A escrita de mulheres paranaenses



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A ESCRITA DE MULHERES PARANAENSES Francieli de Oliveira (PIBIQ/CNPq – UNICENTRO) Níncia Cecília Ribas Borges Teixeira (Orientadora - Dep. de Letras – UNICENTRO) E-mail: nincia@unicentro.br Palavras-chave: escritoras paranaenses contemporâneas, escrita feminina, relações de gêneros. Resumo: O trabalho analisa o discurso identitário feminino nas obras de escritoras paranaenses contemporâneas. O objetivo é demonstrar que a literatura escrita por estas autoras é gerada por meio de uma intrínseca relação com aspectos sociológicos e históricos, a partir dessas condições produz-se uma visão de mundo diferenciada, observada pela materialização da carga ideológica presente no discurso produzido. Introdução

O trabalho busca analisar o discurso da escrita feminina, mais especificamente, escritoras paranaenses, bem como, a carga ideológica trazida por este discurso com relação aos aspectos sociológicos e históricos. A pesquisa inscreve-se no âmbito dos estudos de gênero e tem por objetivo central analisar um corpus constituído de narrativas de autoria feminina, por meio de um olhar crítico atento às marcas discursivas que apontam para as particularidades desses textos. Além disso, busca-se também, proporcionar uma maior visibilidade acadêmica às escritoras paranaenses, mais especificamente Adélia Maria Woellner, Alice Ruiz, Daria Farion, Estrela Lemiski, Etel Frota, Greta Benitez, Jandyra Mengarelli, Josely Viana Baptista, Luci Collin, Maria Marilda Confortin Guiraud, Regina Benitez, e por fim, que é não é nascida no Paraná, Assionara de Souza. Para realizar esta tarefa, buscam-se subsídios em discussões empreendidas por teóricos interessados em debater e questionar o primado da identidade sobre a diferença, por meio da problematização de conceitos como feminismo, identidade, diferença, cânone, desconstrução, cultura, discurso, etc.



Materiais e Métodos O material usado no desenvolvimento do projeto é essencialmente bibliográfico. Os métodos utilizados são: 1) leitura e fichamento de textos teóricos; 2) discussão dos textos com orientadores e grupo de pesquisa; 3) elaboração de artigo que contemple análises de textos literários de autoria feminina realizadas à luz das discussões. Como sustentação teórica, os escritos compilados por Heloísa Buarque de Holanda e Luiza Lobo que se voltam a discussões ligadas à escrita feminina. Discussão

A linha de pesquisa em que enquadra este trabalho, deriva-se das tendências da crítica feminista internacional Leitura da produção literária de autoria feminina e dos modos de representação da mulher marcados por inter-relações discursivas entre literatura e as disciplinas que contribuam para esclarecer a posição histórica, política, social, psíquica ou outras, das escritoras, além de resgatar e a produção desconhecida de literatura de autoria feminina, tornadas invisíveis pela mediação crítica, quase exclusivamente masculina, a partir de uma postura revisionista.



Conclusões A pesquisa irá permitir o estudo da enunciação feminina, a análise do discurso da escrita feminina paranaense e a carga ideológica trazida nesse discurso, relacionado com aos aspectos sociológicos e históricos. Mostra que a literatura produzida pelas autoras é a que envolve o gênero humano e aborda temas universais demonstrando o meio social pelo qual se origina a escrita. Define a escrita feminina não como um subgênero e identifica os elementos que compõem essa escrita. Referências BRANDÃO, Izabel e MUZART, Zahidé (orgs.) Refazendo nós: ensaios sobre mulher e literatura. Florianópolis/Santa Cruz do Sul: Mulheres/EDUNISC, 2003. CUNHA, Helena Parente. O desafio da fala feminina ao falo falocêntrico. Literatura e feminismo: propostas teóricas e reflexões críticas. Ed. Christina Ramalho. Rio de Janeiro: Elo, 1999. 151-171. DUARTE, Constância Lima. “Estudos de Mulher e Literatura: História e Cânone Literário", VI Seminário Nacional, Mulher e Literatura, Rio de Janeiro, Anais, 1996. FOUCALT, Michel. A escrita de si. In: O que é um autor? Trad. Antônio Fernando Cascais; Edmundo Cordeiro. Portugal: Veja/ Passagens, 1992. GREGOLIN, Maria do Rosário. Foucalt e Pêcheux na análise do discurso: diálogos e duelos. São Carlos: Claraluz, 2005. HOLLANDA, Heloísa Buarque; ARAÚJO, Lucia Nascimento. Ensaístas Brasileiras: mulheres que escreveram sobre literatura as artes de 1860 a 1991. Rio de Janeiro, Rocco, 1993. LAURETIS, Teresa de. “A tecnologia do gênero”. In: HOLLANDA, Heloísa Buarque de (org.) Tendências e impasses: o feminismo como crítica da cultura. Rio de Janeiro: Rocco, 1994, 206-242. LOBO, Luiza (org.) Literatura e feminismo. Rio de Janeiro: ELO, 200. LOBO, Luiza. Crítica sem juízo. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1993. MACHADO, Roberto. Foucalt, a Filosofia e a Literatura. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 200. MORAES, R. Análise de conteúdo. Educação, Porto Alegre, v. 22, n. 37, p. 7-32, mar. 1999. NAVARRO, MÁRCIA H. (org.) Rompendo o silêncio. Porto Alegre: Ed. UFPES, 1994. PÊCHEUX, M. “Papel da memória” In: Achard, P. Et al. Papel da Memória. Nunes, J.H., trad. e intr. Campinas: Pontes, 1999. SCHMIDT, Rita. “Cânones e contra-cânone: nem aquele que é o mesmo, nem este que é o outro” In: CARVALHAL, Tânia Franco. O discurso crítico na América Latina. Porto Alegre: IEL/Ed. Unisinos, 1996. 115-121. SHOWALTER, Elaine. “A crítica feminista no território selvagem” In: HOLLANDA, Heloísa Buarque de (org.) Tendências e impasses: o feminismo como crítica da cultura. Rio de Janeiro, Rocco, 1994. 23-57.



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