A mulher é argumento



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A Mulher é argumento -

por justa razão da sem-razão que à razão



do Fidalgo Dom Quixote se faz.
Dulcinea Santos
Este ano de 2005 nos traz, guiados pela carruagem da Musa Mnemosyne - a deusa grega da memória responsável pela imortalidade -, os quatrocentos anos de existência das famigeradas fantasias vividas por Dom Alonso Quijada, na triste figura do fidalgo cavaleiro andante Dom Quixote de la Mancha, o justiceiro das causas perdidas, que, junto a seu fiel escudeiro Sancho Pança, protagonizou as mais incríveis e impossíveis aventuras que um simples mortal possa realizar, em nome de sua formosa e eterna namorada. Acerca dele, logo nos dois primeiros capítulos desse romance, assim nos informa seu narrador:

Num lugar de la Mancha, de cujo nome não quero lembrar-me, vivia, não há muito, um fidalgo, dos de lança em cabido, adarga antiga, rocim fraco, e galgo corredor. (...) Orçava na idade o nosso fidalgo pelos cinqüenta anos. Era rijo de compleição, seco de carnes, enxuto de rosto, madrugador, e amigo da caça. Querem dizer que tinha o sobrenome de Quijada ou Quesada, que nisto discrepam algum tanto os autores que tratam da matéria; ainda que por conjeturas verossímeis se deixa entender que se chamava Quijana./ É pois de saber que este fidalgo, nos intervalos que tinha de ócio (que eram os mais do ano), se dava a ler livros de cavalarias (...) Dentre todos eles, nenhuns lhe pareciam tão bem como os compostos pelo famoso Feliciano de Silva, porque a clareza da sua prosa e aquelas intricadas razões que lhe pareciam de pérolas, e mais, quando chegava a ler aqueles requebros e cartas de desafio, onde em muitas partes achava escrito: “A razão da sem-razão que à minha razão se faz, de tal maneira a minha razão enfraquece, que com razão me queixo da vossa formosura”./ Com estas razões perdia o pobre cavaleiro o juízo, e desvelava-se por entendê-las, e desentranhar-lhes o sentido, que nem o próprio Aristóteles o lograria, ainda que só para isso ressuscitara. / Em suma, tanto naquelas se enfrascou, que passava as noites de claro em claro e os dias de escuro em escuro, e assim, do pouco dormir e do muito ler, se lhe secou o cérebro, de maneira que chegou a perder o juízo. Encheu-se-lhe a fantasia de tudo que achava nos livros, assim de encantamentos, como pendências, batalhas, desafios, feridas, requebros, amores, tormentas, e disparates impossíveis; e assentou-se-lhe de tal modo na imaginação ser verdade toda aquela máquina de sonhadas invenções que lia, que para ele não havia história mais certa no mundo./ [E assim resolveu] para aumento de sua honra própria, como para proveito da república, fazer-se cavaleiro andante , e ir-se por todo o mundo, com as suas armas e cavalo, à cata de aventuras (....), desfazendo todo o gênero de agravos, e pondo-se em ocasiões e perigos, donde, levando-os a cabo, cobrasse perpétuo nome e fama. / Foi-se logo a ver o seu rocim (...), pareceu-lhe que nem o Bucéfalo de Alexandre nem o Babieca do Cid tinham que ver com ele. Quatro dias levou a cismar que nome lhe poria; porque (segundo ele a si próprio se dizia) não era razão que um cavalo de tão famoso cavaleiro, e ele mesmo de si tão bom, ficasse sem nome aparatoso (...) até que acertou em o apelidar “Rocinante”, nome, em seu conceito, alto, sonoro, e significativo do que havia sido quando não passava de rocim (...) / Posto a seu cavalo nome tanto a contento, quis também arranjar outro para si; nisso gastou mais oito dias; e ao cabo disparou em chamar-se Dom Quixote (....) Recordando-se, porém, de que o valoroso Amadis, não contente com chamar-se Amadis sem mais nada, acrescentou o nome com o do seu reino e pátria, para a tornar famosa, e se nomeou Amadis de Gaula, assim também quis ele, como bom cavaleiro, acrescentar ao seu nome o da sua terra, e chamar-se “Dom Quixote de la Mancha”, com o que, a seu parecer, declarava muito ao vivo sua linhagem e pátria, a quem dava honra com tomar dela o sobrenome. (...) julgou-se inteirado de que nada mais lhe faltava, senão buscar uma dama de quem se enamorar; que andante cavaleiro sem amores era árvore sem folhas nem frutos, e corpo sem alma. (...) Foi o caso, conforme se crê, que, num lugar perto do seu, havia certa moça lavradora de muito bom parecer, de quem ele em tempos andava enamorado, ainda que, segundo se entende, ela nunca o soube, nem de tal desconfiou. Chamava-se Aldonça Lourenço; a esta é que a ele pareceu bem dar o título de senhora dos seus pensamentos; e, buscando-lhe nome que não desdissesse muito do que ela tinha, e ao mesmo tempo desse seus ares de princesa e grã-senhora, veio a chamá-la “Dulcinéia del Toboso”, por ser el Toboso a aldeia de sua naturalidade; nome este, em seu entender, musical, peregrino, e significativo, como todos os mais que a si e às suas coisas já havia posto. (pp.29-30-31). i

