A revolução de Bel Samael Aun Weor dedicatória



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A Revolução de Bel

Samael Aun Weor

DEDICATÓRIA
Dedico este livro aos homens de vontade de aço, aos grandes rebeldes, às águias altivas, aos que não dobram jamais sua cervical ante o chicote de tirano nenhum, aos super-homens da humanidade, e aos grandes pecadores arrependidos, porque deles sairá uma raça de Deuses.

Sei bem que toda essa fauna de mentecaptos Teosofistas, Rosarucistas e Espiritualistas da Colômbia, lançarão mais uma vez suas difamações contra o Mestre da Fraternidade Universal Branca, Aun Weor, pelo simples fato de ser colombiano, pois é uma tremenda verdade que ninguém em sua terra é profeta.


Se alguém vem do Oriente, falando inglês e sânscrito, essa fauna de pietistas e moralistas lhe beijarão os pés, embora se trate de um impostor; mas que na Colômbia exista um Mestre Colombiano, isso sim não o podem aceitar esses intrusos do espiritualismo. E cheios de ira acabarão de martelar os cravos de sua cruz a marteladas, zombarão do Mestre, e lhe cuspirão o rosto porque é uma tremenda realidade que ninguém em sua terra é profeta.
Por isso lemos no versículo 24, capítulo 4 do Novo Testamento, estas palavras do Cristo: “E disse: Decerto lhes digo, que nenhum profeta é aceito em sua terra”.
Assim, pois, não é de se estranhar que os mesmos espiritualistas da Colômbia tratem de me ridicularizar, “porque o próprio Jesus deu testemunho de que o profeta em sua terra não tem honra” (Versículo 44 capítulo 4 do novo testamento).
Esta Sublime mensagem que eu, Aun Weor, entrego à humanidade, inevitavelmente será rejeitada pela maioria dos sabichões do Rosacrucismo, do Teosofismo, do Espiritismo e até por certos grupos de castrados volitivos cheios de moralismo excessivo e pietismo, como os denominados Irmãos Herméticos de Luxor, famosos por sua preguiça mental, os denominados Martinistas, seguidores do mago negro Papus, os denominados Budistas livres, entre os quais abunda o Homossexualismo. Os partidários de Max Heindel, famosos por sua ignorância, exploradores das distintas religiões do mundo; e é que é tremendamente real e verdadeiro, que muita erudição corrompe.
São milhões os eruditos do espiritualismo que sabem tudo, e não sabem nada, eles discutem, polemizam, argumentam e se declaram donos do saber, mas no fundo não são senão pobres mentecaptos cheios de ódios, egoísmos, cheios de invejas, cheios de intrigas e rancores.
E é que para chegar à Alta Iniciação não é necessário ser erudito, o que se requer é ser perfeito, como nosso pai que está nos céus é perfeito.
À Alta Iniciação não se chega com o intelecto, senão com o coração, e existem verdadeiros mestres da Fraternidade Branca que nem sequer sabem ler nem escrever, e, no entanto, são grandes sábios iluminados.
O tempo que perdem esses mentecaptos das tão famosas escolas espiritualistas, enchendo a cabeça de teorias e misticismos doentios que a nada conduzem, deveriam empregá-lo em corrigir todos os seus defeitos e acabar com todas as suas sequelas morais, porque ao Gólgota da Alta Iniciação somente sobem as almas de coração puro e santo.
O intelecto não chega jamais à Iniciação. Ao Gólgota da Alta Iniciação somente chega o coração. A maior parte dos espiritistas, teosofistas, rosacrucistas, etc., já estão corrompidos, e têm a cabeça cheia de teorias absurdas e preconceitos ancestrais, eles não dão “passe” a nada novo. Quando entrou em circulação nosso livro intitulado “O Matrimônio Perfeito”, não houve espiritualista da Colômbia que não tenha lançado contra nós a infâmia de suas críticas, e é que os tontos não estudam para aprender, senão para criticar.
Cada escola, sociedade ou loja espiritualista tem seu “tirano” e seu “assessor” de mentecaptos; que não querem nada novo. Nenhum “chefinho” ou “tirano de classe” ou loja quer admitir nada que possa ameaçar-lhe a existência e o “negócio” de sua congregação.
Dentro de pouco tempo rugirão os canhões da terceira guerra mundial, e então, os que hoje zombam de Aun Weor, terão que escutá-lo. (E de que forma horrível).
"A justiça é a suprema piedade e a suprema impiedade da lei".
Os Deuses julgaram a Grande Rameira (a humanidade) e a consideraram indigna, a sentença dos Deuses é:
Ao Abismo! Ao Abismo! Ao Abismo!
Homens da era de Aquário! Homens do século XXI! Homens do século XXX, permanecei firmes na luz, lembrem-se que os homens do século XX, foram uns bárbaros, e que todos eles pereceram e foram castigados por suas maldades. Que isto lhes sirva de exemplo para que permaneçais firmes na fé de Cristo.
Homens de Aquário! Apurai vosso caminho até a luz, redimi-vos e fusionai-vos com vossos íntimos, antes que os malvados do século XX saiam do abismo. Um novo sinal de trevas se aproxima (Capricórnio), e a vós os cabe estar alertas e vigilantes, porque a terra será novamente invadida pelas “Almas-Demônios” da idade negra que no século XX, eu Aun Weor, encerrei no abismo para que vós tivésseis a felicidade que agora estais desfrutando.
Homens de Aquário! A vós especialmente dedico este livro que os bárbaros do século XX não entenderam. Homens do século XX, ouvi a palavra de Jeová: “Assim disse Jeová dos exércitos: Assim quebrarei este povo e esta cidade (a civilização atual) como quem quebra um vaso de barro que não pode mais ser restaurado, e em Topheth (vale da matança) serão enterrados, porque não terá outro lugar para enterrar” (Cap. 19 Vers. 11 Jeremias).
AUN WEOR

NO VESTÍBULO DO SANTUÁRIO
(Por Julio Medina V.)
O homem na cidade se converteu em idólatra do “Bezerro de Ouro”, ou seja, do dinheiro, que é feitio do mesmo homem. Por dinheiro tudo é classificado e justificado, e em resumo, vem a ser a máxima aspiração na atual civilização. Tanto o homem que perdeu sua juventude adquirindo conhecimentos através do estudo intelectivo, como o que nada tem estudado, chegam a essa mesma aspiração: “o dinheiro”. Tanto para o que muito tem como para o que nada tem, o dinheiro é a panaceia para todos os males, é no único que estão de acordo os que sabem e os que nada sabem, os que têm e os que nada têm.
Quando o grande iniciado Moisés subiu entre trovões, raios, relâmpagos e tempestades ao Monte Sinai para conquistar as Tábuas da Lei, não teve temor das dificuldades, entre as quais se debateu para adquirir os dez mandamentos da lei de Deus, que são as leis do código da Natureza. Todo seu imenso sacrifício se espatifou quando, baixando da montanha, encontrou o povo de Deus adorando ao “bezerro de ouro”, a esse mesmo dinheiro que hoje embriagou totalmente a espécie humana. E cheio de profunda dor e indignação rompeu as Tábuas da Lei, quer dizer, o conhecimento adquirido por ele com tanto sacrifício, não pôde chegar às mãos do homem porque o homem estava adorando as coisas de seu próprio feitio. Hoje chegou ao máximo essa idolatria, e o homem terá que saber por experiência própria qual será o resultado de ter rompido contra seus costumes e idolatria de falsos ídolos: as leis do código da Natureza.
No material tudo progrediu, no campo moral o homem se tornou um perfeito artista e o campo espiritual o recorda como uma possível promessa. A palavra mistério serviu de rótulo maravilhoso para classificar o que o homem, despreparado, não alcança compreender. O homem em si, não progrediu, em vez disso, tornou-se inútil. Se ao homem civilizado tirassem-lhe os elementos de que se vale para ser poderoso, daria lástima seu aspecto. Parece-lhe que na comodidade está sua felicidade e com afã procura-a e consegue-a, mas depois que a obtém descarta-a caprichosamente, e isto o faz até no campo de seus sentimentos íntimos. Assim vemos que diligente busca um amor, consegue-o, forma um lar carinhoso e respeitado. Cuidadoso, e através de muito tempo, vai formando o calor de seu lar, e o dia menos pensado, o mesmo se encarrega de descartá-lo, como se não sentisse dor pela obra que ele mesmo realizou, e se faz isto com sua própria obra, com sua própria dor, o que não será capaz de fazer com a dor alheia? Fez-se poderoso para o mal e trata de justificá-lo recorrendo à história, para confirmar que assim foi o homem em todas as épocas e que a história se repete. Maravilhosa a forma de justificar a perversidade! E assim continua preparando-se para destruir-se; no entanto, o homem acredita sinceramente que está buscando o bem e a perfeição. Pode ser que suas intenções sejam certas, mas vai por outro caminho em sua busca da perfeição, porque deu mais atenção às coisas de seu próprio feitio que, as que faz o eterno Deus vivo.
A educação em geral é claramente material ainda quando se a acompanhe com sentimentos piedosos e sabor religioso, porque a educação atual não consegue transformar o ser, capacita-o, mas continua acompanhado por todos seus vícios e rancores; o mau e o perverso não o deixam de sê-lo pelo simples fato de que tenham muita instrução. Para que a educação consiga cultivar o ser, quer dizer, transformar suas más qualidades em boas, é indispensável conhecer a fundo as leis da natureza e a posição do homem diante delas. A cultura, que atualmente se lhes brinda aos povos somente serve para torná-los aptos para o consumo dos elementos que produz o bezerro de ouro.
O progresso material tem íntima relação com os problemas econômicos. O progresso material se traduz em maior comodidade, e a maior comodidade requer maior investimento de dinheiro para a vida cotidiana. Por um lado, todo o mundo deseja e exige maior comodidade, uma completa facilidade para tudo, e por outro, o mesmo homem se queixa do custo da vida. Não se pode convidar o prazer sem que acompanhe seu irmão gêmeo, a dor, e por outro lado, o fato real é que assim como uma família grava-se notoriamente quando adquire comodidades para seu lar, assim também os filhos de uma cidade ficam de imediato, fortemente gravados no econômico, quando a cidade brinda-lhes com maiores comodidades e facilidades, quer dizer, aumenta de imediato o custo da vida. Uma cidade que pavimenta suas ruas tem que tirar o custo dessa pavimentação do dinheiro de todos os que a habitam e dos que transitoriamente a visitam, porque de imediato a valorização que recebe o edifício, requer aumento do arrendamento, e isso implica no aumento das mercadorias que são adquiridas em dito edifício.
A comodidade é o que fez do homem covarde, por isso tem medo da vida, da morte, do amanhã, do que dirão. O homem valente evita a comodidade porque não tem medo.
De agora em diante a humanidade receberá muita dor, e tem que recebê-la com resignação, porque é o meio de que se vale a mãe Natureza, para fazer com que seus filhos voltem para ela. A dor virá para ser a bigorna com que se forje a nova humanidade. As raças que chegaram a gozar de maior comodidade, jamais foram as de maior durabilidade como agremiações humanas: essas desaparecem e delas somente ficam os vestígios de sua grandeza e opulência. O único que pode acabar com o bezerro de ouro é a dor, porque a dor foi o caminho que nos mostrou o Cristo para nos redimir.
Aqui entre nós, os humildes índios da Serra Nevada de Santa Marta, vivem sem necessidade de dinheiro, e puderam se salvar da catequização civilizante através de nós, porque tanto seu número como a defesa natural que os protege, não o permitiu. Sua população escassa, não agrada os produtores e fabricantes para obtê–los como centros de consumo, e o terreno inacessível, evita que os curiosos civilizados cheguem até seus costumes tradicionais.
Esses índios não possuem dinheiro, nem a nossa cultura e, no entanto, vivem felizes e contentes. Eles trabalham a terra e trocam seus produtos entre eles, e assim solucionam suas necessidades. As únicas tribos que já têm problemas, são aquelas que ficaram na parte baixa, ao alcance dos civilizados. Os índios que estão nas partes altas da Serra, não entendem de problemas, eles não sabem que coisas são os problemas. As ovelhas, o sisal e o algodão lhes dão a lã, a pita os fios para seus vestidos e utensílios indispensáveis, e suas mulheres nos momentos de ócio lhes confeccionam suas roupas e elementos indispensáveis.
O homem criou seus problemas econômicos quando se separou de sua mãe Natureza; e o homem se separou da Natureza quando foi criada a vida urbana, e na vida urbana o homem formou uma vida artificial, e na vida artificial da vida urbana, o homem está cheio dos problemas que ele mesmo criou. Com o homem ocorre o mesmo que ocorre ao pintinho que se separa da galinha; se o pintinho tem frio que busque sua mãe que ela o abriga com suas asas e lhe dá seu calor; se tem fome, que busque a galinha, que ela o alimentará: ela cavando a terra consegue alimentá-lo.
Nenhum partido político, nem o melhor governo organizado é capaz de fazer pelo pintinho o que faz sua mãe a galinha, somente ela é capaz de solucionar esse duro e grave problema cavando-lhes a terra; somente a mãe sabe tirar a fome de seus filhos. Nenhum líder político, por mais inteligente que seja, e por maior que seja sua doutrina política, poderá jamais fazer o que é capaz de fazer a mãe por seu filho, pelo fruto de seu amor. É que somente a mãe conhece e entende as necessidades íntimas de seu filho, somente a mãe pode abrigá-lo com seu calor e alimentá-lo com seu peito, porque ela é a Natureza em miniatura.
O homem se afastou de sua mãe, a Natureza, quando se isolou dentro da vida urbana: então o homem conheceu a fome e a nudez, surgiram os problemas, e corrompeu-se moralmente, porque ficou órfão. Se o homem quer solucionar seus problemas econômicos, tem que voltar ao seio de sua mãe, a Natureza, ela sempre aguarda a seus filhos de suas entranhas, como a galinha a seus pintinhos. Ela dá ao Homem a lã e o linho para que se vista, o fogo para que se abrigue e as madeiras de seus bosques para que construa sua casa, seu refúgio. Assim que, enquanto o homem recorra à vida urbana para solucionar seus problemas, estará fazendo tudo ao contrário para redimir-se deles. O Homem que tendo fome, sede e desnudez, recorre à vida urbana para solucionar suas necessidades, assemelha-se ao que vai buscar alimentos entre as areias do deserto. O alimento se busca onde pode-se produzir: nos campos, nos bosques, não na cidade, porque na cidade não se produz agricultura: ali somente podem estar os que produzem dinheiro, e o dinheiro faz com que os homens, como feras, devorem-se mutuamente. Para que o homem solucione seus problemas, terá que dar as costas à vida urbana e ao Bezerro de Ouro, os ídolos de sua idolatria, acabar com as fronteiras egoístas, porque as fronteiras são filhas do egoísmo do homem, já que o mundo nos foi brindado sem fronteiras, e voltar para os campos para trabalhar, para produzir vida para assim ganhar o pão de cada dia com o suor de sua testa, e reverente, incline sua cervical ante a semente que deposita na terra para que multiplique seu alimento e o de seus filhos. Esse dia, o homem não terá mais problemas porque sua mãe, a Natureza, lhe tirará a fome, o frio e a nudez. Os partidos políticos se dissolverão porque os líderes políticos não podem existir sem massa que os siga e haverá felicidade.
Nem o comunismo, nem o fascismo, nem o nazismo, nem o laborismo, nem o socialismo poderão dar ao homem o peito de sua mãe, porque somente a mãe pode dar o peito a seus filhos e tirar-lhes a fome e o frio.
Não há motivos para que as pessoas morram de fome porque a terra dá abundantes frutos para alimentar a todos os seres que nela moram. Os animais que morrem de fome é porque o homem os encerrou em terrenos e lugares onde não encontram alimentos, como acontece com os homens que se encerram dentro da vida urbana. A solução econômica do mundo não consiste em dar-lhe mais dinheiro ao mundo, porque com o que tem, já tem suficientes problemas. O que cada homem necessita para viver é uma casinha e um pedaço de terra para cultivar seus alimentos, e nossa mãe, a Natureza, proverá o demais; para fazer isto não é necessário inventar mais partidos políticos. Os partidos são como muletas para a humanidade inválida.
Acudimos sempre à Natureza colocando-a de exemplo para todo ensinamento, porque ela é um livro aberto, e seus ensinamentos nos são oferecidos como exemplos vividos, com fatos realizados, o qual nos dá experiência e a experiência é o melhor ensinamento, uma coisa se conhece quando se realiza: se não se executa, somente é para nós uma teoria. Por isso tratamos de reincorporar nos costumes sociais, os ensinamentos que nos dá a mãe Natureza, tratando de fazer as pessoas discernirem para buscar o que lhe é mais conveniente. Por isso apresentamos exemplos como os seguintes: A mulher do campo cria seu filho, ela o alimenta com seu peito porque nela manda mais seu amor que seu interesse, e este alimento é brindado cada vez que seu filho o exige, e seu afeto indica-lhe quando o deseja e quando não o deseja, sem levar em conta a hora, minuto ou segundo, porque não tem relógio nem o conhece, nem o necessita; em troca, a mãe acostumada da cidade, não a martiriza o choro de seu filho, parece ter o coração de pedra e ao pé da letra espera que transcorram as quatro horas martirizantes que indicam todos os textos sobre criação, para oferecer-lhe o alimento. A mãe do campo dorme com seu filho indispensavelmente, ela o defende com seu calor, e intuitivamente faz com que seu filho continue alimentando-se com as cores de sua aura, ou seja, da força radiante que à maneira de auréola sai do corpo humano e, sobretudo da mãe, que é todo amor e ternura para com seu filho. Esta força vital é indispensável para que se reestabeleça uma íntima e estreita conexão externa e interna entre mãe e filho; em troca, a senhora da cidade a partir desse momento em que nasce seu filho, lhe é exigido que o coloque em cama à parte, além de não receber o calor de sua mãe, para que não a mortifique, fazendo com isto tudo o contrário do que faz a mãe Natureza, quando permite ao feto, não somente alimentar-se do mesmo sangue de sua mãe senão viver entre seu calor e colo. Tudo isto dá lugar a que exista mais compreensão e maior união entre mãe e filho, entre as pessoas do campo e a aldeia, que entre as pessoas de finos costumes civilizados e faz com que o primeiro fique mais ligado à sua mãe e a seu lar que o filho que é criado com tantos códigos, regras e sistemas antinaturais, o qual o desnaturaliza.
O materialismo histórico, como teoria da ciência oficial, não pode servir de fundamento para a vida social, porque não conhece a história do materialismo, e não a conhece nem a podem conhecer, porque desconhecem a própria matéria e suas íntimas funções vitais que determinaram a teoria da matéria e o materialismo da história. A constituição da matéria está sujeita às leis do tempo e espaço, e os tempos não foram sempre os mesmos, nem os meios ambientes foram iguais.
A composição físico-química da matéria não foi a mesma em todos os tempos, nem a biologia orgânica de alguns milhões de anos atrás não se iguala com a atual. Aquelas peregrinas teorias do materialismo histórico, sobre que o homem teve que afastar-se da Natureza e formar cidades para favorecer-se das inclemências da Natureza, são tão absurdas como pretender tirar um peixe das águas para favorecê-lo das inclemências das águas. Cada organismo está biologicamente adaptado ao ambiente em que se move e, portanto, o materialismo histórico como base para uma sociedade bem organizada é completamente inadequado, porque desconhece a história da matéria, a qual nem sempre foi igual em sua constituição biológica, física, psíquica, somática.
O materialista nada sabe sobre o fundo vital, ou seja, os Tatwas. Os Tatwas são o fundo interno da matéria. Os físicos admitem o éter para explicar-se as leis de coesão, gravitação, vibração e pulsação, mas, nada nos dizem sobre a constituição do éter.
Se a física quer realizar progressos eficientes tem que recorrer ao ocultismo e ao estudo sobre os Tatwas; que são as distintas modificações do éter, causa fundamental das tensões e distensões do calórico, do movimento que produz o calor e som, do calor e som produzem a luz, a luz que produz a cor. Por isso, nota, luz, cor e movimento; são uma só coisa com distintas vibrações, e se desenvolvem, evoluem e progridem sobre o éter e suas modificações chamadas Tatwas em linguagem oriental.
A presente obra encerra uma série de conhecimentos incalculáveis, mas é de lamentar que esta luz não possa chegar aos demais, porque os demais estão somente empenhados em gozar e os que estudaram, já formaram juízo, estão contentes com suas crenças e preconceitos e são pouco amigos de fazer revisões. Tudo isto faz com que o homem não busque a felicidade dentro de si, senão fora de si. Ele acredita que com o dinheiro que obtém, consegue tudo, mas o dinheiro poderá somente brindar-lhe prazeres, mas não felicidade. Os prazeres cansam e desgastam, enquanto que a felicidade constitui nosso Íntimo contentamento e no interno não entra o dinheiro. A felicidade se traduz em beleza sã e não cansa jamais.
Quando você, caro leitor, sente desejos de nos considerar amantes do atrasado e cantores da miséria, lembre que o que tratamos é de fazer você compreender que a Natureza é um livro aberto e que nesse livro não se aprende com presunção nem com desprezo: lembramos-lhe que a alquimia da Natureza é muito mais poderosa que a química que o homem emprega, lembramos-lhe que o talo de uma flor por obra e graça da alquimia transforma a lama fétida no perfume de sua flor, que da sujeira do pântano sai a flor esplendorosa do lótus, que da podridão da semente sai o talo do fruto que nos dá alimento, que dos pastos e lixos, com que o gado se alimenta, sai o leite e a carne com os quais se alimenta o gênero humano, e lembramos-lhe que antes de inspirar-lhe compaixão, se compadeça bastante de seu próprio corpo que exala pestilência, porque não tem decência e, se a conhece, não a pratica, e que ainda está imundo internamente porque não sabe fazer o que faz o talo de uma flor.
Todo o dinheiro que é empregado em conforto, luxo e comodidade, pesa automaticamente, sobre a economia dos associados, em troca do dinheiro que é utilizado para facilitar o acesso a essas agremiações dos produtos que a terra dá, através de caminhos, estradas, vias férreas e as diferentes vias de transportes, diminuem o custo de vida, porque essas medidas contribuem para diminuir o custo do transporte dos alimentos que a terra dá e que são produzidos nas regiões onde há acesso, ao mesmo tempo coloca a cidade em contato com os produtores, evitando assim o complicado mecanismo dos intermediários, já que os terrenos vizinhos aos grandes centros de consumo, por seu alto custo estão em poder de pessoas que não lavram a terra.
Não se pode negar que o homem melhorou notoriamente as espécies de que se serve e se alimenta, porque lhes tem dado muita atenção: o agricultor sabe que com a seleção da semente obtém o melhor grão, o mesmo o avicultor, o agrônomo, o pecuarista e enfim os que fazem produzir a terra e suas espécies. Os mesmos governos de forma eficaz contribuíram para essa bela realidade; o único que não mereceu a atenção do homem é sua mesma produção. Hoje em dia depois de tantos avanços e estudos para melhorar as raças dos animais e os frutos e sementes da terra, nada é feito para melhorar a produção humana.
Há que ensinar ao homem melhorar sua produção: para entrar neste terreno há que adentrar-se no conhecimento do próprio homem, o que o compõe, não somente seu corpo físico senão sua alma e seu espírito.
A ciência contemporânea ensinou mal ao homem, que é o ato sexual, ou a união de um homem com uma mulher é um fato biológico, semelhante aos que cumprem o corpo da mulher por sua qualidade de mulher, dando a entender com isto que é uma função que somente é biológica chegando até o orgasmo, sem que os cientistas percebam que a secreção hormonal interna das gônadas também é função biológica, e que a magia sexual é um processo de secreção hormonal intensificado: a partir do ponto de vista puramente biológico, assim que nós não violamos a lei biológica; somos mestres da Lei Biológica. A ciência material esqueceu por completo o preceito Bíblico, que em seu sexto mandamento disse ao homem: NÃO FORNICAR. Ali não disse com quem está autorizado a fornicar, senão secamente NÃO FORNICAR, quer dizer, que o homem não deve empregar sua semente senão única e exclusivamente para criar, ou seja, para deixar descendência... Apesar do visto bom que as diferentes crenças e sociedades dão às uniões que não cumprem a lei de Deus.

