A veracidade



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É a Bíblia verdadeira ou não?

Gostaria de destacar dois princípios que reforçam a nossa confiança na

veracidade da Bíblia: o primeiro tem a ver com as palavras do texto da Bíblia, e o

segundo tem a ver com a atitude do Senhor Jesus para com as Escrituras.


01. Primeiro: o texto da Bíblia.

Todos nós temos disponíveis várias excelentes traduções. A Bíblia é o mais

estudado e traduzido livro de todos os tempos. Mas, por trás dessas traduções

estão os textos do Novo Testamento em grego, e a maior parte do Antigo

Testamento em hebraico. Não temos, é evidente, os documentos originais – os

autógrafos – mas sabemos que o texto do Novo Testamento, nos quais os

estudiosos trabalham hoje, são essencialmente e exatamente os mesmos de

quando as palavras foram inicialmente escritas por Paulo, João e outros.


Como sabemos isso? Há milhares de porções do antigo grego e do antigo latim do

Novo Testamento, que foram preservadas desde o primeiro século por todo o

mundo, primeiro em Igrejas e Mosteiros, e, posteriormente, em bibliotecas. Temos

porções, por exemplo, do Evangelho de João, que, cremos, remontam à primeira

geração na qual foram originalmente escritas. Os originais foram escritos,

disseminados e copiados com o máximo cuidado, e, gradualmente, espalhados

por toda a Igreja Primitiva, até que, eventualmente, se tornaram milhares e

milhares de cópias. Embora algumas tenham se perdido, ainda temos um incrível

tesouro formado por manuscritos do Novo Testamento, todos os quais têm sido

estudados repetidamente, comparados e contrastados pelos críticos textuais e

literários por todo o mundo. Referimo-nos a ciências exatas. E a conclusão de

suas pesquisas é que o texto grego padrão que usamos para o Novo Testamento,

que estudamos, e sobre o qual as modernas traduções são baseadas, sem ser o

original, é o mais aproximado possível do original.


Por que isso é importante? Isso significa que quando lemos o Novo Testamento

estamos lendo 99,9%, exatamente a mesma coisa que os cristãos do primeiro

século liam. As palavras de Jesus, as palavras de Paulo, que lemos, são as

mesmas palavras lidas pelos cristãos de Corinto, Roma e Palestina.


Temos notícia hoje de estudiosos do Novo Testamento sentados em torno de

mesas coloridas de mármore, pretendendo decidir se essa ou aquela passagem

do Novo Testamento é genuína. Na realidade eles se constituem na extrema

margem dos autodenominados especialistas bíblicos. A grande maioria desses estudiosos não

questiona a autenticidade do texto. É claro que há variações nos

manuscritos, mas nenhuma das doutrinas essenciais são atingidas por isso.

Quando, por sua vez, nos voltamos para o Antigo Testamento, não temos, é certo,

uma profusão de textos vindos dos séculos antes de Cristo. De fato, até que os

“manuscritos do Mar Morto” foram descobertos em uma caverna de uma colina

nas cercanias do Mar Morto, em 1947, os manuscritos mais primitivos do Antigo

Testamento que tínhamos, eram datados do século IX e X a.C.
A descoberta dos “Manuscritos do Mar Morto”, contudo, nos mostram que nossa

Bíblia hebraica moderna, que nos foi legada, copiada de geração a geração, é

semelhante, surpreendentemente, próxima ao Antigo Testamento que o próprio

Jesus lia. Os “Manuscritos do Mar Morto” contêm porções do Antigo Testamento

da própria época de Jesus, e imensas semelhanças entre elas e manuscritos

posteriores com que os estudiosos trabalhavam até que estes fossem

encontrados, e que eram mil anos mais novos. Eles eram copiados e transmitidos

reverentemente com o mais criterioso cuidado por copistas por mais de mil anos,

sem modificações. Somente podemos concluir que Deus assim o desejou e

possibilitou para que os estudiosos do século XXI pudessem ser capazes de ler o

que foi originalmente escrito pelos escritores bíblicos.
De modo que, quando lemos o Antigo Testamento, temos boas razões para crer

que ele é, virtualmente, o mesmo Antigo Testamento que o próprio Jesus lia e

ensinava, e que, quando lemos o nosso Novo Testamento, ele é, também,

essencialmente, os exatos autógrafos originais. Isso é muito importante. Porque o

texto é autêntico, quando lemos o Novo Testamento, vemos o que os seguidores

de Cristo do primeiro século acreditavam, e o que eles compreendiam ter Jesus

dito e feito. Vemos a Jesus como eles o viam: o único, maravilhoso e poderoso

Filho de Deus.


Quando consideramos os riscos assumidos pelos apóstolos para proclamar essas

verdades do Novo Testamento, somos fortemente pressionados a concluir não

outra coisa do que eles estavam convencidos do que ensinavam. O que eles

escreveram, e pelo qual morreram, é o que nós lemos e estamos fortemente

convencidos. O Jesus que eles nos apresentam é o Jesus histórico que eles

conheciam. Cremos que o que eles escreveram é verdadeiro, e que nos conduz

ao segundo ponto deste estudo.
02. Segundo: Como Jesus Via as Escrituras?

Olhamos para a própria atitude de Jesus para com as Escrituras, tal como

descritas no Novo Testamento, por aqueles que melhor o conheciam, a fim de

compreendermos a autoridade das Escrituras para nós próprios. E aqui o que

primeiro observamos nos diz respeito ao Antigo Testamento: Jesus era

completamente comprometido com a autoridade do Antigo Testamento, e Ele se

submetia ao Antigo Testamento em sua própria conduta pessoal, e no que diz

respeito ao sentido de sua missão e propósito, assim como a suas controvérsias e

debates.
Por exemplo, Ele enfrentou todas as tentações do demônio lembrando-se das

apropriadas respostas bíblicas, que diziam respeito às tentações satânicas. Ele

também veio a compreender o propósito de sua vida e o seu papel como Messias

a partir de um estudo cuidadoso das Escrituras do Antigo Testamento. Ele veio a

reconhecer, de sua única relação com Deus, e dos seus estados, que Ele era a

culminação, tanto do servo sofredor das profecias de Isaías, quanto o Filho do

Homem das declarações de Daniel.
Isso, de certo, o preparou para aceitar que somente atingiria o seu propósito de

vida através do caminho do sofrimento e da morte, e isso explica porque

repetidamente ele fazia declarações como aquela registrada em Marcos.8:31, no

qual Ele diz que o Filho do Homem deveria sofrer muitas coisas e ser rejeitado.

