A segunda vinda de cristo



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A Segunda Vinda de Cristo: Perspectiva do Sofrimento



A SEGUNDA VINDA DE CRISTO
A esperança de que um dia terminarão os nossos sofrimentos
Billy Graham
Título original norte-americano:

TILL ARMAGEDON: A PERSPECTIVE ON SUFFERING

Tradução de ISABEL PAQUET DE ARARIPE

EDITORA RECORD
Por que existe o sofrimento? Por que há tanto mal no mundo?

Que posso fazer para diminuir a minha dor?

Que futuro espera este mundo? Como irá me afetar pessoalmente?

Que posso fazer enquanto esse futuro não chega?


Neste livro útil e de grande oportunidade, o evangelista mais conhecido do mundo proporciona orientação e conforto para responder às dúvidas que nos afligem a todos mais cedo ou mais tarde – dúvidas sobre o sofrimento, o mal ou os planos de Deus para o futuro do homem.

Baseado nos profundos estudos das Escrituras realizados pelo Dr. Graham, A SEGUNDA VINDA DE CRISTO não é apenas mais uma especulação controvertida sobre o "fim do mundo". Ao contrário, é um guia prático e apaixonado sobre a maneira como poderemos viver agora – nos meses, anos ou séculos que nos separam da próxima vinda de Cristo ao mundo. "Um dia toda a dor e sofrimento serão gloriosamente varridos deste mundo", escreve o Dr. Graham. Mas até que chegue esse dia, diz a Bíblia, o sofrimento será uma parte da vida a que ninguém conseguirá escapar – mesmo os cristãos.

O Dr. Graham evita os conselhos piegas para simplesmente levantar o moral. Ele prefere as palavras bíblicas de profundo consolo e esperança, capazes de guiar-nos durante os anos incertos que nos esperam.
SUMÁRIO
Prefácio ................................................................................... 3


  1. A Tempestade Vindoura ..................................................... 9

  2. Armagedons Pessoais ........................................................ 20

  3. Quem É o Responsável por um Mundo que Sofre? .......... 36

  4. O Nascimento de um Mundo Sofredor ............................. 53

  5. O Salvador que Sofre ........................................................ 67

  6. Por que os Cristãos Não Estão Isentos? ............................ 83

  7. O Sofrimento Previsto ....................................................... 96

  8. O Sofrimento Sutil .......................................................... 110

  9. Vivendo Acima de Suas Circunstâncias ......................... 124

  10. O que Faço com a Minha Dor? ....................................... 137

  11. O Lugar da Oração no Sofrimento .................................. 153

  12. Promessas Para Aqueles que Sofrem .............................. 164

  13. Como se Preparar Para o Sofrimento .............................. 180

  14. Como Ajudar Aqueles que Estão Magoados .................. 192

  15. A Morte e Como Enfrentá-la .......................................... 205

  16. Depois do Armagedom: A Glória Mais Adiante ............ 219

PREFÁCIO
Deus podia ter deixado Daniel do lado de fora do covil do leão (...) Mas Deus nunca prometeu-nos deixar de fora de situações difíceis (...) O que Ele prometeu foi acompanhar-nos em cada situação difícil e fazer com que saíssemos vitoriosos. MERV ROSELL
UM DOS livros mais antigos do mundo afirma que "o homem nasce para as dificuldades, assim como as faíscas das brasas voam para cima" (Jó 5:7).

Jamais estas palavras foram tão verdadeiras quanto hoje.

O mundo todo está suspirando e sofrendo numa escala talvez desconhecida na história humana: os refugiados, os famintos, os "novos escravos", os problemas psicológicos, os turbilhões emocionais, os casamentos desfeitos, as crianças rebeldes, o terrorismo, os reféns, as guerras e mais mil outras dificuldades que afligem todos os países do mundo. Não existe ninguém, em canto algum, que seja imune. Os ricos e famosos sofrem como os pobres e obscuros. Como disse o falecido ator Peter Sellers, "por trás da máscara de todos nós, palhaços, estão a tristeza e corações partidos".

Parece que a raça humana está se dirigindo para o clímax das lágrimas, mágoas e feridas acumuladas no decorrer dos séculos - o Armagedom!

