A formação da minha identidade



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SENTIDOS E SIGNIFICADOS DO TRABALHO DO PROFESSOR-EDUCADOR



PARTE I – NOÇÕES TÉCNCIAS DE ESTUDO E PESQUISA
I. PARA ESTUDAR MELHOR – NOÇÕES BÁSICAS
1 COMO FAZER PESQUISA

A pesquisa é utilizada com a intenção de aprofundar os assuntos estudados. O pesquisador vai buscar informações em documentos, obras de outros pesquisadores, depoimentos, publicações, entre outros.

Para a pesquisa seja fundamentada é necessário que sejam observadas algumas normas ou regras. O pesquisador deve ter claro o tema da pesquisa, o que procurar, e onde procurar.

Seja em bibliotecas ou até mesmo na internet, a coleta de informações deve seguir os seguintes passos:

1º: analisar o índice para ter uma visão geral dos assuntos tratados;

2º: separar as obras necessárias;

3º: fazer as anotações necessárias à pesquisa colocando os dados bibliográficos: o nome do autor, o título da obra, a cidade em que foi publicada, o nome da editora, a data da edição e a página.

Fazer anotações exige leitura prévia do material. As anotações pode acontecer: 1) copiando partes interessantes, colocando esta informação entre aspas, em seguida abre-se parêntese e escreve o sobrenome do mesmo em caixa alta, o ano da edição e o número da página; 2) resumindo o texto procurando destacar as principais idéias do autor, em seguida abre-se parêntese e escreve o sobrenome do mesmo em caixa alta e o ano da publicação e fecha-se o parêntese)



Redação do trabalho de pesquisa: para elaborar seu trabalho procure fazer uma redação onde fique o seu entendimento sobre o assunto. Não é proibido copiar, mas se copiar algum trecho, colo sempre entre aspas e faça a citação do autor conforme dito acima.

Apresentação da bibliografia: em todo trabalho escolar que envolva pesquisa devemos apresentar a lista das obras que foram consultadas. Se usamos publicações que não têm o nome do autor (como no caso das enciclopédias, começamos pelo nome da publicação, escrito em letra maiúscula, seguido de um ponto, depois vem o nome da cidade em que a obra foi publicada, uma vírgula, o nome da editora, outra vírgula, a data da publicação e um ponto.

Nas obras que têm nome do autor escrevemos primeiro o sobrenome do autor, em letras maiúsculas, seguido do primeiro e dos demais nomes do autor, seguido de um ponto. Depois o nome da obra, seguido de um ponto, depois o nome da cidade, uma vírgula, o nome da editora, outra vírgula, a data de publicação e um ponto.

A lista bibliográfica deve ser organizada em ordem alfabética. Estas informações foram determinadas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).


2 COMO APRESENTAR SEMINÁRIOS (AULAS, MINI-AULAS,TRABALHOS)

Quando existe a necessidade da apresentação de um trabalho escolar, devemos seguir algumas normas para que aconteça algo bem organizado e que cumpra com a função de transmitir e discutir informações.

A primeira condição é conseguir domínio do conteúdo que será apresentado. É o primeiro passo da preparação: estudar o conteúdo.

Quando da apresentação não se deve fazer leituras dos trabalhos. O que nos leva ao segundo passo: construir anotações, esquemas, gravuras, mapas, gráficos, etc. A forma com acontecerá a apresentação pode ser de acordo com a tecnologia disponível ao apresentador (retroprojetor, canhão multimídia, vídeos,etc).

Se estudamos o tema, preparamos o material para apresentação, mas não cuidamos da postura quando apresentamos, nosso trabalho pode ter sido em vão.]

Para facilitar a apresentação durante é necessário que observemos alguns detalhes:

. Falar para todos os ouvintes (e não para o teto, o chão, a parede, o professor);

. Não ficar de costas para os ouvintes;

. Não andar em frente dos recursos visuais que estiverem sendo utilizados;

. Falar com naturalidade;

. Fazer pausas para possibilitar discussões.

3 O “BÁSICO” EM UM DEBATE

O debate é conhecido como a troca de idéias, de informações. Ele é importante porque podemos obter mais conhecimentos e, com isso, aprender mais. Para que um debate não perca sua importância é necessário observar algumas regras. Entre elas, entre elas o que se dissemos sobre a apresentação. O debate como instrumento pedagógico caracteriza a discussão entre dois grupos.

O debate deve ter um relator para transmitir aos demais o resultado da discussão. O formato do debate pode ser: mesa-redonda onde o relator de cada grupo expõe sua pesquisa. O relator torna-se um debatedor no decorrer do trabalho. Cada debatedor pode direcionar uma pergunta ao outro debatedor, discordando ou complementando a resposta.
4 CONHECENDO A SI MESMO

Conhecer nosso potencial e nossos limites é fundamental na vida acadêmica. Nossa afirmação de forma alguma tem a finalidade de justificar limites, mas de organizar-se, crescer, melhorar. Em primeiro lugar, para se conhecer melhor você precisa valorizar a sua capacidade intelectual, o que significa saber:

Quais as suas dificuldades? Quais as suas reações? Quais as suas limitações? Quais suas facilidades?

Para o controle do seu conhecimento é necessário: ter definir objetivos e mantê-los vivos. Acreditar em seus objetivos e em você mesmo.

Alertamos que conhecer-se e estabelecer objetivos não é garantia de atingir o que se pretende. É fundamental desenvolver a autodisciplina: organize seu tempo, estabelecendo horários para suas atividades escolares.

II. MEMORIAL COMO INSTRUMENTO PEDAGÓGICO
CONSIDERAÇOES INICIAIS

Escrever um memorial acadêmico é garantir a preservação dos trabalhos realizados durante uma disciplina e/ou curso. Assim, sua construção exige o registro de projetos, relatórios, anotações de experiências, resumos de textos, registros de visitas, atividades realizadas. Além do que, o memorial deve conter ensaios reflexivos que permitam ao estudante discutir as transformações ocorridas em sua vida a partir dos conhecimentos adquiridos no curso.

Fica evidetre que o memorial de possibilitar ao estudante refletir sobre seu próprio aprendizado e avaliação de seu trabalho.

Dado que o memorial se constitui numa cosntrução pessoal, cada estudante pode pensar na sua forma de organização. Portanto, a existencia de um padrão é o que menos interessa, embora para algumas pessoas seja necessário. Para principiantes tornar-se necessário elencar alguns procedimentos por parte do professor.

O memorial oportuniza ao professor melhoramentos em sua habilidade avaliativa, sobretudo porque exige o envolvimento dos estudantes no desenvolvimento do trabalho. O estudante pode ser avaliado como um todo, sem a fragmentação das vias tradicionais, ou somando-se àquelas.

Alguns requisitos básicos devem ser observados na apresentação metodológica do memorial, por se tratar de um traalho acadêmico:



  1. Capa com identificação da instituição, do curso, do professor, do título do trabalho, do nome do aluno, local e data;

  2. Sumário;

  3. Introdução;

  4. Corpo do memorial (predefencialemente organizado em capítulos);

  5. Conclusão;

  6. Fontes;

  7. Outros elementos, como como agradecimentos, dedicatória, entre outros, são opcionais. A criação de um título diferenciado também fica a critério do estudante. O que deverá ter coerncia em relação ao corpo do memorial.


O PROCESSO DO MEMORIAL

No curso de Formação de Docentes do Colégio Cristo Rei, o memorial deverá contemplar os seguintes trabalhos:



  • texto produzido no primeiro dia de aula, narrando suas expectativas em relação ao curso;

  • texto registro da autobiografia do estudante dividido da seguinte forma:

a) História da família ou História de vida;

b) História escolar escolar (Infantil, Fundamental);



  • fichas de resumos dos livros e artigos indicados pelo professor;

  • resumo dos assuntos debatidos nos seminários realizados durante a disciplina;

  • registro dos trabalhos realizados e dos textos produzidos durante todo o ano;

  • relatórios diversos;

  • relatório apontando os aspectos positivos e negativos de cada disciplina, elaborados durante cada semestre, sob orinetação do professor de prática;

  • “Diário de Bordo”, contendo as anotações das expectativas, percepções, sentimentos, realizações, frustrações, etc., do estudante ao longo do ano;

  • redação conclusiva de experiência na série, onde deve expressar os objetivos alcançados, as transformações ocorridas e as expectativas quanto ao futuro.

Lembrete: um memorial se faz desde o primeiro dia de aula. Assim, devemos compreender que o memorial é um instrumento de avaliação constante. Estabelecidas as normas a serem adotadas para sua elaboração, e memso independentemente disso, comece já a selecionar os documentos e a registrar os primeiros acontecimentos.


OBJETIVOS DO MEMORIAL

O objetivo maior do memorial é fazer com que o estudante promova momentos de reflexão, não apenas de suas aprendizagens relativas aos conteúdos específicos, mas que ele também possa refletir sobre seu compromisso, seu envolvimento no curso e a contribuição deste para seu crescimento profissional e pessoal.

É no memorial que o estudante relata seus avanços em relação ao desenrolar do curso ao exercitar sua capacidade reflexiva sobre sua atuação, seu empenho e compromisso com com a escola, colegas e professores, e vice-versa.

Redigir um memorial realiza o propósito de desenvolvimento da capacidade de expressão escrita de forma organizada, clara, coerente, desenvolta e correta.



AVALIAÇÃO DO MEMORIAL

Serão muitas as dificuldades inicais com o memorial que se originam na dificuldade de escrita, na resitência a expressar-se (nem sempre é fácil nos expormos, pois relutamos em expressar nossas emoções, nossas dúvidas, nossos pontos de vista e nossas críticas, expressando nossas fragilidades).

O fato do memorial ser um instrumento de avaliação pode aumentar a indisposição em escrever. Mas, não há outro caminho: só se aprende a redigir, redigindo. E o memorial é uma das melhores oportunidades para se desenvolver essa habilidade. Dessa forma, os critérios de avaliação do Memorial têm de ser coerentes com seus propósitos.

O exercício e reflexão sobre as próprias experiências será de grande importância no desenvolvimento do raciocínio e a clareza do pensamento. No processo de construção, aos poucos, de pequenos em pequenos progressos, avança-se.


CRITÉRIOS DE AVALIAÇAO DO MEMORIAL

1. Critério de reflexão: O estudante reflete sobre aquilo que escreve no Memorial? Traz uma discussão mais reflexiva sobre os assuntos que trata no memorial?


2. Critério de junção: do ponto de vista teórico, o estudante demonstra que demonstra em seu texto que está incorporando aquilo que vem estudando? Está fazendo uma ligação entre aquilo que estuda, lê e aquilo que traz como reflexão?

3. Critério de aprofundamento: O estudante utiliza termos fora do senso comum para analisar sua prática e seu crescimento a partir do curso? Traz uma reflexão mais profunda ou ainda fica num nível muito superficial?


4. Critério de organização textual: O estudante apresenta um texto claro, com idéias organizadas e de fácil leitura? A leitura flui de forma tranqüila, sem que seja necessário retornar várias vezes para que se compreenda o que está escrito?
5. Critério sobre o uso correto da língua escrita: O estudante faz concordâncias verbais e nominais adequadas? Sua redação apresenta ortografia correta? Utiliza a pontuação adequada?
RETORNO AO ALUNO

Como ensina a boa prática, cabe ao professor relaizar apontamentos ao estudante sobre os aspectos positivos e aspectos que precisdam ser melhorados na construcao de seu memorial.


III. APRESENTAÇÃO DE TRABALHO ACADÊMICO

Todo trabalho científico ao ser elaborado deve estar de acordo com determinadas regras de padronização, reconhecidas e aceitas internacionalmente, que objetivam garantir a legitimidade e a legalidade desses perante a comunidade científica e acadêmica.

Deve-se entender que não basta somente que a elaboração intelectual do trabalho seja cuidadosa é necessário também que se apresente numa estética que demonstre a importância, a seriedade, ordem e o empenho dedicados pelo autor quando da produção do mesmo.

O que aqui se apresenta não deve ser aceito como um único referencial de apresentação ou protótipo ser seguido, mas sim, como forma de contribuição que garante qualidade gráfica ao trabalho científico-acadêmico.


01 - ASPECTOS EXTERIORES

Os aspectos exteriores de um trabalho científico compõem-se de diferentes elementos, organizados, cujo objetivo é o de bem apresentar a estrutura estética de uma obra.



PAPEL – A4 (21,0 x 29,7 cm); somente o anverso da folha deve ser usado.

MARGENS - Para uma apresentação estética do trabalho científico, deve-se respeitar o tamanho das margens, para tanto é necessário obedecer o seguinte: Superior e esquerda - 3 cm; inferior e direita – 2,5 cm. Pretendendo-se encadernar o trabalho com espiral, pode-se recuar a margem esquerda para 3,5 cm.

PARÁGRAFO - 1,25 cm (utilize a tecla “TAB”).

ESPAÇOS - O texto deve ser digitado - datilografado em espaço 1,5. Para as citações textuais usamos espaço um. O título e subtítulo são separados do texto com espaço duplo.

ALINHAMENTO - O alinhamento da margem direita deve ser o mais rigoroso possível, não se admite o uso de recursos com os tapa-margens, tais como travessões, barras ou qualquer outro sinal, para dar uma falsa impressão de alinhamento. Os editores de texto já antecipam essa situação.

DIGITAÇÃO - A digitação deve ser feita em cor preta, sem rasuras ou palavras superpostas, em apenas um dos lados da folha.

Símbolos e sinais não existentes no teclado do computador - máquina de escrever devem ser colocados à mão, com tinta preta.



TIPO DE LETRA - Recomenda-se, para digitação uso da Times New Roman, tamanho 12 para a folha de rosto, sumário, texto e referências bibliográficas e do tamanho 10 para as notas de rodapé, de referência, fontes de tabelas, ilustrações, citação longa e epígrafe.
1.2 ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS - MODELOS E EXPLICAÇÕES

1.2.1 Capa

A capa é elemento obrigatório, onde as informações são transcritas em maiúsculas, centralizadas, em negrito e sempre usando a fonte Times New Roman, na ordem proposta nos anexos (página 19)


1.2.2 Capa com mais de um autor (equipe)

Elemento obrigatório, onde as informações são transcritas na forma do modelo nos anexos (página 19)


1.2.3 Folha de rosto

Elemento obrigatório, onde as informações são transcritas usando a fonte Times New Roman, conforme modelo nos anexos (página 20)


1.2.4 Dedicatória: Elemento opcional.

Deve ser grafado na parte baixa do papel.


1.2.4 Agradecimento: Elemento opcional, colocado em página após a dedicatória.
1.2.5 Sumário

Elemento obrigatório, cujas partes são acompanhadas dos números das páginas, conforme anexos (página 21).

O sumário deve figurar imediatamente antes do texto do trabalho. Sua apresentação deve ser feita da seguinte forma:

• o indicativo numérico de cada capítulo, seção e subseção fica na margem esquerda;

• os títulos são grafados como no corpo do trabalho e devem ser interligados por linhas pontilhadas, sem negrito, ao número de suas respectivas páginas;

• o número da página inicial do texto de cada capítulo, seção e subseção fica na margem direita, sem visualização (conta-se, mas não se mostra).



1.3 ELEMENTOS TEXTUAIS

1.3.1 Introdução

Introdução é a parte que abre o trabalho propriamente dito. Deve constar de: apresentação do tema e justificativa, problema (situação e formulação), objetivos, área de abrangência e tipo de estudo, as idéias mestras ou centrais do desenvolvimento, por capítulo, e ainda a quem destina a leitura do trabalho.

A palavra introdução deve ser grafada em maiúsculas, negrito e fonte Times New Roman, tamanho 12, centralizada, desde que não seja numerada. Após três entrelinhas de 1,5 linha, começa o texto. Este será escrito no mesmo tipo e tamanho de fonte, porém sem o uso de negrito.
1.3.2 Desenvolvimento

O desenvolvimento é a parte principal do texto, que contém a exposição ordenada e pormenorizada do assunto. Divide-se em seções e subseções, que variam em função da abordagem do tema, do tipo de pesquisa e do método.

A palavra desenvolvimento não deve figurar, mas somente o nome de cada tópico, que deve ser grafado em maiúsculas, em negrito e com a fonte Times New Roman, tamanho 12.

No desenvolvimento de um trabalho costuma-se fazer citações e referências a autores. As citações podem ser: direta ou textual ou literal e indireta ou conceptual ou livre.


1.3.2.1 Citação direta ou textual ou literal

Consiste na transcrição literal (cópia) no texto de informação extraída de outra fonte para esclarecer, ilustrar, complementar ou sustentar o assunto apresentado. Deve ser transcrita exatamente como consta do original, entre aspas e acompanhada de informações sobre a fonte (autor, data e página consultada).

A citação direta pode ser feita de duas formas. A primeira forma começa citando o autor da idéia (último sobrenome ou entidade coletiva), com letras minúsculas, exceto a inicial e nomes próprios. Depois, entre parênteses, a data da obra e a página consultada. Por último virá a cópia da idéia, entre aspas.

A segunda forma começa pela cópia da idéia entre aspas e, ao final, entre parênteses, deverá vir o último sobrenome do autor ou entidade coletiva (com letras maiúsculas), a data da obra e a página consultada.

