A nálise semiótica das manifestaçÕes culturais da capa do disco sgt. Pepper’s lonely hearts club band (the beatles) resumo



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NÁLISE SEMIÓTICA DAS MANIFESTAÇÕES CULTURAIS DA CAPA DO DISCO SGT. PEPPER’S LONELY HEARTS CLUB BAND (THE BEATLES)


RESUMO

A década de 1960 foi marcada por grandes mudanças comportamentais que influenciaram a sociedade desde a juventude até a indústria fonográfica. Um dos grandes responsáveis por essa revolução foi o rock and roll, que teve a banda The Beatles como principal referência de toda uma geração. A pesquisa analisou, por meio da Semiótica, as manifestações culturais da capa do disco Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles, para identificar os signos que a compõem. O estudo se deu pela definição do conceito de cultura e do contexto histórico social da década de 1960, a influência da música da década de 1960 e a trajetória dos Beatles e a análise Semiótica da capa do disco Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band. Os procedimentos metodológicos utilizados foram as pesquisas: exploratória, descritiva, primária, secundária, bibliográfica e documental. Por meio da semiótica, foi possível compreender e identificar os significados presentes no texto analisado e relacionar os signos às manifestações culturais da época. Entendeu-se que tais manifestações refletiram a sociedade da década de 1960, já que as personalidades analisadas quebraram padrões e regras, o que retrata o momento de amplas mudanças comportamentais e na sociedade, no período em que o disco foi gravado.


Palavras-chave: The Beatles. Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band. Rock and roll. Semiótica. Manifestações Culturais.
ABSTRACT

The 1960s were marked by major behavioral changes that influenced society from the youth to the music industry. One of the great responsible for this revolution was rock and roll, that had the band The Beatles like main reference of a whole generation. The research analyzed, through the Semiotics, the cultural manifestations of the cover of Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, of the Beatles, to interpret the signs that compose it. The study was based on the definition of the concept of culture and social historical context of the 1960s, the influence of 1960s music and the Beatles' trajectory and the semiotic analysis of Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band. The methodological procedures used were: exploratory, descriptive, primary, secondary, bibliographical and documentary. Through semiotics, it was possible to understand and identify the meanings present in the text analyzed and to relate the signs to the cultural manifestations of the time. It was understood that such manifestations reflected the society of the 1960s, since the personalities analyzed broke standards and rules, which portrays the moment of broad behavioral changes and in society, during the period in which the record was recorded.



Keywords: The Beatles. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band. Rock and roll. Semiotics. Cultural Manifestations.
INTRODUÇÃO

A década de 1960 foi marcada por grandes mudanças comportamentais que influenciaram desde a juventude da época até a indústria fonográfica. Nessa década, diversos movimentos surgiram, tais como o movimento pelos Direitos Civis, a luta pela liberdade sexual, a emancipação feminina e a contracultura. Um dos grandes influenciadores dessa grande mudança foi um ritmo musical que traduzia a inquietação da juventude, o rock and roll. A banda que revolucionou o mercado fonográfico mundial com o rock and roll, influenciou toda uma geração e foi considerada mais tarde a maior banda de rock de todos os tempos, é The Beatles.

A banda era composta por John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr e George Harrison, e foi formada na década de 1960. Ao longo de sua carreira, lançaram treze discos, de 1962 até 1970 e, apesar da breve, porém intensa trajetória, o quarteto foi responsável por diversas mudanças no comportamento da juventude, que até então, estava acostumada a um estilo de vida conservador. A banda ainda tem milhares de fãs, de todas as idades, pelo mundo inteiro, que partilham do mesmo sentimento de euforia da época em que a banda estourou nas paradas de sucesso.

A análise proposta se dará por meio da Semiótica, pois essa ciência permite verificar todas as manifestações culturais e as linguagens presentes no objeto de estudo. Para tal análise, a capa do disco Sgt. Pepper’s foi escolhida por ter sido um dos mais vendidos da banda e um dos álbuns mais influentes da história do rock. A escolha desse gênero textual também se justifica pela importância de analisar a imagem e suas influências, para o profissional de Relações Públicas, o qual trabalha corriqueiramente com este objeto. Outro fato que motivou a escolha, é o disco estar completando 50 anos de lançamento em 1º de junho de 2017.

O problema que norteia esta pesquisa é: quais as manifestações culturais presentes da capa do disco Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, identificadas pela análise semiótica? Desta forma, o trabalho traz como objetivo geral, analisar, por meio da Semiótica, as manifestações culturais da capa do disco Sgt. Pepper’s, dos Beatles, para identificar os sentidos que têm.

O trabalho iniciará definindo cultura e contexto histórico social da década de 1960, e seguirá caracterizando a música nesta mesma década e a trajetória da banda The Beatles. Na sequência, será apresentada uma análise da capa do disco Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles, com o uso da Semiótica.


1 CULTURA E CONTEXTO HISTÓRICO SOCIAL DA DÉCADA DE 1960

A cultura pode ser entendida como “[...] manifestações espontâneas” (MUYLAERT, 1994, p. 17), de um determinado grupo social que as incorpora e o caracteriza e difere dos demais grupos.

A cultura se expressa nas mais variadas manifestações, consistindo, segundo Malinowski (1997, p. 37), “[...] num conjunto integral dos instrumentos e bens de consumo, nos códigos constitucionais dos vários grupos da sociedade, nas ideias e artes, crenças e costumes humanos”. Malinowski (1997) também salienta que cada cultura específica tem um conjunto de condições mínimas. E que cada cultura “[...] deve a sua plenitude e auto-suficiência ao facto de satisfazer toda a gama de necessidades básicas, instrumentais e integrativas.” (MALINOWSKI 1997, p. 40), ou seja, se as manifestações culturais de todo o mundo fossem relacionadas, é obvio que os elementos seriam muito distintos e significativos de cada cultura e local, pois elas se manifestam de forma diferente ao redor do mundo.

A forma como cada um lida com seus sentimentos e emoções, e a maneira como os exprime, e como relaciona suas observações, é modificada de acordo com a cultura (HOFSTEDE, 2003). Kuper (2002) salienta que cultura é uma questão de ideias e valores que são expressados por meio de símbolos, podendo a cultura ser descrita como um sistema simbólico.

Entende-se que a cultura serve de meio de expressão e comunicação em busca de um objetivo. Ela se manifesta através das diferentes linguagens e formas de expressão.

Cuche (2002) destaca que cultura também deve ser estudada como uma língua. Para Sapir (apud CUCHE, 2002, p. 93), “[...] a cultura é fundamentalmente um sistema de comunicação”. Para Lévi-Strauss uma língua pode refletir a cultura geral da população em uma sociedade (CUCHE, 2002). Cuche (2002) também diz que “[...] língua e cultura estão em uma relação estreita de interdependência: a língua tem a função, entre outras, de transmitir a cultura, mas é, ela mesma, marcada pela cultura”. Cuche (2002) lembra que Claude Lévi-Strauss afirmou que as relações entre linguagem e cultura são complexas, pois a linguagem pode ser tratada como um produto da cultura, mas por outro sentido, ela é parte da cultura.

De acordo com Lévi-Strauss (apud, KUPER 2002, p. 307), toda cultura é multicultural: “[...] todas as culturas são resultado de uma miscelânea, de empréstimos e misturas que ocorreram, embora em ritmos diferentes desde os primórdios da humanidade”, ou seja, falar em cultura é falar em diferentes formas e linguagem, simbolismo e manifestações de diferentes povos. A cultura reflete temas que causam inquietação e mudanças sociais e comportamentais, algumas delas muito observadas na juventude, que por meio da música, conseguiu traduzir inquietações e expressar opiniões.

Pode-se dizer que nos anos 60, o comportamento das pessoas mudou muito. A emancipação feminina era crescente, o uso de anticoncepcionais, de drogas e a consolidação da televisão como principal meio de comunicação, podem ser considerados alguns exemplos das mudanças ocorridas nessa década. Além disso, as lutas pelo reconhecimento dos direitos dos negros, mulheres e outras minorias, aumentava (REIS FILHO; FERREIRA; ZENHA, 2005). Nos Estados Unidos, por exemplo, houve a explosão de diversos movimentos sociais, tais como os de liberdade sexual e cultural, direitos civis e paz. O mais importante foi o movimento pelos direitos civis, mas houve também os de liberdade sexual, a contracultura e a nova esquerda, que se referia a diversos movimentos sociais dos anos 60. Esses movimentos eram caracterizados pela valorização da juventude, por ideias antielitistas e pelo combate à hipocrisia e alienação do povo americano em relação à luta de classes e miséria econômica. Todos contestavam o progresso, a liberdade social e individual e a cidadania (KARNAL, 2007).

