A sociedade que queremos abriga escolas onde os processos subjetivos de produção de conhecimento sejam reconhecidos como legítimos, mesmo que esses processos incluam descobertas e dificuldades, avanços e recuos, objetos e caminhos não previstos pelo



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... a sociedade que queremos abriga escolas onde os processos subjetivos de produção de conhecimento sejam reconhecidos como legítimos, mesmo que esses processos incluam descobertas e dificuldades, avanços e recuos, objetos e caminhos não previstos pelo professor, mesmo quando esses processos se fundamentem em conhecimentos culturais divergentes dos padrões mais valorizados.” (Rocha & Val, 2003. p.8)




  1. APRESENTAÇÃO

Este projeto propõe-se a criar uma cultura participativa nas tomadas de decisão na ESCOLA MUNICIPAL PROFESSOR DARIO PERSIANO DE CASTRO VELLOZO, tanto no processo de planejamento de sua prática pedagógica, quanto nos processos avaliativos de acompanhamento do trabalho desenvolvido, através da reconstrução do Projeto Pedagógico e de construção de um programa de ensino de qualidade para todos os alunos.

Neste sentido, implantar-se-á: procedimentos e estratégias metodológicas participativas que contribuirão na sistematização da prática vivida e no debruçar sobre o cotidiano da instituição. Ao mesmo tempo, as diferentes instâncias da comunidade escolar serão envolvidas para que projetem perspectivas para uma seqüência temporal dos princípios norteadores das atividades de ensino a serem desenvolvidas nos próximos anos.

     Essas tarefas exigem, portanto, a mobilização de um grande contingente de participantes que validem esta construção; requerem tempo para lidar com um grande volume de dados e de informações; e impõem a necessidade do trato político para a discussão pedagógica do ensino, pois o resultado desse trabalho subsidiará a construção de todos os projetos pedagógicos subseqüentes.

Destaca-se o diferencial desta proposta de uma construção meramente técnica, diante do desafio de gerir, coletivamente, a diversidade de interesses e de tendências que se expressam na prática institucional, tendo como perspectiva que o documento criado seja representativo da unidade de ensino, de suas opções políticas claras e compromissos sociais que precisam constituir, de forma explícita, o discurso sobre a própria Instituição.

  Para justificar as ações propostas, apresenta-se, como ponto de partida, a idéia de que, assim como qualquer instituição de ensino, para melhor organização das ações educacionais e formulação mais clara da proposta curricular, necessita ter nortes e princípios básicos que orientem as metas a serem alcançadas (Projeto Pedagógico) e repensar continuamente tais princípios, socializando saberes e práticas, na teorização da ação pedagógica diária por meio dos Programas de Formação Continuada dos Docentes.

     A reconstrução de um projeto pedagógico é, portanto, indispensável ao processo de planejamento e de avaliação. O que planejar e o que avaliar são decisões a serem tomadas a partir da definição consciente das tarefas a que se propõem e dos compromissos sociais que são assumidos.

Desse modo, é necessário promover o debate e apresentar à sociedade e à própria comunidade as concepções sobre ensino, sobre aprendizagem, sobre formação profissional, sobre a escola e sobre os papéis que a ela atribuídas.

     Então, no processo de reelaboração do Projeto Pedagógico da Escola Municipal Professor Dario Persiano de Castro Vellozo, houve a necessidade de indicar os princípios educacionais gerais a serem adotados reafirmando os compromissos sociais compartilhados pela comunidade, definir claramente o papel do professor no processo pedagógico, a partir das opções metodológicas explicitamente assumidas; caracterizar mais claramente o papel que os alunos desempenham no processo de ensino e de aprendizagem, delimitando suas ações e os objetivos educacionais.

Para dar conta dessas tarefas, torna-se imprescindível, ainda, a discussão sobre o tempo pedagógico, a fim de rediscutir e reafirmar ou propor mudanças no calendário, assim como sobre a avaliação da aprendizagem (concepções e procedimentos).

     Em suma, a reconstrução do Projeto Pedagógico dessa escola é uma ação institucional que necessitou de planejamento e envolvimento de todos. Tal equipe propôs procedimentos que provocaram o debate na escola e o engajamento dos que fazem parte dessa comunidade, de modo que fosse elaborado um documento que contemplasse, de fato, o pensamento e as disposições para a implementação de ações orientadas pelas diretrizes compartilhadas e expostas no documento final. 



