Acostamento granular dert-es-p 06/00



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Estado do Ceará

Departamento de Edificações, Rodovias e Transportes – DERT

ESPECIFICAÇÕES GERAIS PARA SERVIÇOS E OBRAS RODOVIÁRIAS

PAVIMENTAÇÃO

ACOSTAMENTO GRANULAR DERT-ES-P 06/00

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  1. DEFINIÇÃO

ACOSTAMENTO GRANULAR (AG) – É a camada granular adjacente à Base de um Pavimento Asfáltico, sendo dela uma extensão, podendo ser ou não revestida, sendo sua principal finalidade propiciar com segurança um local de parada de veículos, obtendo a necessária estabilidade para cumprir suas funções apenas devido a uma conveniente compactação, sem necessidade de nenhum aditivo para lhe conferir coesão.


O material do Acostamento Granular pode ser o mesmo da Base Granular, sendo então, a confecção simultânea. Neste caso, as duas Especificações são idênticas. É a solução adotada em Rodovias mais importantes, ou secundárias com Acostamento reduzido.
No caso de maior economia o material do Acostamento é de qualidade inferior à da Base, continuando porém praticamente as mesmas Especificações para Equipamento, Execução e Controle Tecnológico, levando-se em conta, naturalmente, os limites exigidos para os Materiais. É o caso desta Especificação.


  1. MATERIAIS

Os materiais empregados em AG devem satisfazer as seguintes condições:




  • Deve-se evitar Acostamento impermeável com Base muito permeável.




  • Na peneira n0 200 (passando em peso) (DNER-ME 80)

  • 30% (material de comportamento não laterítico)

  • 45% (material de comportamento laterítico)




  • LL  30% (não laterítico) (DNER-ME 122)

 45% (laterítico)


  • IP  8% (não Laterítico) (DNER-ME 82)

 17% (laterítico)

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  • CBR  40% (para qualquer tipo de comportamento do material)




  • Expansão (no CBR)  0,,5% (comportamento não laterítico)

 0,2% (comportamento laterítico)


(DNER-ME 49/74 com En – 26, 39 ou 55 golpes, ou a de Projeto).


  1. EQUIPAMENTO

Igual ao da Especificação DERT-ES-P 03/00 – SUB-BASE GRANULAR.




  1. EXECUÇÃO

Igual a da Especificação DERT-ES-P 03/00 – SUB-BASE GRANULAR, com as seguintes observações –




  • A execução do Acostamento deve preceder a da Base, deixando-se um pequeno excesso na largura da parte interna para depois cortá-la em face vertical.




  • Na execução de um pavimento novo pode-se misturar na pista dois materiais para o Acostamento, já que se pode usar a plataforma de Sub-Base. Para mistura de mais de três materiais é obrigatório o uso da Usina de Solos.




  • No caso de Restauração de Acostamentos a mistura de qualquer número de componentes deve ser feita em usinas de solos.




  • Deve haver compatibilidade entre a largura do Acostamento à executar e a largura do rolo compactador.


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  1. PROTEÇÃO AMBIENTAL

Os cuidados a serem observados visando a proteção do meio ambiente, no decorrer das operações destinadas a execução da camada Acostamento Granular são:


5.1. Na exploração de jazidas:
5.1.1. O desmatamento, destocamento e limpeza serão feitos dentro dos limites da área a ser escavada e o material retirado deverá ser estocado de forma que, após a exploração da jazida, o solo orgânico possa ser espalhado na área escavada para reintegrá-la à paisagem;
5.1.2. Não é permitida a queima da vegetação removida;
5.1.3. Deve ser evitada a localização de jazidas em áreas de boa aptidão agrícola, bem como é proibido em reservas florestais, ecológicas ou de preservação cultural, ou mesmo nas proximidades quando houver perigo de danos a estas áreas;
5.1.4. As áreas das jazidas, após a escavação, deverão ser recuperadas com suavização dos taludes, após a escavação, de modo a reincorporá-las ao relevo natural. Esta operação deve ser executada antes do espalhamento do solo orgânico conforme já descrito. Deverão ser seguidas as recomendações preconizadas na DERT-ES-T-05/00 e DER-ISA-05/96 – Orientações Ambientais para Instalação e Operação de jazidas e caixas de empréstimos.
5.1.5. As estradas de acesso deverão seguir as recomendações da DERT-ES-T-02/00.
5.2. Na exploração de pedreiras:
5.2.1. O produto de britagem somente será aceito após a contratada apresentar a licença ambiental de operação da pedreira à supervisão ambiental, que arquivará cópia da licença junto ao livro de ocorrências da obra;
5.2.2. Evitar a localização da pedreira e das instalações de britagem em área de preservação ambiental;
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5.2.3. Planejar adequadamente a exploração da pedreira de modo a minimizar os danos inevitáveis durante a exploração e a possibilitar a recuperação ambiental, após a retirada de todos os materiais e instalações de equipamentos;


5.2.4. Não provocar queimadas como forma de desmatamento;
5.2.5. As estradas de acesso deverão seguir as recomendações do DERT-ES-T 02/00 – caminhos de serviço e DERT-ISA- 02/96 – orientações ambientais para abertura de trilhos, caminhos de serviço e estradas de acesso;
5.2.6. Deverão ser construídas, junto as instalações de britagem, bacias de sedimentação para retenção de pó de pedra eventualmente produzidos em excesso ou por lavagem da brita, evitando seu carreamento para os cursos d’água;
5.2.7. Caso a brita seja adquirida de terceiros, exigir documentação atestando o seu Licenciamento Ambiental das instalações, assim como da sua operação, junto ao órgão ambiental competente.
5.3. Na execução
5.3.1. Os cuidados para proteção ambiental se referem à disciplina do tráfego e do estacionamento dos equipamentos;
5.3.2. Deve ser proibido o tráfego desordenado dos equipamentos fora do corpo estradal, para evitar danos desnecessários à vegetação.
5.3.3. As áreas destinadas ao estacionamento e aos serviços de manutenção dos equipamentos, devem ser localizadas de forma que resíduos de lubrificantes e/ou de combustíveis, não sejam levados até os cursos d’água.


  1. CONTROLE TECNOLÓGICO E CRITÉRIOS DE ACEITAÇÃO



    1. Materiais

A Condição essencial é que os materiais empregados no Acostamento Granular tenham características satisfazendo a esta Especificação e às Especificações Complementares e Particulares adotadas no Projeto.




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6.1.1. Controle do Comportamento Laterítico do Solo
Esse controle será feito por Jazida de Solo no início de sua exploração através de inspeção visual. Em caso de dúvida sobre a natureza do comportamento do solo serão colhidas N = 9 amostras em pontos estratégicos e, com cada uma delas, moldado um cp CBR (PM – 55 golpes) para a determinação da expansão. Sendo Xi o resultado de uma amostra X a média aritmética e s o desvio padrão, se:

fica confirmado o comportamento laterítico. Em caso contrário, os ensaios deverão ser repetidos ou ampliados e persistindo a desobediência à inequação acima, o Solo da Jazida será considerado de comportamento não laterítico.


6.1.2. Controle da Granulometria (GR), do Limite de Liquidez (LL) e do Índice de Plasticidade (IP = LLLP)
No Projeto a extensão de Acostamento Granular é dividida em Intervalos Homogênios (IH) a cada um deles correspondendo uma determinada: Jazida de Solos – Mistura de Solos (Areia é um Solo).
Para cada IH foram determinados valores estatísticos máximos e/ou mínimos para: Granulometria (por peneira da Especificação), LL e IP. A extensão de um IH de AG pode variar entre grandes limites, geralmente entre 2km e 20km.
Colhe-se para cada IH amostras espaçadas no máximo de 300m, sendo N = 9 amostras o número mínimo de amostras por IH, do material homogeneizado a seco na pista, ou no caso de usina, na correia transportadora entre o último silo e o misturador com intervalos correspondentes ao máximo de 300m (dependendo da homogeneidade do material).
Serão realizados então os ensaios de: GR (DNER-ME 80), LL (DNER-ME 122) e IP = LL – LP  (DNER-ME 82)
Se em algum resultado individual se verificar (após repetição dos ensaios):


