Albert de Rochas As Vidas Sucessivas



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Albert de Rochas
As Vidas Sucessivas
Traduzido do Francês

Les Vies successives

1911



O escaravelho, inseto sagrado para os egípcios,
que nos remete a essa imagem cíclica de imortalidade.



Conteúdo resumido


Este livro é um marco na história das pesquisas psíquicas. Foi a partir dos estudos de Albert de Rochas, com o uso da técnica de regressão da memória, aqui relatados, que a reencarnação começou a ser considerada lei natural, cientificamente demonstrável, em vez de crença de caráter religioso ou preceito ocultista.

Com a influência dos passes magnéticos, o autor fazia com que os sensitivos retornassem a épocas anteriores à sua vida atual, recordando-se de inúmeros detalhes de suas passadas existências. Com honestidade, o autor esclarece que muitas dessas recordações podem corresponder ou não à realidade e essa comprovação ainda depende de novas pesquisas mais aperfeiçoadas.

Com este trabalho, Albert de Rochas, mesmo sem ser espírita, prestou um grande serviço à causa do Espiritismo, já que a pesquisa das vidas sucessivas, através da técnica de regressão da memória, reforça ainda mais a convicção da imortalidade da alma e foi de grande auxílio para a melhor compreensão da lei de causa e efeito que rege a evolução espiritual da humanidade.

Sumário


Apresentação

(por Hermínio C. Miranda) 5

Prefácio 9

Primeira Parte

Crenças antigas e conceitos modernos 10



Segunda Parte

Experiências magnéticas 33

Capítulo I

O sono magnético e o corpo fluídico 33

Capítulo II

Regressão da memória e previsão 39



Terceira Parte

Os fenômenos análogos 217

Capítulo I

O corpo astral 217

Capítulo II

Regressão de memória


observada sob a influência de
um acidente ou no momento da morte 235

Capítulo III

Recordações de vidas anteriores 248

Capítulo IV

Observações relativas à visão do passado e do
futuro sob a influência do magnetismo
ou de uma preparação especial 260

Capítulo V

Reencarnações previstas e efetuadas 265

Capítulo VI

A premonição 277

Capítulo VII

A fatalidade e o livre-arbítrio 303

Quarta Parte

Objeções e hipóteses 316

Capítulo I

As mudanças de personalidade 316

Capítulo II

O caso de Mireille 322

Capítulo III

O caso da senhorita Smith 348

Capítulo IV

Excursão nos domínios do espiritismo 357

Capítulo V

A evolução da alma 370

Capítulo VI

A religião do futuro 380



Conclusões 383



Apresentação

(por Hermínio C. Miranda)


Este livro é um clássico, uma referência, na longa busca de melhor entendimento do ser humano e das leis que regem sua interação com as pessoas, os fenômenos e eventos que se desdobram à sua volta, mas principalmente “dentro” daquilo que nos acostumamos a chamar de mente. Em suma, sua interação com a vida, nisso incluído, obviamente, o universo em que vive.

Foi a partir dele, ainda na década de 60 do século passado, que encetei os estudos que me levariam à elaboração de A Memória e o Tempo, na segunda metade da década de 70 e publicado no início dos anos 80.

Garimpei o original francês que deu origem a esta tradução, num sebo, como de tantas outras vezes, em momento feliz, por se tratar de edição raríssima de 1911.

Logo na primeira leitura, senti considerável impacto. Quanto mais o lia, relia e aprofundava a meditação sobre seu conteúdo, mais impressionado ficava. Agradava-me a abordagem sensata e inteligente do autor, emoldurada por inesperada humildade intelectual em cientista daquele porte.

De Rochas se punha como atento e curioso pesquisador, disposto a aprender com os fatos, em vez de tentar enquadrá-los em rígido contexto de modelos preconcebidos, atitude comum àquele tempo, como ainda hoje, de parte dos que não se sentem encorajados e nem preparados para mudar e, por conseguinte, a progredir galgando patamares mais elevados de conhecimento.

Sua postura era, pois, despreconceituosa e atenta, mas aberta.

Outra coisa: o ilustrado coronel, engenheiro e conde não pretendeu considerar suas reflexões como última palavra a ser religiosamente acatada pelos que o lessem. Ao contrário, atribuiu ao seu trabalho a modesta condição de um conjunto de documentos preliminares para estudo da questão, ao indicar a necessidade de pesquisas mais amplas e profundas que dessem continuidade à sua tarefa.

Seu livro, contudo, é muito mais que uma dissertação primária.

De Rochas relata suas experiências, oferece conclusões sobre o que testemunhou e levanta aspectos inusitados da mente para os quais ainda não dispunha de explicações que satisfizessem seus critérios pessoais, ainda que apontando em determinada direção. Em outras palavras, não dogmatiza.

Ademais, ao empreender seus estudos entre o final do século 19 e início do século 20, não partiu de premissas propostas pelo espiritismo, cuja doutrina se achava, àquela época, bastante difundida ali mesmo, na França.

De início, estranhei esse procedimento. Hoje entendo-o como opção válida e medida de prudência destinadas a preservar a isenção necessária ao trabalho em que se empenhava. Se ele partisse de conceitos doutrinários espíritas, caracterizando-se como militante do movimento que se expandia, seus estudos ficariam certamente expostos à rejeição liminar por parte das correntes intelectuais da época, dominadas por pensadores de formação nitidamente materialista ou positivista – como ocorreu e ocorreria a tantos outros mais tarde.

Em nota de rodapé, ele explica que não cuidava especificamente de espiritismo, por entender que disso ocupavam-se outros estudiosos. Sem ignorar ou negar os postulados espíritas – alude com respeito e admiração à obra de Léon Denis, por exemplo –, limitava-se a aspectos científicos que, direta ou indiretamente, acabaram resultando em valioso suporte à inteligente doutrina dos espíritos.

Realmente, ao estampar na reencarnação a marca autenticadora da ciência, seu estudo, mesmo preliminar, como ele o entendia, legitimava a realidade espiritual, tal como figura nos livros básicos de Allan Kardec.

Tenho insistido reiteradamente em meus escritos em que essa realidade, fundamental ao entendimento da vida, é insuscetível de esquartejamento. Estamos aqui diante de um bloco inteiriço de conceitos solidamente colados uns nos outros.

No meu entender, a reencarnação é o cimento que mantém inseparáveis tais componentes. E que, demonstrada – como está há muito – a legitimidade da reencarnação, os demais aspectos exigem automática integração no modelo em que não se admite ignorar, no mínimo, a preexistência e a sobrevivência do ser à morte corporal.

Por outro lado, de Rochas pôs em evidência relevantes aspectos colaterais, como a lei de causa e efeito e, portanto, o mecanismo da evolução do ser rumo à perfeição e, atachado a esse conceito, sublinhando-o de modo sutil, mas dramático, a verdade subjacente de um claro componente ético necessário ao funcionamento daquele mecanismo. Deixou, ainda, informações do mesmo nível de importância acerca das faculdades mediúnicas e, portanto, do intercâmbio entre “vivos” e “mortos”. Nota-se, no desenrolar de suas experiências, a presença de entidades desencarnadas, bem como a evidência de um “espaço” cósmico invisível aos nossos sentidos habituais, “onde” vivem, sofrem, amam, odeiam, aprendem e se reciclam os seres espirituais entre uma vida e outra na Terra.

Disto se conclui que, a despeito de não se caracterizar como texto doutrinário espírita, seu valioso trabalho oferece firme suporte aos ensinamentos e conteúdos dos livros básicos da Codificação.

Além disso, de Rochas deixou significativa contribuição ao estudo da própria memória, em sua interação com o tempo. Conceitos como o de inconsciente – que começavam a emergir na época –, encontram nos seus trabalhos, tanto quanto na doutrina dos espíritos, encaixes precisos e espaço próprio, como procurei demonstrar em Alquimia da Mente.

Que eu saiba, foi ele quem primeiro colocou de maneira transparente a possibilidade de explorações no futuro, tanto quanto no passado do ser humano. Aparentemente inconclusivas, suas “progressões” (mergulho na memória futura) deixaram vestígios importantes de uma realidade que somente cerca de um século mais tarde seria retomada para mais profundas explorações, como se pode conferir nos escritos da doutora Helen Wambach e de outros estudiosos como Chet Snow.

Por tudo isso, os textos de de Rochas – e este livro não é o único a solicitar nossa atenção – merecem atenção, respeito e admiração.

Parabéns à Lachâtre por resgatar mais este importante depoimento científico de um injusto e demorado esquecimento.

Hermínio C. Miranda
Outubro de 2002.



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