A citação textual com mais de três linhas deve ser destacada do texto com recuo de 4 cm da margem esquerda, com letra tamanho 10 (menor do que a do texto: tamanho 12), sem aspas e espaço simples entre suas linhas e entre uma e outra, espaço duplo.

A citação até 3 linhas vem entre aspas e inserida no próprio parágrafo que está sendo citado.



Exemplos:

De acordo com Silveira (1999, p. 4)”“Quando você é gentil, as pessoas são atraídas até você como moscas para o mel” (CARLSON, 1999, p. 102).

Quando na citação direta quer se destacar palavras, expressões ou frases usam-se grifo, seguido da expressão grifo nosso, entre parênteses.

Caso o destaque seja do autor consultado, usa-se a expressão, grifo do autor, entre parênteses.



Exemplos:

“Quando você é gentil, as pessoas são atraídas até você como moscas para o mel” (CARLSON, 1999, p. 102, grifo nosso).

“Vais encontrar o mundo, disse-me meu pai, à porta do Ateneu, coragem para a luta” (POMPÉIA, 1984, p. 27, grifo do autor).
1.3.2.2 Citação indireta ou conceptual ou livre.

Consiste na transcrição livre (não literal) do pensamento do autor consultado, reproduzindo-o sinteticamente, mas observando fidelidade ao seu pensamento. Assim, não sendo uma cópia, não se utilizam aspas e indicam-se os elementos: autor e data.



Exemplos:

Henriques e Medeiros (1999) afirmam que


1.3.2.3 Citações de documentos eletrônicos

Para fazer citações de informações de documentos eletrônicos deve-se indicar: autor, data, página, caso constam do documento e o endereço eletrônico do mesmo.



Exemplos:

“____________________________________________________________________________ (listserv@ibict.br).


____________________________________________(FERREIRA,1998,p.3, http://www.eca.usp.br/eca/prof/sueli/intro).
Segundo Ferreira (1988, p. 3) ___________________________________(http://www.eca.usp.br/eca/prof/sueli/intro).

1.3.3 Conclusão

A conclusão é a parte final do texto e apresenta:



  • Conclusões fundamentadas nos resultados, contendo deduções lógicas e correspondentes aos objetivos da pesquisa, ressaltam o alcance e as consequências de sua contribuição, bem como seu possível mérito.

  • Um espaço para sugestões de novos estudos sobre o tema-problema.

  • Em síntese, uma resposta ao tema-problema, aos objetivos e hipóteses (estudos quantitativos) e às questões norteadoras (estudos qualitativos) propostas na introdução.


1.4 ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS - MODELOS E EXPLICAÇÕES
1.4.1 Referências Bibliográficas é a relação de obras ou documentos consultados e usados pelo autor do trabalho.

A palavra REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS devem ser grafadas em letras maiúsculas, negrito, fonte Times New Roman, tamanho 12, a 5cm da borda superior da página e separadas do início do texto por três espaços de entrelinha.



1.4.1.1 Obra no todo (livros, folhetos, manuais, catálogos, guias): SOBRENOME, Prenome do Autor da obra. Título da obra: subtítulo. no. ed. Local: Editora, ano. v. no, no p. Exemplos:

CABRAL, Tomé. Novo dicionário de termos e expressões populares. 2. ed. Ceará: Edições UFC, 1982. 786 p.


COUTO, Luís da Câmara; SALGADO, Iara de Sousa. 3. ed. atual. Contos tradicionais do Brasil. Rio de Janeiro: Ediouro, 1980. 220 p.
FREIRE, Gilberto. Casa grande & senzala: formação da família brasileira sobre regime de economia patriarcal. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1943. v. 2, 480 p.
_____. Sobrados e mocambos: decadência do patriarcado rural no Brasil. São Paulo: Nacional, 1936. 405 p.
1.4.1. 2 fonte em meio eletrônico (livro, trabalhos acadêmicos, enciclopédia e dicionário). Exemplos:

SÃO PAULO (Estado). Secretariado Meio Ambiente. Tratados e organizações ambientais em matéria de meio ambiente. In: Entendendo o meio ambiente. São Paulo: 1999. v. 1, Disponível em: http://www.bdt.org.br/sma/entendendo/atual.htm. Acesso em: 8 mar. 1999.


KOOGAN, A.; HOUAISS, A. Enciclopédia e dicionário digital 98. Direção geral de André Koogan Breikman. São Paulo: Delta: Estadão, 1998. 5 CD-ROM. Produzido por Videolar Multimídia. Disponível em http://www.priberam.pt/dlDLPO. Acesso em 8 mar. 1999.
1.4.1.3 Artigo de revista: SOBRENOME, Prenome do Autor do artigo. Título do artigo. Título da Revista,Local, v. ou ano no, n. da revista, p. inicial-final, data. Exemplo:

FEREZ, Tereza Soares. Emprego do método científico e o ensino de Ciências. Revista Pedagógica, Belo Horizonte, v. 1, n. 19, p. 52-53, jan. / fev. 1986.


1.4.1.4 Artigo de jornal: SOBRENOME, Prenome do Autor do artigo. Título do artigo. Título do Jornal, Local, data. Título Suplemento ou Caderno Nome ou número ou Letra, p. Inicial-final. Exemplos:
ALVES, Wilson. O Paço da Cidade retorna ao seu brilho barroco. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 6 mar. 2000. Caderno B, p. 6.
CASTRO, Pedro de. Pará de Minas, terceirizar é negócio. Estado de Minas, Belo Horizonte, 21 maio 2000. p. 3.

1.4.6 Apêndice(s) e anexo(s)

Apêndice é todo material elaborado pelo próprio autor, podendo ser gráficos, tabelas, ilustrações e outros.

Anexos é todo material auxiliar não elaborado pelo autor, mas por terceiros.

IV. TÉCNICAS DE ESTUDO
1. SUBLINHAR - é uma técnica indispensável para elaborar esquemas, resumos, ressaltar as idéias importantes de um texto, com finalidades de estudo, revisão ou memorização do assunto.

O requisito fundamental para sublinhar é a compreensão do assunto. Sem isso é inviável a identificação das idéias principais e secundárias, que permite a seleção do que é indispensável e do que pode ser omitido, sem prejuízo do entendimento do texto.

Sublinhar tem suas normas: o sublinhamento indiscriminado atrapalhará mais do que ajudará, quer durante a leitura, quer por ocasião das revisões. Sugere-se o seguinte para bem sublinhar:

a)Evite sublinhar na primeira leitura. Recomenda-se que leia-se primeiro um ou mais parágrafos e retome para sublinhar aquelas palavras ou frases essenciais que, desde a primeira leitura, foram identificadas como principais, e que a releitura confirma como tais;

b) Sublinhe apenas as idéias principais e os detalhes importantes - Não se deve sublinhar em demasia. Não sublinhar longos períodos, basta as palavras-chaves;

c) Reconstitua o parágrafo a partir das palavras sublinhadas;

d) Leia o texto sublinhado com a continuidade e plenitude de sentido de um telegrama

Por ocasião das revisões imediatas ou posteriores, os textos sublinhados de acordo com esta norma permitirão uma leitura rapidíssima, apoiada nos pilares das palavras sublinhadas.


1.1 SIMBOLOGIA: que a mesma mantenha uma significação bem definida e constante durante todo o texto, podendo cada leitor adotar uma simbologia arbitrária e pessoal para sublinhar e fazer anotações à margem dos textos.

Recomenda-se a seguinte:



a) Sublinhar com dois traços - as palavras-chave da idéia principal;

b) Sublinhar com um traço - os pormenores importantes;

c) Assinalar com linha vertical, à margem do texto, as passagens mais significativas -

d) Assinale com um sinal de interrogação, à margem, os pontos de discordância. Podemos não concordar com as posições assumidas pelo autor, como também perceber incoerências, interpretações tendenciosas de fontes e colocações que julgamos insustentáveis, dignas de reparos ou passíveis de críticas.

e) Cores diferentes para assinalar as idéias principais e pormenores importantes.

O indispensável é sublinhar apenas o estritamente necessário, evitando-se o acúmulo de anotações que, além de causar um mau aspecto, em vez de facilitar o trabalho do leitor, dificulta e gera confusão. É muito útil no final do trabalho, fazer uma leitura comparando-se o texto original com o que foi sublinhado.


2 ESQUEMA - é uma radiografia do texto onde aparece apenas as palavras-chaves. Sem necessidade de se apresentar frases redigidas. É sempre a organização de um texto feita por alguém a fim de relembrar as idéias nele tratadas com objetivos de explicar, estudar , apresentar e ou produzir resumos etc. Por isso é sempre difícil usar esquemas feitos por outros para explicar algo que não dominamos.

O esquema irá ajudá-lo a organizar as idéias apresentadas no texto com clareza, sobretudo, ajudará a reconstruir o sentido do texto, sem a necessidade de ficar lendo um trabalho escrito durante as aulas.

A função do esquema é definir o tema e hierarquizar as partes de um todo para tornar possível uma visão de conjunto. Como atividade escolar, normalmente é exigido pelos professores como parte do trabalho do texto em seminários ou outras atividades que exigem uma preparação prévia dos participantes. Utiliza-se também o esquema como trabalho preparatório do resumo, para explicar mais concretamente, determinadas idéias ou para memorizar mais facilmente o conteúdo integral de um texto.

Um esquema pode ser montado em linha vertical ou horizontal. A forma não importa, desde que nela apareçam as palavras que contém as idéias principais, de forma clara, compreensível, bem como a hierarquização das idéias.


2.1 SIMBOLOGIA

Quanto à simbologia a ser adotada cada um pode adotar a que mais lhe convier. Recomenda-se para elaborar um esquema setas, linhas retas ou curvas, círculos, colchetes, chaves, símbolos diversos.

Exemplos de simbologia em esquemas


Numeração

Seta

Chaves

Letras

Outras

1.

1.1


1.2

2.

2.1



2.2

3.

3.1



3.1.1

3.1.2












A.

a.

b.



B

a.


b.

c.


Outras formas – à sua escolha

As setas, por exemplo, são usadas quando há relação entre a palavra (idéia) do ponto de partida e as palavras (idéias) que são apontadas. Chaves são usadas para ordenar diversos itens.

Ressaltamos que em um esquema não se pode trabalhar com esquemas fixos ou preconcebidos, é forçar o texto lido a entrar neles. O esquema deve ser criado para o texto e não o texto para o esquema.


2.2 CARACTERÍSTICAS DO ESQUEMA

Um esquema, para que seja realmente útil, deve ter as seguintes características:

a) Fidelidade ao texto original - mesmo quando se usarem as próprias palavras para reproduzir as do autor. Por isso em alguns momentos, é preciso transcrever e citar a página.

b) Estrutura lógica do assunto - elaborar uma organização dessas idéias a partir das mais importantes para as conseqüentes. No esquema, haverá lugar para os devidos destaques.

c) Adequação ao assunto estudado e funcionalidade - O esquema útil é flexível: adapta-se ao tipo de matéria que se estuda e finalidade. É diferente um esquema em função de revisão para exame e outro em função de uma aula a ser dada.

d) Utilidade de seu emprego - O esquema deve ajudar e não atrapalhai. Tratando-se de esquema em função do estudo, deve ser feito de tal modo que facilite a revisão. Deve facilitar a consulta no texto, quando necessário. Dai explicitar páginas, relacionamento de partes do texto etc.

e) Cunho pessoal - Cada um faz o esquema de acordo com suas tendências, hábitos, recursos e experiências pessoais, que raramente é útil para outra. Alguns usam recursos gráficos, de visualização da imagem mental (tinta de cor, desenhos, símbolos, etc.) já outros preferem empregar só palavras.

2.3 PROCEDIMENTOS PARA ELABORAÇÃO DE ESQUEMA

Para elaborar um bom esquema sugerimos os seguintes procedimentos:

a) Durante a fase inicial da leitura sublinhar as palavras-chave dos parágrafos;

b) Destaque títulos, subtítulos que guiaram a introdução, o desenvolvimento e as conclusões do texto.

c) Seja simples, claro e distribuído organicamente, de maneira a apresentar límpida imagem concentrada do todo.

d) Subordine as idéias e fatos, não os reúna apenas.

e) Mantenha sistema uniforme para as divisões e subordinações que caracterizam a estrutura do texto.

As idéias apresentadas pelo autor do texto estão claras para você? Se sim, você já poderá organizar o esquema. Se não, deverá se debruçar no texto, novamente, e fazer uma leitura minuciosa e detalhada.

Devo trazer para o esquema somente as informações importantes que ajudarão a recuperar (entender) o sentido do texto original. É importante que você só comece a produzir o seu esquema depois de ter feito o procedimento de leitura, palavras-chave, anotações e o mais importante: ter compreendido o texto, respondendo as seguintes questões:

Do que trata o texto?

O que o autor diz?

Como o autor desenvolveu suas idéias?

O que está diretamente ligado à idéia principal?

Quais as conclusões do autor?

É importante levar para o esquema, somente as informações que tenham como objetivo explicar/esclarecer a idéia principal.


3 RESUMO - é a apresentação concisa e seletiva de um texto, destacando-se os elementos de maior interesse, isto é, as principais idéias do autor da obra.

A finalidade do resumo consiste na difusão das informações contidas em livros, artigos, teses, permitindo a quem o ler resolver sobre a conveniência ou não de consultar o texto completo. Sua extensão não deve ir além de 200 (duzentas) palavras ou 1/3 ou ¼ do original.


3.1 OBJETIVOS DO RESUMO

O caráter de um resumo depende de seus objetivos:

a) Apresentar um sumário narrativo das partes significativas, não dispensando a leitura do texto;

b) Condensação do conteúdo a leitura posterior do texto original;

c) Analise interpretativa de um documento, criticando os diferentes aspectos inerentes ao texto;

d) Construir novos textos.

Os resumos só são válidos quando contiverem, de forma sintética e clara os resultados e as conclusões mais importantes, em ambos os casos destacando-se o valor dos achados ou de sua originalidade.
3.2 TIPOS DE RESUMO

Um resumo bem elaborado possibilita, em poucas linhas, obter informações sobre o conteúdo de uma obra, em sua integridade. Classificam-se em:

a) descritivo ou indicativo - nesse tipo de resumo descrevem-se os principais tópicos do texto original, e indicam-se sucintamente seus conteúdos. Utiliza-se de frases curtas, e não dispensa a leitura do texto original para a compreensão do texto.

b) informativo ou analítico - é o tipo de resumo que reduz o texto a 1/3 ou 1/4 do original, mantendo-se as idéias principais, deve ser seletivo, não sendo permitidas as opiniões pessoais do autor do resumo. O resumo informativo deve dispensar a leitura do texto original para o conhecimento do assunto. Entretanto deve salientar os objetivos, o assunto, os resultados e as conclusões. Deve ser composto de uma seqüência corrente de frases concisas. Ao final indicam as palavras-chave do texto. Da mesma forma que na redação deve se evitar expressões tais como: o autor disse, o autor falou, segundo o autor ou segundo ele, a seguir, este livro e outras do gênero, ou seja, todas as palavras supérfluas. Deve-se dar preferência à forma impessoal.



    1. critico - consiste na condensação do texto original em 1/3 ou 1/4 de sua extensão, mantendo as idéias fundamentais. Diferencia-se por permitir opiniões e comentários do autor do resumo. É a crítica da forma, no que se refere aos aspectos metodológicos; do conteúdo; do desenvolvimento da lógica da demonstração; da técnica de apresentação das idéias principais. No resumo crítico não pode haver citações.





3.3 METODOLOGIA DE ELABORAÇÃO DO RESUMO

Levando-se em consideração que quem escreve obedece a um plano lógico através do qual desenvolve as idéias em uma ordem hierárquica: proposição, explicação, discussão e demonstração, é aconselhável adorar alguns procedimentos, entre os quais:

a) leitura integral do texto, para conhecimento do assunto, tentando captar o plano geral da obra e seu desenvolvimento;

b) aplicar a técnica de sublinhar, para ressaltar as idéias importantes e os detalhes relevantes, em cada capítulo;

c) reestruturar o plano de redação do autor, isto é, identificar, pelo sumário, as principais partes do livro; em cada parte, os capítulos, os títulos e subtítulos. De posse desses elementos elaborar um plano ou esquema de redação do resumo (no resumo nem sempre há necessidade de manter todos os títulos e subtítulos);

d) tomar por base o esquema ou plano de redação, para fazer um rascunho, resumindo capítulos ou partes;

e) concluído o rascunho, fazer uma leitura, para verificar se há possibilidade de resumir mais, ou se não houve omissão de algum elemento importante. Refazer a redação, com as alterações necessárias, e transcrever, segundo as normas de fichamento.

Ao concluir o resumo é aconselhável, responder algumas questões para verificar se realmente a idéia central, o propósito do autor encontram-se no resumo. Esse passo significa a compreensão das idéias, provas, exemplos, etc., que servem como explicação, discussão e demonstração da proposição original (idéia principal).

a) procurar responder às questões: de que trata este texto? O que pretende demonstrar? Como o fez disse?

b) com as respostas em questão identificar a presença da idéia central e o propósito do trabalho

c) destacar com redação própria: os objetivos; as idéias principais e as conclusões.

d) No; á natureza da obra, do processo de raciocínio do autor e de sua forma de argumentação é que apontarão a melhor opção.


4 FICHAMENTO é uma forma de investigação que se caracteriza pelo ato de registrar todo o material necessário à compreensão de um texto ou tema. Para isso, é preciso fazer apontamentos que facilitam a documentação e preparam a execução do trabalho. Não só, mas é também uma forma de estudar / assimilar criticamente os melhores texto / temas de sua formação acadêmico-profissional.
4.1 MODELO DE FICHAMENTO


Assunto/título Geral:

Tema:

Referência Bibliográfica:

(Indicação bibliográfica – mostrando a fonte da leitura)




RESUMO:

(Sintetizando o conteúdo da obra: apresentar um resumo geral do texto lido: não é cópia do texto)



CITAÇÃO:
(Apresentar uma citação representativa, indicando página - transcrições significativas da obra)


COMENTÁRIO:

(Apresentar um comentário/reflexão do aluno sobre o assunto,

expressando a compreensão crítica do texto, baseando-se ou não em outros autores e outras obras.)


IDEAÇÃO:

(colocando em destaque as novas idéias que surgiram durante a leitura reflexiva -

apontar pistas para atuação, solução, uso ou importância do assunto)


Local da fonte:
(Citar o local onde se encontra a fonte)



5. ESTRUTURA DA APRESENTAÇÃO DE RESUMO E FICHAMENTO
5.1 Elementos Pré-textuais (capa, e outros)

5.2 Elementos Textuais [Introdução, desenvolvimento (o resumo ou modelo de fichamento preenchido), conclusão]

5.3 Elementos Pós-textuais (bibliografia)

V. RESENHA

1 INTRODUÇÃO

Entende-se por resenha uma impressão crítica de obra das várias áreas da ciência, das artes, das literaturas e da filosofia, para publicação ou divulgação. Como atividade acadêmica, é utilizada para que o estudante se familiarize com a análise dos argumentos utilizados para se demonstrar, provar e descrever um determinado tema.

A resenha tem papel importante na vida acadêmica, pois é através delas que se toma conhecimento prévio do conteúdo do valor de uma obra, seja para estudo ou para trabalho particular.

Resenhar, portanto, significa enumerar cuidadosamente os principais aspectos de uma produção, visando a sua descrição minuciosa e detalhada das idéias fundamentais da obra, procurando informar o leitor, de maneira objetiva sobre o assunto tratado e a sua contribuição.

Podemos também considerar que a elaboração de resenhas é o primeiro passo para introduzir o aluno na pesquisa. A resenha além de reduzir o texto (deve ser sintética, aproximadamente de 3 a 5 folhas digitadas), permitir opiniões e comentários, inclui julgamentos de valor, tais como comparações com outras obras da mesma área do conhecimento, a relevância da obra em relação às outras do mesmo gênero.


2 TIPOS DE RESENHA

Informativa - limita-se a expor o assunto com a maior objetividade possível;

Critica - exposição objetiva do assunto com comentários críticos e interpretativos, discutindo, comparando e avaliando o ensaio, formulando o resenhistas um conceito sobre o valor o trabalho (obra).
3 ESTRUTURA REDACIONAL DA RESENHA

3.1 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: apresentação de informações sobre a obra e sobre o autor (es), bem como sobre quem produz a resenha.

Credenciais da obra: • Autor (es). Título (subtítulo). Imprensa (edição, local da edição, editora, data, número de páginas). • Ilustrações (gráficos, tabelas, fotos, etc.).

Credenciais do autor (quem é ele): • Autoridade na área do conhecimento.Títulos. Cargos exercidos. Outras obras.

Credenciais do resenhista(quem é ele): Autor. Formação universitária. • Instituição a que pertence.
3.2 ANÁLISE/ESTUDO DA OBRA

Resumo das ideias principais expressas pelo autor. Descrição sintetizada do conteúdo dos capítulos ou partes em que se divide a obra.

Conclusões do autor: O autor faz conclusões? (ou não?). Onde foram colocadas? (separadas no final da obra, ou dos capítulos?). Quais foram?

Quadro de referências do autor: Modelo teórico, influências sofridas pelo autor (que autores ele cita para amparar seus argumentos?).
3.3 REFERENCIAL DO RESENHISTA

Julgamento da obra: Como se situa o autor às circunstâncias culturais, sociais, econômicas, históricas, etc.

Crítica do resenhista: Julgamento da obra do ponto de vista da coerência entre a posição central e a explicação, discussão e demonstração;

Mérito da obra: qual a contribuição dada para o desenvolvimento da ciência; originalidade; - conhecimentos novos, amplos, abordagens diferentes;

Estilo empregado: conciso, objetivo, simples; claro, preciso, coerente; linguagem correia; ou o contrário.

Indicação da obra: - a quem é dirigida; fornece subsídios para o estudo de que disciplina; pode ser adotado para que?

O resenhista deve resumir o assunto e apontar as falhas e os erros de informação encontrados, sem entrar em muitos pormenores e, ao mesmo tempo, tecer elogios aos méritos da obra, desde que sinceros e ponderados. Quem tem condições de realizar este item?

Entretanto, mesmo que o resenhista tenha competência na matéria, isso não lhe dá o direito de fazer juízo de valor ou deturpar o pensamento do autor, é fundamental que o mesmo estabeleça um diálogo com o autor.
4. EXEMPLO DE RESENHA CRÍTICA

LIVRO NO UNIVERSO DAS IDÉIAS (Alethea Muniz, da equipe Jornal Correio Braziliense, 17 de maio de 2001).



Se você se interessa por filosofia, mas não sabe por onde começar a viagem pelo universo das idéias, eis a dica: História do Pensamento, 463 páginas, escrito pelo britânico Bertrand Russell (1872-1970), lançamento da Ediouro Publicações. A credibilidade da obra começa pela assinatura do autor, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1950 e respeitado lógico matemático, fundador da filosofia analítica junto com Kurt Gödel. Russell já tinha publicado os dois volumes da História da Filosofia Ocidental (1945) quando decidiu escrever História do Pensamento Ocidental. São obras diferentes, embora tratem do mesmo assunto. Enquanto a primeira esmiúça em dois tomos (da antigüidade aos padres da primeira filosofia católica; e da reforma protestante ao século 20) a filosofia ocidental, a Segunda apresenta uma espécie de panorama das idéias ocidentais, a partir da base anterior. (aqui se vê a parte descritiva e dados bibliográficos da obra da obra). Uma das qualidades do autor é o didatismo. Não se trata de exposição chata, com esquemas que subestimam a capacidade do leitor, mas de contextualizar cada pensador no seu tempo. E relacioná-lo com acontecimentos históricos e sociais, da maneira mais clara possível. A linguagem é simples e não se detém em extensas explicações conceituais. (aqui se vê a crítica e opinião do resenhador). Boa parte do livro é dedicada aos gregos e, ao fazer isso, o autor tinha plena consciência de que poderia ser bastante criticado pela "generosidade" com eles. Mas defende que está ali a base do pensamento. Textos de Platão e Aristóteles são tratados pontualmente - a Poética, por exemplo, ganhou três páginas. O leitor dificilmente se surpreenderá com a seleção de autores listados, pois Russell não foge do cânone filosófico do período entre os pré-socráticos e Wittgenstein. (aqui se vê a parte narrativa da obra: resumo). Ao percorrer as páginas de História do Pensamento Ocidental, deve-se ter clara a idéia de que se trata é um analítico fazendo história da filosofia. Essa informação é fundamental para entender especialmente a parte dedicada aos existencialistas, a quem Russell acusa de tentar passar por lógicas as observações psicológicas. (aqui se vê a parte narrativa da obra: resumo). A edição apresenta uma série de diagramas e imagens "úteis à discussão de idéias ou abstrações menos familiares", mas na realidade pouco dialogam com o texto ao lado. São dispensáveis à compreensão do conteúdo, embora de inegável valor estético (vê-se aqui a crítica do resenhador quanto à presença de diagramas e imagens na obra). De qualquer maneira, está feito o convite. Como disse Russell se o livro for suficiente para o leitor se aprofundar em qualquer um dos temas, seu propósito terá sido alcançado.
5 ESTRUTURA DA APRESENTAÇÃO DE RESENHA

5.1 Elementos Pré-textuais (capa, e outros)

5.2 Elementos Textuais [Introdução, desenvolvimento (a resenha), conclusão]

5.3 Elementos Pós-textuais (bibliografia, anexos)

VI. ELABORAÇÃO E APRESENTAÇÃO DE RELATÓRIO
1 O QUE É UM RELATÓRIO

Relatório é um documento que descreve formalmente os resultados ou progressos obtidos em pesquisas, projetos, estudos. O relatório apresenta, sistematicamente, informação suficiente para um estudo do assunto; traça conclusões e faz recomendações. É estabelecido em função e sob a responsabilidade de um organismo ou de pessoa a quem será submetido, no caso estudantil, à escola e ao professor.


2. ESTRUTURA DO RELATÓRIO

Os elementos que integram as três partes fundamentais do relatório aqui proposto devem ser apresentados na seguinte ordem:


2.1 PRÉ-TEXTO

2.1.1 Capa

2.1.2. Folha de rosto

2.1.3. Resumo

Condensação do relatório, que delineia e/ou enfatiza os pontos mais relevantes do trabalho, resultados e conclusões. Deve ser informativo, dando uma descrição clara e concisa do conteúdo de forma inteligível e suficiente para o leitor. Nos relatórios, o resumo deve conter no máximo 500 palavras.


2.1.4. Sumário
2.2. TEXTO. Parte principal de relatório abrange os seguintes subitens:

2.2.1. Objetivos. Primeira seção do texto e define brevemente os objetivos do trabalho
2.2.2. Introdução. Parte do texto que define as razões da elaboração do trabalho, bem como as relações existentes com outros trabalhos e sua fundamentação teórica. A introdução não deve repetir ou parafrasear o resumo, nem apresentar resultados ou métodos utilizados, nem antecipar as discussões e conclusões.
2.2.3. Desenvolvimento. O desenvolvimento deve ser dividido em tantas seções e subseções quantas forem necessárias para o detalhamento da pesquisa e/ou estudo realizado:

•descrição breve do material e equipamentos utilizados;

•descrição dos procedimentos usados.

As descrições apresentadas devem ser suficientes para permitir a compreensão das etapas da pesquisa ou experiência realizada.


2.2.4. Resultados obtidos. Nesta seção devem estar apresentados os resultados, sejam as provas matemáticas, os quadros e/ou gráficos ou qualquer outro resultado que seja essencial à compreensão do texto, bem como fornecer subsídios para a discussão e conclusão do trabalho.
2.2.5. Discussão e conclusão. Esta etapa do relatório está destinada a comentários e explicações claras e ordenadas das deduções tiradas dos resultados do trabalho ou levantadas ao longo da discussão do assunto.
2.3. PÓS-TEXTO

2.3.1 Referências bibliográficas.

2.3.2 Anexos

2.3.3 Apêndices
VII. FONTES E REFERÊNCIAS

Alethea Muniz, da equipe Jornal Correio Braziliense, 17 de maio de 2001.

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Temas de filosofia. São Paulo: Moderna, 1992.


GARCEZ, Lucília Helena do Carmo. Técnicas de redação: o que é preciso saber para bem escrever. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

HUHNE, L.M. Metodologia científica. 7. ed. Rio de Janeiro: Agir, 2000. pp.64-65.



http://www.eca.usp.br/eca/prof/sueli/intro.

MEDEIROS, João Bosco. Redação Científica: a prática de fichamentos, resumos, resenhas. São Paulo: Atlas, 2000.

PLATÃO, F.S. & FIORIN, J. L. Para entender o texto - leitura e redação - 2.ed. São Paulo: Ática, 1991.
SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. 21aed. São Paulo: Cortez, 2000.
UEM. Secretariado do Mestrado em Educação.



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