Abnt unopar completo



Baixar 21.4 Kb.
Encontro22.03.2018
Tamanho21.4 Kb.



Sistema de Ensino a distância




O USO DAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NA ICLUSÃO DE ALUNOS COM NECESSIDADES ESPECIAIS


Adilma Aparecida da Silva Araujo


Psicóloga


Belo Horizonte

2017


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 3

2 O aprendizado do aluno com nescessidades especiais educacionais por meio do uso dE iformática na escola 4

REFERÊNCIAS 7

1INTRODUÇÃO


Faz-se necessário nos dias de hoje uma reflexão sobre o porquê utilizar os recursos tecnológicos e o que se pretende atingir e a importância do uso pedagógico das tecnologias, de forma significativa, criativa e inteligente.

Considerando-se um recurso auxiliar na prática pedagógica do professor, a inserção das tecnologias em sala de aula deve ser acompanhada por uma metodologia adequada às necessidades dos alunos, utilizando-se de maneira adequada e significativa, questionando o objetivo que se quer atingir, levando-se em consideração o lado positivo e as limitações em que se apresentam.

Atualmente, muito está se discutindo sobre a prática docente através do uso de Tecnologias da Informação e da Comunicação que, além de favorecer determinados comportamentos, influencia nos processos de aprendizagem. A utilização devidamente planejada e adequada pode viabilizar e favorecer o desenvolvimento e aprendizado do aluno com necessidade educacional especial, e ainda pode contribuir no seu processo de inclusão no contexto da escola regular. Conforme Maria Teresa Eglér Mantoan (2000), “para se tornarem inclusivas, acessíveis a todos os seus alunos, as escolas precisam se organizar como sistemas abertos, em função das trocas entre seus elementos e com aqueles que lhe são externos. Os professores precisam dotar as salas de aula e os demais espaços pedagógicos de recursos variados, propiciando atividades flexíveis, abrangentes em seus objetivos e conteúdos, nas quais os alunos se encaixam, segundo seus interesses, inclinações e habilidades...” (p.02)

O computador é um meio de atrair o aluno com necessidades educacionais especiais à escola, pois,à medida que ele tem contato com este equipamento, consegue abstrair e verificar a aplicabilidade do que está sendo estudado, sem medo de errar, construindo o conhecimento pela tentativa de ensaio e erro.

Promover uma aprendizagem contextualizada, significativa e atrativa é necessidade numa proposta inclusiva, situando o aluno com necessidades educacionais especiais no mundo em que se encontra e onde atua.

2 O aprendizado do aluno com nescessidades especiais educacionais por meio do uso dE iformática na escola


Utilizando o computador, o aluno/a analisa, questiona as várias informações que recebe e este processo contribui na construção do seu conhecimento.

Quanto mais o aluno interage com o computador, mais informações ele recebe, as quais colaboram para a construção do seu conhecimento (VALENTE 1999).

No caso dos alunos/as com necessidades educacionais especiais, esta interação com a máquina faz os alunos serem mais audaciosos, despidos de insegurança, uma que são mais adeptos as novidades. Estes fatores contribuem com o seu desenvolvimento intelectual de maneira natural.

A tentativa, o comando, a construção e a desconstrução do erro e a liberdade do ato de experimentar são ações que contribuem para o processo de ensino e aprendizagem.

Antes mesmo, de sentir necessidade de desenvolver-se intelectualmente, o individuo deficiente tem grande necessidade de se comunicar com o mundo tanto de emitir quanto de receber informações do mundo exterior. (Valente -1991, p. 91)

E o computador tem desempenhado um importante papel nets área. Ao utilizar os recursos tecnológicos pode propiciar maior incentivo para o aluno especial, como forma de superação, especialmente no uso de recursos visuais oferecidos pelo acesso ao computador como fotografias, filmagens, jogos lúdicos, desenhos, etc., pois os alunos com necessidades educacionais especiais se apropriam das imagens e aprendem com maior facilidade.

Quanto maior for o acesso à informação, a comunicação, à interação, mais ampla será a socialização, sobretudo neste mundo hoje tão globalizado, onde é imprescindível estar antenado e ser conhecedor dos fatos nacionais e internacionais, pois influenciam necessariamente o cotidiano de cada ser, mesmo, distante de todos e de tudo.

A utilização do computador pode oferecer mais segurança no que diz respeito à aprendizagem, socialização, autonomia e independência, mas depende da atuação do professor em uma proposta construcionista para organizar por meio do computador atividades que atendam as necessidades de aprendizagem dos alunos. O que colabora com a aprendizagem também é o ambiente, os laboratórios de informática são lugares de entretenimento e diversão. Os professores se deparam com dificuldades e necessidades em relação às tecnologias da informação e comunicação. São essas as dificuldades:

1) Recursos materiais e tecnológicos (computador para a sala de recursos; laboratório com Internet; softwares específicos para as deficiências; melhorar o espaço físico (adequação), material didático específico, jogos didáticos, material alternativo para sala de aula; programas educativos; recursos de acessibilidade/adaptação; necessidade de auxiliar no laboratório de informática; acervo bibliográfico para cegos; programas e filmes adaptados com legenda). 2) Aperfeiçoamento profissional (práticas pedagógicas diferenciadas/diversificadas, conhecimento referente ao atendimento de alunos com N.E.E., capacitação dos professores para uso de tecnologias; vídeos com palestras referentes a temas de educação especial; capacitação para professores das salas regulares que atendem alunos com N.E.E, troca de informações sobre procedimentos no atendimento com alunos de outras escolas; profissionais especializados; maior esclarecimento sobre as deficiências (limites, possibilidades, cuidados); informações sobre recursos tecnológicos e pedagógicos que se possam utilizar nas diversas áreas de deficiências).

3) Espaço físico adequado (recursos de acessibilidade/adaptação).

O respeito à diversidade consiste na igualdade de oportunidades, o que não significa dar a todos a mesma coisa, mas sim dar a cada educando aquilo que precisa para continuar aprendendo. Infelizmente, a sociedade possui um padrão físico e mental, e todos os que nele não se enquadram, são vistos de forma preconceituosa e discriminatória. Mais do que um modelo de homem, é preciso reconhecer em cada pessoa, um ser humano que possui sentimentos, valores, dúvidas, alegrias, tristezas,realizações, qualidades e defeitos. Nossa condição é esta. Não há porque ter humanos tipo A, B, C ou D. Somos todos seres humanos.

É necessário proporcionar condições de acesso dos alunos especiais à Informática, é preciso buscar uma tecnologia democrática, acolhedora e fomentadora da aprendizagem dos alunos incluídos.



3 CONCLUSÃO
A informática vem para contribuir para capacitação e socialização de pessoas com necessidades especiais, tanto no mercado de trabalho como também no seu ciclo social, rompendo com o tabu da discriminação social, provando a capacidade das mesmas, no sentido de desenvolverem atividades interessantes em todas as diretrizes de sua vida. Oferecer a eles a chance de construir conhecimento e inclusão social.

As políticas públicas voltadas para a inclusão na educação precisam ser implementadas e concretizadas com ações sólidas.

A educação inclusiva foi criada para dar a todas as crianças e adolescentes o direito de estudar e fazer parte do sistema regular do ensino. O objetivo não é tratar todos como iguais, mas mostrar que as pessoas são diferentes e que isso precisa ser respeitado. Estudos já mostraram que crianças que convivem com as diferenças crescem e se tornam adultos mais tolerantes e menos preconceituosos.

REFERÊNCIAS

MANTOAN, Maria Teresa Eglér. A Integração de pessoas com deficiência: contribuições para uma reflexão sobre o tema. São Paulo: Memnon. Editora SENAC, 1997.

MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Texto publicado em Espaço: informativo técnico-científico do INES, nº 13 (janeiro-junho 2000), Rio de Janeiro: INES, 2000, p. 55-60. Nova Escola, São Paulo, edição 172, p. 28-29, maio. 2004.



PAPERT, Seymor. A máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.

Compartilhe com seus amigos:


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal