A pesquisa em psicologia social: substantiva e processual Research in social psychology: substantive and procedural



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Arendt, R. J. J. A pesquisa em psicologia social: substantiva e processual





A pesquisa em psicologia social: substantiva e processual

Research in social psychology: substantive and procedural

Ronald João Jacques Arendt1



Resumo
A pergunta colocada por uma das mesas-redondas do II° Colóquio Internacional Entre_Redes foi se pesquisar é um verbo ou um substantivo. Tal pergunta pode ser recolocada no contexto da psicologia social: seria esta substantiva ou processual? Como abordar o problema do objeto da psicologia social? Repassando contribuições conceituais de autores contemporâneos como John Law e Vinciane Despret o autor deste ensaio conclui que o pesquisador ao mesmo tempo agiria a partir da aprendizagem do que foi construído por aqueles que o precederam e pela retomada das teorias que se criaram antes deles e com os quais ele manteria relação. À pergunta que inquire se o ato de pesquisar seria mais afim a uma situação dada ou processual sugere-se substituir a conjunção ou pela conjunção e. A prática do pesquisador em psicologia social ganharia um sentido mais próximo à arte que ressaltaria seu movimento, sua inclinação diante da autonomia daquilo com o qual ele estaria compondo, no duplo sentido do que entra nas suas composições e no sentido que ele deve “compor com”.
Palavras-chave: Psicologia não moderna; Psicologia Social; Pesquisa substantiva; Pesquisa processual.
Abstract
The question posed by a round table of the II International Colloquium Entre_Redes was if research is a verb or a noun. This question can be replaced in the context of social psychology: would it be substantive or procedural? How to address the subject of social psychology? Reviewing conceptual contributions of authors such as John Law and Vinciane Despret the author of this essay concludes that at the same time a researcher acts upon learning that was built by those who preceded him and the resumption of the theories that were created before him and with which he maintains a relationship. To the question inquiring whether the act of searching is more akin to a given situation or procedural one suggests to replace the conjunction or by the conjunction and. The practice of research in social psychology gains a meaning closer to art that would highlight its movement, its inclination on the autonomy of that with which he was composing in the double sense of what goes into their composition and the sense that he should "compose with ".
Keywords: Non modern Psychology; Social Psychology; Substantive research; Procedural research.



Como professor e pesquisador de História da Psicologia e de Psicologia Social, venho há anos pesquisando qual seria o objeto da psicologia. Mais precisamente: venho procurando refletir sobre o seu objeto a partir do pensamento contemporâneo. Na psicologia moderna, o campo é aparentemente estável e as respostas relativamente simples: trata-se de estudar o comportamento humano, para além do social ou cultural, através de leis com alcance geral e universal. Se, entretanto, abordarmos o problema a partir de um ponto de vista não moderno – e este será o tema deste ensaio, a questão ganha um sentido novo. Existiria uma psicologia ‘tout court’ e outra, que seria ‘social’? Como abordar o problema do objeto da psicologia social? Se esta questão ainda está em aberto, posso afirmar com certeza, pelo menos a partir deste ponto de vista não moderno, o que a psicologia social não seria. A psicologia social não seria a junção, articulação ou ponto de encontro de uma instância psicológica com outra sociológica. Bruno Latour recentemente colocou este problema com clareza (Latour, 2006). Segundo ele, não é legítimo acrescentar o adjetivo social a um fenômeno. Ao aceitar esta prática, o pesquisador estaria fornecendo uma ‘explicação social’ ao estado de coisas adjetivado. Haveria que mudar o objeto e o método das ciências sociais. Nenhuma força social se ofereceria para ‘explicar’ os fenômenos residuais de que os outros domínios não conseguiriam dar conta. O ‘social’ não seria uma cola capaz de tudo vincular. “Enquanto os sociólogos (ou economistas sociais, linguistas sociais, psicólogos sociais) tomam os agregados sociais como um dado suscetível de esclarecer os aspectos residuais da economia, da linguística, da psicologia, da administração, etc.” em sua perspectiva, ao contrário, estes agregados sociais é que se necessitariam ser explicados “a partir das associações próprias à linguística, à psicologia, ao direito, à administração, etc.” (p.13).

