Abreu, António José Teixeira de (1865-1930)



Baixar 351.95 Kb.
Página1/4
Encontro11.12.2017
Tamanho351.95 Kb.
  1   2   3   4

Abreu, António José Teixeira de (1865-1930). Professor de direito. Catedrático em 1896. Ministro da justiça de João Franco, de 2 de Maio de 1907 a 4 de Fevereiro de 1908.

Aguiar, António Augusto de (1838-1887). Lente de química na Escola Politécnica. Membro do partido constituinte, liderado porJosé Dias Ferreira, de 1871 a 1883. Ministro das obras públicas, comércio e indústria de 24 de Outubro de 1883 a 4 de Fevereiro de 1885, num governo de Fontes. Deputado regenerador em 1879 e em 1880-1881. Par do reino de 1881 a 1887. Grão-mestre do Grande Oriente Lusitano Unido (1886-1887). Presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa.

Alarcão Velasques de Sarmento Osório, D. João de (n.1854). Bacharel em direito desde 1876. Progressista. Magistrado. Genealogista. Jornalista do Correio da Noite. Governador civil da Guarda, do Funchal e de Lisboa (1898-1900). Ministro das obras públicas, comércio e indústria de José Luciano, de 27 de Abril a 27 de Dezembro de 1905. Ministro da justiça no governo de Campos Henriques de 26 de Dezembro de 1998 a 11 de Abril de 1909. Ministro no governo de Sebastião Teles, entre 11 de Abril e 14 de Maio de 1909.

Albuquerque, Joaquim Mouzinho de (1855-1902). Militar, da arma de cavalaria, chega a tenente-coronel. Vencedor da batalha de Chaimite, prende o régulo rebelde Gungunhana. Chega a comissário régio em Moçambique. Regressando a Lisboa como herói é nomeado ajudante de campo do rei D. Carlos e preceptor de D. Luís Filipe. Considera que este país é obra de soldados. Nos finais da década de noventa do século XIX, é indicado como um dos potenciais líderes do movimento dos endireitas, lado a lado com João Franco. Figura trágica do herói e do soldado romântico, inadaptado às andanças políticas da capital. Um século depois, alguns investigadores falam numa paixão impossível que o ligou à rainha D. Amélia. Neto de Luís Mouzinho de Albuquerque.Destaca-se na campanha de África (1895), nomeadamente pela captura do Gungunhana e por chefiar o quadrado de Marracuene. Regressa a Lisboa em 15 de Dezembro desse ano. Nomeado preceptor de D. Luís Filipe. Em Agosto de 1898 chega a falar-se da respectiva entrada para um governo regenerador. Suicida-se em 8 de Janeiro de 1902.

Almeida, José Bento Ferreira de (1847-1902). Oficial da marinha. Criou em Faro a escola de Alunos Marinheiros. Governador de Moçâmedes em 1878-1880. Deputado de 1884 a 1901. Par do reino desde 1901. Esbofeteia o ministro da marinha em plena Câmara dos Deputados em 7 de Maio de 1887. Condenado a 4 meses de prisão. Propõe em 27 de Fevereiro de 1888 a alienação de Moçambique, Guiné, Cabinda, Macau e Timor. Renova tal proposta em 1891. Ministro da marinha e ultramar no governo de Hintze, desde 17 de Janeiro a 26 de Novembro de 1895.

Alpoim Cerqueira Borges Cabral, José Maria de (1858-1916). Formado em direito, liga-se aos progressistas. Começa como adepto de Mariano de Carvalho e passa, depois, a delfim de José Luciano. Tem, então, como rival, para a direcção dos progressistas, Francisco da Veiga Beirão. Desencadeia a dissidência progressista em 1905. Confessa a António Cabral: eu quero e desejo o poder pelo poder; nada mais. Figura controversa. Para uns, o símbolo da traição e do adesivismo. Para outros, um jogador demagogo da política que não teve a sorte do seu lado, acabando como perdedor. Misteriosa ainda é a sua ligação com alguns dos executantes do regicídio. De qualquer maneira, a dissidência progressista que lança em 1905, mobiliza importantes figuras políticas, culturais e científicas, com destaque para Egas Moniz.Formado em direito em 1878. Administrador de Mesão Frio e Lamego. Discursa no comício de 9 de Dezembro de 1894, contra o governo de Hintze, falando na pátria em perigo. Na altura existe uma coligação dita liberal entre progressistas e republicanos. Ministro da justiça de José Luciano de 18 de Agosto de 1898 a 26 de Junho de 1900. Ministro da justiça de José Luciano, entre 20 de Outubro de 1904 e 11 de Maio de 1905. Exilado em Salamanca depois de 28 de Janeiro de 1908. Adere tacitamente à República. Passa de Procurador Geral da Coroa a adjunto do procurador geral da República. Termina a vida profissional como delegado do governo na Companhia do Niassa. Reformas PolíticasLisboa, 1910

Amaral, Francisco Joaquim Ferreira do (1844-1923). Almirante, chefe do governo da acalmação em 1908. Filho de João Maria Ferreira do Amaral. Governador de Angola em 1882 e da Índia em 1886. Ministro do governo de Dias Ferreira, de 17 de Janeiro de 1892 a 23 de Fevereiro de 1893, com a pasta da marinha e do ultramar, embora acumulasse com a dos negócios estrangeiros, desde 23 de Dezembro de 1892. Consegue evitar a revolta do Vasco da Gama em 1905. Presidente do conselho de 4 de Fevereiro a 25 de Dezembro de 1908. Aderiu, depois de 1910 ao partido democrático de Afonso Costa. Deputado republicano por Alcobaça em 1913-1915 e senador pelo Funchal em 1915.

Andrade, Abel Pereira de (1866-1958). Advogado e professor de direito. Deputado regenerador entre 1900 e 1910. Enfrenta José Maria de Alpoim num duelo, em 29 de Janeiro de 1900. É fundador da revista Imparcial, com Carneiro de Moura, em Fevereiro de 1901. Director-geral da instrução pública. Responsável pela reforma do ensino em 1901. Adversário de João Franco é por este demitido em 25 de Agosto de 1906, sucedendo-lhe Agostinho de Campos. Tem novo duelo em 21 de Setembro de 1906, com o jornalista franquista Aníbal Soares. Com o salazarismo assume as funções de juiz do STA e de director do Instituto de Criminologia.

Andrade, Anselmo José Franco de Assis de (1844-1928). Militante regenerador e dputado. Director do Correio da Noite. Preceptor de D. Manuel II. Ministro da fazenda de Hintze, entre 26 de Junho e 30 de Novembro de 1900. Ministro da fazenda do governo de Teixeira de Sousa, de 26 de Junho a 5 de Outubro de 1910. Defensor do agrarismo, sempre se insurgiu contra a industrialização do país e a adopção do livre-cambismo.A Terra1898Portugal Económico. Theorias e FactosCoimbra, França Amado, 1918.Política Económica e FinançasCoimbra, 1926.

Andrade, António Pequito Seixas de (1819-1895). Formado em direito em 1842. Magistrado e advogado no Gavião. Ministro da justiça no governo de Sá da Bandeira, de 22 de Julho de 1868 a 2 de Agosto de 1869. Foi então responsável pela perseguição ao bandoleiro João Brandão. Progressista desde 1876. Par do reino.

Angeja, Marquês de Ver Noronha Portugal Camões de Albuquerque Moniz e Sousa, D. Caetano Gaspar de Almeida e (1820-1881) 3º Conde de Peniche e 8º Marquês de Angeja, Desde 1879 (Herdeiro de Uma Tia)

Arouca, Frederico de Gusmão Correia (1843-1902). Advogado. Ministro das obras públicas, comércio e indústria de António Serpa, de 14 de Janeiro a 14 de Outubro de 1890. Ministro dos negócios estrangeiros de Hintze de 20 de Dezembro de 1893 a 1 de Setembro de 1894.