Ora, no meu lugar atual de estudiosa interessada no legado cultural deixado por Lacan, entrevi nas razões da preferência do fidalgo Dom Quijada pelo escritor de novelas de cavalaria, Feliciano de Silva, as razões de suas futuras andanças como casto cavaleiro, servilmente dedicado à formosa amada, sustentação essa que é da mesma ordem que fez o fabuloso psicanalista Lacan também subverter aí a tradicional lógica aristotélica, ao também se deparar com o lugar da sem-razão, do sem-sentido (que não é o mesmo que o de ausência de sentido; desfaçamos, desde já, esta ingênua e improfícua noção). Tanto o notável fidalgo Dom Quijada quanto o emérito mestre da linguagem psicanalítica concebem n’A Mulher o pathos: o pathos linguageiro que, sendo sintoma, aponta para a estrutura deficiente, falha, faltosa, da linguagem, cujo não-sentido, que lhe é interior, constitui o sentido que aventureiramente procuram.


A

ldonça Lourenço nunca se soube amada por Quijada: quiçá porque era para Dulcinéia que ela apontava, e que nesta, ao mesmo tempo, aquela era transformada; e, assim sempre marcada pelo não-senso, “a razão da sem-razão”, necessariamente, neste “puro acontecer” que se dirige ao mesmo tempo “para trás e para frente”, fazia-lhe escapar o sentido que ele, Dom Quixote de la Mancha, buscava, e ao qual servia sem-fim. A Mulher quixotesca encontrava-se não algures, não nenhures, mas sempre alhures. E é aqui então que entra Lacan nessa empresa, nesta firmemente aliando-se...


Comecemos, assim, a misturar, quixotescamente, estes dois grandes baluartes da História Universal que são o não-espanhol Miguel de Cervantes Saavedra e o não-francês Jacques–Marie Emile Lacan (tal estatuto que aqui recebem é mérito que lhes reconhece, encarecidamente, essa Autora, para lembrar que em cada um há, articuladamente, o Um do Homo universalis, o que nos regozija, porque nos contempla com eles como pertença nossa também afinal).
Afirma aforisticamente Lacan que “A Mulher não existe”. Por conseguinte, podemos compreender que o que, com ela, se possa deparar, é apenas argumento: topos – lugar, lugar vazio, falta, ou função, ou ainda, melhor dizendo, não-senso, que é a razão da sem-razão que à razão feliciana se faz. Isso nos leva a compreender a importância que o nosso Mestre psicanalista outorga ao “lugar vazio”:
(...) única maneira de dizer alguma coisa com a ajuda da linguagem. E essa observação que a esvazia, é a única maneira de agarrar alguma coisa com a linguagem, é justamente o que nos permite penetrar em sua natureza, na linguagem (Lacan, “...Ou Pior”, pp. 1-2).
A Mulher é neutra, “nebulosa”: é disso que se fala. Assim, quando Dom Quixote fala na formosa Dulcinéia, ele lhe empresta à sua alma dela o impossível: é disso que ele fala, visto que a formosa Senhora do fidalgo Dom Quixote, a Dulcinéia del Toboso, sabemos, não há em del Toboso! Este é o “lugar da opacidade”, ou seja, isso que não nos conduz diretamente à “Coisa”, à “Coisa” por que Dom Quixote se aventura, essa indefinida “Coisa”, lugar vazio que não tem nome! -, e que encerra a própria aventura quixotesca, uma versão do moinho de vento, Gigante que, sem medo, ele enfrentou, com o qual ele atabalhoadamente batalhou.
“Fazer argumento”, ensina Lacan, “é trazer alguma substância, o que “não é ‘dizer’, é ‘dizer disso’” (OP, p.3). Daí, então, recordemo-nos da inferência: “Não há relação sexual”. Não há relação sexual nessa empresa quixotesca. Lembremo-nos aqui do fato de que essa relação aí não quer dizer “ato” – claro que sabemos que o nosso Fidalgo é casto”, que não há intercurso sexual entre ele e a sua formosa namorada -, mas não é disso o de que se trata aqui: devemos saber que, para esse cavaleiro andante, o que não seria mesmo jamais possível seria estabelecer uma “relação lógica” entre ele e sua eterna namorada Dulcinéia, pois essa Dulcinéia, a que ele sabe em Toboso, não há: nesse lugar de sentido ela não há. A “relação quixotesca” não difere da de todos nós, seres falantes mortais! Ela é feita de linguagem, linguagem significante! Sabemos que havia entre Dom Quixote e a Dulcinéia que ele amava – a Não-Toda, a não inteiramente presente na cadeia quixotesca -, sabemos que entre ele e esta “Mulher”, a que ele verdadeiramente amava, havia um Ordenamento de Cavalaria” que não permitia o grande encontro! Havia o código que ditava o “amor cortês”...
“Não há relação sexual”, claro, ou melhor, não havia “cópula lógica” – evidentemente – porque o que havia eram acontecimentos, “acontecimentos incorporais”, ou seja, estes efeitos do Imaginário no Simbólico quixotesco causavam o efeito que é a eficaz Causa Real do ardente desejo de Quixote, desejo de buscar e encontrar sua inesquecível amada que faltava! Logo, por um lado, Aldonça tornada Dulcinéia del Toboso encontrava-se “na interioridade do destino como ligação de causas”; por outro lado, assim, encontrava-se “na exterioridade dos acontecimentos como laço dos efeitos” (Deleuze, p.7). Ora, esse formoso encontro ali de Aldonça em Dulcinéia, uma e outra, simultaneamente, é desta ordem do “encontro faltoso”, pois “A Mulher” que deveras o Fidalgo “de coração” amava, nunca ele inteiramente a encontrava, ela sempre escapava às suas cavaleirescas perseguições, nesse estreitar-se que unia as distâncias, que não distinguia o que estava atrás e à frente... Ora, este é o justo motivo de ela não se deixar aí presente... Assim é que, de andanças em andanças - o que Lacan evidentemente assim diria: de significante em significante -, o que fez o “Cavaleiro da Triste Figura” foi em rocim cavalgar seu Rocinante, eternamente enamorado da Dulcinéia que em Toboso não há! E isso reparemos que em Lacan significa, evidentemente, a laçada dada no ar... ou seja, a laçada que atava à justa razão da sem-razão a razão que ao Fidalgo Dom Quixote se dava. Poderemos traduzir isso com a ajuda de Lacan, empregando a sua exata terminologia aqui: RSI, lugar onde se encontram todas essas querelas... onde encontramos o Real, o Simbólico e o Imaginário atando um excelente nó!...
Mas, para que tudo isso fique bem claro, tomemos, com muito zelo, para essa análise, a campesina Aldonça Lourenço tornada Senhora Dulcinéia del Toboso, inscrita como amor no quixotesco coração de Quijada ou Quesada ou Quijana, como queiram. Mas ressaltemos bem o significado de coração aí: coração advém de “cor” (cor, cordis), ou seja, de memória, Mnemosyne...
