Amor com Hora Marcada Contract for marriage



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CAPÍTULO XX

Louca para saber como Ryan tinha se saído na entrevista em Los Angeles, Christy foi com Carol até a escola ao meio-dia da terça-feira.

Quando ia bater na porta do escritório surgiu Ryan acompanhado de uma mulher belíssima, que não devia ser mãe de nenhum dos alunos da escola.

Ryan fez as apresentações e depois explicou:

— A srta. Salisbury é a relações-públicas do projeto Rockledge e eu estou lhe apresentando algumas pessoas aqui do norte da Califórnia. Espere um instante, Christy. Volto já. Só vou levar Alicia até o carro dela.

Alicia, hein? Ryan tinha andado depressa daquela vez. A entrevista havia acontecido apenas três dias antes. Será que ele tinha conseguido o emprego? Impossível, o resultado nunca seria dado com tanta rapidez.

O "instante" de Ryan demorou quase meia hora e Carol já estava ficando impaciente quando Ryan voltou finalmente, pareceu ignorá-las. Mexeu num papel, tomou algumas notas, como se estivesse sozinho.

Christy ficou nervosa.

— Ryan, lembra-se de mim? Sou aquela sua pobre amiga que está louca de curiosidade para saber tudo o que aconteceu com você em Los Angeles.

— Desculpe, boneca. Estava com a cabeça nas nuvens, pensando no meu projeto para Rockledge.

— Como foi a entrevista?

— Eu teria dado dez para mim — disse ele sem falsa modéstia. — Mas quem pode saber o resultado, não é? O comitê só anunciará sua decisão em junho. Até lá, tudo o que posso fazer é esperar.

— Mas Ryan, se você já está todo entrosado com a relações-públicas do projeto, isso quer dizer que as coisas estão favoráveis.

— Oh, eu também penso como você. Não via Alicia há anos. Eu já lhe falei sobre ela. Lembra-se de Alicia Travener, neta de Ida Travener? Fomos colegas de classe. Ela acabou de se divorciar e andava doida para começar a fazer alguma coisa. Foi por isso que a avó dela lhe ofereceu o serviço.

— Quer dizer que ela faz parte do comitê de seleção?

— Oh, não. A sra. Travener quis que um membro de sua família participasse da entrevista e, para sorte minha, a encarregada disso foi Alicia. Veja que coincidência!

Aquilo não era nenhuma coincidência, pensou Christy, mas não disse nada. Em silêncio, agradeceu tia Martha.

— Vocês voltaram a ser amigos?

— Claro. Passamos um tempão relembrando os velhos tempos. Ela mora em Berkley agora, por isso eu a convidei para vir para cá e me ofereci para apresentá-la para algumas pessoas importantes da região. Quero que ela conheça o pessoal de música e teatro que vive por aqui. No fim de semana eu a levarei para Rockledge para explicar meus planos para a revitalização daquela imensa área.

— É uma boa ideia, Ryan, mas não diga nada a Harriet, senão ela é capaz de bolar algum plano para impedir esse passeio.

— Isso não vai acontecer. Harriet pediu demissão.

— O quê?


— É verdade. Eu me lembro que você desconfiava dela. Sexta-feira passada, à tarde, achei aquela carta que eu ia mandar para a universidade junto com seu bilhete, no meu fichário. Quando mostrei para Harriet e pedi que ela me explicasse, ficou completamente muda e eu não insisti. Ontem encontrei seu pedido de demissão sobre minha escrivaninha.

— Ela está apaixonada, Ryan. Você não pode culpá-la por tentar manter você aqui ao lado dela.

— Mas, por que então ela não queimou a carta e o bilhete? Por que foi escondê-los justamente num local onde eu facilmente os encontraria?

Christy não respondeu, sentindo pena de Harriet.

Ryan voltou a falar, mudando completamente de assunto:

— Gostaria que o quarteto voltasse a se apresentar, demos um belo show para os japoneses. Acho que só faltou você, boneca. O que acha de entrar no lugar do nosso pianista? Ainda está em tempo.

Bem que Christy gostaria, mas Mark com certeza não.

— Obrigada, mas agora não estou podendo.

— Tudo bem. Ainda tenho esperança que você um dia queira participar do quarteto.

Christy e Carol se despediram e foram para casa. Antes passaram na casa de Geoff para levar Robbie com elas. Carol e ele brincaram a tarde toda. Os dois se davam muito bem e Christy passou muito tempo vendo-os brincar na calçada. Daí da janela, dava também para admirar a cidade inteira.

Mark continuava trabalhando muito. Todas as noites trazia trabalho de clientes para casa, ou voltava para o escritório depois do jantar. Ele estava se saindo muito bem em San Felipe. A firma progredia bastante na região, apesar dos concorrentes. Não era à toa que tinha ganho o prêmio de "Negociante do Ano". Sam Douglas devia estar orgulhoso de Mark.

