Acostamentos



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DIRENG

ESPECIFICAÇÕES GERAIS PARA OBRAS DE






INFRA-ESTRUTURA AEROPORTUÁRIA

DATA:

SDE

ACOSTAMENTOS

FOLHA:




1 - OBJETIVO
Esta Especificação fixa as condições de execução de acostamentos granulares constituídos de solos, misturas de solos, solos com materiais britados, materiais britados ou produtos totais de britagem.
Os acostamentos constituídos de solo e  material  britado são comumente designados de SOLO-BRITA, e os constituídos exclusivamente de produtos de britagem, acostamentos de brita graduada.
2 - MATERIAIS
O acostamento deve ser executado com materiais que preencham os seguintes requisitos:
- na parte correspondente às camadas de reforço de sub-leito e de sub-base, os acostamentos  devem ser constituídos pelo mesmos materiais empregados na construção daquelas camadas;
- na  parte  correspondente  à  camada de base, os acostamentos devem   ser  constituídos  por  materiais que atendam às seguintes características:
a) devem possuir porcentagem passando na peneira nº 200 menor ou igual a 35%;
b) a fração que passa na peneira nº 40 deverá apresentar limite de liquidez inferior ou igual a 40% e índice de plasticidade inferior ou igual a 10%;
c) o Índice de Suporte Califórnia não deverá ser inferior a 60% e a expansão máxima será de 0.5%, determinados segundo o método DNR-ME 49-64 e com a energia do método AASHTO T-180.
No caso de acostamento de solo melhorado com cimento, o solo, o cimento e a água deverão apresentar os mesmos requisitos exigidos para base de solo melhorado com cimento (item 3.6).
3 - EQUIPAMENTO
Para a execução de acostamento säo indicados os seguintes equipamentos:
a) motoniveladora com escarificador;
b) pulvi-misturador;
c) carro-tanque distribuidor de água;
d) rolos compactadores vibratório, pneumático ou liso;
e) grade de discos;
f) central de mistura.
Além desses, podem ser usados outros equipamentos aceitos pela Fiscalização.


4 - EXECUÇÃO
Na parte correspondente às camadas de reforço do subleito e de sub-base, os acostamentos devem ser construído como alargamentos destas camadas e nas mesmas condições de execução e controle.
Quando o acostamento não for executado simultaneamente à base, a sua execução compreende as operações de espalhamento, mistura e pulverização, umedecimento ou secagem, compactação e acabamento de material selecionado, sobre a camada subjacente, de acordo com os alinhamentos e cotas indicados no projeto e condições estipuladas nesta Especificação.
O subleito ou sub-base, antes da construção do acostamento, deve ser preparado e acabado de acordo com a especificação correspondente.
O material para o acostamento deve ser espalhado sobre a camada subjacente, de modo a evitar segregação, e em quantidade tal que permita obter a espessura especificada após a compactação.
Os materiais de acostamento devem ser explorados, preparados e espalhados de acordo com as Especificações Complementares.
Quando houver necessidade de executar camadas de acostamento com espessura final superior a 20 cm, estas serão subdivididas em camadas parciais, nenhuma delas excedendo a espessura de 20 cm. A espessura mínima de qualquer camada de acostamento deve ser de 10 cm, após compactação.
O grau de compactação deve ser, no mínimo, 100% em relação à massa específica aparente seca máxima, obtida no ensaio AASHTO T-180, e o teor de umidade deverá ser a umidade ótima do ensaio citado ± 2%.
No caso de base de solo melhorado com cimento, a parte   correspondente    ao  acostamento     poderá   ser feita, simultaneamente, com o mesmo material e mesmas exigências de execução.
No caso de somente o acostamento ser de solo melhorado com cimento, exigir-se-á que, após o tratamento com o cimento, a mistura apresente um ISC mínimo de 60% e uma expansão máxima de 0.5%. O ensaio do ISC deve ser realizado em corpos de prova preparados do seguinte modo:
a)  o cimento é incorporado e misturado ao solo úmido, deixando-se a mistura solta por um período mínimo de 72 horas;
b) os corpos de prova do ensaio ISC devem ser deixados em embebição durante um período de 4 dias e depois penetrados;
c) o ISC deve ser realizado até a penetração de 0.5 polegada, de modo a ser possível o traçado, com precisão, da curva pressão - penetração; no caso de não ser possível atingir a penetração de 0.5 polegada, o corpo de prova deve ser destorroado, recomeçando-se o processo de determinação do ISC, como descrito;
d) o teor de cimento a adotar deve ser o menor valor que conferir ao solo um ISC maior ou igual ao acima especificado. Não devem ser usados teores de cimento menores do que 2%, em relação ao solo seco.