O homem não lembra que sua semente está sujeita às mesmas regras para reproduzir-se que os demais seres vivos? Com repugnância vemos o homem que, sumido na pior ignorância, usa sua semente sem selecioná-la, através de qualidades e condições internas, colocando seu corpo nas melhores condições, e, sobretudo, saber que vai cumprir o ato mais santo mediante o qual é um deus criador, e nas piores condições e com as mais baixas paixões apresenta-se ante a mulher, sem respeito e sem amor, para fazer tudo ao contrário do que ordena o sexto mandamento da Lei de Deus: NÃO FORNICAR. Em estado de embriaguez exalta seus mais baixos sentimentos e por último, como quem vai ao mercado, dá seu pagamento para assim selar o ato vergonhoso como fiel idólatra do bezerro de Ouro. Com razão, estes filhos da paixão, os chamam suas próprias mães, quando se referem ao novo ser que é gerado: um “descuido” indicando que naquela união jamais tiveram a intenção de criar. A Bíblia no Apocalipse chama a humanidade, de “a grande rameira”.


O que pode nascer dessa união que é verificada contrariando uma lei natural?
O que pode esperar o gênero humano de sua produção humana?
Qual virá a ser a qualidade moral desta nova semente que leva em potência o germe dos motivos que lhe deram a existência?
Que educador poderá alterar as bases que geraram este novo ser? A educação ali terá que ser de uma transformação total do ser, e para transformar o ser há que conhecer o ser.
A educação externa, poderá torná-lo apto para ganhar-se a vida no campo intelectivo para conviver em sociedade, mas no campo da cultura e da decência, nem lhe interessa a cultura nem quer a decência.
Esta semente ruim, que inconscientemente para seus genitores converteu-se em um novo ser vivo, vem mais tarde a causar espanto à sociedade da qual procede. Aqui praticamente a sociedade vem a ser vítima de seu próprio invento.
Logo horrorizada e sem dar com a causa do mal acode aos piores castigos para sua correção e inventa leis, prisões punhais, panópticos, trabalhos forçados, o castigo corporal e até a morte, para assim tratar de regenerar ou extirpar o mal; mas o mal não somente continua em pé, senão que muito apesar das leis e castigos existentes, continuam avançando de forma esmagadora.
As prisões e os panópticos são antros de corrupção: ali cabem as piores indecências, e o problema sexual adquire sinais repugnantes. Almas perversas, almas afins em convivência íntima facilmente se corrompem umas às outras, e assim em vez de extirpar o mal o que se consegue é aumentá-lo. Nestas condições as prisões e os panópticos para regenerar o delinquente, tem que ser um completo fracasso, porque a prisão é um lugar de vício. Tiranizando o delinquente, aumenta-lhe o ódio com a sociedade da qual procede; logo esse não é o caminho para regenerá-lo, porque não consegue a finalidade que se persegue, que é converter aqueles delinquentes em indivíduos úteis à sociedade.
Reformar é voltar a formar, e se vai combater o mal com violência, com castigos vergonhosos, com grihões e cadeias, isto vem a aumentar o mal. Ao mal não se opõe o mal porque o aumenta. Ao mal se combate com o bem, que é seu contrário, como é o calor do frio, o duro do mole, a luz da escuridão.
Para extirpar o mal lhe opõe o contrário, o bem. Se os delinquentes causam mal à sociedade, para regenerá-los há que buscar o modo ou a forma, de que lhe façam bem à sociedade, ou seja, o contrário do mal, e isto é factível fazendo com que o castigo seja convertido em coisas proveitosas para a sociedade, e para isso expomos os seguintes pontos:
1º- Fundar granjas agrícolas com quantidade suficiente de terra para sua agricultura e o cultivo de alimentos que deem vida. Ali a agricultura, a avicultura, a apicultura e tudo aquilo que seja criação de vida. Quando o homem faz produzir a terra, se agita dentro do plano divino. Para nosso governo isto não é problema porque dispõe de imensos baldios. O dinheiro que é empregado para prisões, empregue-o em colônias agrícolas, onde cada preso tenha seu pedaço de terra e logo, segundo seu merecimento, o tenha fora das colônias quando tenha cumprido sua sentença e viva com sua mulher, afastando-se assim da vida urbana e evitando-lhe que volte ao lodo do qual procede.
2º- Todo homem que tiver uma arte ou profissão, que pague sua sentença trabalhando dentro das granjas naquilo que é especialista.
3º- Manter psicólogos que estudem as aptidões dos presos e logo lhes ensinem ofícios e artes segundo suas aptidões. O ensinamento deve ser acompanhado de boa assistência social, filmes regeneradores e livros construtivos etc.
Com estas medidas consegue-se baratear a vida e em vez do Estado estar mantendo preguiçosos e, formando especialistas no ócio, conseguiria uma superprodução agrícola e, por conseguinte, barateamento da vida. Assim em vez dos presos serem um estorvo, passariam a ser necessários, de consumidores, passam a produtores, de carga pesada para a sociedade, passam a ser um alívio para os povos.
Existem dois tipos de produção bem definidas e ao alcance de toda compreensão: O QUE O HOMEM NECESSITA PARA VIVER E O QUE NECESSITA PARA SUA COMODIDADE.
O que necessita para viver, Deus cria e o homem cultiva.
O que necessita para sua comodidade o homem elabora com os produtos que Deus cria.
O primeiro é primordial para a vida e seu consumo iguala os homens.
O outro não é primordial e seu consumo o divide em muitíssimos tipos, segundo o uso e consumo do que o homem elabora.
Poderíamos dizer, que o homem segundo se ocupa em cultivar as coisas que Deus cria; ou seja, as que servem para dar vida, e as que o homem elabora; que são as que servem para sua comodidade. A uns, chama-se camponeses, lavradores, colonos, etc., e os outros, operários, artesãos, profissionais, etc. Os camponeses, segundo as quantidades que produzem, vão adquirindo os nomes de agricultores, pecuaristas, assentados, etc. Os operários e artesãos, segundo as quantidades que produzem, passam a ser fabricantes, industriais, magnatas, burocratas, etc. Dentro dos elementos que o homem constrói para sua comodidade, ficam incluídos os que usa para sua defesa e os que servem para manter seus vícios e prazeres.
O homem como fiel idólatra do Bezerro de Ouro, desdenha das coisas que Deus cria e se esmera pelas que ele elabora. Isto permitiu que o camponês, que é o que se encarrega de oferecer ao homem os elementos que lhe servem para dar vida, tenha ficado relegado, nem se considera, e se lhe recorda, é com compaixão: na escala social não ocupa posto, somente pelo fato de não possuir costumes finos, que vem a ser em resumo o resultado a que aspira nossa cultura atual. Em troca, os que elaboram os elementos para sua comodidade, seus vícios e prazeres e até para a morte, formam a elite social entre aplausos e sorrisos.
Mas uma coisa é a justiça do homem e outra é a justiça de Deus. Ao homem que cria para a vida, lhe dá: Valor, paciência, mansidão, humildade, resignação, sinceridade, fé, amor, caridade, justiça, que são DONS E VIRTUDES, tudo isto se traduz em íntima complacência, em satisfação plena; em troca, os outros tornam-se poderosos, mas uma coisa é ser poderoso e outra coisa é ser virtuoso. Um vale ante os homens. O outro, vale ante Deus.
Todas estas reflexões vamos fazendo a nossos leitores para que aprendam a discernir, e o discernimento os conduza a estabelecer uma diferença entre o real e o ilusório. Entre o direito divino e o direito social.
É um fato real que hoje nós estamos assistindo à catástrofe final da falsa civilização moderna. Esta ordem de coisas está se esgotando através de grandes cataclismos sociais e o homem é impotente para conjurar o mal, porque o homem não discerniu, quer dizer, está caindo cego no abismo do desespero. Não é necessário ser filósofo para compreender a catástrofe atual da falsa civilização moderna. A vida nas cidades torna-se cada dia mais insuportável, e o custo da vida pior. Os líderes políticos oferecem panaceias, mas ao assumir o comando, seus respectivos partidos políticos, seus afiliados sentem-se frustrados, porque as promessas continuam sendo o que realmente são.
A humanidade só quer colocar um abismo entre o humano e o divino e aí está precisamente o erro do homem, porque dentro do próprio homem está o divino (O Íntimo) que quer atualizar-se através do movimento da vida diária, mas o homem busca escapatórias; o homem com todas suas crenças, o que faz é afastar-se de si mesmo.
O homem que se afilia a escolas materialistas ou espiritualistas, busca somente escapatórias, quer aludir o conflito, tirar-lhe o corpo, tem medo e preguiça de conhecer-se a si mesmo para resolver seus próprios conflitos. As escolas, crenças, filosofias, etc., são formas fictícias de consolo. A verdade não consiste em ser materialista nem ser espiritualista, senão em ser realista, ou seja, realizar-se a fundo, abordar-se a si mesmo, julgar sua personalidade sem truísmos de virtude, (porque todo o mundo se sente virtuoso) sem hipocrisias, sem poses falsas, pietismos fingidos, sentando nossa própria personalidade no banco dos acusados para julgá-la sem consideração nenhuma, severamente. Logo traçar-se uma severa disciplina moral e ética, para assim acabar com as raízes mais íntimas de nossos próprios conflitos. Os conflitos são filhos de nossa própria ignorância. Estes conflitos individuais somados vêm a dar os conflitos sociais.
Hoje mais que nunca é necessário que o homem comece a pensar por si próprio. As pessoas não querem usar seu critério senão que se acomodam ao alheio e opinam como opinam seus chefes. O problema da massa é o problema do indivíduo, e enquanto este não aprende a resolver seus próprios problemas, a massa inteira da humanidade estará cheia de incertezas, sofrimentos e calamidades, que em vão, os líderes políticos tentam resolver, porque eles mesmos estão cheios de problemas e primeiramente têm que aprender a resolver seus próprios problemas para logo tentar resolver os alheios. Hoje a massa desiludida aspira à catástrofe porque está martirizada e assim pretende sair rapidamente de seu desespero, e por isso, diariamente ouvimos frases como esta:
"Antes que estar dependurado é melhor cair". Isto dá uma ideia clara do desespero das massas e a magnitude da catástrofe.
A mente do homem terá que se libertar das travas do desejo, do medo, das apetências, (A vida sossegada) das ânsias de acumulação, do egoísmo, porque tudo isto coage a mente e a incapacita para discernir entre o real e o ilusório, o mutável e o permanente, o útil e o inútil assim como entre o mais útil e o menos útil.
A mente atual do homem é um barco que vai de porto em porto, e cada porto é uma escola, uma teoria, uma crença, uma seita, um partido político, um conceito de bandeira, uma filosofia, uma religião e quando a mente se ancora nesses atracadouros mentais, então se encerra dentro desses cais para acionar e reagir incessantemente com seus PRÉ-conceitos ali estabelecidos. Uma mente assim, está incapacitada para compreender a vida livre em seu movimento, uma mente assim, é escrava do eu animal e das energias estancadas da vida, onde existem conflitos, lutas de classes, onde existe a fome e a dor.
A mente do homem necessita libertar-se do batalhar das antíteses que a dividem e a incapacitam como instrumento do íntimo. O homem racional, através da eleição mental, comete o erro de dividir-se a si mesmo, e dele resulta a ação errada e o esforço inútil de onde surge o conflito e a amargura. Se quisermos resolver nossos próprios problemas individuais, temos que aprender o uso e manuseio da mente. O pensamento deve fluir integralmente, sem o processo da opção (opinião) que divide a mente em opiniões tão opostas. A mente deve fluir serena, Integralmente, com o doce fluir do pensamento, guiada unicamente pela intuição, que é a voz do íntimo, a flor da inteligência; dele resulta a ação correta, o esforço correto e plenitude perfeita. A chama evocadora da nova era é a luz do pensamento!
O homem não vive o presente senão através das experiências do passado e as preocupações do amanhã. Vê o presente através do colorido das experiências do passado, por conseguinte, o presente o vê desfigurado e, portanto, não vê a realidade do presente e, no entanto, se chama a si mesmo homem prático.
O novo mundo não será um mundo de conquistas militares nem de linhas fronteiriças, senão o de um novo estado de consciência, que já está nascendo à margem de todas as limitações. Bandeiras vermelhas e azuis estão cheias de preconceitos ancestrais; tudo isso pertence ao passado, ao que já deu seu fruto. Já pronto ressoarão os sinos da Páscoa da Ressurreição de Aquário. Quando a labareda do entendimento iluminar a face da terra, todos os problemas do mundo desaparecerão e não haverá senão felicidade.
O amor é a base da vida, e é conveniente falar do amor à luz da ciência oculta. As pessoas precisam ter um conhecimento mais profundo sobre essa vivência íntima do amor. As pessoas até agora não receberam uma luz sobre esses problemas profundos da consciência; milhões de filósofos quiseram explicar o que não se pode explicar. A cada momento escutamos falar do amor, nas salas, nas ruas, nos clubes, as pessoas fazem diversos comentários sobre os diferentes problemas do amor, mas ninguém compreendeu jamais a fundo o que é essa força misteriosa que cochila no fundo de todos os corações humanos. Os filósofos, através de suas elucubrações mentais, querem ajustar o amor a regras fixas e frias, como se o amor fosse frio ou estivesse sujeito a regras.

Com profunda dor observamos que as pessoas confundem a paixão mórbida com o amor, até tal ponto que a humanidade já não sabe quando é paixão carnal e quando é amor.


O amor, até a data atual, é um mistério para a humanidade. Somente a ciência oculta pode tirar-nos o véu desse algo delicioso que jamais tivemos compreendido, mas que sempre sentimos no fundo do coração, como uma sede devoradora, como uma contemplação divina, e essa divindade, alcançamos senti-la através da forma, (figura da matéria) e quando o noivo ama e contempla sua noiva, esta, sentindo-se amada e absorvida, não troca esse instante por todo o ouro do mundo, porque seu amor puro e vívido a remonta até a exaltação e ali, através de um êxtase sublime, sente as delícias do amor, não se pertence e até se sente alheia.
Assim, espontâneo como lhe nasce a um falar, se aproxima mais da verdade do amor que quando trata artificialmente de formar-se conceitos lógicos sobre esse algo que não admite conceitos.
Muitos desiludidos do amor veem o final de uma tragédia amorosa como uma catástrofe, mas é que as pessoas confundem o que é uma vivência da alma com o que é uma paixão carnal. O amor não pode trazer jamais desilusões quando o que se sente é amor. Durante um transe de amor e quando os que se amam se sentem em plena contemplação, não lhes interessa que lhes expliquem o que é o amor. E é que o que se sente se sente e ninguém pode sentir teorias.
O matrimônio, através da gnosis, exige afinidade de pensamentos, afinidade de sentimentos, união de vontades, vivências afins das consciências (que internamente sintam o mesmo), e aspirações idênticas.
No homem existem sete estados de consciência, os quais devem vibrar em uníssono com os sete estados de consciência do cônjuge. O casamento deve verificar-se no físico, no vital, no astral, no sentimental, no volitivo, no conscientivo e no místico, cada um deste sete estados de consciência se relaciona com cada um dos sete organismos do homem.
É verdade que a muitos é raro isso de falar dos sete organismos que tem o homem, mas se o leitor tem interesse e lê cuidadosamente, compreenderá o que tratamos de explicar sobre as próprias bases do amor.

Estes sete corpos do homem são os seguintes:


1º Corpo físico

2º " vital

3º " astral

4º " mental

5º " da vontade

6º " da consciência



7º " espiritual
Estes sete organismos são totalmente materiais porque é um fato real que nada pode existir, mesmo Deus, sem o auxílio da matéria. Cada um destes corpos tem sua anatomia, sua biologia, sua fisiologia. Por isso, o médico ocultista cura rapidamente, porque conhece a anatomia desses sete corpos do homem.
Um matrimônio perfeito realiza-se sobre a base de que todos os sete organismos do homem realizem o conúbio sexual com todos os sete organismos da mulher.
Existem aqueles que estão casados com corpo físico, mas no mundo do desejo não estão casados por incompatibilidade emotiva e sentimental; neste caso, dito matrimônio é um fracasso. Ocorrem casos de casais que estão desposados no mundo físico e ainda no mundo emocional, mas seus corpos mentais não efetuam o conúbio sexual; ditos casais têm: pensamentos, planos, projetos sem afinação entre si, quer dizer, não compartilham no mundo da mente; nestes casos, o matrimônio tampouco é perfeito. Há certos cônjuges que física, emocional e mentalmente, vibram afins, mas quando se trata de tomar uma decisão na vida diária, então chocam suas vontades e surge o conflito; estes matrimônios tampouco são perfeitos. Há consciências que vibram sem afinidades embora nos demais aspectos, ditos casais tenham afinidades; nestes casos, tampouco o matrimônio é perfeito, porque para que o matrimônio seja perfeito, é necessário que os sete organismos do homem verifiquem o conúbio sexual com os sete organismos da mulher.
Muitas vezes, um homem e uma mulher que são simplesmente amigos no mundo físico e que se compreendem mentalmente de forma mútua, ocorre que no mundo da mente universal ditas almas são marido e mulher, embora no mundo físico estas estejam desposadas com outros cônjuges. Isto dará uma clara ideia ao leitor do que significa o conhecimento oculto do homem que cada dia mais desconhece o homem.
Quando o matrimônio somente se verifica no mundo físico, somente existe a relação genésica, o único que os une é a relação sexual. Quando o matrimônio consegue ser no “Físico e Vital”, existe além do anterior, afinidade de gostos e pensamentos. Quando o matrimônio consegue ser no “Físico, Vital e Astral”, a mais do que o anterior, existe afinidade de emoções. Quando o matrimônio se consegue no “Físico, Vital, Astral e Mental”, além do anterior, existe afinidade de pensamentos e sentimentos. Se o matrimônio engloba o “Físico, Vital, Astral, Mental e Vontade” a mais do que precede, há afinidade de vontade, de resoluções, decisões, aspirações, etc. Se o matrimônio se consegue no “Físico, Vital, Astral, Mental, Vontade e Consciência”, a mais do que no anterior, se conseguem: afinidade de consciência, amor, ideias, aspirações, ideais, etc. e por último, o matrimônio em íntimos, nele somente podem estar casados os que pertencem ao mesmo raio, e isto vem a ser: “O MATRIMÔNIO PERFEITO”, O MATRIMÔNIO GNÓSTICO.
Existem duas classes de vínculos matrimoniais: O Kármico, que começa do plano físico para cima, e o Cósmico, que se realiza de cima para baixo, ou seja, o de um casal que recebe uma missão para cumprir nos planos superiores, e logo se vão encontrando nos diferentes planos e vão também realizando os diferentes matrimônios até encontrar-se no plano físico, dando lugar aos grandes amores, aos quais nem a morte amedronta porque vivem dentro do amor, e o amor os torna Imortais, sendo eles também um MATRIMÔNIO PERFEITO.
Uma grande maioria de seres vão se encontrando através das idades e vão sendo marido e mulher em diferentes retornos e em distintos lugares da terra, produzindo isto grande afinidade e mútuo conhecimento. Tudo isto nos dá a entender, o grave que é, o que o homem ou a mulher realizem o matrimônio por conveniências próprias ou puramente social, o qual dá lugar a uma série de martirizantes condições que tem que suportar os desposados, sendo para muitos o matrimônio, uma pesada carga ou uma tremenda desgraça para sua escurecida mentalidade.
Hoje em dia a mulher não busca um homem para casar-se como é o natural, senão que busca um “partido”. Isto cheira a banco, a negócio. Este partido implica: que o indivíduo seja endinheirado ou que possua um cargo bem remunerado, ou que tenha destacada posição social, ou que tenha conquistado um título acadêmico que lhe permita viver folgadamente. Tudo isso é um insulto à majestade do amor, tudo isso, somente dor e desilusão pode trazer.
Ao homem jovem sempre lhe é apresentado uma mulher pura e honesta com quem pode formar um lar, e com a qual pode dignificar sua vida e assegurar-se uma ancianidade patriarcal através de um lar cheio de amor e ternura, com uma mulher e filhos que velem por sua ancianidade; mas ocorre que o jovem mal instruído pelo exemplo desolador e vergonhoso dos mais velhos, também é amigo da troca de mulheres, e com umas e outras perde sua juventude e virilidade chegando à velhice sem lar e sem mulher e sem quem lhe alcance um copo de água no leito de sua enfermidade. Então, busca e não encontra, pede e não lhe dão. Esse é seu castigo. “Prenderão ao ímpio suas próprias iniquidades e detido será com as cordas de seu pecado” (Provérbios de Salomão Cap. V. Ver. 22). Realmente assim termina a velhice do concupiscente.
A humanidade é escrava do sexo. O gnóstico é seu rei! Porque o gnóstico sabe honrar ao sexo e sabe que em sua própria semente reside a mesma raiz de sua existência, sua semente é para procriar, para vivificar-se e redimir-se.
A humanidade se envergonha do sexo, mas a humanidade deveria sentir vergonha é da sua corrupção, não do sexo, porque o sexo não é culpado do mau uso que a humanidade fez dele.
Os ensinamentos desta obra conduzem o leitor à mesma raiz do nosso ser, que é o sexo, que é a mesma origem de nossa existência, pois todo ser humano é filho de um homem e uma mulher. No entanto, alguns semivirtuosos que querem aparentar castidade, se horrorizam do tema sexual e dos nomes com que são representados por motivos de ensinamento das coisas que pertencem ao sexo. Parece que estes virtuosos não tiveram pai nem mãe; que foram formados do vento, eles não sabem que para o puro, tudo é puro, e para o impuro, tudo é impuro. Pois saibam eles que, ao homem não o transforma senão o sexo, e não o regenera senão o sexo, porque é filho do sexo e pelo sexo vive. Por essa porta entra ao mundo e por ela sai, por essa porta saiu do paraíso e por ela mesma voltará a entrar para conquistá-lo.
O que insulta o sexo ou se horroriza dele, insulta a Deus, porque Deus fez o mundo com o sexo e está dentro do sexo. Do sexo somente se horrorizam os decrépitos porque já esgotaram sua seiva nos bacanais e na fornicação. Do sexo somente se horrorizam os hipócritas fariseus, os sepulcros caiados. Há aqueles que se horrorizam da magia sexual e, no entanto, adulteram à torto e à direita, superando às piores bestas; esses são os que difamam e é que cada qual dá do que possui; o sábio dá sabedoria e o hipócrita difamação.
As aduanas motivam o maior desembolso para a economia das pessoas, elas têm em seu poder uma verdadeira chave econômica que pesa terrivelmente sobre os consumidores. Para saber a quem favorece o sistema aduaneiro, não há mais para falar publicamente sobre a supressão delas e veremos quem são os que se alarmam, e seguramente ali não cabe a teoria dos mais.
Nós defendemos o livre intercâmbio comercial, não à base de dinheiro como hoje se usa, senão de produtos e que pequenos e grandes possamos ter igualdade, equidade e fraternidade, de forma cristã, estimo que quando alcançarmos essa paridade encontramos o princípio econômico internacional da futura era de Aquário.
O certo é que este sistema não causaria alarme nas pessoas do povo porque favorece a eles, somente se alarmariam os que hoje gozam dos sistemas atuais, ou seja, os menos. Mas o que criou o homem que não caia? Este sistema político econômico do livre intercâmbio sem barreiras aduaneiras e sem os controles que tanto descontrolam, afastaria totalmente ao hoje existente e que nos mantêm em permanente alarme.
Quando nós falamos de reincorporar o homem à vida natural, ao seio de sua mãe, a Natureza, o primeiro que surge entre os leitores, são os defensores da vida urbana, porque não conhecem outra vida, o primeiro interrogador que deles surge é: acreditar que nós defendemos a selvageria das cavernas e da idade da pedra, a eles lhes contestaremos com o axioma oculto: (gnóstico) “O fim é igual ao princípio mais a experiência do ciclo” aqui também, a primeira ideia que surge no leitor e o ouvinte, é a figura do “círculo vicioso” (sair da selvageria para voltar à selvageria) e isto porque a maioria dos leitores não nos leem com ânimo de aprender senão de criticar, mas o círculo a que nós aludimos, “realiza-se de forma espiral”; quer dizer, “Que tudo retorna ao ponto de partida, mas com os frutos das experiências milenárias, o qual significa retornar ao começo, mas com uma cultura superior à que serviu de fundamento para a espiral da vida”; aquelas foram as fundações seculares de nossa espiritualidade triunfante e vitoriosa.
O homem lhe tem temor às aparentemente inclemências da Natureza e por isso prefere viver encerrado dentro da vida urbana, pois parece-lhe que no campo não poderá gozar do luxo, conforto e comodidades que a vida urbana lhe oferece e no entanto, vemos como em Nova York, por exemplo, muitíssimos comerciantes de “Wall Street”, que durante o dia trabalham no meio do ruído tempestuoso da cidade e em meio do trabalho brutal dos negócios, já durante as tardes, saem fugindo da vida urbana para passar a noite em suas mansões, quintas e chalés situados nos campos e a grandes distâncias da cidade e ali na tranquilidade do campo, têm suas esposas e seus filhos; isto nos dá a entender às claras, que os habitantes das grandes cidades estão começando a regressar ao seio da Mãe Natureza.
Este gênero de política que nós preconizamos, significa transplantar cada qual o conforto e comodidades da cidade, ao seio da Mãe Natureza, assim defendemos meios de transportes cada vez mais rápidos e eficientes, estradas e vias férreas que atravessem o planeta em todas as direções, pequenas vilas comerciais, artísticas e culturais, a partir das quais se possa governar sabiamente os destinos da coletividade, quer dizer, nós queremos converter o planeta inteiro em uma gigantesca cidade, cheia de conforto e comodidades de toda espécie.
Que objetivo tem que continuemos vivendo todos colados uns contra outros como sardinha em lata?
Que necessidade temos de construir casa contra casa, e habitação sobre habitação?
Por acaso o mundo não é suficientemente grande e espaçoso para que todos possamos ter nossa residência, nossa horta e nosso jardim?
Que necessidade temos de nos atormentar uns com os outros e de respirar o ar viciado das grandes cidades?
Convertamos o planeta terra em uma gigantesca cidade, em cujos domínios jamais se ponha o sol.
Esta cidade celestial será a nova Jerusalém, descendo do céu de Deus, como uma mulher adornada para receber seu marido! (O Cristo).
A era de Aquário está já às portas e é imprescindível que a humanidade desperte da letargia em que se encontra. O homem somente conseguiu com sua primordial ambição, o adultério, ao ter contribuído para multiplicar a maldade espalhando-a através de sua semente concupiscente a todos os âmbitos da terra. Aqui e lá nascem diariamente os despropósitos, e o novo ser leva em seu germe forças latentes do mal contra as quais espatifa-se toda a educação, toda cultura e toda religião.
O homem através de todas as suas crenças e sentimentos deu mais atenção à moral que à ética, até o extremo de que a juventude acredita que isso somente deve ser usado no ramo dos negócios. Não senhores, a ética provém nada menos que dos dez mandamentos da lei de Deus, do Decálogo, que são as leis do código da natureza, que servem para todos os tempos, para todas as raças e, por conseguinte, para todas as culturas e todas as civilizações. A ética da Natureza é superior à moral convencional dos homens, essa moral, é filha dos costumes de cada raça, e o homem a usa quando está na presença dos demais, enquanto a ética coloca o homem permanentemente na presença da divindade através da augusta eternidade...
JÚLIO MEDINA V.


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