pelos salões. Artistas representativos do Realismo como Courbet, pintou séries sucessivas de camponesas, pois havia um espírito de pintar a verdade, e a mulher rústica do campo representava essa verdade; portanto, passou a ser tema de várias obras.

As saias com quantidade abundante de panos, que nos lembram as danças, vieram do Oriente. Elas, em suas variantes na Espanha, representam um elemento imaginário, pois, quando em movimento, lembram a capa do toureiro com sua coreografia elegante, ou o movimento do leque3.

As saias dos vestidos, que lembram o baile flamenco, são muito característicos da Feria de Abril, feiras que ocorrem em Sevilha (após a Páscoa): são inconfundíveis com seus babados sobrepostos e o padrão de bolinha, “os lunares”, padrão que estigmatizou a roupa da dançarina espanhola e o traje nacionalista. Até os dias atuais, esta Feira acontece e as mulheres todas se vestem de forma característica.

Segundo o historiador de moda João Braga4, existe a hipótese de que bolinhas estampadas nos vestidos advêm do formato da moeda que, em 700 anos de domínio mouro na Espanha, trouxe, através das relações de comércio pelos povos nômades, o hábito de guardá-la próxima do corpo, presa em suas vestes.

Como carregavam tapete, roupas e demais pertences, levavam toda a “casa” consigo, adormeciam em qualquer canto ou escolhiam ali ficar, tinham que se assegurar de que não seriam roubados, sendo assim, furavam a moeda e a amarravam em suas roupas, pois se ladrões investissem, eles despertariam, pois o dinheiro estava preso à roupa. Embora moedas nem sempre tenham a forma arredondada, em sua maioria das vezes, a forma circular predominou, e o fato desses círculos estarem próximos das roupas podem ter caracterizado seu uso. As bolas maiores simbolizam a opulência financeira e exacerbação.

Segundo o dicionário do vestuário do Senai5 as bolinhas ou poás (do francês, que significa bolas) são também descritos e identificados como “ervilhas”.

As bolinhas também foram comparadas às olivas, azeitonas e ervilhas, pois sua origem mediterrânea (médio Oriente e África) foi fortemente cultivada e fonte de comércio porque, na época do domínio romano na Espanha, a região era rica e exportava vinho e principalmente azeite de oliva. Na civilização minoana, a oliveira.

era associada à força e à vida, bem como na Bíblia a oliveira é citada em várias passagens. Daí vem as vertentes que permeiam as várias possibilidades da inscrição dos lunares.

Assim os espanhóis dançavam por clamores, alegrias, tristezas e rituais; é possível perceber que a forma do movimento da saia acompanha o movimento de lavadeiras torcendo a roupa, segue-se um movimento espiralado com as mãos e braços. O flamenco nasce no campo, nas aldeias ciganas, sua raiz é rústica, advém dos ritos; e seus trajes e movimentos tinham uma natureza simples e forte ao mesmo tempo.

Em relação às cores, o domínio sarraceno6, ou seja, oriental, trouxe cores vívidas ou “garridas” como chamam os espanhóis, padrões e estampas intensos com grandes misturas. Por volta de 1560 a influência da cor preta contagiou o estilo francês e toda Europa, apesar de severo foi muito forte; como já citado neste capítulo.

A saia da bata de cola, ou das danças do flamenco, ou mesmo de Andaluzia difere bastante da usadas em outras localidades, as bolinhas e babados são próprios e constituem importância no sul da Espanha.

Algumas curiosidades sobre os trajes espanhóis são interessantes, por exemplo, uma indumentária completa, saia disposta em babados, leque, mantilha, e peinnetas são característicos não só de uso das damas da nobreza como também na sua variante mais simples, as prostitutas das ruas de Madri.

As mulheres das classes superiores desejavam uma maior independência, já desfrutada pelas mulheres de classes inferiores, como, por exemplo, as majas, que não são somente conhecidas por utilizarem um vestuário que inspirou as nobres, mas por serem ciganas e mulheres mais livres. Sendo assim, a classe feminina elevada passou a imitar suas roupas, exprimindo esse desejo de atitude. O xale de renda ou o vestido até o tornozelo era para elas o símbolo da sua afirmação, fidelidade à Espanha e ao que era espanhol, mas, acima de tudo, a uma maior liberdade.

