A técnica de Regência I o que está por trás dos gestos do regente J. Angelino Bozzini



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A Técnica de Regência I

O que está por trás dos gestos do regente



J. Angelino Bozzini

A figura do maestro ou regente ainda é envolta numa atmosfera de magia e mistério. E, se é verdade que para a realização de um concerto seja necessário um toque mágico, 99% do trabalho depende de muito conhecimento, uma boa técnica e um profundo estudo prévio das partituras.

É importante salientar que, embora a técnica da regência tenha evoluído, fundamentando-se hoje em critérios objetivos, o ponto decisivo é que haja uma comunicação efetiva entre maestro e músicos. Isso quer dizer que é possível um maestro, mesmo sem um bom preparo técnico de regência, conseguir bons resultados graças a uma intimidade com os músicos, com a qual cria-se um "código" de comunicação entre eles. Esse código, porém, só tem eficácia local.

Quando o regente possui uma técnica clara e refinada, pode trabalhar à frente de qualquer grupo, conseguindo transmitir suas idéias musicais a todos os músicos, conhecidos ou não, através de seus gestos.

Vamos analisar os princípios básicos da técnica empregada pelo maestro na arte de traduzir pensamentos musicais através de gestos e expressões. Os níveis da regência Podemos dizer que o ato de reger acontece em vários níveis distintos:

1. No mais imediato, os gestos do maestro devem indicar ao músico quando e como tocar.

2. Num segundo nível, ele deve frasear o discurso musical, conseguindo dar a cada frase sua inflexão adequada, destacando-a dos acompanhamentos.

3. Do ponto de vista mais elevado, ele deve ser capaz de articular a forma da música, conseguindo estruturar o jogo formado entre a apresentação, desenvolvimento e conclusão dos temas musicais presentes em cada obra.

Infelizmente, a grande maioria do regentes não ultrapassa o primeiro nível, muitos sendo capazes apenas de indicar o quando, sem mais nenhuma indicação expressiva; são os chamados "batedores de compasso". Esses poderiam ser facilmente substituídos por um metrônomo, como no filme "Ensaio de Orquestra" do diretor italiano Federico Fellini.

Vamos analisar em detalhes cada um desses níveis.



A marcação do pulso musical

A primeira coisa que os gestos do regente devem indicar é a pulsação do ritmo. O tempo musical não transcorre imutável e constante (pelo menos até Einstein surgir) como o cronológico. Ele pulsa e varia como nosso coração.

Assim, bater os compassos é um gesto pulsante. Por mais lento e legato que um trecho possa ser, os braços do maestro nunca traçam um desenho frio no espaço, mas pulsam com vida de um tempo a outro.

Embora até uma criança possa imitar a aparência dos gestos do regente, conseguir um gesto que seja ao mesmo tempo vivo e preciso não é uma tarefa tão simples. Seu domínio exige uma trabalho consciente e dedicado, similar ao do bailarino para andar com leveza e graciosidade.



A intensidade

Uma das características do som que é fundamental para a expressão musical é a intensidade, ou seja: os contrastes entre forte e piano. O maestro deve com seus gestos conseguir indicar claramente para cada naipe ou músico individual a intensidade com que eles irão tocar. Seus gestos devem ser capazes de destacar as idéias, que são os personagens do discurso musical, dos seus acompanhamentos, que são os cenários.

Alguns compositores, como Mozart, por exemplo, orquestram suas obras com uma técnica semelhante à dos pintores. Assim, uma única frase pode começar num oboé, passar para um clarinete e terminar num fagote. Cabe ao maestro sincronizar e equilibrar essas passagens, de forma que, para o ouvinte, a idéia musical da frase não se perca em meio ao colorido dos timbres dos diversos instrumentos.

As articulações

As diferentes articulações: staccato, legato, detaché e marcato, por exemplo, são uma forma de se obter diferentes texturas sonoras. Os gestos do maestro devem ser capazes de indicar claramente essas diferentes articulações, recriando um tecido sonoro vivo para a expressão musical.



As entradas e os cortes

Embora todo músico de conjunto, seja ele qual for, deve, como parte de sua formação, saber contar e reproduzir corretamente o ritmo da partitura, na prática o relógio interno de cada um nem sempre está perfeitamente sincronizado com o de seus colegas. Um solo executado conjuntamente por dois instrumentistas localizados em lados opostos do palco possivelmente não começará ao mesmo tempo, se não houver uma indicação clara e explícita por parte do regente. Da mesma forma, o final de uma frase pode ficar fragmentado se não for dirigido pelo regente. Gestos para entradas e cortes fazem parte dos movimentos básicos da técnica de regência. Quanto mais claros eles forem para os músicos, mais clara será a expressão musical.



O fraseado

Você já foi a alguma conferência onde o palestrante lê seu discurso do começo ao fim num mesmo tom sem inflexões? Assim são muitos concertos musicais. E, mesmo que cada instrumentista individualmente se esforce para frasear sua parte, se não houver o fraseado do maestro para o conjunto, tudo soará monótono.

Com exceção de alguns estilos musicais do século XX, quase toda música existente tem seu fraseado fundado sobre o fraseado da fala. E, como na fala, cada frase tem um começo, um meio e um fim. É só quando quem fala consegue articular nitidamente cada frase, deixando claro para o ouvinte o começo e o fim de cada idéia, que o discurso como um todo pode ser compreendido.

O discurso musical funciona da mesma forma. A música, além de sentida, também precisa ser entendida e, para que isso seja possível, deve ser correta e expressivamente articulada e fraseada. O maestro necessita encarar o conjunto de instrumentistas como um único instrumento, e é nesse que deve ocorrer sua interpretação. Se não houver o controle centralizado na mão do maestro, teremos somente um grupo de pessoas tocando ao mesmo tempo, porém sem unidade e com um resultado de execução ininteligível.



A concepção da forma

É neste nível em que se distinguem os "maestros normais" dos "grandes maestros". Reger um obra é uma coisa; construir uma concepção própria e conseguir expressá-la é outra muito distinta. A música é uma arte na qual os criadores têm à sua disposição um sistema de notação muito claro e preciso, com o qual podem ser grafadas as idéias musicais mais sutis. Por isso, pode parecer para muitos que bastaria respeitar exatamente as indicações dos compositores nas partituras, e as obras estariam fielmente interpretadas. A verdade, no entanto, está muito longe disso.

Imagine que no futuro inventem uma máquina que possa analisar a estrutura de um ser humano nos mínimos detalhes, até um nível subatômico. Uma outra máquina poderia, a partir dos dados dessa análise, recriar uma cópia perfeita do ser original. Mas e a alma? Pode ser descrita? Analisada? Copiada?

Mesmos nas melhores orquestras do mundo, aquelas que poderiam tocar sozinhas de tão precisas que são, é necessário a batuta de uma maestro para dar o "sopro divino" que cria a alma e origina a vida da música.

Para conquistar esse poder, o maestro precisa evoluir interiormente como ser humano e, a partir dessa dimensão humana, mergulhar na obra, fazendo reacender dentro de si a mesma centelha que, dentro do compositor, deu origem à criação.

Para chegar a tanto, não existe nenhuma técnica conhecida. O caminho é mergulhar dentro de si próprio, tentando compreender sua condição de indivíduo e ser humano e, a partir daí, construir uma ponte entre essa experiência profunda e a prática musical.



A arte de reger na Internet

Existem poucos títulos disponíveis em português sobre a técnica de regência. Um livro ainda encontrado nas livrarias é o "Regência Coral", de Oscar Zander (Editora Movimento, Porto Alegre, 1987). Para os que dominam algum idioma estrangeiro, a Internet pode ser uma boa fonte de informações.



A Técnica de Regência II

Como funciona o código gestual do regente



J. Angelino Bozzini

Vamos analisar neste artigo alguns elementos básicos da técnica da regência. É importante frisar desde o princípio que existem diferentes "escolas" de regência, e elas chegam a postular diretrizes opostas. A única regra fundamental válida para todas é a de que o gesto, por si só, deve transmitir com clareza a idéia musical do regente.

Muitos acreditam que basta ao maestro ser um bom músico para poder reger um grupo instrumental. Essa é uma idéia totalmente equivocada. Seria como achar que um excelente violinista poderia tocar um oboé sem um trabalho técnico específico, só por ser um grande músico. Cada instrumento, seja ele um simples triângulo ou uma orquestra sinfônica, têm sua técnica específica. Ela deve aprendida para que o instrumento seja executado corretamente.

Vejamos agora as etapas do aprendizado dessa técnica.



A formação do regente

O regente deve ter, primeiramente, uma sólida formação musical. Precisa conhecer a teoria da música, a harmonia, o contraponto, as formas musicais e a história da música, além de ter um bom treinamento em percepção e solfejo.

Além dos conhecimentos da linguagem da música, é preciso dominar as características e peculiaridades sonoras de cada instrumento e também da voz humana, quando trabalhar com coros e solistas vocais. Essa base permite que, a partir da partitura, o regente possa formar uma imagem musical da obra clara e rica em sua imaginação.

A partir do momento em que essa imagem ideal da obra tenha se formado em sua mente, a técnica possibilitará que ele dê vida à sua imaginação, através da orquestra, materializando sua concepção sonora.

Vamos à prática.

Conselhos preliminares

Devido à limitação de espaço, este artigo não pode ser um curso sistemático de regência. Assim, vamos iniciar a parte prática com algumas premissas básicas:



  • Não faça mais gestos do que o necessário para transmitir uma idéia. Você irá confundir em vez de esclarecer;

  • Encontre o eixo vertical de seu corpo. Mantenha-o vertical e deixe seus gestos irradiarem desse centro;

  • Dê unidade aos seus movimentos. Se, ao bater um tempo, você articular batuta, pulso, cotovelo, ombro, cabeça e tronco, os músicos terão muita dificuldade em entender qual dos movimentos está indicando o tempo.

  • Não tente substituir a clareza de seus gestos pela sua expressão facial. Embora ela possa ajudar a acentuar a expressão de determinados trechos, não se rege com a face.

  • Acredite no poder expressivo dos gestos! Não tente reforçá-los com outros movimentos. Isso seria redundante e desnecessário.

  • Autoridade e humor são coisas distintas. Não tente impor sua autoridade pelo mau humor. A competência costuma levar a melhores resultados nessa área.

  • Fale o mínimo necessário. Um ensaio não é uma palestra nem uma aula expositiva. É um trabalho coletivo que tenta recriar a concepção musical de um indivíduo.

  • O ideal é reger de cor. Caso isso não seja possível, use a partitura apenas como uma referência. Seu olhar deve manter um contato direto com o dos músicos. Essa é a principal forma de manter o controle e a unidade psicológica da orquestra.

  • Cuide do seu corpo! Relaxe sua musculatura! A linguagem da regência é simbólica. Para indicar um forte, basta fazer o gesto adequado, não precisa contrair toda sua musculatura para isso. Se você estiver usando seu corpo corretamente, sentir-se-à revigorado ao final de uma apresentação ou ensaio. Caso sua sensação seja a de que um trator lhe passou por cima, pode ter certeza de que não está usando seu corpo adequadamente.

  • Seja explícito, não dê margem à comunicação equivocada. Se a telepatia é possível, ela não é um pré-requisito para um músico. Portanto, não espere que os músicos adivinhem suas idéias. Mostre-as claramente através de seus gestos!

  • Cultive sua riqueza interior. Um maestro deve ser admirado pelos músicos por sua humanidade e não somente respeitado por sua autoridade. Seu verdadeiro trabalho inclui muito além de notas afinadas e ritmos corretos.

Vejamos agora alguns detalhes técnicos.

A área de trabalho

O regente deve ter clara para si uma área no espaço onde seus gestos acontecerão. A maioria de seus movimentos acontecerá no centro dessa área. Qualquer deslocamento desse centro deverá provocar uma diferença dinâmica ou expressiva dos músicos.

Como base, você deve imaginar um "_|_" (um T invertido) cuja base estará na linha de sua cintura. Para corais, ou dependendo da colocação dos músicos no local de execução, esse plano pode ser deslocado para cima.

O gesto preparatório

Talvez seja o movimento mais importante de todos, pois deve indicar simultaneamente o tempo, a dinâmica e o caráter da música que vai se iniciar.

A velocidade do gesto indicará o tempo; o peso, a dinâmica; a forma do gesto (angular ou redondo) indicará a articulação.

O gesto preparatório determina também o local no espaço onde reside a linha de base da regência. Veja a ilustração.



A
Um bom local para se praticar o gesto preparatório é sobre uma mesa que tenha como altura a linha de base de sua área de regência. Seu pulso deve estar reto, ficando sua mão como uma continuação de seu braço. Ao tocar a mesa, no ponto de marcação preparatória do primeiro tempo, o gesto deve ser idêntico àquele que fazemos quando queremos verificar se um ferro de passar roupas está quente, ou àquele que fazemos com uma baqueta tocando a pele de um tambor. É um gesto elástico, que não empurra, mas sim tira energia do contato. Pratique com os dois braços juntos e depois com cada um individualmente

Você encontrará em vários livros antigos gráficos de marcação de compassos baseados em uma cruz. Quase todos os regentes de hoje já abandonaram esse esquema, optando pelo "T" invertido. A principal razão disso é que, ao marcar todos os tempos numa linha de base, você fica com o restante da área de regência livre para indicações expressivas.