2. INSTITUIÇÃO EDUCACIONAL NO ENFOQUE DE INSTITUIÇÃO SOCIAL ESTRUTURADA COMO SENDO A PRÓPRIA NECESSIDADE SOCIAL
O século XXI celebra um novo pensar sobre os princípios que regem a educação. Convoca a todos para olhar para trás em busca de instrumentos que calibrem o presente, vislumbrando corresponder às demandas atuais.

Ao compreender-se a realidade como caracterizada pelas constantes transformações, deve-se encontrar métodos adequados na educação, para que o conhecimento integre-se a essas mudanças. A imposição de verdades absolutas transmitidas no espaço educacional não é mais visto como aprendizagem, pois este remove da produção do conhecimento, seu caráter histórico e dinâmico impondo modelos que se sobrepõem aos movimentos de mudança.

Nos dois últimos séculos, pelas necessidades tecnológicas em vigência, motivadas pela era industrial , sugeria à comunidade escolar que os processos educativos enfatizassem a transmissão e reprodução dos conteúdos, fruto de uma concepção de educação estática .

Este século, frente a atual tecnologia, reivindica da entidade educacional uma organização que abrigue em seu cotidiano, a multiplicidade de fontes de informações, sendo estas, vistas como pressão para conduzir e conceber a aprendizagem e, concretizar por este viés, o conhecimento.

Deduz-se que o século XXI, submete à escola a uma dura obrigação que aparentemente parece contraditória. Se de um lado desconsidera o convívio com concepção de escola linear e estática em que predomina o pensamento reprodutor, moldado, sedimentado e fragmentado na organização curricular, propõe um novo modelo que abarca todo o contexto externo como sendo o próprio contexto interno, direcionando a escola para outro pólo.

A capacidade de dar conta desta realidade, em sua constante transformação, como sendo a sua própria realidade, sugere à entidade visualizar o conhecimento de forma dinâmica. Induz a deixar para trás pressupostos estagnados, citados anteriormente, que sustentavam toda a organização escolar obrigando-a interiorizar as novas exigências apresentadas pelos processos de mudanças. Concomitantemente, ela não pode perder de vista o seu papel de estabelecer o saber-fazer, objetivando o desenvolvimento cognitivo, através dos conceitos pedagógicos.

Sendo assim, os pressupostos teóricos devem estabelecer uma estrutura que comungue o conhecimento escolar como sendo o próprio conhecimento social, visto que o conhecimento com a pretensão de verdade absoluta, expressa a possibilidade de pôr em risco, a relação saber escolar/saber social e cultural, resultando e mantendo os alunos submergidos, engessados e despreparados para desenvolver seu papel de cidadão.

Sabe-se que o século XX marcou-se pelo desconforto pedagógico, apesar de todo o discurso de modernidade nas escolas. Percebia-se a necessidade de mudanças em seu interior, porém os caminhos percorridos não foram suficientes para caracterizá-las como bem sucedidas.

É sob esta ótica – do contexto social atual, de suas necessidades, e o papel da escola frente a elas que esta instituição de ensino, objetivará corresponder aos rumos demandados.

Para tal, a elaboração deste Projeto Pedagógico pretende integrar seu colegiado ao exercício de uma prática educativa que seja de vanguarda e valide seu fim enquanto educação. Visualiza a construção de uma proposta que estabeleça uma ponte de mão dupla: sua participação cultural frente às particularidades contemporâneas, vinculadas às demandas da qual está inserida na possibilidade de estar sustentada pelo saber/fazer.

Este projeto estruturado de forma flexível e abrangente, possibilitará encaminhar às mudanças necessárias.

Quanto à organização, prevê uma estrutura que aproxima teoria e prática, o real e ideal na visão de gestão participativa. Para isto, divide-se em dois grandes pressupostos:



  • O primeiro, diz respeito aos fundamentos teóricos – administrativos e pedagógicos, pelos amparos legais vigentes.

  • O segundo, diz respeito ao Plano de Ação, onde os diagnósticos levantados dentro da organização escolar, tornam-se um processo dinâmico, que consiste estrategicamente, em tomadas de decisões para os problemas e conflitos apresentados em busca de soluções de sucesso, de forma coletiva.

Estes dois pressupostos tendem a caminharem juntos. Se o primeiro coloca a escola como científica, contextualizada, identificando-a com a própria estrutura social, a segunda comunga-se à primeira, pois oportuniza dinamizar ações práticas que sustentem os pressupostos teóricos definidos e vice-versa.

