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Mais dicas . . . *

Alfredo Veiga-Neto **
Dica:

substantivo feminino

Regionalismo: Brasil. Uso: informal.

informação ou indicação boa; plá, pala.

(Houaiss, 2001, verbete dica)
Sob a denominação genérica de Metodologia Científica, aloja-se uma vasta bibliografia destinada a orientar sobre como fazer um projeto de pesquisa, conduzir uma investigação e apresentar os seus resultados. Muito frequentemente, também discutem-se aspectos éticos, questões históricas, problemas epistemológicos, recursos estatísticos e normas técnicas. Aliás, parece que as normas técnicas nunca podem faltar nesse tipo de publicação; em alguns casos, observa-se até mesmo um culto exagerado pelo regramento. Alguns desses livros são muito bons; outros, bem menos... Alguns são úteis; outros são de uma inutilidade impressionante. Alguns são bem específicos; mas a maioria é de uma tal generalidade que, tentando tratar sobre tudo, se tornam difusos demais e até dispensáveis.

Foi com esse cenário em mente que me pus, há cerca de 4 anos, a compilar o que prefiro chamar de “dicas” — e não, propriamente, de regras ou normas — para o planejamento e a execução da pesquisa e a sua posterior divulgação, publicação ou relato. Paralelamente à compilação, fui me valendo da minha própria experiência acadêmica e criei várias dicas. Algumas me pareciam um tanto óbvias e, talvez por isso mesmo, necessárias; outras eram menos evidentes e mais específicas. Nesse segundo caso, e aproveitando meus interesses e inserção no campo dos Estudos Foucaultianos, me ative a dicas acerca dos possíveis e impossíveis “usos” e “aplicações” do pensamento de Michel Foucault na pesquisa educacional.

Um dos problemas que eu tive pela frente e que agora apareceu de novo foi o fato de que, na perspectiva teórica em que me movimento, é um tanto problemático concedermos ao método a importância que o pensamento moderno, principalmente no viés do cartesianismo e do positivismo, concedeu a esse conceito. No caso mais específico dos Estudos Foucaultianos, tal problema é ainda mais agudo.

Se usarmos a palavra metodologia nos sentidos mais comuns que ela assumiu na Modernidade, aquelas dicas — e essas aqui também — não se constituíram e não se constituem num corpus homogêneo ou hierarquizado de preceitos metodológicos. Insisto: o que segue não é um receituário; não são regras nem, muito menos, normas. Por isso, preferi recorrer a um termo tão informal como é a palavra dicas. Afinal, até que ponto se pode mesmo falar em método e metodologia, quando se trata do conjunto de uma obra que é “uma longa exploração da transgressão, da ultrapassagem do limite social”? (Bourdieu, 1984, p.2); e que queremos dizer quando falamos em “usar ou aplicar Foucault”? E ainda no caso específico dos Estudos Foucaultianos, é preciso considerar que, felizmente, entre nós já existe uma crescente e muito boa bibliografia sobre como trabalhar no cruzamento entre o pensamento de Michel Foucault e a Educação ou, se quisermos, sobre como “aplicar” as contribuições do filósofo à Educação. Eu mesmo venho discutindo tais questões metodológicas há mais de uma década: Veiga-Neto (1995, 1996, 2003, 2005, 2006, 2009); Gallo, Veiga-Neto (2006); Veiga-Neto, Fischer (2004); Veiga-Neto, Lopes (2010). E, mesmo correndo o risco de ser parcial, não há como esquecer outros textos, também específicos, que vêm circulando entre nós: Fischer (2002, 2002a, 2004); Araújo (2007); Ó (2007); Gadelha (2007). Somam-se a esses, escritos em língua portuguesa, as traduções brasileiras da coletânea organizada por Peters e Besley (2008), o pequeno porém excelente livro de Oksala (2011) e o monumental Vocabulário de Foucault (Castro, 2009).

Reunido todo aquele material, publiquei-o na Revista Aulas, da UNICAMP (Veiga-Neto, 2010). Agora, volto à carga e, aproveitando muito daquela publicação, acrescento novas dicas bem como um conjunto de orientações práticas para quem tem pela frente a apresentação de um trabalho científico em congresso ou simpósio e, principalmente, vai se submeter a uma defesa pública de tese ou dissertação.

