A representaçÃo feminina nas obras



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A REPRESENTAÇÃO FEMININA NAS OBRAS L'ÉCOLE DES FEMMES E L'ÉCOLE DES MARIS

Dulcinéia Andujar (G - UEM- PIC)

Adalberto de Oliveira Souza (UEM- orientador)

Neste trabalho o objeto de estudo é a representação feminina nas peças L'école des femmes e L' école des maris de Molière, ambas foram analisadas no original, mas também, para compor este trabalho foi colocada a respectiva tradução nos trechos escolhidos como exemplificação. A 1a peça foi analisada na obra "L'école des femmes. Les classiques de la civilization française", e a outra peça L'école des maris foi extraída da obra "Oeuvres complètes" de Molière, a tradução utilizada foi a de Jenny Klabin Segall "Escola de mulheres - Escola de maridos".

Para apoiar o trabalho foi feito um levantamento do contexto do século XVII através da obra "Culturas do povo - Sociedade e cultura no início da França Moderna" de Natalie Zemon Davis, foi feito também um estudo da biografia, da comédia e do teatro de Molière na obra Gigantes - Molière de Enzo Orlandi.

O objetivo deste trabalho é mostrar como Molière usava seu enorme talento para defender as mulheres. Ele faz parte de um projeto de iniciação científica da Universidade Estadual de Maringá sobre a representação feminina nas peças de Molière.

Jean-Baptiste Poquelin - Molière (Paris, 1622 id 1673), em 1642 abandonou seus estudos de direito e passou a dedicar-se ao teatro, foi autor, empresário, produtor, diretor e ator de suas peças, sempre deixava um papel reservado para si próprio. Percorreu o interior da França por doze anos (1645 -1658) com suas representações.

Molière se baseava na Commedia dell'arte, forma italiana que apresentava um caráter de improvisação em que só eram escritas e definidas a entrada e a saída da peça, o resto era totalmente elaborado pelos atores, o fundamental era representar a realidade dos costumes e tipos sociais da época. Ele também teve influência na comédia de costumes, que consistia em buscar e representar os tipos sociais da sua época.

Este grande autor obteve o maior êxito com as peças L'école des maris (1661) e L'école des femmes (1662), porém, além dos êxitos, houve também muita crítica, tanto de seus rivais, da companhia de teatro "Hotel de Bourgogne", quanto da igreja, eles não poupavam esforços para desqualificá-lo. A crítica consistia, basicamente, no fato de que ele ridicularizava os mandamentos do matrimônio, além de incitar pensamentos mais libertos na sociedade, já que mostrava situações em que as personagens femininas conseguiam se livrar de casamentos indesejados.

O sexo feminino, no início da era Moderna na Europa, era visto como o sexo desregrado por excelência. "Une bête imparfaite, sans foi, sans loi, sans crainte, sans constance", dizia um provérbio. Essa "inferioridade" era caracterizada à sua natureza, as mulheres eram tidas como caprichosas, histéricas e instáveis.

Era pregado que os remédios para estas condutas desordeiras eram: "treinamento religioso para emparelhar as rédeas da modéstia e da humildade; educação seletiva para mostrar à mulher sua obrigação moral sem inflamar sua imaginação indisciplinada ou soltar sua língua em público; trabalho honesto para ocupar suas mãos; e leis e normas que a sujeitassem a seu marido". (DAVIS, 1990, p. 108)

Havia o preâmbulo do decreto francês no século XVII "Casamentos são as sementeiras do Estado" ele aumentava o domínio do homem na família. Podemos perceber que as mulheres não tinham direito a nada, passavam da custódia do pai para o marido, e com este segundo a subordinação poderia ser, muitas vezes até maior, já que ao se casarem perdiam boa parte de qualquer personalidade legal independente que tivessem tido antes e tinham menos direito legal de tomar decisões próprias sobre seus dotes e seus bens do que anteriormente (DAVIS, 1990, p. 108)

As mulheres eram vistas no século XVII, como seres inferiores sem força física nem espiritual, que deviam ficar longe bem longe de assuntos considerados masculinos como - política, militar, jurídico, filosofia e teologia.

