Acheson, Dean Gooderham (1893-1971)



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Letra A

Acheson, Dean Gooderham 


(1893-1971)


  • Estuda direito em Yale e Harvard.

  • Secretário de Estado norte-americano entre 1949 e 1953, amigo de Jean Monnet.

  • Continuador de George Marshall, foi um dos responsáveis pelo lançamento da política do containment e impulsionador da NATO.

  • McCarthy acusa-o de ter protegido os comunistas nos anos trinta.

  • Conselheiro de Johson.

  • Power and Diplomacy[1958]

  • Present at the Creation. My Years in the State Department[1969] (1.1.2006)

Adenauer, Konrad


(1876- 1967)

  • Natural de Colónia. Jurista, burgomestre de Colónia de 1917 a 1933 e deputado.

  • Membro influente do partido democrata-cristão alemão Zentrum.

  • Preso por duas vezes, em 1934 e 1944. Volta a ocupar tal cargo em 1945, mas os britânicos logo o destituem, acusando-o de ineficácia.

  • Dedica-se, então, à construção daquilo que virá a ser a CDU. Vence as eleições de 1953.

  • Chanceler alemão desde 14 de Setembro de 1949 até 1963. Obtém grande apoio norte-americano, dado ser considerado um bom aluno atlântico, cultivando especiais amizades com John Mac Cloy, alto-comissário norte-americano, e Foster Dulles, secretário de Estado de Eisenhower. Vai também ter um entendimento especial com o general de Gaulle, a partir de 1958.

  • Erinnerung, em 3 vols., Estugarda, 1965-1978

  • (31122005)

Aflak, Michel


1910-1988

  • Sírio, de Damasco, de etnia árabe e de religião ortodoxa grega. Um dos fundadores em 1944 do partido Baas. Professor de história, formado em Paris, na Sorbonne, e novelista. Teórico do nacionalismo árabe, considerado como uma realidade evidente, mas de carácter espiritual, dado colocar o amor acima de tudo, considerando esta atitude como uma fé superior às religiões. Distingue o nacionalismo árabe do nacionalismo ocidental, considerado colonizador e fanático. Salienta que a nação árabe não é uma nação como as outras, mas uma nação eleita, portadora de mensagem eterna, universal e humanista: o profetismo. Neste sentido, tem um destino revolucionário e está condenada a mudar a civilização que entrou em decadência. Neste sentido defende a insurreiçãp para que a nação árabe se liberte da alienção e recupere a sua essência profética, portadora de uma língua miraculosa, não por ser a língua do Corão, mas por ser uma língua natural, adâmica. Assume uma perspectiva laica, defendendo a separação entre a Igreja e o Estado, embora recuse o ateísmo e se considere como um crente, mas na tal fé superior às religiões particulares.

  • 30122005

Agnew, Spiro 
1918-1996

  • Vice-presidente de Richard Nixon, de 1969 a 1973. Conhecido pelos seus discursos de radicalismo conservador.

  • Demitido por corrupção

  • 29122005.

Alfonsin, Raul


(1927-)

  • Presidente eleito da Argentina entre 1983 e 1989.

  • Membro da União Cívica Radical.

  • Abandona a presidência do partido em 1995

  • 21122005

Aliev, Geidar
(1923-2003)

  • Presidente do Azerbeijão de 1993 a 2003

  • Antigo comunista e funcionário do KGB que, primeiro, se adapta à perestroika e que, logo em 1990, abandona o PC e passa a nacionalista dito moderado

  • 2712

Allende, Salvador
(1908-1973)

  • Médico. Um dos fundadores do Partido Socialista em 1933.

  • Deputado, ministro e senador. Presidente da República do Chile eleito em 1970.

  • Era apoiado por uma coligação de socialistas e comunistas, dita Unidad Popular, vencendo os candidatos do partido conservador e da democracia cristã.

  • Morto com o golpe militar de 11 de Setembro de 1973, liderado por Pinochet.

  • Maçon desde 1929. Segundo Victor faria terá tido cedências a posturas racistas e anti-semitas nos anos trinta

  • 2612.

Alvarado, Juan Velasco
(1910-1977)

  • Assume a liderança do Perú em Outubro de 1968 quando encabeça um golpe que derruba Belaunde Terry.

  • A respectiva liderança ditatorial chega a inspirar certos revolucionários ocidentais, como parte do nosso MFA.

  • Sai do poder em Agosto de 1975. E não deixa rasto nem saudades.

  • 2512

Amato, Giuliano
(n. 1938)

  • Chefe do governo italiano em 1992-1993 e 200º-2001

  • Depois de militar no Partito Socialista Italiano di Unità Proletaria (PSIUP), tornou deputado do Partido Socialista Italiano en 1983

  • Secretário do conselho de ministros de 1983 a 1987, foi, depois, várias vezes ministro em governos do centro-esquerda.

  • Destacou-se como vice-presidente da Convenção Europeia.

  • Professor de Direito Constitucional em Roma e do Instituto Universitário de Florença.

  • Teve papel destacado na coligação Ulivo, onde sempre foi um aliado de Romano Prodi

  • 2412

Amin, Idi


(1928-2003)



  • O célebre ditador do Uganda, de 1971 a 1979. Tornou-se caricatura do carniceiro, tanto pela sua anterior prática de boxe como pelas tiradas que foi emitindo, nomeadamente quando declarou admirar Hitler.

  • Em 1972 chegou a expulsar do país cerca de 40 000 emigrantes asiáticos.

  • Ascendeu ao poder na qualidade de chefe das forças armadas, função que exercia desde 1966

  • 2312

Andreotti, Giulio
(n. 1919)


  • Sete vezes chefe do governo italiano (1972, 1973, 1976-1978, 1979, 1989-1991), oito vezes ministro da defesa e cinco nos estrangeiros

  • Acusado de colaboração com a Máfia, acabou por ser vítima da lentidão da justiça e viu-se livre de uma condenação por sucessivas prescrições.

  • O símbolo da DCI. Antigo secretário de Alcide de Gasperi. Deputado logo em 1946.

  • 2212

Andrés Pérez, Carlos


(n. 1922)

  • Por duas vezes, presidente da Venezuela: de 1974 a 1979 e de 1989 a 1993.

  • Militante do Partido da Acção Democrática, desde a sua fundação, começando por ser secretário de Rómulo Betancourt

  • Em 1996 é condenado pelo poder judicial, por desvio de fundos públicos.

  • 2112

Andropov, Yuri
(1914-1989)

  • É de acordo com estas perspectivas do decadentismo pós-totalitário, concentracionariamente apodrecido e tendencialmente suicidário, que devemos compreender a sucessões pós-brejnevianas. Com efeito, depois da morte de Brejnev, em 10 de Novembro de 1982, o círculo superior do poder soviético, marcado pela tentação totalitária de querer controlar os próprios órgãos de controlo, vai escolher, em Junho de 1983, Yuri Andropov (1914-1984), então chefe do KGB, desde 1967, onde se destacara na perseguição à corrupção. Tinha sido embaixador na Hungria em 1954-1956.

  • Foi talvez a última hipótese de eficaz evolução na continuidade, dado que a bandeira da moralização que Andropov representava poderia constituir um balão de oxigénio para o sistema, permitindo que a burocracia pela burocracia pudesse esmagar a bandocracia burocraticamente sustentada. Mas eis que Andropov morre prematuramente em 9 de Fevereiro de 1984 e a nomenklatura retoma inevitavelmente os tiques escleróticos do brejnevismo, escolhendo, para um reino cadaveroso, um cadáver adiado, mas já sem capacidade de procriação, chamado Konstantin Tchernenko, o qual apenas vai durar biologicamente até 10 de Março de 1985.

  • 2012

Aquino, Benigno


(1932-1983)

  • Jornalista. Líder da oposição ao governo filipino de Ferdinand Marcos.

  • Condenado à morte em 1977, passa para o exílio em 1980.

  • Assassinado no aeroporto de Manila, quando regressava do exílio

  • 1912

Aquino, Corazón
(n. 1933)

  • Casada com Benigno Aquino.

  • Também condenada à morte em 1980.

  • No exílio, torna-se professora de Harvard.

  • Eleita presidente da república em 1986, mantendo-se em tal posto até 1992

  • 1812

Arafat, Yasser
(1929-2004)

  • Nasce no Cairo, onde estuda direito e se torna engenheiro.

  • Participa no exército do Egipto durante a crise do Suez, em 1956

  • Trabalha no Kuwait desde 1958, onde constitui em 1959 a Fatah.

  • A partir de 1963 instala-se na Síria, recusando que o respectivo movimento integre a OLP, em 1964, apenas o admitindo em 1968.

  • Presidente do comité organizador da mesma a partir de Fevereiro de 1969, instalando-se na Jordânia.

  • Expulso da Jordânia em Setembro de 1970, vai para o Líbano

  • Em 1974 a OLP é reconhecida pela Liga Árabe e vai à ONU

  • Abandona Beirute em 1982 e vai para Tunis

  • Volta a Gaza em 1994, ano em que recebe o Prémio Nobel da Paz

  • 1712

Arias Navarro, Carlos
(1908-1989)

  • Homem político franquista. Destaca-se como alcaide de Madrid a partir de 1965.

  • Em Junho de 1973 ascende a ministro da Gobernacion.

  • Seucede a Carrero Blanco na chefia do governo, aí se mantendo até 1976, iniciando o processo de transição para a democracia

  • 1612

Aron, Raymond
(1905-1983)

Attali, Jacques



  • 1512

Attlee, Clement Richard
(1883-1967)

  • Líder do partido trabalhista britânico desde 1935.

  • Formado em Oxford e professor da London School of Ecomics de 1913 a 1923, participando, a partir de então no gabinete trabalhista de Ramsay MacDonald, até 1927.




  • Membro do governo de Churchill entre 1942 e 1945.

  • Torna-se primeiro-ministro britânico entre 1945 e 1951. Participa na Conferência de Potsdam, de Agosto de 1945, com Estaline e Truman.

  • 1412

Aylwin, Patrício
(n. 1918)

  • Presidente do Chile de 1990 a 1994

  • Catedrático de direito

  • Fundador do Partido Democrata-Cristão em 1957

  • 1312

Letra B

Baker, James



  • 1212

Balduíno
(1930-1993)

  • Rei da Bélgica desde 17 de Julho de 1951. Assumiu a regência logo em 11 de Agosto de 1950, depois do pai, o rei Leopoldo III, lhe ter transmitido tais poderes.

  • Casa em 1960 com a princesa Fabíola.

  • Em Abril de 1990 abdicou durante 36 horas para não assinar a lei de despenalização do aborto, manifestando uma honrada ética de convicção.1112

Balladur, Édouard
(n. 1929)

  • Ministro de Chirac em 1986, passa a chefe do governo em 1993, candidatando-se às presidenciais em 1995, contra o seu mentor, Chirac. Apenas obteve 18,5%.

  • Homem da ENA, começa em 1963, como adjunto do chefe de gabinete de Pompidou, como chefe do governo. Passa para círculo dos adjuntos da presidência em 1969.

  • Em 1980 torna-se conselheiro de Chirac.

  • 1012

Ball, George
(1909-1994)

  • Político norte-americano; banqueiro e especialista em assuntos internacionais; foi subsecretário de Estado de Kennedy, tendo-se imposto à intervenção no Vietname

  • 0912

Bao Dai
(1913-1997)

  • Filho do imperador do Annam, estuda em França e sucede ao pai em 1932, mantendo tal posição honorífica sob o protectorado de Paris, segundo tratado de 1884

  • Os japoneses levam-no a proclamar a independência do Vietname em 9 de Março de 1945, chegando a incorporar Tonkim e a Cochinchina.

  • Face à pressão de Ho Chi Minh, tem de abdicar em 29 de Agosto, refugiando-se em Hong Kong

  • Os franceses vão recuperá-lo em 1948, surgindo um “Estado Associado” à “União Francesa”.

  • Mas com a Cochinchina separada, o Imperador não regressa senão em Junho de 1949, constituindo em Agosto o “Estado do Vietname”.

  • Depois da derrota de Dien Bien Phu, é obrigado a escolher Diem como Primeiro-Ministro (11 de Junho de 1954), mas este aliado dos norte-americanos acaba por depô-lo em 23 de Outubro de 1955.

  • Morre no exílio francês, convertendo-se nos últimos dias ao catolicismo

  • 0812

Barre, Raymond


(n. 1924)

  • Economista francês. Professor em Caen (1950), no Instituto de Estudos Políticos de Paris (1961) e na faculdade de direito e ciências económicas, também de Paris (1973).

  • Primeiro-ministro de 1976 a 1981. Tinha sido nomeado por Chirac ministro do comércio externo em Janeiro e ascende à chefia do governo em Agosto




  • Candidato presidencial pela UDF em 1988

  • Autor de umas célebres lições de economia política, publicadas em 1959.

  • Nomeado em 1967 membro da comissão europeia, da qual se torna vice-presidente, depois de ter sido no gabinete do ministro da indústria de 1959 a 1962.

  • 0712

Begin, Menahen
1913-1992

  • Primeiro-ministro de Israel de 1977 a 1983.

  • Fundou o partido Herut em 1948 e nessa qualidade participou no governo de unidade nacional em 1967.

  • Constituiu novo partido político em 1973, o Likud, com liberais, centristas e o grupo de Ariel Sharon, a chamada direita israelita que disputou o poder com os trabalhistas.

  • O antigo “falcão”, membro do grupo terrorista Irgun, há-de alcançar o prémio Nobel da Paz em 1978, depois de assinar os acordos de Camp David que firmou com o líder palestiniano Yasser Arafat.

  • 0612

Ben Bark
(m. 1965)



  • Político marroquino, militante do Istiqlal, de quem se torna dissidente em 1959, para criar a UNFP, a União Nacional das Forças Populares

  • 0512

Ben Bella, Ahmed
(n. 1916)

  • Depois de alinhar com a resistência francesa, torna-se militante independentista argelino, encabeçando a luta armada e liderando a FLN desde 1954.

  • Chefe do governo desde 28 de Setembro de 1962, é eleito presidente da república em 15 de Setembro de 1963, transformando a FLN num partido único de que se tornou secretário-geral em 1964.

  • Afastado pelo golpe de Estado de 19 de Junho de 1965 que levou ao poder Boumedienne. Preso até 1979 e, depois de 1979, colocado em regime de residência vigiada, só é libertado em 1980, quando passa para o exílio.

  • 0412

Benés, Edvard
(1884-1948)

  • Independentista checoslovaco, companheiro de Tomás Mazarik.

  • Ministro dos estrangeiros de Praga em 1919.

  • Participa no I Congresso Pan-Europeu de 1926.

  • Sucede a Masarik na presidência em 1935, mas é obrigado a renunciar em 1938.

  • Passa para o exílio em Londres.

  • Regressa em 1945, como presidente, mas é afastado depois do golpe comunista de Praga de junho de 1948.

  • 0312

Berlinguer, Enrico
(n. 1922)

  • Comunista italiano. Membro do PCI desde 1944, foi secretário-geral das respectivas juventudes, antes de ascender à direcção, da qual se torna secretário-geral desde Março de 1972. Defensor do chamado eurocomunismo, lança também a ideia do compromisso histórico. O PCI depois de obter 33,4% em 1971, apoiou parlamentarmente um governo liderado pela DCI em 1978.

  • 0212

Bettancourt, Rómulo

  • 0112

Bevan, Aneurin
(1897-1960)

  • Político trabalhista britânico; ministro da saúde e da reconstrução a partir de 1945, até 1951, período durante o qual é criado o serviço nacional de saúde britânico.

  • Assume, a partir de então, a defesa do neutralismo, contra o atlantismo do líder do seu partido, Attlee.

  • O seu nome está ligado a um importante incidente ocorrido durante o salazarismo depois das eleições presidenciais de 1958, quando os elementos da oposição que o o convidam para visitar Portugal são presos.

  • 3111

Bevin, Ernest
(1881-1951)

  • Político trabalhista britânico; presidente dos Trade Unions a partir de 1937, quando se opõe ao pacifismo

  • Assume a partir de 1940 a pasta do trabalho no gabinete de Churchill

  • Ministro dos estrangeiros britânicos depois de 1945, no gabinete trabalhista de Attlee

  • Nestas funções, assina o Tratado de Bruxelas de 1948 e o Tratado do Atlântico Norte, de 1949, cabendo-lhe também recusar a integração no Plano Schuman, de 1950.

  • 3011

Bhutto, Benazir



  • 2911

Bidault, Georges
1899-1983

  • Democrata-cristão francês, professor de história. Começa por ser um dos fundadores do periódico democrata-cristão L’Aube, celebrizado pelos ataques feitos à extrema-direita. Membro da Resistência e colaborador do Combat, é eleito em 1943 presidente do Conselho Nacional da Resistência, depois da prisão de Jean Moulin. Presidente do Conselho de ministros e ministro dos negócios estrangeiros francês durante a IV República.

  • Partidário da manutenção do império colonial francês, assume-se contra o que considera a política de abandono de Mendés-France, vai, depois, opor-se activamente a De Gaulle, na questão argelina, ligando-se à OAS e à respectiva actividade conspirativa, que lidera a partir de 1962. Exilado, regressa a França apenas em 1968, depois de amnistiado. Ainda funda nesse ano de 1968 o Movimento Justiça e Liberdade, donde se retira em 1972, quando verifica que o mesmo é dominado pelos neofascistas.2811

Blum, Léon


(1872-1950)

  • Um dos mestres do socialismo democrático francês, defensor do pluralismo político, da planificação democrática. Opositor ao bolchevismo, considerando o mesmo como blanquista, contrário à tradição socialista. Jurista, literato e crítico de teatro. De origens judaicas. Depois de uma carreira como auditor no Conselho de Estado, desperta para a política com a questão Dreyfus. Funda, com Jaurès, L’Humanité, em 1904. Eleito deputado a partir de 1919. Encarregado da redacção do programa de acção dos socialistas, passa a director do jornal Le Populaire, que desde 1920 se opõe aos comunistas. Apesar de se assumir como marxista, entende o socialismo à maneira de Jaurès, como um sentimento da solidariedade humana e como uma exigência da consciência. Torna-se chefe do grupo parlamentar socialista. Apoia a formação do cartel das esquerdas em 1924, sustentando governos radicais, mas, até 1936, concebe, para os socialistas, uma política de soutien sans participation. Em 1926 salienta que os socialistas tanto podem assumir a conquista do poder, pela via revolucionária, como o exercício do poder, a gestão da ordem legal republicana, através de uma maioria parlamentar, com respeito das regras constitucionais.

  • Presidente do conselho de ministros francês com a Front Populaire entre 4 de Junho de 1936 e 21 de Junho de 1937 e de 13 de Março a 8 de Abril de 1938, assumindo, no intervalo, as funções de vice-presidente do conselho. Autoriza em Junho de 1940 que dois socialistas participem no governo de Pétain, apesar de, no mês seguinte, ser um dos oitenta deputados que recusam plenos poderes ao velho marechal. Preso na Alemanha durante a Guerra.. Volta à chefia do governo entre 13 de Dezembro de 1946 e 16 de Janeiro de 1947. Publica em 1945 À l’Échelle Humaine, obra escrita em 1941, onde defende a social-democracia como o processo de passagem do capitalismo para o socialismo, conservando as liberdades tradicionais. Advoga um socialismo humanista que não é fatalismo nem determinismo, tal como também não se configuar como resignação nem cinismo, devendo libertar a pessoa humana de todas as servidões que a oprimem..2711

Borten, Per



  • 2611

Boumedienne, Houari

  • 2511

Bourguiba

  • 2411

Brandt, Willy
(1913-1992)

  • Social-democrata alemão. Pseudónimo assumido durante a resistência por Herbert Karl Frahm.

  • Burgomestre de Berlim Ocidental desde 1957, candidadato a chanceler pelo SPD contra Adenauer, em Setembro de 1961, e contra Erhard, em 1965.

  • Presidente do SPD desde 1964. Em Dezembro de 1966, no governo da grande coligação, é vice-chanceler e ministro dos negócios estrangeiros, iniciando a chamada Ostpolitik.

  • Chanceler da RFA de 21 de Outubro de 1969 a 6 de Maio de 1974, numa coligação SPD-FDP. Prémio Nobel d Paz em 1971.

  • Apesar de ter abandonado o poder poucos dias depois do 25 de Abril de 1974 tem grande influência inspiradora em alguns dos líderes políticos da jovem democracia portuguesa, principalmente em Mário Soares.

  • ~2311

Brejnev, Leonid
(1906-1982)

  • 2211

Brentano, Von Heinrich

  • Ministro dos estrangeiros da RFA, com Adenauer.

  • Foi presidente da comissão constitucional da assembleia ad hoc da CECA, entre 1952 e 1953.

  • 2111

Bush, George

  • 2011

Bush, George W.

  • 1911

Bukovsky, Vladimir
(n. 1942)

  • 1811

Bulganine, Nikolai
(1895-1975)

  • 1711

Letra C

Cabral, Amílcar


1924-1973

  • Um dos pais fundadores do independentismo da Guiné-Bissau e de Cabo Verde. Mestiço de pai cabo-verdiano e mãe guinenese. Engenheiro agrónomo por Lisboa, desde 22 de Fevereiro de 1952, sendo colega de Sousa Veloso e de Mário Barreira da Ponte. Em Setembro seguinte já exerce funções técnicas públicas na Guiné. Afastado do território em 1955, vem para Lisboa até 1959, data em que regressa à terra clandestinamente. Aproveita as circunstâncias que rodearam o chamado massacre do Pidjiguiti em 3 de Agosto de 1959. A partir de 1960 instala-se em Conakry. Fundador do PAIGC em Outubro de 1960, juntamente com Aristides Pereira, Luís Cabral, Júlio de Almeida, Fernando Fortes e Eliseu Turpin. Desencadeia a luta armada no Sul da Guiné em 23 de Janeiro de 1963. Assume uma importante imagem internacional, principalmente depois da chamada batalha do Como, de 1964, participando na Conferência Tricontinental de Havana (1966).

  • A chegada de Spínola em 1968, altera as circunstâncias da guerra e o PAIGC é comprimido tanto no terreno como no campo político e psicológico. Amílcar volta a actuar no palco internacional. Em 1970 é recebido nos Estados Unidos da América, tanto na Universidade de Siracusa, a propósito de uma homenagem a Eduardo Mondlane, como pela própria comissão dos negócios estrangeiros do Congresso. Em Junho deste mesmo ano chega a ter uma audiência com o Papa Paulo VI, juntamente com Marcelino dos Santos da FRELIMO e Agostinho Neto do MPLA, não faltando uma visita triunfal à URSS.. Assassinado em 20 de Janeiro de 1973. Esteve para o marxismo-leninismo anticolonialista como Léopold Senghor esteve para o ocidentalismo. O respectivo conceito de nação é de clara marca estalinista. 1611

Café Filho, João Fernandes


(1899-1970)

  • Presidente do Brasil a partir de 24 de Agosto de 1954. Era até então vice-presidente de Getúlio Vargas, com quem tinha sido eleito em 1950.

  • Antigo jornalista e deputado. Visita Portugal em 1955.

  • 1511

Callaghan, James



  • 1411

Camus, Albert
(1913-1960)

  • Escritor e filósofo francês. Membro do Partido Comunista de 1922 a 1937. Destacado militante da resistência e colaborador de Combat. Prémio Nobel da literatura em 1947. Logo em 1943 publicou as célebrea Cartas a um Amigo Alemão, em nome, não de um francês, mas sim de nós, europeus livres Existencialista francês, célebre como romancista, mas também filósofo e teórico político, sobretudo em L’Homme Révolté, de 1951. Natural de Argel, provém da classe operária. Membro activo da Resistência desde 1940, no pós-guerra distancia-se dos existencialistas ligados ao marxismio, como Sartre, Simone Beauvoir e Merleau-Ponty. Morre em acidente de viação em 1960, diatante da esquerda e da direita.

  • 1311

Carrero Blanco, Luis

  • 1211

Carrillo, Santiago
(n. 1915)

  • 1011

Carter, James
(n. 1924)

  • Presidente dos Estados Unidos da América, eleito em Novembro de 1976, contra o republicano Gerald Ford.

  • Foi governador da Geórgia desde 1970. Substituído por Ronald Reagan em 1981..

  • 0911

Castro, Fidel de
(n. 1927)

  • Político cubano. Educado pelos jesuítas e licenciado em direito. Ataca o quartel de Moncada em 26 de Julho de 1953. Amnistiado em 1954, refugia-se no México. Desembarca em Cuba em 2 de Dezembro de 1956 e inicia a guerrilha na Sierra Maestra. Até Maio de 1956, o grupo sobrevive e instala-se. De Junho a Novembro de 1957, o grupo rebelde, constituído apenas por uma centena de homens, conquista a Sierra. Até Março de 1958 o Exército Rebelde, unido e cresecndo, passa da guerra de guerrilhas à guerra de colunas. Em 9 de Abril de 1958 fracassa a greve geral, pelo que o movimento urbano rebelde passa a subordinar-se cada vez mais aos guerrilheiros da Serra, contra a qual Batista decide lançar uma ofensiva.

  • A partir de Julho de 1958, fracassada a ofensiva de batista, os rebeldes ocupam a parte oriental da ilha e lançam a sublevação geral. Os comunistas aderem ao movimento apenas em Outubro desse ano. Surgem várias colunas rebedes, dos campos para as pequenas cidades, das cidades para as capitais de província e de Havana por estas, num processo em espiral. O chamado foquismo triunfava. Battista foge no dia 1 de Janeiro de 1959 e Castro torna-se primeiro ministro em Fevereiro. Em 13 de Janeiro desse ano declara: nem eu, nem o movimento são comunistas. Dois anos depois, em 2 de Dezembro de 1961, já proclama: serei marxista-leninista até ao último dia da minha vida. 0811

Ceausescu, Nicolai


(1918-1989)

  • Político romeno. Secretário geral do partido comunista desde 1965 e chefe de Estado desde 1967. Promove o culto da personalidade e assume-se como conducatore.

  • 0711

Chamorro, Pedro

  • 0611

Chevardnaze, Edward

  • 0511

Chiang Kai-shek
(1887-1975)

  • 0411

Chirac, Jacques
(n. 1933)

  • Eleito presidente da república francesa em 7 de Maio de 1995. Funda o RPR (Rassemblement pour la République) em 1976. Primeiro-ministro em Maio de 1974 e em 1986-1988 em regime de coabitação política, quando era presidente da república o socialista François Mitterrand. Vence as eleições legislativas de 28 de Março de 1993, à frente do RPR-UDF.

  • 0311

Churchill, Winston
(1874-1965)

  • Winston Leonard Spencer Churchill. Primeiro ministro britânico em 1940-1945 e 1951-1955. Deputado conservador desde 1900. É autor de um célebre discurso proferido na Universidade de Zurique, em 19 de Setembro de 1946, onde se assume como o primeiro homem de Estado do pós-guerra a apelar para a criação dos Estados Unidos da Europa - qualquer seja o nome que lhe derem, destacando a necessidade da reconstrução da família europeia, através de uma aliança entre a França e a Alemanha, mas para a constituição daquilo que viria a ser o Conselho da Europa.

  • 0211

Clay, Lucius
(1897-1978)

  • Comandante-chefe das forças norte-americanas na Alemanha entre 1945 e 1949

  • 0111

Clinton, Bill

  • 3010

Colombo, Emilio

  • 2910

Chaban-Delmas, Jacques

  • 2810

Chu En Lai

  • 2710

Cosgrave, Liam

Coty, René

Craxi, Bettino
(1934-2000)


  • Chefe do governo italiano de 1983 a 1987.

  • Símbolo do Partido Socialista Italiano, de que foi líder de 1976 a 1993.

  • Aliado de Giulio Andreotti e Arnaldo Forlani, num triângulo que foi dito Regina d'Italia.

  • Rival de Enrico Berlinguer e do PCI, obteve bons resultados eleitorais em 1983, em nome de uma ideologia dita miglioristi, contra o que qualificava como sectarismo e moralismo dos comunistas.

  • Acabou vítima da operações mãos limpas (mani pulite), tendo-se exilado na Tunísia.

Letra D


Dalai Lama

Dali, Salvador

Dankert, Pieter

Davignon, Étienne

Dayan, Moshe

Dean, James

Debré, Michel
(1912-1996)


  • Resistente e colaborador de Charles De Gaulle, com quem funda o RPF. Destaca-se como inspirador dos estatutos da ENA. Senador de 1948 a 1958, é um dos principais adversários do modelo de CECA. Depois de ser Primeiro Ministro, entre 1959 e 1962, é várias vezes ministro com Pompidou (1966-1968), Couve de Murville (1968-1969) e Chaban-Delmas (1969-1973). Um dos principais inspiradores da Constituição francesa de 1958. Baseando-se nas teses de Carré de Malberg, considera que não existe separação de poderes, porque a responsabilidade da vida social é indivisível.As Constituições que dividem a autoridade em fatias levam as sociedades à anarquia. Em 1972 é responsável pela elaboração do Livre Blanc sur la Défense.

Deferre, Gaston
(1910-1986)

  • O chamado “homem de Marselha”, por ser maire local desde 1953

  • Militante da SFIO desde 1933 e várias vezes ministro na IV República

  • Candidato presidencial em 1969 contra de Gaulle apenas consegue 5%

  • Alia-se a Mitterrand na formação do PSF em 1971

  • Ministro do interior em 1981, passa para o Plano em 1984

  • Chega a bater-se em duelo com adversários políticos em 1947 e 1967.

Delors, Jacques
(n. 1925)

  • Antigo sindicalista cristão, animador do Clube Jean Moulin; começa por militar no MRP, mas adere aos simpatizantes de Pierre Mendes-France

  • Quadro do comissariado geral do Plano, torna-se conselheiro do primeiro-ministro Chaban Delmas em Junho de 1969, participando na elaboração do programa nouvelle societé contractuelle et decentralisée durante o governo gaullista de Pompidou;

  • Depois da demissão de Delmas, foi professor associado da universidade de Paris-Dauphine;

  • Aderiu ao partido socialista em Dezembro de 1974;

  • Deputado ao Parlamento Europeu em 1979, torna-se presidente da comissão económica e monetária do mesmo;

  • Ministro da Economia e das Finanças francês de Maio de 1981 a Julho de 1984;

  • Presidente da Comissão entre 1985 e 1995. O projecto precisava de uma liderança simultaneamente forte e negociadora. Ei-la que emerge a partir de Janeiro de 1985. Chama-se Jacques Delors, vai alcunhá-lo como Monsieur Europe e volta a vestir-se algo de Monnet. Com ele regressa-se ao primado do método.

Deng Xiao Pin(n. 1904)

Dehousse, Fernand

Diem

Dimitrov


Djilas, Milovan
(n. 1911)

  • Natural do Montenegro. Estuda em Belgrado, torna-se comunista. Colaborador de Tito desde 1940. Membro do governo jugoslavo em 1945, defende a ruptura com Moscovo. Dissidente a partir de 1954, preso em 1956.

  • Vice-presidente de Tito de 1953 a 1956.

  • Demitido pela posição que tomou face à revolta de Budapeste, é detido até 1961. Volta à prisão entre 1962 e 1966.

  • The New Class. An Analysis of the Communist System

  • Nova York, Praeger Press, 1957 [trad. fr. La Nouvelle Classe Dirigeante, Paris, Librairie Plon, 1957] Apenas publicado na Jugoslávia em 1990.

  • Land Without Justice

  • Nova Iorque, 1958.

  • Anatomy of a Moral

  • Nova Iorque, 1959.

  • The Unperfect Society. Beyond the New Class

  • 1969 [trad. fr. La Societé Imparfaite, Paris, Éditions Calmann-Lévy, 1969].

  • Conversations With Stalin

  • Nova Iorque, 1962.

  • Memoir of a Revolutionary

  • 1973.

  • Tito

  • 1980.

  • Rise and Fall

  • 983.

Duarte, Napoleón

Dubcek, Alexandre


1921-1992

  • Eslovaco. Membro do partido comunista, protegido por Antonin Novotny.

  • Depois de ser primeiro secretário do Partido Comunista Eslovaco, desde Abril de 1963, torna-se primeiro secretário do Partido Comunista Checoslovaco, em Janeiro de 1968, permitindo a chamada Primavera de Praga, onde defendeu um socialismo de rosto humano

  • Demitido em 17 de Abril de 1969, depois de ter sido preso e levado para a URSS.

  • Demitido do partido em 1970, é desterrado para o cargo de inspector florestal.

  • Regressa à política em Dezembro de 1989 como presidente do parlamento federal checoslovaco, apoiando Vaclav Havel. Manteve tal posição até Junho de 1992

  • Já então defende um impossível comunismo liberal a que deu o vago nome de social-democracia

Dulles, John Foster


1888-1958

  • Advogado, especialista em direito internacional. Membro do Partido Republicano, de origens puritanas. Representante dos Estados Unidos na ONU de 1945 a 1948. Negociador do tratado de paz com o Japão de 1951. Secretário de Estado de Eisenhower desde Novembro de 1952. Demite-se em Abril de 1959 por razões de doença. Um dos apoiantes da construção europeia. Como dele diz Adenauer, nunca mentimos um ao outro e sempre actuámos de acordo com as virtudes cristãs, em nome de exigências morais. Altera a doutrina Truman, do containment, inspirada por George Kennan, assumindo o roll back, uma perspectiva mais ofensiva face ao comunismo. Apesar disso, acabou por ser mais prudente que a anterior administração democrática, nomeadamente quando não apoiou a França na sua luta contra os comunistas do Vietname. Do mesmo modo, opôs-se a intervenção franco-britânica no Suez e deixou que Moscovo esmagasse a revolta húngara de 1956.

  • Em Outubro de 1953 apresenta perante o Conselho Nacional de Segurança nova doutrina de luta contra o sovietismo, marcada pela deterrence (dissuasão), pelas massives retaliations (retaliação maciça) e pelo no shelting (não aos santuários). Na altura, os norte-americanos ainda tinham superioridade nuclear, dado que a URSS, apesar de já possuir bomba H desde Agosto de 1953, ainda não tinha possibilidade de atingir o território norte-americano. Com esta doutrina, os Estados Unidos não precisavam de mobilizar importantes forças convencionais, como ainda o tiveram de fazer na Guerra da Coreia. O modelo foi adoptado pela própria NATO em 1956.

Duvalier, François

Dutra, Eurico Gaspar
1885-1974


  • Presidente do Brasil de 1946 a 1951.

  • Destaca-se como ministro da guerra de 1936 a 1945, quando organiza a Força Expedicionária Brasileira.

  • Durante a respectiva presidência há uma feroz repressão ao Partido Comunista, cuja extinção é decretada em 1947.

Dylan, Bob

Letra E

Eden, Anthony


(1897-1977)

  • Conservador. Opôs-se à política de Austin Chamberlain, por ocasião do acordo de Munique. Participa no governo de guerra de Churchill, onde, de 1940 a 1945, é ministro dos estrangeiros, cargo que volta a exercer entre 1951 e 1955. A partir desta data substitui Churchill nas funções de primeiro-ministro, abandonando o cargo em Janeiro de 1957, invocando razões de saúde.

Einstein, Albert
(1879-1955)



  • Físico alemão, naturalizado norte-americano em 1940. Autor da teoria da relatividade. Prémio Nobel da física em 1921.

Eisenhower, Dwight
(1890-1969)

  • Comandante supremo das forças aliadas, dirige o desembarque na Normandia em 6 de Junho de 1944. É então conhecido como Ike. Em 1949-1950 é o comandante da NATO.

  • Presidente dos Estados Unidos, eleito em 1952. Exerce o mandato de 20 de Janeiro de 1953 a 19 de Janeiro de 1961, tendo Richard Nixon como vice-presidente.

  • De 1953 a 1959 foi seu secretário de Estado John Fuster Dulles.

Erhard, Ludwig
1897-1977

  • Ministro da Economia de Adenauer, sucede-lhe, como chanceler da RFA, em Outubro de 1963. Durante o seu governo, toma uma posição adversa a De Gaulle, sendo adepto de uma integração europeia de marca atlantista. O respectivo governo cai com a saída dos ministros liberais, sucedendo-lhe Kiesinger, numa grande coligação com os sociais-democratas de Brandt. Natural da Baviera, oriundo de um família da burguesia protestante. Trabalha a partir de 1928 no Instituto de Pesquisa Industrial de Nuremberga. Opõe-se a Hitler. Doutorado em economia por Frankfurt. Encarregado pelos americanos de reorganizar a indústria da região natal, Nuremberga.

  • Considerado como o pai do milagre alemão. Defensor das teses de uma economia social de mercado, consideradas pelos seus opositores como a oficina de recuperação do capitalismo. Conseguiu estabelecer um modelo contrário a qualquer tipo de dirigismo, considerando que falar de um pouco de regulamentação é como se uma mulher dissesse que estava um pouco grávida. Atlantista, opõe-se às teses de De Gaulle.

Escrivá, Jose Maria

Estaing, Valéry Giscard d’

Estenssoro, Paz

Eyskens, Gaston

Letra F


Fabius, Laurent

Fanfani, Amintore


(1908-1999)

  • Professor italiano de economia política, militante da democracia-cristã. Exilado na Suíça durante o fascismo. Colaborador de Alcide de Gasperi. Várias vezes chefe do governo em 1954, 1958-1959, 1960-1963 e 1982-1983. Senador desde 1973 e presidente do Senado em 1968-1973 e 1976-1982. Chefe da ala esquerda da democracia cristã, é responsável pela chamada abertura à esquerda, ensaiada a partir de 1958.

  • Capitalismo, Catolicismo, Protestantismo

  • (1933), trad. port. de Osvaldo de Aguiar, Lisboa, Aster, s.d.

Faure, Edgar


(1908-1988)

  • Político francês. Advogado em Paris. Radical-socialista. Membro da delegação dos juristas franceses presentes no julgamento de Nuremberga. Várias vezes ministro da economia e finanças em 1950, 1951, 1954 e 1958. Presidente do conselho em 1955-1956. Professor de direito em Dijon, de 1962 a 1966. Liga-se ao general De Gaulle, sendo responsável por várias missões diplomáticas, nomeadamente a que levou ao estabelecimento de relações com Pequim.

  • Ministro da agricultura em 1966 e 1968, no governo de Pompidou. Passa a ministro da educação nas vésperas do Maio de 1968. Volta ao governo em 1972 como responsável pelos assuntos sociais. Presidente da Assembleia Nacional em 1973. Acaba por integrar o grupo de Giscard d’Éstaing. Membro da Academia Francesa desde 1978.

Ford, Gerald

Fraga Iribarne, Manuel


  • Político e professor espanhol. Foi ministro do franquismo, demitindo-se depois de enfrentar a facção próxima do Opus Dei. Professor da Universidade Complutense. Um dos elementos fundamentais da transição democrática, fundador da Alianza Popular, sucessivamente derrotada nas eleições pela UCD de Adolfo Suárez e pelo PSOE de Felipe González. Torna-se, depois, presidente da Junta de Governo da Galiza. Amigo e compadre de Adriano Moreira que se doutora em Direito na Universidade Complutense de Madrid.

Franco, Francisco
(1892-1975)

  • Chefe do grupo vencedor da guerra civil espanhola (1936-1939). General aos 33 anos. Generalíssimo desde 12 de Setembro de 1936, assume o cargo de Chefe de Estado em 29 do mesmo mês. Cria em 19 de Abril de 1937 a Falange Espanhola Tradicionalista e das Juntas de Ofensiva Nacional-Sindicalista, considerado um instrumento totalitário ao serviço da integridade da pátria. Assume a chefia do movimento desde os começos de 1938. Depois de vencer os republicanos em Março de 1939, protagoniza um novo regime anti-repubicano, mas sem regresso à legitimidade monárquica. Como ele dizia, encontrei a coroa numa valeta. Apesar do apoio militar recebido de nazis e fascistas, conseguiu manter a neutralidade durante a Segunda Guerra Mundial, unindo-se ao Portugal de Salazar através do Pacto Ibérico, apesar do cônsul português considerar que, de Espanha, nem bom vento nem bom casamento. O regime autoritário teve um cunho predominantemente reaccionário, inspirado em certo catolicismo integrista. Conseguiu, no entanto, assumir um pragmático desenvolvimentismo, com o apoio norte-americano e alguns ministros do Opus Dei. Preparou também a sucessão, garantindo o regresso da monarquia, não com Don Juan de Bourbon, mas com o filho deste, Juan Carlos.

Frei, Eduardo

Letra G


Gamsakhurdia, Zviad

Gandhi, Indira

Gandhi, Rajiv

Gasperi, Alcide de


(1881-1954)

  • Militante da Acção Católica, fora eleito, em 1911, deputado irredentista pelo Trieste, no parlamento austríaco.

  • Fundou com Luigi Sturzo o Partido Popular Italiano. Deputado popular desde 1921, foi preso por Mussolini em 1926.

Gaulle, Charles de


(1890-1970)


  • Presidente da República Francesa de 1961 a 1969. Oficial francês, combatente da Grande Guerra, onde foi feito prisioneiro, distingue-se como professor militar e cultor da ciência da estratégia, publicando várias obras sobre a matéria, onde reflecte uma profunda cultura. Marcado por Chateubriand, Péguy, Barrès e por Maurras, nem por isso deixa de fazer pontes com a esquerda institucional dos anos trinta, nomeadamente com Léon Blum.

  • Apesar de ter sido íntimo colaborador de Pétain, entra em rota de colisão com este, a partir da publicação de La France et son Armée, em 1938, onde defende um modelo defensivo assente em blindados. Por ocasião da invasão alemã, depois de ser comandante militar que tentou resistir acaba por alinhar com as posições de Paul Reynaud. O então coronel, rebelando-se contra o regime de Pétain, vai a partir de Londres comandar a ResistÊncia.

Gaillard, Félix

Gaitskell, Hugh

Garcia, Alan

George VI

Ghali, Bhutros Bhutros

Gierek, Edward

Goldwater, Barry

Gomulka, Wladislaw
(1905-1982)


  • Dirigente comunista polaco. Afastado por Estaline em 1953. Reabilitado em 1954. Retoma a liderança do partido de 1959 a 1971.

González, Felipe

Gorbatchov, Mikhail

Goria, Giovanni

Gottwald, Klement


(1896-1953)

  • 165

Goulart, João

Grivas, Coronel

Guevara, Ernesto Che
(1928-1967)



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