Como aconteceu na primeira vez, mantive essas Mais dicas na forma de aforismos e pequenas proposições. Assim, como logo se verá, tais “dicas” gerais são, na sua maioria, de ordem prática; muitas são hilárias, outras fazem um jogo de palavras, explorando figuras de retórica, metáforas, contradições e paradoxos. Várias dicas fui buscar em dois autores que são frasistas1 magistrais: Millôr Fernandes e Arthur Bloch. Algumas são de outros autores; entre eles, Michel Foucault. Nesses casos, são feitas as devidas referências bibliográficas. Naquelas que eu mesmo criei, não constam as referências.

A ideia geral é que cada dica fale por si mesma e possa ser lida como uma quase-autoajuda para a pesquisa e até mesmo para a vida cotidiana Mas, mesmo que sirvam para qualquer um que esteja envolvido com a pesquisa científica — seja nas (assim chamadas) Ciências Exatas e Ciências Naturais, seja nas Ciências Humanas —, insisto que elas me parecem cruciais quando se trata de “aplicar” Foucault. Pode até se tornar um exercício interessante examinar o quanto cada “dica” está mais (ou menos) ligada e diretamente comprometida com os Estudos Foucaultianos...

Espero que tudo isso seja útil e interessante para aqueles que, em maior ou menor grau, se envolvam com a pesquisa e, mais especialmente, transite na intersecção dos Estudos Foucaultianos com a Educação. Um último comentário: de certa maneira, este texto pode ser lido de modo articulado com aqueles outros que já escrevi sobre o mesmo assunto; ainda que cada um fale por si mesmo, acho que eles se complementam e podem até se potencializar.

Numa Primeira Parte, sob o título Quase sempre, o menos é mais relaciono as dicas para apresentações públicas em geral. Na Segunda Parte, sob o simples título Dicas antigas e novas, volto ao que já foi publicado, mas, agora, com vários acréscimos que me ocorreram pela própria experiência.

Primeira Parte — Quase sempre, o menos é mais
A tradição acadêmica desenvolveu uma liturgia bastante própria para vários eventos. Sempre se pode quebrar os protocolos; mas, na maioria das vezes, os protocolos são quebrados para versões piores, menos simpáticas, mais maçantes e até ridículas... Evite o ridículo!!!

Seguem algumas dicas —não são regras— para apresentações públicas em geral (aí incluídas as dissertações e teses); cada um é livre para segui-las ou não. Mas elas garantem menos surpresas, contratempos, dissabores. Além disso, dão mais segurança para todos. E evitam o ridículo.


a. A apresentação não é uma aula. Principalmente numa defesa de Tese, deve-se abandonar pretensões pedagógicas (querer ensinar o público).

b. A apresentação pode ser lida ou de improviso (improviso mesmo não existe, pois todos sempre se programam antes...). No caso de ler um texto, faça uma leitura calma, em voz alta, bem postada, ritmada, procurando (sempre que possível) olhar para o público. Tomar água, na metade do caminho, ajuda muito.

c. A banca já leu o trabalho. Logo, a apresentação não é para a banca, mas principalmente para o público. A apresentação pode ser vista muito menos como uma festa e muito mais como uma prestação pública de contas dos recursos e esforços investidos na pesquisa.

d. Pode-se aproveitar a oportunidade e fazer algumas explicações complementares e correções para a banca. Depois de tudo impresso, sempre surgem correções, acréscimos etc. Esse é um trabalho infinito.

e. Na apresentação, deve-se usar no máximo 30 minutos; o público começa a cansar e a desviar a atenção depois de 20 minutos. E a banca já conhece seu trabalho.

f. A apresentação deve ser sóbria, técnica, cordial e leve: evitar palavrório derramado demais, frases longas demais, agradecimentos demais.

g. Sempre é bom avisar os “não-habituados” a tais sessões: não se deve aplaudir a apresentação! Aplausos (se houver...), só ao término da sessão. Mas se algum desavisado “puxar as palmas”, paciência...

h. Se a apresentação for lida, a preparação do texto deve obedecer aos seguintes parâmetros: cada página A4, com margens de 2,5 cm, espaço 1,5, fonte TimesNew Roman 12, leva 3 minutos para ser lida. Cada página tem de 30 a 33 linhas; demora-se 1 minuto para ler cada 10 linhas. Logo, 10 páginas demoram 30 minutos para serem lidas, num ritmo cadenciado e numa voz clara. Use tais medidas na preparação do texto; depois, para lê-lo, imprima na fonte e tamanho que quiser. Sempre é bom numerar as páginas e grampeá-las, pois páginas soltas ganham vida e se deslocam sozinhas, fogem da mesa, se escondem em locais misteriosos.

i. Na preparação: se for cronometrar a leitura, não leia em voz baixa!!! A diferença de tempo entre uma leitura em voz baixa e uma leitura em voz alta é grande.

j. Se usar power-point, seja muito parcimonioso: os slides servem de apoio e não devem, sob nenhuma hipótese, concorrer com o discurso ao vivo. Em geral, o menos é mais...

k. Se um slide contém material que não vai ser referido, explicado ou lido, ele é completamente dispensável. Em geral, o menos é mais...

l. Slides com muita informação não servem para nada. Em geral, o menos é mais...

m. Mais de 6 slides em 30 minutos, em geral é sinal de perigo à vista. Claro que isso dependerá do caráter do trabalho (se ele trata da análise de imagens, se há fotos, tabelas e gráficos necessários ao entendimento etc.). Em geral, o menos é mais...

n. Os slides não devem ser feios, mas também não devem ser rebuscados, animados demais, enfeitados demais, coloridos demais. Em geral, o menos é mais...

o. Escolha sempre fontes legíveis e cores contrastantes. Fontes sem serife são mais garantidas; não use script; gótica? Nem pensar! Letras verdes sobre fundo roxo (ou vice-versa) dá sempre errado! Lembre-se daqueles contratos comerciais que, para nos enrolar, usam letras minúsculas cor-de-rosa sobre fundo verde; fica tudo dançando... Letras brancas sobre fundo preto (ou vice-versa) dá sempre certo! E não esqueça que projetores com lâmpadas cansadas mudam tragicamente as cores dos slides...

p. Cortam-se antes os excessos de qualquer natureza (para ninguém cortar no dia...).

q. Em caso de dúvida, seja minimalista. Em geral, o menos é mais...

r. Em caso de ensaios, NÃO seja minimalista, pois ensaios nunca são em excesso. Nos ensaios, o muito é sempre pouco e o mais é sempre menos.

t. Chorar não ajuda; só atrapalha.

u. Regra de ouro: frente ao público, quase sempre o menos é mais...

v. Regra de platina: Evite o ridículo!

***

Segunda Parte — Dicas antigas e novas

Primeira (e magnífica...) Lei de Murphy

— “Se alguma coisa puder dar errado, dará” (Bloch, 1977, p.21).



Corolário autorreferente: “Até a Lei de Murphy pode dar errado. Se ela der errado, ela dará certo; se ela der certo, ela dará errado”.

Escólio: “Proposições autorreferentes podem ser paradoxais”.

Desdobramentos, derivados do a priori histórico:

— “Como tudo pode acontecer, mais cedo ou mais tarde qualquer coisa dará errado”.



Corolário 1: “Mais cedo ou mais tarde, a Lei de Murphy dará errado”.

Corolário 2: “O mundo é paradoxal e não perca mais tempo com isso”.

Leis (muito) gerais

— “Tudo dá trabalho”.

— “Tudo é difícil”.

Corolário 1: “O que parece fácil será difícil; o que parece difícil será dificílimo”.

Corolário 2: “Desista do que parece dificílimo”.

— “Tudo toma tempo”.



Corolário: “O tempo é nosso inimigo”.

— “Enquanto as demandas teimam em ser elásticas ad infinitum, o tempo teima em ser fixo”.



Corolário: “Retroativamente e ad nauseam, as demandas sempre superam o tempo previsto”.

Escólio 1: “‘Retroativamente e ad nauseam’ significa que mesmo que você reprograme o tempo previsto, a lei continua valendo: você estará sempre atrasado.”

Escólio 2: “Será que Zenão tinha razão?”

— “Nada é tão fácil quanto parece” (Bloch, 1977, p. 21).



Corolário: Tudo é fácil para quem não tem de fazer

— “Só há uma regra definitiva: não há regras definitivas” (Fernandes, 1994, p. 411).



Escólio: “De novo: o mundo é paradoxal”

— “Por quê? É filosofia. Porque é pretensão” (Fernandes, 1994, p. 435).



Corolário: “Pergunte sempre”.

Corolário do corolário: “Duvide sempre”.

Corolário do corolário do corolário: “Duvide até de você mesmo”.

Corolário do corolário do corolário do corolário: “Duvide deste texto e deste livro”.

— “Não há nada mais equivocado do que a certeza”. (Fernandes, 1994, p. 76).

— “Nada é mais falso do que a verdade estabelecida”. (Fernandes, 1994, p. 487).

— “A verdade é filha do tempo e obra do Homem” (Stein, 1981, p. 47)



Corolário 1: “A verdade existe”.

Corolário 2: “A verdade é deste mundo” (Foucault, 2001, p. 112).

Corolário 3: “A verdade é inseparável do processo que a estabelece” (Deleuze, 1991, p. 72).

Corolário 4: “Tenha muito cuidado com a verdade”.

— “A maior inimiga da verdade não é a mentira, mas a convicção” (Nietzsche).

— “Uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa” (Adágio popular pós-moderno).

— “Em muitos ambientes acadêmicos e na high society, mais vale 1 grama de aparência do que 1 quilo de desempenho”.



Corolário 1: “Mais importante do que ter ou ser é parecer”.

Corolário 2: “De nada valerá sua competência se o concorrente é bom marqueteiro de si mesmo”.

Corolário do corolário: “Na Sociedade do Espetáculo, sempre vence o maior e mais descarado marqueteiro”.

— “Quase sempre, os erros se combinam sinergicamente, com resultados desastrosos que ultrapassam muito a sua simples soma”.



Corolário: “Raramente, muito raramente, dois erros se anulam e resultam num acerto”.

— “A mentira é inflacionária”.



Escólio: “A inflação é uma função exponencial”.

Corolário 1: “Fuja da mentira”.

Corolário 2; “Fuja ainda mais dos mentirosos”.

Variante internética: “Responder e-mails geral mais e-mails, numa progressão exponencial”.

— “Convite para enterro não deve ser feito por e-mail”.



Escólio: “O morto não espera”.

— “Entre chegar atrasado ou sair mais cedo, prefira a segunda alternativa”.



Escólio: “Os franceses inventaram a saída à francesa, mas ninguém ainda inventou um modo elegante de chegar atrasado”.

— “Qualquer reunião tem seu timing próprio”.



Corolário 1: “O bom coordenador de uma reunião sabe, entre outras coisas, que precisa ter MUITA paciência”.

Corolário 2: “Numa reunião de 120 minutos, 80% dos assuntos importantes são tratados nos 10 minutos finais”.

Projetos de Pesquisa

— “Se um projeto de pesquisa não vale a pena, não vale a pena ser bem feito” (Bloch, 1977, p. 57).

— “Qualquer projeto que termine com 60% realizado é um milagre” (Fernandes, 1994, p. 389).

— “Todo nó traz consigo duas pontas soltas” (Bloch, 1977, p. 13).

— “O ótimo é inimigo do bom” (Adágio popular).

Corolário: “Um bom plano hoje é melhor do que um plano perfeito amanhã” (Bloch, 1977, p. 76).

— “A montanha fica mais íngreme à medida que você avança na escalada”



Corolário: “O cume sempre parece mais próximo do que realmente está” (Bloch, 1980, p. 71).

— “Nenhuma experiência é um fracasso completo — ela sempre pode servir como um exemplo negativo” (Bloch, 1977, p. 60).



Contraponto: “Mesmo assim, prefira sempre os exemplos positivos”.

— “Um quilo de aplicação vale uma tonelada de meditação” (Bloch, 1977, p. 35).

Corolário: “Não fique parado, pensando que ficar pensando é grande coisa. Vá logo trabalhar!”.

— “Um projeto não deve começar pela escolha das ferramentas”.



Corolário1: “Não é a sofisticação da ferramenta que determina se ela é adequada à tarefa que você tem pela frente”.

Corolário 2: “Antes de pegar um alicate, examine se a tarefa não é apenas pregar um prego”.

Contraponto: “De qualquer maneira, teorização, ferramentas e problemas caminham e se definem juntos”

— “Os problemas de pesquisa não estão vagando por aí, soltos no mundo e à nossa espera; eles têm de ser construídos, alimentados, tecidos, cultivados”.

— “Um projeto de pesquisa só vale a pena se for de RIR: Relevante, Inédito e Realizável”.

Corolário: “Se faltar uma dessas letras, abandone a empreitada”.

Contraponto: “A relevância, o ineditismo e a realizabilidade não são evidentes por si e não valem igualmente para qualquer campo; devem ser estudados e discutidos com quem já tem experiência no campo”.

Foco:

— “Alguém com um relógio sabe que horas são. Alguém com dois relógios nunca tem certeza” (Bloch, 1977, p. 87).

— “Se, como técnico, você quer mesmo ganhar as Olimpíadas, leve um atleta que pula cinco metros e não cinco atletas que pulam um metro cada um” (Bloch, 1977, p. 98).

— “Um erudito sabe tudo. Um sábio sabe o essencial” (Fernandes, 1994, p. 39).

— “As pessoas pensam que querem uma coisa e, ao obtê-la, descobrem, consternadas, que elas não a queriam tanto quanto pensavam e que alguma coisa mais, da qual não têm uma consciência precisa, é o que elas realmente querem.” (Albert O. Hirschman).
— “Há tuas tragédias na vida: uma é não obter o que o seu coração deseja; a outra é obter” (Bernard Shaw)

— “Acerca daquilo de que não se pode falar, tem que se ficar em silêncio” (Wittgenstein, 1987, p. 42).

Corolário (venezuelano): “Por que não te calas?”.

Ferramentas:

— “A teoria como caixa de ferramentas quer dizer: a) que se trata de construir não um sistema, mas um instrumento: uma lógica própria às relações de poder e às lutas que se engajam em torno delas; b) que essa pesquisa só pode se fazer aos poucos, a partir de uma reflexão (necessariamente histórica em algumas de suas dimensões) sobre situações dadas” (Foucault, 2003, p. 251).

— “Todos os meus livros são pequenas caixas de ferramentas” (Foucault, 2001a, p. 588).

— “Quanto mais funções uma ferramenta pode executar, pior ela executará tais funções” (Bloch, 1977, p. 55).



Corolário: “Escolha sempre a ferramenta certa”.

Contraponto: “Nunca é fácil escolher a ferramenta certa”.

— “Ferramentas incrementadas não funcionam” (Bloch, 1977, p.40).

— “Os computadores não merecem confiança; mas os seres humanos merecem ainda menos” (Bloch, 1977, p.49).

— “Se você não entende determinada palavra em um artigo técnico, deixe-a de lado; o artigo ficará melhor sem ela” (Bloch, 1977, p. 60).



As leis do fio:

— “Todo fio cortado no tamanho indicado será curto demais” (Bloch, 1977, p.35).



Corolário 1: “Mesmo que você corte um fio com uma folga igual a 5 vezes o comprimento que precisava, logo vai descobrir que faltará um pedaço para uma extensão que surgiu na última hora”.

Corolário 2 (sintético): “Todo fio é curto”

— “Todo fio deixado cuidadosamente enroladinho numa gaveta, no dia seguinte estará completamente cheio de nós e enleado em si mesmo”.



Corolário: “Os fios são seres vivos”.

Corolário do corolário: “A vida é um mistério”.

Empulhações, embromações, enrolações:

— “Qualquer ideia, por mais simples que seja, pode ser expressa nos termos mais complicados” (Bloch, 1977, p. 83).

— “O território por trás da retórica está sempre minado de equívocos” (Bloch, 1977, p. 83).

— “Tudo é possível dizer se você não sabe do que está falando” (Bloch, 1980, p. 54).

— “Para saber se o interlocutor sabe o que diz, peça para ele dizer de outra maneira”.

— “A nível do ser humano e no bojo das práticas escolares não-discursivas, o arcabouço teórico que trata da cidadania, enquanto experiência válida e valor ético, varia enfaticamente em função das vertentes modernas que tratam dos direitos humanos, do politicamente correto e da biopolítica. Desse modo, a ação militante antibabélica se torna o propósito de uma consciência política libertária blá... blá... blá...”



Escólio: “Como é que é mesmo??????????”

Corolário 1: “Frases turvas denotam pensamentos opacos. E isso na melhor das hipóteses...”.

— “Com frases curtas e palavras simples, é mais difícil enrolar”.



Corolário: “Afaste-se dos textos ricos em palavrórios vazios, circunlóquios rebuscados, erudição empolada, metáforas obscuras, construções pretenciosas. Em geral, eles são produzidos por mentes indigentes, muito indigentes”.

— “Todo excesso de palavras proparoxítonas é um forte sinal de empulhação”.

— “Desconfie dos textos em que há mais palavras entre aspas do que palavras sem aspas”.

— “Nunca confunda literatura com literatice”.



Partículas e construções idiotas (ou, no mínimo, meio idiotas...)

— “... no seu todo...”

— “Eu gostaria de dizer/fazer...” (mesmo nas situações em que se quer mesmo dizer/fazer etc.).

— “Eu vou estar falando”. Ou “Eu vou estar estando falando...”. Ou, ainda, “Eu vou ir estar falando...”



Revisores, avaliadores e pareceristas:

— “Ao sorrir, um avaliador pode estar satisfeito porque você está se saindo bem ou porque você está sofrendo”.



Corolário: “Procure sempre avaliar se o sorriso do seu avaliador é sinal de solidariedade ou de sadismo”.

Escólio: “Assim como são as pessoas, são as criaturas” (Adágio popular; vazio, mas impressiona).

— “Quando alguém, que você admira e respeita muito, parece mergulhado em profundos pensamentos, em geral está pensando no próprio almoço” (Bloch, 1977, p. 85).

— “Sempre haverá erros impossíveis de encontrar”.

— “O diabo mora na tipografia” (Antigo adágio popular).



Corolário: — “Os erros mais importantes sempre passarão sem ser notados até o livro estar impresso” (Bloch, 1980, p. 23).

— “Encontrando um erro, a revisão se justifica e não se procura mais” (Bloch, 1977, p. 43).

— “O maior erro é enviar um original sem erros, para um revisor que vive disso” (Bloch, 1980, p. 45).

— “Nada é impossível para quem não tem que fazer o trabalho ele mesmo” (Bloch, 1977, p. 87).

— “Não importa quanto você faça; nunca terá feito o bastante” (Bloch, 1977, p. 69).

— “Para muitos, o que você não fez é muito mais importante do que tudo que você fez, independentemente do volume e da qualidade do que você tenha feito”.

— “Nenhuma proposta é julgada pelos outros com a mesma proposição de quem propôs” (Bloch, 1977, p. 25).

Corolário 1: “Se você explica a proposta tão claro que ninguém pode deixar de entender, alguém deixará” (Bloch, 1977, p. 25).

Corolário 2: “ Se você faz uma coisa que tem certeza de ser aprovada por todos, alguém não aprovará” (Bloch, 1977, p. 25).

— “Quem avalia é também avaliado”.

— “Num parecer, você sempre deverá dizer alguma coisa inteligente (ou que pareça inteligente). Adote um dos 3 níveis seguintes (em ordem crescente quanto à maldade que quiser fazer): sugerir, recomendar e exigir.”

— “Os maiores desentendimentos se dão entre os entendidos” (Fernandes, 1984, p. 60).



Prazos:

— “Tudo leva mais tempo do que se pensa” (Bloch, 1977, p. 21).

— “Toda solução cria novos problemas” (Bloch, 1977, p. 21).

— “Se não interessa, não interessa” (Bloch, 1977, p. 23).

— “Depois de acrescentar duas semanas ao cronograma para atrasos imprevisíveis, acrescente mais duas para imprevistos imprevisíveis” (Bloch, 1977, p. 45).

— “Para calcular o tempo necessário para realizar um trabalho, tome o tempo que você acha realmente necessário, multiplique por 2 e eleve o resultado à quarta potência. Verificaremos que, em média, deve-se destinar 2 dias para o trabalho de 1 hora” (Bloch, 1977, p. 78).

— “Nada jamais foi executado dentro do prazo ou do orçamento” (Bloch, 1977, p. 78).

— “O dicionário explica que prazo significa ‘tempo em que algo deve ser feito’. Mas, cuidado: não confunda deve ser feito com pode ser feito”.



Corolário: “Assim como uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, dever é uma coisa e poder é outra coisa”.

Redação, texto, discurso:

— “Não confunda rigor com exatidão. Aquele é sempre desejável; essa é uma quimera.”

— “Nunca use as palavras nunca, sempre, todos e nenhum.”

Observação: “Para acalmar os lógicos ortodoxos, talvez seja melhor dizer: só use a palavra nunca uma vez na vida — para dizer que nunca ela deve ser usada”...

— “Tenha o maior cuidado com as palavras verdade, verdadeiro, natural, natureza, humano, Humanidade. Se sozinhas elas são problemáticas, quando combinadas — como em: a natureza humana, a verdadeira natureza humana, as verdades naturais etc. —, o desastre é certo.”

— “Tenha o maior cuidado com o advérbio mesmo, evitando usá-lo nos sentidos de justamente, precisamente ou verdadeiramente”.

Corolário 1: “No pensamento não-representacionista, não-fundacionalista e não-essencialista, não faz sentido uma pergunta do tipo que é mesmo isso?”.

Corolário 2: “O mesmo mata o pensamento”.

Corolário 3: “O mesmo congela a história”.

— “Não se constranja em usar a expressão parece que”.

— “No fundo, eu não gosto de escrever; trata-se de uma atividade muito difícil de realizar” (Foucault, 1994, p. 593).



Corolário 1: “Considerando o autor da frase, vá sempre com muito cuidado”.

— “É justamente no discurso que vêm a se articular poder e saber” (Foucault, 2001b, p. 45).

— “A citação mais valiosa será sempre aquela da qual você não consegue determinar a fonte” (Bloch, 1980, p. 63).

Corolário 1: “Imediatamente após transcrever uma citação, registre a fonte por extenso”.

Corolário 2: “Se você não tiver acesso à fonte, descarte a citação”.

Restos... (que fazer com eles?)

— “Primeira regra do desmontador de relógios: guarde todas as peças” (Bloch, 1980).

— “Mais vale um passarinho na mão do que dois voando” (Adágio popular).

— “De nada adianta guardar se, mais tarde, você não lembrar que guardou. Idem, se você não lembrar o que guardou. Ibidem, se você não lembrar onde guardou”.



Corolário 1: “Etiquetas, índices e listagens nunca estão em excesso”.

Corolário 2: Ponha a etiqueta na hora; quanto mais tarde, mais perdido vocês ficará

Inteligência (e falta de...)

— “Deus errou: limitou a inteligência, mas deixou a burrice infinita” (Roberto Campos).

— “Os cientistas dizem que o Universo e a inteligência têm limites. Sobre o Universo, eu não tenho certeza” (Alberto Einstein).

— “O problema do mundo de hoje é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas, e as pessoas idiotas estão cheias de certeza” (Bukowski).

— “O mundo é bem maior e mais complicado do que os simples sim ou não, isso ou aquilo, certo ou errado, bom ou ruim”.

— “O Positivismo odeia a polissemia”.
— “Se algo é indecidível é porque está fora do pensável”.

Um pouco de Foucault

— “Foucault não é pau para toda obra”.



Corolário 1: “Tão importante saber onde é possível ‘aplicar’ Foucault é saber onde isso é impossível”.

Corolário 2: “Na dúvida, não ultrapasse”.

Corolário 3: “Se quiser ultrapassar, consulte antes um especialista”.

— “Foucault não é um guru”.



Corolário 1: “Se você precisa de um mestre, procure outro”.

Corolário 2: “Se você não vive sem uma igreja, sua praia é outra. Há muitas dando sopa por aí”.

— “Não é porque Foucault estudou a prisão, a escola, a clínica, o hospício, o quartel, o convento que ele serve para qualquer estudo que se interesse por tais instituições”.

— “Se Foucault não é um remédio, pelo menos ele serve como um grande estimulante”.

— “Não espere de Foucault aquilo que ele nunca quis fazer”.



Corolário 1: “Junto a ele ou a partir dele, você pode descrever, analisar e problematizar; desde que se esforce bastante”.

Corolário 2: “Se você estiver mais interessado em ‘julgar’, ‘achar soluções’ ou ‘prescrever’, procure outra praia”.

Escólio 1: “Você sempre encontrará outras praias.”

Escólio 2: “Sempre haverá praias que parecerão mais acolhedoras, confortáveis e interessantes, independentemente de sua (in)utilidade.”

— “Não busque Foucault porque dizem que ele está na moda, mas porque ele nos ajuda a problematizar e a desenvolver a crítica para poder pensar de outro modo”.

— “A crítica consiste em desentocar o pensamento e em ensaiar a mudança; mostrar que as coisas não são tão evidentes quanto se crê; fazer de forma que isso que se aceita como vigente em si não o seja mais em si. Fazer a crítica é tornar difíceis os gestos fáceis demais. Nessas condições, a crítica —e a crítica radical— é absolu­tamente indispensável para qualquer transformação” (Foucault, 2006, p. 80).

Corolário 1: “Criticar não é falar mal dos outros”.

Corolário 2: “Criticar o outro não implica falar bem de si mesmo, à custa do outro”.

Corolário 3: “Nada é evidente por si mesmo”.

— “Eu gostaria que meus livros fossem como bisturis, coquetéis molotov, ou minas, e que se carbonizassem depois do uso, quais fogos de artifício” (Foucault, 1994, p. 593).



Corolário 1: “Ser foucaultiano implica não seguir Foucault”.

Corolário 2: “Ser foucaultiano é praticar a fidelidade infiel ao filósofo”.

Escólio: “Não se incomode com os paradoxos”.

Consolo: “Se os paradoxos fossem mesmo levados a sério, Zenão teria razão e ninguém morreria flechado”.

— “Não, não, eu não estou onde você me espreita, mas aqui de onde o observo rindo” (Foucault, 1997, p. 20).

— “Como você pode me atribuir a ideia de que a mudança é impossível, uma vez que eu sempre uni os fenômenos que eu analisava à ação política?” (Foucault, 2005, p. 22).

— “Eu acredito na liberdade dos indivíduos. Em uma mesma situação, as pessoas reagem de modo muito diferente” (Foucault, 2005, p. 23).

— “Prefira teorização ao invés de teoria”.

— “Mas o que é a filosofia hoje em dia —eu quero dizer a atividade filosófica— senão o trabalho crítico do pensamento sobre o próprio pensamento?” (Foucault, 1984, p. 4-15).

— “Foucault é um kantiano sumamente paradoxal” (Rajchman, 1987, p. 89).

— “A arqueologia entende o discurso enquanto um conjunto de enunciados que se apoia em um mesmo sistema de formação” (Foucault, 1997, p. 24).

— “A arqueologia não trata de interpretar o discurso para fazer através dele uma história do referente” (Foucault, 1997, p. 54).

— “A genealogia é uma metodologia que busca o poder no interior de uma trama histórica, em vez de procurá-lo em um sujeito constituinte (Foucault, 1992, p. 7).

— “A genealogia é uma ‘atividade’, uma ‘maneira de entender’, um ‘modo de ver as coisas’” (Foucault, 1999, p. 5).

— “A arqueologia seria o método próprio da análise das discursividades locais; e a genealogia, a tática que faz intervir, a partir dessas discursividades locais assim descritas, os saberes desassujeitados que daí se desprendem” (Foucault, 1999, p. 6).



Referências bibliográficas

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* Texto escrito por sugestão e solicitação da Profª Drª Paula Correa Henning, para o Caderno Pedagógico organizado pela FURG, em agosto de 2013. Uma primeira versão, menor e mais simples, já foi publicada em:

VEIGA-NETO, Alfredo. Dicas... Revista Aulas (dossiê Foucault e as Estéticas da Existência), Campinas, n.7, 2010. p. 11-23. Acessível em:



http://www.scribd.com/doc/30247523/Revista-Aulas-Dossie-06-Foucault-e-as-Esteticas-Da-Exist-en-CIA

** Alfredo Veiga-Neto é Doutor em Educação, Professor Convidado Permanente, do PPG-Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Professor Titular (aposentado) do Departa­mento de Ensino e Currículo, Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. alfredoveiganeto@gmail.com

1 O leitor atento logo verá que uso a palavra frasista no sentido que lhe dá Borba (2002, p.739): “pessoa habilidosa em forjar frases de efeito”; e não no sentido que lhe dá Houaiss (2009, verbete frasista): “aquele que gosta de ou usa frases rebuscadas e ocas”. Assim, no caso deste texto, frasista não tem, em absoluto, um sentido pejorativo...



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