O sofrimento é o destino comum das pessoas em toda aparte – tanto dos crentes quanto dos descrentes. Porém, os cristãos são vítimas de um sofrimento maior ainda do que o de outras pessoas. Na condição de seguidores de Jesus Cristo, muitas vezes se perguntam, como o salmista: "Será que Deus esqueceu de ser misericordioso? Será que, na sua ira, negou a sua compaixão?" (Salmos 77:9)

É um grito antigo – ecoado hoje por milhões de pessoas no mundo inteiro. Por que existe o mal? Onde tudo começou? Por que Deus permite que o terrível pesadelo do sofrimento e do mal continue na história da humanidade? Por que as preces para a derrubada da maldade e a vitória da justiça e do direito parecem não ter resposta? E por que os cristãos não estão isentos de sofrimento – inclusive da perseguição?

Não são perguntas fáceis de responder e, na verdade, só conheceremos a resposta quando nos encontrarmos face a face com nosso Senhor, no céu. Apesar disso, a Bíblia nos dá algumas respostas para a questão do sofrimento. Neste livro, tentei ver quais as pistas que ela nos oferece para esta pergunta universal.

Mas este estudo da questão do sofrimento não é um exercício acadêmico ou intelectual, tentando responder perguntas filosóficas abstratas que não têm nada a ver com o dia-a-dia. Nós, como veremos nas páginas seguintes, mesmo que nem sempre possamos entender por que Deus permite que cenas coisas aconteçam conosco, sabemos que Ele extrai o bem do mal, e o triunfo do sofrimento.

Assim, ao escrever este livro, tentei ser prático. Vi o que a Bíblia nos ensina sobre o sofrimento, como devemos encará-lo e de que forma podemos nos preparar para ele. E se você fosse avisado de que só teria seis meses de vida por causa de um câncer? Ou se um ente querido fosse acometido de um ataque cardíaco fulminante ou se ferisse mortalmente num acidente de carro? E se você fosse tomado como refém ou feito prisioneiro por causa da sua fé em Cristo? E quanto às mil e uma crises pessoais, grandes e pequenas, que nos afligem ou nos afligirão? Como você deve se preparar para a tragédia, a dor, o sofrimento, seja qual for a natureza ou fonte deles? Como você pode se preparar agora para os armagedons pessoais do futuro, as batalhas que todos enfrentamos e que ameaçam nos esmagar? E como você pode se preparar para o grande e futuro Armagedom, que marcará o clímax do sofrimento do mundo e a derrocada final do mal?

Em A segunda vinda de Cristo, tento lidar com estas perguntas e outras similares, pois creio que elas são de importância fundamental para cada um de nós.

Ninguém escalou o monte Evereste num único dia. Aqueles que tentam escalar as suas encostas traiçoeiras passam meses, até anos, treinando e se exercitando. Cada pequena montanha conquistada prepara a pessoa para uma montanha mais alta e uma escalada mais difícil pela frente. Da mesma forma, a melhor preparação para os tempos difíceis pela frente são as pequenas dificuldades diárias e o modo como reagimos a elas.

Porém, também me preocupei em mostrar uma outra dimensão dos ensinamentos da Bíblia sobre o sofrimento – a dimensão da esperança. Algum dia, toda a dor e sofrimento deste mundo serão gloriosamente banidos. Por causa do que Jesus Cristo fez por nós, através da Sua cruz e Ressurreição, sabemos que temos esperança no futuro. Acreditamos que, no céu, todos os pecados e males serão banidos e que não existirá mais o sofrimento. Disse o apóstolo Paulo: "Tenho para mim que os sofrimentos da vida presente não têm valor em comparação com a glória que há de ser revelada em nós. A ardente expectativa da criação aguarda a manifestação dos filhos de Deus. Pois a criação ficou sujeita à vaidade não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que também a própria criação será libertada do cativeiro da corrupção para a gloriosa liberdade dos filhos de Deus." (Rom. 8:18-21)

Em A segunda vinda de Cristo, tento mostrar um pouco do que será a vida futura. Ao fazê-lo, veremos como a glória que nos espera é bem maior do que quaisquer sofrimentos que tenhamos que suportar aqui.

Mas, nesse meio tempo – A segunda vinda de Cristo –, você e eu temos que aprender o que significa confiar em Deus em todas as circunstâncias e viver para Ele, não importa o que nos aconteça. Oro para que Deus use este livro para nos ajudar a pensar com mais clareza sobre o sofrimento, e para reordenar as nossas prioridades para que, quando o Armagedom chegar – ou nossos armagedons pessoais chegarem –, não sejamos apanhados de surpresa nem estejamos despreparados. Como José, que armazenava os grãos durante os anos de fartura para serem usados durante os anos de escassez que viriam depois, que nós possamos armazenar as verdades da Palavra de Deus em nossos corações o máximo possível, para estarmos preparados para qualquer sofrimento que tenhamos de suportar.

Como disse um oficial do Exército, certa vez: "O tempo na guerra é sempre favorável, se a gente sabe como usá-lo."

Que este livro nos ajude a "usar o tempo", seja ele qual for.

Escrevi este livro, tenho que admitir, com muita relutância. Existem muitas outras pessoas que passaram pelo fogo de sofrimentos muito mais severos do que os que experimentei e, como resultado, conheceram a graça e a força de Deus numa medida bem mais profunda. No entanto, Deus tem me ensinado muito sobre este assunto – através da experiência pessoal, através da vida dos outros e, principalmente, através da Bíblia, a Sua palavra. Oro para que, através deste livro, Deus traga esperança e coragem para você, mas que também seja um desafio, como o foi para mim escrevê-lo.

Muitas vezes, no meio dos problemas e dificuldades da minha própria vida, duas palavrinhas se destacaram: "Não tema." Mas, embora acredite que elas abriguem os filhos de Deus, também descobri que a fé precisa agarrar-se a Cristo e que devemos viver num temor piedoso. Do mesmo jeito que a criancinha se aquieta e dorme no seio da mãe, os filhos de Deus precisam ser acalmados com o "não tema" da Escritura nesses dias de medo e tremor.

Ele ainda tenta nos encorajar por intermédio de Abraão: "Não temas (...); eu sou teu escudo, a tua recompensa será infinitamente grande" (Gên. 15:1); e de Josué: "Não temas, nem te atemorizes" (Josué 8:1); ou "Paz! Não temas: não morrerás" (Juizes 6:23); "Não tenhas medo, (...) pois mais são os que estão conosco do que os que estão com eles" (II Reis 6:16); "Não recearei mal algum, porque tu estás comigo" (Salmos 23:4); "Jeová é a minha luz e a minha salvação; de quem me recearei?" (Salmos 27:1); "Por que hei de temer nos dias de adversidade?" (Salmos 49:5); "Jeová é por mim, não recearei: que me pode o homem fazer?" (Salmos 118:6); "Não temas, porque eu sou contigo" (Isaías 41:10); "Não temas pequeno rebanho; porque é do agrado de vosso Pai dar-vos o reino" (Lucas 12:32); "Não temas: eu sou o primeiro e o último, e o que vivo; fui morto; mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos, e tenho as chaves da morte e do Hades." (Apocalipse 1:17, 18)

Descobri, à medida que envelheço, que Deus nunca se esquece de nada. Ele conhece todas as coisas e se lembra do Seu povo, de suas aflições, seus sofrimentos e de todas as suas necessidades. A única coisa que Ele esquece são os nossos pecados. "Eu, eu mesmo sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim; não me lembrarei dos teus pecados." (Isaías 43:25)

Nada pode tocar o filho de Deus sem Sua permissão. Então, aceitemos cada mágoa, cada problema, cada dificuldade como que da mão dEle, buscando aprender com elas tudo o que Ele quer nos ensinar – utilizando todos os recursos de Deus ao nosso dispor e pedindo a Ele que faça com que tudo seja para o nosso bem e a Sua glória.

Naturalmente, não fiz sozinho todo o trabalho pertinente a este livro. Sem a ajuda de diversas pessoas, isso teria sido impossível. Nos dois anos que passei (não seguidamente) escrevendo este livro, contei com a ajuda constante de minha mulher, Ruth; de minha secretária, Stephanie Wills; de meu associado, John Akers; de Elsie Brookshire, Lucille Lytle e as outras no meu escritório de Montreat. Além disso, quero agradecer àqueles que leram o manuscrito e fizeram muitas sugestões úteis: minha amiga de longa data, Carole Carlson; o cônego Frank Colquhoun, da igreja Anglicana na Inglaterra; Millie Dienert, nossa amiga de longa data e companheira de férias (juntamente com o marido); meu associado no escritório de Minneapolis, Ralph Williams; Estelle Brousseau, do Montreat-Anderson College; e Al Bryant, de Word, Incorporated.

Ao estudar e escrever sobre este assunto, a minha própria vida se aprofundou, e a redirecionei, dedicando-a a ajudar os que estão sofrendo espiritual, física e psicologicamente. Oro para que este livro não apenas ajude e inspire muitos cristãos sofredores, mas seja utilizado por Deus para fazer com que muitos incrédulos venham a ter um conhecimento salvador de Jesus Cristo.
BILLY GRAHAM

15 de setembro de 1980

Montreat, Carolina do Norte

A TEMPESTADE VINDOURA

E então eles reuniram os reis no lugar que, em hebraico, se chama Armagedom. APOCALIPSE 16:16


MUITOS ESCRITORES estão prevendo que as manchetes da década de 1980 continuarão sendo as mesmas: guerra, violência, assassinatos, tortura, Terceira Guerra Mundial – a verdadeira guerra, o Armagedom.

Não há dúvida de que os acontecimentos globais estão preparando o caminho para a guerra final da história – o grande Armagedom! À medida que o relógio terreno vai registrando a passagem do tempo e o mundo se aproxima da meia-noite, este planeta, segundo a Bíblia, caminha para um sofrimento horrível demais para se imaginar ou compreender. Não foi apenas o topo do monte St. Helens que explodiu no começo de 1980, transformando-se num dos grandes desastres ecológicos do período. Para a Bíblia, haverá o dia em que Deus abalará toda a Terra. Diz a Bíblia: "Mais uma vez, vou abalar não apenas a terra, mas também as céus." (Hebreus 12:26) Os tremores que sentimos agora não são ocasionais e, muito menos, passageiros. Na verdade, eles estão preparando o maior terremoto de todos os tempos.


Holocausto nos Bastidores
Os antigos profetas previram uma época, lá no fim da história, em que as pessoas diriam: "Paz, paz, (...) quando não há paz." (Jeremias 6:14) Milhares de conferências de paz foram realizadas desde a Segunda Guerra Mundial e, no entanto, as manchetes continuam a destacar as guerras, a violência, a morte e multidões de refugiados. Os governos do mundo são sacudidos por assassinatos e derramamento de sangue.

No entanto, há apenas alguns anos, era moda escrever ou sugerir que o mundo eslava entrando numa grande era de paz. Muitos idealistas nos diziam que a utopia entraria em cena, juntamente com todos os milagres tecnológicos do nosso tempo. O sonho é uma ilusão. Devíamos ter aprendido com a história. Sonhou-se com a paz no começo do século, mas esta aspiração foi destroçada pela Primeira Guerra Mundial. Depois da Primeira Guerra Mundial, mais do que desejada, a paz foi planejada, mas logo se viu que a Primeira Guerra Mundial não passara de uma preparação para a Segunda Guerra Mundial. Agora os sinais estão por toda a parte, mostrando que caminha febrilmente para a Terceira Guerra Mundial. A derradeira! O Armagedom!

Os meios de comunicação fazem um grande espetáculo das catástrofes... Nossos cinemas só passam filmes que tratam de tragédias e desastres. Quanto mais tenebrosos, mais atraentes eles se tornam. É assim em Londres, em Nova York ou em Los Angeles. Em qualquer metrópole, há uma lista interminável de títulos dessa natureza. Infelizmente, no entanto, não se sabe o que é pior: se a própria realidade ou as fantasias que são retiradas dela.

Até mesmo os mais otimistas estão prevendo um aumento no sofrimento de nosso mundo ferido. Um dos programas mais alegres da televisão americana é o Bom dia, América da ABC. Porém, faz algum tempo, Rona Barret entrevistou alguém da CIA e o tema central dessa reportagem foi o perigo de uma guerra bacteriológica. Existem novos vírus, disse o agente da CIA, que podem causar um colapso na saúde da população de um continente inteiro. As guerras química e bacteriológica fazem parte do arsenal de armamentos que está sendo desenvolvido pelo mundo todo. Artigos e filmes documentários estão sendo constantemente apresentados relatando que, antes do fim do século, os insetos podem estar controlando o nosso planeta. Um destacado jornal concluiu um editorial, dizendo: "Tem-se a sensação de que se está vendo o mundo no seu crepúsculo."

Expressões como "suicídio racial", "genocídio racial", "o fim do mundo", e "o fim da raça humana" estão surgindo nas conversas, revistas, e filmes de todo o mundo.

Os grupos terroristas estão ficando cada vez mais audaciosos nos seus ataques. Relatos quase diários de novas atrocidades enchem nossos jornais. A situação chegou a um ponto que, certo dia, havia tanta violência num jornal que sobrou pouco espaço para se notificar que o presidente de um governo da África Ocidental fora assassinado, seu filho decapitado, e muitos membros de sua equipe fuzilados em praça pública. Hoje em dia, só merece manchete quem mata uma população inteira ou então quem assalta uma base militar da CIA.

Armas nucleares, guerra bacteriológica e relacionamentos internacionais precários não são as únicas indicações de uma civilização em rota de colisão. Nossos cientistas estão alertando para o perigo de grandes mudanças climáticas. A calota glacial polar parece estar se deslocando ligeiramente, e isso pode afetar nossa capacidade de produzir alimentos. Se hoje em dia a fome ameaça a população de vários países, a situação ficará muito pior se esse desastre ecológico se confirmar.

As estatísticas sobre o aumento de terremotos quase quebram o computador.

Quanto ao aspecto moral, as coisas parecem extremamente desanimadoras, especialmente se vistas sob a ótica judaico-cristã. A instituição do casamento acabou-se. A rejeição às leis chegou a um ponto que aquele que as segue é ridicularizado pelos amigos. As drogas e o álcool estão destruindo as mentes de milhões. Na América e na Europa cultos satânicos e a bruxaria se espalham rapidamente, com a força de uma praga.

O prazer se tornou a meta de milhões. O hedonismo agora está quase no controle. Um editor inglês me contou que, se censurassem a pornografia, mais de 80% dos romances modernos não seriam publicados. Para todos os lados em que olhamos, só vemos perversão e imoralidade.

Por toda pane, as pessoas estão clamando por "liberação" e justiça social. Parece que os ricos estão cada dia mais ricos e os pobres cada dia mais pobres. Isto se aplica tanto às nações quanto aos indivíduos. A força econômica do mundo se deslocou para os países produtores de petróleo, que não sabem como gastar os bilhões que acumularam. Enquanto a Europa Ocidental e os Estados Unidos se endividam cada vez mais, o Terceiro Mundo vive à beira da inanição.

A teoria de que o mundo está ficando cada vez melhor, e resolvendo os seus problemas políticos, econômicos e sociais, não é mais pregada com muita confiança. Estamos vivendo numa época de sérias tormentas e dificuldades, e a maioria das pessoas conscientes com quem falo acreditam que a tendência seja piorar.


A Raiz do Problema
Hoje em dia, vemos um mundo inquieto em todos os sentidos. A crise é geral. Sofre o homem comum, a situação política dos países é instável, as grandes economias perdem o vigor. Por que tudo isso? Já fui motivo da risada alheia, mas continuo acreditando que o problema seja religioso. A Bíblia o explicou há milênios. As Escrituras deixam bem claro que, quando a lei de Deus é desobedecida, o mundo perde a sua harmonia, desgoverna-se, começa a caminhar sem rumo. A anarquia de hoje é a conseqüência da rejeição a Deus.