Rónai (1981, p. 17) afirma que Molière era contra esse pensamento de que as mulheres são inferiores e não tem opinião. Através do enredo de Escola de Mulheres ele expôs sua tese: "A voz do coração não deve ser sufocada. As mulheres têm direito a ser consultadas sobre a escolha do marido". Essa lição é enunciada pela ingênua Agnès, a quem a paixão nascente dota de espírito e eloqüência.

Molière faz neste trecho, extraído da obra "L'école des femmes Les classiques de la civilisation française" (JUSTUM, 1977 p. 7), um comentário sobre a educação feminina:

Au XVIIe siècle, les jeunes filles de bonnes familles doivent se contenter de l'education reçue dans les couvents: lecture, écriture, les quatre opérations, l'histoire sainte et les soins ménagers. Ce peu d'éducation semble encore trop à Arnolphe (voir les vers 137-138), qui pense comme Platon: "De même qu'un singe est toujours singe, de même une femme, quelque rôle qu'elle joue, demeure toujours femme, c'est-à-dire sotte et folle.

L'ÉCOLE DES FEMMES

Agnès uma garota órfã de 17 anos que vivia numa pequena casa sob a custódia de seu tutor Arnolphe, um homem de 40 anos, que desejava casar-se com ela. Ele achava que para ser de forma satisfatória ela deveria ser criada sob um rígido controle contra as coisas mundanas (ele a adotou aos 4 anos e a pôs num convento). Dois criados Alain e Georgette cuidavam dela, ambos bem simplórios e obedientes. Agnès conhece um jovem Horace e se apaixona por ele, Horace é o filho de um amigo de Arnolphe, ele começa a visitá-la. Só que ambos como dois inocentes contam tudo o que se passa para Arnolphe, sem saberem que se trata da mesma pessoa.

Arnolphe fica feliz ao saber que o pai de Horace, Oronte, arranja uma esposa para ele, a filha de Eurico, que era cunhado de Chrysalde (amigo de Arnolphe), Horace se entristece e quer fugir com Agnès, mas quando a tira de sua casa a entrega sob os cuidados de Arnolphe, este a mantém sob vigilância. No final descobre-se que a filha prometida a Horace era Agnès que viveu no orfanato devido a falta de condições de sua mãe que era amante de seu pai.

O cômico da peça está no fato de que Arnolphe acredita ter arrumado a mulher ideal, totalmente inocente, um tanto idiota, e que jamais sofreria uma traição, como tantos outros homens que não sabiam "educar" suas esposas, numa cena ele manda Agnès jogar uma pedra a Horace assim que ele a procurar, ela joga a pedra, porém com uma carta de amor junto.

Horace mostra a tal carta para Arnolphe e fica admirado da inteligência de sua amada. Este fica louco de ódio, mas não desiste de desposá-la e endireitá-la. No primeiro ato cena 1, há uma conversa entre Arnolphe e seu amigo Chrysalde sobre matrimônio, Chrysalde tenta convencer Arnolphe de que ele está errado em querer uma perfeita idiota como esposa, mas Arnolphe é irredutível em seus planos.

No 1o ato, cena 1 Arnolphe tem uma conversa com Chrysalde sobre o casamento:

Chrysalde

Une femme stupide est donc votre marotte? Ter mulher ignorante é então vossa mania?
Arnolphe

Tant, que j'aimerois mieux une laide bien sotte Sim, e uma boba feia ainda preferiria

Qu'une femme fort belle avec beaucoup d'esprit. A uma beldade-mor de inteligência vasta.
Chrysalde

L'esprit et la beauté... O espírito e a beleza...
Arnolphe

L'honnêteté suffit. A honestidade basta.
Chrysalde

Mais comment voulez-vous, après tout, qu'une bête Mas numa bobalhona, o que a gente contesta,

Puisse jamais savoir ce que c'est qu'être honnête ? É que chegue a entender, mesmo, o que é

ser honesta;


Arnolphe

Chacun a sa méthode. A cada um seu método, é o que digo.

En femme, comme en tout, je veux suivre ma mode. Em mulher, como em tudo, a minha moda sigo.

Je me vois riche assez pour pouvoir, que je croi, Bastante rico sou, para após longo estudo

Choisir une moitié qui tienne tout de moi, Tomar uma mulher que a mim só deva tudo,

Et de qui la soumise et pleine dépendance E de quem a submissa e plena dependência

N'ait à me reprocher aucun bien ni naissance. Não se possa apoiar nos bens ou na ascendência
Neste trecho do 3o ato, cena 2 Arnolphe conversa com Agnès e pretende mostrar que ele manda e ela obedece, além de dizer como deve ser um casamento:
Arnolphe, assis.

Agnès, pour m'écouter, laissez là votre ouvrage. Para escutar-me, Agnès, larga desta costura:

Levez un peu la tête et tournez le visage : Vira o rosto, ergue a fronte e endireita a postura:

Là, regardez-moi là durant cet entretien, Que o teu olhar aqui, bem firme aqui se crave

Et jusqu'au moindre mot imprimez-le vous bien. Pra que a menor palavra em tua alma se grave.

Je vous épouse, Agnès ; et cent fois la journée Eu te desposo, Agnès, e cem vezes por dia

Vous devez bénir l'heur de votre destinée, É mister que abençoes o céu, e que à porfia

Contempler la bassesse où vous avez été, Mires tua anterior baixeza e indignidade,

[...]


Le mariage, Agnès, n'est pas un badinage : O casamento, Agnès, não é uma pilhéria;

A d'austères devoirs le rang de femme engage, Do estatuto de esposa a obrigação é séria:

Et vous n'y montez pas, à ce que je prétends, E esta honra a que te elevo em nada se destina

Pour être libertine et prendre du bon temps. A que andes na folia e sejas libertina.

Votre sexe n'est là que pour la dépendance : Só para a dependência existe o vosso sexo:

Du côte de la barbe est la toute-puissance. Da barba onipotente é palido reflexo.

[...]


Pour son mari, son chef, son seigneur et son maître. Junto a seu amo e esposo, o seu senhor e chefe.

Lorsqu'il jette sur elle un regard sérieux, , Se o seu rosto, ao fitá-la, um ar sério registra,

Son devoir aussitôt est de baisser les yeux Dela o dever tão logo é abaixar a vista,

Et de n'oser jamais le regarder en face E nunca o olhar de frente, a não ser que se digne,

[...]


Qui vous enseignera l'office de la femme. E eis em minha algibeira um importante escrito

J'en ignore l'auteur, mais c'est quelque bonne âme ; Que das funções de esposa há de deixar-te ciente.

Et je veux que ce soit votre unique entretien. Ignoro o seu autor: mas é uma alma decente

Tenez. Voyons un peu si vous le lirez bien. Aliás, já não terás outro entretenimento.
Em seguida ele manda que ela leia as máximas do matrimônio:
Les maximes du mariage ou les devoirs As máximas do casamento ou os deveres e

de la femme mariée, obrigações da mulher casada com o seu exercício

cotidiano

I. Maxime Primeira máxima

Celle qu'un lien honnête Aquela que de outrem o leito

Fait entrer au lit d'autrui, Integra por honesto nó,

Doit se mettre dans la tête, Em que pese o banzé que hoje em dia é aceito,

Malgré le train d'aujourd'hui, Deve sempre ter a peito

Que l'homme qui la prend, ne la prend que Que o homem que a toma a toma pra si só.

pour lui.

X. Maxime Décima Máxima

Des promenades du temps, As excursões silvestres

Ou repas qu'on donne aux champs, E refeições campestres

Il ne faut point qu'elle essaye : Evite como mortal praga.

Selon les prudents cerveaux, Dizem cérebros prudentes

Le mari, dans ces cadeaux, Que essa espécie de presentes

Est toujours celui qui paye. O marido sempre paga.


L'ÉCOLE DES MARIS


A história se passa entre dois irmãos tutores Sganarelle e Ariste, com suas protegidas Isabelle e Leonor, elas ficaram órfãs quando eram pequenas e foram criadas por eles, que se incumbiram de tomar conta de seus bens.

Sganarelle é tutor de Isabelle, e deseja casar-se com ela, ele acha que uma mulher honesta deve ser totalmente submissa, que ela deve se ocupar de afazeres domésticos, para ele mulher só serve para isso, também acha que mulher não deve sair sozinha nem se arrumar, além disso deve ser totalmente religiosa, ele é totalmente conservador, antiquado, agressivo, ignorante. Isabelle é medrosa e não o enfrenta.

Ariste, é tutor de Léonor, irmã de Isabelle, que odeia Sganarelle, e o que ele faz com sua irmã, ela é mais agressiva e o enfrenta, Ariste também deseja casar-se com Léonor, porém não concorda com as idéias de Sganarelle e acha que a mulher deve ser bem tratada para o homem ser correspondido no amor e não acredita que a mulher deva ser submissa, um casal deve ter respeito um pelo outro para o casamento dar certo. Além disso, ele acha que precisa confiar na mulher que ama. Sganarelle acha Ariste um tolo e que com essas idéias vai ser traído.

Outro personagem é Valère, o amante de Isabelle, a princípio ele a deseja, não sabe se é correspondido e odeia Sganarelle, depois ele consegue se declarar a ela. Ela finge para Sganarelle que está insultada e pede para Saganarelle entregar-lhe uma carta de desaprovação, só que na verdade sua carta é de amor. Com isso imagina conseguir encontrá-lo para poder dizer o amor que sente sem despertar suspeitas, mas ela finge tão bem que odeia Valère e que ama Sganarelle que este deseja apressar o casamento para agradá-la.

Sem saber o que fazer ela conta uma mentira a Sganarelle: finge que sua irmã Léonor gosta de Valère e quer ir vê-lo. A noite Isabelle sai de casa com um capuz e vai a casa de Valère, Sganarelle não a reconhece, ele pensa que é Léonor. Depois Sganarelle planeja desmascarar Léonor na presença de seu irmão, ele leva Ariste e o comissário à casa de Valère e o faz assinar os papéis do casamento, como Valère sabe que quem está lá é Isabelle, aceita assinar. Isabelle arma todo esse plano e consegue ficar com Valère no final.

No 1o ato, cena 1 Sganarelle mostra que é conservador, até mesmo no modo de se vestir:

Sganarelle

Quoi qu'il en soit, je suis attaché fortement Pois seja como for, por motivo algum hei

A ne démordre point de mon habillement. De um dia renunciar ao traje que adotei.

Je veux une coiffure, en dépit de la mode, Eu quero um bom chapéu, que, se não for do escol

Sous qui toute ma tête ait un abri commode ; Da moda, me proteja, ou da chuva, ou do sol;

[...]


Ainsi qu'en ont usé sagement nos aïeux : Eis o que era o exemplar trajar dos meus avós,

Et qui me trouve mal, n'a qu'à fermer les yeux. E o mesmo me convém; se não convém a vós

Ou seja o que mais for, não mudarei de tom;

Podem deixar-me a sós, se não o acharem bom.


Na 2a cena do mesmo ato Isabelle conversa com sua irmã Léonor sobre ele ter esquecido de trancá-la:
C'est un miracle encor qu'il ne m'ait aujourd'hui Foi da parte dele hoje esquecimento grave,

Enfermée à la clef ou menée avec lui. Não me levar consigo ou me encerrar à chave.


Sganarelle quer que Isabelle viva sob seus caprichos, diz isso em uma conversa com seu irmão na 2a cena do 1o ato:
J'en suis fort satisfait. Mais j'entends que la mienne De acordo estou; porém, obediente e passiva,

Vive à ma fantaisie, et non pas à la sienne ; Pretendo que Isabel a meu capricho viva;

Que d'une serge honnête elle ait son vêtement, Que se vista de sarja humilde, e que submissa,

Et ne porte le noir qu'aux bons jours seulement , Saia de casa só para assistir à missa;

Qu'enfermée au logis, en personne bien sage, Que no interior do lar se entretenha sozinha

Elle s'applique toute aux choses du ménage, Com a nobre ocupação da louça e da cozinha,

A recoudre mon linge aux heures de loisir, Vassoura, espanador, etc.; pois creio

Ou bien à tricoter quelques bas par plaisir ; Que para uma mulher não há melhor recreio.


Na continuação da cena Ariste defende as mulheres, ele acha que elas devem tomar suas decisões:

Ariste


Mon frère, son discours ne doit que faire rire. É que, perdão, me ri do que ela disse;

Elle a quelque raison en ce qu'elle veut dire : Achei-lhe graça; mas, nem tudo foi sandice.

Leur sexe aime à jour d'un peu de liberté ; Seu sexo quer ser livre; é natural, e cismo

On le retient fort mal par tant d'austérité ; Que o incita à rebelião o nosso despotismo.

Et les soins défiants, les verrous et les grilles Tirânica opressão, se a gente não se ilude,

Ne font pas la vertu des femmes ni des filles. Nunca fez que a mulher conservasse a virtude,

[...]


Qu'une femme qui n'est sage que par contrainte. Uma mulher que à força apenas fosse honest.

En vain sur tous ses pas nous prétendons régner : Querer mandá-la em tudo é pretensão bem fútil!

Je trouve que le coeur est ce qu'il faut gagner ; Ganhar-lhe o coração considero mais útil;

Et je ne tiendrois, moi, quelque soin qu'on se donne, E minha honra teria eu por pouco segura

Mon honneur guère sûr aux mains d'une personne Se se encontrasse em mãos de alguma criatura

A qui, dans les desirs qui pourroient l'assaillir, A quem, nas tentações que talvez a assaltassem,

Il ne manqueroit rien qu'un moyen de faillir. Para ceder, somente as ocasiões faltassem.

[...]


Je veux m'abandonner à la foi de ma femme, Eu quero em tal terreno

Et prétends toujours vivre ainsi que j'ai vécu. Ter fé em minha esposa e confiante e sereno,

Assim como vivi, sempre viver em tudo.

Sganarelle é tão antiquado que até a sociedade em que vive o irrita:
N'est-ce pas quelque chose enfin de surprenant A sociedade atual me irrita e me revolta!

Que la corruption des moeurs de maintenant ! O vício aí floresce, a luxúria anda à solta;

Je voudrois l'accoster, s'il est en ma puissance, E nessa corrupção dos homens e da vida,

Et tâcher de lier avec lui connoissance. Toda a população já se encontra envolvida.
Au lieu de voir régner cette sévérité Em vez de se instruir, nesta época de agora,

Qui composoit si bien l'ancienne honnêteté, O rigor que compunha a honestidade outrora,

La jeunesse en ces lieux, libertine, absolue, A juventude está tão doida e libertina...

Ne prend...

CONCLUSÃO

Ambas peças demonstram o quanto Molière era contra a submissão da mulher, em L'école des femmes Arnolphe representa a sociedade machista e preconceituosa, enquanto seu amigo Chrysalde pode ser visto como o porta-voz de Molière, uma voz sensata, que defende as mulheres. Em L'école des maris Sganarelle representa o machismo e o preconceito contra as mulheres, enquanto seu irmão Ariste, representa o bom senso de querer liberdade para elas.



BIBLIOGRAFIA

MOLIÈRE. Oeuvres Complètes. Tome Premier. Edition Illustrée. Paris: Garnier, 1962.

MOLIÈRE. Escola de mulheres - Escola de maridos. Trad. SEGALL, J. K. Coleção Universidade de bolso. Ed. Tecnoprint S/A, s./d.

ORLANDI, E. Gigantes Molière. Lisboa: Verbo, 1972.



MOLIÈRE, L'école des femmes. Les classiques de la civilisation française. Paris: Didier, 1977.

DAVIS, N. Z. Culturas do povo. Sociedade e cultura no início da França moderna - paz e terra. Oficinas de história (oito ensaios) Trad. CORRÊA, M. Rio de Janeiro, 1990.

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