A verdadeira historia do clube bilderberg



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A VERDADEIRA HISTORIA DO CLUBE BILDERBERG
Tradução de Ignacio Tofino e Marta-Ingrid Rebon
Daniel Estulin
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Todos os direitos reservados
© Daniel Estulin, 2005
© pela tradução, Ignacio Tofino e Marta-Ingrid Rebon, 2005
© Editorial Planeta, S. A., 2005
Diagonal, 662-664, 08034 Barcelona (Espanha)
Primeira edição: setembro de 2005

Segunda impressão: setembro de 2005

Terceira impressão: outubro de 2005

Quarta impressão: outubro de 2005


Deposito Legal: B. 44.050-20050
ISBN 84-8453-157-0
Composição: Ormograf, S. A.

Impressão: Hurope, S. L.

Encadernação: Lorac Port, S. L.
Impresso na Espanha
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Índice
Prólogo ... 5
Introdução ... 6
O ALVORECER DE UMA NOVA ERA: ESCRAVIDÃO TOTAL ... 6

1. O CLUBE BILDERBERG ... 13

2. O COUNCIL ON FOREIGN RELATIONS (CFR) ... 49

3. A CONSPIRAÇÃO DOS ROCKEFELLER E A COMISSÃO TRILATERAL ... 89

4. PARA UMA SOCIEDADE SEM DINHEIRO EM EFETIVO ... 110

CHAMADA PARA A AÇÃO ... 148


Apêndice 1.

CONVERSAÇÕES DAS REUNIÕES DO BILDERBERG ... 151


Apêndice 2

A SOMBRA DO GOVERNO MUNDIAL ... 158

Apêndice 3

LISTA DOS PARTICIPANTES NA REUNIÃO DO CLUBE BILDERBERG EM 2005 ... 173

Notas ... 177

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Uma camarilha formada por alguns dos homens mais ricos, poderosos e influentes do Ocidente que se reúnem secretamente para planejar eventos que depois, simplesmente, acontecem.


The Time (Londres, 1977)
E difícil reeducar a pessoa que foi educada no nacionalismo. E muito difícil convencê-los de que renunciem a parte de sua soberania em favor de uma instituição supranacional.
Príncipe Bernardo, fundador do Clube Bilderberg
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Prólogo
Todo aquele que esteja interessado em saber mais sobre os poderes factuais que governam o mundo e influenciam na vida de todos os seus habitantes ficará impressionado com este livro de Daniel Estulin.
Daniel e eu colaboramos durante anos perseguindo a Bilderberg, a organização secreta internacional integrada por líderes políticos, financeiros e corporações multinacionais.
Em muito do que tenho escrito sobre Bilderberg durante os últimos anos usei informação obtida pelo Danny. Sem sua ajuda, a American Free Press não poderia saber onde se celebraria a reunião do Clube Bilderberg em 2005.
O trabalho do Daniel é mais acadêmico que o meu. Cita os fatos em toda sua crueldade e credita suas fontes em notas. Eu improviso com o que sei diretamente de fontes procedentes de Bilderberg e confio-me ao julgamento da História que, até agora, tem sido amável comigo.
Aprendi muito sobre o Bilderberg lendo partes do manuscrito do Daniel antes de sua publicação. Se, depois de perseguir o Clube Bilderberg por toda a Europa e América do Norte durante trinta anos, o livro do Daniel ainda tem coisas a me ensinar, pode apostar que todo mundo aprenderá coisas nele e, além disso, achará essa aprendizagem fascinante.
Este livro lhe produzirá reações que irão da fascinação ao ultraje. E, assim que virar esta página, começará uma emocionante viagem pelos intestinos do Governo Mundial na sombra.
JIM TUCKER
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INTRODUÇÃO
O alvorecer de uma nova era: Escravidão Total.
Neste livro pretendo contar parte da verdade de nosso presente e futuro próximo que ninguém traz a luz. A verdadeira história do Clube Bilderberg documenta a história desumana da subjugação da população por parte de seus governantes. O leitor assistirá ao nascimento de um Estado Policial Global que ultrapassa o pior pesadelo do Orwell, com um governo invisível, onipotente, que toma os fios da sombra, que controla o governo dos Estados Unidos, a União Européia, a OMS, as Nações Unidas, o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e a qualquer outra instituição similar. Tudo está aqui: a história do terrorismo promovido pelos governos, o atual controle da população através da manipulação e do medo e, do mais espantoso de tudo, os projetos futuros da Nova Ordem Mundial.
Sei que é certo que as pessoas e as organizações não são, nem absolutamente “más”, nem absolutamente “boas”. Sei que dentro delas, igual ocorre com cada um de nós, existem necessidades de sobrevivência, domínio e poder lutando contra as necessidades de filantropia e de amor para dominar seu comportamento. Mas, parece que no Clube Bilderberg prevalecem (embora não seja de forma absoluta) as necessidades de poder. Estes matizes de nenhuma maneira subtraem importância da terrível situação de alienação a que nos estão levando.
Sou consciente de que “os senhores do mundo” também farão coisas construtivas em sua vida (uns mais e outros menos); embora, como já se encarregam eles de fazer pública esta informação através dos meios de comunicação, evitei-a em meu livro: hei-me centrado nesse outro “lado obscuro” irreconhecível, secreto e perverso dos membros do Clube.
Também é evidente que algumas das pessoas que estão no poder têm ideais mais elevados e consistentes que as pessoas das quais falo neste livro. Muitos grandes empresários, políticos e, inclusive alguns de seus colaboradores, estão lutando para por limites a depravação do Bilderberg, alguns de fora, outros de dentro, embora, isso sim, todos de forma encoberta. Meu agradecimento para eles (pois supõem para mim uma grande fonte de informação e de animo) e a preocupação por sua segurança me impedem de desvelar seus nomes neste livro.
Tampouco este interesse por dominar o resto do mundo é uma novidade na história da Humanidade. Já antes outros o tentaram. Em antigas civilizações de nosso planeta houve escravidão e abusos por parte da elite dominante. Em épocas anteriores da História vimos medidas draconianas impostas sobre as nações, mas o que nunca se viu, foi um ataque como este aos direitos das pessoas e à democracia. O lado obscuro do Clube Bilderberg - a pior maldade a qual nunca enfrentou a Humanidade - esta entre nós, usa os novos e amplos poderes de coação e terror que a ditadura militar-industrial global requer, para acabar com a resistência e governar aquela parte do mundo que resiste a suas intenções.
O desenvolvimento das comunicações e da tecnologia, unido ao profundo conhecimento atual sobre engenharia (manipulação) da conduta, está favorecendo que, o que em outras épocas foram só intenções sem consumação, hoje se estejam convertendo em realidade. Cada nova medida, por si só, pode parecer uma aberração, embora o conjunto de mudanças que formam parte do processo contínuo em curso constituem um movimento para a Escravidão Total.
Durante as ultimas décadas os grandes psicólogos (Freud, Skinner, Jung...) foram utilizados, para os fins do governo mundial, através de institutos como Tavistock, ou Stanford, organismos colaboradores do Clube Bilderberg, embora não saibamos até que ponto foram estes informados dos objetivos de dominação mundial do Clube. As investigações e os ensaios sobre o comportamento humano foram demonstrando que a dominação deste não pode provir do castigo, nem dos reforços negativos, mas sim dos reforços positivos. Os reforços negativos, embora produzam, em certa medida, o comportamento desejado por quem o induz, vão indevidamente acompanhados de sentimentos de raiva, frustração e rebeldia nas pessoas as quais lhes aplica e por isso, esse tipo de técnicas caíram em desuso. Os poderosos têm descoberto que o reforço positivo é a única maneira de provocar nas pessoas, a quem lhes aplica, o comportamento desejado sem ressentimentos, nem rebeldia e de maneira estável.
O reforço positivo se está aplicando ao estilo dos conhecidos livros Admirável mundo novo, do Aldous Huxley, e Walden Dois, do B. E. Skinner: dar algo positivo às pessoas quando cumprem as normas impostas pelo Clube, mas fechando qualquer possibilidade de que estas normas se analisem ou se questionem.
Os senhores do mundo tentam fazer que a gente se sinta “bem” e “responsável” quando faz o que eles dispõem; durante os últimos trinta anos a população se tornou cada vez mais obediente e submissa (por exemplo, vemos ultimamente como se está promovendo o voluntariado, elogiando e “heroificando” aos que se unem a ele, embora seu fim último seja reduzir o mal-estar provocado na sociedade pelo desemprego e assim prevenir os “distúrbios sociais”).
Para saber até onde podem chegar, sem que a população se revolte, estão realizando múltiplos experimentos, como a atual campanha contra o tabaco. Que a gente fume ou não, não é algo tão importante para os governos como parece. Muito mais nefasto para a saúde da população são os gases que soltam os carros, contra os quais não se faz nada. Embora os técnicos que aplicam as campanhas antitabaco acreditem, fervorosamente, em sua necessidade; acima é só um experimento a mais, sobre a submissão da população, e sobre o qual devem estar bastante contentes com os resultados: observem o que ocorre no Metrô, ou no AVE, se a algum “louco” lhe ocorre acender um cigarro. Em seguida será observado como se se tratasse de um leproso e alguém lhe aproximará para lhe dizer, educadamente, que é proibido fumar. Observem também a cara de satisfação de quem faz o comentário: a mesma de quando tirava uma boa nota no colégio, ou quando ajuda alguém: a satisfação de ter concluído o seu dever e de sentir-se “apropriado” por formar parte do sistema.
Vocês podem recordar se esta atitude era habitual há vinte ou trinta anos? Em um nível muito mais profundo, dentro da sociedade civil, há um pacto, um pacto de silêncio e passividade. Talvez muitos se dêem conta de que não se pode defender a “democracia” destruindo-a, mas decidem calar e seguir com suas cômodas rotinas cotidianas: o que ocorre não os afeta. O problema é que sim, os afeta. A batalha está se liberando neste preciso instante e a ditadura global - o Governo Mundial Único - vai ganhando.
O objetivo desta batalha é defender nossa intimidade pessoal e nossos direitos individuais, a pedra angular da liberdade. Implica ao Congresso dos Estados Unidos, a União Européia; os tribunais, as redes de comunicação, as câmaras de vigilância, a militarização da polícia, os campos de concentração, as tropas estrangeiras estacionadas em solo americano, os mecanismos de controle de uma sociedade sem dinheiro efetivo, os microchips implantáveis, o rastreamento por satélite GPS, as etiquetas de identificação por radiofreqüência (RFID), o controle da mente, sua conta bancária, os cartões inteligentes e outros dispositivos de identificação que o Grande Irmão nos impõe e que conectam os detalhes de nossa vida a enormes bases de dados secretas do governo.

Consciência de Informação Total. Escravidão Total.


Estamos ante uma encruzilhada. Os caminhos que tomarmos agora determinarão o futuro da Humanidade e se entraremos no próximo século que vem como um Estado policial eletrônico global, ou como seres humanos livres, como conseqüência de uma conscientização maciça, que tenha lugar nos Estados Unidos, e no resto do mundo livre frente as atividades criminosas da elite global.
Bilderberg, o olho que tudo vê, o Governo Mundial à sombra, decide em uma reunião anual, completamente secreta, como devem levar-se a cabo seus diabólicos projetos. Quando se celebram estas reuniões, indevidamente, seguemlhes a guerra, a fome, a pobreza, a derrocada dos governos, abruptos; surpreendentes mudanças políticas, sociais e monetárias. Tal regime depende absolutamente da capacidade do Clube para manter a informação silenciada e reprimida. Esse é seu tendão de Aquiles. Enquanto a gente descobre o jogo, o transe coletivo sobre o qual se baseia começa a vir abaixo. O capítulo sobre o Grande Irmão explica como o Grupo Bilderberg pretende nos manter submetidos, mediante o controle que exercem sobre a CE, as Nações Unidas e o governo dos Estados Unidos.
Para controlar nossa reação ante os acontecimentos criados, o Grupo Bilderberg conta com nossas respostas passivas e submissas e não se verá decepcionado enquanto nós, como mundo livre, sigamos respondendo como temos feito até agora.
Skinner, colaborador do Instituto Tavistock, organismo, por sua vez, colaborador do Clube Bilderberg, considera incompetente a população geral para educar seus filhos e propõe como sociedade ideal aquela em que os filhos são separados da família depois do nascimento e educados pelo Estado em centros nos quais vivem. Seus familiares só podem passar alguns momentos com eles (nunca em privado) e no caso, por exemplo, de querer comprar um presente, tem que comprar outros para os companheiros de seu grupo, de maneira que os pais acabam por sentir-se desvinculados de seus filhos. O Estado paga aos pais por seus filhos uma quantia estipulada. A Unesco foi criada com o objetivo expresso de destruir o sistema educativo. Nossa resposta inadequada à crise e o que esperavam os engenheiros sociais do Tavistock.
Outra forma de manipulação da conduta, que utiliza o Clube Bilderberg, é conseguir que a gente obtenha algo que quer, em troca de renunciar outra coisa (principalmente a liberdade). Mais adiante explico como vai surgir uma onda de seqüestros infantis, promovidos por eles, para levar os pais a uma situação de insegurança e ansiedade tão terríveis, que eles mesmos solicitarão a implantação de microchips nas crianças, para tê-los permanentemente localizados. Este é um passo a mais para a Escravidão Total. A manipulação da população se levará a cabo através de um fluxo estável de notícias nos meios de comunicação sobre microchips e globalização. Os meios de comunicação do mundo são os veículos simbólicos mediante os quais o jogo de oferta e demanda de bens controla a população.
Entretanto, não terá que esperar que a “imprensa livre” dê a voz de alarme. Os meios de comunicação mundiais formam parte da elite globalizadora, como demonstro no capítulo “A verdadeira história do Clube Bilderberg”, uma organização ultra-secreta que segue sendo graças à cumplicidade da imprensa mundial.
Em um mundo materialista, no qual os exibicionistas se dedicam ao jornalismo e ao espetáculo (acaso há alguma diferença?), estes se auto censurarão e satisfarão os supostos interesses de seus amos e, frequentemente, com a astúcia do escravo, conseguirão agradá-los. Há poucas, ou nenhuma vantagem material na honestidade, ou nos princípios. As vantagens materiais dominam tudo, ponto.
Neste contexto, as palavras se usam não como argumentos em um debate, a não ser para acabar com a discussão. E falando da natureza humana, o poder corrompe.
Corrompe aos que o tem. E corrompe aos que procuram influenciar sobre os que o tem. Os meios de comunicação há muito que formam parte do mundo das elites. A imprensa livre é um mito porque é propriedade dos poderosos. Só quando for propriedade de muitos cidadãos anônimos será possível a existência de uma imprensa realmente livre, apoiada em nosso “direito a saber”. Esta é outra questão oculta: o pacto de silêncio, ativa ou passivamente. Os periódicos importantes, as rádios nacionais e as cadeias de TV se negam a cobrir o tema e não se atrevem a falar dele!
Essa é a principal justificação da existência de uma imprensa livre, apesar de todas as suas imperfeições manifestas. Essa é precisamente a razão pela qual ditadores, oligarcas, juntas militares, imperadores e tiranos, ao longo da História procuraram censurar o debate e sufocar a livre disseminação de opiniões e informação. Por isso o Grupo Bilderberg, a Comissão Trilateral, a Mesa Redonda, o Conselho de Relações Exteriores, a Comissão Européia, as Nações Unidas, o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Clube de Roma e centenas de organizações preferem levar a cabo suas gestões a favor do público em privado. Os gerifaltes não querem que saibamos o que planejam fazer conosco.
O totalitarismo é uma solução patológica a uma vida insegura e atomizada, de maneira que permite vender a vontade imagens demagógicas à populações desmoralizadas. Este fato geral foi facilmente entendido pela força diretriz onipresente em organismos multinacionais como a Comissão Trilateral, o FMI, o secreto Conselho de Relações Exteriores e outras entidades corporativasfinancistas-estatais, que formam parte de uma “rede universal” junto com o Grupo Bilderberg, que é o tumor dominante do sistema entrelaçado (que funcionava antes do retorno a um futuro “sem alternativa”).
Manter a maioria da população em um estado contínuo de ansiedade interior funciona, porque a gente está muito ocupada, assegurando nossa própria sobrevivência, ou lutando por ela, assim como, para colaborar na constituição de uma resposta eficaz. A técnica do Clube Bilderberg, repetidamente utilizada, consiste em submeter a população e levar a sociedade a uma forte situação de insegurança, angústia e terror, de maneira que a gente chegue a sentir-se tão transbordada, que peça aos gritos, uma solução, seja qual for. Explicarei detalhadamente neste livro como aplicaram esta técnica com as faixas nas ruas, as crises financeiras, as drogas e o atual sistema educacional.
Não esperemos, pois, castigos, nem agressões claras e explicitas por parte dos senhores do mundo sobre a população em geral (sim sobre pessoas concretas), pelo menos até que consigam reduzir a população até o nível que eles consideram “manejável” e estejam seguros de não perder o controle sobre ela. Sua tática, por hora, é muito mais sutil e matreira; estão utilizando o conhecimento de todos os “grandes cérebros” do último século para conseguir seus objetivos: a submissão absoluta da população.
O Clube Bilderberg está lutando por romper a fortaleza psicológica do indivíduo e deixá-lo sem defesas. Um dos muitos meios para conseguir este propósito está sendo a insistência atual em potencializar o trabalho em equipe na educação e no âmbito trabalhista, de maneira que nos acostumemos a renunciar as próprias idéias em benefício do grupo. Cada vez são menos os que defendem o pensamento individualista e crítico. Estamos chegando a uma situação em que os “lobos solitários” começam a sentir-se envergonhados de sua existência. Com respeito ao âmbito educativo, também é imprescindível dar a conhecer que os estudos realizados pelo Clube Bilderberg demonstram que conseguiram baixar o Coeficiente Intelectual da população, obrigando principalmente a redução da qualidade do ensino planejado e executado faz anos pelo Clube; embora, é óbvio, publicamente se lança periodicamente a notícia de que o Coeficiente Intelectual médio esta subindo. Eles sabem que, quanto menor o nível intelectual dos indivíduos, menor é a sua capacidade de resistência ao sistema imposto. Para conseguir isto, não só manipularam os colégios e as empresas, mas sim se apoiaram em sua arma mais letal: a televisão e seus “programas sem qualidade” para afastar a população de situações estimulantes e conseguir assim adormecê-la.
O objetivo final deste pesadelo é um futuro que transformará a Terra em um planeta-prisão mediante um Mercado Único Globalizado, controlado por um Governo Mundial Único, vigiado por um Exercito Unido Mundial, regulado economicamente por um Banco Mundial e habitado por uma população controlada mediante microchips, cujas necessidades vitais se reduziram ao materialismo e a sobrevivência: trabalhar, comprar, procriar, dormir, tudo conectado a um ordenador global que fiscalizará cada um de nossos movimentos.
Porque quando você compreender o que ocorre, começará a entender que muita gente importante - gente na qual acredita, que admira, a que busca para que o guie e a qual tenta apoiar -, gente que você acreditava, que trabalhava para nós, a favor da liberdade (os líderes escolhidos democraticamente, os delegados europeus não escolhidos pelo povo, os líderes da sociedade civil, a imprensa), todos os que deveriam proteger zelosamente nossa liberdade, na realidade trabalham para eles, a favor de interesses que pouco tem a ver com a liberdade. Sivanandan, diretor do Instituto de Relações Raciais, disse: “A globalização estabeleceu um sistema econômico monolítico; o 11 de setembro ameaça, engendrando uma cultura política monolítica. Juntos, supõem o fim da sociedade civil.” É o nascimento da Escravidão Total.
A UE não é imune a esta nova ideologia, mas sim ajuda a formá-la. Os governos europeus conspiraram para obter o que cinicamente se chama “luta contra o terrorismo”, com o vergonhoso bombardeio e posteriores sequelas no Afeganistão e Iraque, acontecimentos que se venderam a uma população desmoralizada e abatida como sendo atos patrióticos cheios de entusiasmo. Como ocorre com todos os valentões, a maior ameaça à vida provém do próprio sistema de terror que se supõe que protege aos cidadãos do mesmo. Ou seguimos acreditando nas mentiras propagadas pelos políticos e pelos meios de comunicação, que dizem que a guerra do Afeganistão se tem feito para defender a liberdade, acabar com o talibã, capturar ao Bin Laden e estabelecer a democracia e a igualdade de direitos? Benjamim Disraeli, primeiro-ministro da Inglaterra, apontou que “o mundo é governado por personagens muito distintos do que pensam os que não estão entre bastidores”.
Desde 1994, quando David Rockefeller exigiu que se acelerassem os planos para o impulso final da conquista global, toda a população do planeta se viu afligida com uma crise financeira e ambiental, uma após outra; paralisada por um terror de baixa intensidade; uma técnica, conforme demonstro neste livro, usada com freqüência pelos engenheiros sociais, como condição necessária, para manter seus sujeitos em um desequilíbrio perpétuo. A Nova Ordem Mundial se alimenta de guerras e sofrimento; de descalabros financeiros e crises políticas, para manter a expansão de seu esmagador movimento. Apóia-se no medo da gente à liberdade.
Por isso, no caso do Afeganistão e Iraque, logo que pareça que terminou a guerra já se ouvem vozes que perguntam: “Quem será o seguinte?” Irã, Síria, China, Rússia.
As armas são nosso pão de cada dia. Obtêm-se benefícios das guerras grandes e das pequenas. Ordem Mundial Única. Escravidão Total. “O terror armado”, nas palavras do professor John McMurtry da Universidade Guelph do Canadá, “não é o essencial, a não ser o acessório do significado do novo totalitarismo. É uma forma de governo muito mais eficaz que o terror apoiado na força militar que é mais direto, mas, expõe o sistema a outra forma de resistência”.
A História nos ensina por analogia, não por identidade. A experiência histórica não implica estar no presente e olhar para trás. Mais bem implica olhar ao passado e voltar para o presente com um conhecimento mais amplo e mais intenso das restrições de nossa perspectiva anterior.
A placa 79 dos Desastres da guerra, de Francisco de Goya, mostra a donzela Liberdade tombada de barriga para cima, com o peito descoberto. Umas figuras fantasmagóricas jogam com o cadáver, enquanto uns monges cavam sua tumba. A verdade morreu. Morreu a verdade. Como soa esta perspectiva? Não depende de Deus libertarmo-nos da “Nova Era Obscura” prevista para nós. Depende de nós. Temos que levar a cabo as ações necessárias. A pessoa precavida vale por duas. Nunca encontraremos as respostas adequadas se não formos capazes de formular as perguntas apropriadas.
CAPÍTULO 1
O Clube Bilderberg
- Eu gostaria de falar com você - disse alguém.
Girei-me instintivamente para a direita, embora não visse ninguém. O cavalheiro que requeria minha companhia estava atrás de mim, e diria, usava meu ombro direito como refugio.
- Fique sentado, por favor - sussurrou-me sua sombra.
- Perdoe-me, mas não estou acostumado a que me dêem ordens, especialmente alguém a quem não conheço - respondi com resolução.
- Senhor Estulin, sentimos invadir seu espaço, é que nos gostaríamos muito de falar-lhe - disse o primeiro cavalheiro, estendendo uma flácida mão com a esperança de que decidisse estreitá-la. Devo dizer que lhe pedimos a máxima discrição.
Por suas piruetas lingüísticas deduzi que esse inglês tinha sido aprendido em um desses colégios elitistas britânicos ou, possivelmente, com um tutor privado.
- Como sabe meu nome? Não recordo haver-lhe dito.
- Sabemos bastante de você, senhor Estulin.
Podia perceber que o misterioso cavalheiro começava a sentir-se mais relaxado em minha companhia.
- Por favor, sente-se - disse em um tom mais cálido, aceitando também a distensão do momento.


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