Com esta rebelião contra Deus, a humanidade negou o valor da personalidade humana. A vida já não vale mais a pena, perdeu o seu significado. As pessoas crêem em um ser sobrenatural, mas agem como se fossem atéias! Pensamos como ateus! Vivemos e planejamos como se não existisse um Deus. Estamos vivendo num mundo que não reconhece Deus. Quando todos fazem tudo o que pensam e o que querem, não há possibilidade de ordem e paz. Haverá mais confusão e mais tumulto enquanto as pessoas seguirem os seus próprios esquemas perniciosos.

O homem é um rebelde e um rebelde naturalmente é confuso. Vive em conflito com todos os outros rebeldes. Pois um rebelde, pela sua própria natureza, é egoísta. Ele busca o seu bem e não o dos outros. Às vezes, através da racionalização, podem surgir objetivos profanos que parecem ter, por algum tempo, um efeito unificador sobre o homem, criando até interesse e unidade global, porém, tais objetivos são temporários. Não existem profundidade ou significado neles e, dessa forma, esses elementos não podem unificar a sociedade por muito tempo.

A Bíblia indica que, ao rejeitar Deus e Seus princípios para o governo da vida, o mundo está se dirigindo para uma situação de tensão, confusão e tumulto cada vez maior. É dela que surgirá um futuro governante ou sistema mundial malévolo – o Anticristo.


O Anticristo e o Armagedom
Não é só Deus que tem um plano para o homem, o demônio também o tem. Ele conduzirá ao poder um falso governante ou sistema mundial que estabelecerá uma falsa utopia por um período extremamente curto. Aparentemente, os problemas econômicos e políticos do mundo serão resolvidos. Porém, após um breve governo, tudo desabará. Durante o reinado do Anticristo, as tensões aumentarão e, mais uma vez, o mundo explodirá. Então, virá uma guerra gigantesca, feroz, avassaladora, envolvendo conflito e massacre numa escala sem precedentes. Até mesmo o punho de ferro do Anticristo não conseguirá impedi-la. Será a última guerra do mundo – a Batalha do Armagedom.

A Batalha do Armagedom (e os acontecimentos que levarem a ela) fará entrar em cena o sofrimento mais terrível que a humanidade já conheceu. A Bíblia nos diz que a terra será devastada Por crises políticas, econômicas e ecológicas que ficam além do alcance da nossa imaginação. Se não fosse pela misericordiosa intervenção de Deus, reza a Bíblia, o mundo inteiro seria destruído.


Cristo – o Vitorioso
No meio de toda aquela terrível, pavorosa carnificina, descrita em muitas partes da Bíblia, especialmente no Apocalipse, Cristo retornará como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Ele próprio derrotará o Anticristo e será o vitorioso na Batalha do Armagedom. No clímax desse momento, Deus instalará o Seu Reino – toda uma nova ordem política e social sob o Seu governo.

Quando Jesus Cristo deixou Seus seguidores, assegurou a Seus discípulos: "Voltarei!" E vai cumprir o prometido. Esta é a nossa esperança.

Lembro-me de ter encontrado Sir Winston Churchill durante seus últimos anos como primeiro-ministro da Grã-Bretanha. Foi em Londres, pouco depois de uma de nossas Cruzadas no estádio de Wembley. Enquanto conversávamos, Sir Winston tinha três jornais vespertinos ao lado e um charuto apagado na boca. E ele disse:

– Meu rapaz, quero lhe fazer uma pergunta. Não creio que o mundo ainda vá se agüentar por muito tempo. Está com problemas demais. – Fez uma pausa e perguntou: – Pode dar um pouco de esperança a um velho?

Peguei o meu Novo Testamento e não apenas lhe falei do plano da salvação, como também lhe contei tudo sobre a volta de Cristo.

Quando eu tinha dezesseis anos, revoltava-me contra a obrigação de ir ao templo. Eu ia porque meus pais esperavam que eu fosse, mas mal podia esperar para voltar para casa e ficar livre da obrigação de ir ao templo ouvir o sermão dominical. Foi aí que apareceu um pregador na nossa cidade. Nossa igreja não costumava colaborar com este tipo de pregador e, a principio, fui totalmente indiferente a sua passagem pela cidade. Contudo, a imprensa noticiara muito as atividades daquele pregador e certa noite, depois que ele já estava na cidade há várias semanas, fui ouvi-lo falar, a convite de um amigo. Ele falou da Segunda Vinda de Jesus Cristo. Este era um dos principais temas de sua pregação. Fiquei absolutamente fascinado. Nunca tinha ouvido tanto a respeito. Não sabia que havia uma esperança daquelas e que Deus tem tantas coisas maravilhosas à espera daqueles que crêem.