A ilustração mostra, como exemplo, o padrão do compasso de 4 tempos em legato. Como regra: quanto mais legato o trecho musical, mais redondos devem ser os gestos; quanto mais marcato o trecho, mais angulares os gestos.



marcação do compasso


A
Embora os dois braços possam trabalhar simetricamente para reforçar a imagem dos gestos, o normal é que o braço direito indique principalmente a marcação do tempo, da dinâmica e da articulação, ficando para o esquerdo as entradas, os cortes e o fraseado.

Você deve praticar uma marcação contínua do compasso com o braço direito e, com o esquerdo, indicar entradas em cada um dos tempos. Em trechos de instrumentação mais complexa, pode-se também indicar entradas para instrumentistas individuais com a cabeça.

Na ilustração, vemos o gráfico do gesto para um corte. Ele pode ocorrer em qualquer dos tempos do compasso.

s entradas e os cortes


Praticando

Se você já é regente e tem um conjunto sob sua batuta, pode desenvolver mais rapidamente e ver na prática o resultado do seu estudo.

Para os que ainda estão se preparando, aconselhamos trabalhar muito a imaginação, cantando interiormente, visualizando o conjunto instrumental à sua frente. Só utilize gravações depois que tiver formado sua própria imagem sonora da obra. Do contrário, você é que será regido pelo seu aparelho de som.

Não se dê nunca por satisfeito. Procure sempre aprofundar sua concepção. Uma obra de arte é como um indivíduo que, a cada nova abordagem, pode nos revelar uma nova face antes desconhecida.



Livros

Sugerimos como um bom manual sobre regência o livro "A Arte de Reger a Orquestra", de Hermann Scherchen. Traduzido em vários idiomas (infelizmente não ainda em português), pode ser facilmente adquirido via Internet. Existe uma tradução espanhola, mais acessível aos brasileiros, da Editorial Labor, S.A. (ISBN 84-335-7857-X)



A "Aura" sonora do regente

Finalizando, vale a pena falar de um fenômeno interessante: a "aura sonora" do regente. Ao amadurecer sua imaginação musical e aperfeiçoar sua técnica, o maestro cria no seu espírito um mundo sonoro próprio, impregnado com sua marca pessoal. Essa aura o acompanha aonde for, independente dos música que esteja regendo.

Assim, da mesma forma que um bom instrumentista tira o "seu" som, qualquer que seja o instrumento que esteja em suas mãos, o bom maestro faz o mesmo com cada orquestra que reger.

J. Angelino Bozzini

Professor e trompista.

Fonte: http://www.weril.com.br/dicas_artigo.asp?id_dica=27&area=5

Como Deixar o Regente do Coro Maluco

Alexandre Reichert Filho

- Chegue atrasado! Faça bastante barulho, para incomodar todo o mundo.

- Converse na hora em que o Regente estiver falando.

- Faça com que ele precise repetir tudo pelo menos três vezes.

- Demore bastante para pegar sua pasta com as músicas.

- Dobre, rasgue, e perfure sua cópia da música.

- Se ele diz que é para abrir na página quatro, olhe na página cinco.

- Ignore completamente suas instruções de fraseado, andamento, volume de voz, e todas essas "coisinhas sem importância".

- Reclame da música - ele vai ficar encantado.

- Deixe seu celular ligado durante o ensaio.

- Saia do ensaio antes de acabar. Afinal de contas, você tem o direito de chegar cedo em casa.

- Visite-o no hospital - é o mínimo que você pode fazer, e ele não gostaria de acostumar-se a passar sem a sua presença.

Fonte: http://www.alexpiano.com/regentemaluco.htm

O Diretor de Canto

Alexandre Reichert Filho

Se alguém deseja ser um diretor de canto de êxito, é fundamental que ele entenda o que está fazendo; sua função é guiar e não seguir. Sua liderança deve ser tal que ele saiba o que está fazendo e o execute com confiança e dedicação.



Suas Características

Ser membro da igreja.


Ser um bom cristão e ter altos ideais.
Ter conhecimento musical para poder fazer corretamente a interpretação dos hinos.
Ter um bom sentido de ritmo.
Dar mostras da sua capacidade em planejar serviços de canto equilibrados e efetivos.
Possuir uma boa voz e uma afinação correta a fim de ensinar bem os hinos.
Ser pontual.
Ter um espírito entusiasta e positivo, amor por sua igreja e pela função que exerce.
Ter um espírito de constante superação.

Suas Funções

Planejar e dirigir serviços de canto atrativos e com uma mensagem central.

Ensinar corretamente os hinos do hinário para a congregação.

