Aditivos na ensilagem do capim-elefante



Baixar 239.43 Kb.
Página1/3
Encontro15.12.2017
Tamanho239.43 Kb.
  1   2   3

ADITIVOS NA ENSILAGEM DO CAPIM-ELEFANTE.
I. COMPOSIÇÃO BROMATOLÓGICA DAS FORRAGENS E DAS RESPECTIVAS SILAGENS1

JOÃO BATISTA DE ANDRADE2 e WAGNER LAVEZZO3


RESUMO - Foi realizado um ensaio para avaliar os efeitos da adição de 0, 8, 16 e 24% de matéria seca de rolão de milho, farelo de trigo e sacharina na forragem verde de Pennisetum purpureum Schum. cv. Guaçu, no momento da ensilagem. O delineamento utilizado foi o de blocos ao acaso com parcelas subdivididas. Nas parcelas estudaram-se os aditivos e os níveis, e, nas subparcelas, os tipos de forragem (forragens + aditivos e suas silagens). A capineira foi fertilizada com 20 t/ha de esterco verde de curral e 80, 160 e 160 kg/ha de P2O5, N e K2O, respectivamente. A forragem foi ensilada em silos experimentais (bombonas de plástico de 200 L). Verificaram-se aumentos lineares nos teores de matéria seca com o uso dos aditivos, e o rolão de milho foi o que mais elevou essa característica. A adição de farelo de trigo e sacharina elevou a porcentagem de proteína bruta e carboidratos solúveis, enquanto a aplicação de rolão de milho reduziu-os. A ensilagem do capim exclusivo ou com 8% dos aditivos causou perdas de componentes solúveis da matéria seca (proteína bruta, cinzas e extrativos não nitrogenados) e permitiu aumentos relativos dos componentes menos solúveis (fibra bruta e matéria orgânica ).

Termos para indexação: Pennisetum purpureum, nutrição animal.


ADDITIVES TO ELEPHANT GRASS ENSILAGE.
I. CHEMICAL COMPOSITION OF FODDER AND SILAGES

ABSTRACTThe effect of the addition of ground ear corn with husks, wheat bran and saccharin, on the rate of 0, 8, 16 and 24% (dry weight of additive/wet weight of cut green grass), upon the chemical composition of both fodder and silage of Pennisetum purpureum Schum. cv. Guaçu was evaluated. A split-plot randomized block design was used. The plots were the additives and their levels and the sub-plots the material types (forage + additives and their silages). The grass was fertilized with 20 t/ha of green manure and 80, 160 and 160 kg/ha of P2O5, N and K2O, respectively. The material (chopped grass mixed with the levels of the additives) was ensiled in experimental silos (200 L plastic vessels). The dry matter percentages increased linearly as additive levels increased, being greater the effect of ground ear corn with husks. Wheat bran addition and saccharin increased the crude protein and soluble carbohydrates percentages while the ground ear corn with husks addition decreased them. Losses of dry matter soluble compounds (CP, ash and NFE) and a relative rise in the less soluble compounds (CF and organic matter) were observed.

Index terms: Pennisetum purpureum, animal nutrition.
______________________________

 1Aceito para publicação em 6 de maio de 1998.

Extraído da Tese apresentada pelo primeito autor à UNESP, Botucatu.



2 Eng. Agr., Dr., Instituto de Zootecnia, Rua Heitor Penteado, 56, CEP 13460-000 Nova Odessa, SP.

3 Méd. Vet., Dr., Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, UNESP, Faz. Experimental do Lageado, Caixa Postal 237, CEP 18 600-000 Botucatu, SP.

INTRODUÇÃO
O capim-elefante, por ser uma planta perene de alto potencial de produção e de boa composição bromatológica, apresenta-se como alternativa economicamente mais atrativa que outras culturas anuais para produção de silagem (Tosi, 1973 ). Para essa finalidade, têm sido recomendados cortes da forragem quando nova, visando a um melhor valor nutritivo; porém, é necessário adotar meios de eliminar o excesso de umidade da planta (Gordon, 1967; Tosi, 1973; Boin, 1975; Lavezzo, 1981; Faria, 1986). Segundo Jackson & Forbes (1970), o consumo de matéria seca da silagem é maximizado quando esta possui teor de matéria seca próximo de 35%.

Em processos de ensilagem sob condições de laboratório, onde são tomados cuidados quanto ao tamanho do corte da forragem e compactação da massa, têm sido verificados bons padrões de fermentação, mesmo utilizando-se plantas com baixo teor de matéria seca (Henrique, 1990). Ainda nesses processos, não tem ocorrido o superaquecimento da massa, o que provocaria, segundo Goering et al. (1973), o aumento da porcentagem de N insolúvel em detergente ácido, que é pouco digerido no rúmen (Yu & Thomas, 1975, 1976; Abdalla et al., 1988).

A porcentagem de carboidratos solúveis para promover bons padrões de fermentação da massa ensilada segundo Kearney & Kennedy (1962) está por volta de 15% na matéria seca. Para as cultivares de capim-elefante, Silveira et al. (1979) e Lavezzo et al. (1983) observaram teores que variavam de 9,76 a 13,93% quando cortaram a forragem com 60 a 75 dias de crescimento.

Van Onselen & Lopes (1988) detectaram aumento de 163% no teor de carboidratos solúveis quando adicionaram 7 kg de fubá de milho por tonelada de capim-elefante cortado aos 105 dias de crescimento vegetativo. Elias et al. (1990) determinaram na sacharina teor de carboidratos solúveis ao redor de 40% na matéria seca. Esse resultado sugere que a adição desse produto à forragem de capim-elefante deve aumentar o teor de carboidratos solúveis.

Gutierrez (1975) verificou que o poder tampão médio de 15,27 e.mg de HCl/100 g MS encontrado em quatro cultivares de capim-elefante, cortadas aos 67 dias de crescimento, não constituíam empecilhos para o rápido abaixamento de pH. Nas cultivares Mineiro e Vrukwona, cortadas com 60 e 75 dias de vegetação, Lavezzo (1981) observou valores de 25,20 a 21,95 e.mg de HCl/100 g de matéria seca.

Quanto à comparação do material a ser ensilado e das respectivas silagens, não foram encontrados trabalhos na literatura efetuados com o capim-elefante. Demarchi (1993) observou pouca alteração na composição bromatológica quando comparou as forragens de sorgo e suas silagens. Todavia, vale lembrar que neste estudo os teores de matéria seca das forragens e das suas silagens foram sempre altos, próximo ou acima de 30%. Em silagens com baixo teor de matéria seca, podem ocorrer perdas, em virtude do desenvolvimento de fermentações secundárias que produz CO2 e H2O (Lavezzo, 1981). Nessas condições, podem ainda ocorrer perdas de proteína bruta, decorrentes da transformação em N amoniacal e volatilização deste na secagem da amostra no laboratório (Boin, 1975).

Este trabalho objetivou estudar o efeito da adição de rolão de milho, farelo de trigo ou sacharina sobre a composição bromatológica da forragem de capim-elefante + aditivos e de suas respectivas silagens.
MATERIAL E MÉTODOS
O estudo foi realizado com capim-elefante (Pennisetum purpureum Schum.) cultivar Guaçu, proveniente de uma capineira já estabelecida há vários anos, na Estação Experimental Central de Nova Odessa.

A área experimental foi submetida a um corte de rebaixamento em julho de 1992, época em que foi realizada uma aplicação de 20.000 kg/ha de esterco verde de curral.

Em dezembro de 1992, foi efetuado corte de uniformização, utilizando-se uma segadeira regulada para cortar a 10 cm acima da superfície do solo. Após este corte foram aplicados 80 kg de P2O5, 160 kg de N e 160 kg de K2O/ha, utilizando-se para tanto, superfosfato simples, sulfato de amônio e cloreto de potássio. A adubação com nitrogênio e potássio foi parcelada em duas aplicações, sendo metade após o referido corte e metade 30 dias depois.

A forragem foi colhida com colheitadeira de forragem marca J. F. Nogueira, modelo J. F. 90, regulada para cortar a forragem em partículas de 3 mm. A colheita foi realizada após 62 dias do corte de uniformização, a uma altura de 10 cm da superfície do solo.

Para confecção das silagens, foram utilizados três aditivos: rolão de milho, farelo de trigo, e sacharina. O milho para preparo do rolão era da safra de 1991, e se encontrava em bom estado de conservação. O farelo de trigo utilizado foi adquirido no comércio local, e a sacharina foi preparada no Instituto de Zootecnia, como relatado em Henrique et al. (1993).

Os aditivos foram adicionados à forragem fresca de capim-elefante, recém-picado, em quatro níveis, ou seja, 0, 8, 16 e 24% de matéria seca do aditivo.

A composição bromatológica do capim-elefante e dos aditivos utilizados está apresentada na Tabela 1.
TABELA 1. Composição bromatológica do capim-elefante e dos aditivos utilizados, dada em porcentagem de matéria seca (MS), proteína bruta (PB), fibra bruta (FB), extrato etéreo (EE), cinzas (CZ), extrativos não nitrogenados (ENN) e matéria orgânica (MO)1.


Item

Forragem

Sacharina

Farelo

Rolão

MS

12,40

87,86

89,46

89,84

PB

10,46

12,57

16,45

9,05

FB

36,22

17,48

9,03

11,16

EE

3,40

1,98

5,18

4,22

CZ

10,55

3,74

5,14

1,39

ENN

39,37

64,23

63,40

74,18

MO

89,45

96,26

94,86

98,68

1 Valores expressos em porcentagem na matéria seca.
Como silos experimentais foram utilizadas bombonas (barricas de plástico) de 200 litros, as quais foram hermeticamente fechadas após o seu enchimento. A compactação do material foi efetuada no interior do silo experimental.

Como a forragem de capim-elefante neste estádio de desenvolvimento tinha um teor de umidade muito elevado para o processo de ensilagem, foram colocados 2 kg de feno moído em peneira de 1 polegada, no fundo de cada bombona, para absorver parte da umidade. Sobre o feno foi colocada uma tela de náilon para separar este da silagem.

Para facilitar a amostragem das silagens, foi colocado no interior de cada silo experimental uma barra de cano de pvc, de 3 polegadas, que tinha a sua parede toda perfurada (furos de 1 polegada). Esta barra de altura igual a bombona também foi enchida, compactada com um cabo de vassoura.

No momento da ensilagem de cada tratamento, após a mistura do aditivo com a forragem, foram retiradas amostras do material, que após a homogeneização foram divididas em duas porções, sendo uma colocada em estufa de ar forçado regulada a 60-650C, para secagem, até atingir peso constante. Esta amostra, moída em moinho com peneira de 1 mm, foi utilizada para a determinação do poder tampão, teor de matéria seca a 1050C, proteína bruta, fibra bruta, extrato etéreo, matéria mineral e N insolúvel em detergente ácido. As determinações de matéria orgânica e extrativo não nitrogenados foram efetuadas por cálculo. Estas mesmas análises foram realizadas em cada um dos aditivos utilizados, à exceção da análise de poder-tampão.

A outra porção da amostra foi armazenada em freezer a -200C, sendo tal material utilizado na determinação dos teores de carboidratos solúveis. Antecedendo esta determinação em laboratório, as amostras verdes foram moídas após imersão em N líquido, por cerca de 5 minutos.

As análises para determinação de matéria seca, proteína bruta, fibra bruta, extrato etéreo e extrativo não nitrogenados, matéria mineral e matéria orgânica das amostras, foi realizada segundo os métodos descritos pela Association of Official Agricultural Chemists (1975), e os teores de carboidratos solúveis foram determinados nas amostras segundo a metodologia de Dubois et al. (1956). O poder tampão, determinado em HCl, foi quantificado de acordo com a técnica utilizada por Playne & McDonald (1966).

O estudo dos efeitos da aplicação dos aditivos e dos níveis destes sobre a composição bromatológica das forragens e das respectivas silagens foram efetuados por meio de delineamento estatístico de blocos ao acaso, com parcelas subdivididas e com três repetições; nas parcelas experimentais estudaram-se os efeitos dos três aditivos e dos quatro níveis, e nas subparcelas, os efeitos nas forragens e nas silagens.

Ainda quanto à comparação entre as forragens + aditivos e suas silagens, foram efetuadas análises de regressões relativas a níveis, desdobrada, para níveis dentro de material e níveis dentro de aditivos, dependendo da ocorrência, ou não, de interação.

Quando houve necessidade, os valores de porcentagem foram transformados em arco seno p onde p é a porcentagem da característica.

As comparações das médias foram efetuadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Todos os procedimentos estatísticos foram realizados de acordo com Pimentel-Gomes (1970).


RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os resultados (Tabela 1) sugerem que o capim utilizado estava com bom valor nutritivo, porém com baixo teor de matéria seca. Os aditivos apresentavam composição compatível com os relatados na literatura.

As porcentagens de matéria seca nas forragens e nas silagens são mostradas na Tabela 2. Os resultados da análise de variância relativos a porcentagem de matéria seca mostraram que houve diferenças significativas entre aditivos (P < 0,01), níveis (P < 0,01) e tipos de forragens (P < 0,01), e ainda ocorreu interação entre aditivos e níveis (P < 0,01). Os coeficientes de variação determinados na análise, dessa característica foram 4,56 e 6,63%.


TABELA 2. Porcentagens de matéria seca das forragens e das respectivas silagens de capim-elefante com adição de 0, 8, 16 e 24% de matéria seca de sacharina, farelo de trigo e rolão de milho1.


Nível de

Aditivo

Média

aditivo (%)

Sacharina

Farelo

Rolão







Na forragem




0

12,56

12,30

12,34

12,40

8

16,50

20,00

17,63

18,04

16

22,63

23,58

25,42

23,94

24

27,71

28,65

32,37

29,57

Média

19,85

21,13

21,94

20,97B




Na silagem




0

13,70

13,50

13,55

13,58

8

18,18

19,14

21,64

19,65

16

22,93

24,21

26,41

24,52

24

27,10

30,46

33,65

30,40

Média

20,47

21,83

23,81

22,04A

Média geral

20,16

21,48

22,87




1 Médias seguidas de letras distintas diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.
Pode-se verificar, pelos dados, que a porcentagem de matéria seca da forragem (20,97%) foi menor que a verificada na silagem (22,04%). Esses resultados mostram que em silos com dispositivos para eliminar o efluente produzido pode ocorrer uma elevação do teor de matéria seca da silagem em relação ao material ensilado.

Os aditivos elevaram a porcentagem de matéria seca dos tratamentos (média de forragens e silagens) de forma linear, porém, o rolão de milho mostrou-se mais eficiente que o farelo de trigo, e este, por sua vez, foi superior à sacharina. Essas elevações nas porcentagens de matéria seca dos tratamentos com adição de sacharina, farelo de trigo ou rolão de milho são representadas pelas equações y = 12,9218 + 0,6035 x, com P < 0,01 e R2 = 0,9978, y = 13,3350 + 0,6788 x, com P < 0,01 e R2 = 0,9937 e, y = 12,9040 + 0,8308 x, com P < 0,01 e R2 = 0,9995, respectivamente. Esses resultados refletem as perdas de cinzas, proteína bruta e extrativos não nitrogenados e as utilizações de extrativos não nitrogenados durante a fermentação.

A adição de 8% de matéria seca dos aditivos elevou a porcentagem de matéria seca das forragens em níveis próximos de 18%, abaixo do de 25% recomendado por Boin (1975), Lavezzo (1981) e Faria (1986) como o mínimo necessário para ensilagem do capim-elefante. Os níveis de 16% elevaram os teores de matéria seca para perto de 25%, também abaixo dos 30% sugeridos por Gordon (1967) e Tosi (1973) para ensilar gramíneas tropi-cais, enquanto a aplicação de 24% de adição aumentou as porcentagens de matéria seca das forragens, produzindo, assim, silagens com porcentagens de matéria seca mais próximas da de 35%, observada por Jackson & Forbes (1970), como a de maior consumo voluntário.

Outro aspecto que deve ser lembrado neste experimento, é a possível viabilidade econômica das silagens preparadas, tendo em vista os níveis de aditivos aplicados à forragem, principalmente, farelo de trigo e rolão de milho. Assim, poderíamos calcular, com base na composição dos aditivos e do capim (Tabela 1), e levando-se em conta um teor de matéria seca média para os três aditivos, as participações percentuais de matéria seca advinda do capim e dos aditivos, bem como a porcentagem média do teor de matéria seca dos tratamentos, relativo a cada nível de aditivos empregado (Fig. 1).

A Fig. 1 mostra que nos níveis de 16 e 24% de aplicação dos aditivos haveria, nos tratamentos, cerca de 60 e 70% de matéria seca de aditivo, e 40 e 30% de matéria seca do capim, respectivamente. Nos tratamentos com rolão de milho, pode-se verificar que o nível de 16% de aplicação corresponde à concentração de grãos de uma forragem de milho de alta proporção de grãos (42% da forragem), isto é, considerando que, em média, no rolão, 70% da matéria seca é composta de grãos. Quanto ao farelo de trigo, as concentrações de grãos seriam mais elevadas. Contudo, atualmente, nos rebanhos de vacas leiteiras de alta produção, é comum o uso de dietas com mais de 70% de concentrado, levando, nesses casos, à necessidade de utilização de ionóforos para controle do pH ruminal. Chamamos a atenção para o fato de que a forragem de capim utilizada neste experimento, seria, provalmente, de maior digestibilidade a matéria seca do que a forragem do milho sem os grãos. Assim, estas silagens poderiam ser de melhor qualidade que a de milho. Deve-se lembrar que nos níveis mais elevados de aplicação dos aditivos, ou seja, 16 e 24%, seriam conservadas silagens de alta concentração de grãos, devendo estas mostrar altas produções animais para serem economicamente viáveis.




FIG. 1 Porcentagem de matéria seca (MS) da forragem (forragem + aditivos) e participações percentuais de matéria seca do capim-elefante e dos aditivos na matéria seca da forragem, com adição de 0, 8, 16 e 24% de matéria seca de sacharina, farelo de trigo e rolão de milho (média de aditivos).

Ainda no que se refere à viabilidade econômica de silagens de capim-elefante, embora com produtividade de até 30 t MS/ha/ano, deve-se lembrar que, devido à baixa produção de matéria seca por corte _ em torno de 6 t MS/ha _, o custo da ensilagem (colheita, transporte e enchimento do silo) é muito elevado quando comparado ao milho ou ao sorgo, que produz ao redor de 15 a 20 t MS/ha em um único corte.



As porcentagens de proteína bruta das forragens e das respectivas silagens são apresentadas na Tabela 3. A análise estatística referente a esta característica mostrou diferenças significativas entre aditivos (P < 0,01), níveis (P < 0,01) e tipos de forragens (P < 0,01). Foram encontradas interações entre aditivos e níveis
(P < 0,01), tipos de forragens e aditivos (P < 0,01) e tipos de forragens e níveis (P < 0,01). Os coeficientes de variação determinados na análise foram de 3,87 e 6,43%.
TABELA 3. Porcentagens de proteína bruta na matéria seca das forragens e das silagens de capim-elefante, após adição de 0, 8, 16 e 24% de matéria seca de sacharina, farelo de trigo e rolão de milho1.


Nível de

Aditivo

Média

aditivo (%)

Sacharina

Farelo

Rolão







Na forragem




0

10,45

10,44

9,86

10,25A

8

10,97

13,15

12,90

12,34A

16

11,70

13,85

9,88

11,82A

24

11,74

14,49

9,42

11,88B

Média

11,22Ab

12,98Aa

10,51Ac

11,57




Na silagem




0

8,75

8,99

8,79

8,84B

8

11,28

11,98

9,11

10,79B

16

12,89

13,69

9,07

11,89A

24

13,93

14,97

8,87

12,59A

Média

11,71Ab

12,41Aa

8,96Bc

11,03

Média geral

11,46

12,70

09,74




1 Médias seguidas de letras distintas, maiúsculas na coluna e minúsculas na linha, diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.
Como esperado, houve aumentos lineares na porcentagem de proteína bruta quando foram adicionados sacharina ou farelo de trigo aos tratamentos. A adição de rolão de milho não alterou significativamente esse teor na forragem, mas houve uma queda acentuada nas silagens. As variações nas porcentagens de proteína bruta dos tratamentos com adição de sacharina, farelo de trigo e rolão de milho assumem as equações y = 9,8335 + 0,1359 x, com P < 0,01 e R2 = 0,9596, y = 10,2573 + 0,2032 x, com P < 0,01 e R2 = 0,9299 e, y = 9,3267 + 0,5949 x - 0,0596 x2 + 0,0014 x3, com P < 0,01 e R2 = 1,0000, respectivamente. Esses resultados refletem as porcentagens de proteína bruta dos aditivos (Tabela 1).

Com o processo de ensilagem, houve perdas de proteína bruta nas silagens com menor porcentagem de matéria seca, enquanto nas silagens com maior porcentagem de matéria seca (16 e 24% de aditivos)tal não existiu, como observado por Demarchi (1993). Parte dessas perdas podem ter ocorrido atra-vés dos efluentes produzidos nas silagens de mais baixas porcentagens de matéria seca, enquanto o restante foi perdido como N amoniacal no processo de secagem das amostras de silagens (Boin, 1975). As variações nas porcentagens de proteína bruta das forragens e das silagens podem ser representadas pelas equações y = 10,2489 + 0,5606 x - 0,0458 x2 + 0,011 x3, com P < 0,01 e R2 = 1,0000 e y = 8,8677 + 0,2707 x - 0,0049 x2, com P < 0,010 e R2 = 0,9987.



As porcentagens de fibra bruta das forragens e das silagens são mostradas na Tabela 4. Os resultados da análise de variância mostraram que houve diferenças significativas entre aditivos (P <0,01), níveis (P < 0,01) e tipos de forragens (P < 0,01). Ocorreram interações entre aditivos e níveis (P < 0,01) e tipos de forragens e aditivos (P < 0,01). Quanto a essa característica, foram determinados, na análise, os coeficientes de variação de 4,05 e 5,14%.

  1   2   3


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal