Alexandre Aksakof Animismo e Espiritismo



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2) O médium está diante dos assistentes;
o agente oculto conserva-se invisível.

A primeira experiência desse gênero foi feita pelo Sr. Ashton com a médium Annie Fairlamb. Ela é descrita no The Spiritualist de 6 de março de 1877, página 126, nesses termos:

“Senhor,


Muito me obsequiará publicando em sua conceituada revista este relatório de uma sessão a que assisti e que apresenta garantias excepcionais da autenticidade dos fenômenos. Aceitei como verdadeiro favor o convite de dirigir-me, com muitos amigos, a 2 de março, sexta-feira, a uma das sessões hebdomadárias organizadas especialmente para o estudo dos fenômenos espíritas na sede da Society of Spiritualists, em Newcastle, com a médium Srta. Annie Fairlamb.

Penetrando no primeiro aposento, divisamos o Sr. Armstrong, presidente da Sociedade, ocupado em fazer fundir parafina em um balde onde havia água fervente até às três quartas partes. Em uma sessão anterior, no decurso da qual fazíamos tentativas para obter formas em parafina, tinha-nos sido prometido algum dia que “Minnie” (um dos guias invisíveis da Srta. Fairlamb) tentaria fazer para nós muitos moldes de suas mãos. Quando a parafina ficou em fusão, levaram o balde para o aposento designado para a sessão e o colocaram no ângulo mais afastado do gabinete escuro. Puseram ao lado um outro balde com água fria.

O gabinete tinha sido preparado com o auxílio de dois pedaços de tecido de lã verde, reunidos e fixados na parede em um gancho, donde o tecido caía por cima de uma haste de ferro em semicírculo, cujas pontas estavam profundamente introduzidas na parede, e formavam uma espécie de tenda. Antes de baixar o pano, o Sr. Armstrong nos perguntou a que condições desejávamos submeter a médium. Propus que a médium entrasse para o gabinete, externando completamente a minha resolução; mas a Srta. Fairlamb objetou que nesse caso não teríamos uma prova suficiente da autenticidade do fenômeno que se produzisse. Então o Sr. Armstrong propôs que se cobrisse a cabeça e as espáduas da médium com um pedaço de tecido de lã, a fim de abrigá-la da luz, o que foi feito.

Aquela coberta só envolvia a cabeça e as espáduas da médium, sem ocultá-la às vistas dos experimentadores, quatro dos quais estavam colocados de maneira que podiam observar o espaço que separava a médium do gabinete. A médium caiu em transe e começou a falar sob a inspiração de um de seus guias invisíveis, que exigiu desde logo que eu aproximasse a cadeira da poltrona ocupada pela médium, a 2 pés da cortina. Em seguida fui convidado a manter as duas mãos da médium, devendo o meu vizinho aproximar a sua cadeira da minha e colocar as mãos sobre as minhas espáduas. Ficamos nessa atitude durante toda a sessão, feita à luz bastante clara.

Tomadas essas disposições, propuseram-nos que entoássemos cânticos. Apenas tínhamos começado, ouvimos a agitação da água no gabinete. Abrimos a cortina e vimos dois moldes perfeitamente executados, representando as mãos de Minnie (guia principal da Srta. Fairlamb) no soalho, ao lado do balde que continha a parafina e que estava no centro do gabinete e não no extremo oposto onde o tínhamos colocado.

Certifico que não somente a Srta. Fairlamb não entrou no gabinete, mas ainda que nem antes, nem durante a sessão ela transpôs a distância supra indicada que a separava dele. Desde o momento preciso em que ela entrou no aposento, foi rigorosamente vigiada.

Antes da sessão eu tinha passado cerca de três horas em companhia da Srta. Fairlamb e a tinha acompanhado durante todo o trajeto até à cidade, cerca de três milhas inglesas; chegamos exatamente à hora fixada para a sessão. Estou com curiosidade de saber qual será a teoria que o Dr. Carpenter, sábio tão competente, imaginará para explicar os fenômenos espiríticos precitados.

Rutherford-terrace nº 8, Biker, Newcastle-on-Tyne, 6 de maio de 1877.



Thomas Ashton.”

Outra experiência, nas mesmas condições, foi organizada pelo Dr. Nichols com o médium Eglinton.

Essa sessão é tanto mais importante por isso que não só as pessoas presentes podiam vigiar os pés e as mãos do médium, mas ainda porque os moldes em gesso representavam mãos que foram reconhecidas.

Eis o artigo do Sr. Nichols, publicado no Spiritual Record de dezembro de 1883:

“Quando o Sr. Eglinton era meu hóspede em South-Kensington, tentamos obter moldes de mãos materializadas. Minha filha Willie, cujos escritos e desenhos vos são conhecidos pelos espécimes que vos comuniquei, nos prometeu tentar produzir o molde de sua mão. Por conseguinte, fizemos os preparativos necessários; adquiri duas libras de parafina, da que se emprega para o fabrico das velas, e que é uma substância branca, semelhante à cera, porém mais friável. Fundi-a na minha estufa e deitei-a em um balde de zinco, cheio de água quente até à metade, para conservá-la em fusão. Em seguida enchi um segundo balde com água fria.

Tínhamos convidado uma roda escolhida, composta de doze pessoas, dentre as quais só havia um estranho, um doutor alemão, o Sr. Friese, que se interessava muito pelo Espiritualismo. O Sr. Eglinton tomou lugar por trás de uma cortina que isolava uma parte do aposento, em um dos extremos. Ele estava sentado no centro, no lugar em que as duas metades da cortina se reuniam e, defronte dele, aquém da cortina, assentou-se o doutor alemão que lhe segurava as mãos. O gás iluminava bastante, de maneira que podíamos perfeitamente ver-nos uns aos outros. Quando tudo ficou pronto, levei os dois baldes que estavam no meu aposento, um com água fria e o outro com água quente e a parafina em fusão; coloquei-os em um ângulo do aposento, por trás da cortina, a uma distância de cerca de 6 pés do Sr. Eglinton, cujas mãos eram detidas, como já disse, pelas do Dr. Friese.


Os convidados sentaram-se em semicírculo, o mais distante possível da cortina. Cada um de nós era distintamente visível; ninguém estava perto dos baldes; do mesmo modo, ninguém teria podido aproximar-se deles.

No fim de alguns instantes, ouvimos vozes que saíam do lugar em que se achavam os baldes, bem como o revolver da água, e imediatamente depois as pancadas de advertência. Então, aproximei-me e retirei os baldes de trás da cortina.

Sobre a água fria, havia duas peças de parafina solidificada, uma das quais tinha a forma de uma luva branca espessa de alabastro, e a outra representava alguma coisa de análogo, porém muito menor. Retirei o mais volumoso desses objetos e percebi que ele era oco e que tinha a forma da mão humana. O outro objeto era o molde da mão de um menino, Uma senhora que fazia parte da sociedade notou naquela mão um sinal particular, ligeira deformidade característica que lhe fazia reconhecer a mão de sua filha, que tinha morrido afogada no sul da África na idade de cinco anos. Conduzi os dois baldes para o meu gabinete de estudos, deixando os moldes flutuarem na superfície da água. Fechei a porta e retirei a chave.

No dia seguinte fizemos aquisição de gesso muito fino e o introduzimos na forma grande. Para retirar dela o modelo foi preciso sacrificar o molde. Esse modelo da mão da minha filha Willie, com seus dedos longos e afilados e aquele movimento gracioso que ela tinha adquirido mergulhando na parafina em fusão, quase na temperatura da água fervente, até hoje eu o conservo em cima do pano de meu fogão, dentro de uma redoma. Todos ficam surpresos com a semelhança desse modelo com a minha própria mão, quando a coloco na mesma posição, à exceção da enorme diferença de tamanho.

Aquela mão nada tem da forma convencional que os estatuários criam: é a mão puramente natural, anatomicamente correta, mostrando cada osso e cada veia e as menores sinuosidades da pele. É sem dúvida alguma a mão que eu conhecia tão bem em sua existência mortal, que depois eu apalpei tão freqüentemente quando se apresentava materializada.

O molde menor foi entregue à mãe do menino. Ela conservou o seu gesso, não tendo a mínima dúvida a respeito da identidade daquela mão com a de sua filha.

Posso afirmar, da maneira mais formal, que a prova em gesso que está guardada em cima do meu fogão foi vazada no molde da mão materializada de minha filha. De princípio a fim, a experiência foi dirigida por mim e submetida às mais rigorosas condições.

Se o molde tivesse sido tirado em mão viva, não teria podido ser retirado dela. A circunferência do punho é menor uma polegada e meia do que a da palma na região do polegar. Mão semelhante não poderia retirar-se do molde sem quebrá-lo em muitos fragmentos. A única explicação possível desse fenômeno seria supor que, para deixar o molde, a mão se desfez ou se desmaterializou.”

Pedi ao Dr. Robert Friese – que os leitores do Psychische Studien conhecem e de quem o Sr. Hartmann faz menção em seu livro – que me enviasse a descrição daquela sessão, na qual ele tinha tomado parte tão ativa, tendo sido até o encarregado de manter as mãos do Sr. Eglinton.

Eis um resumo da carta que ele me escreveu a esse respeito, e que é datada de Elbing, em 20 de março de 1886:

“Senhor,


Satisfazendo o seu desejo, venho apresentar-lhe o relatório da sessão de 9 de dezembro de 1878, organizada em Londres, em casa do Dr. Nichols, com o médium Eglinton.

Éramos doze pessoas; tomamos lugar ao longo de três das paredes do aposento, que tinha quatro metros de largura e cerca de cinco de comprimento. Uma cortina em tecido de algodão, dividindo o aposento de uma a outra parede, a reduzia de um metro, de maneira que o espaço que ocupávamos formava um quadrilátero de quatro metros de face.

No centro havia uma pesada mesa de acaju, que não tinha menos de um metro e meio de diâmetro; ao alto, um bico de gás ardia a toda força...”

Segue-se a descrição de diversos fenômenos que se deram no começo da sessão. Citarei aqui a passagem que se refere especialmente à produção dos moldes em parafina:

“A cortina, composta de duas partes que se reuniam no centro, tinha dois metros de altura. Tendo Eglinton tomado lugar por trás dela, defronte da abertura, propuseram-me que me sentasse defronte dele, aquém da cortina, e lhe segurasse as mãos com força. O gás estava completamente aberto. Colocaram dois baldes atrás da cortina, um com água fria, outro com água quente e parafina em fusão. Desde que tomei as mãos de Eglinton, ouvimos atrás da cortina a voz forte de Joey (um dos Espíritos-guias de Eglinton) dar ordens:

– Mergulha a mão. Assim mesmo. Outra vez. Pronto. Agora depressa, na água!

A mesma voz deu ordem de repetir a operação:

– Mais profundamente! Então, está muito quente? Que tolice! Vamos! Mergulha mais, assim; agora, de novo na água fria e depois ainda uma vez na parafina.

Em seguida ouvi o choque que produz o molde tocando no fundo do balde.

Depois daquela primeira forma, obteve-se ainda uma segunda, nas mesmas condições. Quando se abriu a cortina, no fim da sessão, todas as pessoas presentes puderam verificar que eu mantinha sempre as mãos de Eglinton e que além dele nenhuma outra pessoa estava atrás da cortina.

Retiramos os moldes que repousavam no fundo do balde de água fria e os examinamos cuidadosamente: eles eram mui delicados e friáveis, posto que de uma consistência suficiente para podermos apalpá-los, tomando algumas precauções.

O que nos surpreendeu, antes de tudo, foi notar que as duas formas apresentavam os moldes dos braços muito acima do punho. Para obter prova deles, basta enchê-los com uma solução de gesso.”

Depois da recepção dessa carta, dirigi ainda alguns quesitos ao Dr. Friese, aos quais ele me respondeu em data de 5 de março:

“Senhor,

Em resposta aos quesitos que me apresenta, tenho a honra de lhe comunicar o que segue:

1º – Na parte do aposento isolada pela cortina não havia janelas nem portas, o que, aliás, podia verificar-se à primeira vista, pois que ela estava suficientemente iluminada pelo gás que ardia no aposento e nenhum outro móvel continha além de uma espreguiçadeira pequena.

2º – Durante a sessão, eu via do Sr. Eglinton apenas as mãos, colocadas fora da cortina, porém ele mas tinha apresentado antes que a cortina estivesse fixada por meio de cinco alfinetes; até aquela ocasião eu podia vê-lo inteiramente. Tendo tomado suas mãos, não as deixei até o momento em que a cortina foi aberta, e então todas as pessoas puderam certificar-se de que eram realmente as mãos do Sr. Eglinton que eu segurava, e não outra coisa qualquer.

Eu estava sentado defronte do médium, mantendo suas pernas entre as minhas, e podia ver as extremidades de seus pés durante todo o tempo.

3º – Ele se conservava calmo, mas nada indicava que estivesse em transe; o estado de transe se teria tornado patente infalivelmente, não só na atitude do médium, como ainda na tensão de seus braços; finalmente, ele estava sentado numa cadeira simples e não numa poltrona, cujos braços tivessem podido sustentá-lo em caso de abatimento.

4º – No momento em que me entregou as mãos não se apoiava sequer no encosto da cadeira; se o tivesse feito depois, eu não teria deixado de perceber.

5º – Os dois moldes em parafina ficaram prontos no prazo de cerca de dez minutos.

6º – A altura do aposento era de mais de quatro metros; a cortina chegava a cerca de dois metros de altura. O gás ardia a toda força, iluminando um e outro compartimento.”

O Dr. Nichols teve a fineza de enviar-me também a fotografia do molde em gesso da mão de sua filha, da qual se tratou na experiência em questão. A senhora que obteve naquela mesma sessão a forma da mão de seu filho me enviou igualmente, por intermédio do Sr. Eglinton, uma fotografia da prova, na qual dois dedos são assinalados pela deformidade que serviu para estabelecer a identidade.

Uma terceira experiência, feita em análogas circunstâncias, realizou-se perante uma comissão reunida ad hoc. Desta vez, só o pé direito do médium (sempre o Sr. Eglinton) ficou visível aos assistentes durante todo o tempo da sessão; quanto às suas mãos, não estavam visíveis, mas tinham sido fortemente ligadas, assim como os pés.

Sendo a forma em parafina que se obteve nessa sessão precisamente a do pé direito, importa em ter sido o médium inteiramente visível, em razão do argumento: pars pro toto.

Eis um artigo sobre essa sessão, publicado no The Spiritualist de 5 de maio de 1876 (pág. 202):

“A 28 de abril, sexta-feira, 1876, era dia de sessão em casa do Sr. Blackburn, que tinha organizado uma série delas em Londres, 38, Great Russel Street. O médium era o Sr. Eglinton; os assistentes eram as pessoas seguintes: o Capitão James, o Dr. Carte Blake, o Sr. Algernon Joy, Mrs. Fritz-Gerald, Mrs. Desmond Fritz Gerald, M. A. Vacher, F. C. S., Mrs. C., Srta. Kislingbury St. George Stock, M. A. e eu, signatário do presente relatório, funcionando na qualidade de delegado da comissão de organização das sessões.

O Espírito-guia do médium, Jói, anunciou que ia fazer a experiência para obter moldes em parafina por meio de imersões repetidas do membro materializado no líquido preparado. Mandaram-se buscar duas libras de parafina, que foi fundida e derramada na superfície da água quente contida em um balde. Essa operação fora executada segundo as indicações do Sr. Vacher. Sendo o peso específico da parafina 87 e sua temperatura de fusão 110º F., a camada assim preparada devia ficar por bastante tempo no estado de liquefação. O balde com a parafina foi colocado de um lado do gabinete, perto de uma bacia cheia de água fria, destinada ao resfriamento das camadas sucessivas de parafina que compõem o molde. O médium foi instalado em uma poltrona de junco e amarrado solidamente pelo Sr. Algernon e pelo Dr. Blake, que solicitamente lhe ataram as mãos uma na outra, os pés, e em seguida os prenderam, bem como o pescoço, à poltrona.

Farei observar que desde que o médium foi ligado, puxaram por seu pé direito tanto quanto o permitiam os obstáculos, e que, tendo-se afastado a cortina, conseguiu-se ter à vista, até o fim da sessão, esse pé, ou antes, para explicar-me com rigorosa exatidão, a botina com que ele estava indubitavelmente calçado no começo da experiência. Muitas pessoas – e eu faço parte desse número – se contentaram em observá-lo de tempos em tempos, não julgando que aquela exposição tivesse um caráter intencional, mas, depois da sessão, quatro dentre os assistentes me declararam que não tinham deixado de vista o pé exposto. Farei ainda salientar essa circunstância: o médium calçava meias de lã e botinas de elástico e que, em tais condições, não lhe teria sido possível descalçá-las dos pés sem que percebêssemos. Além disso, em dado momento, notou-se ligeira trepidação no pé, como se o médium tivesse convulsões.

Apenas tinha começado a sessão, Jói nos pediu que abríssemos as duas janelas existentes no gabinete, provavelmente por causa da elevada temperatura que havia naquele espaço fechado. Depois de cerca de quarenta minutos, ouvimos por muitas vezes o choque da água, como se um objeto qualquer tivesse sido mergulhado nos baldes e, decorrida uma hora, Jói nos disse: “Agora podem entrar; acabamos de lhes dar uma prova de natureza particular: fizemos o melhor que pudemos. Vejamos se conseguimos satisfazer-lhes!

Ao entrar no gabinete, verifiquei que o médium estava amarrado, como no começo da sessão, e divisei duas formas flutuando no balde que continha a água fria; elas estavam um pouco machucadas. Evidentemente, esses moldes tinham sido feitos sobre o pé direito. O Sr. Vacher, auxiliado pelo Dr. Blake, encheu-as de gesso e obteve modelos que indicavam claramente que as duas formas tinham sido moldadas sobre um mesmo pé. Deve-se notar que as particularidades da superfície cutânea estão distintamente gravadas na face inferior dos moldes. O Dr. Blake tem a intenção de comparar esses modelos com os pés do médium, com os quais poderiam apresentar certa semelhança, segundo as hipóteses adotadas.

Para libertar o médium, tive necessidade de cortar os laços, não conseguindo desfazer os nós. Posso afirmar, sob palavra, que a posição do médium e o estado dos laços que o retinham eram exatamente os mesmos no fim da sessão, como no começo.

Desmond, G. Fritz Gerald, M. S. Tel. E.
Membro da Sociedade de Engenheiros Telegrafistas).
Em nome da comissão das sessões.”

Algum tempo depois, a notícia seguinte apareceu no The Spiritualist, na página 300:

Desdobramento do corpo humano – O molde em parafina de um pé direito materializado, obtido em uma sessão, Great, Russel Street, 38, com o médium Sr. Eglinton, cujo pé direito se conservou visível durante todo o tempo da experiência pelos observadores sentados fora do gabinete, verificou-se que era a reprodução exata do pé do Sr. Eglinton, como resulta do exame minucioso do Dr. Carter Blake.”

É um caso surpreendente de desdobramento do corpo do médium, verificado não só pelos olhos, mas estabelecido de maneira absoluta pela reprodução plástica do membro desdobrado. O exemplo não é único, mas se torna particularmente notável por causa das condições nas quais se produziu, principalmente porque a comissão de organização das sessões, que era constituída por pessoas de elevada instrução, já se tinha dedicado a uma série de experiências feitas com todo o cuidado, e sempre com a condição determinada de poder observar se não o médium todo, pelo menos uma parte do corpo, e que essa comissão está plenamente convicta não só da boa fé do médium Eglinton, que funcionou em todas essas sessões, como também do caráter de autenticidade dos fenômenos. Uma vez conseguida uma prova tão palpável do desdobramento, temos o direito de afirmar que, se sucede a figura materializada apresentar semelhança pronunciada com o médium – como no caso de Katie King –, não se segue daí necessariamente que essa figura seja sempre o médium in propria persona, em disfarce; podemos, pois, dizer que o Sr. Hartmann labora em erro quando nos assegura categoricamente que “onde não está provado que é uma alucinação, deve-se sempre considerar o fenômeno como uma ilusão.” 15




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