  • LL  35%, IP  10% (comportamento não laterítico)




  • LL  48%, IP  17% (comportamento laterítico)


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  • GR (% passando na peneira n0 200)

 34% (não laterítico)

 49% (laterítico)


A Fiscalização interromperá a exploração da Jazida de Solos correspondente (supondo o AG sem mistura) e da Usina (AG com mistura).
Se for verificado que o ponto defeituoso corresponde apenas a uma pequena zona restrita ou ao fundo da jazida considerada, substitui-se o material correspondente (já compactado ou não) continuando-se com a Jazida. Se tal não se der faz-se um reestudo da Jazida com pelo menos 9 coletas de amostras para os ensaios de – GR, LL, IP, CBR* e de Equivalente de Areia – EA (DNER-ME 54), calculando-se os valores estatísticos de Xmax e Xmin que devem satisfazer às inequações apresentadas no ítem 2. MATERIAIS desta Especificação, para a “aprovação” (AP) da jazida.

* ver ítem 6.1.3.


Se as inequações: Xmax(LL) 45% e Xmax(IP) 17% (laterítico)

Xmax(LL) 30% e Xmax(IP) 8% não forem satisfeitas

mas se Xmax(EA) 30% a jazida é (AP) para LL e IP.


Se Xmin(GR) 49% (laterítico) e Xmin(GR) 35% (não laterítico) mas, se CBR 45% a jazida passa a ser considerada (AP) para Granulometria.
No caso de AG com mistura deve se reestudar cada componente e as respectivas %. A retomada dos serviços somente após a solução de todos os problemas.

Os valores estatísticos acima referidos, para: GRLLIPEA, são calculados pelas seguintes fórmulas:

Xmáx = onde:

Xmin =




e para CBR:


Xmin =
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Para cada N = 9 amostras correspondentes a um segmento pertencente a um determinado IH (um certo material) de no máximo 300m x 9 = 2.700m de extensão, faz-se os cálculos para os valores estatísticos, de acordo com as fórmulas já apresentadas. A cada IH deve corresponder no mínimo N = 9 amostras.
Se Xmáx e Xmin correspondentes ao segmento examinado obedecem as inequações:
a) Xmax (% pass. Pen. N0 200)  30% (não laterítico)

 45% (laterítico)


b) Xmax(LL)  30% (n.laterítico) – Xmax  45% (laterítico)

Xmax(IP)  8% (n.laterítico) - Xmax  18% (laterítico)

então, o segmento examinado está “aprovado” (AP) no que diz respeito a: GR, LL e IP.
Se tal não se verifica, mas se:
a) Xmax(% pass.pen. n0 200) 35% (náo laterítico)

e

CBR 45%: (para compensar a granulometria)


b) Xmax(LL)  35% (n.laterítico) – Xmax(LL)  48% (laterítico)

Xmax(IP)  10% (n.laterítico) – Xmax(IP)  17% (laterítico)

e

EA 30% (para compensar LL e IP)

então, o segmento examinado está “aprovado sob reserva” (APSR).


Só serão admitidos no máximo:

2 (APSR) consecutivos e

4 (APSR) consecutivos ou não;

exauridos esses limites o segmento examinado é considerado “não aprovado” (NAP).

Todo o segmento examinado (NAP), compactado ou não, deve ser substituído.
6.1.3. Controle do Índice Suporte Califórnia (CBR) e da Expansão (no CBR)

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Aproximadamente nos mesmos pontos onde foram colhidas as amostras para ensaios de GR, LL e IP serão colhidas na pista (inclusive mistura em Usina), imediatamente antes da compactação e após a verificação e aprovação do teor de umidade na pista, amostras para o ensaio CBR com expansão (na energia do Projeto ou do ítem 6.2.2) a cada no máximo 300m, enviadas para o Laboratório de Campo em sacos plásticos (teor de umidade constante).


