Abordagem do poema “Reizinhos mandões”, de Ruth Rocha



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FACCAT - FACULDADES INTEGRADAS DE TAQUARA

CURSO DE LETRAS



2011



ABORDAGEM DE TEXTOS

FASCÍCULO III

POEMAS

ELABORADO POR:

DAIANA CAMPANI DE CASTILHOS

JULIANA STRECKER

LIANE FILOMENA MÜLLER

LUCIANE MARIA WAGNER RAUPP

VERA LÚCIA WINTER

taquara, setembro de 2011.





  • Sugestões de atividades para: Educação infantil ao 3º ano


Abordagem do poema “Reizinhos mandões”, de Ruth Rocha
1 Atividade de motivação
- Levar uma coroa de papelão para sala de aula.

- Perguntar aos alunos:



  • Quem usa coroa? Como vocês sabem disso?

  • O que um rei (ou rainha, príncipe, princesa) faz?

  • Como vocês imaginam um rei? (Pedir que alguns alunos coloquem a coroa e caminhem como rei, durmam como rei, cumprimentem as pessoas como um rei...)

  • Se vocês fossem reis (ou rainhas, príncipes, princesas), como seriam?

  • Se vocês fossem reis (ou rainhas, príncipes, princesas) por um dia, qual seria a primeira coisa que fariam? (Pedir que os alunos registrem essa resposta)


2 Atividades de pré-leitura
- Anunciar o título do poema “Reizinhos mandões” aos alunos, levantando hipóteses:

a) Como seria um reizinho mandão? O que ele faria?

b) Por que não é um “reizão” mandão?

c) Vocês acham que as pessoas gostam desse reizinho que é mandão? Por quê?

d) Será que ele vai conseguir ser mandão para sempre?

- Pedir que os alunos registrem como imaginam um reizinho mandão.


3 Atividades de pós-leitura
a) Conversação

- O poema diz que nós encontramos reizinhos mandões todos os dias. Isso acontece de verdade? Como?

- Como são esses reizinhos mandões que nós encontramos todos os dias?

- De vez em quando, vocês também não acabam agindo como reizinhos mandões? Como?

- O que pode acontecer se vocês agirem como reizinhos mandões?

- Quem seriam os reis que enfrentam os reizinhos mandões que encontramos todos os dias?

- E se vocês agirem como reizinhos mandões, quem seriam os reis que os enfrentariam e diriam não?

- Pedir que os alunos ilustrem o poema. Abaixo do desenho, devem criar uma frase sobre Reizinhos mandões (registrada pela professora ou pelos próprios alunos, dependendo da turma).


b) Contação da história “O reizinho mandão”, de Ruth Rocha.

- Introduzir a história, explicando que a autora do poema escreveu uma história mais longa, contando toda a história de um certo Reizinho Mandão.

- Com turmas de primeiro ano, pode-se fazer a reconstrução da capa (entregar partes da capa para que eles coloquem na ordem que pensam estar na capa original, expressando suas hipóteses).

- Pedir que os alunos recontem a história, imitando os personagens.

- Confecção dos personagens (desenho e palitos) para recontar a história.

- Conversação:


  • Quem era o rei que havia antes do Reizinho?

  • Como o Reizinho se tornou rei?

  • Que tipos de leis o Reizinho fazia?

  • Inventem uma lei absurda. Por que é absurda?

  • Inventem uma lei divertida (ou justa, ou necessária, ou que entraria em vigor só na sala de aula...)

  • Que tipo de leis os conselheiros diziam que o reizinho deveria fazer?

  • Que leis tornariam essa turma mais feliz? Invente-as.

  • Por que o Reizinho mandava todos calarem a boca?

  • De tanto o Reizinho mandar as pessoas calarem a boca, o que aconteceu?

  • Por que as pessoas do reino não sabiam mais falar?

  • Por que o Reizinho foi procurar um sábio no reino vizinho?

  • O que o sábio disse para o Reizinho?

  • Se vocês fossem o sábio, o que diriam ao Reizinho?

  • Por que o Reizinho precisava achar uma criança que soubesse falar?

  • O que aconteceu quando o Reizinho achou a Menina que falava? O que ela disse? O que as pessoas do reino fizeram então?

  • O que aconteceu com o Reizinho?

  • Por que o livro diz que as meninas não devem sair por aí beijando sapos?

