A galinha pintadinha e o galo carijó



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Encontro26.02.2018
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A GALINHA PINTADINHA E O GALO CARIJÓ”: IDENTIFICANDO ALGUMAS DAS NOÇÕES DE GÊNERO QUE PERMEIAM A EDUCAÇÃO INFANTIL.

Camila dos Santos Araújo – FURG1

Simone Barreto Anadon – FURG2

TÓPICOS ESPECÍFICOS DE EDUCAÇÃO


Palavras Chave: Gênero, Educação Infantil, Feminino, Masculino

Resumo

Este trabalho tem como objetivo problematizar as práticas que podem estar significando de maneira muito particular as noções de gênero, masculino e feminino, no cotidiano da Educação Infantil. Para tal, elencamos como objeto de estudo, algumas das músicas presentes nos DVD’s “A Galinha Pintadinha e sua Turma” e “A Galinha Pintadinha 2”, procurando na análise destes discursos a tentativa de fixar sentidos de gênero. Este estudo se localiza em uma perspectiva pós-crítica que sob influência da virada lingüística, percebe a linguagem como central na disputa e na constituição das identidades dos sujeitos. Entendemos como Costa (2004), que o discurso institui realidades, funda referenciais e contém efeitos de verdade. As músicas infantis são aqui entendidas como potentes discursos que imprimem e reforçam significados particulares sobre ser homem e ser mulher. Assim a partir das contribuições de SCOTT (1990), procuramos compreender gênero não como um fator determinante da sexualidade, tão pouco determinado pelo sexo, mas como a diferença nas relações sociais entre homens e mulheres. Identificamos nesse primeiro ensaio cantigas em que os discursos buscam regular os comportamentos masculinos e femininos partindo da oposição das funções e características de cada gênero. Ao dizer do masculino, ao elencar diversas características que consolidam o perfil do homem, reforça-se as características opostas como sendo femininas. Identificamos ainda um reforço da norma heterossexual, onde os casais são sempre formados por um homem e uma mulher. Em muitas das cantigas a mulher é apresentada como um ser naturalmente dependente, determinando que os homens em contra partida são independentes por isso menos apegados a questões do lar e da família. Não é nosso interesse vitimisar homens ou mulheres, mas dar visibilidade aos discursos que interpelam as crianças diariamente e buscam cooptar suas subjetividades. Por fim, propomos como alternativa questionar junto as crianças as posições de sujeito em que determinado personagem é encaixado na canção, na história, no desenho animado, entro outros, afim de que esses pressupostos não sejam os únicos a disputar as subjetividades infantis..



1 Graduanda do Curso de Pedagogia Licenciatura – Universidade Federal do Rio Grande (FURG) – milacat2005@yahoo.com.br


2 Doutoranda do Programa de Pós – Graduação de Faculdade de Educação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel); Professora efetiva da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) – simoanadon@hotmail.com

De 22 a 26 de outubro de 2012.

FURG - Campus Carreiros




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