Na época da Revolução Francesa, quando uma minoria de intelectuais espanhóis se encantara achando possível reformas para a Espanha, que tinha sido muito prejudicada pela igreja e aristocracia. Acordos de apoio à França Revolucionária contra a Inglaterra culminaram em vinte anos de guerra civil para a Espanha.

Inicialmente, o partido progressista espanhol, favorável à França, conheceu uma grande popularidade. Os seus partidários juntavam-se com idéias de transformar a Espanha num estado moderno à francesa.

Mas rapidamente a repercussão a essas idéias vieram com um movimento de oposição a elas, em defesa da Espanha tradicional. Patriotas conservadores passaram a se vestir como os populares de subúrbios de Madri, os majos e majas, e preferiam frequentar as arenas aos salões.

Um ícone nesse capítulo da história da Espanha e que, principalmente marca a história da moda espanhola, é a encantadora Duquesa D´Alba, mas conhecida como Cayetana, suposta amante do pintor Francisco Goya. Ela encabeça o movimento plebeu renunciando seu guarda-roupa parisiense, mostra-se de vestido escuro, cuja saia era disposta em babados, mantilha rendilhada, e pose ousada numa atitude de orgulho, impunha o estilo espanhol fosse ela duquesa ou maja dos subúrbios.

O estudo da saia merece ser ressaltado em seu valor potencial em diversas situações, como por exemplo, percebido no ritual de danças rurais onde nasceram os movimentos de suspender rusticamente as suas beiradas pelas mãos de forma agressiva, pois o bater dos pés reitera o clamor pela fertilidade do plantio, os passos da dança se inspiraram no Flamenco de raiz.

Há movimentos feitos com a saia, que foram inspirados no excesso de tecido nela contido, movimentos esses que fazem lembrar o das capas usadas pelos toureiros nas “Corridas del toros” - Touradas. Assemelham-se ao fechar e abrir dos leques, já que na própria Espanha nascem os leques de armação com o dispositivo de fechar e abrir. Há um baile chamado sevillanas, em que o uso da Bata de Cola com seus muitos babados na cauda da saia foram feitos para um golpe dado com los tacos (salto do sapato), para suspendê-la e criar um novo movimento em que a saia tem a participação coreográfica.

No filme do cineasta Carlos Saura, intitulado Flamenco, há ensaios em que a grande bailaora7 Matilde Coral (bailaora e professora mais famosa da Espanha) faz com suas alunas em sua Escola de Dança em Sevilha, uma coreografia de homenagem e tributo à saia. Ela descreve o passo a passo da importância da saia.

Segundo Coral, o tratado que ela escreveu sobre os passos da dança falam o tempo todo sobre a saia como pode se percebido num dos trechos:


A mecânica para mover adequadamente a saia da bata de cola, consiste em conhecer muito bem o ritmo de “saber levá-la”. Pense que todo o corpo está em função dela, portanto vá acariciando ela com o quadril, com as pernas, levante os babados da saia no ar, depois faça o caminhar de um cavalo e deixe a saia estendida toda ela. A cabeça, os ombros e os braços devem também “dar conta” de carregá-la com poder, com firmeza, ela deve parecer suave e forte. Todo movimento irá causar uma plasticidade incrível, porém tens que lembrar que para envergar uma bata de cola, é preciso responsabilidade, a saia do vestido espera por isso (CORAL, 203, p. 108).
O mistério no traje espanhol que se vê ainda hoje através do Baile Flamenco, reside no próprio revelar e esconder dos movimentos da saia, quando nos golpes que a bailaora parece “chutar” a barra da saia, ela mostra uma parte viva, as suas pernas. O decote não consistia em fatores sensuais, sempre denotou sinônimo de docilidade maternal, os fartos seios que nascem como colinas nos decotes, bem como a presença dos braços nus não constituem partes eróticas do corpo da espanhola, porém a saia é a cauda, é o centauro, é o segredo, é o sexo adulto coberto.

No decote há frequentemente correntes com medalhas de santas penduradas, muitas das vezes enterradas nos sulcos da junção das mamas; na contemporaneidade ainda se representa como parte do traje o sinal católico, ou medalha de padroeiras, ou o crucifixo, éo código da Espanha católica.

Parece que, na composição do traje, historicamente o País influenciou com sua formação, a condição da religião escondendo a mulher por dentro de muitos panos. O orientalismo ofereceu as cores vibrantes e quentes e os tecidos diáfanos com suas quantidades. As imagens santas trouxeram similaridades em sua composição da mantilha lembrando os véus das virgens, e o xale que a contém.

A potencialidade presente no traje que, da cintura para cima, tem uma estrutura de significação e está mediado pela representatividade sacra, se contrapõe da cintura para baixo com a saia que, através do Flamenco, fantasia-se em movimentos que revelam inesperadamente suas pernas.

A mantilha, o xale e a saia são elementos que foram usados com importância no sul da Espanha, tornando-se roupa de honra da nação: o simulacro da espanhola, utilizado também no baile Flamenco.

Esses elementos que compõem o vestuário duelam o tempo todo, tentando suprimir e libertar. O próximo capítulo irá tratar de forma mais aguda a representatividade feminina espanhola.

Bibliografia:

BOUCIER, Paul. História da Dança no Ocidente. São Paulo: Martins Fontes, 2001BRAGA, João. História da Moda. Uma narrativa. São Paulo: Editora Anhembi Morumbi, 2004.

BUADES, Joseph. Os Espanhóis. São Paulo: Contexto, 2006.

ESCOLA SENAI "Eng° Adriano José Marchini". Centro Nacional de Tecnologia em Vestuário. Terminologia do Vestuário: português; espanhol-português; inglês-português; francês-português. São Paulo, 1996. 338p.

GONZÁLEZ, Matilde Corrales. Tratado de la Bata de Cola. Madrid: Alianza Editorial, 2003.

LEVENTON, Melissa. Costume Worldwild. A historical Sourcebook. Featuring the classic artworks of of Friedrich Hottenroth & Auguste Racinet. London: Thames & Hudson, 2008.

OLIVO, Silvia Calado. Todo sobre Flamenco. Cádiz: Ediciones Absalom, 2005.

POHREN, D.E. The Art of Flamenco. Madrid: Las Rosas, 1990.

SOARES, Marilia Vieira; XIMENES, Maria Alice. Uma análise sobre a influência das bailarinas na moda. Anais do III Colóquio de Moda, Faculdade CIMO, Belo Horizonte, MG.

Autora: Maria Alice Ximenes

Universidade Anhembi Morumbi UAM

ximenes.mariaalice@gmail.com




1 Em espanhol jalear significa aplaudir, animar, incitar.

2 Vestido com cauda e babados para dançar o baile flamenco.

3 Foi na própria Espanha que surgiu o leque de armação (albanico) com o sistema de abrir e fechar. Procedente do Oriente, sua existência data de um tempo muito remoto. No Egito já se usava o leque com plumas de avestruz, no século XVIII se estende ao uso de todas as classes sociais, mas na Espanha ele é um acessório que supera apenas as vaidades da moda sendo um artigo necessário devido às características climáticas. Valência foi o maior centro de produção de leques. Possuiu também significados quando aberto ou fechado e com esta linguagem, conhecida por todas as classes sociais, a dama podia fazer um sinal secreto de convite ao homem que havia escolhido, ou apresentar uma recusa.

4 João Braga é historiador da moda, autor de diversos livros publicados e docente em várias Instituições de Ensino Superior de Moda do país. Entrevista concedida em 27 de janeiro de 2009 [comunicação viva].

5 Poá: Do francês "pois" - ervilhas. Bolas de todas as dimensões e cores, no geral, contrastando com o colorido do fundo. (ESCOLA, 1996, p.78).

6 O nome sarraceno foi originalmente aplicado aos povos do deserto nômade da área que estende da Síria para a Arábia Saudita. Em uso mais largo o nome se aplicou aos árabes da Idade Média, nome pelo qual os cristãos da época medieval designaram os mulçumanos, especialmente os da Síria e da Palestina e os árabes e berberes que conquistaram a Espanha e a Sicília.


7 Bailaora é o nome dado à bailarina que dança o baile Flamenco.


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