Quando vai acontecer? A presente era está se aproximando do fim? O Seu reino está prestes a chegar? Não posso definir nenhuma data, pois o próprio Jesus nos advertiu para que não tentássemos fixá-la. Por outro lado, a História nos prova com que facilidade nos enganamos. Quando Napoleão assolava a Europa no século passado, muitos estudantes da Bíblia achavam que ele era o Anticristo. Muita gente pensou que Mussolini ou Hitler eram o Anticristo. Eles eram anticristãos, mas não eram o grande Anticristo que ainda está por vir. A Bíblia nas ensina que, algum dia, Jesus Cristo vai retornar à terra. Escrituras dão esperança e alerta, a um só tempo.

"Se realmente é justo diante de Deus que de dê em paga tribulação àqueles que vos atribulam, e a vós que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder em chama de rogo. Ele tomará vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao Evangelho de nosso Senhor Jesus, os quais sofrerão a pena, a saber, a perdição eterna, sendo separados da face do senhor e da glória do seu poder, quando ele vier para ser glorificado em seus santos e para se fazer admirável em todos os que creram (...). naquele dia." (II Epístola de Paulo aos Tessalonicences 1:6-10)

O simples fato de que os crentes têm a esperança da vinda de Cristo deve nos fazer viver para Cristo todos os dias, como se Ele estivesse vindo a qualquer momento. Para aqueles que não conhecem Deus, a vinda de Cristo deve levá-los a Ele para o perdão, enquanto ainda há tempo. Esta passagem também indica que os que desobedecem ao evangelho terão um vislumbre de Jesus Cristo em toda a Sua glória e depois serão banidos para sempre da Sua presença. Isto será o inferno dos infernos – uma pessoa levar para a eternidade a lembrança do que perdeu ao rejeitar deliberadamente a oferta de Deus de amor, misericórdia e graça nesta vida atual.
Depois do Armagedom
Uma utopia vem vindo. Oramos em nossos templos: "Venha o Teu Reino. Seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu." (Mateus 6:10) Quando da volta de Cristo, essa prece será integralmente realizada.

O que vai acontecer quando o Messias voltar? A Bíblia nos ensina que, após o Armagedom, Jesus Cristo estabelecerá o Seu reinado sobre a terra. Esta será a maior revolução espiritual e moral da história, quando Cristo assumir o controle e estabelecer o Seu reinado de justiça no mundo.

Este não é um livro de profecia. Existem muitos pontos de vista teológicos diferentes sobre o futuro, mas este não é o lugar para debatê-los. Apesar disso, há diversas generalizações que podemos fazer sobre o futuro estado do mundo, sob o reinado de Cristo.

Primeiro, quando Cristo voltar, Satã vai ficar confinado. A Bíblia diz: "Vi um anjo descendo do céu, tendo a chave do abismo e uma grande cadeia na mão. Ele se apoderou do dragão, da antiga serpente, isto é, do Diabo e Satanás (...) e o lançou no abismo para que ele não enganasse mais as nações." (Apocalipse 20:13) Ainda hoje, o demônio engana as nações em grande escala. Ele está fazendo com que elas creiam numa "mentira" – e também está enganando os indivíduos. Está nos dizendo que a "estrada larga" é a correta. Porém, a Bíblia adverte: "Há um caminho que ao homem parece direito, mas no fim guia para a morte." (Provérbios 14:12) O demônio também está dizendo às pessoas que elas têm tempo de sobra para se decidir com relação a Deus, a eternidade e a Cristo. Está dizendo a elas que não precisam de Deus – que podem passar bem sem Cristo. Está nos dizendo que podemos ir para o céu sem nascer de novo. Jesus falou que não podemos. O demônio está dizendo que há mais prazer no mundo do que em seguir Cristo. Não há. Será um dia glorioso aquele em que Satã for confinado. Ele não mais poderá enganar você, sua família e as nações do mundo.

Segundo, durante o reinado de Cristo haverá justiça e paz para todos. Não existe a justiça absoluta no mundo de hoje. As injustiças econômicas e sociais resistem teimosamente aos melhores esforços dos homens e dos governos para erradicá-las. As manchetes diárias nos dizem que não existe a paz duradoura no nosso mundo, a despeito de inúmeras conferências para debatê-la.

Porém, algum dia, a justiça e a paz serão estabelecidas entre todos os povos. A Bíblia promete: "Eis que em justiça reinará um rei." (Isaías 32:1) Ela também nos diz: "E ele tem por nome (...) príncipe da Paz. Do aumento do seu governo e da sua paz não haverá fim." (Isaías 9:6,7)

Certo dia, pouco depois do edifício das Nações Unidas ter sido erigido nas margens do East River, na cidade de Nova York, fui conhecer o prédio com um amigo, que é embaixador. Mostrou-me uma sala vazia. Falou:

– Esta é a sala de orações.

Estava absolutamente vazia. Não havia nenhum símbolo, nada para indicar que havia algum Deus. Quando as Nações Unidas foram fundadas, concordou-se que a palavra Deus ficaria de fora da sua carta. O mundo deixou Deus de fora de seu planejamento.

Mas tudo isso vai mudar. Quando Jesus voltar, não virá como o pobre carpinteiro nazareno, montado num burrico. Virá em majestade divina e poder e glória. Virá como Príncipe, como Rei, cercado por milhares de anjos-guerreiros. Será formado o mais poderoso exército da história do universo. E embora o Anticristo declare guerra a Ele, a vitória será dEle. Emergindo triunfante da fumaça da guerra terrível, pavorosa, derradeira, estará o Messias, o Senhor Jesus Cristo, o Príncipe da Paz.

Quando Jesus voltar, teremos proteção e segurança. Sabem qual era o versículo favorito de George Washington, nas Escrituras? Era Miquéias 4:4, e ele o citava constantemente. "Mas sentar-se-ão, cada um debaixo da sua parreira e debaixo da sua figueira; e não haverá quem os amedronte, porque a boca de Jeová dos exércitos o disse."

Durante o reinado de Cristo, a confusão política se transformará em ordem e harmonia, as injustiças sociais serão abolidas e a integridade substituirá a corrupção moral. Pela primeira vez na história, o mundo inteiro saberá o que é viver numa sociedade governada pelos princípios de Deus. E a influência de Satã não estará presente para atrapalhar o progresso do mundo na direção da paz, unidade, igualdade e justiça. O sonho do homem de uma harmonia global se tornará realidade!

Fina1mente, a Bíblia nos ensina que, quando Cristo voltar, todas as pessoas que já viveram serão julgadas por Deus.

Quando os que se arrependeram do seu pecado de rebeldia contra Deus e aceitaram Jesus como seu Salvador e Senhor de suas vidas aparecerem diante de Deus, Ele os fará entrar no seu novo lar – o céu e todas as suas glórias. Será o Jardim do Éden restituído – os homens verão Deus face a face e viverão com Ele num ambiente livre de lágrimas, fracassos e fadiga.

Porém, os que preferiram rejeitar Deus durante a sua vida na terra serão separados dEle por toda a eternidade. Este não é o desejo de Deus, mas sim a opção do homem. Deus considera cada homem responsável por sua rejeição de Cristo.

Deus não quer que os homens se separem dEle eternamente. Ao mesmo tempo, Deus não forçará um homem a viver no céu contra a sua vontade. Em II Pedro 3:9, o apóstolo diz que Deus é "paciente (...), não querendo que alguns pereçam, mas que todos venham ao arrependimento". João 3:16 diz que "amou Deus ao mundo, que deu seu Filho unigênito, para que lodo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (o grifo é meu). Pagando um grande preço, Deus tornou possível a cada um de nós viver com Ele eternamente. Aqueles que rejeitarem a oferta de Deus de um lar celeste serão mandados para o inferno.

Quando formos chamados diante de Deus para sermos julgados, não haverá mais tempo para reverter a nossa decisão. É durante a nossa vida aqui na terra que decidimos o nosso destino eterno.



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