5 - CONTROLE
5.1 - CONTROLE TECNOLÓGICO
5.1.1 - Ensaios
Devem ser procedidos:
a) determinações de massa específica aparente in situ a cada 500 m2 de área, no máximo, nos pontos onde forem coletadas as amostras para os ensaios de compactação;
b) uma determinação do teor de umidade a cada 500 m2 de área, imediatamente antes da compactação;
c) ensaios de caracterização (limite de liquidez, limite de plasticidade e granulometria, respectivamente, segundo os métodos NBR 6459/80, NBR 7180/82 e DNER-ME 80-64) a cada 1000 m2, no máximo, e dois grupos de ensaio por dia, no mínimo;
d) um ensaio do ISC, com a energia de compactação do método AASHTO T-180, a cada 2000 m2 de área, no máximo, e um ensaio a cada dois dias, no mínimo;
e) um ensaio de compactação, segundo o método AASHTO T-180, para determinação da massa específica aparente seca máxima, a cada 500 m2 de área; o número de ensaios de compactação poderá ser reduzido, desde que se verifique a homogeneidade do material.
No caso de acostamento de solo melhorado com cimento, o controle tecnológico e a aceitação devem ser os mesmos constantes da Especificação de base de solo melhorado com cimento (item 3.6).
5.1.2 - Aceitação
Os valores máximo e mínimo decorrentes da amostragem, a serem confrontados com os valores especificados, devem ser calculados pelas seguintes fórmulas:
             

x = x + (s/n).(1- ó).t

máx n-1


x = x - (s/n).(1- ó).t

mín n-1


onde: s = (õ(X-X)²/(n-1) , X = õ X/n
(1-ó).t = percentual obtido de tabela de distribuição de Student;

n-1

n = número de elementos da amostra ou número de determinações ou ensaios feitos;
(1- ó ) = intervalo de confiança da média.
Pode-se tomar (1- ó) = 80%, ou seja, 10% para cada área extrema ou da cauda não incluída no intervalo de confiança.
O número n deve ser igual ou superior a 9.
No caso de não aceitação dos serviços pela análise estatística, a área considerada será subdividida em sub-áreas e o material coletado em cada uma delas deve ser submetido a um ensaio.
Para os ensaios do ISC, cada uma dessas sub-áreas terá, no máximo, 250 m2.
As áreas serão dadas como aceitas, tendo em vista os resultados dos ensaios, face aos valores exigidos pelas especificações.
5.2 - CONTROLE GEOMÉTRICO
Após a execução, o acostamento deverá apresentar os alinhamentos e cotas previstos no projeto, permitindo-se as seguintes tolerâncias:
a) largura não inferior ao projeto;
b) na verificação da conformidade da superfície não devem ser toleradas flechas maiores do que 1.5 cm, quando determinadas por meio de régua de 3 m;
c) a espessura de acostamento, tomada ao longo de seu eixo longitudinal, e determinada pela expressão de X min do item 5.1.2, não deve ser menor do que a espessura de projeto menos 1 cm.

Na determinação de X, devem ser utilizados pelo menos 9 valores de espessuras individuais X, obtidos por nivelamento de alinhamentos paralelos distantes de 3.5 m entre si, antes e depois das operações de espalhamento e compactação.


Não se tolerará nenhum valor individual de espessura fora do intervalo de ± 2cm em relação à espessura de projeto.
6 - MEDIÇÃO
O acostamento deve ser medido por metro cúbico de material compactado e segundo a seção transversal do projeto.
No cálculo dos volumes, obedecidas as tolerâncias fixadas, deve ser considerada a espessura média (X), calculada como indicado no item 5.1.2.

Quando X for inferior à espessura de projeto, será considerado o valor X e quando X for superior à espessura do projeto, será considerada a espessura do projeto.


7 - PAGAMENTO
O preço unitário inclui as operações de limpeza e expurgo de ocorrência de materiais, escavação, transportes, espalhamento, mistura e pulverização, umedecimento ou secagem, compactação e acabamento.
No caso de acostamento de solo melhorado com cimento, além das operações citadas, deverá ser considerado o custo do cimento.

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