Arroio, João Marcelino (1861-1930). Doutor em direito. Compositor musical. Filiado no partido regenerador, grupo pelo qual é deputado e ministro. Destaca-se logo em 1887, quando considera José Luciano, como um presidente carnavalesco. Ministro no governo de António Serpa: da marinha e ultramar, desde 14 de Janeiro de 1890, e da instrução pública, de 5 de Abril a 14 de Outubro de 1890. Ministro dos estrangeiros de Hintze, de 26 de Junho de 1900 a 1 de Junho de 1901, quando entra em conflito com o seu colega João Franco, por causa da guerra dos boers. Em Março de 1903, depois de enfrentar Hintze Ribeiro, abandona a militância regeneradora. Em 26 de Abril de 1905 faz um ataque parlamentar ao governo de José Luciano, por causa do contrato dos tabacos. Em 7 de Novembro de 1906, considera que João Franco está a fazer a revolução nos bancos do poder auxiliando poderosamente a onda revolucionária. Também critica directamente o Paço, por D. Carlos alojar Soveral e pelo teor das cartas do rei para Hintze Ribeiro. Exonerado da Universidade de Coimbra em 23 de Dezembro de 1911.

Assunção, Manuel de (1844-1893). Regenerador. Deputado desde 1875. Bibliófilo. Ministro da justiça de 19 de Novembro de 1885 a 20 de Fevereiro de 1886.

Avelino, António Cardoso (1822-1889). Bacharel em direito e magistrado. Deputado. Ministro das obras públicas, comércio e indústria no primeiro governo de Fontes, entre 13 de Setembro de 1871 e 9 de Novembro de 1876, data em que passa para a justiça, até 5 de Março de 1877. Maçon. Membro do partido regenerador.

Ávila, António José de (1806-1881) 1º Conde de Ávila, Desde 1864. Marquês de Ávila e Bolama Desde 31 de Maio de 1870. Duque de Ávila Desde 14 de Maio de 1878. O único plebeu que ascendeu à categoria de duque. Maçon. Bacharel em filosofia (1826). Professor de filosofia racional e moral na Horta. Estuda medicina em Paris. Presidente da câmara da Horta em 1831. Vogal e presidente do Supremo Tribunal Administrativo. Deputado em 1834-36; 1838; 1840; 1840-42; 1842-1845; 1848-1851; 1851-1852; 1853-1856; 1857-1858; 1858-1859; 1860-1861; 1861. Destaca-se logo em 1838, quando apoia a amnistia de 4 de Abril desse ano, assumindo posições moderadas. Ministro da fazenda no governo de Joaquim António de Aguiar, de 9 de Junho de 1841 a 7 de Fevereiro de 1842. Mantém-se em tais funções no governo do Entrudo, presidido por Palmela em 7 e 8 de Fevereiro de 1842. Na altura escreve artigos no Diário e na Revolução de Setembro contra Costa Cabral e Terceira. Volta a esta pasta desde 18 de Junho de 1849, no governo presidido por Costa Cabral, até 1851. Está então na origem da carta de lei de 16 de Abril de 1850, em que se institucionaliza o Banco de Portugal. Até então, assumira-se como alguém da oposição moderada e não sistemática ao cabralismo. Segundo palavras coevas de Lavradio, não lhe falta talento nem instrução, mas falta-lhe prudência e é cheio de orgulhocarácter versátil. Nos primeiros dias da Regeneração, aparece ligado a Terceira e a Fronteira, assumindo a liderança dos adeptos da anterior situação. Um dos 34 deputados oposicionistas em Novembro de 1851. Ministro da fazenda e dos negócios estrangeiros no segundo governo de Loulé de 4 de Julho de 1860 a 21 de Fevereiro de 1862. Governador da Companhia do Crédito Predial Português de 1864 a 1881. Ministro da fazenda e dos negócios estrangeiros no governo de Sá da Bandeira, de 17 de Abril a 4 de Setembro de 1865. Presidente do ministério de 4 de Janeiro a 22 de Julho de 1868., acumulando o reino e os estrangeiros (governo da direita reformista, na sequência da Janeirinha). Era então presidente da Câmara dos Pares. Curiosamente, este goveno quase não tem oposição na Câmara dos Deputados. Os regeneradores e os progressistas apenas competiam sobre quem mais estava disposto a apoiar o governo. Só se levantou contra o deputado independente visconde Moreira de Rei. Já na Câmara dos Pares, José Dias Ferreira assumiu uma atitude claramente oposicionista. Ministro da justiça, da fazenda e dos negócios estrangeiros, no governo de Sá da Bandeira, depois da saldanhada, de 29 de Agosto a 29 de Outubro de 1870. Volta à chefia do governo de 29 de Outubro de 1870 a 13 de Setembro de 1871, acumulando os estrangeiros, as obras públicas, comércio e indústria e o reino; de 5 de Março de 1877 a 29 de Janeiro de 1878, acumulando o reino e os estrangeiros. Faleceu em Lisboa no dia 4 de Maio de 1881, com 75 anos de idade.

Ávila, Carlos Lobo d’ (1860-1895). Uma das figuras trágicas da política portuguesa. Director de O Tempo que fundou em 2 de Janeiro de 1889. Fez parte do grupo dos Vencidos da Vida. Amigo de Oliveira Martins. Filho de Tomás de Lobo d’Ávila. Chamado o Carlotinha por causa das suas tendências homossexuais. Começando por aderir aos progresistas, passa a ministro regenerador. Ministro das obras públicas, comércio e indústria no governo de Hintze, desde 20 de Dezembro de 1893, substituindo Bernardino Machado. Restringe o funcionamento das associações de classe em Janeiro de 1894. Passa a ministro dos negócios estrangeiros, no mesmo governo de Hintze, em 1 de Setembro de 1894. Morre em 21 de Setembro de 1895.

Ávila, Joaquim Tomás de Lobo de (1822-1901). 1º Conde de Valbom, Desde 1875. Maçon. Proprietário. Oficial do exército. Engenheiro de pontes e calçadas por Paris. Participa na revolta antiCabralista de 1844. Deputado em 1853-54. Par do reino desde 1874. Membro da unha negra dos históricos. Passa para o partido regenerador. Ministro das obras públicas, comércio e indústria em 1862. Grão-mestre da Confederação Maçónica em Fevereiro de 1863, sucedendo a José Estevão. Derrotado para o mesmo cargo em Março de 1864. Constitui em Maio de 1864 a Confederação Maçónica Progressista de Portugal. Ministro da guerra do governo de Loulé, o terceiro governo histórico, de 11 de Agosto de 1869 a 26 de Maio de 1870.; da fazenda em 1862-65; da guerra, 1869-1870; da marinha, 1891; da instrução, 1891; dos negócios estrangeiros de João Crisóstomo, de 25 de Maio de 1891 a 17 de Janeiro de 1892. Autor de Estudos de Administração, Lisboa, Tip. Universal, 1874. Obra em dez capítulos, com esboço histórico, definições e princípios, confronto entre centralização e descentralização, administração distrital, municipal e paroquial, contencioso administrativo e conselho de Estado.

Azeredo Teixeira de Aguiar, Francisco Paula d’(1828-1918). 2º Visconde e Conde de Samodães. Formado em matemática e engenheiro civil e militar pela Escola do Exército. Foi presidente da câmara do Porto. Ministro da fazenda do governo de Sá da Bandeira, de 27 de Dezembro de 1868 a 11 de Agosto de 1869. Governador civil do Porto de 6 de Fevereiro a 11 de Setembro de 1871. Foi um dos fundadores de A Palavra. Ver Apontamentos biographicos de Francisco Paula d’Azeredo. Conde de Samodães, Porto, Tipografia de Manuel José Pereira, 1886.

Azeredo, Francisco de Paula de (n. 1859). Francisco Paula d’Azeredo Teixeira de Aguiar. 2º Visconde e 2º Conde de Samodães. Formado em matemática e engenheiro civil e militar pela Escola do Exército. Presidente da câmara do Porto. Ministro da fazenda do governo de Sá da Bandeira, de 27 de Dezembro de 1868 a 11 de Agosto de 1869, substituindo Carlos Bento da Silva. Assume-se, a partir de então, como reformista. Governador civil do Porto de 6 de Fevereiro a 11 de Setembro de 1871. Em Dezembro de 1894 ainda participa na coligação liberal, união de progressistas e republicanos, contra o governo de Hintze, presidindo a comícios de protesto, no Porto. Um dos fundadores do jornal católico A Palavra e inspirador do partido nacionalista.. Apontamentos biographicos de Francisco Paula d’Azeredo. Conde de Samodães, Porto, Tipografia de Manuel José Pereira, 1886

Azeredo, Francisco Paula d’ (1770-1857) 1º visconde de Samodães desde 1834. 1º conde de Samodães desde 1842 Participa na guerra peninsular e na guerra do Uruguai.

Baracho, Sebastião de Sousa Dantas (1844-1921) General. Par do reino desde 1900, apoiante dos nacionalistas. Adere aos republicanos e aparece como deputado em 1911.

Barros, Henrique da Gama (1833-1925) Nasce em Lisboa. Formado em direito em 1854. Magistrado. Administrador do concelho de Sintra desde 1857. Passa para Lisboa, onde chega a governador civil. Apoiante de João Franco.História da Administração Pública em Portugal nos séculos XII a XVLisboa, 1895-1922. Há uma segunda edição de Lisboa, Livraria Sá da Costa, 1945-1954, com prefácio do Torquato Sousa Soares.

Beirão, Francisco António da Veiga (1841-1916) Professor do Instituto Industrial e presidente da associação de Advogados de Lisboa. Começou por militar nos reformistas e transformou-se no delfim de José Luciano, em rivalidade com José de Alpoim. Considerado um homem da esquerda antiga.Deputado entre 1880 e 1904. Ministro da justiça de José Luciano, de 20 de Fevereiro de 1886 a 14 de Janeiro de 1890. Ministro dos estrangeiros de 1898 a 1900 em novo governo de José Luciano, durante a guerra dos boers, quando se assinou a Declaração de Windsor de Outubro de 1899. Presidente do ministério, de 22 de Dezembro de 1909 a 26 de Junho de 1910. O respectivo governo é abalado pela questão Hinton e pelo escândalo do Crédito Predial.

Beirão, Francisco António da Veiga (1841-1916). Professor do Instituto Industrial e presidente da associação de Advogados de Lisboa. Começou por militar nos reformistas e transformou-se no delfim de José Luciano, em rivalidade com José de Alpoim. Ministro da justiça de José Luciano, de 20 de Fevereiro de 1886 a 14 de Janeiro de 1890. Presidente do ministério, de 22 de Dezembro de 1909 a 26 de Junho de 1910. Considerado um homem da esquerda antiga, opôs-se a José Maria Alpoim.

Betsaida, Bispo de Ver Gouveia, D. António Aires (1828-1916).

Bocage, Carlos Roma Du (1850-1918). Cronista de política internacional do Diário de Notícias, 1906-1907. Historiador diplomático. Ministro dos negócios estrangeiros no governo de Wenceslau de Lima, entre 14 de Maio e 22 de Dezembro de 1909. Candidato derrotado à presidência da Sociedade de Geografia de Lisboa, quando venceu o republicano Consiglieri Pedroso. Autor de Primeiras Embaixadas de El-Rei D. João IV, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1918.

Bocage, José Vicente Barbosa Du (1823-1907) Maçon. Bacharel em medicina.(1846). Zoólogo. Combate na Patuleia. Lente da Politécnica desde 1849, onde organiza o museu de zoologia. Membro do partido regenerador. Deputado em 1879. Par do reino desde 1881. Ministro da marinha e ultramar de 30 de Janeiro a 24 de Outubro de 1883, data em que assume a pasta dos negócios estrangeiros até 20 de Fevereiro de 1886, num governo de Fontes. Ministro dos negócios estrangeiros de João Crisóstomo de 14 de Outubro de 1890 a 25 de Maio de 1891. Presidente e co-fundador da Sociedade de Geografia de Lisboa. Faleceu em 3 de Novembro de 1907.

Botelho, José Nicolau Raposo. General. Ministro da guerra do governo de Teixeira de Sousa, de 26 de Junho a 5 de Outubro de 1910.

Braamcamp, Anselmo José (1819-1885). Bacharel em direito, 1840. Filho de Anselmo José Braamcamp de Almeida Castelo Branco (1791-1841). Maçon. Anticabralista, secretário de Sá da Bandeira durante a Patuleia, lado a lado com José Estevão. Pertence à Comissão Revolucionária de Lisboa em Maio de 1849, juntamente com José Estevão, Rodrigues Sampaio e Oliveira Marreca. Deputado desde 1851. Ministro do reino de 21 de Fevereiro de 1862 a 16 de Janeiro de 1864 no governo de Loulé, tomando medidas contra as congregações religiosas, no sentido do proposto or Vicente Ferrer de Neto Paiva. É então que as Irmãs da Caridade acabam por embarcar para França em 9 de Maio de 1862. Alinha então na facção da luva branca dos históricos, liderada por Loulé e ao lado de Mendes Leal e José Luciano. Ministro da fazenda em novo governo de Loulé, o terceiro governo histórico, de 11 de Agosto de 1869 a 26 de Maio de 1870. É então o responsável pelas reformas financeiras de Agosto de 1869, com a reforma da contribuição predial e da contribuição industrial, e a introdução da contibuição pessoal, o primeiro imposto português sobre o rendimento. Programa também a institucionalização daquilo que virã a ser a Caixa Geral de Depósitos. Par do reino desde Abril de 1874. Organiza o partido progressista, sendo o principal subscritor do pacto da Granja de 1876. É então uma grave e entristecida figura, levemente céptica. Presidente do ministério de 1 de Junho de 1879 a 25 de Março de 1881 (664 dias), acumulando a pasta dos negócios estrangeiros, lançando um programa de moralidde e liberdade. Tem, então, o apoio dos avilistas e a benevolência dos constituintes. Morre em 13 de Novembro de 1885. I75

Branco, Camilo Botelho Castelo (1825-1890) 1º Visconde de Correia Botelho Desde 1885 Estuda na Escola Médico-Cirúrgica do Porto em 1844-1845 e em Coimbra, em 1845-1846. Amanuense no governo civil de Vila Real em 1847. Em 1846-1847 foi iniciado na maçonaria por Ricardo Jorge, junto de José da Silva Passos. Preso como adúltero entre 1859-1861. Casou com Ana Plácido em 1863. Participa na Questão Coimbra em 1865. Publica A Queda de um Anjo em 1866. Maria da Fonte, 1884. Suicidou-se no dia 1 de Junho de 1890.

Branco, João Soares. Major. Ministro da fazenda no governo de Sebastião Teles, entre 11 de Abril e 14 de Maio de 1909. Ministro da fazenda do governo seguinte, de Veiga Beirão.

Brandão, António Emílio Correia de Sá (1821-1909). Jurista. Maçon. Magistrado. Deputado em 1842-1845; 1846; 1848-1851; 1851-1852; 1853-1856; 1857-1858; 1858-1859; 1869-1870; 1879. Governador civil de Coimbra em 1847 e 1847-1848. Ministro da justiça de João Crisóstomo de 14 de Outubro de 1890 a 25 de Maio de 1891.

Brito, Elvino José de Sousa (1851-1902).Goês. Engenheiro pelo Porto. Progressista. Deputado desde 1874. Director-geral de agricultura e secretário-geral do MOPCI. Par desde 1898. Lente do Instituto Industrial de Lisboa. Ministro das obras públicas, comércio e indústria no segundo governo de José Luciano, de 18 de Agosto de 1898 a 26 de Junho de 1900.

Burnay, Henrique (1837-1909). Filho de um médico belga. Começa a vida como empregado do banqueiro Carlos Kus, com cuja filha casa; fundou, depois em Lisboa a casa Henry, Burnay & Cª, depois banco Burnay. Conde desde 1886. Deputado em 1894 e 1898. O palácio da Junqueira, onde funciona o ISCSP, foi por ele reconstruído. Será vendido em hasta pública no ano de 1937.

Cabral Pais do Amaral, António Ferreira (1863-1956). Jurista. Ministro as obras públicas, comércio e indústria de 27 de Dezembro de 1905 a 19 de Março de 1906 num governo de José Luciano. Ministro da marinha e ultramar no governo de Campos Henriques de 26 de Dezembro de 1998 a 11 de Abril de 1909. Propagandista monárquico depois de 1910. Biógrafo de Camilo e Eça. Autor de As Minhas Memórias Políticas, em dois tomos: Na Linha de Fogo, Lisboa, 1930; Em Plena República, Lisboa, 1932, bem como de Alexandre Cabral. Memórias Políticas. Homens e Factos do meu Tempo, 1923.

Cabral, Alexandre. Reitor da Universidade de Coimbra. Ministro do reino no governo de Sebastião Teles, entre 11 de Abril e 14 de Maio de 1909. Ver António Cabral, Alexandre Cabral. Memórias Políticas. Homens e Factos do meu Tempo, 1923.

Caldeira, Elvas. General. Ministro da guerra no governo de Wenceslau de Lima, entre 14 de Maio e 22 de Dezembro de 1909.

Cândido da Silva, Jacinto (1857-1926) Natural de Angra do Heroísmo. Professor de liceu na cidade natal. Politicamente, começa como deputado regenerador, destacando-se como secretário da comissão para as comemorações do centenário de Camões em 1880. Ministro da marinha e do ultramar no governo de Hintze, entre 26 de Novembro de 1895 a 7 de Fevereiro de 1897. Abandona os regeneradores e é um dos fundadores do partido católico, dito Partido Nacionalista.

[1909]


A Doutrina Nacionalista
Porto, Empresa Literária e Tipográfica, 1909.

[1963]


Memórias Íntimas para o meu Filho (1898-1925)
Edição de José Lopes Dias, Castelo Branco, Edição de Estudos de Castelo Branco, 1963
Cândido Ribeiro da Costa, António (1850-1922) Padre, professor de direito e ministro da monarquia constitucional. Autor de uma tese de doutoramento sobre o problema eleitoral de 1878. Eleito deputado pela primeira vez como progressista em Outubro de 1879. Estreia-se parlamentarmente em 17 de Fevereiro de 1880, com o célebre discurso da Vida Nova, em nome de mais liberdade. Nessa década de 1880 firma-se pela eloquência, sendo conhecido como a águia do Marão. Contudo, em 1885, já diz aceitar uma solução ditatorial provisória, destacando-se do enquadramento lucianista. Ministro do reino de João Crisóstomo de 14 de Outubro de 1890 a 25 de Maio de 1891. Regressa ao seio dos progressistas em 8 de Junho de 1894. Declara-se relativista em filosofia. Larga as tarefas universitárias e prefere o cursus honorum de uma brilhante carreira política, parlamentar e governamental. Talvez tenha produzido um dos primeiros trabalhos portugueses retintamente politológicos, durante quase um século perdido na poeira das bibliotecas e sem qualquer efeito criador de uma escola ou de uma corrente de pensamento
[1878]

Princípios e Questões de Philosofia Política
2 vols.

I  Condições Scientificas do Direito de Suffragio, 1878;

[1881]

II  Lista Multipla e Voto Uninominal



[1890]

Discursos e Conferências
1890.

[1894]


Discursos Parlamentares. 1880  1885
Porto, 1894.

[1901]


Na Academia e no Parlamento
1901.
Capelo, Hermenegildo Carlos de Brito (1841-1917) Oficial da marinha. Explorador africano. Em colaboração com Roberto Ivens, publica em 1886, De Angola à Contra Costa, em dois volumes. Governador de Angola de 1886 a 1891.

Carreira, Conde da (1787-1871) Luís António de Abreu e Lima. Visconde (desde 1834) e conde de Carreira. Diplomata português. Recusa jurar a Constituição de 1822. Nomeado ministro dos negócios estrangeiros em 6 de Outubro de 1846, no governo de Saldanha, mas não aceita exercer essas funções. Autor de memórias científicas sobre a colheita da azeitona (1842) e a necessidade de reforma do sistema de pesos e medidas (1858), exercendo as funções de vice-presidente da Sociedade Promotora da Indústria Nacional.
Bibliografia

[1814]


Memória sobre as Colónias de Portugal, situadas na Costa Ocidental de África, mandada ao governo pelo antigo governador e capitão general do reino de Angola, António de Saladanha da Gama, em 1814, precedida de um discurso preliminar e aumentada de alguns aditamentos e notas
Paris, Tip. de Casimir, 1839
Carrilho, António Maria Pereira (1835-1903) Depois de uma carreira como empregado comercial, passa a funcionário público, ascendendo a director-geral da contabilidade pública e a secretário-geral do Ministério da Fazenda. Gozando de altas protecções maçónica, torna-se um dos principais símbolos do burocrata do rotativismo liberal. Enfrenta Oliveira Martins, quando este é Ministro da Fazenda no governo de José Dias Ferreira, e, com o apoio do chefe do governo, torna-se um dos principais pretextos para a queda daquele. Premiado com o cargo de Presidente da Companhia dos Caminhos de Ferros Portugueses. Deputado em 1875-79; 1882-94 e em 1902. Par do reino em 1902-1903.
Carvalho, Alberto António de Morais (1801-1878). Bacharel em cânones. Emigrado desde 1828. Advogado no Brasil, assumindo-se como um dos principais processualistas da época, sendo autor de Praxe Forense. Regressa a Portugal em 1848. Presidente da câmara municipal de Lisboa em 1852-53. Governador civil de Lisboa. Ministro dos negócios eclesiásticos e da justiça em 1860-1862. Par do reino desde 1862. Maçon. Envolve-se em polémica com António Luís de Seabra sobre o projecto do Código Civil em 1858 e 1859. Ministro da justiça no governo de João Crisóstomo, de 25 de Maio de 1891 a 17 de Janeiro de 1892

Carvalho, Augusto Saraiva de (1839-1882). Advogado. Parlamentar. Reformista. Ramalho Ortigão chama-lhe pimpolho ilustre e rebento florescente da janeirinha. Ministro da justiça do governo de Ávila, desde 29 de Outubro de 1870 a 30 de Janeiro de 1871. Saiu, então do governo, juntamente com Alves Martins, quando os deputados reformistas liderados por Latino Coelho, lançam um ataque ao governo. Ministro das obras públicas, comércio e indústria do governo de Braamcamp (de 1 de Junho de 1879 a 25 de Março de 1881).



Carvalho, Fernando Martins de Neto de Joaquim Martins de Carvalho. Começa por ser socialista-anarquista, mas acaba por aderir ao franquismo. Ministro da fazenda de João Franco, de 2 de Maio de 1907 a 4 de Fevereiro de 1908.

Carvalho, Joaquim da Costa (1790-1886) 1º visconde de Ribamar. Oficial da marinha. Deputado em 1840-1842 e 1848-1852. Par do reino de 1862 a 1866. Maçon. Ligado a Silva Carvalho, acompanha-o na dissidência maçónica anti-cabralista do Supremo Conselho do Grau 33.

Carvalho, Lourenço António de (1837-1891) Bacharel em matemática e engenheiro civil. Filho de Manuel António de Carvalho. Casado com uma filha do conde Casal Ribeiro. Deputado regenerador em 1865-1869, 1872-1874 e 1875-1877. Ministro das obras públicas, comércio e indústria no primeiro governo de Fontes, entre 9 de Novembro de 1876 e 5 de Março de 1877. Volta a tal pasta em novo governo de Fontes, entre 29 de Janeiro de 1878 e 1 de Junho de 1879.

Carvalho, Manuel António de (1785-1858) 1º Barão de Chanceleiros, desde 23 de Maio de 1840. Proprietário em Alenquer. Jurista. Combateu na Guerra Peninsular. Deputado vintista. Deputado pela Estremadura de 1826 a 1828. Ministro da fazenda e da justiça no governo da regência de D. Isabel Maria, desde 14 de Agosto de 1827, substituindo, respectivamente o conde da Lousã e o bispo do Algarve. Membro da Maçonaria do Sul. Ministro da Justiça no governo de Saldanha, de 27 de Maio a 15 de Julho de 1835 (era então considerado sem facção). Deputado de 1834 a 1836. Presidente da Câmara dos Deputados de 8 de Janeiro a 4 de Junho de 1836. Eleito deputado por Lisboa em 1838, preferindo contudo a função de Senador. Ministro da fazenda no governo de Sá da Bandeira, de 22 de Março a 18 de Abril de 1839. Ministro da fazenda no governo de Sabrosa, de 18 de Abril a 26 de Novembro de 1839. Deputado 1839-1846. Grande Orador na Maçonaria do Sul, em 1842-1843. Deputado pela Estremadura de 1842 a 1845. Par do reino desde 1847. Presidente da Câmara dos Pares em 1856.

Carvalho, Mariano Cirilo de (1836-1905) Formado em farmácia e em matemática, desde 1863, pela Escola Politécnica de Lisboa, foi depois lente de matemática na mesma instituição. Deputado em 1870-1871, 1871-1874; 1875-1878; 1879; 1880-1881; 1882-1884; 1884 e anos seguintes. Começa como reformista. Funda o jornal Diário Popular. Ministro da fazenda no governo de José Luciano, de 20 de Fevereiro de 1886 a 9 de Novembro de 1889. Comissário português à Exposição de Paris de 1890. Presidente da Câmara Municipal de Setúbla. Comissário régio no Banco Nacional Ultramarino. Volta a tais funções na segunda fase do governo de João Crisóstomo, de 25 de Maio de 1891 a 17 de Janeiro de 1892. Era então um brilhante jornalista, ligado à ala radical dos progressistas, grande amigo do prior da Lapa que dizia ter planos financeiros para salvar o Estado. Alia-se então a Lopo Vaz e tem como principal inimigo Oliveira Martins. Depois de tomar posse como ministro, parte imediatamente para o estrangeiro, na busca de um grande empréstimo, dizendo que a situação é um poço sem fundo, para onde me lanço de olhos abertos. Mas a quebra da Bolsa de Paris impede essa concretização. Entretanto, tinha feito uma série de adiantamentos à Companhia Real dos Caminhos de Ferro, ao Banco Lusitano e ao Banco do Povo, sem conhecimento dos restantes membros do governo. Decreta o curso forçado das notas de banco em 9 de Julho de 1891. Entra em conflito com o seu antigo aliado, o ministro do reino Lopo Vaz. Apresenta a demissão em 15 de Janeiro de 1892, declarando: suponho que a minha carreira política está finda. Lopo Vaz, através deste golpe pretendia ser ele a constituir novo governo, tramando José Luciano, o chefe dos progressistas, e António Serpa, o chefe dos regeneradores. Em Janeiro de 1898, à frente do Popular, promove uma campanha de imprensa contra o governo de José Luciano. Eleito deputado independente em 25 de Novembro de 1900, sob o governo regenerador de Hintze. Ver Os Planos Financeiros do Sr. Mariano de Carvalho, Lisboa, edição de Mariano Pina, 1893, bem como Maria da Conceição da Cunha Carvalho, Memórias de Mariano de Carvalho. Contadas por sua Filha, Lisboa, 1946.

Carvalho, Sebastião José de 1835-1905 Primeiro visconde de Chanceleiros desde 1865. Filho primogénito de Manuel António de Carvalho. Deputado em 1857-1858; 1858-1859. Par do reino desde 1861, por hereditariedade. Ministro das obras públicas, comércio e indústria de 1 de Março a 12 de Julho de 1871, no governo de Àvila. Ministro das obras públicas, comércio e indústria do governo de José Dias Ferreira, de 17 de Janeiro a 27 de Maio de 1892

Casal, 1º Barão e 1º Conde de José de Barros Abreu Sousa e Alvim (1793-1857). Desembarcou no Pampelido. Nomeado governador de Trás-os-Montes por D. Maria II. Par do reino desde 1849.

Castelo Branco, António de Azevedo (1843-1916) Deputado por Trás os Montes. Ministro da justiça no governo de Hintze Ribeiro, de 23 de Fevereiro de 1893 a 7 de Fevereiro de 1897

Castelo Branco, José de Azevedo (1852-1923) Médico e bibliotecário. Regenerador desde 1884. Governador civil do Funchal em 1890 e de Lisboa em 1900-1901. Par do reino desde 1901. Era Ministro dos Negócios Estrangeiros em 1910. Vai para o exílio em França. Aparece depois como deputado monárquico em 1918-1919.

Castelo Branco, Euletério Francisco de Eleito grão-mestre do Grande Oriente Lusitano em 16 de Julho de 1849.

Castelo Branco, José de Azevedo Ministro da marinha e ultramar de Hintze, de 21 de Março a 19 de Maio de 1906. Ministro dos negócios estrangeiros no governo de Teixeira de Sousa, de 26 de Junho a 5 de Outubro de 1910. Sobrinho materno de Camilo. Deputado e presidente da câmara de Lisboa. Ver Raul Brandão, Memórias III, pp. 165 ss.

Castelões, Visconde de. Ver Ferraz, F. R. Pereira



Castilho, António Feliciano de (1800-1875) Formado em cânones. Poeta. Dirige a Revista Universal Lisbonense de 1842 a 1845. Participa na Questão Coimbrã de 1865. Vai para S. Miguel, onde actua como pedagogo.

A Felicidade pela Agricultura (Ponta Delgada, 1849).



Castilho, Augusto Frederico (1802-1840) Clérigo. Maçon. Lente de Coimbra. Irmão de António Feliciano Castilho. Deputado em 1834-1836.

Castilho, Augusto Almirante. Ministro da marinha e ultramar do governo de Ferreira do Amaral, de 4 de Fevereiro a 25 de Dezembro de 1908.

Castro, António Manuel Lopes Vieira de (1796-1842) Abade de S. Clemente de Basto Membro do clero. Maçon. Bacharel em cânones (1819). Vigário capitular de Viseu. Deputado em 1834, 1836; 1837-1840 e em 1842. Setembrista. Ministro da justiça do primeiro governo setembrista, presidido pelo conde de Lumiares, de 10 de Setembro a 4 de Novembro de 1836. Ministro da justiça e da marinha no governo de Sá da Bandeira, de 5 de Novembro de 1836 a 27 de Maio de 1837. Guarda-mor da Torre do Tombo de 1837 a 1841. Morre em 20 de Setembro de 1842

Castro, Caetano Pereira Sanches de

General. Regenerador. Ministro da guerra no governo de Rodrigues Sampaio, de 25 de Março a 14 de Novembro de 1881.



Castro, Filipe Ferreira de Araújo e (1771-1849)

Maçon. Bacharel em leis 1794. Intendente Geral da Polícia depois de 1820. Ministro do reino de 7 de Setembro de 1821 a 28 de Maio de 1822. Exílio em França 1828-1833. Amigo íntimo de Silvestre Pinheiro Ferreira, foi um dos poucos vulgarizadores e colaboradores científicos do grande publicista. Era defensor dos modelos económicos fisiocráticos. Segundo conta Inocêncio F. da Silva, Dicionário..., II, p. 296, Araújo e Castro, enquanto Ministro do Reino, não quis aceitar uma comenda de D. João VI. O rei ter-lhe-á dito que não gostava de ver sem ela os secretários de estado, que assim lhe pareciam republicanos demais. Respondeu-lhe Araújo e Castro que não era decente despachar-se a si. Deputado em 1826-1828. Morreu em 4 de Dezembro de 1849: depois de haver ocupado os primeiros lugares neste Reino e ter vivido sempre muito modestamente, morreu tão pobre, que não havia dinheiro para o enterro (Lavradio, III, p. 285).



Castro, José da Gama e (1795-1873)

Médico desde 1819. Assume-se como miguelista. Físico-mor em 1834. Emigra para a Itália em Dezembro de 1834, onde redige O Precursor, órgão do miguelismo no exílio. Em 1837 passa pela Suíça e pela Alemanha. Instala-se no Brasil a partir de 1838, onde publica as suas obras, destacando-se a tradução portuguesa de The Federalist e o tratado O Novo Príncipe, considerado como uma espécie de bíblia do pensamento contra-revolucionário português do século XIX, apesar de ser pouco denso e nada original.


Bibliografia

[1840]


O Federalista, publicado em inglez por Hamilton, Madison e Jay, cidadãos norte-americanos e traduzido em portuguez
3 tomos, Rio de Janeiro, 1840

[1841]


O Novo Príncipe ou o espírito dos governos monarchicos
Rio de Janeiro, 1841.

Torgal, Luís Reis, Tradicionalismo e Contra-Revolução. O Pensamento e a Acção de José da Gama e Castro, Coimbra, Universidade de Coimbra, 1973.


Castro, D. Luís Filipe de (1868-1928)

2º Conde de Nova Goa. Professor de Agronomia. Regenerador. Ministro das obras públicas, comércio e indústria no governo de Artur Campos Henriques, de 26 de Dezembro de 1908 a 11 de Abril de 1909, Ministro das obras públicas, comércio e indústria no governo de de Sebastião Teles, entre 11 de Abril e 14 de Maio de 1909. Propagandista do crédito agrícola durante a I República. Colabora com Brito Camacho, ministro do fomento, responsável pelas matérias agrícolas.



Castro da Fonseca e Sousa Osório, Macário de (1800-1852)

Maçon. Grande proprietário. Bacharel em matemática. Oficial. Foi membro da Legião Portuguesa que combateu ao lado de Napoleão Aderiu à revolta de Amarante de 1823 Participa na guerra civil do lado pedrista Deputado em 1834-1836 e 1837-1838. Par do reino desde 1847. membro da Sociedade Patriótica Lisbonense.



Castro, Manuel Marinho Falcão de

Ministro da justiça de 1 de Junho de 1823 a 19 de Março de 1824. Considerado próximo da facção rainhista.



Chagas, Manuel Joaquim Pinheiro (1842-1895)

Oficial do exército. Jornalista e historiador. membro do partido constituinte de Dias Ferreira, até à integração nos regeneradores em 1883. Professor no Curso Superior de Letras Deputado em 1871; 1871-1874; 1875-1878; 1879; 1882-1884; 1884-1887 Ministro da marinha e ultramar de 24 de Outubro de 1883 a 20 de Fevereiro de 1886. Autor de História de Portugal, popular e ilustrada, 8 vols., Lisboa, 1899-1903.



Coelho, António Fernandes

Ministro do reino no governo de Sá da Bandeira, de 22 de Março a 18 de Abril de 1839.



Coelho, Carlos Zeferino Pinto (1819-1893)

Advogado. Deputado legitimista durante a monarquia constitucional. Foi pela primeira vez eleito em 1858, mas recusou prestar juramento Director da Companhia das Águas de Lisboa



Coelho, Eduardo José Coelho (1836-1913)

Magistrado. Político da monarquia liberal, ligado ao partido progressista e assumindo funções ministeriais em 1889-1900, 104-1905 e 1906. Ministro das obras públicas, comércio e indústria de José Luciano, de 23 de Fevereiro de 1889 a 14 de Janeiro de 1890; Ministro das obras públicas, comércio e indústria entre 20 de Outubro de 1904 e 27 de Abril de 1905; ministro do reino do mesmo governo, entre essa data e 19 de Março de 1906.



Coelho, Francisco Adolfo 1847-1919

Autodidacta. Filólogo. Participa nas Conferências do Casino em 1871, com um discurso sobre A Questão do Ensino que leva à proibição das mesmas pelo Governo de Ávila. Professor do Curso Superior de Letras. Ligado ao positivismo, sendo um dos principais aliados intelectuais de Teófilo Braga.



Coelho, José Francisco Trindade (1861-1908)

Jurista e escritor. Procurador régio no Sabugal, por influência de Camilo Castelo Branco. Marcado pelas teorias organicistas. Aceita as teses fundamentais do naturalismo, considerando que o Estado é o corpo social considerado como um ser dotado da faculdade de querer, de pensar e de agir. Já o corpo social, entendido como sinónimo de povo ou nação, é visto como qualquer agrupamento humano submetido a uma regra e organização communs. Nestes termos, considera que do mesmo modo que o corpo humano carece de um cérebro para pensar, de uma alma para querer, e de membros para agir, assim o corpo social deve possuir uma vontade, um pensamento que o dirija, órgãos materiaes. Na linha de algumas ocorrências similares da sua geração, acaba por suicidar-se.

1891

Os Meus Amores

1901


A Minha Candidatura por Mogadouro. Costumes Políticos em Portugal

1902


In Illo Tempore

1906


Manual Político do Cidadão Português
Lisboa, Parceria António Maria Pereira

1910


Autobiografia e Cartas
Lisboa. Edição de Henrique Trindade Coelho.
Coelho, Joaquim Guilherme Gomes Ver Dinis, Júlio

Coelho, José Maria Latino (1825-1891)

General de engenharia e lente da Escola Politécnica. Secretário perpétuo da Academia das Ciências. Apesar de ter sido republicano em 1848, é deputado em 1855, 1856 e 1860. Ministro da marinha e ultramar no governo de Sá da Bandeira, de 22 de Julho de 1868 a 11 de Agosto de 1869, no primeiro governo reformista. Eleito deputado republicano em 30 de Março de 1890. Biógrafo de Luís de Camões (1880), de Vasco da Gama (1884), do Cardeal Saraiva, de Rodrigo da Fonseca e do Marquês de Pombal (1905). Autor da versão portuguesa da Oração da Coroa de Demóstenes.

História Política e Militar de Portugal desde os fins do século XVIII até 1814

3 vols., Lisboa, 1874-1891.



Collen, José Augusto Barbosa (1849-1917)

Jornalista, seguidor de Emídio Navarro no Novidades. Secretário do mesmo Navarro, casa com uma filha deste político. Director da Anglo Portuguese Telephons Historiador.

Entre Duas Revoluções (1848-1851)

Lisboa, 1902

História de Portugal Popular e Ilustrada

Continuador de Manuel Pinheiro Chagas, vol. X, Lisboa, 1905



Cordeiro de Sousa, Luciano Baptista (1844-1900) Natural de Mirandela. Formado pelo curso superior de letras em 1867. Professor do Colégio Militar, desde 1871, e do Curso Superior de Letras a partir de 1872. Fundador da Sociedade de Geografia de Lisboa. O inspirador da Escola Colonial que veio a ser instituída em 1906.

Questões Histórico-Coloniais

Lisboa, Agência Geral das Colónias, 1935-1936, 3 volumes

J. M. Cordeiro de Sousa, Luciano Cordeiro, Lisboa, 1936



Cortês, João José de Mendonça (1838-1912) Catedrático de direito desde 1862, regente de finanças. Colaborador de O Instituto de Coimbra. Deputado desde 1868, forma com outros o pequeno grupo dito dos ecléticos e independentes que se opõe ao governo de Ávila. Pasa a apoiar o governo de Sá da Bandeira- Alves Martins a partir de Janeiro de 1869. Ministro da justiça no governo de Sá da Bandeira, de 2 a 11 de Agosto de 1869. Membro do partido reformista. Organizador do Tribunal de Contas em 1876. Um dos proprietários da Livraria Bertrand, quando comprou a parcela pertencente a Augusto Saraiva de Carvalho em 1878. Par do reino de 1880 a 1910. Preso em 19 de Fevereiro de 1892, acusado de ligação ao escândalo do Banco Lusitano. Autor de um Tratado de Finanças , de História das Finanças Portuguezas e do Indice da legislação Práctica desde o “Codex Vetus” até ao Presente. Em 1865 foi encarregado de reunir documentos sobre a história da Igreja. Espírito curioso, também se dedicou a matérias de mecânica, tendo algum êxito como inventor, desde a electrificação de locomotivas a obturadores de espingardas ou propulsores para barcos de fundo chato.

Corvo, João de Andrade (1824-1890)

Oficial de engenharia, lente da Politécnica. Deputado de 1865 a 1868 e em 1869-1870. Ministro dos negócios estrangeiros e das obras públicas, comércio e indústria no governo de Joaquim António de Aguiar de de 6 de Junho de 1866 a 4 de Janeiro de 1868. Ministro em Madrid em 1869. Par do reino desde 187o e Vice-presidente da Câmara dos Pares em 1883. Ministro dos negócios estrangeiros no primeiro governo de Fontes, entre 13 de Setembro de 1871 e 5 de Março de 1877. Ministro da marinha e ultramar entre 19 de Novembro de 1872 e 5 de Março de 1877. Ministro dos negócios estrangeiros de Fontes, de 29 de Janeiro de 1878 a 1 de Junho de 1879, acumulando a marinha desde 16 de Maio de 1879. Conclui em 26 de Janeiro de 1878 o tratado sobre a Índia em em 31 de Maio de 1878, na véspera da queda do governo, o Tratado de Lourenço Marques. Autor de Estudos sobre as Províncias Ultramarinas, 3 vols, Lisboa, Academia Real das Ciências, 1883, 1884, 1885.



Costa, António Hipólito da

Visconde de Alhos Vedros. Chefe da revolta liberal de 1828, quando tenente-geral.



Costa, Eduardo Augusto Ferreira da (1865-1907)

Governador de Angola em 1906. Nomeado pelo ministro Aires de Ornelas



Costa, Francisco Felisberto Dias 1853

Militar de engenharia. lente da escola do Exército e do Instituto Industrial e Comercial de Lisboa. Par do reino. Ministro do reino, no governo de Veiga Beirão, entre 22 de Dezembro de 1909 e 26 de Junho de 1910.



Costa, José Inácio da

Ministro da fazenda de 7 de Setembro de 1821 a 28 de Maio de 1822.



Coutinho Fragoso Sequeira, João António de Azevedo (1865-1944)

Militar, companheiro de Mouzinho de Albuquerque. Ministro da marinha e do ultramar no governo de Sebastião Teles, entre 11 de Abril e 14 de Maio de 1909. Ministro da marinha e do ultramar no governo de Veiga Beirão, entre 22 de Dezembro de 1909 e 26 de Junho de 1910. Toma parte na revolta monárquica de 1919. Chefe da Causa Monárquica e lugar-tenente de D. Manuel II no exílio, não apoia D. Duarte Nuno.



Coutinho, Vitorio Maria de Sousa (1787-1856)

2º Conde de Linhares. Filho de Rodrigo de Sousa Coutinho. Por ocasião da abertura das Cortes em 30 de Outubro de 1826, enquanto membro da Câmara dos Pares, faz um imediato ataque ao governo. Chefe do governo de 4 a 27 de Maio de 1835, substituindo Palmela, de quem era cunhado. Um dos principais compradores dos bens nacionais em 1835.



Coutinho, Henrique de Macedo Pereira 1843-1910) 1º Conde de Macedo. Lente da Politécnica. Ministro da marinha e ultramar no governo de José Luciano, de 20 de Fevereiro de 1886 a 23 de Fevereiro de 1889.

Coutinho, João de Azevedo (1865-1944)

Vice-almirante. Destaca-se como governador-geral de Moçambique e chega a ministro da marinha. Chefe da conjura monárquica de 1919 em Lisboa. Autor de Memórias de um Velho Marinheiro e Soldado de África.



Correia Botelho, Visconde de Ver Branco, Camilo Botelho Castelo (1825-1890) 1º Visconde de Correia Botelho Desde 1885

Cortês, João José de Mendonça (1838-1912). Catedrático de direito desde 1862. Ministro da justiça no governo de Sá da Bandeira, de 2 a 11 de Agosto de 1869. Membro do partido reformista. Organizador do Tribunal de Contas em 1876. Proprietário da Livraria Bertrand em 1878. Par do reino de 1880 a 1910.

Costa, Francisco Felisberto Dias (n. 1853) Militar de engenharia. lente da escola do Exército e do Instituto Industrial e Comercial de Lisboa. Par do reino. Ministro do reino, no governo de Veiga Beirão, entre 22 de Dezembro de 1909 e 26 de Junho de 1910.

Couceiro, Henrique Mitchell de Paiva (1861-1944) Africanista, acompanhou António Enes. Apoiante de João Franco. Governador de Angola de Junho de 1907 a Junho de 1909. Pacificador do Cuamato e dos Dembos. Organizador de incursões monárquicas depois de instaurada a república, ficou conhecido como o paladino. Exilado pelo salazarismo, depois de criticar publicamente a política colonial. Autor de dois importantes estudos coloniais: Angola. Estudo Administrativo. 1898, publicado em 1899; Angola. Dois Anos de Governo, Lisboa, Gama, 1948, com prefácio de Norton de Matos Dos seus escritos de combate político, ressalta A Democracia Nacional, edição do autor, Coimbra, 1917, onde mantém íntegra a perspectiva liberal e representativa, sem cedência aos princípios propagandísticos do Integralismo.

Coutinho Fragoso Sequeira, João António de Azevedo. (1865-1944). Militar, companheiro de Mouzinho de Albuquerque. Ministro da marinha e do ultramar no governo de Sebastião Teles, entre 11 de Abril e 14 de Maio de 1909. Ministro da marinha e do ultramar no governo de Veiga Beirão, entre 22 de Dezembro de 1909 e 26 de Junho de 1910. Toma parte na revolta monárquica de 1919. Chefe da Causa Monárquica e lugar-tenente de D. Manuel II no exílio, não apoia D. Duarte Nuno.

Coutinho, Henrique de Macedo Pereira(1843-1910). 1º Conde de Macedo. Lente da Politécnica. Ministro da marinha e ultramar no governo de José Luciano, de 20 de Fevereiro de 1886 a 23 de Fevereiro de 1889.

Coutinho, José Joaquim de Almeida Moura (1801-1861) Bacharel em leis. Juiz. Jornalista. Exílio em 1828-1829. Deputado em 1843-1846. Maçon desde 1833. Grande Orador do Grande Oriente Lusitano de 1841 a 1846. Promove a cisão do Grande Oriente Lusitano em 1849. Grão-mestre do Grande Oriente de Portugal de 1853 a 1861.

Crisóstomo de Abreu e Sousa, João. Membro da Liga Liberal. Chefe do governo de 14 de Outubro de 1890 a 17 de Janeiro de 1892, acumulando a pasta da guerra (governo extrapartidário)

Crisóstomo de Abreu e Sousa, João Militar, membro da Liga Liberal. Chefe do governo de 14 de Outubro de 1890 a 17 de Janeiro de 1892, acumulando a pasta da guerra (governo extrapartidário)

Cunha, Augusto José da (1834-1919) Director da Casa da Moeda. Mestre de D. Carlos I. Ministro da fazenda de João Crisóstomo, de 24 de Novembro de 1890 a 25 de Maio de 1891. Ministro das obras públicas, comércio e indústria de José Luciano, de 7 de Fevereiro de 1897 a 18 de Agosto de 1898. Adere ao partido republicano nos últimos tempos da monarquia.

Cunha, Francisco Maria Dias da (1832-1909) Governador de Moçambique e da Índia. Ministro da guerra no segundo governo de José Luciano, de 7 de Fevereiro de 1897 a 26 de Junho de 1900. Embaixador de Portugal no Brasil.

Cunha, João Gualberto de Barros e (1826-1882)

Jornalista. Autor de História da Liberdade em Portugal, Lisboa 1969 Companheiro de Loulé durante a Patuleia. Um dos progressistas, oriundo dos históricos que depois se assume como avilista. Ministro das obras públicas, comércio e indústria no governo de Ávila, entre 5 de Março de 1877 e 29 de Janeiro de 1878. Durante este período é fortemente atacado pelos regeneradores. Nas eleições de 13 de Novembro de 1878 é eleito deputado por Lisboa, já como avilista, vencendo a candidatura do republiano José Elias Garcia, então apoiado pelos regeneradores.



Curto, António Duarte Ramada

Médico naval. Progressista. Governador de Angola em 1897-1900, nomeado por Barros Gomes, e em 1904-1907, nomeado por Moreira Júnior.



D. Manuel II (1889-1932)

Nasceu em 1889. Morre em Londres em 2 de Julho de 1932. Sobe ao trono depois do regicídio de 7 de Fevereiro de 1908. Aclamado em 6 de Maio seguinte. Visita o Porto em 8 de Novembro e Coimbra no dia 20. Tenta apoiar o partido socialista em meados de 1909, visando desviar o operariado do partido republicano. Recebe a visita de Alfonso XIII em Vila Viçosa em 13 de Fevereiro de 1909. O político que mais se aproxima do jovem monarca é Wenceslau de Lima. Visita o Norte em Julho de 1909. Visita Madrid e Londre entre Novembro e Dezembro de 1909. Em Maio de 1910 volta a Londres para participar nos funerais de Eduardo VII. Pouco antes de partir, em 14 de Maio, preside à sessão inaugural do Congresso Nacional, realizado na Sociedade de Geografia de Lisboa pela Liga Naval. Casa em 7 de Setembro de 1913 com D. Augusta Vitória de Hohenzollern. Fixa residência em Fullwell Park. Ver António Ferro, D. Manuel II, o Desventurado, Lisboa, Bertrand, 1954.



D. Maria Pia de Sabóia (1847-1911)

Filha de Vitor Emanuel, casou com D. Luís I em 1862. Ponte para o caminho de ferro no Porto, construída por Eiffel e inaugurada em 4 de Novembro de 1877 recebe o seu nome. Em Junho de 1883 o papa recusou a recebê-la, acompanhada por D. Carlos. O irmão, o rei Humberto de Itália, foi assassinado em 30 de Junho de 1900. Em 7 de Fevereiro de 1908 será a vez do filho, o rei D. Carlos. Ainda está viva em 5 de Outubro de 1910.



Dantas, Miguel Martins (1821-1910)

Maçon. Ministro dos negócios estrangeiros do governo de Rodrigues Sampaio, de 25 de Março a 25 de Abril de 1881. Par do reino desde 1891.



Dinis, Júlio (1839-1871)

Nome literário de Joaquim Guilherme Gomes Coelho. Médico desde 1861. Os respectivos romances constituem um magnífico retrato da vida urbana e rural da sociedade liberal portuguesa da época da Regeneração, traduzindo um ideal tipicamente marcado pelos modelos da maçonaria moderada.

As Pupilas do Senhor Reitor

Porto, Tipografia do Jornal do Porto, 1867

A Morgadinha dos Canaviais

Porto, Tipografia do Jornal do Porto, 1868

Uma Família Inglesa

Porto, Tipografia do Jornal do Porto, 1868

Serões da Província

Porto, Imprensa Portuense, 1870

Os Fidalgos da Casa Mourisca

Porto, Tipografia do Jornal do Porto, 1871



Enes Júnior, António José 1848-1901

Formado no Curso Superior de Letras. Jornalista, fundador de O Dia. Defende em 1870 uns Estados Unidos da Europa, temendo que Portugal seja absorvido pela Espanha. Membro do partido histórico. Maçon. Deputado em 1880, 1884, 1887 e 1890. Bibliotecário-mor da Biblioteca Nacional em 1886. Ministro da marinha e ultramar na primeira fase do governo extrapartidário de João Crisóstomo de 14 de Outubro de 1890 a 25 de Maio de 1891, onde lhe sucedeu Júlio de Vilhena. Comissário régio em Moçambique em 1891. Embaixador no Brasil. Traduz a História Universal de Cesare Cantu.

A Guerra e a Democracia. Considerações sobre a Situação Política da Europa

Lisboa, J. G. de Sousa Neves, 1870.

Francisco de Assis de oliveira martins, OUltimatum Visto por António Ennes, Lisboa, 1946

Espregueira, Manuel Afonso

Engenheiro de pontes e calçadas, administrador dos caminhos de ferro. Ministro da fazenda de José Luciano de 18 de Agosto de 1898 a 26 de Junho de 1900. Ministro da fazenda de José Luciano, de 20 de Outubro de 1904 a 27 de Dezembro de 1905. Ministro da fazenda do governo de Ferreira do Amaral, de 4 de Fevereiro a 25 de Dezembro de 1908.



Estefânia, Rainha D. (1837-1859)

Princesa católica alemã, da família Hohenzollern-Sigmaringen que casa com D. Pedro V em 1858. Chega a Lisboa em 17 de Maio de 1858. Morre em 17 de Julho de 1859, catorze meses depois da sua chegada a Portugal, com um ataque de difteria.



Estevão Coelho de Magalhães, José (1809-1862)

Participa no batalhão académico de 1828, comandado por Refoios. Emigra para a Galiza e Inglaterra. Mindeleiro. Formado em direito em 1836. Activista da Associação Cívica ou Associação Eleitoral Setembrista de 1838. Membro da Constituinte de 1837. Membro do grupo dos arsenalistas. Opositor do Cabralismo. Fundou a Revolução de Setembro em 1840. Catedrático de economia política na Politécnica em 1842. Defendeu contra o crime de abuso de liberdade de imprensa o jornal miguelista Portugal Velho em 1843. Activista da revolta de Torres Novas em 1844 e da Patuleia em 1846, colaborando aqui directamente com Sá da Bandeira. Redige o programa da Associação Eleitoral Setembrista em Outubro de 1847. Participou na criação dos primeiros grupos republicanos em 1848. Cria uma comissão revolucionária antiCabralista em Maio de 1848, juntamente com Oliveira Marreca e Rodrigues Sampaio, donde surgirá a Carbonária Portuguesa. Intervenção anticlerical na questão das Irmãs da Caridade em 1858. Idem na questão da barca Charles et George em 1859. Apoiante de Fontes. Em Março de 1862 é eleito grão-mestre da Confederação Maçónica Portuguesa. Fundou O Distrito de Aveiro. Ver Obra Política, edição de José Tengarrinha, 2 vols., Lisboa, 1963. Segundo Oliveira Martins, foi o primeiro, talvez o único, dos tenores sinceros da liberdade portuguesa.



Falcão, José Joaquim Pereira (1841-1893)

. Professor de mecânica celeste e astronomia. Republicano, autor da Cartilha do Povo de 1884.



Farinho, José Jacinto Valente

Saldanhista. Foi expulso da Terceira por Palmela em 1831. Ministro da justiça do governo de Saldanha, entre 6 de Outubro de 1846 e 28 de Abril de 1847.



D. Fernando II (1816-1885)

Da família Saxe-Coburgo-Gotha. Segundo marido de D. Maria II, com quem casa em 1836. Parente do rei Leopoldo da Bélgica e do príncipe Augusto, marinha da rainha Vitória, alinha com este eixo. Um dos promotores da Belemzada. Apoiante do cabralismo. Regente durante a menoridade de D. Pedro V. Depois disso, foram-lhe oferecidas as coroas da Grécia (1862) e Espanha (1869). Com efeito, em Junho de 1869, o general Prim nomeia como embaixador em Lisboa Angel Fernandez de los Rios que convida D. Fernando para rei de Espanha. Mas este, no dia 10, prefere casar mais uma vez, com a cantora Elisa Hensler, condessa de Elba. Então, o embaixador convida D. Luís, na condição deste renunciar ao trono português.




Compartilhe com seus amigos:
  1   2   3   4


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal