A vida além do véU



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A VIDA ALÉM DO VÉU



LIVRO IV

OS BATALHÕES DO CÉU




ÍNDICE


INTRODUÇÃO


APRECIAÇÃO DE LORD NORTHCLIFFE
PREFÁCIO
APRESENTAÇÃO DE SIR A. CONAN DOYLE


  1. O TEMPLO DO MONTE SAGRADO




  1. ANJOS GÊMEOS - CRIANÇAS NATIMORTAS




  1. A UNIVERSIDADE DAS CINCO TORRES




  1. ALGUNS PRINCÍPIOS DA CIÊNCIA CRIADORA




  1. AS HIERARQUIAS CRIADORAS E O CRISTO CRIADOR – O HINO DE LAMEL – TERRA, MARTE E OUTROS PLANETAS – A ESFERA CRÍSTICA – PARÁBOLA: O GATO E O FUNILEIRO – O PURGAR NAS ESFERAS INFERIORES




  1. OS EXÉRCITOS CELESTES DO CRISTO – A GUARDA AVANÇADA – O ARAUTO – A PASSAGEM DO CRISTO EM DIREÇÃO À TERRA




  1. COMO OS BATALHÕES DO CÉU LIDAM COM: A CIÊNCIA TERRESTRE – RELIGIÃO – CRISTANDADE – O CRISTO DA TERRA – PARÁBOLA: VOVÓ E OS PLANETAS




  1. POR QUE O CRISTO VEIO COMO HOMEM E NÃO COMO MULHER – O FUTURO DA FEMINIDADE – PARÁBOLA: O OURIVES E O DIAMANTE – A FEMINIDADE DO FUTURO – A MANIFESTAÇÃO CONTINUOU – O JOVEM CONQUISTADOR E SUA AMADA




  1. A EVOLUÇÃO FUTURA DA TERRA – PSICOMETRIA CÓSMICA – PLANETAS ETÉREOS – MANIFESTAÇÃO DO CRISTO CONSUMADO – O HINO CÓSMICO DAS COISAS NOS CÉUS, E COISAS NA TERRA, E COISAS DEBAIXO DA TERRA (Filipenses, 2, 10; Apocalipse 5, 13)

MENSAGENS DE ESPÍRITOS RECEBIDAS E ORDENADAS POR


Reverendo GEORGE VALE OWEN
INTRODUÇÃO

A Associação Mundo Maior empreendeu a reedição dos quatro volumes que compreendem os iluminados escritos recebidos através da mediunidade do Rev G. Vale Owen. Foi uma grande perda para o Movimento que estes escritos tenham estado sem reimpressão por tanto tempo, pois é de concordância geral que nenhuma outra comunicação da Esfera Espiritual teve tão amplo interesse no mundo em geral. Isto é devido em parte, sabemos, à extensiva publicidade que lhes foi dada pelo grande jornalista Lord Northcliffe que, ignorando o preconceito geral e o cinismo, olhando para as possibilidades de tais comunicações, publicou-as em série no “The Weekly Despatch” em 1920-21, e gastou muito dinheiro para sua divulgação.


É natural a pergunta: “Como estas Mensagens Espirituais foram recebidas?” A resposta é dada pelo próprio Vale Owen no primeiro livro da série, Os Planos Inferiores do Céu.
Aí vem a próxima pergunta: “Como era este clérigo?” Aqueles que não conheceram Vale Owen podem bem achá-lo um sonhador, um homem apartado das coisas comuns da vida diária, - um santo ou um asceta. Mas embora todos os que conheceram Vale Owen pessoalmente não tivessem dúvida de sua espiritualidade, não concordariam com que alguém dissesse que “vivia nas nuvens”; ao contrário, ele foi alguém que precisava de amor humano e da alegria da vida física.
Estamos muito gratos, portanto, ao Reverendo G. Eustace Owen por dar-nos os poucos detalhes sobre seu pai, os quais mostram que ele foi um homem prático, com senso de humor e uma grande tolerância pelas fraquezas dos outros, o que significa que ele foi tanto um bom companheiro quanto um bom cristão .
O Reverendo Eustace Owen escreve:

“Em seu livro COM NORTHCLIFFE NA RUA FLEET, J. A Hammerton alude ao Reverendo Vale Owen como “aquele visionário típico do tipo meio cristão, meio espiritualista”. Esta visão é comum a muitos dos quais o conheceram através de seus escritos; mas não é um retrato verdadeiro. Meu pai foi um visionário sem ser excêntrico. Embora tivesse uma visão clara da base espiritual da vida, ele foi em geral prático e metódico em todo seu modo de ser.


“Eu me lembro de quão gentilmente ele se relacionava com outros, de quão franco era em argumentar, de sua tolerância com os oponentes, e de como suportava as perseguições com imensa paciência. Muitas vezes a espada de um oponente era neutralizada por sua compreensão a respeito daquele que a manejava! Entretanto ele podia ser severo quando necessário. Qualquer forma de crueldade despertava sua indignação. Aos fanfarrões e intrigantes, ele transformou-se em um verdadeiro Elias!
“Jamais conheci alguém mais direto em seus pensamentos e palavras, ou alguém que detestasse impostores mais que ele. Sob sua suavidade repousava a dureza de um bom soldado da Cruz. Ele agüentou sem vacilar o desprezo e as perseguições. A quietude às vezes encobre uma rara coragem.
“No livro ELE RIU NA RUA FLEET, Bernard Falk descreve um encontro entre Lord Northcliffe e meu pai, no escritório do “The Times”, quando aquele lhe ofereceu para que aceitasse mil libras pela publicação de extrato dos Escritos no “Weekly Despatch.”

“Ele continua:

“Vale Owen balançou sua cabeça. Por esta parte de seus escritos, dizia ele, não poderia aceitar nenhum dinheiro. Ele foi bem pago pela publicidade que lhe foi dirigida, e por ser capaz de cumprir a sagrada tarefa de expor suas revelações diante do mundo. Conhecendo bem a pobreza de Vale Owen, fiquei genuinamente triste ao vê-lo recusar pagamento, mas nada o dissuadiu...”
Reverendo G. Eustace Owen acrescenta:

“Toda nossa família está satisfeita por não terem deixado os Escritos permanecerem em esquecimento. A nova geração precisa, particularmente, do conforto e da luz de sua mensagem. Estamos muito felizes por O Mundo Maior ter empreendido esta reedição tão compreensiva e corajosamente. Possa tal confiança ser justificada e seu trabalho abençoado!”



UMA APRECIAÇÃO DE LORD NORTHCLIFFE

Não tive oportunidade de ler A VIDA ALÉM DO VÉU por inteiro, mas dentre as passagens em que percorri os olhos, muitas são de grande beleza.

Parece-me que a personalidade do Reverendo G. Vale Owen é assunto de profunda importância e deve ser considerada em conexão com estes documentos tão marcantes. Durante o breve encontro que tivemos, senti que estava na presença de um homem com sinceridade e convicção. Não clamava por nenhuma retribuição material. Expressou o desejo de que a publicidade fosse a menor possível, e declinou qualquer emolumento que pudesse receber como resultado do enorme interesse alcançado pelo público por estes Escritos, no mundo inteiro.

NORTHCLIFFE



PREFÁCIO

Estes Escritos - transmitidos por escrita automática ou, mais corretamente, por escrita inspirada - apresentam quatro partes distintas, todas, entretanto, formando um todo progressivo. Foi, bem evidentemente, tudo planejado anteriormente por aqueles que se incumbiram de sua transmissão.

O elo entre mãe e filho foi, sem dúvida, considerado como a via mais desejada pela qual se abririam as comunicações em primeira instância. Foram, portanto, minha mãe e um grupo de amigos que me transmitiram a primeira parte.
Em se provando que o experimento foi um sucesso, apresentou-se outro professor, chamado Astriel, um dos de maior graduação, de pensamento mais filosófico e melhor dicção. As mensagens transmitidas pelo grupo de minha mãe e Astriel formam o primeiro livro dos Escritos, Os Planos Inferiores do Céu.
Tendo passado por este teste, fui guiado por Zabdiel, cujas mensagens estão num nível superior àquelas narrativas simples de minha mãe. Estas formam Os Altos Planos do Céu.

