Abordagem etológica na busca de compostos naturais bioativos no parque estadual da serra do brigadeiro



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UFV / XVII SIC / NOVEMBRO DE 2007 / BIOQUÍMICA E BIOLOGIA MOLECULAR


ABORDAGEM ETOLÓGICA NA BUSCA DE COMPOSTOS NATURAIS BIOATIVOS NO PARQUE ESTADUAL DA SERRA DO BRIGADEIRO


Douglas da Costa Gontijo (Estagiário voluntário); Letícia Bonifácio Fávaro (Estagiário voluntário); Wilson Marcelo da Silva Junior (Pós-graduando DS); Renato Totti Maia (Estagiário voluntário); Leandro Santana Moreira (Pós-graduando MS); Luiz Gustavo Dias (Estagiário voluntário); João Paulo Viana Leite (Professsor orientador) 

Produtos naturais bioativos apresentam enorme importância como especialidades químicas, podendo ter aplicação nas indústrias cosméticas, alimentícias e farmacêuticas. Entretanto, apenas cerca de 5 a 15 % das plantas superiores têm sido sistematicamente investigadas, apontando que a biodiversidade vegetal permanece pouco explorada. Diferentes abordagens têm sido utilizadas na descoberta de novas drogas a partir de recursos vegetais. O objetivo deste trabalho é buscar novos compostos bioativos no bioma Mata Atlântica do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro (PESB), MG, empregando-se uma abordagem etológica. Esta estratégia se baseia na observação de comportamento animal, como os primatas, e no monitoramento sistemático das plantas utilizadas por eles. Dessa forma, entre maio e julho de 2006, realizou-se o biogeomonitoramento de 43 indivíduos da espécie Brachyteles hypoxanthus Kuhl, conhecida como muriquis-do-norte, em um raio de até 50 metros, na coordenada 20º36’25.4” S, 42º24’36.4” W. As plantas coletadas foram identificadas por confronto de exsicatas no Herbário VIC (UFV), sendo levantadas 11 espécies, a saber: Alchornea triplinervia, Sapium glandulatum, Allophylus edulis, Amaioua guinensis, Psychotria sessilis, Miconia latecrinata, Nectandra oppositifolia, Ocotea odorifera, Rapanea ferruginea, Solanum cinnamomum e Solanum leucodendrum. Pesquisa em fontes científicas informatizadas, como WebScience, ScienceDirect e Periódicos Capes, foi realizada visando investigar estudos que atestem a química, segurança e efeitos biológicos dessas espécies. Pelo levantamento realizado, verificaram-se que 46% (5) dessas plantas não apresentaram qualquer tipo de relato de estudos nas fontes analisadas, representando um forte indício que uma considerável parte das espécies usadas pelos primatas ainda não foram alvo de investigação científica pelo homem. Observou-se, também, que apenas 27% (3) destas espécies possuem algum tipo de relato de estudo sobre atividade química ou farmacológica. O aprofundamento no estudo fitoquímico e farmacológico dessas espécies será importante para verificar se a abordagem etológica realmente constitui uma estratégia viável para a busca de novos produtos naturais bioativos.


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ANÁLISE MOLECULAR DAS PLANTAS DE SOJA TRANSGÊNICAS E O ESTUDO DA TOLERÂNCIA A ESTRESSE HIDRICO MEDIADA PELA PROTEÍNA BIP

  Jerusa Araújo Quintão Arantes Faria (Estudante de Graduação da UFV); Maria Anete Santana Valente (Estudante de Pós Graduação da UFV); Elizabeth Pacheco Batista Fontes (Professor UFV, Orientador)

Os chaperones moleculares presentes no retículo endoplasmático (RE) atuam no enovelamento correto das proteínas. A proteína BiP é uma proteína de 78 kDa e pertence à família dos chaperones Hsp70, constituindo o chaperone molecular mais bem caracterizado do RE. Estresse no RE promove a ativação da via de resposta a proteínas incorretamente enoveladas (UPR), e acredita-se que esta via induza à expressão de proteínas envolvidas na proteção do RE. Alguns resultados obtidos em culturas de células relacionam a superexpressão do gene BiP  a um aumento na tolerância a estresse. Recentemente, a nossa equipe de pesquisadores verificou que a superexpressão de BiP em plantas transgênicas de tabaco confere tolerância a estresse hídrico. Os objetivos deste trabalho consistiram na análise da expressão do transgene BiP, na obtenção de plantas transformadas de soja em homozigose e na avaliação da função protetora de BiP em condição de déficit hídrico. As análises da superexpressão da proteína BiP, através da técnica de immunoblloting, permitiram a seleção de plantas de soja da variedade conquista transformadas com o  gene soyBiPD nas gerações T3 à T6. No caso da linhagem 35S-BiPC9, foram selecionadas plantas transgênicas em homozigose na geração T6. A indução do estresse hídrico foi conduzida nas plantas transgênicas da geração T3 e nas plantas de soja controle. Ao término do experimento, foi observado um fenótipo tolerante nas plantas transgênicas. Diferentes parâmetros fisiológicos foram avaliados nas condições de irrigação e déficit hídrico. A taxa fotossintética e a condutância estomática nas plantas controle foram significativamente inferiores às plantas superexpressando o gene BiP nas condições de suspensão da irrigação. As plantas controle apresentaram uma redução acentuada no potencial hídrico em comparação às plantas transgênicas. Os resultados obtidos permitem correlacionar a superexpressão do gene BiP com a elevada tolerância a déficit hídrico. (CNPq).
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ATIVIDADE ANTIBACTERIANA DE ÓLEOS ESSENCIAIS EM ISOLADOS DE Staphylococcus aureus CAUSADORES DE MASTITE BOVINA

 

Danielle Mendes Silva (Estagiária voluntária); Ciro César Rossi (Estagiário voluntário); Andrea de Oliveira Barros Ribon (Docente colaboradora); Marisa Alves Nogueira Diaz (Orientadora)  

A mastite bovina, processo inflamatório no úbere de origem bacteriana, é responsável por grandes prejuízos à cadeia produtora de leite. Surge assim a necessidade de investigar antimicrobianos que minimizem essas perdas. Dada a grande biodiversidade do país esforços têm sido concentrados na busca por antimicrobianos de origem vegetal. Neste trabalho foram avaliadas as atividades dos óleos essenciais de Cinnamomum zeylanicum (canela), Syzygium aromaticum (cravo), Lavanda Officinalis (lavanda) e Mentha pulegium (poejo) contra 11 isolados de Staphylococcus aureus causadores de mastite. A avaliação da atividade antimicrobiana foi feita pelo método de Kirby-Bauer, em triplicata. Os isolados foram crescidos por 14h, a 37°C, em caldo infusão cérebro-coração e 106 UFC/mL foram semeadas sobre placa de Petri contendo meio Muller-Hinton. Os óleos utilizados foram obtidos pelo processo de hidrodestilação utilizando para isso um extrator do tipo Clevenger. Discos de papel de filtro estéreis foram embebidos com 10μL de óleo essencial, na concentração de 0,2 mg/ μL e colocados sobre o meio sólido. Um controle foi realizado com disco contendo 100μg do antibiótico Fungirox (Ciclopirox olamina). Os óleos de Cinnamomum zeylanicum e de Syzygium aromaticum mostraram-se eficientes na inibição do crescimento de todos os isolados testados. O halo de inibição da Lavanda officinalis foi inferior ao do controle e nenhuma inibição foi observada para Mentha pulegium. Sugere-se a realização de estudos posteriores para a identificação dos componentes químicos que apresentam essa atividade antibacteriana.
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ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DO EXTRATO DE Baccharis dracunculifolia EM BACTÉRIAS CAUSADORAS DA MASTITE BOVINA 

Ciro César Rossi (estagiário voluntário); Danielle Mendes Silva (estagiária voluntária); Vitor Romito de Mendonça (estagiário voluntário); Andréa de Oliveira Barros Ribon (Docente colaboradora); Marisa Alves Nogueira Diaz (orientadora)



  A mastite bovina, uma resposta inflamatória na glândula mamária causada usualmente por bactérias, é uma doença infecciosa que acarreta os maiores prejuízos econômicos no setor leiteiro. Antibióticos são eficientes no controle de alguns patógenos, porém essa terapia tem reduzido valor contra Staphylococcus aureus, o que impulsiona a busca por novas formas de tratamento e prevenção. A Fitoterapia é uma alternativa na perspectiva de redução de custos terapêuticos para casos de mastite. O presente estudo teve como objetivo avaliar o potencial antimicrobiano de extratos de diclorometano das folhas de Baccharis dracunculifolia, conhecido como Alecrim do campo, sobre onze isolados de S. aureus causadores de mastite clínica. Os ensaios antimicrobianos foram realizados em triplicata pelo método de microplacas. O extrato foi preparado macerando-se folhas de alecrim do campo em diclorometano utilizando-se a proporção 100g/L entre soluto /solvente. As bactérias foram crescidas por 12 h em 3 mL de BHI a 37 °C. 106 UFC/mL foram inoculadas nos poços contendo BHI (controle 1), BHI mais antibiótico (controle 2) e BHI mais extrato. As microplacas foram incubadas por 16 h, a 37°C, seguindo-se leitura da absorbância em leitor de Elisa. Para a determinação da concentração inibitória mínima (CIM), utilizaram-se o extrato nas concentrações de 30 mg/mL, 50 mg/mL, 70 mg/mL e 100 mg/mL. Os ensaios de suscetibilidade apontaram que o extrato em diclorometano das folhas de Baccharis dracunculifolia inibiu o crescimento de todas as cepas para as duas maiores concentrações testadas. Para o valor de concentração de 50 mg/mL, o extrato inibiu o crescimento da maioria dos isolados. Não houve inibição do crescimento na outra concentração testada. O extrato preparado com solventes polares não inibiu o crescimento microbiano, indicando que a substância com atividade antimicrobiana é desprovida de carga e ou polaridade. Novos estudos devem ser realizados para complementar os ensaios realizados como a purificação e identificação do composto ativo e atividade do mesmo sobre outros microorganismos.
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ATIVIDADE DAS PROTEASES DIGESTIVAS DE Anticarsia gemmatalis (LEPIDOPTERA: NOCTUIDAE) EM FUNÇÃO DA CONCENTRAÇÃO DE BERENIL NA DIETA 

Maíra Souza Monteiro (Bolsista PIBIC/CNPq); Maria Goreti de Almeida Oliveira (Orientador); Lílian Fernandes Moreira (Pós-graduando DS); Thiago Rodrigues de Souza Lopes (Bolsista PROBIC/FAPEMIG); Fabricio Rainha Ribeiro (IC/voluntário); Anderson Fazollo (Bolsista IC/CNPq); Wellington Garcia Campos (Co-orientador/DCNAT-UFSJ); Joel Antonio de Oliveira (Co-orientador); Raul Narciso Carvalho Guedes (Co-orientador)

 Os inibidores de proteases ocorrem naturalmente em muitas famílias botânicas, desempenhando diversas funções. Podem atuar em diversos processos fisiológicos das plantas, como reservas protéicas e, principalmente, na defesa contra insetos herbívoros. Os inibidores funcionam como substratos específicos para as proteases digestivas de herbívoros, formando um complexo estável no qual a proteólise é limitada e extremamente lenta. Os objetivos desse trabalho foram avaliar se a concentração do inibidor sintético de serino-proteases, berenil presente na dieta afeta negativamente a atividade das proteases digestivas de A. gemmatalis. A lagarta da soja foi alimentada diariamente em dietas artificiais contendo 0; 0,00095; 0,0019; 0,0038; 0,0076; % (p/p) de berenil. Os extratos enzimáticos foram obtidos após ciclos de congelamento e descongelamento dos intestinos e posterior centrifugação do homogenato a 100.000 g e o sobrenadante resultante foi utilizado como fonte de proteína solúvel. Para determinação da atividade proteolítica total foi utilizado azocaseína 2% (v/v) como substrato. Para determinação das atividades amidásica e esterásica foram utilizados L-BapNA e L-TAME como substratos, respectivamente. Com o aumento da concentração de berenil houve redução nas atividades proteásica e tríptica dos extratos enzimáticos, indicando que não houve resposta do inseto à ingestão de inibidor pela síntese de outras proteases. Conseqüentemente, a redução na atividade das enzimas digestivas da lagarta resulta em deficiência de aminoácidos essenciais ao metabolismo do inseto, interferindo nos processos de crescimento e desenvolvimento do inseto tendo implicações para a sobrevivência de A. gemmatalis (CAPES, CNPq, FAPEMIG).
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AVALIAÇÃO DA DIGESTIBILIDADE EM RAÇÕES PARA FRANGO DE CORTE CONTENDO DIFERENTES TEORES DE RESÍDUO DE MANGA 

Zaira Bruna Hoffmam (IC/voluntário); Maria Goreti de Almeida Oliveira (Orientador); Patrícia Aparecida Fontes Vieira (Pós-graduando DS); José Humberto de Queiroz (Co-orientador); Isabela Alves de Melo Zeferino (IC/voluntário); Gepoliano dos Santos Chaves (IC/voluntário); Fernanda Cristina Silva (Bolsista CNPq); Rita de Cássia Oliveira Sant’ana (Pós-graduando MS);  Fabrícia Queiroz Mendes (Pós-graduando DS); Mauro Jarbas de Souza Godoi (Técnico) 

A manga (Mangifera indica L.) é originária da Ásia sendo largamente cultivada no Brasil. A produção brasileira excedeu 850 mil toneladas em 2005. Após o processamento industrial, sementes e cascas são descartadas representando 35 a 60% do peso total da fruta, gerando grande quantidade de resíduo. Visando a utilização do resíduo industrial de manga Ubá (cascas e sementes) na alimentação animal, foram formuladas rações para frangos de corte de 1-21 e 22-42 dias, contendo 0; 2,5; 5,0; 7,5 e 10,0% de farelo de resíduo de manga. O objetivo deste trabalho foi determinar a digestibilidade destes formulados. A digestibilidade foi determinada pelo método in vitro, pela queda de pH. Pelos valores de pH após 10 minutos foi possível predizer a digestibilidade dos formulados. A digestibilidade das rações de 1-21 dias foi 77,04; 74,11; 73,31; 72,49; 71,65 para rações contendo 0; 2,5; 5,0; 7,5 e 10,0% de farelo de resíduo de manga, respectivamente. E para rações de 22-42 dias foi de 76,35; 74,89; 70,78; 67,05; 66,06. A queda da digestibilidade para rações de 1-21 dias segue a equação %digestibilidade = 76,02 – 0,496x e para 22-42 dias %digestibilidade = 76,71 – 1,1368x, na qual x é a % de resíduo na ração. Desta forma, o aumento do teor de resíduo na ração diminui a digestibilidade, provavelmente devido ao elevado teor de compostos fenólicos presentes no resíduo (CNPq, Capes, FAPEMIG).
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AVALIAÇÃO DO SILÍCIO NA ATIVIDADE DE GLUCANASE, RELACIONADA A RESISTÊNCIA DA SOJA À FERRUGEM ASIÁTICA 

Gepoliano dos Santos Chaves (IC/voluntário); Maria Goreti de Almeida Oliveira (Orientador); Sandra Cerqueira Pereira (Pós-graduando MS); Fabrício de Ávila Rodrigues (Co-orientador); Eunize Maciel Zambolim (Co-orientador); Laércio Zambolim (Co-orientador); Franciny Martins Pilon (Pós-graduando MS); Denise Torres da Cruz Reis (Pós-graduando DS); Kênia Viçoso Gomes Lopes (Pós-graduando MS) 

A soja é uma importante cultura para o Brasil. No entanto, a ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, tem ocasionado reduções na produtividade. O emprego de fungicidas constitui a principal medida para o controle desta doença, porém a nutrição mineral com aplicação de silício (Si) tem surgido como alternativa. O Si é considerado elemento benéfico para as plantas, aumentando a resistência contra pragas e doenças. Além disso, a própria planta em resposta à presença de patógenos, pode ter o nível de várias enzimas alterado, como as proteínas-RP (proteínas relacionadas à patogênese), dentre as quais destacam-se as β-1,3-glucanases (GLU) que catalisam a hidrólise de componentes da parede celular fúngica. Neste contexto, o presente trabalho teve por objetivo avaliar a relação existente entre o processo de resistência da soja e a atividade de enzimas envolvidas no sistema de defesa. Plantas inoculadas e não-inoculadas foram tratadas com silicato de potássio em aplicação via foliar, para comparação com plantas tratadas com água (controle) e com indutor de resistência acibenzolar-S-metil (ASM). A aplicação foliar de silicato de potássio e de ASM reduziu expressivamente a severidade da doença em resposta à infecção por P. pachyrhizi em comparação ao tratamento controle. O teor foliar de Si não apresentou variação significativa entre os tratamentos. As atividades de GLU apresentadas pelas plantas tratadas com silicato de potássio e inoculadas com o patógeno não se mostraram superiores às atividades observadas no controle. A indução destas enzimas foi exclusivamente potencializada pela presença do patógeno. A redução da ferrugem asiática promovida pela aplicação de Si via foliar foi atribuída ao Si externo agindo por meio da barreira física criada pela polimerização do silicato de potássio, dificultando a penetração do patógeno, ou até mesmo inviabilizando a sua estrutura reprodutiva (CNPq, Capes, FAPEMIG). 
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CARACTERIZAÇÃO DE BACTÉRIAS PROTEOLÍTICAS ASSOCIADAS AO TRATO INTESTINAL DE Anticarsia gemmatalis HÜBNER (LEPIDÓPTERA: NOCTUIDAE) 

