Ao Sabor Da Sedução



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Ao Sabor Da Sedução

The Desert Virgin



Sandra Marton
Digitalização: Ana Cris

Revisão: Crysty


Querida leitora,

Leanna, uma linda bailarina, foi raptada para dan­çar para o sultão e estava condenada a ser uma prisio­neira dele. Até que aparece o lindo e destemido Cameron Knight. O sultão oferece Leanna como um presente para Cam e ele se encanta por ela. Acompa­nhe o que vai acontecer nessa história cheia de sedu­ção, perigos e surpresas!

CAPITULO UM

Aos trinta e dois anos, Cameron Knight tinha um metro e noventa e três de altura. Os olhos eram ver­des e o corpo, musculoso, herança do pai inglês. Os cabelos pretos e as maçãs do rosto salientes eram gra­ças à mãe, uma mestiça da tribo indígena Comanche. Cameron gostava de belas mulheres, de carros velo­zes e do perigo.

Cam continuava sendo o garoto mau, bonito e pe­rigoso, desejado por metade das meninas de Dallas, no Texas. A única mudança foi que o jovem havia transformado a paixão pelo perigo em uma carreira. Primeiro, nas Forças Especiais. Depois, no Serviço Secreto. E, agora, na empresa que fundara com os ir­mãos.

O rapaz enriquecera com Knight, Knight e Knight. Homens dos três continentes lhe pediam ajuda quan­do a situação saía do controle. Agora, fora o próprio pai quem fizera isso. E o rapaz havia concordado em ajudá-lo. Por esse motivo Cameron estava sobre­voando o Atlântico em um pequeno jatinho particu­lar, dirigindo-se a um ponto no mapa chamado Baslaam.

Cameron deu uma olhada no relógio. Meia hora para aterrissar. Tudo acontecera tão rapidamente que o rapaz teve de passar a maior parte do vôo lendo os arquivos sobre o pai. Agora, tinha tempo para rela­xar.

Cam inclinou para trás o assento da poltrona, fe­chou os olhos e deixou o pensamento vagar. O rapaz refletiu sobre a própria vida, sobre o quanto havia chegado perto das amargas previsões do pai. "Você é um inútil. Nunca vai chegar a nada", era comum o pai dizer isso quando Cameron era criança.

Cam tinha de admitir que parecera determinado a provar que o pai estava certo. O rapaz matara aulas, ficara bêbado e fumara maconha, embora não por muito tempo. Não gostava da perda do autocontrole que vinha com a rápida euforia.

Aos dezessete anos, Cam era um jovem com pro­blemas. Vivia zangado com a mãe por esta estar mor­rendo, e com o pai, que se preocupava mais com di­nheiro do que com a esposa e os filhos.

Certa vez, tarde da noite, ao dirigir um caminhão em alta velocidade por uma estrada, o rapaz percebeu que passara pela casa de um policial. Há um ano, esse tira o tratara de forma rude a pedido do Senhor Khight. “Seu velho pai queria que eu desse ao jovem algo para que pensasse a respeito", Cam ouviu o po­licial dizer ao parceiro.

Com aquelas palavras ecoando na mente, Came­ron desviou o caminhão da estrada, subiu em uma ár­vore, abriu uma janela com um pé-de-cabra e ficou observando o policial, que dormia e roncava. Depois, Cam foi embora da mesma forma que entrou.

Foi uma experiência tão divertida que o rapaz fize­ra isso algumas vezes, invadindo as casas daqueles que obedeciam ao pai dele. Cameron não levava nada dessas invasões, exceto a satisfação do sucesso.

Certa noite, tudo desmoronou. Naquela época, Cam estava na faculdade. Então, foi para casa para um longo fim de semana... E se deparara com um sus­surro de que seria capturado.

Brincar com jogos perigosos era uma coisa. Ser es­túpido era outra. Cam largou os estudos, entrou para o Exército e foi recrutado pelas Forças Especiais. Quando o Serviço Secreto demonstrou interesse, o rapaz respondeu sim. Pensava ter encontrado um lar. Não era verdade. Às vezes, o governo pedia coisas que o faziam sentir-se um estranho.

Seus irmãos trilharam caminhos semelhantes — carros velozes, mulheres bonitas, roleta-russa. Os três freqüentaram a mesma faculdade, com bolsa de estudos devido ao futebol americano. Todos, inclusi­ve, marcaram pontos no mesmo jogo, numa tempora­da memorável de campeonato.

Depois, largaram os estudos e entraram para o Exército. Em seguida, as Forças Especiais e, final­mente, o Serviço Secreto.

Como se desiludiram com o que encontraram lá, retornaram a Dallas e montaram um negócio juntos. Knight, Knight e Knight: Especialistas em Gerencia­mento de Risco. Cam surgira com o nome.

— Mas o que isso significa? — Matt perguntara.

— Significa que vamos ganhar uma fortuna — Alex respondeu, sorrindo. E foi o que aconteceu. Clientes poderosos pagavam quantias exorbitantes para que os rapazes fizessem coisas que deixariam os estômagos de muitos homens embrulhados por conta do medo. Coisas que a lei não daria conta — ou tal­vez não pudesse resolver.

A única pessoa que parecia não saber do sucesso dos Knight era o pai dos rapazes... Então, na noite an­terior, Avery aparecera no apartamento de Cam.

O pai explicou que o negociador dos contratos de petróleo em Baslaam não dava notícias há quase uma semana. E que não era possível fazer contato por ce­lular ou computador.

Cam ouvira, quieto. Depois, Avery ficou em silên­cio. O filho continuou sem dizer nada, embora sou­besse o que havia levado o pai até ali. O tempo pare­cia correr devagar. Avery começou a se sentir enver­gonhado.

— Que inferno, Cameron, você sabe o que estou pedindo.

— Me desculpe, pai. Vai ter que me dizer.

Por um segundo, Cam imaginou que Avery iria embora. Em vez disso, o pai respirou fundo.

— Quero que pegue o avião e vá para Baslaam ver que diabos está acontecendo. Não importa qual seja o seu preço, eu dobro o valor.

— Não quero o seu dinheiro.

— Então, o que quer?

Quero que implore, Cam pensou. Mas o maldito código de honra martelava em sua cabeça, devido à influência do Exército, das Forças Especiais, do Ser­viço Secreto e talvez até mesmo por causa das pró­prias convicções. E, assim, o rapaz não pôde dizer tais palavras.

Aquele era o pai dele, o mesmo sangue. E foi por isso que, menos de dezoito horas depois, o rapaz de­sembarcava no deserto. Um homem baixo, vestindo um traje branco, correu em direção ao rapaz e disse:

— Bem-vindo a Baslaam, Senhor Knight. Sou Salah Adair, o assessor pessoal do sultão.

— Senhor Adair. Que bom conhecê-lo! O repre­sentante das Indústrias Knight não está com você?

— Ele foi visitar as planícies além das Montanhas Azuis. Não o avisou?

— Tenho certeza de que comunicou ao meu pai. Deve ter esquecido de me falar.

Adair o conduziu a uma limusine preta, parte de um comboio de velhos jipes e novos Hummers. Em todos os veículos havia soldados armados. .

— O sultão enviou uma escolta em sua honra — Adair disse.

Pior que era verdade. Nenhuma escolta teria en­volvido tantos homens armados. E onde estavam to­dos os cidadãos de Baslaam? A estrada pavimentada que conduzia à cidade estava vazia. Entretanto, deve­ria haver trânsito ali. Afinal, era a única estrada em um país que tentava entrar no século XXI.

— O sultão preparou uma festa. Você vai provar muitas iguarias. Gastronômicas... E relacionadas aos prazeres da carne.

— Maravilha — Cam comentou, reprimindo um tremor. Naquela parte do mundo, iguarias gastronô­micas podiam embrulhar o estômago de um homem. E com relação aos prazeres da carne... O rapaz prefe­ria escolher por conta própria suas parceiras de cama, e não que alguém fizesse isso por ele.

Algo estava errado. Knight tinha de se manter alerta. Isso significava nada de comidas estranhas. Nem bebedeira. Nem mulheres.

Onde se encontravam as mulheres?

Leanna não sabia há quanto tempo estava trancada naquela cela suja e sem ventilação. Dois dias, talvez dois dias e meio. E ainda não vira um rosto feminino. Esperava ver um porque uma mulher a escutaria e a ajudaria a escapar dali.

Leanna deu uma olhadela no pouco de água que ainda restava no balde que lhe fora dado naquela ma­nhã. Se a bebesse, será que lhe dariam mais? A gar­ganta da moça estava seca.

A jovem não tinha relógio — os homens que a se­qüestraram o haviam arrancado do pulso dela. Entre­tanto, a moça sabia que a luz do sol já começara a cair por trás das montanhas porque as sombras naquela prisão aumentavam. E, com a escuridão, as lacraias e as aranhas apareciam.

Leanna fechou os olhos, respirou fundo e disse a si mesma para não pensar mais. Havia coisas piores do que lacraias e aranhas à espera dela naquela noite. Um dos guardas, que falava um pouco de inglês, lhe contara isso. Ao se lembrar da risada dele, a moça es­tremeceu.

A noite, Leanna seria levada à presença do homem que a comprara — o rei ou o chefe daquele lugar. Os insetos, o calor, os insultos dos seqüestradores pare­ceriam lembranças agradáveis.

— O Grande Asaad vai tê-la esta noite — o guarda dissera, e o sorriso e o gesto obsceno garantiram que a moça compreendesse a mensagem.

Leanna começou a tremer. A moça abraçou a si mesma, querendo que a tremedeira parasse. Dizia a si mesma que seria um grande erro ter medo. Era apenas difícil imaginar como isso acontecera.

Em um minuto, a jovem estava ensaiando "O Lago dos Cisnes" com o resto do corpo de baile no palco de um antigo teatro em Ankara, capital da Tur­quia. No minuto seguinte, a bailarina saíra dali para um intervalo. E, então, fora agarrada e jogada na par­te detrás de um furgão fedorento...

A porta se abriu. Dois homens entraram na cela. Um deles gesticulava e resmungava algo. A moça presumia que fosse para acompanhar ambos.

A bailarina queria sentar e gritar. Em vez disso, permaneceu em pé e fitou os seqüestradores. O que quer que fosse que viesse em seguida, a moça enfren­taria com toda a coragem possível.

— Aonde vão me levar? — A jovem notou que os surpreendeu. Por que não? Surpreendera a si mesma.

— Você virá.

— Vou pro inferno!

Os homens vieram na direção da bailarina. Quan­do colocaram as mãos nos braços dela, a jovem fin­cou os calcanhares na palha que cobria o chão. Mas isso não adiantou. Ambos a ergueram e a arrastaram.

Ainda assim, a moça lutou. Os dois eram fortes, mas ela também era. Durante anos, o treino em ficar na ponta dos pés e na barra haviam enrijecido os mús­culos da bailarina. Leanna também chutava alto. E foi graças a essa habilidade que, uma vez, a moça conseguira uma vaga em um musical, em Las Vegas. E a dançarina colocava isso em prática no momento.

Leanna acertou um dos gigantes bem naquele lu­gar vital para um homem. O seqüestrador se contorceu de tanta dor. O comparsa achou a situação engra­çada. Porém, antes que a dançarina pudesse lhe dispensar o mesmo tratamento, o outro gigante puxou um dos braços da moça para trás das costas dela. De­pois, encostou o rosto no da bailarina e rosnou algo que a jovem não conseguiu entender. Nem precisava. A mensagem era clara, bastava sentir o cheiro da res­piração e o hálito ruim daquele homem.

Ainda assim, por que aquilo a deteria? A moça sa­bia o que viria em seguida. O gigante falante lhe dis­sera de manhã, embora a jovem já suspeitasse. Duas outras garotas da trupe haviam sido seqüestradas também. Uma, assim como Leanna, concluíra que elas tinham sido seqüestradas para serem trocadas por resgate. Porém, a outra logo descartou essa possi­bilidade.

— Eles negociam escravos, vão nos vender — a outra moça havia sussurrado, horrorizada.

Comerciantes de escravos? Neste século? Leanna teria dado uma risada, mas a garota acrescentou que vira uma reportagem na televisão sobre o comércio de escravas brancas.

— Mas para quem nos venderiam? — a primeira garota indagou.

— Para qualquer patife que possa pagar por nós — a terceira moça respondeu, a voz trêmula. Então, adi­cionou detalhes, o suficiente para fazer com que a ou­tra vomitasse.

Leanna nunca fora o tipo de pessoa que costumas­se vomitar ou desmaiar. No palco, as bailarinas pare­ciam princesas de contos de fada. Mas a verdade é que a vida de quem dança é difícil. Principalmente se você faz parte de um programa de dança de uma fun­dação pública, e não de um estúdio caro de Manhat­tan.

Enquanto uma garota vomitava e a outra tremia, Leanna lutava para se livrar das cordas que a amarra­vam. Mas os seqüestradores entraram, derrubaram-nas e injetaram algo nos braços das três. Assim, Leanna viera parar naquela cela horrível, sozinha, sa­bendo que fora vendida...

Tratava-se apenas de uma questão de tempo até que o dono a reivindicasse. Agora, a hora havia che­gado. Os gigantes a arrastaram por um longo corre­dor que fedia a suor e miséria humana. Os dois a em­purraram para dentro de um cômodo pequeno com paredes de concreto manchadas e um escoadouro no meio do chão. Aí, fecharam a porta. A moça ouviu o som de um ferrolho, mas jogou-se de encontro à porta assim mesmo, batendo nela até se machucar.

Então, deixou-se cair no chão frio e cobriu o rosto com as mãos. Muito tempo depois, a moça ouviu o ferrolho se abrindo. Leanna começou a tremer.

— Não deixe que vejam o quanto está assustada — a moça disse a si mesma. A bailarina sabia que isso só iria piorar as coisas. Lentamente, a jovem se levantou e ergueu o queixo.

Uma mulher entrou no cômodo. Leanna arqueou, aliviada. Dois homens com olhos frios e mortais per­maneceram atrás dela. Mas o comportamento da mu­lher deixou claro que ela estava ali a trabalho.

— Você fala inglês? — Leanna perguntou. Nenhu­ma resposta, mas isso não provava nada.

— Espero que sim. Houve um terrível enga...

— Você vai se despir.

— Você fala inglês! Oh, estou tão...

— Deixe suas roupas no chão.

— Me escute, por favor! Sou uma dançarina. Não sei o que pensa que eu...

— Faça isso rapidamente, ou estes homens vão fa­zer isso por você.

— Esta me escutando? Sou uma dançarina! Uma cidadã americana. Minha embaixada...

— Não há nenhuma embaixada em Baslaam. Meu amo não reconhece o seu país.

— Bem, deveria. Do contrário...

A mulher virou a cabeça na direção dos homens. Leanna gritou quando um deles a agarrou pela gola da camiseta.

— Pare! Tire suas mãos da...

A camiseta foi rasgada. Leanna tentou atacá-lo, mas o homem riu e prendeu as mãos da moça, erguendo-a para que o comparsa pudesse tirar-lhe os tênis e as calças.

Quando a jovem estava apenas de calcinha e sutiã, os dois a colocaram no chão. Leanna se encostou na parede e fechou os olhos. Talvez estivesse sonhando. Isso não podia ser real.

A moça gritou quando lhe jogaram água morna no rosto. Leanna abriu os olhos. Havia criadas ao redor dela. Algumas com jarros de água quente, outras com sabonete e toalhas. Os homens tinham levado uma enorme tina de madeira para dentro do cômodo...

— Tire suas roupas íntimas e lave-se direito. Se não estiver limpa o suficiente, será punida. Meu amo, o sultão Asaad, não vai tolerar sujeira — a mulher en­carregada de arrumá-la disse.

Leanna piscou. Ela estava em um banheiro impro­visado. Era por isso que havia o escoadouro no chão.

A moça sentiu vontade de dar uma risada histérica. O dirigente daquele lugar esquecido por Deus a havia comprado e jogado em um buraco no chão, infestado de vermes. E agora faria dela seu mais novo brinque­do sexual.

De repente, tudo parecia inacreditável. Leanna riu. As criadas a fitaram, descrentes. Uma soltou uma risadinha e logo levou uma das mãos à boca, mas não foi rápida o suficiente. A mulher encarregada do ba­nho da bailarina deu um tapa na criada que ousou rir e gritou com outra. Depois, com raiva, aproximou-se da dançarina.

— Talvez prefira aparecer antes que meu amo a deixe roxa de pancada!

Leanna a fitou, cansada de sentir medo. Além dis­so, considerando tudo, o que poderia perder?

— Talvez você prefira aparecer diante dele para lhe explicar o quanto tentou danificar a mercadoria.

A mulher ficou pálida. O coração de Leanna batia acelerado. Porém, a moça sorriu com frieza.

— Diga aos seus capangas para saírem daqui e eu entro na tina.

A mulher ordenou e os homens foram embora. Leanna se despiu e entrou na tina. A moça deixou que o corpo relaxasse enquanto imaginava um plano de fuga.

Infelizmente, quando a avisaram que já estava lim­pa, a moça ainda não havia pensado em nada. Impro­visação era para atores, não para dançarinas clássi­cas.

Mas Leanna nunca fora covarde. Se fosse preciso, morreria provando isso.



CAPÍTULO DOIS

Cam vira muitos lugares em convulsão social ou po­lítica.

Baslaam não estava nessa situação, e sim em co­lapso. Não era preciso ser um espião para ver isso. Sem pessoas. Sem veículos. Um céu cinza, repleto de fumaça. E os abutres sobrevoando o local. A situação não era boa.

Adair não deu nenhuma explicação. Cameron, que não era idiota, também não pediu. Limitava-se a pen­sar que a pistola que escondera na mala poderia ser útil.

O sultão o esperava em um corredor de mármore, sentado em uma poltrona dourada elevada em uma pla­taforma de prata. E não era o homem que Avery des­crevera. Segundo o pai, o sultão tinha uns oitenta anos. Era pequeno, magro, de olhar duro e determinado.

O homem sentado no trono tinha cerca de quarenta anos. Era grande e musculoso, podendo ser conside­rado gordo. A única semelhança com a figura que Avery havia descrito era com relação aos olhos. Mas a dureza refletida neles falava mais de crueldade do que de determinação.

Será que houvera um golpe? Isso explicaria muitas coisas, inclusive o desaparecimento do representante de Avery. Talvez o pobre homem fosse uma das al­mas infelizes atraindo a atenção dos abutres.

Cam tinha apenas uma pergunta. Por que não ha­viam acabado com ele também? O homem no trono devia querer algo. O quê? Knight tinha de descobrir, e fazer isso sem revelar o jogo.

Adair fez as apresentações:

— Excelência, este é o Senhor Cameron Knight. Senhor Knight, este é o nosso amado sultão, Abdul Asaad.

Boa-tarde, Senhor Knight.

— Excelência. — Cam sorriu, educado, e comen­tou: — Esperava que fosse mais velho.

— Você pensava que encontraria meu tio, que, in­felizmente, faleceu de forma inesperada na semana passada.

— Meus sentimentos.

— Obrigado. Sentimos falta dele. Também pensei que o dono da empresa Knight Petróleo fosse mais velho.

— Meu pai é o dono da empresa. Sou um emissá­rio dele.

— De fato. E o que o traz à nossa humilde nação?

— Meu pai pensou que o sultão — devo dizer que ele pensou que você preferisse discutir os detalhes fi­nais do contrato comigo a fazê-lo com o negociador usual.

— E por que eu desejaria isso?

— Porque o represento integralmente. E posso chegar a um acordo em nome dele. Sem nenhum in­termediário para retardar o processo.

— Excelente sugestão. Seu antecessor e eu discor­damos de alguns pontos. Ele queria fazer alterações no contrato aceito por seu pai e por mim.

— Nesse caso, foi bom eu ter vindo, Excelência.

— Tenho certeza de que Adair explicou que o ca­valheiro em questão foi visitar as planícies além das Montanhas Azuis.

— Sim, Adair comentou.

— A sugestão foi minha. Pensei que fosse bom para ele sair um pouco da cidade. As planícies são muito bonitas nessa época do ano.

A mentira acabou com a última esperança de que o representante do pai pudesse estar vivo. Era feroz o desejo que Cam sentia de agarrar o sultão pela gar­ganta. Entretanto, o americano forçou um sorriso educado.

— Boa idéia. Tenho certeza de que ele está apro­veitando.

— Oh, posso garantir que está descansando bas­tante.

O patife abriu um largo sorriso devido ao comen­tário de duplo sentido, Mais uma vez, Cam conteve o desejo de avançar rumo ao sultão. O rapaz seria mor­to antes que se aproximasse uns trezentos metros.

— Enquanto ele descansa, você e eu podemos fi­nalizar as coisas — o sultão disse e bateu palmas. Adair correu em direção a Asaad com uma caneta e um maço de papéis que Cam logo reconheceu.

— Só é necessária a sua assinatura, Senhor Knight. Poderia fazer a gentileza...?

Foi por isso que o negociador morrera e Cam ainda estava vivo. Asaad precisava de uma assinatura para prosseguir com a negociação.

— Claro. Porém, primeiro, gostaria de descansar. A viagem foi longa.

— Assinar um documento não é algo tão difícil.

— Certamente, e é por isso que dá para esperar até amanhã.

— Nesse caso, permita que eu ajude a diminuir o estresse da viagem. Preparei uma pequena comemo­ração para a sua chegada.

— Aprecio seu gesto, senhor, mas realmente...

— Não vai me desapontar, rejeitando minha hos­pitalidade.

Será que a tal comemoração era parte de um plano para aliciar Cam de forma que o rapaz se submetesse ao acordo? Ou teria outras razões mais sinistras? De qualquer forma, Cameron fora apanhado em uma ar­madilha. O sultão havia planejado uma festa. Não ha­via como escapar.

— Senhor Knight? O que diz? Vai ser meu convi­dado? — Asaad indagou.

— Obrigado, Excelência. Ficaria encantado — Cam respondeu.

Três horas mais tarde, as festividades se encerra­vam. A noite começara com um banquete. Travessas de carnes grelhadas, doces, pastéis... E tigelas com outras especiarias que tinham sido costume em déca­das passadas.

Da primeira vez que tal prato apareceu, Cam sen­tiu o estômago embrulhar. O rapaz sorriu, educado, e começou a balançar a cabeça. Foi quando percebeu que o silêncio caiu sobre dúzias de homens armados, sentados ao longo da mesa. Todos os olhos voltados para o visitante. O sultão ergueu as sobrancelhas e comentou:

— Trata-se de uma iguaria deliciosa, Senhor Knight. Mas vamos entender se não estiver prepara­do para comê-la. Nem todos podem ser como os ho­mens de Baslaam.

Seria isso uma disputa idiota? Uma versão baaslâmica de "Sou mais forte que você"? Se fosse, Cam não poderia perder. O rapaz sorriu e serviu-se daque­la comida.

— Uma iguaria, Excelência? Nesse caso, não pos­so passar adiante.

Cameron comeu rapidamente, sentindo um gosto ruim, contendo-se para que o estômago não se rebe­lasse. Lembrava-se de que já havia comido coisas muito ruins antes. Um soldado em campo não podia escolher. Insetos, lagartos, cobras... Tudo era proteí­na, disse a si mesmo.

Houve um murmurinho quando o rapaz ingeriu o último pedaço da refeição. Cam sorriu. O sultão não retribuiu o sorriso. A fisionomia dele era de mau hu­mor. O patife perdera a primeira rodada e não havia gostado disso.

— Delicioso — Cam disse, educado.

Asaad bateu palmas. Um criado entrou, carregan­do um vaso enorme.

— Uma vez que gostou tanto dessa iguaria, talvez queira experimentar outra. Uma bebida, feita de... Não vou lhe contar os ingredientes. Mas asseguro que é mais potente do que qualquer coisa que tenha experimentado antes.

Ao aceno da cabeça do sultão, o criado encheu duas taças com um líquido marrom. Asaad pegou uma e entregou a outra a Cam, provocando-o:

— A menos que não queira...

Era uma disputa idiota. Mas que escolha Cameron teria exceto aceitar o desafio? Qualquer demonstração de fraqueza e o americano poderia acabar se jun­tando ao representante da empresa do pai. Asaad pre­cisava da assinatura do rapaz e havia formas de con­seguir isso sem precisar fingir que eram uma família feliz.

— Senhor Knight?

— Excelência — Cam disse, levantando a taça até os lábios. O líquido cheirava a peixe podre, mas o ra­paz sobrevivera ao enfrentar coisas piores em Belarus, ex-República da antiga União Soviética, quando bebera doses infindáveis de vodka caseira durante uma discussão com um líder guerrilheiro estúpido. O americano conteve a respiração e bebeu tudo com um só gole.

— Maravilhoso — Cam disse, mostrando a taça vazia. Ouviu-se outro murmúrio de aprovação. A fi­sionomia do sultão ficava cada vez mais sombria.

— Sabe andar a cavalo? — Asaad indagou. Talvez o sultão fosse estúpido também. Perguntar a um texano se ele sabia andar a cavalo era a mesma coisa que perguntar se um pombo podia voar.

— Sim — Cameron respondeu, educado.

Momentos mais tarde, ambos estavam do lado de fora, em um pátio iluminado por tochas. Competiam com pôneis semi-selvagens que saltavam por cima de sacos de areia. Tratava-se de um jogo que envolvia bastões tão espessos quanto os de beisebol, uma bola de couro e uma corda, sob a forma de alça, pendurada em uma árvore.

Cam não tinha a menor idéia de quais eram as re­gras. Porém, permaneceu montado enquanto tentava não ser atingido pelos homens que manejavam os bastões e arremessavam a bola na direção do laço.

Os homens do sultão aplaudiram. O rosto de Asaad ficou roxo. E o sultão gritou, pedindo silêncio.

— Você é um adversário de valor, e devo recom­pensá-lo.

Com o quê? Uma faca atravessada na garganta? Uma bala na cabeça? Perca o jogo e está morto. Ven­ça, e está morto também. Asaad era um psicopata.

Cam ficou tenso e lutou para manter a calma ao di­zer:

— Obrigado, Excelência, mas a única recompensa que quero é...

As palavras ficaram presas na garganta. Dois dos homens de Asaad vinham na direção deles. Eram maiores do que o sultão... E duas vezes maiores do que a mulher que arrastavam junto. A primeira coisa que Cam notou foi que as mãos da jovem estavam amarradas. E a segunda foi que a moça estava nua. Não. Apenas a pele dela era de um dourado-claro e o pouco que vestia era uma sombra mais escura.

Tudo era dourado — o que lhe cobria os seios, a tira na barriga. A corrente fina que enfeitava-lhe a cintura esguia. As fitas que pendiam da corrente e os­cilavam a cada movimento das pernas.

Nos pés, sandálias também douradas. Minúsculos sinos pendiam das tiras das sandálias e tiniam suave­mente a cada passo da moça. Os cabelos eram doura­dos também, e caíam desordenados ao redor do rosto abatido.

— Gosta da sua recompensa? — O sultão questio­nou.

— Ela é...

Droga! Cam pigarreou. Não havia esperado nada como essa criatura dourada e acabara atordoado. E o sultão notou o abalo.

— Uma visão surpreendente, Excelência — o americano comentou.

— De fato. Posso mandar que a tragam para mais perto, sim? — Asaad perguntou.

A resposta óbvia era não. Aquela mulher era uma armadilha. Não era preciso ser um gênio para saber disso. Cam comera e bebera. Também fora entretido com um jogo maluco de pólo no deserto. Asaad o amolecera e agora iria matá-lo. Uma hora com aquele anjo e o rapaz assinaria o contrato, sem fazer pergun­tas. Estaria satisfeito demais para fazer qualquer ou­tra coisa.

Ao menos, era isso que Asaad imaginava. E, dro­ga, era uma tentação. Cam podia imaginar como seria lançar as mãos naqueles cabelos, erguer o rosto da mulher de forma que pudesse ver se era tão perfeito quanto o resto. Podia se imaginar saboreando os seios da moça, atirando longe aquela tira dourada...

— Senhor Knight? — Asaad perguntou.

Como desejar, Excelência — Cam respondeu. O sultão estalou os dedos. Os homens arrastaram a mulher, aproximando-a. A moça ergueu a cabeça e fi­tou Cam.

O rapaz ficou com a respiração presa na garganta. A jovem tinha olhos da cor do Mediterrâneo, margea­dos por cílios escuros. Um nariz pequeno e reto. Um queixo delicado e uma boca... Era tudo com o que um homem poderia sonhar. Cam sentiu-se ficar rígido como uma pedra, tão excitado que teve de se mexer para aliviar o desconforto.

Asaad gritou uma ordem. Os guardas empurraram a mulher para a frente. Ela tropeçou. Mas, depois, re­cuperou o equilíbrio. Um dos homens disse algo em tom ríspido, e a moça obedeceu ao que deve ter sido uma ordem para curvar a cabeça novamente.

— O que acha? — sorrindo, o sultão se aproxi­mou, pegou algumas mechas dos cabelos da moça e levantou-lhe a cabeça, indagando:

— Não é primorosa?

— Muito bonita.

— Sim. Também é corajosa. Uma criatura magní­fica, certo?

Quem era? Uma mulher do harém? Mas as mãos estavam amarradas. Por quê?

— Sim, Excelência. — Cam fez uma pausa. Não queria parecer curioso. Se parecesse, Asaad esticaria o jogo.

— Uma prisioneira? — o rapaz indagou. O sultão suspirou e explicou:

— Sim. Infelizmente, não concorda? O que pode ver dela é belo. — Aslaad deslizou uma das mãos pelo pescoço da moça, passando pelos seios. Primei­ro, um. Depois, o outro. Quando a jovem tentou se afastar, o sultão agarrou-lhe um dos pulsos.

— Mas a alma dela é feia — Asaad acrescentou. Cam olhou para os dedos do sultão machucando a pele da moça. E o rapaz comentou:

— É difícil imaginar que uma mulher como essa pudesse fazer algo tão terrível que irritasse um ho­mem como você, Excelência — Knight disse, espe­rando que a mentira funcionasse.

Parecia ter dado certo. Asaad afrouxou a mão que apertava o pulso da moça, e comentou:

— Você está certo, Senhor Knight. Sou um ho­mem gentil, generoso. Mas Layla me persuadiu além da resistência humana.

O nome combinava com o cenário. Assim como o traje. Mas os olhos azuis e os cabelos dourados o con­fundiram. Eram raros naquele lugar, desconhecidos.

— Imagino que esteja pensando que ela não é da­qui — o sultão comentou.

Acertou em cheio, seu patife. Cam sorriu como se fosse algo que não tivesse muita importância.

— Eu me surpreendi.

— Eu a comprei. Não da forma como parece, eu lhe asseguro. Somos de uma cultura antiga, mas abo­minamos a escravidão. A senhorita veio até mim por vontade própria. É uma dançarina. É o que prefere di­zer que é. Mas, na verdade, é... Acho que a palavra que o seu povo usa é prostituta.

Cam balançou a cabeça, concordando. Estivera nesta parte do mundo antes. Mulheres assim se intitu­lavam modelos, atrizes, dançarinas... mas Asaad estava certo. Eram prostitutas à venda para quem as ar­rematasse pelo preço mais alto.

A loura permaneceu empertigada sob o olhar examinador de Cam. Será que tremia? Talvez, mas o vento que soprava do deserto era frio e ela estava quase nua. Isso explicaria. Assim como o fato de a moça ser prisioneira de Asaad, o que faria qualquer um tremer.

O sultão aproximou-se mais da jovem e comentou:

— Eu a conheci quando estava de férias, no Cairo. Ela estava se apresentando em um clube. Enviei uma mensagem... Bem, você sabe como essas coisas fun­cionam. Layla é uma mulher de talento significativo. Foi por isso que, na hora de voltar para casa, me ofe­reci para trazê-la comigo.

Cam lançou outro olhar em direção à mulher que levantara a cabeça. A dançarina fitava a escuridão além do pátio, e tremia.

— E ela aceitou — Cam retrucou.

— Claro. Sabia que valeria a pena. Tudo correu bem por algumas semanas. Era criativa, tinha imagi­nação. Mas eu me cansei. Um homem precisa de va­riedade, não é assim?

— Não seria mais simples mandá-la de volta ao Egito do que torná-la sua prisioneira, Excelência?

O sultão jogou a cabeça para trás e riu ao comen­tar:

— Você é divertido, Senhor Knight. Sim, claro. Muito mais simples. E era isso que eu estava tentado a fazer. Arrumei as coisas para enviá-la para casa — com um bônus substancial. Ontem, antes de partir, fi­quei sabendo que ela havia roubado uma jóia precio­sa dos meus aposentos. Isso depois de tudo o que lhe dei! Quando a confrontei, Layla tentou cravar um pu­nhal no meu peito. Venho tentado decidir o que fazer com ela.

O que fazer? O sultão queria dizer, como fazer. A penalidade para roubo e tentativa de assassinato só poderia ser a morte. Era um milagre que a mulher ti­vesse sobrevivido um dia. No dia seguinte, a dançari­na seria comida de abutres. Mas hoje à noite... Aí, en­tão, Cam compreendeu. Asaad tinha um plano.

A mulher tremia, estava exposta — mas era dócil. Por quê? Se a vida dela estava em risco, por que não estava implorando por perdão? Só deveria haver um motivo. O sultão deve ter lhe prometido misericór­dia. Tudo o que a moça tinha a fazer era seguir as or­dens dele. A dançarina era um presente para o ameri­cano.

Cameron a levaria para a cama, a jovem usaria de truques que o impedissem de pensar e Asaad a deixa­ria viver. Mas por quê? Será que era para a dançarina colocar uma faca na barriga de Cam enquanto fingia paixão? Não. Asaad desejaria Knight vivo até que as­sinasse o contrato.

Talvez o patife só quisesse espiar por um buraco na parede. Talvez os homens do sultão entrassem no quarto e o agarrassem quando o rapaz estivesse fa­zendo amor com a moça. Talvez aquela fosse a ver­dadeira diversão da noite.

— Layla tentou me matar. Não é digna da sua preocupação, Senhor Knight.

— Francamente, Excelência, minha única preocu­pação deve-se ao fato de o mundo perder os talentos da senhorita.

— De fato. Então, vai ficar feliz em saber que de­cidi dá-la a você por esta noite.

— Muita generosidade da sua parte. Mas deve lembrar-se do que eu disse antes. Tive um dia longo, e estou...

— Cansado. — Asaad piscou e acrescentou:

— Mas somos guerreiros, e sabemos qual é a me­lhor forma de renovar nossas forças. A menos que... Layla não é do seu agrado? Ela tem a moral de uma víbora do deserto, mas você não tem nada a temer. Meus homens vão montar guarda do lado de fora do quarto. Ela lhe dará um prazer que irá além dos seus sonhos mais selvagens.

Estou certo que sim, Excelência. Ainda...

— Dê uma olhada melhor — o sultão o incitou. Asaad colocou uma das mãos em um dos seios da moça e, por cima do tecido dourado, beliscou o mamilo. A jovem se encolheu, mas não emitiu nenhum som. Cam colocou as mãos nos bolsos das calças para impedir a si mesmo de agarrar o sultão pelo pescoço. E se Asaad a maltratasse? A moça era dele e o sultão podia fazer o que quisesse.

Cameron vira coisas piores nos anos em que traba­lhara para o Serviço Secreto. Ainda assim, algo sobre o que estava prestes a acontecer deixou o estômago dele embrulhado.

— Toque-a você mesmo. Veja como a pele dela é macia — o sultão voltou a incitá-lo.

Asaad passou uma das mãos pelo corpo da moça, dos seios até a barriga. A jovem engoliu em seco e respirou fundo. O sultão riu e Cam sentiu o próprio corpo reagir.

O rapaz queria tocá-la. Cameron queria tirar Asaad do caminho e colocar as mãos em Layla. Sen­tia desprezo por si mesmo por causa disso, mas o de­sejo queimava dentro dele.

Cam queria desnudar os seios da moça, ver se os mamilos eram rosados como as pétalas de uma rosa ou da cor-de-ferrugem como damascos. O rapaz que­ria saboreá-los enquanto passava as mãos pelas coxas da jovem até o ponto central, quente e úmido.

Knight disse a si mesmo que havia uma razão lógi­ca para essa loucura. Toda a adrenalina que havia queimado nas últimas horas, prevendo o perigo, indo ao encontro dele, mantendo-se em alerta constante...

Qualquer homem estaria pronto para soltar essa adrenalina por meio do sexo. Não importava se a mu­lher era uma prostituta, uma ladra. Layla era bonita, e Cam a queria... Mas o rapaz não a tomaria para si. A moça era uma armadilha. Cam recuou e comentou:

— Faça o que quiser com ela. Não estou interes­sado.

Houve silêncio. Então, a mulher levantou a cabeça e sorriu com insolência enquanto o fitava, antes de dizer:

— O que ele quer dizer, Lorde Asaad, é que não é homem suficiente para me usar de forma adequada.

Layla falou em inglês, mas o insulto fora claro. E o sultão soltou uma risada. Então, Cam puxou a tira que sustentava o sutiã dourado da moça e o rasgou ao meio.

A jovem ficou pálida. Tentou cobrir-se, mas Cam agarrou-lhe as mãos.

— Gosta de jogar duro? — Knight sorriu e a exa­minou. Os seios eram perfeitos, cabiam nas palmas das mãos dele. Os mamilos eram como damascos ma­duros.

— Muito bem — Cam comentou.

Com os olhos presos aos da jovem, Cameron er­gueu uma das mãos, passando-a pelos seios dela. Quando a moça tentou se esquivar, os guardas a agar­raram e a forçaram a ficar quieta.

— Mudei de idéia. Vou ficar com ela — o ameri­cano disse.

O grito da jovem se perdeu em meio aos uivos de prazer da multidão quando Cameron a pegou, jogou-a por cima dos ombros e se dirigiu ao palácio.




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