Para N = 9 amostras correspondentes a um segmento pertencente a um determinado IH (um certo material) de no máximo 300m x 9 = 2.700m de extensão, faz-se os cálculos para os valores estatísticos já definidos com as fórmulas já apresentadas. A cada IH deve corresponder no mínimo N = 9 amostras.
Se, Xmax (CBR) e Xmax (Expansão) obedecem as inequações:

Xmin =


e

Xmax(Expansão) = Xmax = (laterítico)

 0,5% (não laterítico)

o segmento examinado é considerado “aprovado” (AP)



Se as inequações acima não forem satisfeitas pode-se, intercalar mais 8 amostras tiradas na Pista (provavelmente já compactada) entre as 9 já tiradas e ensaiadas. Refaz-se os cálculos com N’= 8 + 9 = 17 ensaios e se as inequações acima forem satisfeitas o segmento examinado é considerado (AP) quanto ao CBR e Expansão.
Em caso contrário o segmento examinado é declarado “não aprovado” (NAP), devendo seu material ser substituído (inclusive com adição de materiais). Neste caso, deve-se novamente e do mesmo modo executar os ensaios de: GRLLIPCBR/ExpansãoEA (se necessário).
6.2. Execução
A condição essencial para garantir uma boa execução é que o Grau de Compactação GC atinja o mínimo especificado.


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Pode-se evitar aborrecimentos e prejuízos evitando-se levar para a pista materiais fora do especificado, ou seja fiscalizando-se a Exploração de Jazidas, conforme detalhado a seguir.
6.2.1. Exploração de Jazidas de Solos
A Fiscalização manterá permanentemente na obra um “Fiscal de Jazida” que visitará, em todos os dias trabalháveis, as Jazidas de Solos em exploração, observando o modo de exploração e a natureza dos materiais obtidos. Cuidados especiais serão dedicados a evitar que sejam cavados “fundos de jazidas” com solos diferentes dos indicados no Projeto.
O “Fiscal de Jazida” deverá impedir que materiais suspeitos sejam transportados para a Pista. Quaisquer fatos considerados graves deverão ser comunicados ao “Engenheiro Fiscal”, que ajuizará sobre a necessidade ou não de suspender os serviços de exploração, e que tomará as providências julgadas cabíveis.
6.2.2. Determinação no Campo da Faixa de Umidade de Compactação e da Ds,máx Considerada Padrão
Para o Acostamento Granular o Projeto deve definir, entre outras, as seguintes características:
a Energia de Compactação (número de golpes) – En;


  1. a Faixa de Umidade de Compactação (hot – x)% a (hot + y)%




  1. a Massa Específica Aparente Seca Máxima (Ds,máx).


Nota: A Massa Específica Aparente Seca MáximaDs,máx embora também definida no Projeto deve, para uma melhor precisão da determinação do Grau de Compactação (GC), ser determinada no Campo.
Se não houver definição de Projeto no que se refere a a) e b), deve-se assim proceder:

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A.1) Mistura em Usina (Mistura de 2 ou mais Solos)

No início dos serviços, quando já houver sido estocada uma quantidade razoável dos materiais constituintes e já ter sido testada a usina de Solos, executa-se com uma amostra colhida na correia transportadora, entre o último silo e o misturador, o ensaio de compactação/CBR (DNER-ME 49) as umidades (h) determinadas com o Speedy (DNER-ME 52) ou com o alcool (DNER-ME 88), de modo a se obter 3 curvas de compactaçãoEn (golpes: 26, 39 e 55 golpes), uma para cada energia, com 5 pontos cada. Levando-se em conta o CBR necessário, a Fiscalização escolhe uma das 3 energias de compactação, cuja curva define hot. Se outra En é definida no Projeto, determina-se uma curva de compactação/CBR (com 5 pontos) pelo (DNER-ME 49), as umidades com Speedy (DNER-ME 52) ou alcool (DNER-ME 88) e determina-se, então, o hot. Adota-se para a faixa de umidade de compactação o intervalo (hot – 2,0)% a (hot + 0,5)%, ou de preferência, obtendo-se os valores de x e y das curvas Ds x h e CBR x h (note-se que na Fig. 10 do DNER-ME 49 os máximos de Ds e de CBR ocorrem para um mesmo hot, enquanto usualmente o CBRmax ocorre para um h hot). A Fiscalização pode, então fixar os valores de x e y contanto que sempre se tenha: x 0,5%, y 0,5% e 2,5 (x + y) 3,5%.


A Ds,max obtida na citada curva de compactação/CBR com energia En será a considerada como padrão para o controle do Grau de CompactaçãoGC.
A Curva de Compactação/CBR será repetida aproximadamente cada 500m (0,5km) de extensão de AG, ou a cada 100m (0,1km) se for notada heterogeneidade no material, definindo-se assim o domínio da Ds,máx padrão para um segmento uniforme de determinada dimensão.
A.2) Mistura na Pista – Igual ao procedimento A.1 com a seguinte diferença: a amostra para o traçado da curva de compactação/CBR é colhida após a homogeneização a seco na pista a cada 300m (0,3km), ou a cada 100m (0,1km) se for notada heterogeneidade no material, devendo-se “amarrar” cada local da coleta a uma estaca inteira.
6.2.3. Controle do Teor de Umidade de Compactação (hc)
Serão feitas n determinações aleatórias de hc imediatamente antes da compactação de um segmento uniforme a compactar ao qual corresponde uma faixa de umidade de compactação (hot – x) a (hot + y) definida no Projeto ou como no ítem 5.2.2, sendo nextensão de segmento em metro/100, com 2  n 

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Determina-se hc com o mesmo método usado em 6.2.2 (Speedy ou Alcool) e se hot for definido em Projeto (em estufa) deve-se fazer a correlação com o Speedey ou com o Alcool.
Só será permitida a compactação do segmento se todos os hc estiverem no intervalo definido no Projeto ou no ítem 6.2.2.
6.2.4. Controle do Grau de Compactação – GC
GC é definido como a relação percentual entre a massa especifíca aparente seca (Ds), geralmente chamada de “densidade aparente seca”, e a massa especifica aparente seca máxima Ds,máx (ou “densidade aparente seca máxima).


Ds – obtida ïn situ” (DNER-ME 92, frasco de areia – speedy ou alcool, o adotado em 6.2.2).
Ds,máx – obtida como em 6.2.2 (para o segmento uniforme a compactar)




A cada no máximo 100m de pista, na ordem; bordo direito – eixo – bordo esquerdo – bordo direito, etc., a 40cm do bordo da plataforma de Base determina-se a Ds “in situ” e considerando-se a Ds,máx correspondente (o pertencente ao segmento uniforme a executar no qual se faz a determinação de Ds “in situ”) determina-se o GC. No caso de mistura na Pista o ensaio de Ds ïn situ” deve ser realizado exatamente no local de onde se retirou a amostra para Ds,máx.


Para que uma certa extensão de Acostamento Granular seja considerada “aprovada” (AP) é necessário que em todos os seus n pontos ensaiados tenha-se GC 100%. Em caso contrário a extensão de Acostamento Granular é considerada não aprovada (NAP), não sendo liberada a execução da camada sobrejacente. Nesse caso, o Engenheiro Fiscal mandará repetir os ensaios e, continuando a desaprovação dever-se-á escarificar e recompactar a extensão de influência de cada ponto considerado deficiente, todos os ônus por conta da Construtora.

Após a obtenção de cada N = 9 resultados, calcular-se-á o desvio padrão - , considerando-se a compactação homogênea se s  1,6 .



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Se após 4 conjuntos de N = 9 resultados, consecutivos ou acumulados, a inequação acima não for satisfeita, o “Engenheiro Fiscal” paralizará o serviço de compactação e procederá a um minucioso exame dos equipamentos e da técnica de execução empregadas, tomando então as medidas julgadas cabíveis.
6.2.5. Registro do Controle Tecnológico
Todos os resultados obtidos no Controle Tecnológico serão anotados, acompanhados das observações pertinentes à performance dos serviços, de modo que na conclusão da Pavimentação sejam preenchidas as fichas e gráficos de acordo com o modelo fornecidos pelo DERT-CE, assinados pelo Engenheiro Fiscal e pelo Engenheiro Encarregado da Construção.
Para cada jazida ou Tipo de Material deverão ser calculados estatísticamente todas as características obtidas nos ensaios, de modo se poder compará-las com as do Projeto.
O Registro do Controle Tecnológico é muito importante para o Gerenciamento do Pavimento.

7. CONTROLE GEOMÉTRICO E CRITÉRIOS DE ACEITAÇÃO

Há dois casos a se considerar:
10 Caso – Os acostamentos são executados simultaneamente com a Base.

Neste caso o controle geométrico do Acostamento é feito juntamente com o da Base.



20 Caso – Os Acostamentos são executados separadamente da Base.

Neste caso o controle geométrico da camada de acostamento será controlada conforme descrito a seguir.


7.1. Controle de Cotas
Após a execução dos Acostamentos, proceder-se-á a relocação do eixo e marcar-se-á em cada estaca, à trena, os seguintes dois pontos por acostamento:


  • 1 correspondente ao bordo interno do Acostamento (igualmente coincidente com o bordo do Revestimento da Pista de Rolamento).


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  • 1 correspondente ao bordo externo do Acostamento.

Os 2 pontos serão nivelados e suas cotas comparadas com as do projeto, não se tolerando cotas fora do intervalo (C  2)cm, sendo C a cota do Projeto.


No caso do Revestimento ser um Tratamento Superficial, exige-se um Acostamento mais bem “acabado” geometricamente, passando a tolerância de cotas por ponto individual para (C – 1,5)cm e (C + 1,5)cm.
Se o acostamento Granular não atender ao controle de cotas, ele deverá ser refeito.
7.2. Controle de Espessura
A espessura da camada de cada acostamento será controlada no seu bordo interno, por comparação entre a cota do ponto correspondente, nivelado na camada subjacente, e a do acostamento recém executado.
Serão admitidas as seguintes tolerâncias:


  1. Para o valor individual de espessura: o intervalo (h – 2)cm) a (h + 4)cm, sendo h = espessura do projeto.




  1. Para a espessura mínima estatística do segmento a ser controlado: hmin  (h – 1,0)cm, calculando-se hmin pela seguinte fórmula:

Hmin =



Onde: e

Sendo Xi = valor individual da espessura

N = número de valores (N  9)
Não será tolerado nenhum valor individual de espessura fora do intervalo especificado e de espessura mínima estatística inferior a espessura do projeto em mais de 1 centímetro. O serviço “não aprovado” (NAP) será refeito.

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7.3. Controle da Largura e da Flecha de Abaulamento
Para cada estaca (de 20 em 20m) será determinada:


  1. a largura de cada acostamento, com trena;




  1. a flecha de abaulamento, utilizando-se para tal o nivelamento feito para o controle de cotas.




  • O “serviço será aprovado” (AP), quanto à largura e a flecha de abaulamento do Projeto, se, para cada valor individual, os seguintes limites de tolerâncias “não forem ultrapassados”.




  •  10cm quanto a largura




  • até 20%, em excesso, para a flecha de abaulamento, não se tolerando falta.

O serviço “não aprovado” (NAP) será refeito.


8. MEDIÇÃO

O Acostamento Granular será medido pelo volume (V) da camada concluída, me metros cúbicos, calculado pela seção de projeto.

V = Área da Seção do Projeto x Extensão Executada


9. PAGAMENTO



Os serviços serão pagos pelo preço unitário contratual para o volume de Acostamento Granular executado, medido conforme o ítem anterior, estando nele incluído todos os custos das fases de execução, tais como: utilização de equipamentos, veículos, ferramentas, mão de obra, encargos, transporte, impostos, eventuais, bem como a indenização de materiais e lucro.





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