Latour, portanto, inverte a questão. Na expressão ‘psicologia social’ seriam as associações próprias à psicologia que poderiam dar conta do termo ‘social’ e não o contrário. Como desenvolver esta proposta conceitual2? Penso que poderíamos partir de outro pensador que também foi um mestre na inversão de argumentos, William James. Em um artigo clássico (James, 1884), ele afirma que o modo natural de pensar sobre as emoções segue a seguinte sequência: a percepção de um fato excitaria a afecção mental que chamamos de emoção e este estado mental propiciaria sua expressão corporal. James inverte os termos deste modo de pensar. É o corpo que muda seguindo diretamente a percepção do fato excitante e a sensação desta mudança será a emoção. Sem os estados corporais seguindo as percepções, as últimas seriam puramente cognitivas.

Mais de um século depois, Despret (2001) retoma o argumento de James. O acento será dado à indeterminação que caracteriza a forma pela qual atores descrevem a experiência corporal que, segundo James, caracterizaria a emoção: emoções podem ser, ao mesmo tempo, causa e efeitos, produtos de mudança e vetores de modificação, podem ser entendidas no duplo sentido de que fabricamos e somos fabricados. Despret dirá que elas podem propor novas definições delas mesmas, permitindo aos indivíduos transgredir e resistir. Nesta versão, emoções ganham uma dimensão social - elas podem ser singular e coletivamente negociadas - e uma dimensão antropológica - um pesquisador perguntar-se-á se certas questões farão ou não sentido para os outros e o que elas representam em termos de negociação, mudança e possibilidade de construção de um mundo comum, o quanto elas participam ativamente da criação do social.

John Law em seu livro After Method (Law, 2004) traz um exemplo significativo desta criação negociada do social. Ele relata um trabalho de campo efetuado por Marianne de Laet e Annemarie Mol. Trata-se da descrição do desenvolvimento e difusão de uma tecnologia particular, uma bomba d’água no Zimbabwe. A política do governo era que os habitantes dos vilarejos se organizassem num coletivo que tivesse a responsabilidade de instalar e manter a bomba. O interesse das pesquisadoras pela bomba foi o sucesso por ela alcançado. Este se deveria, segundo elas, à sua forma sempre mutante que configuraria uma tecnologia fluida. Embora todas as bombas fossem iguais ao sair da manufatura, quando instaladas e mantidas perdiam a uniformidade original. À medida que as peças quebravam, ficavam velhas e precisavam ser substituídas, ocorria um fazer local que surpreendia até mesmo o inventor da bomba, pelas inovações introduzidas pelos aldeões para manter suas bombas funcionando. Embora a política do governo insistisse na criação de um coletivo que tivesse a responsabilidade pela bomba, frequentemente isto não ocorria e ela era cuidada por algumas famílias ou por algum outro tipo de arranjo compartilhado. Law ressalta que as diferenças constatadas na forma da bomba, de vilarejo a vilarejo, não teriam ocorrido com uma tecnologia rígida. A chave do sucesso da tecnologia foi sua fluidez, sua capacidade de mudar de forma e se refazer em cada contexto.

O que penso ser importante ressaltar neste exemplo é a não uniformidade dos atores. Não uniformidade do objeto técnico pesquisado, não uniformidade da recepção deste objeto pelas diferentes coletividades estudadas, não uniformidade daqueles que assumiram a responsabilidade pela instalação e manutenção do dispositivo. A questão não é mais tanto a de uma articulação entre o individual e o coletivo enquanto instâncias prontas, como na psicologia social tradicional. A questão passa a ser como um conjunto de práticas heterogêneas concomitantes e processuais em cada coletivo faz fazer (na expressão de Bruno Latour3) os atores. Neste exemplo, para um psicólogo social não moderno, o interesse da pesquisa passaria a ser quem ou que grupo se responsabilizou pela bomba, como ela passou a ser cuidada, que dispositivos precisaram ou foram inventados para que o problema de ter água pura pudesse ser resolvido. Embora Law, Laet e Mol não falem sobre emoções ou cognições, elas estão entremeadas e colocadas em cena pelas práticas dos aldeões. Se, como Law e Mol (1995) já colocaram há tempos, o material vira social e o social vira material, este processo não iria adiante não fosse a disponibilidade apresentada pelos mantenedores da bomba em cuidá-la e a confiança implícita que eles recebem do coletivo. Penso que esta é uma forma compatível com a observação acima colocada de conceber as associações próprias à psicologia enquanto distribuídas no processo de constituição deste coletivo, o sujeito inventando formas de criação de mundos e a sua realidade sendo inventada pelos objetos técnicos que o cercam.

O tema do cuidado, que emerge no exemplo acima, está longe de ser simples. Ele reaparece anos depois em outro texto de Mol (2008) cujo tema é o tratamento de pacientes com a doença da diabete. Em linhas gerais, o argumento de Mol é que, para comportamentos crônicos, comportamentos que precisam ser retomados pelos atores a cada dia, deve funcionar uma lógica do cuidado. O contexto é outro, mas as coordenadas são as mesmas do exemplo no Zimbabwe. Trata-se de estudar como a realidade é performada pelos atores e como estes se unem para manipular e colocar em cena a realidade - aqui do tratamento -, como médicos, pacientes, enfermeiros e objetos técnicos, como o aparelho que mede a quantidade de insulina no sangue, se articulam, como são negociadas as soluções e inventadas estratégias e dispositivos para efetivá-lo. Como emerge uma responsabilidade pela busca cotidiana da saúde. Há um conjunto de problemas e práticas anteriores que faz fazer um coletivo heterogêneo particular que gera soluções nem sempre transferíveis de uma situação para outra.

Podemos reencontrar a mesma tensão entre uma instância que faz fazer e outra que faz na obra de Vinciane Despret, em sua participação numa intervenção terapêutica em um campo de refugiados da guerra na ex-Iugoslávia (Despret, Chauvent & Lemaire, 1996). Nesta intervenção, era possível constatar um duplo movimento: por um lado os terapeutas e as famílias dos refugiados aceitavam a herança dos quadros terapêuticos e a importância de se colocar em prática um processo terapêutico. Por outro lado, a cultura dos terapeutas conflitava com a cultura das famílias dos refugiados, o que levava, na prática, a uma resistência aos procedimentos da equipe de terapeutas. Despret menciona então importância do que ela chama de terapia dos espaços em branco, “espaços de liberdade, de criatividade ou adaptabilidade que autorizam a flexibilidade do corpo teórico” (op. cit., p.159). Foi no seio destes espaços “que a cultura, os modos de aquisição da confiança e de expressão da solicitude e as adaptações à singularidade de cada uma das situações criaram novas modalidades do dispositivo terapêutico” (idem). No mesmo sentido, a autora questionará a docilidade do cientista aos pré-requisitos recebidos das ciências (Despret, 2004, p. 124), ou ressaltará a riqueza que uma herança poderá proporcionar aos herdeiros quando ela não for tomada ao pé da letra – estou me referindo às análises preciosas que Despret efetua sobre o conto árabe do 12° camelo no seu já citado livro sobre as emoções4 (Despret, 2001). Seus recentes estudos sobre a arte (Despret 2010a, 2010b) caminham no mesmo sentido e permitem precisar a forma que estou procurando dar à psicologia social não moderna.

Ao comentar a obra do artista plástico belga Bob Verschueren, Despret (2010a) observa que este, em seu confronto arriscado e lúdico com o mundo, termina por exibir sua captura pelos objetos com os quais trabalha - plantas, árvores, frutas, grãos. “Somos sem cessar capturados, tomados por projetos que acreditamos serem nossos” (Despret, 2010a, p. 03), diz ela. O artista, porém, ainda que capturado por estes objetos, os transporta, os combina e os inscreve em novas relações de beleza. Como se daria esta criação concomitante a uma captura?

O desdobramento da obra de um pintor ou artista passa pela aprendizagem dos gestos daqueles que nos precederam, pela retomada, ainda e sempre, dos temas que se criaram antes de nós e com os quais cada artista mantém a relação. O que faria dele (ou não) o autor de uma obra, pergunta Despret? A proposta da autora é encaminhar este problema através do pensamento do filósofo francês Ettiénne Souriau. Para este, uma obra de arte é instaurada pelo artista. Formular o problema desta maneira é insistir no fato de que o artista não é a causa da obra (ela não é suficiente à sua própria causa), ele é responsável por ela, ele tem a responsabilidade daquele que acolhe, recolhe, prepara, explora a forma da obra, ele aprendeu a responder a ela, à sua realização ou ao seu fracasso enquanto obra (Despret, 2010b).

O não acabamento da obra em Souriau, continua Despret, “se inscreve não entre a obra e seu destinatário, mas entre a obra a fazer e aquele que vai se dedicar a ela, aquele que vai responder por ela”. Ainda que o ser da obra exista antes da realização do artista, e ainda que este deva se inclinar frente à sua vontade, ela não aconteceria sem o artista que por ela se responsabilizasse. Por outro lado, o artista só produzirá a obra a fazer quando capturado por ela.

Esta forma de abordar a criação retira do criador seu estatuto de excepcionalidade e remete o problema à “força de convocação da obra a fazer” que Despret chama de autonomia da obra. Ainda no comentário à obra de Bob Vershueren, ela ressalta o movimento do artista em se inclinar diante da autonomia daquilo com que ele compõe, no duplo sentido do que entra nas suas composições e daquilo que ele deve “compor com”. Num outro contexto de problemas e com outra terminologia, reencontramos aqui o tema da psicologia social não moderna, que atravessa este ensaio.

A guisa de conclusão, ressalto que as especulações acima desenvolvidas propõem um modo de pensar e realizar a prática da psicologia como uma ética da responsabilidade e que se revela, em termos de pesquisa, como uma prática que ao mesmo tempo não desconsidera as heranças e se abre experimentalmente às possibilidades inéditas que elas oferecem. No âmbito da investigação, não seriam os pesquisadores que definiriam os problemas a serem por eles encaminhados, eles atuariam num contexto que faz fazer. Nos parágrafos anteriores, através da leitura de Souriau efetuada por Despret, procurei mostrar como os artistas são os responsáveis pela obra a fazer. Não seria possível recolocar a questão no âmbito da pesquisa e considerar que os pesquisadores seriam responsáveis pela pesquisa a fazer? Neste sentido, por um lado, eles ao mesmo tempo agiriam a partir da aprendizagem do que foi construído por aqueles que os precederam, pela retomada, ainda e sempre, das teorias que se criaram antes deles e com as quais cada cientista manteria relação. Por outro, para formular questões pertinentes e interessantes, haveria que pesquisar com os atores e não sobre eles e abrir-se ao risco da invenção, da novidade, estudando como a realidade é performada pelos atores e como estes se unem para manipulá-la, cuidá-la e colocá-la em cena. Frente à pergunta que inquire se o ato de pesquisar seria mais afim a uma situação dada ou processual (substantivo ou verbo), eu substituiria a conjunção ou pela conjunção e. A prática do pesquisador ganharia um sentido mais próximo à arte que ressaltaria seu movimento, sua inclinação diante da autonomia daquilo com que ele estaria compondo, no duplo sentido do que entra nas suas composições e no sentido de que ele deve “compor com”. Tal como Bob Verschueren, ele tem que compor com os atores (humanos e não humanos) que o convocam.


Referências
Despret, V., Chauvent, A. & Lemaire, J-M. (1996). Clinique de la reconstruction. Une expérience avec les réfugiés en ex-Yougoslavie. Paris: L'Harmattan.
Despret, V. (2001). Ces émotions qui nous fabriquent: ethnopsychologie de l’authenticité. Paris: Les Empêcheurs de Penser en Rond/Le Seuil.
Despret, V. (2004). The body we care for: figures of anthropo-zoo-genesis. Body and Society, 10(2-3), 112-132.
Despret, V. (2010a). Expérimenter la dissémination. Mimeo.
Despret, V. (2010b). De la double autonomie des oeuvres de nature. Prolongation du dialogue avec Bob Verschueren. Mimeo.
Ferreira, A. A. L., Freire, L., Moraes, M. & Arendt, R. J. J. (2010). Teoria Ator-Rede e Psicologia. Rio de Janeiro, RJ: Nau Editora.
James, W. (1884). What is an emotion? Mind, 9, p.188-205.
Law, J. (2004). After Method. London, Routledge.
Law, J. & Mol, A. (1995). Notes on materiality and sociality. The Sociological Review, 43(2), 274-294.
Latour, B. (2006). Changer de société – Refaire de la Sociologie. Paris: La Découverte.
Latour, B. (1998/2000). Factures/fractures: de la notion de réseau à celle d’attachement. In A. Micoud & M. Peroni (Orgs.). Ce qui nous relie, Editions de l’Aube, La Tour d’Aigues, 189-208. Recuperado em 16 setembro, 2011, de http://www.bruno-latour.fr/sites/default/files/76-FAKTURA-FR.pdf
Mol, A. (2008). The Logic of Care. Health and the problem of patient choice. London: Routledge.

Recebido: 06/08/2011

Revisado: 14/09/2011

Aprovado: 20/09/2011




1 Pós-Doutorado pela Université de Paris VIII, Professor e Pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social do Instituto de Psicologia da UERJ. Endereço para correspondência: Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Centro de Educação e Humanidades, Departamento de Psicologia Social e Institucional. Rua São Francisco Xavier, 524 - sala 10019/Bloco F, Maracanã, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. CEP: 20.559-900. Endereço eletrônico: arendt.ronald@gmail.com

2 Reporto à leitura do volume organizado por Ferreira, A. A. L., Freire, L., Moraes, M. &Arendt, R. J. J. (2010) Teoria Ator-Rede e Psicologia, R. J.: Nau Editora, para uma tentativa de pensar a psicologia a partir de um ponto de vista não moderno.

3 No início de um texto dedicado a analisar o conceito de vínculo na teoria do ator-rede, Latour cita uma frase do sociólogo Antoine Hennion: “Eu faço o que quero, ou seja, nada. Eu sou o que me acontece, ou seja, tudo” (Latour, 1998/2000, p. 01). Neste sentido, na repetição do termo fazer, “dirigimos nossa atenção ao que nos faz agir” (Latour, 1998/2000, p.3).

4 Um pai chama os seus filhos e lhes diz: tenho onze camelos, lego a metade ao mais velho, um quarto ao do meio, um sexto ao mais novo. E morre. Desesperados, eles não sabem como efetuar a divisão deixada como herança. O 12° camelo de um velho sábio permite cumpri-la: o primeiro irmão recebe seis camelos, o segundo três, o terceiro dois, e o camelo que propiciou a divisão é devolvido ao dono. Despret nos dirá que o 12° camelo não é a solução ao problema, mas aquilo que o transforma de um modo tal que permite a possibilidade de construí-la (op. cit. p. 29).



Pesquisas e Práticas Psicossociais 6(2), São João del-Rei, agosto/dezembro 2011




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