O clima era tenso no Vietnã, onde ocorria uma guerra, uma das mais longas da história. O conflito se deu porque os comunistas do Vietnã do Norte atacavam o Vietnã do Sul e seus aliados americanos (REIS FILHO; FERREIRA; ZENHA, 2005). Muitos protestos estudantis contra a Guerra do Vietnã surgiram nos Estados Unidos, além de movimentos de homossexuais, gays, lésbicas e mulheres que lutavam pela igualdade entre os sexos e também eram contra a guerra (REIS FILHO; FERREIRA; ZENHA, 2005).

Além disso, a Guerra do Vietnã foi a base na qual se encadeou o movimento de contracultura, que pregava paz e amor (REIS FILHO; FERREIRA; ZENHA, 2005). O termo designa vários movimentos da juventude dos anos 60, tais como o hippie, as manifestações no cinema, teatro, imprensa, artes plásticas e o rock, que foi considerado sua expressão máxima (PAES, 1993).

Foi um período de transformações culturais, sociais, econômicas e tecnológicas. As empresas multinacionais dominaram e impulsionaram a indústria automobilística e de produtos eletrônicos. A industrialização foi intensa e foi beneficiada da vasta disponibilidade de energia barata e da evolução nas descobertas dos campos da eletrônica e da eletroeletrônica (PAES, 1993). De acordo com Paes (1993, p.13), “[...] a década de 60, que viveu de fato o apogeu dessa prosperidade, tem como um de seus símbolos a chegada do homem à Lua”. A ciência e a tecnologia avançaram a passos largos, tendo a eletrônica e a informática lugares de honra nesse desenvolvimento.

A literatura, o jornalismo, as artes plásticas e a televisão também tiveram espaço no espírito de rebeldia da época. Mas a música popular foi a que mais expressou as correntes políticas e sociais do período. Muitos artistas cresceram junto com os movimentos sociais e suas músicas de protesto tornaram-se hinos das manifestações. Pode-se dizer que:

O rock and roll – uma fusão criativa das antigas tradições americanas negras e brancas de blues, jazz e folk – tornar-se-ia a forma mais popular da música nos Estados Unidos e em várias outras partes do mundo na época. Naqueles anos agitados, refletia e expressava os impulsos pela liberação, pessoal e da comunidade, que permeavam a contracultura, bem como a frustração e a rebeldia juvenil. A “invasão inglesa” dos Beatles, Rolling Stones, The Who e Led Zeppelin, bandas que baseavam suas composições, em grande parte, na música blues, “trouxe de volta” aos Estados Unidos os ritmos fortes, a sensualidade e a agressividade característicos do rock and roll (KARNAL, 2007, p. 252-253).

Nesse período muitos músicos estavam dispostos a rebelar-se contra as conformidades sociais e usavam questões sociais como inspiração transformando suas canções em críticas. Essas canções são textos culturais que podem ser lidos em qualquer momento a fim de se conhecer a percepção de fatos de um determinado período. A música dos anos 60 foi uma das grandes inspirações na mudança de comportamento da juventude e demonstrou muito bem as inquietações e reivindicações daquela época. No capítulo que segue será discutido o papel da música no período mencionado.



2 MÚSICA NA DÉCADA DE 1960

A década de 50 foi uma época na qual a América se recuperava do período pós-guerra. O panorama era favorável e esperançoso, pois o poder aquisitivo do norte-americano aumentava e surgia a chamada geração do consumo. Os jovens não queriam mais ouvir canções românticas e orquestras, assim como seus pais ouviam. A partir dessa insatisfação, surgiu um ritmo que transmitia a inquietação dessa nova geração, o rock and roll (VINIL, 2008).

O ritmo nasceu polêmico ao dividir opiniões de quem seriam seus criadores, brancos ou negros. Em uma época na qual a juventude começou a se revoltar contra o racismo, a música contribuiu para a união de todos. Há quem atribua a criação do rock and roll aos negros, nos anos 50, pois os primeiros negros a aventurarem-se no ritmo foram Chuck Berry, Little Richard, Fats Domino e Bo Diddley. Já os primeiros brancos a arriscarem-se a tocar o ritmo foram Bill Haley, Carl Perkins, Johnny Cash, Jerry Lee Lewis, Roy Orbison e Elvis Presley (VINIL, 2008).

É difícil dizer quais os ritmos foram referência e influenciaram o rock, mas, sem dúvida, o blues é um deles. O ritmo sempre se destacou por suas raízes africanas e letras que abordavam assuntos como amor, sexo, traição, religião, trabalho, entre outros, além de ser um estilo sensual e vigoroso (COUTO, 2008).

De acordo com Paes (1993), o rock foi uma das principais inspirações nas mudanças comportamentais de uma grande parcela da juventude no Ocidente, incluindo o Brasil.

A partir daí, a autora levanta a hipótese de que na década de 60, o que surgia como novidade na sociedade, era expressado especialmente por meio de manifestações artístico-culturais e movimentos que traziam a característica da juventude. Dessa forma, segundo Paes (1993), é possível compreender diversos termos usados para indicar as múltiplas facetas dos anos 60: “[...] a década da rebelião, da contestação, da imaginação” (PAES, 1993, p. 8).

Na Inglaterra, uma nova geração de roqueiros despontava, com raízes musicais no rock and roll e R&B americanos, começando a criar uma batida diferente, que na época soava como novidade. Cinco rapazes de Liverpool faziam parte dessa geração, tocando clássicos de Chuck Berry, Little Richard e Carl Perkins. Usando o nome The Beatles, os cinco rapazes fizeram sua primeira apresentação no Cavern Club, em Liverpool, no início de 1961 (VINIL, 2008).

Os anos dourados da música, especialmente do rock and roll, deixaram muito mais do que um legado musical, mas também suas marcas, principalmente na sociedade americana, tais como: “[...] a revolução sexual, a censura e o aparecimento da pílula anticoncepcional no início dos anos 60, que acelerou os movimentos de liberação feminina” (VINIL, 2008, p. 61). De acordo com Rochedo (2013, p. 74), o rock “[...] registra uma transmissão de mensagens, implícitas e explícitas, relatos, símbolos de rebeldia, mudança social e sentimentos”. O estilo musical foi uma das principais mudanças da década, que trouxe os Beatles com seus cabelos compridos, deixando de lado os topetes de Elvis. As minissaias passaram a ser usadas pelas mulheres, e os anos 60 iam se tornando anos coloridos (VINIL, 2008).

Considerando a época em que surgiu e se tornou sucesso, entende-se que o rock and roll teve uma grande influência e importância, não só musical, como também social e comportamental. De acordo com Rivello (apud MARIUZZO, 2009, p. 60), “O rock’n roll adquire um grau de legitimidade que acaba por catalisar os ideais da contracultura, por meio de uma mensagem musical engajada e contestatória”. O rock pode ser compreendido como prática cultural, antes de ser uma prática musical (JANOTTI JR., 2003). Segundo Janotti (2003, p. 20), “[...] não há dentro do rock um gênero que não indique uma certa maneira de interpretar e expressar determinadas afetividades diante da cultura contemporânea”. Foi por meio desse estilo musical que a juventude conseguiu expressar suas aflições em um período pós-guerra delicado, no qual a música contribuiu para que se manifestassem e deixassem suas opiniões evidentes.

    1. TRAJETÓRIA DOS BEATLES


Ao falar sobre o rock, é inevitável falar de Beatles, sua carreira meteórica e o gigantesco sucesso que fizeram e continuam fazendo. O grupo, que teve início nos anos 50, era composto por quatro jovens de Liverpool, na Inglaterra, e originou-se da amizade entre John Lennon e Paul McCartney (LOFRANO, 2016). Em 1961, o grupo assinou com um novo empresário, Brian Epestein e John Lennon alterou o nome da banda para The Beatles. No ano seguinte, o grupo foi contratado pela gravadora EMI, na qual são produzidos por George Martin (FOLCHETTI, 2006).