Ora, compreenderemos sim – fato curioso! -, que Dulcinéia não é “A Mulher” a que Quijada, tornado Quixote, enganosamente elege para servir como idealização do amor cavaleiresco, amor cortês. Parodiando Deleuze quando cita Lewis Caroll, para explicar a “simultaneidade do devir”, com um exemplo sobre Alice, temos então este exemplo a seguir com a nossa célebre Dulcinéia assim: Dulcinéia del Toboso em Aldonça Lourenço, o que inversamente resulta Aldonça Lourenço em Dulcinéia del Toboso, apenas se torna uma mulher, uma formosa mulher, uma e outra, ao mesmo tempo! Assim: Aldonça Lourenço torna-se agora mais formosa do que era antes e menos formosa do que é agora – o que não quer dizer que ela é ao mesmo tempo no presente mais e menos formosa... “A Mulher” que nosso fidalgo busca em Aldonça tornada Dulcinéia, ao mesmo tempo uma e outra tornada formosura, escapa sempre ao presente! Essa outra é uma Dama inacessível, e isso está conforme com as regras do amor cortês... Veremos como funciona esta lógica aí: “Matéria de simulacro”! Um sinthoma! Uma invenção! Não-senso que advém, insistindo neste “puro devir”:
Tal é a simultaneidade de um devir cuja propriedade é furtar-se ao presente. Na medida em que se furta ao presente, o devir não suporta a separação nem a distinção do antes e do depois, do passado e do futuro. Pertence à essência do devir avançar, puxar nos dois sentidos ao mesmo tempo (Deleuze, p.1).ii
Então Aldonça “não fica mais sem ficar menos e inversamente”: ela torna-se, torna-se uma mulher, uma e outra, e isso não é! O que é não existe aí! É apenas o lugar vazio onde Dom Quixote põe os significantes da sua idealização... Entre a possível Aldonça Lourenço tornada Dulcinéia del Toboso, que aquela transforma em uma e outra, o que busca mesmo o “Cavaleiro da Triste Figura” é a impossível Mulher que sempre lhe escapa, que sempre lhe foge, embora ele a traga eternamente inscrita no coração, coração de “cor”, memória trazida pela deusa Grega...
Assim é que Dulcinéia sofre a marca do non sens; o non sens, o não-sentido, tem uma função: ele aponta a relação impossível, na qual não é possível a Aldonça Lourenço, simultaneamente transformada na idealizada mulher Dulcinéia del Toboso, uma e outra, assim atributo de uma “identidade infinita”, “não poder não” ser “A Mulher”, esta Mulher Estrangeira: A Mulher Não-Todaiii, esta que não existe, esta que é apenas uma necessidade, uma articulação, um efeito de relação, enfim, um não-sentido... Tal “identidade infinita”, no modo de dizer de Lacan, traduziria a cadeia significante, que vai de significante em significante sem-fim... Assim, como podemos ver então, de Dom Quixote, pois, “A Mulher é argumento”, e isso se alia à razão lacaniana que afirma: “A Mulher não existe”. Dulcinéia del Toboso é o sinthoma, a invenção, de Quijada como Quixote, o famoso Cavaleiro da Triste Figura. Ela é, pois, etérea, incorpórea, zona erógena inscrita na alma... (Entenda-se aqui alma como sinônimo de impossível).
Quando Dom Quixote aventura em busca de sua Dulcinéia, ele monta, como vimos acima, uma maquinaria - a maquinaria da linguagem - composta de elmo, espada, cavalo, e de um aliado, o escudeiro Sancho Pança, o símbolo da crença, o Imaginário necessário para segurá-lo, para sustentá-lo à realidade, no seu grande devaneio, seu grande sonho, imenso sonho de além... O que há mesmo por trás dessa grande invenção quixotesca é sua especial loucura, a loucura de viver encastelado no seu mundo significante, demandando o sujeito da Vida para, certamente, viver o Real do Urverdrängung – o recalque originário, no qual há a Mãe, que outra coisa não é senão a linguagem perdida d’ A Mulher...
Aldonça Lourenço em Dulcinéia del Toboso, Dulcinéia del Toboso em Aldonça Lourenço, tornada uma e outra ao mesmo tempo, faz passar enganosamente aí a Mulher, esta que constitui o que nesse discurso quixotesco passa enquanto letra – letra “D” - significante manifesto na sua idealização. Em Dom Quijada, em Dom Quixote, a letra “D” não é a que há, a que existe em Al/D/onça; não é a que há em /D/ulcinéia! É sim esta outra que não tem nome: que é simplesmente esta outra, a da letra D... curiosamente, “D” de “Dom” - leia-se aqui: Al/Don/ça - o qual serve e pelo qual se é servido servilmente...
Ela, esta Não-Aldonça Lourenço, esta Não-Dulcinéia del Toboso, não mora em Lourenço nem em Toboso, mas alhures... Esta outra é maravilhosamente lugar do gozo, gozo a gozar, sem significante, que - no gozo da aventura gozosa à la Dulcinéia del Toboso, espada em riste, cavalo em trote, moinhos ao vento... – por esta, sem lei, passa, aquela Mulher, “A Não-Toda”iv -, na própria aventura quixotesca, aventura gozosa marcada pelo não-sentido, pela sem-razão: “a razão da sem-razão que à (...) razão se faz”! Ela passa sempre alhures, além ou aquém, mas nunca em algum lugar: A Mulher é argumento, pois; “A Mulher não existe”, não se enganou Lacan.
D

ulcinéia, a aventura, essa eterna namorada, é vazio impossível! Ela só poderia ter existência se possuída falicamente... Mas, vimos! Rocim tornado Rocinante é mais forte do que era antes e menos forte do que é agora, e assim, um e outro, ao mesmo tempo! Então ela, a Encantada Dulcinéia del Toboso –, ela, por ele perseguida, poder-lhe-ia escapar, fugindo sempre a todas as cavaleirescas perseguições...


A

ldonça Lourenço é a mulher imaginária tornada Dulcinéia del Toboso, a mulher simbólica que é a Não-Dulcinéia, efeito de sentido... Esta é a Mulher, a Real... Esta outra, a Não-Dulcinéia, essa eterna formosura, inegavelmente, é o traço que vingou na letra D, trazida como Dom, em toda essa monumentosa aventura que perpetua “nome e fama”...

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Artigo apresentado no Simpósio Interseção Psicanalítica do Brasil – Recife

Hotel Sete Colinas, Olinda, PE , 02/03 de setembro de 2005 e no Colóquio Cecília Meireles da Universidade Federal de Pernambuco -UFPE.


i Miguel de Cervantes de Saavedra - O engenhoso fidalgo Dom Quixote de la Mancha, tradução dos

Viscondes de Castilho e Azevedo, SP, Abril Cultural, 1978.



ii Lógica do Sentido, SP, Ed. Perspectiva, 1974.

iii Consulte-se, da Autora, o ensaio “Pas-Tout/Não-Todo – uma categoria lógica”, publicado na Revista

Veredas, n. 10, ano 2004.



iv Formulação lacaniana do necessário, modalidade da relação.

5 R.S.I. O Seminário 1974/1975.




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