Ele deveria ser morto, e, após três dias, levantar-se de novo. Ele estava

convencido disso porque as Escrituras assim o diziam, e Ele se punha sob a sua

autoridade. Mesmo depois de sua ressurreição Ele ainda tinha a mesma opinião,

pois Ele disse aos dois discípulos no caminho de Emaús: “Não deveria o Cristo

sofrer essas coisas e, então, entrar em sua glória? Foi isso que eu disse a vocês

enquanto eu ainda estava com vocês. Tudo que deve se cumprir está escrito

sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos” (Lucas.24:26, 44).
Onde quer que Jesus entrasse em controvérsia ou debate, Ele continuamente se

submetia ao Antigo Testamento como a sua autoridade. “O que está escrito na

Lei?” (Lucas.10:26), ou de Marcos.12: “Vocês não leram as Escrituras?” Sempre e

sempre, outra vez, Ele criticava os líderes religiosos por seu desrespeito para com

as Escrituras. Os fariseus adicionavam às Escrituras regras e regulamentos,

enquanto os Saduceus delas subtraiam. Sempre e sempre, outra vez, Ele

afirmava que as Escrituras não deveriam ser infringidas. No Sermão do Monte, Ele

disse: “Eu vos digo a verdade, até que o Céu e a Terra desapareçam, nem a

menor letra, nem a menor partícula de uma pena, de qualquer maneira, irá

desaparecer da Lei, até que seja cumprida”.


Você não vai encontrar um exemplo sequer de Cristo contradizendo a origem

divina das Escrituras do Antigo Testamento. Todas as evidências disponíveis

afirmam que Jesus tanto assentiu intelectualmente, quando se submeteu

volitivamente à autoridade do Antigo Testamento. Ele certamente cria no que

Paulo, seu apóstolo, ensinou, que, “toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil

para o ensino, para a admoestação, para a correção, e para o treinamento na

retidão, para que o homem de Deus possa ser competente, e equipado para toda

boa obra”.


Agora, obviamente, que a maneira do nosso Senhor endossar o Novo Testamento

era bem diferente, porque nenhum dos livros do Novo Testamento tinham sido

escritos durante a sua vida terrena. Claramente o Antigo Testamento não era a

revelação final de Deus. Algumas das leis e cerimônias do Antigo Testamento veio

a ter um fim com Jesus, por Ele ser o seu cumprimento. Muito do ensino do Antigo

Testamento era incompleto, e Ele nos deu o sentido completo. Ele próprio, Cristo,

era a revelação final de Deus, e sua mensagem e o significado do que Ele é, tinha

que ser comunicada para as gerações futuras. Deveria haver um registro e uma

interpretação autoritativa de quem Ele era e do que Ele tinha revelado, de modo

que Jesus tomou providências a esse respeito. Como? Todos os registros

concordam que, após cuidadoso exame e fervorosa oração, Ele escolheu,

designou, treinou e autorizou os 12 apóstolos para serem os seus representantes,

tal como Deus havia escolhido os profetas do Antigo Testamento. Os apóstolos de

Cristo foram, de certo, um círculo pequeno e restrito, composto pelos 12 originais,

e, depois, por Matias (que substituiu Judas), Paulo, Tiago, o irmão do Senhor, e,

talvez, um ou dois mais. É importante compreender o significado da palavra

apóstolo. Ela significa alguém enviado por uma pessoa como se fosse a própria

pessoa, uma pessoa que fala com a autoridade da pessoa que lhe designou.


Não há muito tempo, o jornal Washington Post saiu com uma manchete que dizia:

“Bush opta por ação”. Contudo, quando você lê o artigo, você vê que o presidente


Bush na realidade não tinha feito esse comentário público naquela situação, mas,

na verdade, quem tinha feito aquela declaração tinha sido o seu porta-voz ScottMcClellan,

Secretário de Imprensa. É interessante que as palavras de McClellan

eram tomadas como se fossem as próprias palavras do presidente. Esse é um

sentido similar à palavra apóstolo. Jesus escolheu esses apóstolos,

deliberadamente os concedeu esse título, e eles eram para ser os seus

representantes pessoais, designados com a autoridade de falar em seu nome. E

quando Ele os enviou, Ele lhes disse que “aquele que os recebe, recebe a mim”.

Esses homens conheciam o Senhor pessoalmente. Eles tiveram um chamado

pessoal e uma autorização dEle. Eles tiveram oportunidades únicas de ouvir suas

palavras, de conversar com Ele, de ver os seus feitos, de maneira que eles

pudessem, mais tarde, testemunhar do que tinham visto e ouvido. Ele disse para

eles, em João.15:27: “Vocês devem testificar, porque vocês têm estado comigo

desde o princípio”. Ele os prometeu uma inspiração extraordinária pelo Espírito

Santo para a realização das suas tarefas. Podemos ver isso na conversação

registrada em São João, na qual Jesus dizia aos 12: “Tudo isso eu falei ainda

estando convosco, mas o Consolador, o Espírito Santo, que o Pai vai enviar em

meu nome, vos ensinará todas as coisas, e vos recordará de tudo que eu vos

tenha dito. Eu tenho muito mais para vos dizer, muito mais do que vós podeis

suportar. Quando o Espírito da Verdade vier, ele vos guiará em toda a verdade”

(João.14). Agora, a aplicação primária desses versículos é para que os apóstolos

se reunissem em torno de Jesus no aposento alto. Somente para eles, poderia Ele

dizer: “Tudo isso eu vos falei enquanto ainda convosco, e eu tenho muito mais

para vos dizer, mais do que vós podeis suportar”. O que Ele prometeu aos 12 foi:

que o Espírito Santo os recordaria dos ensinamentos que Ele os tinha dado, e

também que ele os suplementaria, conduzindo-os a toda a verdade que não

podiam ainda entender. O maior cumprimento dessas promessas, de certo, foi a

escrita dos Evangelhos e das Epístolas no Novo Testamento.


Agora, você poderá apontar para o fato, por exemplo, que Paulo não integrava os

12 originais. Ele foi, contudo, uma testemunha da ressurreição de Cristo, em seu

encontro com Cristo no caminho de Damasco, e parece claro que do tempo que

gastou com os apóstolos, e os três anos gastos na Arábia, ele também foi

conduzido, como próprio afirmou, por revelações de Jesus Cristo, o qual procurou

compensá-lo por não ter estado com Ele durante os anos do seu ministério

público. Sem dúvida, em I Coríntios.11, Paulo escreve: “Eu recebi do Senhor o

que também vos transmiti”. Os outros apóstolos certamente reconheceram essa

afirmativa como verdadeira.
Deus demonstrou o caráter único do chamado desses apóstolos através dos

milagres que acompanhavam os seus ministérios, e nós o constatamos pelo

despertar da autoconsciência da autoridade apostólica. O apóstolo João, por

exemplo, em tratando com o desafio dos falsos mestres, usou da autoridade

apostólica para dizer: “Nós somos de Deus, e aquele que conhece a Deus nos

escuta, mas aquele que não é de Deus não nos escuta. É assim como nós

reconhecemos o Espírito da Verdade e o espírito da falsidade” (I João.4:6). Em

outras palavras, os leitores de João poderiam discernir entre verdade e erro,


examinando o ensino para ver se o mesmo estava de acordo com o próprio ensino

de João. Falsos mestres poderiam revelar seu próprio erro, se não estivessem de

acordo com João, enquanto que o verdadeiro cristão poderia demonstrar sua

autenticidade pela submissão à autoridade dos apóstolos. O que João ensinava

era o que Jesus teria ensinado.
Os apóstolos humildemente reconheciam uns aos outros, em suas Cartas, como

inspirados pelo Espírito Santo. Há mesmo a famosíssima página na qual o

apóstolo Pedro se refere às Cartas de Paulo (II Pe.3), na qual ele descreve o caro

irmão Paulo, comentando a sabedoria dada ao mesmo por Deus, e plenamente

equipara as Cartas de Paulo às próprias Escrituras.
A Igreja Primitiva reconhece a autoridade única dos apóstolos. Por exemplo, em

torno do ano 110 a.D., logo após a morte do apóstolo João, o Bispo Inácio de

Antioquia enviou Cartas às Igrejas na Europa e na Ásia Menor, e em suas

epístolas aos romanos (capítulo 4), ele escreveu: “Ao contrário de Pedro e de

Paulo, eu não vos transmito mandamentos. Eles eram apóstolos. Eu não sou

senão um homem condenado”.


Os escritos apostólicos eram aceitos como autoritativos, lado a lado com o Antigo

Testamento. Eles emanavam da autoridade de Cristo, e os cristãos os

reconheciam como verdade.
Posteriormente, no século IV, quando a Igreja veio, finalmente, a estabelecer

quais os livros que deveriam ser incluídos no Cânon do Novo Testamento, o teste

que aplicavam era se o livro veio dos apóstolos, se foi escrito por um apóstolo, ou,

se não foi escrito por um apóstolo, se veio do círculo dos apóstolos, e se tinha o

endosso de sua autoridade. Isso foi verdade no tocante, por exemplo, a Lucas, a

Marcos ou a Tiago. A Igreja no quarto século não estava conferindo a autoridade

dos livros canônicos. Antes, estava reconhecendo a autoridade que eles já

possuíam. Os falsos evangelhos, tal qual o assim chamado “Evangelho de Tomé”,

foram rejeitados não porque a Igreja estivesse tentando controlar o que as

pessoas deveriam crer, como tenta induzir a novela O Código de DaVince, mas

porque eles eram obviamente espúrios, e nunca tinham sido reconhecidos como

verdadeiros.


Assim, de acordo com os apóstolos, Cristo endossou a autoridade do Antigo

Testamento, e fez provisão para o Novo Testamento, ao autorizar os apóstolos a

ensinar em seu nome. Se é nossa afirmação nos submetermos à autoridade de

Cristo, devemos nos submeter, também, à autoridade das Escrituras, e, em razão

de Jesus Cristo, nos submetemos a ambos, o Antigo e o Novo Testamentos. A

questão última de autoridade na Igreja tem a ver com o senhorio de Cristo. Se Ele

é o nosso Mestre e Senhor, estamos sob a sua autoridade. Não temos a liberdade

para discordar dEle ou desobedecê-lo. Curvamo-nos às Escrituras porque nos

curvamos diante dEle.

Isso não é sempre fácil. Há passagens que são difíceis, nem sempre estamos

completamente seguros se ela deve ser lida literalmente ou figurativamente.

Devemos ler as passagens poéticas e alegóricas como tais. Algumas passagens

quase nos ofendem, e algumas parecem se contradizer.
John Stott tem uma observação interessante a esse respeito, e que nos ajuda:
“Aceitar a origem divina da Bíblia não é pretender que não há problemas. Para ser

sincero, há muitos problemas literários, históricos, teológicos e morais. O quedevemos

fazer com eles? É compatível com a integridade intelectual aceitarmos o

caráter único da autoridade das Escrituras, quando tantos problemas residuais

permanecem? Sim, sem dúvida. Necessitamos aprender a fazer com os

problemas que circundam as Escrituras exatamente o que fazemos com os

problemas que circundam qualquer outra doutrina cristã. Cada doutrina cristã tem

seus problemas. Nenhuma doutrina está inteiramente livre deles. Tomemos, como

exemplo, a doutrina do amor de Deus. Cada cristão, de todas as correntes

possíveis, crê que Deus é amor. É uma doutrina cristã fundamental. Descrer nisso

será nos desqualificarmos como cristãos. Mas, os problemas que circundam essa

doutrina são massivos. O que, então, fazer quando alguém nos traz um problema

relacionado com o amor de Deus, um problema do mal, ou de um incompreensível

sofrimento, por exemplo? Em primeiro lugar, temos que lidar com o problema e

buscarmos lançar alguma relevante luz sobre ele. Mas nós não seremos, também,

capazes de solucioná-lo. Então, o que fazer? Deveremos abandonar a nossa

crença no amor de Deus até que solucionemos todos os problemas? Não.

Deveremos manter a nossa crença no amor de Deus, a despeito dos problemas,

por uma razão ou por outra, particularmente pelo que Jesus ensinou e demonstroua respeito.

É por isso que cremos que Deus é amor. E os problemas não destroem

a nossa crença.
Assim, também, com as Escrituras. Algumas nos trazem um problema, ou nós

mesmos assim o achamos, podendo ser uma discrepância ou uma questão crítica

literária. O que devemos fazer? Para começar, é essencial que nós lidemos

honestamente com os problemas bíblicos. Não é cristão enterrarmos as nossas

cabeças na areia, pretendendo que os problemas não existam. Tampouco é

cristão manipular as Escrituras a fim de conseguirmos uma harmonização forçada,

artificial. Não, nós trabalhamos os problemas com integridade intelectual. Durante

esse processo alguns problemas, que a primeira vista parecem intratáveis, são

resolvidos satisfatoriamente. A outros, contudo, não podemos ver solução

imediata. Então, o que fazer? Deveremos abandonar a nossa crença na Palavra

de Deus até que resolvamos todos os problemas? Não. Deveremos manter nossa

crença na Palavra de Deus, assim como mantermos a crença no amor de Deus, a

despeito dos problemas, a menos por uma razão última, e uma única razão, a que

Jesus Cristo ensinou e demonstrou a respeito. Não é mais obscurantista

evadirmos de uma ou de outra dessas crenças. Sem dúvida, não é nada

obscurantista. Seguir a Cristo é sempre um sóbrio e humilde realismo cristão”.

(Compreendendo a Bíblia, Publicadora Zandervan, 1999).
Algumas passagens, tais como a famosa seção em Jó, onde os seus amigos lhe

dão conselhos errôneos, não podemos pretender torná-los como a sabedoria de

Deus.
Nós nos envolvemos seriamente com o estudo das Escrituras. Dedicamo-nos a

compreender as Escrituras. Para tanto lançamos o nosso olhar para as gerações

de cristãos que nos precederam, e como elas as compreenderam.
Mas, sobre e acima de tudo, as Escrituras são a nossa autoridade, e é nossa

profunda e estabelecida convicção que ela é verdadeira. Por conseguinte, nunca

pretendemos conhecê-la completamente. Não nos importamos porque temos que

lutar com ela. Amamos as Sagradas Escrituras porque, por meio de palavras de

homens, Deus tem falado suas palavras verdadeiras para nós, e a Palavra de

Deus é santa. Afastemo-nos das Escrituras e nos afastaremos de Cristo. Torça as

Escrituras para atingirmos os nossos fins e nos tornaremos uma heresia ou um

culto.
Não poderemos concordar com o que disse um dos nossos bispos, que se nós

escrevemos as Escrituras, também, poderemos reescreve-la. Ou, como um outro

bispo, que “nós precisamos de um novo cristianismo para um novo mundo”. Há

apenas um Cristianismo: o Cristianismo das Escrituras.
Cada geração de crentes é tentada a se afastar das demandas claras,

musculares, de Jesus, da doutrina radical da Igreja do Novo Testamento, e

abraçar a onda das idéias do dia. Quem assim procede não percebe que está em

perigo de lançar fora o próprio fundamento da fé sobre o qual está assentado.


A Igreja tem sempre ensinado, através dos tempos, a nos submetermos às

Escrituras como a guia autoritativa de Deus. Com freqüência temos errado, e os

reformadores nos têm chamado de volta e dito: Sola Scriptura, a nossa Tradição,
o nosso arrazoar, e as novas experiências são fundamentalmente importantes,

porque em Cristo e com Cristo, devemos renovar a nossa crença que nas

Escrituras Deus tem falado, e elas são verdadeiras. Elas são a nossa guia

infalível.

Nas últimas duas gerações, a nossa denominação tem tolerado líderes e mestres

que têm distorcido ou abandonado doutrinas históricas da Igreja, e muitos crentes

têm deixado a Igreja desgostosos. Nós temos permanecido. Agora uma decisão

da Convenção Geral tem dolorosamente tornado claro para nós que a Igreja

Episcopal dos Estados Unidos da América (ECUSA) tem se movido ainda para

mais distante das Escrituras. 92 bispos, uma devastadora maioria, recusam

endossar uma Resolução reafirmando as Sagradas Escrituras como a autoridade

fundamental em nossa Igreja, reafirmando as históricas declarações do

Anglicanismo concernentes às Escrituras. É claro que temos que dizer um basta,

que não poderemos ir mais longe.


A questão última, pois, refere-se à autoridade, ou seja, ao senhorio de Cristo.

“Vocês me chamam de Mestre e de Senhor – disse Ele – e o fazem corretamente.

Porque é isso que eu sou”. Nós não temos a liberdade de desobedecê-lo ou de

discordar dEle. Curvamo-nos à autoridade e total confiabilidade das Escrituras,

porque nos curvamos à autoridade de Cristo.
Rev. John Yates é Reitor da Paróquia de Falls Church, Virginia, EUA (ECUSA).
(Tradução: Dom Robinson Cavalcanti, ose)
http://www.dar.org.br/biblioteca/traducoes/traducoes_013.htm

TIRE SUAS DÚVIDAS


1 -Como a Bíblia foi Escrita?
A Bíblia foi escrita em hebraico e grego, sendo que o Velho Testamento, que vai

do livro de Gênesis a Malaquias, foi escrito em hebraico, e o Novo Testamento,

que vai do livro de Mateus até Apocalipse foi escrito em grego, ela contém 66

livros e foi escrita num intervalo de aproximadamente 1600 anos, por diversos

autores. Existem 4 livros do Novo Testamento que são chamados de Evangelhos,

estes são os livros biográficos de Jesus Cristo, estes livros são Mateus, Marcos,

Lucas e João, a palavra "Evangelho" significa "Boas Novas". A Bíblia é a palavra

de Deus, que foi escrita por homens inspirados por Deus, nela encontramos

instrução para vivermos da maneira conforme o nosso Criador deseja que

vivamos, ela é como um manual do fabricante, que nos ajuda a conhecer a nós

mesmos e a Deus, e a viver dignamente neste mundo, com paz interior, fé e

esperança. A palavra "Bíblia" em português deriva da palavra grega biblon, que

significa "rolo" ou "livro", um biblon era um rolo de papiro ou biblo, uma planta

semelhante a uma taquara, cuja casca interna era secada, para se tornar uma

matéria de escrita de uso generalizado no mundo antigo, mas o termo como

usamos hoje, refere-se não ao significado de sua palavra de origem e sim ao livro

que é o registro da revelação divina, Deus é vida, amor, sabedoria, paz e outras

coisas mais, e tudo o que Ele é, nos é soprado através da Bíblia, pois ela mesma

se denomina como o sopro de Deus (2 Tm 3.16 "Toda a Escritura é soprada por

Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na

justiça,").
A Bíblia é um livro maravilhoso, todas as outras obras literárias existentes não se

comparam a ela, toda filosofia e ciência humana não conseguiram mudar tanto a

sociedade e a história quanto a Bíblia, a raiz dos problemas da sociedade é

espiritual e é através da Bíblia que podemos aprender a ter o verdadeiro viver

espiritual, sendo assim ela foi escrita com certas características que a levaram a

ser o livro dos livros: ela é pura (Pv 30:5 "Toda palavra de Deus é pura; ele é

escudo para os que nele confiam."), valiosa (Pv 8:10-11"Aceitai o meu ensino, e

não a prata, e o conhecimento, antes do que o ouro escolhido. Porque melhor é a

sabedoria do que jóias, e de tudo o que se deseja nada se pode comparar com

ela."), é a verdade (Sl 119:160 As tuas palavras são em tudo verdade desde o

princípio, e cada um dos teus justos juízos dura para sempre.), é eterna (Sl 119:89

"Para sempre, ó SENHOR, está firmada a tua palavra no céu."), é imutável (1 Pe


1:25 "a palavra do Senhor, porém, permanece eternamente. Ora, esta é a palavra

que vos foi evangelizada."), é profética (2 Pe 1:21 "porque nunca jamais qualquer

profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte

de Deus, movidos pelo Espírito Santo.") e fiel (Sl 19:07 "A lei do SENHOR é

perfeita e restaura a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos

símplices.").



2 -Qual é o seu propósito?

O fator mais importante, que classifica a Bíblia como o livro mais singular, é a

influência que ela tem sobre a vida dos homens. Embora a Bíblia seja um grande

tesouro com respeito à sua contribuição para humanidade em literatura, filosofia e

história, o maior valor deste livro se encontra na grande influência que exercem

sobre as pessoas. Através de suas páginas o homem se vê exposto quanto à sua

verdadeira condição diante de Deus, a palavra de Deus é como uma espada que

penetra até os pensamentos e propósitos do homem e o convence de seus

pecados diante de Deus (Hb 4:12 "Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e

mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de

dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e

propósitos do coração."). Santo Agostinho era um homem indisciplinado e libertino

em sua juventude, porém sua mãe orava por ele enquanto ele crescia. Depois de

levar uma vida dissoluta por muitos anos certo dia, com trinta e um anos de idade,

lendo a Bíblia debaixo de uma figueira, chegou num trecho que diz "Andemos

dignamente, como em pleno dia, não em orgias e bebedices, não em impudicícias

e dissoluções, não em contendas e ciúmes, mas revesti-vos do Senhor Jesus

Cristo, e nada disponhais para a carne, no tocante às suas concupiscências" (Rm

13:13-14) . Essas palavras o convenceram dos seus pecados e ele se arrependeu

diante do Senhor e se tornou um servo de Cristo.


No curso da história, muitas pessoas famosas foram movidas a crer em Cristo e

ler a Bíblia. O imperador francês Napoleão, após ter sido derrotado e exilado na

ilha de Santa Helena, confessou que embora ele e outros grandes líderes

tivessem fundado seus impérios através da força, Jesus Cristo edificou Seu reino

com amor, Ele também confessou que embora pudesse reunir seus homens em

torno dele em prol de sua própria causa, ele teria de faze-lo falando-lhes face a

face, enquanto, por dezoito séculos, incontáveis homens e mulheres se

dispuseram a sacrificar, com alegria, a própria vida por amor a Jesus Cristo, sem

tê-lo visto sequer uma vez.
A razão pela qual muitos se dispuseram a deixar tudo para seguir a Cristo e ser

martirizados por causa Dele é que eles O viram revelado na Bíblia. A Bíblia tem

sido a fonte de inspiração para que muitos creiam em Cristo. Embora muitos reis,

imperadores e governo tenham tentado, nos últimos dois mil anos, erradicar a

Bíblia, começando pelos imperadores romanos do primeiro século até aos

governos ateus deste século, nenhum poder sobre a terra tem conseguido abular

a atração do homem por esse livro e pela pessoa maravilhosa que ele revela. O

Cristo revelado na Bíblia continua hoje tão vivo como há dois mil anos. Nenhuma

biografia de homem sobre a terra tem transformado tantas vidas como a vida de

Jesus Cristo.


A Bíblia existe para que possamos compreender, temer, respeitar e amar a Deus

sobre todas as coisas, assim ela a si mesmo se denomina como a Sagrada

Escritura (2 Tm 3:15-17 "e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que

podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é

inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a

educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente

habilitado para toda boa obra.").
A revelação principal da Bíblia é a vida, o Diabo veio para matar, roubar e destruir,

mas Jesus Cristo veio para que aqueles que Nele cressem, e por Ele vivessem,

tenham vida e vida em abundância (João 10:10 "O ladrão vem somente para

roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em

abundância."), por isso, quando lemos a Bíblia, devemos entrar em contato com o

Senhor Jesus, orando para que Ele nos dê revelação da palavra (Ef 6:17-18

"Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra

de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto

vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos"), e orando também

para que sejamos capacitados, pelo Espírito Santo, a viver a palavra de Deus, e

não só apenas conhece-la em nossa mente, pois o simples fato de conhecermos a

Bíblia não nos faz um cristão, os judeus cometeram esse erro, pois eles

examinavam as escrituras, mas não conheciam a pessoa de Cristo (Jo 5:39-40

"Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas

mesmas que testificam de mim. Contudo, não quereis vir a mim para terdes

vida."), isso pode ser melhor compreendido ao analisarmos o versículo de 2 Co


3:6 "o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra,

mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.", não devemos tomar

a Bíblia como um livro comum, apenas para trazer-nos algum conhecimento em

nossa mente, mas devemos tomá-la, como um livro de vida, contatando o Senhor

Jesus, através da oração, para que Ele nos conceda algo vivo em sua palavra, ou

seja, algo que traga uma lição prática para o nosso viver no dia a dia, pois a

intenção de Deus revelada na Bíblia não é apenas a salvação do nosso espírito, e

sim a salvação de todo o nosso ser, para que consigamos viver coletivamente na

igreja, que é comparada ao corpo e a esposa de Cristo (1 Tm 2:4 "o qual deseja

que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da

verdade."; 1 Ts 5:23 "O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso

espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de

nosso Senhor Jesus Cristo."; 1 Co 12:27 "Ora, vós sois corpo de Cristo; e,

individualmente, membros desse corpo." ; Ap 19:7 "Alegremo-nos, exultemos e

demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si

mesma já se ataviou,").



3 -Como compreender a Bíblia?
Quando foi escrita originalmente, a Bíblia não continha a divisão por capítulos e

versículos, isso foi criado muito depois de sua conclusão, esta divisão serve para

a localização dos textos com mais facilidade, isso deve ser levado em

consideração, quando estivermos estudando um determinado assunto na Bíblia,

para que não tiremos conclusões indevidas. Devemos sempre analisar o contexto

em que se encontra o versículo, um certo escritor uma vez citou sabiamente que

"um texto sem contexto na verdade é um pretexto", vamos analisar um versículo

para melhor compreensão do que vem a ser a importância de analisar o contexto.

Quando, por exemplo, for dito para você ler Mt 4.10, a abreviação Mt significa o

livro de Mateus, o número 4 significa que é no capítulo 4, e o número 10 depois do

ponto (ou as vezes representado por dois pontos) significa que é o versículo 10, o

texto é o seguinte "Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está

escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto.", ao ler este

versículo, percebemos claramente que ele não tem em si próprio uma mensagem

isolada vinda da parte de Deus, por isso devemos compreender o contexto, lendo

sempre o texto acima e abaixo do versículo em questão. Também é importante

que compreendamos o contexto histórico em que se encontra a mensagem que

está sendo estudada, por exemplo, as leis do Velho Testamento não se aplicam

mas a nós que vivemos na era do Novo Testamento, e devem ser interpretadas

apenas como sombras da verdade Cl 2:16-17 "Ninguém, pois, vos julgue por

causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo

isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo.",

esta verdade foi manifestada através de Cristo, o Novo Testamento traz a nova

aliança de Deus com os homens (Lc 22:20 "Semelhantemente, depois de cear,

tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue

derramado em favor de vós."; 2 Co 3:6 "o qual nos habilitou para sermos ministros

de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o

espírito vivifica."), e muitas das coisas que ocorreram no Velho Testamento, foram

permitidas por Deus para que Ele realize sua vontade (1 Co 10:11 "Estas coisas

lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós

outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado."). Não devemos tentar trazer

uma prática do Velho Testamento para o Novo, pois a sombra não pode expressar

a realidade, e isso seria o mesmo que colocar remendo de pano novo em vestido

velho, o velho e o novo não podem ser combinados, pois um estraga o outro (Mt

9:16-17 "Ninguém põe remendo de pano novo em veste velha; porque o remendo

tira parte da veste, e fica maior a rotura. Nem se põe vinho novo em odres velhos;

do contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho, e os odres se perdem.

Mas põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam."). Quando você

for estudar sobre um determinado tema na Bíblia, além de compreender o

contexto textual e histórico, também é aconselhável que você pesquise sobre o

assunto em outros livros da Bíblia, utilizando as referências de sua Bíblia ou se for

possível uma chave bíblica (chave bíblica é um livro onde se encontra um índice

de versículos, ordenado por palavras chaves em ordem alfabética), ou até um bom

livro de comentário bíblico, e em último caso, uma pessoa que possa te ajudar, o

importante é tirar as dúvidas, pois estas dúvidas iram te causar problemas mais

cedo ou mais tarde, na própria Bíblia temos alguns exemplos de explanação

bíblica (Lc 24:27 "E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas,

expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras."; At 8:30-31

"Correndo Filipe, ouviu-o ler o profeta Isaías e perguntou: Compreendes o que

vens lendo? Ele respondeu: Como poderei entender, se alguém não me explicar?

E convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele.").
Para melhor compreender a Bíblia, devemos usar o nosso espírito, ele é a parte

mais interior de nosso ser, que se constitui, da consciência, da intuição e da

comunhão com Deus, assim como temos que alimentar nosso corpo todos os

dias, com alimento sólido, temos um espírito que deve ser alimentado diariamente


pela leitura e oração da palavra de Deus (1 Pe 2:2 "desejai ardentemente, como

crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja

dado crescimento para salvação," Mt 4:4 "Jesus, porém, respondeu: Está escrito:

Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de

Deus."), quando lemos a Bíblia com oração, nós estamos contatando a própria

pessoa de Cristo, e essa palavra alimenta o nosso espírito, nós trazendo fé,

esperança e paz, pois a vida não teria um sentido sem a Bíblia, sendo que nela

encontramos respostas para as principais perguntas desta vida, como o propósito

da nossa existência, como devemos viver neste mundo e o que ocorrera conosco

após esta vida.
4 -Por que Jesus Cristo é o centro da Bíblia?
O tema central de toda Bíblia é a pessoa de Jesus Cristo (Lc 24:27 "E, começando

por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito

constava em todas as Escrituras."; 44 "A seguir, Jesus lhes disse: São estas as

palavras que eu vos falei, estando ainda convosco: importava se cumprisse tudo o

que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos."; Jo 5:39

"Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas

mesmas que testificam de mim."), e sendo assim os 66 livros podem ser

resumidos da seguinte forma:


Preparação: Todo o Antigo Testamento trata da preparação do mundo para a

vinda de Cristo.

Manifestação: Os Evangelhos tratam da manifestação de Cristo ao mundo, como
o Rei e Redentor.

Propagação: Os Atos dos apóstolos tratam da propagação de Cristo por meio da

Igreja.

Explanação: As Epistolas tratam da explanação de Cristo, dando os detalhes da



doutrina.

Consumação: O Apocalipse trata do casamento de Cristo e a Igreja e a

consumação de todas as coisas.

5 -Quais os deveres do cristão para com a Bíblia?
Devemos ser sinceros para com a palavra de Deus, para que possamos

compreende-la e vive-la, pois se cremos que ela é realmente de Deus, temos que

leva-la a sério, sendo assim o cristão deve ler a Bíblia (Ap 1:03 "Bem-aventurados

aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as

coisas nela escritas, pois o tempo está próximo."), pregar a Bíblia (2 Tm 4:02

"prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta

com toda a longanimidade e doutrina."), meditar na Bíblia (Sl 1:02 Antes, o seu

prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.), ensinar a

Bíblia (Mt 28:19 "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os

em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;") e principalmente praticar a

Bíblia (Tg 1:22 Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes,

enganando-vos a vós mesmos.), é importante ressaltar aqui o fato de que

devemos ensinar apenas aquilo que vivemos, senão estaremos sendo hipócritas e

não teremos autoridade espiritual para levar as pessoas a um verdadeiro

arrependimento, pois o que mais conta em nossa pregação é o fluir do Espírito

Santo, e o Ele não irá fluir se estivermos sendo falsos ( Rm 2:3 "Tu, ó homem, que

condenas os que praticam tais coisas e fazes as mesmas, pensas que te livrarás

do juízo de Deus?"; Tg 2:12 "Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como

aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade."), o mais importante é

sermos fieis as coisas que o Senhor já nós revelou na sua palavra (Mt 12:48

"Aquele, porém, que não soube a vontade do seu senhor e fez coisas dignas de

reprovação levará poucos açoites. Mas àquele a quem muito foi dado, muito lhe

será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão."), pois a

Bíblia mesma nos ensina que o caminho para seguir a Deus é estreito, e quanto

mais você for crescendo espiritualmente, ele fica mais estreito, mas se ficarmos

ligados a Deus, como nossa fonte de vida, a sua graça nos sustenta, pois somos

comparados aos ramos de uma videira, se nos desligarmos desta videira

certamente morreremos espiritualmente. O fato de que, ao que mais é dado

revelação, mais será cobrado, não deve fazer com que nos acovardemos e não

busquemos mais revelação da palavra do Senhor, pois isso é uma questão de

recompensa, ou seja, galardão (Mt 13:23 "Mas o que foi semeado em boa terra é
o que ouve a palavra e a compreende; este frutifica e produz a cem, a sessenta e

a trinta por um."; Mt 25:45-47 "Quem é, pois, o servo fiel e prudente, a quem o

senhor confiou os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo? Bemaventurado

aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim.

Em verdade vos digo que lhe confiará todos os seus bens."

6 -Os símbolos que representam a Bíblia
A Bíblia é um livro que contém muitas figuras de linguagem e parábolas, que eram

usadas para ajudar ou atrapalhar a compreensão das pessoas, dependendo das

circunstâncias e da pessoa a quem se dirigia a palavra em questão, dentre estes

símbolos, temos alguns que denominam as funções da Bíblia na vida do homem,

como:
Luz. Quanto mais luz você colocar em um ambiente escuro, mais claro ele se

tornará, assim também quanto mais palavra de Deus você tiver em você, mais a

luz de Deus brilhará em sua vida (Sl 119:105 "Lâmpada para os meus pés é a tua

palavra e, luz para os meus caminhos.");

Mel. O mel que revigora e dá prazer ao seu paladar, assim também é a palavra de

Deus (Sl 119:103 "Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais que o

mel à minha boca.");

Alimento. Assim como nossa carne precisa do alimento sólido para se manter,

precisamos da Bíblia como nosso alimento espiritual (1 Pe 2:2 "desejai

ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que,

por ele, vos seja dado crescimento para salvação,"; Mt 4:04 " Jesus, porém,

respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que

procede da boca de Deus."; Jo 6:51 "Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se

alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo


é a minha carne."; Jo 6:63 "O espírito é o que vivifica; a carne para nada

aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida.");

Purificação pelo fogo. O ouro na Bíblia tipifica a pureza de Deus, assim como o

ouro é purificado pelo fogo, nós também somos "queimados" pela palavra de

Deus, para que nossas impurezas sejam retiradas, (Jr 23:29 " Não é a minha

palavra fogo, diz o SENHOR, e martelo que esmiuça a penha?");

Lavagem pela água. Antigamente, as roupas eram lavadas em tanques de

cimento, com ondulações, e depois enxaguadas no mesmo tanque, me lembro

que quanto mais fosse enxaguada a roupa, mais ela saia limpa do tanque, assim

também, devemos ser mais e mais "enxaguados" pela palavra de Deus, para que

sejamos limpos de toda sujeira adquirida no passado, e no dia a dia em que

vivemos (Ef 5:26 "para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem

de água pela palavra,");

Como um prego. Assim como para cumprir a palavra, Jesus Cristo foi pregado na

cruz, pela mesma palavra, devemos estar "pregando" nosso velho homem

juntamente com Ele na cruz, pois o pecado (a natureza pecaminosa que

herdamos Adão) não pode ser tratado, ou reformado, ele estará com você durante

toda sua vida aqui na terra, e cabe a você vencer a carne pecaminosa através do

espírito (Gl 5:17 " Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a

carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do

vosso querer."), deste modo, o prego simboliza a palavra que perfura (Ec 12:11

"As palavras dos sábios são como aguilhões, e como pregos bem fixados as

sentenças coligidas, dadas pelo único Pastor.");

A chuva simboliza a palavra que rega e nos traz vida (Dt 32:02 "Goteje a minha

doutrina como a chuva, destile a minha palavra como o orvalho, como chuvisco

sobre a relva e como gotas de água sobre a erva.");

Como uma espada. Nossas juntas e medulas são as partes mais difíceis de se

separar, mas a Bíblia é comparada a uma espada que pode dividir juntas e

medulas, ou alma e espírito, isso que dizer que, através da Bíblia, nós adquirimos
o discernimento espiritual para sabermos se estamos agindo em nós mesmos, ou

seja, seguindo a nossa carne e o desejo da nossa alma, ou se estamos agindo

segundo a vontade de Deus, revelada a nós através de sua palavra em nosso

espírito (Hb 4:12 "Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do

que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e

espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do

coração.");

O sapato simboliza a palavra que protege, assim como nossos pés são protegidos

pelo sapato de toda sujeira, pedras e objetos cortantes que encontramos em

nosso caminho, nosso caminhar (proceder), é protegido pela palavra de Deus (Ef

6:15 "Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz;");

Como uma semente. A palavra é comparada a uma semente que foi semeada em

nosso coração, (Mt 13:3-23 "E de muitas coisas lhes falou por parábolas e dizia:

Eis que o semeador saiu a semear. E, ao semear, uma parte caiu à beira do

caminho, e, vindo as aves, a comeram. Outra parte caiu em solo rochoso, onde a

terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra. Saindo, porém, o

sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se. Outra caiu entre os espinhos, e

os espinhos cresceram e a sufocaram. Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto:


a cem, a sessenta e a trinta por um. Quem tem ouvidos para ouvir , ouça. Então,

se aproximaram os discípulos e lhe perguntaram: Por que lhes falas por

parábolas? Ao que respondeu: Porque a vós outros é dado conhecer os mistérios

do reino dos céus, mas àqueles não lhes é isso concedido. Pois ao que tem se lhe

dará, e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.

Por isso, lhes falo por parábolas; porque, vendo, não vêem; e, ouvindo, não

ouvem, nem entendem. De sorte que neles se cumpre a profecia de Isaías:

Ouvireis com os ouvidos e de nenhum modo entendereis; vereis com os olhos e

de nenhum modo percebereis. Porque o coração deste povo está endurecido, de

mau grado ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos; para não suceder que

vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, se

convertam e sejam por mim curados. Bem-aventurados, porém, os vossos olhos,

porque vêem; e os vossos ouvidos, porque ouvem. Pois em verdade vos digo que

muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram; e ouvir o que

ouvis e não ouviram. Atendei vós, pois, à parábola do semeador. A todos os que

ouvem a palavra do reino e não a compreendem, vem o maligno e arrebata o que

lhes foi semeado no coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho. O que

foi semeado em solo rochoso, esse é o que ouve a palavra e a recebe logo, com

alegria; mas não tem raiz em si mesmo, sendo, antes, de pouca duração; em lhe

chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza.

O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados

do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera. Mas o

que foi semeado em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende; este

frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta por um."), sobre a parábola acima, é

importante observar que o mais importante é ter um coração sincero diante da

palavra de Deus, pois Deus conhece o homem pelo seu coração e não pelas suas

atitudes ou palavras (Pv 27:19 "Como na água o rosto corresponde ao rosto,

assim, o coração do homem, ao homem.").


7 -A Renovação da Mente através da Bíblia
Uma das mais importantes funções da Bíblia é a renovação da nossa mente (Rm
12:2 "E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação

da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita

vontade de Deus."). A mente do homem, que não conhece a Deus, é uma mente

posta na carne, pois ele foi gerado e educado pelos seus pais na carne, e o que

vem da carne, só pode ser carne, e seus comportamentos são regidos por está

educação carnal (1 Pe 1:18 sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis,

como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que

vossos pais vos legaram,"), após nos tornarmos filhos de Deus, entrando no reino

de Deus, mas ainda continuamos com a chamada lei do pecado em nossa carne

(Rm 7:25 "Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de

mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da

lei do pecado."), mas a grande diferença é que agora a pessoa possui o Espírito

Santo nele, que o ajudará a viver no Espírito e mortificar os feitos da carne (Rm

8:13 "Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo

Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis."), se andarmos no
espírito, o próprio Deus estará vivendo em nós, pois em nós mesmos, isto é em

nossa carne, não temos bem algum e não podemos agradar a Deus (Rm 7:18

Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois
o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo."; Rm 8:6 "Porque o pendor

da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz."; Rm 8:8

"Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus."), mas se nos

mostrarmos sempre humildes de espírito (para que o Espírito Santo venha nos

preencher), Deus irá cumprir em nós a Sua vontade e seremos capacitados a viver

a Sua palavra. Nossa mente, na verdade tem a função de ajudar o nosso espírito

a buscar a Deus, nossa intuição é uma das partes de nosso espírito, quando

recebemos algo em nossa intuição, devemos utilizar a nossa mente para checar

nosso conhecimento da Bíblia, se aquilo é ou não de Deus, pois o maligno tenta

nos enganar, lançando dardos, ou seja, pensamentos para nos desviar da vontade

de Deus, é aqui que entra a importância da palavra de Deus, pois ela serve como

se fosse um capacete para te proteger contra os dardos do maligno (Ef 6:17

Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de

Deus;"). Lembre-se que Deus não irá lhe mostrar nada em sua intuição (espírito),

que esteja em desacordo com a Sua palavra, desta forma, Ele estaria tornando-se

mentiroso, pois como Ele poderia te dar uma revelação que não condiz com a

Bíblia? E a palavra nós revela que Deus abomina a mentira e que o pai da mentira

é o Diabo. A Bíblia tem um exemplo que demonstra que podemos estar sendo

destruídos pela falta de conhecimento (Os 4:6a "O meu povo está sendo

destruído, porque lhe falta o conhecimento."), outro versículo que podemos citar

para enfatizarmos a questão do conhecimento mental auxiliando o espírito é Jo

14:26 "mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome,

esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho

dito.", observemos aqui que nós só lembramos daquilo que um dia conhecemos,

então como o Espírito Santo nos fará lembrar de uma coisa que nunca

conhecemos? Esta é a importância da intimidade com a palavra, quanto mais

lermos e orarmos sobre seus versículos chaves, mais seremos alimentados e

guardados dos ataques do inimigo, pois o pecado sempre começa em nossa

mente e se aprendermos a lidar com ele em nossa mente, estaremos matando o

mal pela raiz.



8 -Conheça algumas das profecias da Bíblia que já se cumpriram .
A Vinda de Jesus Cristo foi profetizada por Isaías aproximadamente 760-680 a.C.

em Is 52:13-53:12 " Eis que o meu Servo procederá com prudência; será exaltado

e elevado e será mui sublime. Como pasmaram muitos à vista dele (pois o seu

aspecto estava mui desfigurado, mais do que o de outro qualquer, e a sua

aparência, mais do que a dos outros filhos dos homens), assim causará admiração

às nações, e os reis fecharão a sua boca por causa dele; porque aquilo que não

lhes foi anunciado verão, e aquilo que não ouviram entenderão. Quem creu em

nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do SENHOR? Porque foi subindo

como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem

formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era

desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o
que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era

desprezado, e dele não fizemos caso. Certamente, ele tomou sobre si as nossas

enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito,

ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e

moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e

pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como

ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a

iniqüidade de nós todos. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca;

como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus

tosquiadores, ele não abriu a boca. Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua

linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por

causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. Designaram-lhe a sepultura

com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez

injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca. Todavia, ao SENHOR agradou

moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado,

verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR

prosperará nas suas mãos. Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e

ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a

muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si. Por isso, eu lhe darei muitos

como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto

derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou

sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu."

A profecia sobre a restauração do estado moderno de Israel, que foi cumprida em

15 de maio de 1948, tendo sido feita por Ezequiel, Isaias e Jeremias, centenas de

anos antes de Cristo ( Is 60:9-10 " Certamente, as terras do mar me aguardarão;

virão primeiro os navios de Társis para trazerem teus filhos de longe e, com eles,

a sua prata e o seu ouro, para a santificação do nome do SENHOR, teu Deus, e

do Santo de Israel, porque ele te glorificou. Estrangeiros edificarão os teus muros,

e os seus reis te servirão; porque no meu furor te castiguei, mas na minha graça

tive misericórdia de ti."; Is 61:6 " Mas vós sereis chamados sacerdotes do

SENHOR, e vos chamarão ministros de nosso Deus; comereis as riquezas das

nações e na sua glória vos gloriareis."; Jr 23:3 " Eu mesmo recolherei o restante

das minhas ovelhas, de todas as terras para onde as tiver afugentado, e as farei

voltar aos seus apriscos; serão fecundas e se multiplicarão."; Jr 30:3 " Porque eis

que vêm dias, diz o SENHOR, em que mudarei a sorte do meu povo de Israel e de

Judá, diz o SENHOR; fá-los-ei voltar para a terra que dei a seus pais, e a

possuirão."; Jr 31:36 "Se falharem estas leis fixas diante de mim, diz o SENHOR,

deixará também a descendência de Israel de ser uma nação diante de mim para

sempre."; Ez 11:17" Dize ainda: Assim diz o SENHOR Deus: Hei de ajuntá-los do

meio dos povos, e os recolherei das terras para onde foram lançados, e lhes darei

a terra de Israel.")
9 -Teoria da Evolução -Verdade ou Mentira?
Um dos fatores predominantes, que alguns cientistas utilizam para negar a

autenticidade da Bíblia, é a teoria da evolução, de Charles Darwin, na qual é

afirmado que o homem é proveniente do macaco e veio evoluindo até chegar ao
estágio atual. Mas atualmente, a própria ciência está descobrindo que Darwin

estava enganado, pois dentro da cadeia de evolução, o fóssil do ancestral mais

antigo do homem, é o do Ardipithecus, datado de 4,4 milhões de anos, no qual o

homem era mais parecido com macaco do que como nós somos hoje, a questão é

que foram descobertos recentemente fósseis de um homem que tem a idade de

6 milhões de anos, o qual anularia toda a teoiria da evolução, pois este homem

tem as características da arcada dentária e de diversos outros ossos bem

paracidas conosco. Outra coisa que tem tirado o credito da teoria evolucionista é o

fato de que as gerações intermediárias, entre a suposta metamorfose de macaco

para homem, terem se extinguido de maneira inexplicavél, o que torna mais

evidente de que a Bíblia tem razão quanto a criação de Deus. Se estas

conclusões que a ciência está chegando estiverem corretas, anula-se a teoria de

Darwin e confirma-se a palavra de Deus. Caso você queira saber mais sobre está

descoberta, leia a revista Veja, da Editora Abril, número 50, de 13 de dezembro de

2000 -páginas 88-90.
10 -Razões pelas quais você deveria ler mais a Bíblia.
O texto principal para expressar a grandiosidade da Bíblia se encontra na própria

Bíblia, vamos ler este texto no livro de Provérbios 4:4-9 "então, ele me ensinava e

me dizia: Retenha o teu coração as minhas palavras; guarda os meus

mandamentos e vive; adquire a sabedoria, adquire o entendimento e não te

esqueças das palavras da minha boca, nem delas te apartes. Não desampares a

sabedoria, e ela te guardará; ama-a, e ela te protegerá. O princípio da sabedoria

é: Adquire a sabedoria; sim, com tudo o que possuis, adquire o entendimento.

Estima-a, e ela te exaltará; se a abraçares, ela te honrará; dará à tua cabeça um

diadema de graça e uma coroa de glória te entregará.", como comprovação deste

trecho, podemos observar alguns fatores da histórias, como:


Dentre os países mais desenvolvidos do mundo, a maioria deles foi culturalmente

muito influenciado pela Bíblia, o maior exemplo são os EUA, onde a grande

maioria da população é de cultura cristã, e os seus primeiros governantes eram

cristãos que amavam a Bíblia e utilizavam da sabedoria nela contida para

governarem os EUA.

O povo Judeu, mesmo não crendo no Novo Testamento e em Jesus Cristo, é

muito fiel a palavra de Deus do Velho Testamento, eles são um povo que hoje

tem aproximadamente 25 milhões de pessoas, espalhadas pelo mundo, e mesmo

sendo um povo discriminado, e sofrido, tem acumulado mais de 140 prêmios

nobeis através da história, enquanto que nós aqui no Brasil somos mais de 150

milhões de pessoas, não temos nem sequer um prêmio nobel.

Muitas das grandes personagens da história eram cristãs, e se não eram, de

alguma forma foram grandemente influenciados pela Bíblia, em suas obras

literárias ou mesmo em sua vida, devido ao fato de que os princípios espirituais

nela contidos, são os mais elevados do que os de todas as outras obras

existentes, dentre estas pessoas, selecionamos algumas frases notáveis, ditas por

elas:
Abraham Lincoln: " Creio que a Bíblia é o melhor presente que Deus já deu ao

homem. Todo o bem, da parte do Salvador do mundo, nos é transmitido mediante

este livro."

George Washington: "Impossível é governar bem o mundo sem Deus e sem a

Bíblia."

Napoleão: "A Bíblia não é um simples livro, senão uma Criatura Vivente, dotada de

uma força que vence a quantos se lhe opõem."

Rainha Vitória: "Este livro dá a razão da supremacia da Inglaterra."

Isaac Newton: " Há mais indícios seguros de autenticidade na Bíblia do que em

qualquer história profana."

Caso você não conheça a Bíblia, te faço um desafio, busque estudá-la com fé, que

você verá como ela tem um poder transformador que irá revolucionar sua vida em

todos os aspectos, pois o propósito para o qual você foi criado com um espírito, é

que este espírito foi feito para conter o próprio Deus, você nunca conseguirá ser

uma pessoa completamente realizada, pois nada como fama, dinheiro, poder ou

qualquer outra coisa, que a sua carne possa desejar, pode se comparar ao gozo

de ter uma vida de plena comunhão com Deus, " Porque o reino de Deus não é

comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo."(Rm 14:17).

Além disso, Deus tem um desejo, um plano, para o qual Ele necessita de homens

que o amem e estejam dispostos a pagar o preço (2 Tm 3:12 Ora, todos quantos

querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos.) de servi-Lo e

efetuar este plano. O preço é caro, mais a recompensa é eterna e como podemos

ler em 1 Tm 1:15 "Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus

veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal." Leia a

Bíblia. Que a paz do Senhor esteja convosco. Amém.
http://www.estudobiblico.com.br/biblia/biblia.htm
PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS
Edson Falcão
Coletânea de textos e artigos debatendo a existência de Deus



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