Construir e vivenciar o Projeto Pedagógico pressupõe um processo de conquista, de participação de todos, superando os critérios meramente técnicos; pretende que seja absorvido por todos, coletivamente, porém, respeitando as diferenças, ocorrendo de forma solidária, pela democracia e na simbiose entre o individual, o coletivo e o organizacional.

Sem estes postulados, nada adianta apostar no progresso da humanidade, na riqueza das nações, na tecnologia e no sucesso dos alunos, no desenvolvimento pessoal e profissional de cada um e na contribuição deste projeto para esta sociedade.

Assim, este projeto corresponde a um desafio positivo. Faz pensar que viver o atual milênio é poder crer nele como um tempo novo, pois se sabe que podem-se buscar as possibilidades e percorrer outros rumos.

Tudo isto será viável se for colocado em prática àquilo que aqui foi escrito. Se há consistência entre o que é dito e o que é vivido, então pode-se tranqüilizar, confiar e bem viver neste lugar, neste tempo e nesta entidade educacional.

3. IDENTIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA: DA RETROSPECTIVA HISTÓRICA AO CONTEXTO ATUAL
3.1 IDENTIFICAÇÃO

A Escola Municipal Professor Dario Persiano de Castro Vellozo – Educação Infantil e Ensino Fundamental, localiza-se à Rua Desembargador Cid Campello, nº 4630, no bairro da Cidade Industrial de Curitiba (CIC - Sul II), telefone (41) 3245-3198 e tem como endereço eletrônico em-dariovellozo@curitiba.org.br.

Criada e denominada pelo Decreto nº 1227/93 de 29 de outubro de 1993, tem como entidade mantenedora a Prefeitura Municipal de Curitiba e é administrada pela Secretaria Municipal de Educação.
3.2 HISTÓRICO

A Escola Municipal Professor Dario Persiano de Castro Vellozo recebeu este nome em homenagem ao educador, pensador e poeta do simbolismo brasileiro o qual nasceu em 26 de novembro de 1869 no Rio de Janeiro. Professor, atuou no Colégio Paranaense, hoje Colégio Estadual do Paraná, nas áreas de História, Sociologia e Moral e Cívica. Entre seus feitos está a fundação do Centro de Letras do Paraná e da Revista ”O Cenáculo”. Faleceu em Curitiba, no dia 28 de setembro de 1937.

Fundada em 1993, teve como diretora a professora Maria Elizabeth Baggio que permaneceu no cargo até o ano de 1999 (sendo indicada no primeiro mandato, eleita em 1994 e reeleita em 1996).

Atualmente a responsável pela direção da escola é a professora Lourdes Fonseca Pereira, tendo como sua vice-diretora Marinês Gomes Mocelin, ambas eleitas no ano de 2005.

Quando a escola iniciou suas atividades, compartilhava a mesma área com a Escola de Educação Especial Ali Bark. Nesta época o prédio da escola ainda estava em construção, por este motivo funcionava no espaço físico de CEI – Centro de Educação Integral, o qual comportava seis salas de aula. Em meados de 1995 a referida escola transferiu-se para outro local. A partir desta data foi incorporado ao patrimônio, o prédio antes ocupado pela escola especial. Esse espaço passou por reformas e adaptações e a escola cresceu gradativamente, sendo que atualmente conta-se com dezoito turmas no período da manhã, dezessete turmas no período da tarde e três turmas que e atendem a Educação de Jovens e Adultos, no período noturno.

Devido a grande procura por vagas e atendendo a solicitações da comunidade, a escola nunca funcionou como CEI (Centro de Educação Integral). Conforme o Decreto nº 504, publicado em Diário Oficial de 10 de setembro de 1999, a escola que era denominada até então de CEI passou a ser chamada de Escola Municipal.

Até o ano de 1998, a organização de ensino era seriado, em 1999, optou-se pela organização de ensino por ciclos de aprendizagem com base na Lei 9.394/96, Capitulo II, Artigo 23, a qual dispõe que "a educação básica poderá organizar-se em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância regular de períodos de estudos, grupos não seriados, com base na idade, na competência e em outros critérios, ou por forma diversa de organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar" e ainda no dizer de Saviani (1998, p.43), "para o exercício da interdisciplinaridade e da educação emancipadora nos seus diversos aspectos, o compromisso político-pessoal e coletivo, é a principal mola propulsora". As condições de aprendizagem humana são tantas quantas são os elementos culturais existentes, e as habilidades a serem desenvolvidas são sempre parte de atividades e cenário desses elementos. Assim sendo, as situações de aprendizagem propostas devem, portanto, oportunizar ao aluno a construção de uma visão integrada da realidade em sua totalidade, isto é, na sua dimensão social (cultural e econômica), psíquica (intelectual e emocional) e biológica (condições físicas); para que o aluno se desenvolva integralmente são necessárias ações que flexibilizem e revitalizem os tempos e espaços didáticos, permitindo maior aprofundamento dos processos de aprendizagem (PARECER Nº 487/99 APROVADO EM 12/11/99).