- Montagem de um painel com o registro dos alunos sobre as leis que eles criariam se fossem Reizinhos (ou com as leis que fariam a turma feliz)

- Montagem de painel com o registro do final que imaginaram para o Reizinho Mandão.


4 Atividades de produção textual

- Imaginar que uma criança resolva agir como um Reizinho Mandão. O que ela faria? O que aconteceria com ela?

- Imagine que uma menina beija um sapo. Ao invés de virar príncipe, vira Reizinho Mandão. O que ele faria? Como ela sairia dessa?

- Como seria o mundo em que o Reizinho não fosse mandão, mas fizesse as pessoas felizes?
Abordagem do poema “Letra Mágica”, de José Paulo Paes
1 Atividades de motivação
- Entregar a cada aluno uma folha com a letra inicial de seu nome escrita de forma a ocupar toda o espaço.

- Dizer que as letras são mágicas porque elas têm sons capazes de formar muitas palavras.

- Solicitar que os alunos recortem e decorem a letra do seu nome de modo que pareça “muito mágica”.

- Pedir que os alunos apresentem suas letras, explicando por que, decorada daquela maneira, parece “muito mágica”.


2 Atividades de pré-leitura
- Apresentar duas fichas: uma com o desenho de um gato e a palavra “gato” escrita bem grande e com a letra “g” devidamente decorada como mágica; outra, com o desenho de um rato e a palavra “rato” escrita segundo os mesmos critérios de “gato” na outra ficha.

- Perguntar aos alunos quais são as letras mágicas das fichas apresentadas.

- Perguntar aos alunos:


  • O que as duas palavras têm em comum?

  • E de diferente?

  • Gatos e ratos são amigos? Por quê?

  • Que mágica as letras “g” e “r” fazem nessas palavras?

- Fazer o mesmo em relação às palavras “elegante” e “elefante” (mas sem desenhos). Também questionar por que o elefante não é considerado elegante.
3 Atividades de pós-leitura
- Conversação:

  • Quais são as letras mágicas de que fala o poema?

  • Que mágica a letra “g” fez no elefante?

  • Que mágica a letra “g” fez no rato?

- Brincando de fazer outras mágicas:




  1. Letra mágica: M

Palavra que vai ser a voluntária para a mágica: LATA

Se a letra mágica M ficar no lugar da letra L, a LATA se transformará em............(desenhar)

Se a letra mágica M ficar no lugar da letra t, a LATA se transformará em............(desenhar)


  1. Letra mágica: P

Palavra que vai ser a voluntária para a mágica: GATO

Se a letra mágica P ficar no lugar da letra G, o gato se transformará em............(desenhar)




  1. Letra mágica: C

Palavra que vai ser a voluntária para a mágica: BANANA

Se a letra mágica C ficar no lugar da primeira letra N, a BANANA ficará bem............(desenhar uma banana bacana, com carinha, roupa...)




  1. Letra mágica: G

Palavra que vai ser a voluntária para a mágica: AVIÃO

Se a letra mágica G ficar na frente do AVIÃO, ele vai virar um pássaro chamado ............(desenhar)




  1. Letra mágica: T

Palavra que vai ser a voluntária para a mágica: OURO

Se a letra mágica T ficar na frente do OURO, ele vai virar um bicho bem valente chamado ............(desenhar)




  1. Mas se o OURO for uma palavra atrevida, muitas letras vão ficar na frente dela. Olhem só quem se candidata: as letras B E S !

Se as letras B E S ficarem na frente do OURO, ele vai virar um bichinho pequeninho chamado ........................................................... (desenhar)

4 Atividades de produção textual

- Imaginar letras mágicas que se metem no seu nome. Como ele poderia variar? No que você viraria? Como você sairia dessa enrascada?



Sugestões de atividades para: 4º ao 6º ano

Abordagem do poemaCrianças lindas”

1 Atividade de motivação: o poema será entregue aos alunos recortado em versos avulsos; os alunos, em grupos de três, montarão o poema, organizando seu sentido, conforme o entenderem. Cada grupo colará seu poema, numa folha afixada no quadro-verde, para que os outros grupos leiam.
2 Atividades de pré-leitura:
2.1 Você sabe o que é um poema?

2.2 Você gosta de ler poemas?

2.3 Onde você os lê?

2.4 Você já escreveu algum poema?

2.5 Você considera que todas as pessoas são iguais?

2.6 Como você imagina que seja uma pessoa linda?


Obs.:Após as atividades de pré-leitura, o(a) professor(a) projetará, por meio de uma lâmina, o poema original e dele fará uma leitura expressiva.
3 Atividades de pós-leitura:
3.1 Quantas estrofes o poema possui? E quantos versos?
3.2 Sabe-se que uma das principais características do poema é a presença da rima. Pinte no poema as palavras que rimam entre si. Não se esqueça de trocar de cor cada vez que o som das palavras mudar.
3.3 Crie outras possibilidades de rima para as palavras destacadas:
3.3.1 “Mas são muito diferentes!”

_________________________


3.3.2 “Uma é toda desdentada,”

_________________________


3.3.4 “Uma tem cabelos longos,”

_________________________


3.3.5 “Não queiras que sejam iguais,”

_________________________


3.4 Desenhe nos quadros abaixo como você imagina que sejam as duas crianças:








3.5 Encontre, no caça-palavras abaixo, as palavras que caracterizam cada uma das crianças; organize-as por colunas:




P

E

S

D

E

S

D

E

N

T

A

D

A

T

Q

U

E

N

T

E

S

R

A

Ó

C

U

L

O

F

G

E

L

A

D

O

S

R

R

E

N

T

E

C

A

D

E

S

C

A

B

E

L

A

D

A

S

M

O

B

A

C

A

B

E

L

O

S

N

B

E

D

A

P

E

N

T

E

S

I

M

C

H

E

I

A

G

I

L

A

L

O

N

G

O

S

V

D

E

P

A

D

E

N

D

E

N

T

E

S

P

E

T

N

Z

B

N

E

G

Ç

J

L

E

N

T

E

S

F

R

U

A

H

R

C

R

I

S

L

I

N

S






“Uma” “Outra”

_________________________ ___________________________

_________________________ ___________________________

_________________________ ____________________________

_________________________ ___________________________

_________________________ ___________________________


3.6 Por que você imagina que as crianças retratadas no poema sejam diferentes?

3.7 Apesar de as crianças serem tão diferentes, a que conclusão chega a autora? Você concorda com a posição de Ruth Rocha? Comente.


3.8 Explique os seguintes versos do poema:

“Não queiras que sejam iguais,

Aliás, nem mesmo tentes!”
3.9 Existe um provérbio popular que afirma o seguinte: “Quem ama o feio, bonito lhe parece.”

Relacione-o ao poema.


4. Atividades de produção textual:
4.1 Escolha uma das crianças descritas no poema e crie uma história na qual ela mude de aspecto.

4.2 Crie uma história em quadrinhos na qual as duas crianças sejam personagens.

4.3 Crie um acróstico com a palavra CRIANÇA LINDA.

4.4 Escreva uma história onde uma das crianças seja a personagem principal. Na sua história deve aparecer a família dessa criança.

4.5 Agora o poeta é você. Componha um poema cujo tema seja “ser diferente”.


Abordagem do poema “Menino que trabalha”

1 Atividade de motivação: o(a) professor(a) apresentará um painel(previamente elaborado) com figuras representando crianças trabalhando. A partir desse painel, questionará o que as imagens significam. Depois que os alunos se posicionaram quanto às imagens, o(a) professor(a) já poderá iniciar as atividades de pré-leitura que se relacionam diretamente com o painel de imagens.




2 Atividades de pré-leitura:


2.1 É comum crianças trabalharem?

2.2 Em que atividades as crianças normalmente trabalham?

2.3 Você concorda que as crianças devam trabalhar?

2.4 Para você, as crianças que trabalham são muito diferentes das que não trabalham?

2.5 Quais os sonhos mais comuns que os meninos têm?

3 Atividades de pós-leitura:
3.1 O poema fala de um “menino que trabalha”. Que idade você imagina que o menino tenha? Justifique sua resposta.
3.2 Lembrando que verso é cada linha de um poema, como é descrita a vida do menino nos sete primeiros versos do poema lido?
3.3 Das palavras abaixo, marque com um X aquela que indica uma espécie de consolo pela vida que o menino leva:

( ) trabalho ( ) dinheiro ( ) sonho ( ) futebol ( ) brinquedo ( ) pais


3.4 Quais são os sonhos do menino? Eles são sonhos possíveis ou impossíveis? Justifique sua resposta.
3.5 Por que o menino acredita que vai ter alegria na “grande cidade”?
3.6 Desenhe na figura abaixo aquele que é considerado o “sonho mais lindo” do menino.