A fase seguinte foi O Ministério do Céu, transmitido por aquele que identificou a si próprio como Líder, e seu grupo. Subseqüentemente, ele parece ter assumido, mais ou menos, o controle exclusivo da comunicação. Aí, ele fala de si mesmo como sendo “Arnel”. Sob este nome, sua narrativa, a qual forma o quarto livro, Os Batalhões do Céu, é o clímax do todo. Suas mensagens são de uma natureza mais intensa que qualquer outra precedente, as quais foram, evidentemente, preparatórias.

Será óbvio que, para se obter a verdadeira perspectiva, os livros devam ser lidos na seqüência dada acima. De outro modo, algumas das referências nos volumes posteriores aos incidentes narrados anteriormente podem não ficar bem claros.

No que concerne aos personagens na transmissão das mensagens: minha mãe passou para a vida maior em 1909, com 63 anos de idade. Astriel foi Diretor de uma escola em Warwick nos meados do século XVIII. Da vida terrestre de Zabdiel, sei pouco e nada certo. Arnel dá alguma explicação dele mesmo nos textos. Kathleen, que atuou como amanuense no lado espiritual, viveu em Anfield, Liverpool. Ela foi costureira e morreu com a idade de 28 anos, aproximadamente 3 anos antes de minha filha Ruby, a qual é mencionada no texto e que passou para o outro lado em 1896, com a idade de 15 meses.


Outubro, 1925
G. Vale Owen

COMO VIERAM AS MENSAGENS
Há uma opinião generalizada de que os clérigos sejam pessoas muito crédulas. Mas nosso treino no exercício das faculdades críticas coloca-nos entre os mais difíceis de se convencer quando alguma nova verdade está em questão. Levou um quarto de século para que me convencessem: dez anos de que as comunicações espirituais eram um fato, e quinze de que o fato era legítimo e bom.
Desde o momento em que tomei esta decisão, a resposta começou a aparecer. Primeiro, minha esposa desenvolveu a capacidade da escrita automática. Aí, através dela, recebi ordens de que deveria sentar silenciosamente, lápis na mão, e externar quaisquer pensamentos que parecessem vir à minha mente, projetados ali por alguma personalidade exterior, e não conseqüentes do exercício de minha própria mente. A relutância retardou tudo por um longo tempo, mas finalmente senti que amigos estavam perto, e que queriam, muito seriamente, falar comigo. De nenhum forma sobrepuseram ou compeliram minha vontade - isto teria resolvido o assunto rapidamente, tanto quanto posso compreender, - mas suas vontades eram mais claras ainda.
Senti finalmente que deveria dar-lhes uma oportunidade, porque estava tomado pelo sentimento de que a influência era boa, portanto, enfim, muito cheio de dúvida, decidi me sentar em minha batina, na sacristia, depois das vésperas.

As primeiras quatro ou cinco mensagens vagaram, sem rumo certo, de um assunto a outro. Mas gradualmente as sentenças começaram a tomar forma consecutiva, e finalmente obtive algumas que eram compreensíveis. Daquele tempo em diante, a desenvoltura melhorou com a prática. O leitor encontrará o resultado nas páginas seguintes.





  1. Vale Owen

Outono, 1925


INTRODUÇÃO
Por Sir Arthur Conan Doyle
A longa batalha está próxima do fim. O futuro pode ser sondado. Pode ser retardado a muitos, e a muitos ser um desapontamento, mas o fim é certo.
Sempre pareceu certo àqueles que estão em contato com a verdade que, se os documentos inspirados das novas revelações realmente chegasse às mãos do público em massa, todos teriam ainda mais certeza, por sua beleza inata e pela racionalidade que varre para longe todas as dúvidas e todos os preconceitos.
Agora a publicidade mundial já os está levando a todos, tendo sido selecionados dentre eles os mais puros, os mais elevados, os mais completos, os mais dignos provindos da fonte. Verdadeiramente, a mão de Deus está aqui!
A narrativa está à sua frente, e pronta para falar por si própria. Não a julgue meramente pelo folhear das páginas, arrogantemente como isso poderia ser, mas note cada beleza que flui da narrativa e firmemente vai tomando volume até alcançar um nível de grandeza substancial.

Não censure por detalhes ínfimos, mas julgue-a pela impressão geral. Evite encarar algo indevidamente por ser tudo novo ou estranho.

Lembre-se de que não há narrativa na Terra, nem mesmo a mais sagrada de todas, que não deixaria de tornar-se ridícula pela extração de passagens de seu contexto e por se adensar o que é imaterial. O efeito total em sua mente e em sua alma é o único parâmetro para se julgar o alcance e poder desta revelação.

Por que Deus teria selado as fontes de inspiração de dois mil anos atrás? Que garantia temos nós, em qualquer lugar, para uma convicção tão sobrenatural?


Não é infinitamente mais razoável que um Deus vivo continuasse mostrando uma força atuante, e aquele saudável socorro e a sabedoria que emanam d’Ele para fomentar a evolução e o poder, aumentados em compreensão por uma natureza humana mais receptiva, agora purificada pelo sofrimento?
Todas estas maravilhas e prodígios, estes acontecimentos sobrenaturais dos últimos 70 anos, tão óbvios e notórios que somente olhos fechados não os veriam, são triviais por si próprias, mas são sinais que chamaram à atenção nossas mentes materialistas e direcionaram-nas a estas mensagens, das quais estes escritos em particular podem ser tidos como sendo o mais completo exemplo.
Há muitas outras, variando em detalhes, de acordo com a esfera descrita ou a opacidade de seu transmissor, pois cada um dá toques de luz para maior ou menor intensidade, conforme vai passando a mensagem. Somente com espírito puro será possível que os ensinamentos sejam recebidos absolutamente puros, e então esta história de Céu deverá estar, podemos pensar, tão próxima a isto quanto a nossa condição de mortais permite.
E são subversivos às velhas crenças? Milhares de vezes Não! Ampliam-nas definindo-as, embelezando-as, completando os vazios que sempre nos desnortearam, mas também, exceto aos pedantes de mente estreita para palavras esclarecedoras e que perderam o contato com o espiritual, são infinitamente renovadores e iluminados.

Quantas frases efêmeras das Velhas Escrituras têm agora sentido e formato palpável? Não começamos a entender aquela “Casa com muitas moradas” e perceber de Paulo “a Casa que não é feita por mãos”, mesmo quando captamos algumas fugazes percepções daquela glória que a mente humana não concebeu nem sua boca pronunciou?

Tudo isto cessa de ser uma visão longínqua e torna-se real, sólida, garantida, uma luz à frente enquanto singramos as águas escuras do Tempo, acrescentando uma alegria profunda a nossas horas de tristeza e secando a lágrima do pranto de dor ao assegurar-nos de que não há palavras que expressam a alegria que nos espera se formos apenas verdadeiros perante a Lei de Deus e nossos maiores instintos.
Aqueles que interpretam mal as palavras usadas dirão que Mr. Vale Owen obteve tudo de seu subconsciente. Podem tais pessoas explicar por que tantos outros tiveram a mesma experiência, num grau menos elevado?

Eu mesmo sintetizei em dois pequenos volumes a descrição geral do outro mundo, delineada por um grande número de fontes. Foi feita tão independentemente da narrativa de Mr.Vale Owen quanto sua narrativa foi independente da minha. Nenhum teve acesso possível ao outro. E ainda agora, enquanto leio esta, de concepção maior e mais detalhada, não encontro nem um simples ponto relevante no qual eu tenha cometido alguma incorreção.


Como, então, esta concordância é possível se o esquema geral não estiver baseado numa verdade inspirada?

O mundo precisa de uma força condutora mais poderosa. Tem sido regido por velhas inspirações da mesma forma que um trem anda quando a sua máquina é removida. É necessário um novo impulso. Se a religião tem sido um fator impulsor, então ela própria deveria ter se imposto no maior assunto de todos - os relacionamentos entre as nações, e a recente guerra teria sido impossível. Qual igreja há que se saia bem neste supremo teste? Não está manifesto que as coisas do espírito precisam ser restabelecidas e religadas aos fatos da vida?


Uma nova era está começando. Aqueles que estejam trabalhando por isto podem ser desculpados se sentirem alguma sensação de satisfação reverente à medida que vêem as verdades pelas quais trabalharam e testificaram ganhando atenção mais ampla no mundo. Não é ocasião para uma auto declaração, pois cada homem ou mulher que foi honrado por ter sido permitido a eles trabalharem por tal causa é bem consciente de que ele ou ela é nada mais que um agente nas mãos das invisíveis mas muito reais, amplas e dominadoras forças. E ainda, não seríamos humanos se não ficássemos aliviados ao vermos novas fontes de poder, e ao percebermos que a toda-preciosa embarcação está segura, mais firme do que nunca, em seu curso.

ARTHUR CONAN DOYLE



A VIDA ALÉM DO VÉU



BATALHÕES DO CÉU


CAPÍTULO I



O TEMPLO DO MONTE SAGRADO

Terça, 5 de fevereiro de 1918.
Você gostaria que lhe déssemos a descrição da forma e do aspecto do Templo do Monte Sagrado.
Fica entre as Esferas Dez e Onze, e quando dizemos isto, queremos dizer que é visível a partir destas esferas, ainda assim não estando em nenhuma.
Sua origem deu-se desta forma. Épocas atrás, havia muitos que passavam de uma esfera para outra que eram qualificados por treinamento. Mas a Esfera Dez, de certa forma, é o lugar onde são acolhidos e ordenados todos os atributos de poder e caráter que foram ganhos em suas jornadas por aqueles que passaram através das esferas inferiores. Aqui termina um grande estágio de suas jornadas, e o estágio seguinte é aquele onde o progresso é feito de uma forma de evolução de certo modo diferente do que o desenvolvimento alcançado até aqui.
Até aqui, os deveres cumpridos pelos espíritos em sua evolução foram, como um todo, de qualidade protetora e fortalecedora. Você poderia chamá-los de Anjos Guardiães, talvez. Esta ajuda verdadeiramente evolui e torna-se de um tom mais espiritual conforme eles sobem mais alto. Mas essencialmente é de mesma ordem, apesar do aspecto ser diferente em sua aplicação sobre aqueles que são tutorados e ajudados, ambos na esfera da terra e em todas aquelas esferas intermediárias até a Décima.
Mas aqueles que entram na Esfera Onze assumem agora outra série de deveres. Seu serviço agora volta-se ao que é Criativo. Começam a aprender os grandes mistérios do Universo da Vida, agora não mais quanto ao poder operativo como manifestações mais exteriores, mas quanto à sua potência íntima, como é encontrado mais junto aos Mais Santos que já quase habitam a Casa do Pai. Portanto eles acrescentam as maiores às menores qualidades já assimiladas por suas personalidades e, tornando-se sintonizados por degraus à esfera acima, preparam-se para a o avanço ao reino onde a Criação descortina-se a eles em toda sua imensa panóplia de poderes e beleza majestática.
Este é um dos usos daquele Templo e sem dúvida o principal, e os outros não temos necessidade de mencionar por agora. Porque você preferiria que tentássemos descrever-lhe sua planta e elevação. Tentaremos fazê-lo, mas tenha em sua mente que, tanto nesta descrição de seu uso quanto nesta nossa descrição de seu aspecto, falaremos muito imperfeitamente, porque o Templo não está ali para coroar uma Esfera material, mas uma de substância espiritual, como também a atmosfera espiritual e o ambiente intensificados dez vezes mais pela sublimação. O que isto significa em termos de dinâmica e potencialidade de forças não paramos para avaliar, porque falharíamos ao fazer qualquer explanação a você em seu vocabulário terrestre.
Este Templo foi levantado com o propósito de mesclar as duas esferas, com seus vários aspectos de serviço, juntas. Aqui, então, aqueles que estão quase saindo de uma para a outra são postos juntos e habitam aqui usualmente por um período prolongado, indo, de vez em quando, para a Esfera Dez e as inferiores, no seu serviço de assegurar ajuda, ou proteger, ou instruir, ou desenvolver aqueles que habitam ali.
Mas também começam a acompanhar os da esfera superior em suas missões na esfera Onze. No princípio não vão muito longe, nem por longo tempo. Mas conforme vão se fortalecendo e sintonizando-se com as pulsações mais sutis daquela esfera, então seguem mais adiante para o interior, e ficam ali mais e mais tempo. Retornando, descansam no Templo, e, talvez, no ínterim, vão às esferas inferiores para cumprir deveres de trabalho ali. Você já recebeu a descrição de uma destas missões enviadas numa jornada através dos reinos mais baixos e nas trevas mais profundas. Aquela nossa missão, amigo, foi um teste severo, porque englobava em sua totalidade, não uma ou duas, mas toda a gama de esferas entre a terra e esta, e também invadia aqueles locais mais distantes. Este foi um extenuante teste de resistência, adaptabilidade de condições e de sintonia de nossas mentes, tanto quanto de nossos corpos, para lidarmos com problemas há tanto tempo afastados de nossa condição normal e do temperamento de vida e de serviço; este foi o intento. Meu teste final foi no Templo e estava pronto para avançar em direção à esfera Onze, e para meus bons amigos que foram para mim uma companhia, também foi um teste para seu avanço da Esfera Nove para a esfera Dez, e para dois deles da esfera Dez nesta direção, para serem habitantes do Templo.
Também você notará uma certa significação no fato de que fui encarregado de ir e agrupar aquela multidão de pessoas na escuridão completa (1), e trazê-los em direção à luz, como um teste final de trabalho antes de minha chamada para a série de esferas onde a faculdade Criativa é acelerada e treinada. Não havia entendido então, nem agora ainda, porque minha iluminação apenas iniciou, e parece que já vejo um pouquinho das glórias que estão adiante para aqueles que uma vez estiveram em tão doloroso transe, e que agora estão quase chegando ao alívio, e finalmente sendo capazes de saber o que é a felicidade para aqueles que vão em direção do caminho apontado.
Então você passou da Décima para a Décima Primeira Esfera?
Não em permanência ainda. Ainda sou um habitante do Templo, mas mais e mais sintonizo-me com as condições da esfera Onze. Tantos são os itens que perfazem a soma de nossa vida aqui, e que contudo são de muita importância ainda, que enquanto hesito ao superar um deles, você não teria nem tempo nem material para escrever uma milésima parte deles. Aqui está um:
O período de residência naquele Templo é quase sempre um longo período. No meu caso será mais longo que o da maioria. Por esta razão: eu tenho tutelados (quero dizer o Povo de Barnabas) para observar, para auxiliar, e para conservar no caminho do progresso. Devo, de vez em quando, visitá-los pessoal e visivelmente; devo portanto manter-me em boas condições para condicionar-me rapidamente não para alguma esfera uma ou duas vezes afastada de meu atual reino, mas para uma bem distante, nos escuros confins do espaço, para dizermos assim.
A minha tarefa é, portanto, dobrada. Fico aqui no Plano Intermediário, e devo manter uma mão estendida para cima para captar, e a outra estendida para baixo para doar. Bem, bem, eis aí, amigo, não é necessário que eu me alongue. Você entenderá o que quero dizer.
Zabdiel (2) passou para a Esfera Onze, não foi?
Sim, no que diz respeito a seu principal trabalho. Mas ainda ele vem ao Templo em ocasiões e, sintonizando-se uma vez mais ao seu antigo estado, passa adiante em direção à terra em alguma missão naqueles planos inferiores da vida. Retornando, passará pelo Templo a caminho de seu próprio local de servir.
E agora é suficiente, para esta ocasião, de falarmos de condicionamento e do ambiente. Deixe-me contar-lhe do Templo em si. Mas paremos por agora; você está desgastado em suas forças.
Mas antes de eu ir, Líder (3), eu gostaria que dissesse seu nome. “Líder” é o único pelo qual o conheço, e para mim ele não é muito recomendado.
Bem, bem, meu filho, pode ser que há algo em um nome, ademais, para tudo o você tem de sabedoria, o seu dito. Sou conhecido por outro nome nestas esferas superiores ao Templo. Mas nestas abaixo, sou chamado pelo nome “Arnel”. Por isso pode chamar-me assim também, se lhe agrada mais, meu amigo.
Minha mãe havia me dito de alguém chamado “Arnol.”(4)



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