Nesse sentido, implantou-se inicialmente o Ciclo I de alfabetização, correspondente às turmas de 1ª e 2ª séries, e em 2000 foram cicladas as turmas de 3ª e 4ª séries, correspondentes ao Ciclo II.

A escola, também atende, desde o ano de 1995, a Educação de Jovens e Adultos, no período noturno, conforme Parecer 01/91-Deliberação 05/91 do Conselho Estadual de Educação e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394/96 que define a EJA como uma modalidade da Educação Básica. O parecer da Câmara de Educação Básica nº 11/2000 do Conselho Nacional de Educação (CNE) reconceitua a EJA enfatizando a necessidade de se criar um modelo pedagógico específico, que promova situações pedagógicas que atendam às necessidades de aprendizagem de jovens e adultos, reconhecendo e valorizando suas experiências de vida.

Em 2005, foi implantada a Educação Infantil, tendo em vista a política desta gestão em estar caracterizando com cunho pedagógico esta modalidade e pela compreensão da função social da instituição de Educação Infantil diante da necessidade das famílias em compartilhar a educação e o cuidado de seus filhos, estabelecendo co-responsabilidade entre estas duas instâncias e o entendimento de que cuidar e educar são ações indissociáveis e a base de sustentação do processo educacional da criança nessa primeira fase de vida, com peso e importância vitais para a formação humana, especialmente quando realizadas com qualidade.




3.3 PERFIL DA COMUNIDADE NO ENTORNO DA ESCOLA
A Escola Municipal Professor Dario Persiano de Castro Vellozo, está localizada no bairro Cidade Industrial de Curitiba, com população de 157.461 habitantes e índice de Desenvolvimento Humano1 (IDHM-Bairro) de 0,580, o bairro ocupa a 69º posição na classificação geral dos 75 bairros do município. Salienta-se, contudo, que a escola normalmente atende um público que ultrapassa os limites do bairro.

Em seu entorno, vivem 7.734 pessoas (4,91% do total da população do bairro) sendo 33,92% adultos com idade entre 25 e 59 anos; e 4,01% pessoas com 60 anos ou mais de idade.

Aproximadamente 54% dos domicílios do entorno estão localizados em aglomerados subnormais (favelas e aglomerados).

Em 2006, primeiro ano de administração da gestão atual, surgiu a necessidade da equipe pedagógico-administrativa amparar-se também em dados numéricos, realizando-se uma pesquisa quantitativa envolvendo todos os segmentos como mais um referencial. Esta pesquisa por ser quantitativa, tem como propósito através da síntese elaborada, retratar um perfil mais recente da comunidade escolar deste estabelecimento, o nível de escolaridade, profissão, entre outros que serão apresentados abaixo. A seguir serão analisados os temas abordados, ilustrando-os com gráficos facilitando a interpretação dos mesmos. Esta análise quantitativa servirá somente como reconhecimento da realidade da comunidade escolar.

Do total das 38 turmas da escola, foram sorteados dez alunos de cada uma e enviados os questionários às famílias.

Do total de 380 questionários enviados aos pais retornaram, preenchidos um total de 274 questionários, sendo:













































NÍVEL DE EXPECTATIVA DOS PAIS:
Na pergunta aberta: “PARA SUA FAMÍLIA, QUAL A IMPORTÂNCIA DA ESCOLA?”, os percentuais apresentados resultaram na seguinte forma:


  • Aprender a ler e escrever

  • Futuro melhor

  • Ser alguém na vida

  • Aprender a respeitar e ser respeitado

  • Segurança

  • Educação dos filhos

  • Perspectiva de emprego

  • Aprender a conviver com outras crianças

  • Continuação da educação familiar


3.4 ESTRUTURA FÍSICA

A escola conta com 19 salas de aula para alunos da Educação Infantil, da Etapa Inicial à 2ª etapa do Ciclo II, nos períodos manhã e tarde; um laboratório de informática com 17 computadores e equipamentos, sala dos professores, cantina, secretaria, sala da coordenação administrativa, sala da direção, biblioteca, sala de pedagogas, salas para apoio pedagógico, dois almoxarifados, banheiros para os alunos, e banheiros para funcionários.; masculino e feminino.

Ampla área verde com árvores, cancha poli esportiva sem cobertura, estacionamento para veículos, jardim e horta.

A escola será contemplada, em 2007, com cancha poli esportiva coberta e com a construção de duas salas para a nova Biblioteca e para o novo Laboratório de Informática por meio de parcerias com a iniciativa privada (SESI), sob a coordenação da Secretaria Municipal da Educação.


3.5 NÚMERO DE PROFISSIONAIS DA ESCOLA

A Escola conta com o número de profissionais conforme quadro abaixo :



CARGO

QUANTIDADE

DIRETOR

01

VICE-DIRETOR

01

COORDENADOR

01

PEDAGOGA

05

PROFESSOR

49

SECRETÁRIA

02

AUXILIAR DE SECRETARIA

02

CANTINEIRA

03

COPEIRA

01

AUXILIAR DE SERVIÇOS GERAIS

08

INSPETOR

07

GUARDA MUNICIPAL

01

TOTAL

81

Num total de 59 profissionais que exercem atividades de docência, de suporte técnico e assistência pedagógica, 2 têm formação em Nível Médio, sendo um na área de educação e outro na área de exatas, 57 docentes possuem formação com Nível Superior Completo e 13 profissionais com formação em Pós-Graduação/especialização. No total de profissionais do Magistério não estão incluídos os profissionais em Regime Integral de trabalho.




    1. NÚMERO DE ALUNOS DA ESCOLA



modalidade


de ensino

Manhã

Tarde

Noite

turmas

alunos

turmas

alunos

turmas

alunos

ED.INFANTIL

02

50

02

49







ETAPA INICIAL

03

83

05

148







1ªETAPA- CICLO I

03

89

04

111







2ª ETAPA- CICLO I

03

89

03

89







1ªETAPA- CICLO II

03

89

03

104







2ª ETAPA-CICLO II

04

117













EJA 1º PERÍODO













02

50

EJA 2º PERIODO













01

30

TOTAL DE ALUNOS MATRICULADOS NA ESCOLA: 1098 ALUNOS




    1. OFERTA DE ENSINO NA ESCOLA

EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL

A Escola Municipal Professor Dario Persiano de Castro Vellozo - Educação Infantil e Ensino Fundamental, atende a educação básica nas primeiras etapas do ensino fundamental:



  • Ensino fundamental com oferta de 05(cinco) anos iniciais, organizados em dois ciclos, do 1º ao 5º ano, com implantação gradativa da nova nomenclatura do Ensino Fundamental, atendendo a Resolução nº 03/05–CNE (Conselho Nacional de Educação) e adequação da idade de ingresso, a partir de 2007, conforme segue:

  1. Ciclo I organizado em três anos – 1º, 2º e 3º ano – destinado aos educandos de seis anos completos ou a completar até 1º de março do ano letivo em curso.

  2. Ciclo II organizado em dois anos – 4º e 5º ano – destinado aos educandos que concluíram o Ciclo I ou classificados ou reclassificados para o mesmo.

A oferta dos 5 (cinco) anos do primeiro segmento do Ensino Fundamental organizados em Ciclos, vigente desde 1999, terá cessação gradativa a partir da Etapa Inicial em 2007, conforme quadro a seguir:


ORGANIZAÇÃO EM CICLOS – ANOS INICIAIS

ORGANIZAÇÃO ATUAL 2006

NOVA ORGANIZAÇÃO _ A PARTIR DE 2007

CICLO I


ETAPA INICIAL*

ANOS INICIAIS





CICLO I


1º ANO**

1ª ETAPA**

2º ANO***

2ª ETAPA**

3º ANO***

CICLO II


1ª ETAPA**

CICLO II


4º ANO***

2ª ETAPA**

5º ANO***

* Será extinta em 2007.

** Serão cessadas gradativamente ano a ano.

** Será implantado em 2007.

*** Serão implantados gradativamente ano a ano.

Observação: os dois modelos de Ensino Fundamental de 9 anos e respectivos documentos oficiais coexistirão até a completa implantação da nova nomenclatura do Ensino Fundamental de 9 anos com atendimento às normas do Conselho Estadual de Educação do Paraná.


  • A Educação Infantil com oferta de 1 (um) ano: educação infantil com oferta do Pré escolar correspondente a faixa etária de 4(quatro) a 5 (cinco) anos.

  • A Educação de Jovens e Adultos (EJA) como modalidade do Ensino Fundamental e Centro de Educação Básica de Jovens e Adultos: EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS ou Ensino Supletivo, no nível da alfabetização e das quatro primeiras séries do Ensino Fundamental, é um serviço prestado aos jovens e adultos, na linha da promoção da pessoa humana, tendo em vista o caráter filantrópico e de utilidade pública da entidade mantenedora. Visa a educação integral de jovens e adultos que não tiveram oportunidade de ter escolarização regular na idade própria, possibilitando-lhes o desenvolvimento de suas potencialidades e dando-lhes condições para a aquisição de habilidades e conhecimentos necessários para o exercício consciente da cidadania.

  • (CEBJA): oferta do Ensino Fundamental e Médio (em parceria com o SESI-PR) para aqueles que não tiveram  acesso ou continuidade de estudos em idade própria.


4. DOS PRINCÍPIOS FILOSÓFICOS E PEDAGÓGICOS DA INSTITUIÇÀO
A escola tem por finalidade ministrar a educação básica nas etapas do Ensino Fundamental, bem como a Educação Infantil, observadas a legislação e as normas especificamente aplicáveis. Ofertará o ensino fundamental de 4 e/ou 5 anos, iniciais organizados em dois ciclos.

A escola oferecerá aos seus alunos ensino com base nos seguintes princípios fundamentais da Constituição Federal e da Estadual, da Lei Orgânica do Município e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e Municipal.



  • Igualdade de condições para o acesso e a permanência do aluno na escola; liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas; respeito à liberdade e apreço à tolerância; gratuidade do ensino em escola mantida pelo Poder Público Municipal, com isenção de taxas e contribuições de qualquer natureza; valorização dos profissionais do ensino, garantida na forma da lei; gestão democrática e colegiada no ensino público municipal, na forma da lei; garantia de padrão de qualidade no ensino; valorização da experiência extra-escolar; vinculação entre educação escolar, o trabalho e as práticas sociais. Tem por base:

  • proporcionar à comunidade escolar, o desenvolvimento das potencialidades cognitivas e intelectuais, senso crítico e criativo e autonomia;

  • desenvolver valores de respeito, cooperação, justiça, solidariedade na valorização da cidadania;

  • estar em consonância com as Diretrizes Curriculares da Secretaria Municipal de Educação.


4.1 PROJETO PEDAGÓGICO: UMA ORGANIZAÇÃO FLEXÍVEL NA PERSPECTIVA CONTEMPORÂNEA

Durante muito tempo, o paradigma industrial se fez tão forte que a escola se organizou para atender a contemporaneidade do momento. Com isto, a aprendizagem tornou-se altamente programada e disciplinar, no ambiente escolar. Ocorre que esta visão veio se arrastando até os tempos atuais gerando um prejuízo ao desenvolvimento dos alunos deste século, confinando as possibilidades de construção cognitiva e social de cada um, paradigma esse que corresponde às necessidades contemporâneas.

Stefan Zweig, escritor e humanista em suas memórias (O Mundo que Eu Vi, de 1942), assim se refere à Escola no século XIX:

"A escola era para nós um lugar de coação, tédio, e enfado, um lugar onde tínhamos que ingerir à ciência do que não vale a pena ser sabido exatamente dividida em porções, matérias escolásticas ou tornadas escolásticas, que sentíamos não poderem ter relação alguma com o interesse real e o nosso interesse individual. Não é que nossas escolas fossem más, pelo contrário, o plano de ensino fora cuidadosamente elaborado segundo a experiência de séculos e, se fosse executado de maneira que estimulasse o interesse do estudante poderia dar uma instrução fecunda e bastante universal. Mas, justamente pelo seu caráter demasiado e sua esquematização árida, as nossas aulas se tornavam horrivelmente insípidas e sem animação, um insensível aparelho de ensino que nunca se ajustava ao indivíduo e que só, como um autômato, por meio de números a que correspondiam às notas" boa, suficiente, insuficiente, indicava até que grau o indivíduo havia correspondido às "exigências" do plano de ensino. Mas precisamente este desamor ao ente humano, essa austera impersonalidade e essas maneiras de caserna no trato constituíam o que sobretudo nos indignava, sem o que soubéssemos . Tínhamos que aprender a lição e examinavam-nos para verificarem o que havíamos aprendido; em oito anos nenhum professor, nenhuma só vez, perguntou o que realmente desejávamos aprender e precisamente o estímulo que todo jovem secretamente deseja, ninguém nos dava.”
Partindo-se desse parâmetro, houve a necessidade da seguinte reflexão: qual o conceito que os estudantes nos dias de hoje possuem a respeito das instituições de ensino? Será muito diferente da visão do humanista Stefan Zweig?

Para tentar responder a este questionamento faz-se necessário registrar o apanhado histórico abaixo:

A partir da segunda metade do século XX surgem discussões sobre uma outra visão de educação. Este período foi considerado como um período histórico, sinalizando mudanças no paradigma até então sustentado.

Começa-se a visualizar um outro modelo de escola contemporânea e, este fato propõe novos mecanismos dentro da organização escolar .

Se até então, percebia-se a escola desconectada do contexto social e imparcial culturalmente, começa-se a delinear um outro perfil de instituição educacional. Buscou-se uma escola que não se submetesse apenas ao saber-fazer reproduzido, mas eficiente e capaz de levar os alunos a perceber a instituição educacional como sendo a própria necessidade social, numa concepção que coloque os alunos socialmente inseridos.

Visto sob este foco, a elaboração de um projeto pedagógico é o caminho mais eficaz a percorrer para atingir o que se pretende, pois ele busca um rumo, uma direção. Todo projeto pedagógico da escola é também, um projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso sócio - político e com os interesses reais e coletivos da população e a comunidade na qual está inserida. Ele retrata uma ação intencional, com um sentido explícito, com um compromisso definido coletivamente.

Sendo assim, a reelaboração desse Projeto Pedagógico, pretende inserir-se no que for necessário para deixar seus alunos próximos às exigências do século. Diz respeito a construção de um projeto que caminhe ligado às demandas contemporâneas em consonância com as demandas desta comunidade, sem perder de vista as partes, as individualidades e as diferenças.

Este visualizará a escola como uma instituição também social, levando em consideração as mudanças ocasionadas nos vários tempos e não deixando de implantar e implementar seu projeto às novas demandas sociais exigidas e articuladas ao seu papel acadêmico, focados para a mesma direção, ou seja, a qualidade.

Como refere VEIGA: “Na dimensão pedagógica reside a possibilidade da efetivação da intencionalidade da escola, que é a formação do cidadão participativo, responsável, compromissado, crítico e criativo. Pedagógico, no sentido de se definir as ações educativas e as características necessárias às escolas de cumprirem seus propósitos e sua intencionalidade." (VEIGA, 1995).

Portanto, para a concretização desta proposta de projeto é preciso, antes de mais nada, o comprometimento de todos os envolvidos no processo educativo: professores, equipe pedagógico-administrativa, funcionários, alunos, pais, ou seja, a comunidade como um todo. Requer a reavaliação constante de seus propósitos em busca de alternativas que aconteçam intencionalmente para atingir seu fim.

Assim, ao se debruçar na reconstrução deste projeto, deve-se ultrapassar a mera visão tendenciosa e parcial, construída de forma unilateral. Este deverá representar o fruto de uma interação entre os objetivos e prioridades estabelecidas pela coletividade, manifestados através de sua organização; sob reflexão e com autonomia, vistos como processos necessários à construção de uma outra realidade rotineira .

"Assim, torna-se importante reforçar a compreensão cada vez mais ampliada de projeto pedagógico, pois nesta perspectiva de construção, este será um instrumento de autonomia e domínio do trabalho docente pelos profissionais da educação, com vistas à alteração de uma prática conservadora. É essa concepção de projeto político-pedagógico como espaço conquistado que deve constituir o elemento diferencial para o aparente consenso sobre as atuais formas de orientação da prática pedagógica."

( PINHEIRO, 1998).
Sendo assim, faz-se necessário projetar um grau de autonomia como forma de estabelecer uma identidade própria da escola, na superação dos problemas da comunidade a que pertence. Essa autonomia, porém, não deve ser confundida com apologia a um trabalho isolado, marcado por uma liberdade ilimitada, que transforme a escola numa ilha de procedimentos sem fundamentação nas considerações legais de todo o sistema de ensino, perdendo, assim, a perspectiva da sociedade como um todo.

Essa autonomia implica na responsabilidade e comprometimento de todas as instituições à ela relacionadas, para que haja participação e compromisso de todos, que por sua vez, deverá ser concebida e comprometida com valores éticos, morais, políticos, em uma organização criativa, flexível e visionária em busca da auto liderança, da melhoria e dos avanços da própria entidade.

Para esta escola, organização representa o agrupamento de pessoas que se disponibilizam a trabalhar coletivamente por um objetivo comum, visando dar sustentação aos cumprimentos de seus propósitos. Apesar de haver dentro dela, pensamentos heterogêneos, a organização terá uma característica comum: a de possuir uma estrutura capaz de viabilizar todos os segmentos onde cada um exerça suas funções de maneira autônoma, percebendo os rumos a serem tomados frente às necessidades e, ao mesmo tempo, de desencadear uma teia de relações com os demais, sintonizando as partes.

Só é possível estabelecer esta linha de organização aqui proposta, quando há a concepção desta como sendo a própria representação das pessoas, e que são para elas que ela retorna. Sendo assim, tem como base o atendimento às demandas da comunidade escolar e propõe princípios como alicerce de toda a organização, como pano de fundo para qualquer decisão a ser tomada.



Estabelece tais princípios:

  • Autonomia – visa direcionar os segmentos para que estes tenham iniciativas frente as tarefas de forma autônoma, porém eficaz.

  • Conhecimento – processo educacional que passa pelo planejamento, execução, acompanhamento e avaliação de forma cíclica .

  • Harmonia e Integração no ambiente escolar, tanto na satisfação pessoal como também no bom relacionamento coletivo .

  • Avaliação Institucional – visa mostrar o desempenho do trabalho pedagógico por meio de levantamento de situações apontadas por todos os segmentos, como processo de ações, buscando alternativas coletivas capaz de suprir as deficiências apresentadas.

Nesta dimensão de escola eclética, contextualizada e antenada às demandas contemporâneas, projeta um encaminhamento sustentado por eixos condutores, como alicerce, capaz de determinar e garantir a efetivação de seu trabalho educacional onde o sucesso de todos seja alcançado. São eles:

  • 1º Proposição de metas, através da missão, visão e valores como projeção de ideal a ser atingido.

  • 2º Estrutura administrativa, articuladas em gestões, tendo como premissa apontar alternativas de melhoria, na visão do coletivo, do crescimento individual, do profissional, da instituição, do ensino e do aluno.

  • 3º Estrutura pedagógica, que articule e conceitue todo o processo pedagógico – que tenha como proposição motivar intrinsecamente professor e aluno a desempenharem suas atividades didáticas, nas dimensões interdisciplinar, multidisciplinar, pluridisciplinar, e transdisciplinar, dando-lhes, sentido e significado respeitando o desejo e o talento de cada um.

  • 4º Procedimentos legais, regidos por esta entidade em consonância com as Diretrizes Curriculares Municipais e os amparos legais vigentes.

  • 5º Estabelece um conjunto de tarefas interligadas, que visa aproximar o real do ideal, através de ações a curto e longo prazo, buscando atingir resultados positivos, enquanto um grupo de processos interligados.

Portanto, o Projeto Pedagógico da Escola Municipal Professor Dario de Castro Persiano Vellozo, considerará seu papel mediador, ao inferir na estreita relação existente entre as necessidades de ordem social com a sua função educativa, trabalhando com sociedade em forma de rede, reorganizando- se para cada tempo e espaço, para haver coerência com o que descreve e pratica.



    1. OBJETIVOS DESTA INSTITUIÇÃO ESCOLAR

Para atingir seus propósitos enquanto entidade educacional estabelece em seu Projeto Pedagógico, qual a missão deste estabelecimento, em que linha visionária estará atuando e por fim caracteriza um conjunto de valores, como normas e condutas que darão sentido e direção à missão e visão, sob o postulado de uma interação de respeito, participação e sucesso .
MISSÃO

Missão para a Escola Municipal Professor Dario de Castro Persiano Vellozo representa elaborar um Político Pedagógico capaz de encurtar a distância entre o que considera ideal e as demandas reais.

Nesta perspectiva, esta entidade existe vislumbrando promover o conhecimento acadêmico e habilidades dos alunos, garantindo sua capacidade de aprender, entendendo aprendizagem como processo cognitivo, afetivo e social, numa concepção capaz de integrá-lo no contexto atual.



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