O primeiro compacto simples dos Beatles foi produzido em sessões que aconteceram de 6 a 11 de setembro de 1962, no estúdio 2 de Abbey Road, com duas composições de John e Paul selecionadas por George Martin, P.S. I love you e Love me do (BURROWS, 2014). Foi um início modesto, mas suficiente para que os Beatles atingissem o público nacional pela primeira vez (BURROWS, 2014).

A energia no palco e a música que tocavam eram diferentes, com falsetes nos vocais que criavam um efeito único às canções. Essa primeira aparição pública com Please Please Me, tornou-se a marca registrada do som dos Beatles e foi, sem dúvida, o que surpreendeu tanto o público adolescente e causou tanto frenesi. Em 3 de março de 1963, Please Please Me alcançou o topo das paradas, tornando-se o primeiro disco número um da banda (BURROWS, 2014). O sucesso dos Beatles começava a aumentar, assim como o número de shows e músicas tocadas nas rádios e programas de TV (FOLCHETTI, 2006).

Dessa forma, iniciava o fenômeno conhecido como Beatlemania, com fãs histéricas, shows lotados, delírios coletivos durante as turnês inglesas e um sucesso cada vez maior, que aos poucos tomaria conta não só dos ingleses, mas o mundo todo (BERTOLDI, 2009).

O sucesso fez com que o número de fãs da banda aumentasse cada vez mais, bem como o de fã clubes. O contato constante com as multidões em delírio deixou o quarteto quase paranoico, mas com consciência de que representavam um papel diferente, que ia além da música e da sua imagem. Eles sabiam que eram carismáticos e que influenciavam a juventude (BERTOLDI, 2009).

Ainda hoje, a banda tem milhares de fãs espalhados ao redor do mundo. Pessoas de todas as idades que partilham do mesmo sentimento de euforia da época em que os Beatles estouraram nas paradas de sucesso (BERTOLDI, 2009).

A carreira dos Beatles foi breve, porém intensa, e responsável por muitas mudanças no comportamento da juventude da época, até então acostumada a um estilo de vida conservador. Os quatro integrantes da banda seguiram na música com carreiras solo, das quais John Lennon e Paul McCartney foram os mais bem sucedidos. Paul McCartney e Ringo Starr continuam se apresentando em carreira solo até hoje, porém, sem deixar de tocar os sucessos do Fab Four em seus shows.

3 SGT. PEPPERS: PROPOSTA DE UMA ANÁLISE SEMIÓTICA


Nesta etapa da pesquisa, será apresentada a análise da capa do disco Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, e, para tanto, serão utilizados preceitos da Semiótica. A Semiótica é a ciência que estuda os signos, é a ciência geral de todas as linguagens. De acordo com Nöth (1995, p. 17), “[...] ela é a ciência dos signos e dos processos significativos (semiose) na natureza e na cultura” ou seja, uma ciência que busca desvendar os significados presentes em todo e qualquer texto

Serão considerados o 1º e 2º plano da fotografia da capa do disco Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles. O 1º plano é composto pelo nome dos Beatles escrito com flores e vários objetos, e o 2º plano é a primeira fileira de pessoas ao lado da banda.



Figura 1 - Capa do disco Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles



Fonte: RIBEIRO (2005)

O álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, ilustrado pela Figura 1 foi lançado em 1º de junho de 1967 (TURNER, 2009).

Para ficar pronto, o disco levou cinco meses e setecentas horas de gravação no estúdio, atingindo o recorde de custo de produção, que chegou a 25 mil libras. O disco foi produzido em uma fase na qual os Beatles puderam se dedicar exclusivamente ao estúdio, já que estavam sem se apresentar em shows. O álbum foi resultado da crença de que os limites da imaginação, por serem impostos culturalmente, deveriam ser desafiados. Tudo o que parecia tecnicamente possível foi tentado, desde o frenesi orquestral de A Day In The Life, até a inclusão de notas musicais com frequências tão altas que só os cachorros poderiam perceber (TURNER, 2009).

Uma evidência do significado cultural do álbum foi o gradual interesse da mídia a cada ano depois do seu lançamento. Os aniversários de lançamento do disco foram muitos celebrados e Sgt. Pepper’s ganhou novas análises, críticas da imprensa e edições especiais (BURROWS, 2014). Em 1º de junho de 2017, o álbum completou 50 anos, e em comemoração, foi lançada uma edição especial de aniversário, remixada e com áudios adicionais inéditos gravados, com versões em CD e LP (THE BEATLES, 2017).

Na capa do disco, os Beatles estavam vestidos de soldados e suas roupas eram em um colorido chamativo. Eles dividiram espaço com artistas, atletas, escritores, gurus, políticos, alguns objetos pessoais, entre outras coisas. Os escolhidos para a capa, eram personalidades que os Beatles admiravam ou que não tinham nenhuma relação com o quarteto, apenas escolhidos por gostarem de seus nomes.

Diante da existência de 87 signos na capa do disco, optou-se por analisar aqueles mais próximos do quarteto inglês, o que remete à maior importância desses indivíduos.

Observando o texto selecionado, da esquerda para a direita, a primeira pessoa que se vê é Sonny Liston, que era um famoso boxeador da década de 1960, ele foi escolhido por Peter Blake, que achou a figura do pugilista no museu de cera de Madame Tussauds, segundo Ribeiro (2005). A estátua de Sonny seria derretida, então Peter comprou a peça para usar na capa, depois de utilizada, a figura serviu de ornamento em seu estúdio (RIBEIRO, 2005). A imagem do atleta negro representa-o em um momento, provavelmente, antes de uma luta, pois está vestido de roupão e tem uma toalha disposta em seu pescoço. Os boxeadores, de acordo com Hare (2015), ocupavam uma posição peculiar no mundo dos esportes, pois surgiam de locais com muita opressão, geralmente em grandes cidades. A grande maioria dos lutadores eram negros, o que para alguns representa brutalidade e degradação, e para outros virilidade e coragem. Grande parte dos boxeadores tinha medo de se machucar e de machucar seu adversário, por isso, encaravam as lutas pensando no retorno financeiro, reconhecimento e prestígio, já que a grande maioria tinha diversos problemas em suas vidas pessoais (HARE, 2015). Para os lutadores negros, as dificuldades eram ainda maiores, especialmente na época em que Sonny Liston lutava, visto que era um momento histórico em que os negros eram considerados cidadãos de 2ª classe. Porém, Sonny Liston não era um modelo na luta pelos Direitos Civis, pois tinha um passado criminal, e relutava em participar da luta por igualdade racial (STEEN, 2008). Isso revela uma personalidade rebelde do atleta, que possivelmente enfrentou muitas adversidades ao longo de sua vida profissional e pessoal.

Inicialmente essa figura causa espanto em virtude de sua aparente falta de relação com os músicos, entretanto ele pode estar associado às lutas e à persistência que os Beatles provavelmente tiveram para elaborar o LP, ou até mesmo, toda ou parte de sua carreira. A presença de Sonny Liston na capa também reflete o espírito de vanguarda da banda, pois anunciava em suas letras o desejo de igualdade, que apesar de não ser uma luta abraçada por Liston, era de grande relevância na sociedade da década de1960.

Na sequência, vê-se os quatro Beatles na forma de estátua de cera. As estátuas, segundo Ribeiro (2005), estão representando a fase de 1964 da carreira do grupo, na qual estavam no auge do sucesso. As figuras, provavelmente tenham sido escolhidas, para enfatizar o próprio sucesso e o ápice da carreira dos músicos, pois em tão pouco tempo de banda, já eram estátuas no famoso Museu de Cera Madame Tussauds, o mais conhecido museu de estátuas de cera do mundo, criado pela escultora Marie Grosholtz, em 1835 (MADAME, 2017). O uso da imagem dos cantores em cera também pode representar a rigidez do comportamento social da época em que começaram a fazer sucesso, pois, nota-se pelas roupas e cabelos, que o grupo tinha um estilo mais comportado de se portar em frente ao público. Essa imagem também pode ser considerada um protesto em relação a uma época vivida pelos cantores, contudo também pode ser vista como a maneira de se auto elogiarem (são estátuas de cera, têm o talento reconhecido).

Ao lado dos Beatles de cera, está o quarteto vestido como soldados do exército, com roupas em cores vibrantes e chamativas. As roupas sérias de soldados, porém com cores que remetem à psicodelia, podem ser interpretadas como uma forma de protesto à sociedade da época, que era muito rígida e impunha padrões muito severos de comportamento. E, até mesmo como protesto em relação ao próprio exército, pois nesse momento viviam-se guerras, protestos, e os militares estavam muito atuantes na sociedade. O psicodelismo também invadia a moda mundial, com roupas feitas de plástico e acrílico, além de estampas multicoloridas. As roupas eram ornamentadas e sua produção começava a ser feita em grande escala, tornando-as mais acessíveis e populares (SAUTCHUCK et al., 2006). Pode-se, também, associar o psicodelismo das vestimentas ao uso de muitas drogas que o quarteto estava consumindo durante a produção do álbum, de acordo com Borém (2014).

Os quatro estão segurando instrumentos utilizados em orquestras, John Lennon aparece segurando uma trompa, Ringo Starr um trompete, Paul McCartney um corne inglês, uma espécie de oboé, e George Harrison uma flauta. O disco começa ao som de uma orquestra afinando seus instrumentos e em várias músicas a orquestra também é utilizada. É possível que tenham escolhido segurar os instrumentos para demonstrar que estavam presentes nas gravações das músicas, e também como referência a inovação na sonoridade das músicas. Além disso, esses instrumentos são considerados como clássicos, o que pode indicar que as influências dos Beatles estavam mudando, já que não se inspiravam apenas no rock americano em suas composições, mas também na música indiana, erudita e no folclore britânico (MARTINS, 2017). Pode-se interpretar também, como o fato de que as próprias músicas do quarteto estavam se tornando clássicos do rock mundial.

No centro da imagem, em frente aos Beatles com roupas de soldados, vê-se um bumbo, que foi feito pelo artista australiano Joe Ephgrave, contratado por Peter Blake. Ele fez duas opções de bumbo, e o segundo foi o escolhido pelos Beatles para a capa. O bumbo utilizado na capa do LP ficou com John Lennon e o outro com Paul McCartney (RIBEIRO, 2005). O bumbo é um dos objetos em destaque, pois é nele que está escrito o nome do disco, em letras coloridas com arabescos ao redor do nome. De acordo com Chevalier e Gheerbrant (2006), os arabescos, na arte muçulmana, são um elemento para evitar a idolatria. O fundo branco do bumbo destaca bem o nome e chama a atenção para os quatro Beatles, que estão atrás do instrumento. O bumbo, que é uma espécie de tambor, simboliza, segundo Chevalier e Gheerbrant (2006), uma arma psicológica que desfaz a resistência do inimigo é e considerado sagrado. Os autores também indicam que o uso do tambor marca os ritos de passagem que levam o homem à segurança, fazendo-o mais feliz e forte, além de possuir um som que toca as pessoas profundamente pela sua força. Provavelmente a escolha do bumbo foi para representar, junto com os instrumentos que os Beatles seguravam, a utilização de uma orquestra na gravação do disco.

Em primeiro plano, no chão, está o nome dos Beatles, representado por flores vermelhas. O vermelho claro e brilhante das flores, de acordo com Chevalier e Gheerbrant (2006), é uma cor provocante, sedutora, encorajadora, que instiga à ação. É a representação da paixão e da beleza, da juventude, da vitalidade, da saúde e da riqueza (CHEVALIER; GHEERBRANT, 2006). Todas essas características podem ser atribuídas ao quarteto, que não media esforços na busca de seus objetivos profissionais e se mostrava destemido diante das dificuldades enfrentadas durante a carreira.

Segundo Ribeiro (2005), as flores representando um jardim, foram inspiradas em cidades do norte da Inglaterra, como Liverpool, onde era comum ter uma praça com um relógio florido. A ideia do jardim com um relógio florido na capa do disco, seria um símbolo, de que em um relógio de flores o tempo não passa, ele cresce, podendo, inclusive se transformar, se alterar. O baixo, instrumento feito de flores amarelas, foi preparado pelo entregador da floricultura contratada, já que a quantidade de flores comprada não seria suficiente para se desenhar um relógio.

O baixo era um dos instrumentos que Paul tocava e é possível relacionar a sua presença na capa, com o fato do músico ter encabeçado a produção do disco. Paul era canhoto e talvez por isso o baixo esteja invertido na imagem, sendo possível associar o instrumento à ele. O amarelo das flores, representa, de acordo com Chevalier e Gheerbrant (2006), juventude e vigor, características apresentadas por Paul durante a gravação do disco, já que foi incansável em suas ideias e não desistiu diante das adversidades.

Ao considerar a capa toda, é possível identificar a psicodelia presente na imagem, pois há cores vibrantes por todos os lados, uma das características da arte psicodélica. De acordo com Oliveira (2016), a arte psicodélica tem como principais características o surreal, o colorido e a metafísica. Segundo o autor, ela é inspirada em religiões orientais, e apresenta reproduções de divindades hinduístas e persas, além do preenchimento de todos os espaços. Oliveira aponta, ainda, que muitos artistas usavam LSD, uma droga alucinógena, como inspiração para as suas obras. Durante a gravação do disco, os Beatles estavam usando drogas e é possível que a influência da substância em seus organismos tenha inspirado o grupo não só nas canções, mas também na ideia da capa do disco, já que a substância altera o estado de consciência, muda a percepção e provoca alucinação em seus usuários.

Ao analisar os elementos icônicos que estão mais próximos ao quarteto, percebe-se que esses signos têm uma relação entre si, pois são pessoas famosas assim como objetos pessoais, flores e instrumentos musicais, que possivelmente foram selecionadas devido a gostos pessoais dos músicos, do designer da capa e do artista da pop arte, Robert Fraser. Ou seja, parece ter sido uma construção coletiva. É possível identificar que as manifestações culturais na capa do disco Sgt. Pepper’s refletem a sociedade da época, pois percebe-se que essas personalidades romperam regras e padrões, cada uma em sua época, o que reflete o momento de grandes mudanças comportamentais e da sociedade, no período em que o disco estava sendo gravado, o que também pode ser considerado como mudanças dos próprios Beatles.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A pesquisa mostrou que a década de 1960 foi um período muito marcante na história mundial pois, foi nesse momento, que grandes mudanças comportamentais, culturais, tecnológicas, científicas e musicais aconteceram. Alguns fatos muito marcantes foram: a construção do Muro de Berlim, a luta pelos Direitos Civis, a chegada do homem à Lua, o primeiro transplante de coração realizado no mundo e o rock and roll como uma forma de protesto e expressão da juventude.

Utilizando a semiótica, foi possível compreender e identificar os significados presentes no texto analisado e relacionar os signos às manifestações culturais da época. Entendeu-se que tais manifestações refletiram a sociedade da década de 1960, já que as personalidades analisadas, cada uma em sua época, de alguma forma, quebraram padrões e regras, o que retrata o momento de amplas mudanças comportamentais e na sociedade, no período em que o disco foi gravado.

O psicodelismo presente em vários elementos da capa também pode ser compreendido como um reflexo do momento que estava sendo vivido, já que muitos jovens, incluindo os Beatles, estavam usando drogas pesadas, que provocavam alucinações, alterações do estado da consciência e mudança na percepção dos usuários. Esse movimento, presente nos anos 60, foi identificado pelas características, cores vibrantes, surrealismo e a inspiração em religiões orientais.

A pesquisa mostrou-se prazerosa de ser realizada, já que a autora é fã dos Beatles e aprecia a cultura dos anos 1960. A escolha da capa de um disco para análise parece fácil, porém se mostra complexa, devido à grande quantidade de elementos apresentados. Constatou-se que a capa tem grande importância, por ser um texto que reflete os aspectos da cultura na qual se insere.

REFERÊNCIAS

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