Fabricio Rainha Ribeiro (Bolsista /PIBIC/CNPq); Maria Goreti de Almeida Oliveira (Orientador); Liliane Evangelista Visôtto (Pós-graduando DS); Andrea de Oliveira Barros Ribon (Co-orientador); Fernanda Cristina SILVA (Bolsista CNPq); Zaira Bruna Hoffmam (IC/voluntário); Gepoliano dos Santos Chaves (IC/voluntário); Eduardo Gomes Mendonça (Pós-graduando MS); Kênia Viçoso Gomes Lopes (Pós-graduando MS); Raul Narciso Carvalho Guedes (Co-orientador)

 O trato intestinal de insetos abriga complexa microbiota. Muitos microrganismos contribuem com processos bioquímicos, produzindo enzimas e ajudando no metabolismo do hospedeiro. Não há na literatura informações sobre associação Anticarsia gemmatalis-microrganismo. Assim, bactérias proteolíticas foram isoladas de lagartas no quinto instar em meio agar caseinato de cálcio. Foram isoladas 12 bactérias com capacidade proteolítica. A subunidade ribossomal 16s rRNA foi amplificada do DNA genômico das bactérias, usando PCR e primers com seqüências concenso. A análise por PCR-RFLP revelou cinco perfis diferentes. Os produtos amplificados foram purificados, seqüenciados e comparados com seqüências do NCBI. As 12 bactérias foram agrupadas e identificadas como: grupo 1 (Bacillus subtilis), grupo 2 (Bacillus sp.), grupo 3 (Enterococcus sp.), grupo 4 (Enterococcus sp.) e grupo 5 (Staphylococcus sp.). Foram realizadas caracterização morfológica, bioquímica e perfil de resistência.  As atividades proteolíticas foram determinadas. Ao comparar produção enzimática entre os isolados, verificou-se uma diferença significativa na atividade (P < 0,01). Os isolados foram capazes de hidrolisar todos os substratos testados, exceto o Staphylococcus sp., que não degradou L-BApNA e TAME, substratos específicos de tripsina-like. O grupo com maior atividade proteolítica foi o dos Enterococcus sp., já o grupo dos Bacillus sp. apresentou melhor atividade específica de serino e cisteino protease. Esse trabalho fornece base para a caracterização bioquímico-cinética de proteases de origem microbiana, importantes para a complementação de estudos relacionados ao uso de inibidores de proteases como método alternativo de controle dessa praga (CAPES, CNPq, FAPEMIG).   
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CARACTERIZAÇÃO DE DETERMINANTES GENÉTICOS DE PATOGENICIDADE DO VÍRUS DA DOENÇA INFECCIOSA BURSAL (IBDV).

Monique Renon Eller (Bolsista PIBIC/CNPq); Elisa Santanna Monteiro da Silva (Bolsista PROBIC/FAPEMIG); Camila Cristina Almeida Dias (Pós-Graduanda MS); Sávio de Siqueira Ferreira (Pós-graduando MS); Márcia Rogéria de Almeida (Orientadora).

Mutações no gene responsável pela codificação da proteína do capsídeo viral VP2 de linhagens patogênicas do IBDV e a má utilização de vacinas atenuadas por poucas passagens têm sido responsáveis pelo reaparecimento de surtos. O projeto realizado teve como objetivo analisar filogeneticamente diferentes isolados de IBDV de Minas Gerais pela comparação da seqüência nucleotídica do gene que codifica a VP2 com outras sequências disponíveis no GeneBank e estudar a interação patógeno-hospedeiro, através da construção de uma biblioteca de cDNA para o IBDV por meio da hibridização subtrativa. O RNA total de amostras de bursa de aves com suspeita clínica de IBD foi extraído para se processar a RT-PCR. O fragmento amplificado foi clonado em pGEM® T Easy Vector System, conforme as recomendações do fabricante. Para o alinhamento das seqüências utilizou-se o CLUSTAL W 1.8 e para a análise filogenética foram utilizados o aplicativo computacional MEGA vs. 3.1 e o DNAMAN. A construção da biblioteca iniciou-se com a extração de RNA total e posterior purificação em mRNA das 2 populações a serem hibridizadas: células VERO infectadas por IBDV e células VERO somente inoculadas com MEM. Os produtos hibridizados foram amplificados e clonados. Os clones gerados estão sendo analisados quanto à presença de inserto por PCR de colônia, para posterior extração de DNA plasmidial e sequenciamento. Os isolados de IBDV analisados neste estudo estão proximamente relacionados às linhagens clássicas vacinais de IBDV bem como às linhagens européias e asiáticas. Esses resultados indicam que amostras vacinais podem ter causado esses surtos, portanto a utilização de vacinais mais invasivas deve ser bem analisada pelo médico veterinário de campo. A análise da expressão gênica diferencial durante a infecção viral torna possível o entendimento dos mecanismos usados pelo IBDV para produzir suas proteínas virais e originar uma nova progênie.(CNPq, FAPEMIG)
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CARACTERIZAÇÃO DO RESÍDUO DO PROCESSAMENTO AGRO-INDUSTRIAL DA MANGA E ESTUDO DA VIABILIDADE DE SUA UTILIZAÇÃO NA FORMULAÇÃO DE RAÇÕES PARA ANIMAIS

Rafael Locatelli Salgado (Bolsista PIBIC/CNPq), Lucas Benício Campos (Estagiário voluntário), Patrícia Aparecida Fontes Vieira (Pós-graduando MS), José Humberto de Queiróz (Orientador), Anderson de Almeida Barbosa (Pós-graduando DS), Elisa Sialino Müller (Pós-graduando DS), Luiz Fernado Teixeira Albino (Docente colaborador), George Henrique Kling de Moraes (Docente claborador).

A agroindústria é um dos maiores setores da economia brasileira, sendo que esta se encontra em grande ascensão. Em paralelo a essa expansão, há um aumento na geração de resíduos, os quais se forem adequadamente aproveitados poderão se constituir em subprodutos, ao invés de problema ambiental. Visando o aproveitamento do resíduo agroindustrial da manga (Mangifera indica L.) var. Ubá na alimentação animal, fez-se uma caracterização bromatológica do resíduo total da manga e avaliou-se o efeito da inclusão desse resíduo, em níveis (0; 2,5; 5; 7,5 e 10%), sobre os parâmetros de desempenho e perfil bioquímico em frangos de corte. A composição bromatológica do farelo do residual total apresentou um baixo teor de proteínas (3,87%), minerais (2,08%) e lipídeos (4,36%), além de uma grande quantidade de fibras. Os teores de fenólicos variaram de 0,0728 a 0.48g/100g na ração inicial; de 0,0917 a 0,665g/100g na ração final. Os tratamentos consistiram da inclusão do farelo do resíduo de manga (FRM) em dietas à base de milho e de farelo de soja. Em níveis de até 5% de inclusão não houve modificação em nenhum dos índices de produtividade avaliados (P>0,05). Já o perfil bioquímico das aves, de uma forma geral, mostrou que a inclusão do FRM contribui para reduzir os níveis de VLDL, LDL e triacilgliceróis. Não foi observado efeito tóxico do farelo do resíduo de manga nos animais. A inclusão do FRM não foi limitante para o consumo de ração, o que indica a possibilidade de adição de níveis de até 10,0%, caso sejam corrigidos os fatores que influenciaram negativamente o desempenho dos animais. Isso permite a possibilidade de inclusão do resíduo de manga a rações em substituição ao milho, como fonte barata, além de diminuir a poluição ambiental e aumentar a eficiência da indústria de rações. (CNPq  e CAPES).



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