Albuquerque, Brás Mouzinho de



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Albuquerque, Brás Mouzinho de. Ministro do interior no ministério da União Sagrada, presidido por António José de Almeida, de 29 de Maio de 1916 a 25 de Abril de 1917, na qualidade de independente.

Almeida, António José de (1866-1929). Almeida, António José de (1866-1929) Segundo Raúl Brandão, é um orador, até os seus artigos são discursos... mas justiça, liberdade e povo que para outros não passam de plavras, são para ele realidades profundas. Médico, deputado republicano antes de 1910. Quando estudante, com 24 anos, publica um célebre artigo, Bragança, o Último, pelo qual é condenado a três meses de prisão. Exerce a clínica em S. Tomé, donde regressa em 1903. Em 24 de Janeiro desse mesmo ano, faz um vibrante discurso no funeral de Rafael Bordalo Pinheiro. Detido em 31 de Janeiro de 1908. Director da revista Alma Nacional. Fundador do partido evolucionista. O mítico tribuno dos tempos da propaganda heróica, o palavroso ideológo da revista Alma Nacional, impulsivo no discurso, volúvel de feitio, todo ele uma sucessão rápida de amores e ódios, misturando táctica com estratégia, tanto não tinha ideias gerais assentes em linhas filosóficas mínimas. Romântico, homem de crenças, reduzia as ideias ao prazer do discurso. Ministro do interior do governo provisório de 5 de Outubro de 1910 a 4 de Setembro de 1911. É então o ministro da província. Começa por ser apoiado por Machado Santos, mas em breve constitui uma terceira força, aproveitando os confrontos entre o grupo de Camacho/ Relvas e o de Costa/ Bernardino. Presidente do ministério da união sagrada, de 15 de Março de 1916 a 25 de Abril de 1917, onde acumula a pasta das colónias. Presidente da república eleito em 6 de Agosto de 1919. Exerce as funções de 5 de Outubro de 1919 a 5 de Outubro de 1923. É o único que consegue cumprir o seu mandato. Morreu em 30 de Outubro de 1929. A partir de Janeiro de 1911 desenha um movimento de ruptura com a facção dominante no governo provisório. Nesse mesmo mês apresenta no conselho de ministros, projecto sobre o horário de trabalho, que não é aprovado. É então que começa a publicar-se o jornal República, de que é fundador (15 de Janeiro). Dá apoio frouxo ao segundo governo, presidido por João Chagas, em Setembro de 1911, quando se esboça uma manobra entre camachistas e afonsistas para o afastar. No mês seguinte é vaiado e sovado no Rossio por afonsistas.Tinha-se declarado independente do Partido Republicano em nota publicada em A República. Nov 11 António José de Almeida e Afonso Costa vão de comboio ao Porto em propaganda. Na chegada ao Porto, Almeida é insultado e Costa aplaudido. Repete-se a cena no regresso a Lisboa, no dia 6 de Novembro. Manifestantes gritam vários morras e Almeida, em charrette, tem de sacar da pistola para se defender. Costa vai de automóvel e é ovacionado. Como salienta Vasco Pulido Valente a chegada ao Rossio juntou num único dia o 4 de Maio de Hintze Ribeiro e o 18 de Junho de João Franco. António José de Almeida em artigo publicado em A República de 7 de Novembro retira apoio ao governo de João Chagas: o governo está em crise total? Não se sabe. No entanto não vemos razão para que o governo abandone o poder. Um só homem tem que sair e deve sair. É o sr. João Chagas. A pasta do interior tem de ser confiada a um homem de critério, mas a quem não faleça o pulso. Ou entramos na ordem, ou. Este pede imediatamente demissão a Manuel Arriaga. Afastando-se do Partido Republicano em Outubro de 1911, alia-se a Brito Camacho, esboçando a criação de uma União Nacional Republicana. Mas, em 24 de Fevereiro de 1912, funda o Partido Republicano Evolucionista. No mês seguinte propôe, em pleno parlamento, nada mais, nada menos, que uma amnistia geral para os católicos e conspiradores monárquicos, coisa que não teve vencimento, nomeadamente pela actuação do deputado Alexandre Braga. Afonso Costa, por seu lado, reforçou o controlo do PRP. Nos primeiros dias de Janeiro de 1913, Duarte Leite, naquilo que Machado Santos qualificou como um ataque de neurastenia, apresentava a demissão, tendo como pretexto a divisão formal do Partido Republicano e invocando a necessidade de um governo assente numa maioria parlamentar. Arriaga ainda tentou a hipótese de António José de Almeida, que contou com o apoio de Brito Camacho, mas que não conseguiu mobilizar os independentes, por causa da respectiva proposta de amnistia. Chegava o tempo António José de Almeida defendeu a necessidade de realização imediata de eleições locais, mas a maioria das câmaras municipais disse que não, invocando o facto do eleitorado ser adverso à república ou dominado pelo clero. O ministro da guerra continuava a ser apoiado pelo jovens turcos. 1913 A outubrada impende que se consume a Liga das Oposições, com a junção do grupo de Brito Camacho a António José de Almeida e Machado Santos, e onde alinhavam o jornal O Rebate, influenciado por Alfredo de Magalhães. Junho 14 Afonso Costa desafia António José de Almeida para duelo, sabendo que este o não aceita, por ser defensor do modelo dos tribunais de honra. Dez 14 António José de Almeida recusa governo de concentração. Afonso Costa diz que a união é impossível por causa das guerras pessoais. Almeida considera que a questão tem a ver com princípios, nomeadamente com as divergências quanto à Lei da Separação. Brito Camacho está contra o governo de concentração e até contra a hipótese de governo extrapartidário, defendendo um governo de base parlamentar demo-evolucionista ou demo-unionista. Mas põe obstáculos até à concretização deste último. Jan 15 apoia gov. de P. Machado António José de Almeida, elogiando Pimenta de Castro, promete uma oposição tenaz, formal e intransigente António José de Almeida na Câmara dos Deputados considera que, perante a guerra, a alma portuguesa ainda não encontrar aquela vibração suprema. Jaime Cortesão havia defendido a criação de um sistema de propaganda face à nossa participação na guerra (20 de Maio) António José de Almeida, eleito em 6 de Agosto, tomou posse como Presidente da República em 5 de Outubro de 1919 Em 26 de Agosto de 1922, António José de Almeida partia para uma viagem oficial ao Brasil (chega ao Rio de Janeiro em 17 de Setembro e regressa a Lisboa no dia 11 de Outubro) Jan 23 António José de Almeida impõe o barrete cardinalício ao novo Núncio Apostólico, Monsenhor Acquille Locatelli, em 4 de Janeiro. Choques entre revolucionários e polícias em Lisboa e no Porto. Quarenta Anos de Vida Literária e Política 4 vols., Lisboa, 1933-1934. Ver Governo de António José de Almeida.

Almeida, Artur Duarte Luz de (1867-1939) Fundador da Carbonária Portuguesa em 1897, de que foi Grão-Mestre. Um dos conspiradores do 5 de Outubro, tem de fugir em 1909, regressando a Portugal apenas depois da implantação da República.

Almeida, Celestino Germano Pais de (1861-1922). Médico. Republicano histórico. Almeidista e, depois, liberal. Membro do governo por cinco vezes, nas pastas das colónias e da marinha (1911, 1912, 1916-1917 e 1920-1921).Republicano histórico. Deputado às Constituintes. Ministro das colónias de João Chagas, de 3 de Setembro a 12 de Novembro de 1911. O único almeidista de um ministério dominado por camachistas. Ministro da marinha do governo de Augusto de Vasconcelos, de 12 de Novembro de 1911 a 16 de Junho de 1912. Subsecretário de Estado das colónias no governo de António José de Almeida, de 18 de Maio de 1916 a 25 de Abril de 1917. Ministro da marinha, de 21 de Janeiro a 8 de Março de 1920, no governo de Domingos Pereira. Ministro das colónias, de 24 de Maio a 30 de Agosto de 1921, no governo de Barros Queirós.

Almeida, Filémon da Silveira Duarte de. Ministro das colónias no governo de António Maria da Silva, de 1 de Julho a 1 de Agosto de 1925.

Almeida, Fortunato de (1869-1933) Formado em direito. Historiador. Professor de liceuA Questão SocialCoimbra, 1893.Subsídios para a História Económica de PortugalPorto, 1920.História da Igreja em PortugalEm seis volumes, 1910-1922.História de PortugalEm seis volumes, 1922-1929.

Almeida, Manuel Lacerda de (1890-1930) matemático e astrónomo. Outubrista, do partido radical. Chefe da revolução de Almada de Fevereiro de 1926. Ministro da instrução pública de 22 de Outubro a 5 de Novembro de 1920.

Alpoim, Amâncio de (1889-1948). Deputado centrista em 1918, filiou-se depois no Partido Socialista (1922). Sobrinho de José Maria Alpoim. Advogado, primeiro, no Porto e, depois de 1933, em Lourenço Marques. Foi administrador da Caixa Gera de Depósitos.

Álvares, José Maria (1875-1940) Engenheiro formado em Inglaterra. Ministro da agricultura de 20 a 30 de Novembro de 1920, no governo de Álvaro de Castro. Democrático e reconstituinte, fundador da União dos Interesses Económicos. Presidente da AIP em 1924, sucedendo a Alfredo da Silva. Lança a revista Indústria Portuguesa em 1928. Animador do I Congresso da Indústria Portuguesa de 1933.

Alves, César Justino de Lima (1866-1942). Maçon desde 1908. Agrónomo, professor do Instituto Superior de Agricultura. Democrático e reconstituinte. Ministro da agricultura no governo de Sá Cardoso, de 30 de Junho de 1919 a 3 de Janeiro de 1920

Amaral, Joaquim Mendes do (1889-1961) Oficial do exército e professor da Escola de Guerra. Secretário de Estado do comércio de 15 de Maio a 8 de Outubro de 1918 (interino das finanças de 1 de Junho a 8 de Outubro) e ministro da agricultura de 7 de Julho a 10 de Novembro de 1928. Presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal.

Amorim, Diogo Pacheco de (1888-1976) Professor de matemática nas universidades de Coimbra e do Porto. Deputado católico em 1919. Volta a ser deputado salazarista em 1934 e 1938.

Andrade, Alfredo Augusto Freire de (1859-1929). Oficial de engenharia. Professor da Escola do Exército e da Escola Politécnica. Chefe de gabinte de António Enes em 1894-1895. Governador de Moçambique de 1906 a 1910. Franquista, adere à República. Director-geral das Colónias de 1911 a 1913. Presidente do Conselho Superior de Instrução. Ministro dos negócios estrangeiros de 23 de Maio a 12 de Dezembro de 1914, no governo de Bernardim Machado. Ver Eduardo de Noronha, Freire de Andrade, Cadernos Coloniais, Lisboa, Cosmos, 1935.

António Granjo



Arez, António Augusto de Almeida (1868-1942). Juiz e oficial do exército, de origens goesas. Auditor geral do CEP. Membro do partido radical, passa para os reconstituintes. Chega a ser membro da Aliança Republicano-Socialista. Ministro da justiça de 22 de Outubro a 5 de Novembro de 1921, no governo de Manuel Maria Coelho. Dirigente do partido radical.

Arriaga Brum da Silveira e Peyerlongue, Manuel José de (1841-1917) Deputado repubicano antes de 1910. Eleito em Novembro de 1882, sob um governo regenerador, e reeleito em 30 de Março de 1890. Organizador do programa do partido republicano de 10 de Junho de 1882. Reitor da Universidade de Coimbra depois da instauração da República. No discurso de posse, anuncia a extinção da Faculdade de Teologia e a abolição dos juramentos religiosos, anunciando um ensino sem Deus e sem Rei. Invoca todo um programático positivista, gerando uma constestação ideológica, onde se destaca Paulo Merêa, em O idealismo e o direito. Presidente da República de 5 de Maio de 1911 a 27 de Maio de 1915.Na Primeira Presidência da República Portuguesa. Um Rápido RelatórioLisboa, 1916. Autor de Harmonias Sociais. O Problema Humano e a Futura Organização Social. No Debute da sua Fase Definitiva. A Paz dos Povos, Coimbra, 1907. Ver também Na Primeira Presidência da República Portuguesa. Um Rápido Relatório, Lisboa, 1916.

Azevedo, Américo Olavo Correia de (1881-1927) Maçon desde 1901. Membro do grupo dos Jovens Turcos, sucessivamente democrático e reconstituinte. Deputado de 1911 a 1925. Ministro da geurra de 8 de Maio a 6 de Julho de 1924. Morre na revolta de 8 de Fevereiro de 1927.

Azevedo, Aníbal Lúcio de (1876-1952). Engenheiro de minas, chega a director da casa da Moeda. Maçon desde 1911. Membro do partido democrático. Ministro do comércio do governo de António Maria Baptista/ Ramos Preto, de 8 de Março a 26 de Junho de 1920.

Azevedo, José João Pinto da Cruz (1888-1964). Oficial do exército. Ministro dos abastecimentos com Sidónio Pais.

Baptista, António Maria. Baptista, António Maria (1860-1920) Oficial do exército. Combate nas campanhas de África e assume-se como militante do partido democrático depois de 1910. Actor em momentos marcantes como em 1915, 1916 e 1917, quando pôs a espada ao serviço do modelo afonsista de república, contra Pimenta de Castro, Machado Santos e a restauração monárquica, passa a corporizar a esperança dos democráticos no sentido de um programa de defesa intransigente da ordem pública, contra a agitação sindical e a actividade bombista, a partir de 1919, quando exerce as funções de ministro da guerra. Pelo estilo pretoriano, consegue granjear para o situacionismo democrático o apoio das chamadas forças vivas. Chamado a organizar governo em 1920, morre no exercício destas funções, em pleno conselho de ministros, vítima de uma apoplexia, depois de receber uma carta insultuosa. Fica, depois, célere o aforismo: ou é da minha vista ou estás a edir um Baptista. Companheiro de Mouzinho em Moçambique. Membro do Partido Democrático. 1915 Participa na revolta de 1915 contra Pimenta de Castro, ao lado de Álvaro de Castro, em Santarém. 1916 Combate a revolta de Machado Santos de 13 de Dezembro de 1916. 1919 Participa na Grande Guerra. Combate a revolta monárquica de Monsanto em 23 e 24 de Janeiro de 1919. Célebre pela repressão das greves, já como coronel, sendo conhecido como o Baptistinha. 1919 Ministro da guerra do governo de Domingos Pereira, de 30 de Março a 29 de Junho de 1919. 1920 Presidente do ministério e ministro do interior em 8 de Março de 1920.

Baptista, Roberto da Cunha (1874-1932) Oficial do exército. Franquista, adere à República, passando a democrático e acompanhando os alvaristas nos reconstituintes. Chefe de gabinete de Pereira Basto em 1913-1914. Ministro da geurra de 20 a 30 de Novembro de 1920.

Barbosa, João Tamagnini de Sousa. Candidato derrotado em 1911, quando se apresentou como esquerdista contra o PRP. Circula entre os apoiantes de Brito Camacho. Membro do Partido Centrista Republicano que em 1917 se destacou dos evolucionistas (companheiro de Egas Moniz e Malva do Vale). Ministro de Sidónio Pais, entre 12 de Dezembro de 1917 e 14 de Dezembro de 1918. Ocupou as pastas das colónias, do interior e das finanças. Chefe do governo de 23 de Dezembro de 1918 a 27 de Janeiro de 1919. Grão mestre da maçonaria do rito escocês em 1933.

Barbosa, José (1869-1923). Natural da ilha do Fogo. Jornalista republicano, colaborador de A Lucta. Maçon desde 1910. Alinha sempre com o grupo camachista e integra, depois, o partido liberal. Deputado, chega a ministro das colónias em 1920. Fica célebre por ter apresentado em 21 de Junho de 1911 um projecto constitucional presidencialista. Deputado desde 1911. Membro do grupo camachista desde sempre. Em 1910-1911 participa na luta entre o respectivo grupo, disto então grupo do directório, contra os chamados provisórios. Faz a ponte com os democráticos em 1912, através de Álvaro de Castro e dos jovens turcos, numa política de aproximação sancionada por Afonso Costa para isolar o grupo evolucionista. Em Dezembro de 1916 critica a política de saneamento de oficiais pelos democráticos, depois da revolta de Machado Santos, considerando que a República caminha para o abismo. Critica o presidencialismo de Sidónio Pais em Fevereiro de 1918. Como liberal, é ministro das colónias de 25 de Janeiro a 8 de Março de 1920, no governo de Domingos Pereira. Já aparecia em tal posto no governo frustrado de Afonso Costa de 15 de Janeiro do mesmo ano.

Barreto, António Xavier Correia (1853-1939). Oficial do exército, inventor da pólvora sem fumo. Ministro Ministro da guerra do Governo Provisório da I República, mantém íntimas ligações com o grupo dos jovens turcos, liderado por Álvaro de Castro. O respectivo chefe de gabinete é o capitão Alfredo Sá Cardoso; o ajudante de campo do ministro, o tenente Helder Ribeiro; o chefe de estado maior da 1ª divisão, o capitão João Pereira Bastos, apoiados por outros tenentes como Álvaro de Castro, Álvaro Poppe, Américo Olavo e Vitorino Guimarães, quase todos membros da loja Portugal criada em 1908 e transformada, depois de 1910, na Jovem Turquia, sob a liderança de Álvaro de Castro). O grupo tinha desistido de apoiar os revolucionários da Rotunda, depois de conversas com Ribeira Brava, o que fez Machado Santos irar-se. Autor do decreto sobre a reorganização do exército de 25 de Maio de 1911. Quer identificar o exército com a nação armada de maneira a que deixe de ser uma casta à parte. Tenta-se o modelo suíço, com serviço universal e obrigatório de 15 a 30 semanas e treinos anuais de duas semanas durante dez anos. Visa-se que este seja uma continuação da instrução primária. O diploma não se aplica. Ministro da guerra em três governos da I República: no governo provisório de 5 de Outubro de 1910 a 4 de Setembro de 1911. No de Duarte Leite, de 16 de Junho de 1912 a 9 de Janeiro de 1913. No de António Maria da Silva, de 7 de Fevereiro a 30 de Novembro de 1922. Presidente do Senado.

Barreto, João Carlos de Melo (1873-1935). Bacharel em direito.Um exemplo de capacidade de mudança. Monárquico, deputado regenerador em 1904, sucede a Emídio Navarro na direcção do jornal Novidades, faz-se, depois, republicano, passando de democrático a alvarista, para, depois de 1926, servir a Ditadura Nacional. Ministro dos estrangeiros em 1920 e embaixador em Madrid de 1926 a 1935. Autor de óperas cómicas. Ministro dos negócios estrangeiros no governo de Sá Cardoso, de 30 de Junho de 1919 a 21 de Janeiro de 1920. O mesmo cargo no que imediatamente se lhe seguiu, o de Domingos Pereira, de 21 de Janeiro a 8 de Março de 1920. Passa a embaixador em Madrid e, depois do 28 de Maio de 1926, é confirmado por Carmona.

Barros, João de (1881-1960). Autor de A república e a escola, 1913 e Educação Republicana, 1916. Maçon desde 1910. Ministro dos negócios estrangeiros no governo de José Domingos dos Santos, de 22 de Novembro de 1924 a 15 de Fevereiro de 1925. Ver Rogério Fernandes, João de Barros Educador Republicano, Lisboa, Horizonte, 1971; Manuela de Azevedo, Cidadão João de Barros, Lisboa, FAOJ, 1977; Maria Alice Reis, A pedagogia e o Ideal republicano em João de Barros, Lisboa, Terra Livre, 1979.

Basto, Eduardo Alberto Lima (1875-1942) Agrónomo desde 1902. Professor em Coimbra, em 1902, passa para o Instituto Superior de Agricultura de Lisboa em 1906. Professor na Escola Superior Colonial até 1942. Maçon desde 1908 e desde sempre militante dos democráticos, ligado a Afonso Costa. Por quatro vezes ministro da I República, em 1914-1915, 1917, 1922 e 1925. Como ministro do trabalho em 1917, enfrenta a chamada revolta dos abastecimentos, tentando superar a questão através do chamado decreto de mobilização agrícola. Depois de 1926, presidente da Associação Comercial de Lisboa. Autor de Política Comercial Portuguesa, 1934; e do Inquérito Económico-Agrícola, 4 vols., 1936. Chefe de secção dos serviçoa agronómicos do ministério das colónias em 1912. Chefe de secção da repartição de ensino agrícola do ministério da instrução em 1913. Director geral de instrução agrícola em 1919. Ministro do fomento de Vítor Hugo Azevedo Coutinho, de 12 de Dezembro de 1914 a 24 de Janeiro de 1915. Ministro do trabalho no governo de Afonso Costa, de 25 de Abril a 8 de Dezembro de 1917, enfrenta a chamada revolta dos abastecimentos. Autor do decreto de mobilização agrícola. Ministro do comércio e comunicações no governo de António Maria da Silva, de 7 de Fevereiro a 7 de Dezembro de 1922. Ministro das finanças no governo de António Maria da Silva, de 1 de Julho a 1 de Agosto de 1925.

Basto, José Alberto da Silva (1876-1972) Oficial do exército.. Ministro da guerra de 7 a 27 de Janeiro de 1919, no governo de Tamagnini Barbosa, substituindo Cunha Corte Real.Chefe do estado maior do exército em 1933-1935. Director da arma de artilharia de 1935 a 1939.

Bastos, João Pereira (1865-1951). Oficial do exército. Maçon desde 1893. Membro dos jovens turcos. Democrático e reconstituinte. Deputado desde 1911. Ministro da guerra do governo de Afonso Costa, de 9 de Janeiro de 1913 a 9 de Fevereiro de 1914.

Bessa, Henrique Forbes (1894-1920). Ministro do Interior de Sidónio Pais, de 7 de Março a 15 de Maio de 1918. A partir desta data, até 7 de Janeiro de 1919, fica com a pasta do trabalho, substituindo Machado Santos, que manteve depois da morte de Sidónio, no governo de Tamagnini Barbosa. Governador civil de Lisboa de 13 de Dezembro de 1917 a 8 de Março de 1918, era então cadete na Escola de Guerra e estudante no Instituto Superior Técnico. Deputado dezembrista.

Biker, Joaquim Pedro Vieira Júdice (1867-1926). Oficial da marinha. Ministro da marinha na I República em dois governos. Sucessivamente membro dos liberais e nacionalistas.

Governador ultramarino (Guiné, Cabo Verde, Limpopo e São Tomé).

Ministro da marinha de 8 de Março a 26 de Junho de 1920, no governo de António Maria Baptista/ Ramos Preto (o único liberal num governo de democráticos).

Ministro da marinha no governo nacionalista de Ginestal Machado, de 15 de Novembro a 17 de Dezembro de 1923.



Bombarda, Miguel Augusto (1851-1910). Médico. Director e reformador do hospital de Rilhafoles. Membro da junta revolucionária do 5 de Outubro, será assassinado por um dos seus doentes na véspera do golpe. Autor de A Consciência e o Livre-Arbítrio, Lisboa, Parceria António Maria Pereira, 1898 e A Ciência e o Jesuitismo, Lisboa, Parceria António Maria Pereira, 1900. Ver O Assassínio de Miguel Bombarda, in Vida Mundial, nº 1634, de 2 de Outubro de 1970.

Borges, António França (1871-1915). Republicano, director de O Mundo, órgão do partido democrático. Deputado desde 1911. Maçon desde 1901. Morreu de tuberculose em França

Borges, Vasco (1882-1942). Licenciado em direito. Juiz da Relação de Lisboa. Governador civil do Funchal em 1914 e na Guarda (1916-1917)Ministro da instrução pública de 8 de Março a 26 de Junho de 1920, no governo de António Maria Baptista/ Ramos Preto. Ministro do comércio de 5 de Novembro a 16 de Dezembro de 1920, no governo outubrista de Maia Pinto. Ministro do trabalho no governo de António Maria da Silva, de 7 de Fevereiro a 9 de Janeiro de 1923 (substituído por Rocha Saraiva). Ministro do comércio de 30 de Novembro a 7 de Dezembro de 1922, no governo de António Maria da Silva, mantendo a pasta do trabalho a título interino. Ministro dos negócios estrangeiros no governo de Domingos Pereira, de 1 de Agosto a 17 de Dezembro de 1925; idem, no governo de António Maria da Silva, entre 17 de Dezembro de 1925 a 28 de Maio de 1926. Apoia a Ditadura Nacional. Colabora em 1936 com o governo de Salazar. Depois de proferir uma alocução na Emissora Nacional em Dezembro de 1934 a favor do Estado Novo, ficou conhecido como o viracasacas, depois de um anúncio jocoso publicado na imprensa e que escapou às malhas da censura.

Braga, Alexandre (1871-1921). Advogado. Um dos sete deputados republicanos eleitos em 5 de Abril de 1908. Raúl Brandão considera que fez da sua vida uma orgia... com esplêndidos discursosDeputado democrático. Opõe-se à amnistia para os conspiradores monárquicos, contra a proposta de António José de Almeida, em 1912-1913. Ministro do interior de Vítor Hugo Azevedo Coutinho, de 12 de Dezembro de 1914 a 24 de Janeiro de 1915. Ministro da justiça no governo de Afonso Costa, de 25 de Abril a 8 de Dezembro de 1917.Xx123


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