À noite, quando Christy percebeu que Mark se preparava para voltar ao escritório depois do jantar, não resistiu e falou:

— Por que não trabalha aqui, Mark? Não toco piano. Carol e eu não vamos atrapalhar você. Prometo.

— Eu preferia ficar aqui, é claro, mas desde que Carol veio para cá, transferi todas as minhas coisas de serviço para o escritório da firma. É mais fácil trabalhar num lugar onde está tudo ao alcance da mão. — Ele ficou em silêncio por um momento e depois falou: — Não acho certo você passar todas as noites tomando conta de Carol. Por que não contrata alguém para ficar com ela e volta para o seu grupo de teatro?

— Eles não vão começar nenhuma outra peça até que as aulas terminem. De qualquer forma, já avisei que não vou poder participar de nada enquanto Carol estiver conosco.

— Verdade? Pensei que já estivessem planejando outra peça. Afinal, O'Rourke sempre vem aqui em casa.

Christy ficou na defensiva. Carol adorava as visitas de Ryan. Aliás, ela devia ter falado muitas vezes nele para o pai. E não era surpresa. Ryan parecia ter mais tempo para ela do que Mark, sem falar em todas as brincadeiras que inventava.

— Ryan aparece de vez em quando. Ele e Carol são muito amigos.

— Eu sei — murmurou Mark, com um tom de voz ambíguo outra vez.

Mark estava com ciúme de Ryan, Christy pensou. Afinal, ele não podia mesmo passar muito tempo com a filha e não devia gostar que outro homem tomasse o seu papel.

— Mudando de assunto. Sam Douglas chegará na sexta-feira —-disse Mark. — Passaremos o fim de semana discutindo os relatórios para os australianos.

— Convide-o para jantar — Christy sugeriu.

— Poderemos jantar fora. Ouvi alguém dizer que tem um novo restaurante ótimo na cidade.

— Imagine, Mark. Sam é o primeiro a incentivar seus empregados a receberem em casa. e nós vamos levá-lo para jantar fora?

— Eu sei que ele gosta de comida caseira, mas pensei que ia dar muito trabalho para você se o convidasse para vir jantar aqui.

— Não vai ser trabalho nenhum.

— Então, está bem — ele concordou, pegando a pasta de documentos. — Ah, queria lhe pedir para que não comentasse nada com ninguém a respeito dos nossos contatos com os australianos. Se nossos concorrentes ficarem sabendo disso, tentarão nos bloquear. Eles também estão loucos para conquistar o mercado internacional.

— Claro, Mark. E para quem eu contaria essas coisas? Sei tão pouco sobre os seus negócios!

Christy resolveu fazer um jantar bem gostoso para Sam Douglas, com os pratos prediletos de Mark. Na sexta-feira à tarde, a casa já estava brilhando e ela começava a preparar a comida.

Carol, que tinha dormido um pouco depois do almoço, de repente entrou na cozinha, impressionada com os preparativos.

— Quem vem aqui hoje? — perguntou.

— O sr. Douglas. Ele é o presidente da firma onde seu pai trabalha. Você o conheceu, mas deve ter esquecido.

— Por que Ryan não pode vir jantar com a gente?

— Porque é a primeira vez que o sr. Douglas nos visita. Precisamos dar atenção apenas a ele.

— Então Robbie pode vir?

— Não hoje. Seu pai e o sr. Douglas têm coisas importantes para discutir.

Carol começou a chorar.

— Por que você não vai na calçada brincar um pouco? — perguntou Christy.

— Não tem ninguém lá fora. Quero ir ao parque!

— Não posso levá-la ao parque agora, e não vou deixar você ir sozinha até lá. Vamos amanhã, certo?

— Você não gosta de mim! — gritou Carol batendo os pés. — Minha mãe deixaria Robbie e Ryan virem jantar hoje.

— Já sei. Carol. Vou ler uma historinha para você e depois você vai pintar alguma coisa para dar ao seu pai e ao sr. Douglas quando chegarem.

Carol gostava de desenhar e de ouvir histórias, especialmente a da bruxa que fazia os objetos desaparecerem desenhando um círculo preto em volta deles. Pediu a Christy que contasse essa, mais uma vez.

Carol ficou calma e Christy continuou os preparativos para o jantar. Quando os pratos estavam praticamente prontos, arrumou a mesa. Pôs uma toalha de renda, copos de cristal, pratos de porcelana chinesa e suportes de prata. Estava tudo pronto e muito chique.

Robbie chegou e Christy riu muito ouvindo Carol contar para ele a história da feiticeira que fazia sumir tudo. Os dois agora estavam brincando na calçada e Christy correu para tomar um banho e se vestir. Como tinha ainda um pouco de tempo, resolveu descansar uns cinco minutos, para ver se uma dorzinha de cabeça que a estava incomodando desde manhã passava.

Acordou quase seis horas, Mark e Sam chegariam a qualquer momento. Robbie já tinha ido para casa e Carol a estava observando da porta,

— Meu Deus, como suas mãos estão sujas! O que andou fazendo, Carol?

— Brincando de feiticeira.

— Ah! E conseguiu fazer alguma coisa desaparecer?

— Ainda não sei — falou Carol depois de pensar um pouco. Christy tinha comprado um vestido lindo, cor-de-rosa, especialmente para Carol usar no jantar.

— Você está linda, Carol.

— Obrigada — ela respondeu sem muito entusiasmo.

Desceram a escada juntas e foi então que Christy viu o estrago.

As crianças tinham misturado carvão e areia e fizeram um caminho em cima da toalha, circundando copos e pratos. O carpete da sala também estava cheio de montinhos de areia e carvão que vinham da porta de entrada.

— Não sumiu — Carol disse calmamente.

— Oh, não! — exclamou Christy. — Por que fez isso, Carol?

— Porque você não deixou nenhum dos meus amigos vir jantar aqui.

— Se você ainda não é grande o bastante para conseguir perceber a diferença entre um conto de fadas e a realidade, também não é grande para jantar conosco esta noite! Tire seu vestido imediatamente e vá para a cama agora!

Carol obedeceu.

Christy correu para a cozinha, pegou uma bandeja bem grande, colocou os pratos, os copos, os talheres e a toalha nela e guardou-a num canto, na área de serviço. Tinha acabado de passar o aspirador no carpete quando Mark e Sam chegaram.

— Mark, você é mesmo um demônio! — exclamou Sam, quando notou o volume da barriga de Christy. Ele a abraçou e lhe fez vários elogios.

Conversaram um pouco enquanto tomavam um aperitivo e quando Christy arrumou a mesa novamente com os pratos, talheres e copos de todos os dias, percebeu que Mark a olhava intrigado. Afinal, ele devia estar estranhando o fato de ela não servir seu patrão de maneira mais especial.

O telefone tocou, Christy atendeu. Era uma mulher de voz sensual querendo falar com Mark.

— Darcy? Sim, claro, estava esperando sua chamada — disse ele. — Não, este fim de semana não vai dar. Sam e eu temos um trabalho para fazer. Hotel Tahoe? — Ele ficou em silêncio por um instante e depois continuou: — É, acho que será melhor. Eu a verei, então. Adeus.

Depois de ouvir aquela conversa, Christy mal prestava atenção nos últimos detalhes dos pratos que tinha preparado. Mark continuava se encontrando com Darcy! Quem diria! Bom, quando fizeram o contrato, não tinham combinado fidelidade. Portanto, não precisava ficar zangada ou magoada com aquilo!

Mas suas mãos tremiam de raiva e ciúme e ela teve que esperar até se acalmar para servir a refeição.

— Onde está Carol? — perguntou Mark, enquanto se sentavam.

— Mandei que ficasse no quarto.

— Ela está doente?

— Não.


— Bem, então vou lá em cima falar para ela descer.

— Mark, por favor! Carol fez uma travessura e eu achei que ela devia ser punida.

— Será que você não foi muito dura com ela? Afinal, esta é uma noite especial. Não é sempre que Sam janta conosco.

Sam continuou a comer, fingindo não estar se sentindo mal com aquela cena desagradável.

Depois da sobremesa. Mark subiu para buscar Carol. Voltou segundos depois.

— Ela não está na cama — disse, ansioso. — Onde poderia ter ido, Christy?

— Ela deve estar escondida. — Mas Carol não estava em lugar nenhum.

— Acho melhor chamarmos a polícia — Mark sugeriu. — Carol deve ter fugido!

— Deixe eu ligar para a casa de Robbie. Eles brincaram juntos esta tarde — pediu Christy.

Ela ligou e ninguém atendeu.

— O que será que aconteceu para ela ter fugido? — perguntou ele, pegando a lista telefônica para achar o número da chefatura de polícia.

Christy não sabia o que dizer.

Naquele momento, Carol e Ryan surgiram na porta.

— Alguém aqui perdeu uma linda princesinha? — perguntou ele.

— Estava numa mesa-redonda no auditório da escola quando a vi na plateia. Demorou um pouco até eu perceber que Carol estava sozinha. Trouxe-a de volta, assim que pude sair da mesa.

— Obrigado — murmurou Mark, pegando Carol no colo.

— Não fique bravo, papai.

— Você fez uma coisa muito feia Carol. Íamos chamar a polícia.

Sam se aproximou e Mark apresentou Ryan a ele.

— Tudo terminou bem. Sente-se, O'Rourke — disse Sam, de certa forma querendo compensar a frieza com que Mark tinha tratado Ryan.

Ryan e Sam ficaram conversando, enquanto Mark preparava algumas bebidas. Depois de servir os convidados, sentou-se ao lado deles e pegou Carol no colo novamente.

— Você deve ter feito alguma coisa muito feia para Christy colocar você de castigo.

— Fiz uma magia negra, mas não deu certo.

Mark olhou para Christy rapidamente, perguntando com os olhos como ela tinha tido a coragem de castigar uma pobre criança só porque estava brincando de bruxaria.

Carol, muito interessada em mudar o rumo da conversa, antes que Mark perguntasse que feitiço tinha feito, saiu do colo de Mark e falou:

— Fiz umas pinturas para o senhor, papai. — Foi apanhar os papéis.

Ryan levantou e foi olhar os trabalhos de Carol junto com Mark.

— Muito bom — disse ele.

— Você desenha bem, garota — Sam olhou os desenhos. — Gostaria de ter tanto talento quanto você.

Viram vários desenhos da pilha que Carol trouxe, mas quando Mark foi pegar um dos últimos, ela o arrancou da mão do pai.

— Esse não, esse não está bom!

Mark conseguiu pegar o papel da mão dela e o observou atentamente.

— Ao contrário, Carol. Esse está ótimo — disse ele, mostrando o desenho para todos.

Christy quase desmaiou. O desenho representava uma figura de mulher que sem dúvida era ela. Carol tinha conseguido captar seu perfil, o penteado que usava e mesmo a curvatura dos cílios. A surpresa era a seguinte: em volta do rosto da figura, Carol tinha desenhado uma linha preta imensa.

Mark olhou para Christy, como se esperasse algum comentário, mas Christy ficou calada.

Carol olhou para ela com um pouco de medo

— Estou com sono — disse. — Acho melhor ir para a cama.

Christy levantou-se para acompanhá-la.

— Não se preocupe, Christy, pode deixar — disse Mark. — Eu mesmo a ponho na cama.

Christy teria preferido que ele lhe dissesse tudo o que estava pensando. Viu que Ryan olhava para ela.

— Já vou indo — avisou ele. — Obrigado pela bebida. Gostei muito de conhecê-lo, Sam.

Christy levou-o até a porta e depois foi com ele até o portão.

— Não fique chateada, boneca. Quando Mark se acalmar, vai ver que você agiu corretamente colocando Carol de castigo.

— Espero que sim.

— Pelo papo que ouvi de Sam, parece que Mark vai ser promovido. Vocês vão para Sídnei, na Austrália?

Christy tossiu. Como ele tinha ficado sabendo?

— Ainda não sei de nada, Ryan, mas a única coisa que posso lhe garantir é que eu não vou para a Austrália.

— Ótimo. Não gostaria de me separar de você, boneca.

Os dois se despediram e Ryan foi para o carro.

Christy entrou na casa, pegou a louça e foi para a cozinha ligar a máquina de lavar pratos. Sam e Mark pareciam muito entrosados numa discussão.

Um pouco mais tarde, Sam colocou a cabeça na porta para dizer boa noite.

Foi um jantar maravilhoso, Christy. E você sabe muito bem o quanto eu aprecio um jantarzinho caseiro!

Mark foi levá-lo até o hotel e quando voltou Christy ainda estava na cozinha.

— Você não pode deixar isso para amanhã? Já é hora de ir para a cama — disse ele.

— Estou quase terminando.

— Seu jantar estava ótimo.

— Fico contente que tenha gostado.

— E como sempre o nosso caro sr. Ryan O'Rourke acabou aparecendo. O que acontece com aquele cara?

— Ora, você sabe que ele e Carol são muito amigos, e você não pode culpá-lo por tê-la trazido para casa. Carol queria que ele viesse jantar hoje aqui de qualquer jeito, mas eu não concordei.

— Bem, já que ele se tornou quase que um membro da família, espero que você tenha se lembrado de não comentar nada com ele a respeito das negociações com os australianos.

— Eu não disse nada a Ryan sobre isso — respondeu Christy calmamente. De repente lembrou das palavras de Ryan, antes de sair. — Oh, não! — exclamou ela.

— O que foi? — perguntou Mark.

— Antes de Ryan sair ele me perguntou se era mesmo verdade que você estava para ser promovido, se iria para Sídnei. Sam deve ter falado alguma coisa a ele sobre os australianos.

— E o que foi que você respondeu? — perguntou Mark, abrindo a porta da área de serviço e acendendo a luz.

— Ora, disse que não sabia de nada, mas que eu não iria para a Austrália de jeito nenhum.

— Meu Deus! O que é isso? — perguntou ele, mostrando a bandeja com a toalha, os talheres e os copos cheios de carvão e areia que ela tinha escondido na área de serviço.

— Ah, isso faz parte da magia negra que Carol e Robbie fizeram hoje. Eu só fui descobrir minutos antes de você e Sam chegarem.

— Meu Deus! Mas, por que não me contou o que tinha acontecido? Essa menina precisava de umas boas palmadas.

— Foi o que eu pensei — disse Christy sorrindo. — Mas eu não queria provocar uma cena poucos minutos antes de Sam Douglas chegar.

— Só que eu fui muito grosso. Tomei o partido de Carol, sem saber as suas razões Você deve ter ficado furiosa. Você me perdoa?

— Que eu fiquei furiosa, pode ter certeza que fiquei mesmo. E não sei ao certo por que Carol fez isso. Às vezes, acho que existe algo de errado entre ela e eu. Tento me aproximar ao máximo dela, mas...

— Eu sei que você tenta, e lhe agradeço muito por isso...



CAPÍTULO XXI

Na manhã seguinte, Carol acordou com um pouco de febre e com algumas manchas no corpo. Christy ficou assustada e telefonou para Mark imediatamente, mas ele ainda não tinha chegado na firma.

Sem saber direito o que fazer, telefonou para Sarah, a mãe de Robbie, mas foi Geoff quem atendeu.

— Oh, Christy, querida. Esqueci de avisá-la. Robbie e Kent ficaram com sarampo no dia seguinte ao aniversário de Carol, três semanas atrás, ou seja, o tempo exato de incubação do vírus. Carol também deve estar com sarampo.

— Puxa vida!

— Mas não se preocupe que não é nada muito grave. Robbie e Kent se recuperaram em poucos dias. E você, Christy, já teve sarampo?

— Quando era pequena.

— Ótimo. O sarampo às vezes é perigoso em adultos. Desculpe por não tê-la avisado antes, está bem? Não chame o médico, a não ser que Carol fique com muita febre. Passarei aí para levar um remédio quando for para o escritório! Carol está muito abatida?

— Ainda não, mas está com um pouco de febre — replicou Christy.

— Bem, dê um jeito de mantê-la na cama até a febre abaixar. Espero que ela se recupere tão rápido quanto Robbie e Kent. Eles não ficaram nem uma semana doentes. Lembro que na sexta-feira a gente foi para nossa casa de campo em Tahoe. Ah, por falar nisso, você gostou do show?

— Que show?

— Ora, o show do Hotel North Shore. Por coincidência estávamos lá também naquela noite. Vimos Mark do outro lado do salão, mas não conseguimos vê-la. Tentamos encontrá-la, mas tinha tanta gente, não é? — Ele riu do outro lado da linha e depois falou brincando: — Você estava lá, não é mesmo? Não venha me dizer que Mark estava com outra!

— Claro que eu estava, Geoff — disse Christy, querendo morrer.

— Estava brincando. Sei que você e Mark formam um casal maravilhoso. Levarei o remédio daqui a pouco.

— Muito obrigada, Geoff. Até já.

Christy colocou o telefone no gancho com lágrimas nos olhos. Era humilhante descobrir daquele jeito como estava sendo idiota. Só agora entendia por que Mark vivia fazendo pequenas viagens repentinas! Claro, ele ia se encontrar com Darcy! Então aquela conversa telefônica de ontem à noite não tinha sido a primeira! Ela nunca poderia imaginar que Mark agiria daquela forma!

Afinal, ele a estava desrespeitando, fazendo-a passar por idiota! Não... Mark estava apenas vivendo a vida dele. Aquele compromisso com ela iria acabar e ele tinha que pensar no futuro.

O que na verdade a deixava mais irritada era o fato de Mark estar procurando logo Darcy.

Você está com ciúme!, disse a si mesma.

Christy passou o dia inteiro subindo e descendo a escada para atender Carol. Ficou feliz por ter o que fazer, para não pensar.

Mark não voltou para o trabalho depois do jantar, mas ficou o tempo todo com Carol no quarto, enquanto Christy arrumava a cozinha.

Estava guardando o suco de laranja na geladeira, quando parou, maravilhada. O bebê tinha se mexido pela primeira vez!

— Oh, meu bebê! Bem-vindo à vida! — gritou ela e correu para contar a novidade a Mark. Mas, de repente, parou. Será que ele e Carol gostariam de ouvir o que tinha para contar? Christy duvidava. No máximo, ficariam constrangidos.

Mas não tinha direito de ficar triste com aquilo. Afinal, seria até mais gentil não dizer nada a eles. Era melhor não envolvê-los emocionalmente com um bebê que nunca lhes pertenceria.

Mais tarde, Mark desceu e sentou na sala para trabalhar no relatório que fazia para os australianos.

— Você ainda não terminou esse relatório? -— perguntou ela.

— Não — disse ele, seco sem lhe dar atenção.

Será que Mark não acreditou que ela não tinha contado nada a Ryan sobre a possibilidade de ele ir para a Austrália?

Os relatórios tinham sido mandados para a Austrália há algumas semanas, e uma delegação de investidores estava para chegar no dia seguinte. Christy havia visitado o escritório de Mark no dia anterior, a convite dele, o que a deixou surpresa. Ficara maravilhada com a nova decoração, cheia de mapas e fotos documentando os altos investimentos da firma naquela região.

Sam tinha chegado no dia anterior para participar da conferência com os australianos e insistiu em ajudar Mark com os manuais. Christy ficou um pouco admirada de ver o dono da Douglas Enterprises mexendo numa copiadora com tanto zelo quanto qualquer office boy. Talvez aquele tipo de trabalho funcionasse como uma válvula de escape segura para aliviar a tensão pela espera da conferência. Ela entendia a sensação. Meses antes Mark lhe explicou que a Douglas Enterprises tinha investido muito para ganhar milhões de dólares com a venda de maquinários, enquanto Mark, como diretor, realizaria seu sonho de instalar firmas como aquela em outros países.

Para aliviar as atividades da firma, Mark tinha trazido uma quantidade imensa de manuais para grampear em casa. A sala ficou cheia de papéis para serem separados e colocados em ordem. Para aumentar a confusão formada, tia Martha telefonou à noite.

— Surpresa, querida! — exclamou a velha senhora do outro lado da linha. — Estou em San Francisco, indo para casa de minha amiga Elsa, onde passarei um mês. Adoraria ficar com você e Mark por uns dois dias. Vocês podem me receber?

— Claro! Nós adoraríamos! — exclamou Christy.

Ela chegaria de helicóptero às três horas da tarde, no dia seguinte. Christy desligou o telefone e percebeu que estava com muita saudade de Martha.

Por outro lado, recebê-la com aquela desordem que Mark e Sam estavam fazendo na sala era terrível. Nem queria pensar na festa que tia Martha faria quando soubesse de sua gravidez. Mas, e quanto ao clima de tensão entre Mark e ela?

Christy levantou cedo na manhã seguinte para começar a trabalhar, mas ficou desanimada antes mesmo de começar. O ar estava abafado, prometendo um dia muito quente. Abriu a janela e ficou ouvindo um pássaro cantar, lembrando que não limpava a casa há vários dias, que ainda parecia uma fábrica de papel. Sam e Mark prometeram terminar de grampear os manuais naquela manhã, mas ela duvidava. Sam chegou quando terminavam de tomar o café da manhã, levantou Carol tão alto que ela tocou as mãos no teto, deu um beijo no rosto de Christy e cheirou, guloso, os pãezinhos frescos.

— Se eu encontrasse uma garota que fizesse pãezinhos como esses, teria me casado com ela ontem!

— Gosto de você, Sam, porque vive me elogiando, mas se você e Mark não terminarem logo essa bagunça, vou ficar muito brava — disse Christy, colocando dois pãezinhos num prato para ele. — Lembre-se: tia Martha chega hoje e eu quero minha casa limpa.

— Martha vai chegar? — Sam se surpreendeu. — Não se preocupe, querida. Na hora do almoço esta casa estará brilhando. Certo Mark?

— É o que estou planejando — comentou Mark sem levantar os olhos.

Sam tirou os papéis que estavam em cima do piano.

— Não quero afastá-la da sua música, Christy.

— Tudo bem. Não estou trabalhando em nada de especial no momento.

— E quanto ao musical de verão de O'Rourke? — perguntou Mark.

— Não se lembra? Falei que não iria participar de nada neste verão.

— Oh, que pena!

Christy achou melhor não comentar nada. Depois que terminasse de limpar a casa, iria ao supermercado e, mais tarde, faria umas comprinhas. Queria alguns vestidos de gravidez. Já não tinha nada para usar. E, claro, tinha que tomar as providências sobre como iriam dormir. A única solução parecia ser levar Carol para a cama dela e ceder a cama da menina para tia Martha. Imaginou a cara de sua tia quando descobrisse que Mark dormia no sofá.

Tinha acabado de colocar toalhas limpas no banheiro quando Sarah, a mulher de Geoff, chegou, com Robbie e Kent, que pareciam assustados.

— Você pode cuidar dos meninos para mim hoje? — perguntou Sarah. — Meus pais sofreram um acidente de automóvel em San Francisco. Preciso ir para lá imediatamente!

Sarah estava pálida e abatida.

— Claro. Pode ir sossegada. Não se preocupe com nada. — Os garotos subiram para brincar com Carol.

Logo depois, um empregado da firma de Mark chegou com uma cama de armar. Mark mandou-o para o quarto de Carol.

— A cama é para Martha — explicou ele, depois que o homem foi embora. — Acho que você terá que me suportar enquanto Martha estiver aqui. Não podemos desiludi-la nessa altura dos acontecimentos, não é? — Ele não esperou a resposta e voltou ao trabalho.

Depois de arrumar a cama de tia Martha, Christy foi para a sala, e parou no vão da porta quando ouviu a voz furiosa de Mark depois que Sam desligou o telefone.

— Por que eles querem ir para Los Angeles primeiro? Não deram uma razão? A conferência de amanhã está marcada há semanas. Não estou gostando disso!

— Os malditos australianos devem ter resolvido visitar a Disneylândia primeiro. Virão nos encontrar no começo da semana — respondeu Sam.

No começo da semana! Mas isso estraga tudo! Eles não percebem isso? E quanto à viagem, às instalações de Washington, de Oregon? Já estamos com tudo marcado: as passagens reservadas, as visitas aos clientes! Isso não é jeito de se fazer negócio!

Christy sentiu o coração acelerar. Algo tinha saído errado. Ela sabia que o escritório central da principal concorrente da firma de Sam ficava em Los Angeles. Pela centésima vez se perguntou se, sem querer, tinha dado alguma informação a Ryan que ele poderia ter passado para alguém ligado aos concorrentes de Sam. No começo tinha certeza que nunca mencionara as expectativas de Mark a ninguém, mas não estava mais certa de nada.

Mark e Sam passaram o resto da manhã ao telefone, parando subitamente de trabalhar com os manuais. Christy preparou sanduíches e limonada para o almoço. As crianças brincavam, animadíssimas. Só Mark continuava fechado e indiferente. Ele nem percebeu quando Robbie e Carol derrubaram seus copos de limonada, sujando a mesa e o chão que Christy tinha acabado de limpar

— Calma, querida — disse Sam. — Faça o que tem a fazer, sem se preocupar com o jantar desta noite. Vou levar um grupo de alemães para jantar fora e quero que você, Martha e Mark nos acompanhem.

— Oh, Sam, seria maravilhoso! — exclamou Christy aliviada.

— Vejam só, acabei de ter uma ideia genial — continuou Sam. — Seria bom mostrar para esses estrangeiros como é um lar americano, vocês sabem. Por que não fazemos um coquetel aqui antes de sairmos para jantar? Eu forneço a bebida e você poderia preparar alguns petiscos. Que acha daqueles maravilhosos cogumelos recheados que Martha costuma fazer?

Christy ficou desanimada. Sam teria alguma ideia do tempo que se levava para preparar cogumelos recheados?

Oh, Sam, que está pensando que eu sou? Mulher-Maravilha?, pensou, mas não disse nada. Tentava descobrir uma desculpa que pudesse dar. Podia falar que estava indisposta com o calor, ou ainda com uma terrível dor de cabeça. Como conseguiria colocar a casa em ordem e preparar o coquetel até a noite?

Mark estava prestando atenção, curioso para ver como ela responderia ao último desafio de Sam. Christy adivinhou seus pensamentos. De jeito nenhum deixaria que ele dissesse que faltou com sua obrigação.

— Nós adoraríamos, não é, Mark? — perguntou ela.

— Claro — respondeu Mark, parecendo divertido pela primeira vez naquele dia.

Sam e Mark voltaram a arrumar a sala.

Enquanto Christy fechava as cortinas, viu um táxi estacionando em frente da casa. Tia Martha! E Christy ainda nem tinha trocado de roupa! Correu para abrir a porta para a tia, que tinha chegado com uma hora de antecedência.

— Querida! Por que você não me contou? — disse ela abraçando Christy depois de admirar a barriga proeminente.

— É que sabemos que você gosta de surpresas, Martha — replicou Mark sorrindo.

Sam atravessou a sala e deu um beijo barulhento no rosto de Martha.

— Sam, seu velho magnata! O que está fazendo aqui, bagunçando a casa? — Eles riram divertidos e depois a conversa voltou para a gravidez de Christy.

Após cumprimentar as crianças, Martha foi para o quarto descansar um pouco e Christy então foi para a cozinha preparar uma lista de compras.

As crianças estavam fazendo o maior barulho na área de serviço. Christy já estava meio irritada. De repente, Mark entrou na cozinha para pegar uma cerveja.

— Não me diga que você convidou aqueles dois monstrinhos para passar o dia inteiro aqui — disse ele.

— Já lhe disse que não podia rejeitar o pedido de Sarah. Era uma emergência. Além disso, ela vira e mexe fica com Carol.

— Sabe, você não ficaria tão apertada se não deixasse as pessoas passarem por cima de você.

— Obrigada pelo conselho. — Christy sentiu o corpo tenso. — Vou colocá-lo em prática quando tiver tempo.

— Então dane-se. Por que não aprende a tornar as coisas mais simples?

— Simples! — exclamou ela. — Você e Sam literalmente transformaram essa casa num depósito de papel. Tenho que deixá-la arrumada para o coquetel e preparar a comida em três minutos. Oh, não precisa dizer nada! Tenho certeza que Darcy conseguiria fazer tudo isso com uma mão amarrada nas costas!

— O que é que foi, garota? Será que aquele nosso contrato está se tornando pesado demais para nós dois?

Christy ficou aterrorizada. Seu coração batia tão forte que ele devia estar ouvindo. Colocou o cotovelo na mesa e apoiou a cabeça na mão. De repente, ele deu dois passos e colocou a mão em seus ombros.

— Meu Deus, Christy, não queria dizer nada disso! Passei uma manhã terrível e estou descontando em você. Me desculpe?

Christy estava tão magoada que não conseguiu dar resposta alguma.

— Já terminou? —perguntou Mark apontando a lista. Ela assentiu mantendo a cabeça baixa. — Eu cuidarei disso — completou ele e saiu.

Às sete horas da noite todos os canapés e salgadinhos estavam arrumados tentadoramente em várias bandejas na cozinha. A sala estava limpíssima decorada com as flores que Sam insistiu em comprar.

Uma hora antes, Sarah tinha ido pegar os meninos e levou Carol para passar a noite com eles.

Christy já estava vestida com um conjunto elegante que tinha tido tempo de comprar correndo no final da tarde. Era de linho, salmão, saia godê, com um cós ajustável para acompanhar o crescimento da barriga e blusa bem solta, abotoada na frente.

Mark e Sam tinham ido receber a delegação alemã que também estava muito interessada em conhecer todos os negócios da Douglas Enterprises.

Às sete e meia todos já tinham chegado. Sam e Martha, muito simpáticos, conversavam com os quatro alemães. A srta. Annalise Strub, bela e jovem secretária do consulado, que acompanhava o grupo, não tirava os olhos de Mark e, sempre que podia, ficava conversando com ele. Mas afinal, o que tinha de mais nisso, pensou Christy. Ele era o homem mais atraente da sala!

Três dos alemães falavam com muito sotaque, mas o quarto, um senhor muito distinto e mais velho que os outros, falava fluentemente o inglês.

Christy ofereceu a ele um canapé.

— Sr. Strauss, por um acaso feliz, o senhor descende do grande compositor Strauss? — perguntou.

Os olhos do sr. Strauss brilharam.

— Não, infelizmente, não. Sou apenas um admirador de Strauss. A senhora é pianista, sra. Brandon?

— Sim, senhor.

O Sr. Strauss então lhe contou que na juventude tinha tocado violoncelo, mas que depois teve que abandonar a música. Porém nunca tinha deixado de amar os grandes compositores.

— Gosto muito dos românticos, sra. Brandon, particularmente de Schubert. Talvez a senhora ache meu gosto um tanto antiquado, não é mesmo?

— Imagine, sr. Strauss! Schubert, como a maioria dos grandes compositores, nunca será antiquado! — respondeu Christy, entusiasmada.

De repente, o sr. Strauss levantou a mão e pediu um pouco de silêncio para poder falar.

— Proponho que a sra. Brandon toque um pouco para nós.

Os presentes concordaram com educação. Christy quis recusar, não sabia se os outros convidados gostavam tanto de música quanto o sr. Strauss. Talvez preferissem continuar falando sobre negócios. Mas acabou achando que seria bom mostrar àquelas pessoas que também tinha algum talento. Quando foi em direção ao piano, a srta. Strub chegou mais perto de Mark e. segurando-o pelo braço, disse-lhe alguma coisa no ouvido. Ele sorriu.

Christy sentiu uma enorme raiva. Tinha vontade de jogar a banqueta do piano na cabeça daquela alemãzinha folgada. Mas, em vez disso, sentou-se e começou a tocar um noturno de Chopin. No fim todos aplaudiram, inclusive a srta. Strub. Christy sentiu que sua raiva tinha acabado.

— Obrigada. E agora eu gostaria de tocar um pouco de Schubert em homenagem ao meu caro sr. Strauss.

Mas na verdade não era ao sr. Strauss que ela queria dedicar aquela música. Era a Mark. Sentou-se novamente e deixou que a música nascesse do seu coração. Quando seus dedos rolaram no último acorde, aplausos entusiasmados e espontâneos encheram a sala. Todos tinham sentido a interpretação refinada e sentimental de Christy, menos Mark. Parecia não ter prestado muita atenção à música, como se estivesse com o pensamento longe, ou simplesmente aborrecido com aquela audição de piano.

Christy agradeceu os cumprimentos entusiásticos e foi para a cozinha colocar mais salgadinhos nas bandejas. Tia Martha a seguiu.

— Deixe que eu faço isso — disse ela. — Você está muito pálida. Está sentindo alguma coisa?

— Só um pouco de calor. Está muito abafado aqui dentro.

Continuou arrumando os salgados na bandeja. Sam passou uma outra rodada de bebidas e ela serviu os convidados também mais uma vez.

Quando Sam sugeriu que eles fossem para o restaurante, Christy não estava bem. Para sua segurança e para a segurança do bebê, o melhor que tinha a fazer era ficar em casa para descansar. Sentia muito calor e seus pés doíam incrivelmente. Para a srta. Strub, nada melhor, pois poderia ficar ao lado de Mark, sem qualquer hesitação. Deitou-se pensando que eles já deviam estar no restaurante, Mark muito orgulhoso e feliz por poder ficar com a bela srta. Strub.



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