Trabalhar diretamente ligado ao pianista da igreja, para conseguir unidade nos cultos da mesma.

Seu grande objetivo deve ser conseguir que o povo cante e glorifique a Deus de todo coração.

Fonte: http://www.alexpiano.com/diretordecanto.htm



O Membro do Coro

Alexandre Reichert Filho


Paráfrase de I Coríntios 13

Ainda que eu cantasse com o brilhantismo de Caruso e a doçura dos anjos, e não tivesse o senso de lealdade o qual me impelisse a ser fiel ao meu coro em todos os seus ensaios e apresentações, meus talentos não teriam mais valor para o meu Senhor e Sua Igreja do que o metal que soa ou um sino que tine.

E ainda que tivesse o dom de uma bela voz, e conhecesse todos os mistérios do controle da respiração e tivesse todo o conhecimento de um grande repertório; e se tivesse todo o poder a ponto de transportar meus ouvintes, mas não fosse fiel ao meu coro em todos os seus ensaios e apresentações, minha habilidade para o Senhor e Sua Igreja nada seria.

E ainda que exibisse meus talentos diante de minha igreja, e cantasse os mais lindos cânticos, mas não o fizesse com o propósito de glorificar ao meu Senhor, seria uma oferta inútil e nada disso se aproveitaria.

A fidelidade é duradoura, e resulta em um espírito suave. O fiel membro do coro não inveja o solista; o fiel verdadeiro não chama a atenção para si mesmo, não se ensoberbece, não cria distrações no ensaio, não busca glória para si mesmo, não é temperamental, não toma as sugestões do diretor como crítica pessoal; não se regozija nos erros dos outros membros do coro, mas regozija-se quando todos trabalham em união para fazer do coro um instrumento de louvor ao Senhor; sente sua própria responsabilidade, crê nos ensaios extras, quando necessários, espera continuamente que o coro se torne melhor, aceitando até trabalho com sacrifício a fim de ter um bom coro.

O fiel membro do coro nunca falha; mas havendo desculpas, serão deixadas de lado; mesmo que haja solistas vaidosos, cessarão; havendo assistência irregular, desaparecerá. Porque, em parte, conhecemos e em parte predizemos os resultados do nosso labor; mas, quando vier o que é perfeito, nosso conhecimento e precisões serão de pouca importância quando considerarmos os verdadeiros frutos do nosso serviço.

Quando eu era um inexperiente no coro, cantava como um inexperiente, sentia que nunca aprendia, pensava que a música era muito difícil para mim; agora que dediquei minha voz ao Senhor, acabei com estas impressões pueris, porque eu sei que o Senhor me ajudará.

Porque agora compreendemos estas coisas em parte, com nosso próprio entendimento, mas quando estivermos face a face com a vontade de Deus, conheceremos tudo plenamente; mas virá o tempo quando concretizarei os frutos da minha fidelidade, como Deus sabia que estes frutos seriam quando me chamou para servi-lo, e saberei que minha fidelidade foi mais valiosa do que todo o esforço requerido de mim. Agora, pois, permanecem uma bela voz, a capacidade para usá-la e a fidelidade, estas três, mas a maior delas é a fidelidade.



O Perfil de Um Líder de Adoração

Ron Kenoly (adaptado)


A escolha de um líder começa observando seis qualidades necessárias.

Pastores algumas vezes me perguntam o que observar para selecionar um líder de louvor e adoração. Embora a escolha do líder de adoração seja do Senhor - e Ele nos surpreende algumas vezes - bons líderes de adoração normalmente tem certos requisitos:



1. Consagrados e andando consistentemente com Cristo. Algumas igrejas, sentem-se apressadas para improvisar sua música, podem se sentir tentadas a indicar líderes de louvor que tenham pouco fundamento espiritual. Enquanto habilidade musical e experiência podem ser muito importantes, isto não deve ser mais importante do que o caráter pessoal e o relacionamento com Deus.

2. Um dedicado estudioso da Bíblia. Nem toda música cristã ou de louvor estão em linha com a Palavra de Deus. O líder de adoração precisa estar fundamentado biblicamente para discernir com que tipo de material, ele ou ela está alimentando as pessoas.

3. Ser capaz de liderar outros em oração. De tempos em tempos, aqueles que estão no grupo de louvor irão inevitavelmente vir ao líder com problemas precisando de oração. Grupos de adoração devem orar juntos antes dos cultos, "Senhor, nós deixamos tudo que pode nos desviar de te adorar". Com todas as atenções voltadas para o Senhor, eles podem sair e liderar a congregação à presença de Deus.


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