3.7 O Capítulo V, Artigo 60, do Estatuto da Criança e do Adolescente afirma que: “É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, salvo na condição de aprendiz.” www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm -Você marcou isto com +1 publicamente. Desfazer 16 jul. 1990 – Lei 8069 de 13 de julho de 1990 que institui o Estatuto da Criança e do Adolescente.Acessado em 18/09/2011/

O poema lido respeita essa lei? Qual será o motivo que faz com que o menino tenha que trabalhar? Justifique com exemplos retirados do poema.

3.8 Escreva em relação ao menino:



Realidade Sonho







3.9 Crie rimas para as palavras em destaque:

3.9.1 “ Menino que acorda

________________________

3.9.2 “ Já vai trabalhar.”

________________________

3.9.3 “E sonha que um dia,”

________________________

3.9.4 “Que um dia seu time

________________________

4) Atividades de produção textual:

4.1 Você é um jornalista. Escreva uma notícia sobre crianças que trabalham.Não esqueça de colocar uma ilustração em sua notícia.

4.2 Crie um diálogo entre o menino do poema e outro menino que mora na cidade grande e não trabalha.

4.3 Escreva um poema cujo assunto seja um sonho que você tenha. Não esqueça da rima!

4.4 Crie um poema, em forma de quadras, cujo assunto seja a alegria de ter um sonho realizado.

4.5 Transforme a história do poema em um texto narrativo cujo personagem principal seja o menino. Dê características ao personagem; descreva o lugar onde a história acontece; determine quando ela ocorre e não esqueça de criar um final bem interessante.



Abordagem dos POEMINHAS CINÉTICOS

Os poemas visuais são uma forma de fazer poemas na qual o poeta brinca com o espaço da folha de papel e com a disposição das palavras.

1.Na sua opinião, esses poemas foram feitos somente para serem lidos ou também para serem vistos? Justifique sua resposta.

2.Quanto ao primeiro poema,o que sugere a disposição de “Que saiu de lá assim” em relação ao conteúdo do poema?

3.No segundo poema, como o poeta simboliza a ideia de que “As casas passavam em volta”?

4. No terceiro e quarto poemas, que se referem ao namorado, por que o poeta representou de uma maneira a chegada do namorado e, de outra a sua saída?

5.Atividades de produção textual:

5.1 Com o auxílio do jornal, recorte letras e forme o seu poema visual. Os assuntos podem ser variados e terem sido determinados por sugestões dos alunos.

5.2 A natureza modifica-se nas 4 estações do ano.Crie poemas visuais que representem essa mudança.

5.3 Faça um poema visual com o seu nome.

5.4 Escolha um objeto que você usa muito na sua sala de aula e, com ele, crie um poema.

5.5 Escreva um poema visual bem criativo, representando: um bichinho de estimação; sua roupa preferida; um objeto de uso pessoal; uma palavra interessante; sua flor predileta; um número.

5.6 Escolha outro poema do fascículo e represente-o por meio de um poema visual.



  • Sugestões de atividades: 6º ao 7º ano

Abordagem dos poemas “Quadrilha”, de Carlos Drummond de Andrade, e “Quadrilha da Sujieira”, de Ricardo Azevedo
1 Motivação e pré-leitura:
Imagine que você tivesse o poder de escrever a história de vida dos seguintes personagens: João, Teresa, Raimundo, Maria, Joaquim e Lili. Complete as informações abaixo e desenhe-os:


JOÃO

Por quem era apaixonado?........................

Casou-se? Com quem?.............................

Qual o seu destino?...................................

..................................................................

..................................................................






RAIMUNDO

Por quem era apaixonado?........................

Casou-se? Com quem?.............................

Qual o seu destino?...................................

..................................................................

..................................................................






JOAQUIM

Por quem era apaixonado?........................

Casou-se? Com quem?.............................

Qual o seu destino?...................................

..................................................................

..................................................................






TERESA

Por quem era apaixonada?........................

Casou-se? Com quem?.............................

Qual o seu destino?...................................

..................................................................

..................................................................






MARIA

Por quem era apaixonada?.......................

Casou-se? Com quem?.............................

Qual o seu destino?...................................

..................................................................

..................................................................







LILI

Por quem era apaixonada?........................

Casou-se? Com quem?.............................

Qual o seu destino?...................................

..................................................................

..................................................................





Após a técnica, o professor pede que os alunos leiam o destino criado para os personagens, explorando questões como as seguintes:



  1. Os personagens criados por vocês casaram com quem amavam?

  2. O destino dado a eles foi feliz?

  3. E nos relacionamentos da vida real, as pessoas ficam com que amam? Por quais motivos?

  4. E como são os relacionamentos amorosos entre os adolescentes? O que os leva a encantarem-se e desencantarem-se, encontrarem-se e desencontrarem-se tão rapidamente?

  5. Vocês conhecem o que é uma quadrilha?

  6. Como seria um poema com esse título envolvendo esses personagens?

2 Pós-leitura:

  1. A palavra “quadrilha” é uma palavra polissêmica, isso é, tem mais de um significado. Considerando as definições abaixo, circule aquela que se aplica ao significado do poema e justifique sua escolha.

  1. Grupo de quatro ou mais cavaleiros, no jogo das cavalhadas.

  2. Nome dado às companhias de guerreiros a cavalo.

  3. Grupo de malfeitores associados.

  4. Dança das festas juninas em que, em certo momento, os casais vão trocando de pares até voltar a encontrar o seu.

Justificativa:

........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................




  1. Faça um levantamento das informações do poema e compare-as àquelas criadas por você:

Personagem

Quem amava

Destino

João







Teresa







Raimundo







Maria







Joaquim







Lili










  1. Faça um levantamento dos aspectos formais do poema: ele apresenta rimas? Quantos versos? Quantas estrofes? Agora conclua: para um texto ser considerado um poema, ele precisa apresentar rimas e muitas estrofes?

  2. Apesar de não apresentar rimas, o poema apresenta “musicalidade”, ou seja, o autor “brinca” com as palavras do poema como se fosse uma cantiga. Observe, nesse sentido, a repetição da estrutura “que amava...”. Qual a intenção do autor ao dar essa musicalidade?

  3. Qual o assunto que Drummond pretendeu abordar em seu poema?

  4. Carlos Drummond de Andrade foi um poeta que viveu de 1902 a 1987 no Brasil. Neste fascículo, há um outro poema escrito por um poeta dos nossos dias que apresenta o que chamamos de “intertextualidade”. Intertextualidade é um diálogo entre textos: um autor escreve um novo texto citando um outro já bastante conhecido pela sociedade. A intenção não é imitar o texto anterior, mas dialogar, dar um novo enfoque às ideias, brincar com as palavras. Qual é este texto?

  5. No texto de Ricardo Azevedo, a palavra quadrilha ainda pode assumir um outro significado além daquele que você marcou na questão número 1. Qual? Justifique.

  6. Cite alguns elementos do poema que mostram que ele estabelece um diálogo com o texto de Drummond.

  7. Apesar das semelhanças, os dois textos apresentam temáticas diferentes. Do que fala o texto de Azevedo?

3 Produção textual:

  1. Escolha um dos cinco primeiros personagens do texto de Drummond e escreva um conto sobre a sua história de vida, respondendo às seguintes questões: quando conheceu seu amor? O que levou seu amor a não querê-lo? Qual o seu destino?

  2. Conte a história do encontro de Lili com J. Pinto Fernandes. Por que ela não amava ninguém? Por que não queria Joaquim? Como ela e J. Pinto se conheceram? Estão felizes até hoje?

  3. Escolha um outro poema do fascículo e crie um novo texto, estabelecendo uma relação intertextual.


ABORDAGEM DO POEMA “NAMORO DESMANCHADO”, DE PEDRO BANDEIRA

1 Motivação e pré-leitura:
Técnica: Já é hora de namorar?

O professor pode confeccionar um painel divido em várias perguntas. Cada aluno receberá um papel e deverá responder a essas perguntas. O professor, após cada pergunta, abrirá um espaço para a discussão e pedirá que cada aluno cole as respostas a esses questionamentos no local indicado:




Já me sinto grande para...

Ainda me sinto pequeno para...

O que é o amor?

Qual a melhor hora para namorar?

Quais as vantagens e desvantagens em namorar?

Quem gosta mais de namorar: meninos ou meninas?

Por que namoros duram tão pouco hoje em dia?





















2 Pós-leitura:

  1. De quem é a voz que fala no poema (eu-lírico)?

  2. Localize, no poema, as palavras que rimam e anote os pares de palavras em seu caderno. O que você percebeu em relação à posição delas em cada uma das estrofes?

  3. No segundo verso, o eu-lírico diz assim: “e nem ligo para isso”. Qual o referente do pronome isso?

  4. “Namorar só dá enguiço”. Qual a palavra com significado aproximado de “enguiço”?

( ) alegria ( ) estorvo ( ) diversão ( ) curtição ( ) brincadeira

  1. Considerando o que o eu-lírio diz em relação ao pensamento de seus colegas, responda: para eles, por que era preciso namorar?

  2. Quem é “a outra” de que o eu-lírico fala?

  3. De qual comportamento “da outra” o eu-lírico não gostava? O que ele queria estar fazendo?

  4. Vemos que o eu-lirico conta que fez uma opção: em vez de sua namorada, escolheu uma outra atividade. Qual?

Produção textual:


  1. Imagine que a autora do texto fosse a garota. Como ficaria o poema? Escreva um novo texto sob o ponto de vista dela.

  2. Escreva um conto sobre amor adolescente, imaginando os conflitos de um personagem que, embora fosse apaixonado por uma pessoa, não gostaria de abrir mão de outra atividade de que goste muito para ficar com seu amor. O que aconteceria?




  • Sugestões de atividades para 8º e 9º ano



Abordagem do poema Fadas e bruxas


1 Atividade de motivação:
Apresentar aos alunos o poema de Martha Medeiros (disponível em http://pensador.uol.com.br/cronicas_de_marta_medeiros) e solicitar que, em duplas, façam um Retrato Falado seu parceiro, pedindo-lhe que escolha os adjetivos que o caracterizam, justificando as escolhas. A seguir, observar as contradições que existem em cada um, por exemplo, quem se disse forte e fraca, generosa e egoísta, infantil e astuta, aflita e serena ao mesmo tempo, levando-os a concluir que essa dualidade é própria do ser humano.

"Quem você pensa que é?"


perguntou pra mim de queixo em pé...
Sou forte,
fraca,
generosa,
egoísta,
angustiada,
perigosa,
infantil,
astuta,
aflita,
serena,
indecorosa,
inconstante,
persistente,
sensata e corajosa,
como é toda mulher,
poderia ter respondido,
mas não lhe dei essa colher.
II. Atividades de leitura:
Aqui tornamos a lembrar o professor que o poema é um gênero de texto que se constrói, como qualquer outro, com ideias, sentimentos, mas que agrega, por meio do verso e seus recursos musicais, ritmo, sonoridade, empregando recursos como a métrica, a rima, a aliteração, etc. A escolha das palavras também não se restringe a sua significação literal; a sua combinação é cuidadosamente elaborada a fim de criar outros efeitos, como o de ambiguidade, por exemplo, sugerindo formas, sons, cores, imagens, e possibilitando diferentes leituras, interpretações, sensações, enfim. O que estamos propondo, é que, baseados nessas características, não transformemos, nas práticas de sala de aula, o texto literário como pretexto para o ensino-aprendizagem de questões puramente gramaticais.
Pedir que os alunos leiam o poema Fadas e bruxas, que consta do fascículo, e respondam às questões:
1. Observe o texto lido e complete o quadro abaixo:


Quem escreve o texto?




Para que o escreve?




Quem ele textos assim?




Por que os leem?




Quais reações essa leitura provoca no leitor?




Como se estruturam textualmente esses textos?




Quais os recursos linguísticos empregados em textos desse gênero?



2. Você já sabe que o poema é formado por estrofes e versos.

a) Quantas estrofes e versos há neste poema?
3. Quem é o “eu” que fala no poema? Como você chegou a essa conclusão?
4. As palavras “fadas” e “bruxas” foram empregadas com o seu sentido comum? O que elas sugerem no texto? Que outras palavras poderiam substituí-las?
5. Reescreva no quadro abaixo, do terceiro verso em diante, conforme eles se refiram à fada ou à bruxa:



































6. Observando o quadro acima, justifique o emprego das palavras “sol” e “lua” nos versos acima.


7. Justifique o emprego do adjetivo “pesada” no décimo verso.
8. Como o eu que fala no poema se caracteriza? Você também é assim?

9. Ao lermos o poema, verificamos que às bruxas estão relacionados substantivos como lua, noite, sombra; adjetivos como séria, pesada. O que o emprego desses elementos nos levam a concluir sobre as bruxas?


10. Martha Medeiros, em uma crônica, nos diz o seguinte: “Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e . Você é o que ninguém vê”. Relacionando isso com o poema acima, qual seria a parte que ninguém vê? Justifique sua resposta.

III. Produção textual


  1. Suponhamos que tenha sido chamado para uma entrevista de emprego e, ao chegar lá, o profissional encarregado da seleção lhe peça que escreva uma carta à empresa descrevendo como você é. Utilize o fragmento trazido do texto de Martha Medeiros (questão 10) para escrever o seu texto, justificando, sobretudo, os verbos destacados. Você poderá selecionar outros, além dos que estão ali citados, como, por exemplo, pratica, escreve, conversa, sonha, etc. Não se esqueça, também, de que sua carta será destinada ao diretor da empresa onde você pretende trabalhar, portanto lembre-se desse receptor na hora de fazer as suas escolhas, quer lexicais ou sintáticas. Não deixe de ler bem o seu rascunho, fazer as correções necessárias e, só então, passar o texto para a folha, numa letra legível e sem rasuras.



Abordagem sobre o poema “Namoro desmanchado”

1 Atividade de motivação
A professora poderá iniciar a aula com o vídeo da cantora Marisa Monte, disponível em http://letras.terra.com.br/marisa-monte/63646, cantando a música “Já sei namorar”. A seguir, perguntar aos alunos:


  1. Você tem namorada(o)? Há quanto tempo?

  2. O que você acha de namorar?

  3. Como você se sente quando está sozinho(a)?

  4. Você namora mesmo ou só “fica”? Por quê?

  5. Qual a vantagem de se namorar? E a de ficar?



2 Atividades de leitura
Depois de um período de debate sobre o tema, solicitar aos alunos que abram o fascículo na página em que se encontar o poema a ser trabalhado, e solicitar que respondam por escrito às seguintes perguntas:
1. A que gênero pertence o texto acima? Por que você o classifica assim?
2. Quem é o eu que fala no poema? Como você conclui isso?
3. Lendo o poema, notamos certa semelhança sonora no final de alguns versos. Cite os pares de palavras em que isso acontece.
4. Complete o quadro abaixo, reproduzindo o que consta em cada verso:


1ª estrofe

Expõe o problema e diz como se sente

2ª estrofe




3ª estrofe




4ª estrofe




5ª estrofe



5. Observe o 2º verso: “e nem ligo para isso”. Isso o quê?


6. Com que expressão a namorada é referida no texto?
7. O que o emprego do “lá”, na 4ª estrofe, deixa implícito?
8. Você concorda com a ilustração do texto, acha que o ilustrador representou bem o menino que fala? Justifique sua resposta.
9. Por que você pensa que o menino namorou, se ele gostava mesmo era de brincar? Em que verso se comprova sua resposta?
10. Para o eu que fala, o que significa, enfim, namorar? Você concorda com ele?
11. O amor não tem idade. Observe no poema de Manuel Bandeira, que o eu lírico diz ser o porquinho-da-índia a sua primeira namorada. Como você explicaria esse sentimento numa criança de seis anos?
Porquinho-da-Índia

Quando eu tinha seis anos

Ganhei um porquinho-da-índia.

Que dor de coração me dava

Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!

Levava ele prá sala

Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos

Ele não gostava:

Queria era estar debaixo do fogão.

Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...

- O meu porquinho-da-índia foi minha primeira namorada.
O professor também poderá lançar mão de outros textos, em outros gêneros, que falem sobre o tema, como o de Martha Medeiros, sugerido no final do polígrafo, planejando questões de análise.

3 Produção textual:


3.1 Você deverá redigir um texto argumentativo, ou seja, um texto em que você defenda a sua posição sobre o que é melhor, namorar ou ficar? Lembre-se de que deverá trazer argumentos que sejam convincentes, quer dizer, que convençam o seu leitor de que a sua posição é a certa. O seu texto será lido, primeiramente, pela sua professora; depois de reescrito, pelos seus colegas de turma, os quais irão julgar a consistência dos argumentos trazidos.

3.2 Fernando Pessoa, poeta português, diz em um de seus versos: Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?

Redija você também um poema, dizendo à pessoa que você ama o que sente por ela. Se você ainda não ama ninguém, pode falar sobre como gostaria que esse sentimento se manifestasse em você e como é a pessoa amada que idealiza. Seu poema será lido pelos demais alunos da turma, já que ficará afixado no mural da classe.

Texto suplementar:

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Dos ficantes aos namoridos

Se você é deste século, já sabe que há duas tribos que definem o que é um relacionamento moderno.

Uma é a tribo dos ficantes. O ficante é o cara que te namora por duas horas numa festa, se não tiver se inscrito no campeonato “Quem pega mais numa única noite”, quando então ele será seu ficante por bem menos tempo — dois minutos — e irá à procura de outra para bater o próprio recorde. É natural que garotos e garotas queiram conhecer pessoas, ter uma história, um romance, uma ficada, duas ficadas, três ficadas, quatro ficadas... Esquece, não acho natural coisa nenhuma. Considero um desperdício de energia.

Pegar sete caras. Pegar nove “mina”. A gente está falando de quê, de catadores de lixo? Pegar, pega-se uma caneta, um táxi, uma gripe. Não pessoas. Pegue-e-leve, pegue-e-largue, pegue e use, pegue-e-chute, pegue-e-conte-para-os-amigos.

Pegar, cá pra nós, é um verbo meio cafajeste. Em vez de pegar, poderíamos adotar algum outro verbo menos frio. Porque, quando duas bocas se unem, nada é assim tão frio, na maioria das vezes esse “não estou nem aí” é jogo de cena. Vão todos para a balada fingindo que deixaram o coração em casa, mas deixaram nada. Deixaram a personalidade em casa, isso sim.

No entanto, quem pode contra o avanço (???) dos costumes e contra a vulgarização do vocabulário? Falando nisso, a segunda tribo a que me referia é a dos namoridos, a palavra mais medonha que já inventaram. Trata-se de um homem híbrido, transgênico.

Em tese, ele vale mais do que um namorado e menos que um marido. Assim que a relação começa, juntam-se os trapos e parte-se para um casamento informal, sem papel passado, sem compromisso de estabilidade, sem planos de uma velhice compartilhada — namoridos não foram escolhidos para serem parceiros de artrite, reumatismo e pressão alta, era só o que faltava.

Pois então. A idéia é boa e prática. Só que o índice de príncipes e princesas virando sapo é alta, não se evita o tédio conjugal (comum a qualquer tipo de acasalamento sob o mesmo teto) e pula-se uma etapa quentíssima, a melhor que há.

Trata-se do namoro, alguns já ouviram falar. É quando cada um mora na sua casa e tem rotinas distintas e poucos horários para se encontrar, e esse pouco ganha a importância de uma celebração.

Namoro é quando não se tem certeza absoluta de nada, a cada dia um segredo é revelado, brotam informações novas de onde menos se espera. De manhã, um silêncio inquietante. À tarde, um mal-entendido. À noite, um torpedo reconciliador e uma declaração de amor.

Namoro é teste, é amostra, é ensaio, e por isso a dedicação é intensa, a sedução é ininterrupta, os minutos são contados, os meses são comemorados, a vontade de surpreender não cessa — e é a única relação que dá o devido espaço para a saudade, que é fermento e afrodisíaco. Depois de passar os dias se vendo só de vez em quando, viajar para um fim de semana juntos vira o céu na Terra: nunca uma sexta-feira nasce tão aguardada, nunca uma segunda-feira é enfrentada com tanta leveza.

Namoro é como o disco “Sgt. Peppers”, dos Beatles: parece antigo e, no entanto, não há nada mais novo e revolucionário. O poeta Carlos Drummond de Andrade também é de outro tempo e é para sempre. É ele quem encerra esta crônica, dando-nos uma ordem para a vida: “Cumpra sua obrigação de namorar, sob pena de viver apenas na aparência. De ser o seu cadáver itinerante.



Disponível em http://pensador.uol.com.br/cronicas_de_marta_medeiros

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