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MONTEIRO LOBATO: Urupês; Cidades mortas; Negrinha; A onda verde; Mundo da Lua; O macaco que se fez homem (contos). O choque das raças ou O presidente negro (romance). Idéias de Jeca Tatu; Mr. Slang e o Brasil; Ferro; América; Na antevéspera; O escândalo do petróleo (crônicas, memórias de viagens). O saci; O marquês de Rabicó; Viagem ao céu; Novas reinações de Narizinho; Aritmética da Emília; O poço do Visconde; O Pica-pau Amarelo (literatura infantil). Geografia de dona Benta; Emília no país da Gramática; História do Mundo para crianças; História das invenções (didática fantasiosa). Dom Quixote para crianças; O minotauro; Os doze trabalhos de Hércules (adaptações). Enredo cativante, linha tradicional (começo, meio, fim). Literatura regionalística crítica, denunciadora, com realismo desapiedado. Ao mesmo tempo, humorística e satírica. às vezes, macabras (crueldade, antropofagia, necrofilia, crimes). Outras vezes, líricas, humanas. Obra infantil cheia de graça. Prende o interesse e conquista o leitor. A mais importante em língua portuguesa. Estilo  ágil, linguagem original, arte e técnica esmeradíssimas no gênero. Termos exatos e expressivos, imagens vivas, evocações e sugestões visuais.
URUPÊS
Fotografia da imagem do caipira, numa espécie de “raça intermediária”. Ele perde o primitivismo do índio sem, entretanto, adquirir a força do colonizador. Nesta fotografia, a imagem é bem captada, tanto do homem como da paisagem do interior. O homem com seu marasmo e indolência. Trata-se de um caipira caricato, apático e desalentado, numa vida vegetativa. Mas, na verdade, ele é apenas vítima de uma indolência maior, a do governo. A personagem maior é Jeca Tatu.
CIDADES MORTAS
Desta vez, a fotografia é a da decadência da região do Vale do Paraíba, exaurida pela monocultura do café. Os tipos são bastantes característicos, assim como os ambientes. São estórias ora engraçadas, ora sinistras, ora trágicas, ora sangrentas. O cenário é Itaoca, cidadezinha símbolo de avesso ao progresso: uma paródia do Brasil
GRAÇA ARANHA: Canaã; A viagem maravilhosa (romances). Malasarte (teatro). O meu próprio romance (inacabado, memórias). Poder verbal, cultura, inteligência, originalidade. Romances de idéias: o sentido da vida, através de um grupo humano. O homem é considerado diante de um destino eterno (no universo) e de circunstâncias sociais transitórias (na sociedade): preocupações filosóficas. Estilo metafórico, imaginação exaltada, idealismo exagerado.
CANAÃ
Porto do Cachoeiro, no Espírito Santo, é o cenário, onde os imigrantes alemães Milkau e Lentz defendem teses opostas, embora muito se estimem. Milkau prega a paz, o desejo de integração de todos os povos na natureza - igualdade -, o fim das diferenças e harmonia entre os homens. Lentz defende a superioridade da raça ariana - que os mais fortes dominarão inevitavelmente os mais fracos, os mestiços.. Maria é expulsa de casa porque vai ser mãe solteira. Dá a luz em tal abandono que os porcos lhe devoram a criança. Ela é presa e acusada da morte do filho. Milkau salva-a e os dois partem à procura de Canaã, onde não haverá  maldades. Somente amor. É como Milkau exemplifica suas idéias de fraternidade e esperança.
LIMA BARRETO: Recordação do escrivão Isaias Caminha; Triste fim de Policarpo Quaresma; Numa e Ninfa; Vida e Morte de M. J. Gonzaga de ; Clara dos Anjos; O cemitério dos vivos (inacabado) (romances). Histórias e sonhos (contos). Aventuras do Dr. Borgoloff (humorismo). Bagatelas; Feiras e mafuás; Vida urbana; Marginália (crônicas e artigos). Os Bruzundangas (sátiras). Diário íntimo. Criador da literatura marcadamente nacional. Pouco acreditado em seu tempo; hoje, lugar de destaque. Romancista urbano (ambientes, costumes, tradições cariocas). Satírico da sociedade urbana e suburbana. Amargura, desencanto. Sátira política, crítica ao preconceito de cor, análise de caracteres e costumes (sondagens psicológicas, interior das personagens, sensações, reflexões, pensamentos).
RECORDAÇÕES DO ESCRIVÃO ISAIAS CAMINHA
Isaias é o narrador e conta sua estória no Rio de Janeiro. Filho de uma negra e do vigário, no interior, procura a cidade para lutar e vencer. Passando por humilhações, o preconceito de cor é a principal causa, vai ser contínuo no jornal "O Globo", que procura a proteção da classe dominante. Ricardo Loberant, diretor-proprietário do jornal, incrimina o governo por ocasião de uma ação antipopulista. Os jornalistas ganham altas funções governamentais. Isaias continua na mesma. Uma noite, o crítico literário Floc se suicida em plena redação. Ele não se coaduna com o cargo. Isaias leva a notícia ao patrão, numa orgia num bordel carioca. Isaias, por medo de Loberant, passa a repórter e, depois, a redator. Torna-se amigo do patrão, sobe socialmente. Não agüenta a situação e requer um cargo de escrivão no interior.
TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA
Major Policarpo é um patriota fanático. Digno funcionário público, subsecretário da administração da Marinha. É pontual ao extremo, metódico, comedido, solteirão, solitário e patriota a toda prova. Sendo estudioso de todos os aspectos do Brasil, incluindo as grandes reservas em potencial, a história, a geografia, a literatura e a política. Chegava mesmo a discutir calorosa e agitadamente coisas nacionais em comparação com estrangeiras: a extensão do Amazonas com o Nilo, por exemplo. Todavia, é cercado por medíocres como o general Albernaz, o doutor Cavalcanti, o contra-almirante Calds, o major Bustamante e outros. Por isso, apega-se tanto ao patriotismo que adota métodos tupinambás. Escreve um ofício em tupi-guarani ao Congresso Nacional requerendo a introdução dessa língua como a oficial do Brasil. Começa a aprender viola, dedicando-se à modinha e a estudar o folclore. Seu comportamento e as troças por que passa o suspendem de suas funções e ele é internado num hospício. A seu favor ficam apenas Ricardo Coração dos Outros e Olga Coleoni, violeiro e sua afilhada. Ao sair, tendo abandonado aqueles sonhos, transforma seu sítio num quartel general da reforma agrária. Depois, a Revolta da Armada, e ele tem um novo projeto, o de apoio ao marechal Floriano. O seu desespero de dá quando, ao levar um memorial a Floriano para a recuperação da agricultura brasileira, o mesmo é rasgado para que seja escrito um bilhete de Floriano a um subalterno. Outros acontecimentos têm lugar e decepcionam o major Policarpo que é preso e condenado à morte por haver censurado, depois de defender com grande empenho à causa, Floriano Peixoto, pelo absolutismo cruel do líder que o decepcionara. Fracassando constantemente e passando por ridículos, jamais perde sua dignidade, numa posição que o coloca entre o real e o irreal. Espécie de Dom Quixote, deixa de sê-lo e morre, tomando consciência da realidade degradada em que vivia.
CLARA DOS ANJOS
O carteiro Joaquim dos Anjos não percebe que sua filha, Clara, está sendo seduzida por um falso grã-fino, Cassi Jones de Azevedo. Este chega a matar o padrinho de Clara que quer afastá-lo dela e leva a mãe de Nair ao suicídio. Nair é outra vítima de suas maquinações. Honrado e severo, o pai o expulsa de casa. A mãe o protege. Cassi Jones desonra Clara. A mãe do vilão a humilha. O poeta Leonardo Flores, pobre mulato, vivendo do amor à poesia, por seu caráter, recusa a venda de uns versos a serem usados por Cassi na sedução de Clara.
COELHO NETO: A capital federal; Miragem; O rei fantasma; Inverno em flor; O morto; O paraíso; O rajá  de Pendjab; A conquista; Tormenta; Turbilhão; Esfinge; Rei negro; O polvo; Fogo-fátuo (romances). Praga; Sertão; Treva (novelas). Rapsódias; Baladilhas; Fruto proibido; Álbum de Calibã; Romanceiro; Seara de Rute; A bico de pena; Água de Juventa; Jardim das Oliveiras; Vida mundana; Cenas e perfis; Banzo; Melusina; Conversas; Vesperal; Contos da vida e da morte; Velhos e novos; A cidade maravilhosa; Vencidos (contos). Hóstia; Saldunes; Apólogos; Fabulário; As sete dores de Nossa Senhora; Mistério do Natal; Imortalidade (fábulas, apólogos, lendas, baladas). Mano; Canteiro de saudade (memórias). A muralha; Neve ao sol; Quebranto; Bonança; O dinheiro (teatro). Pelo amor (poema dramático). O meio; Bilhetes postais; Lanterna mágica; Por montes e vales; A política; Atlética; Frutos do tempo; O meu dia; Frechas; Às quintas; Feira livre; Bazar (crônicas). Talvez o mais fecundo e multiforme (mais de cem volumes publicados). Estilo caracterizado pela riqueza de palavras, descrições minuciosas do cotidiano, fertilidade da imaginação. Maior autenticidade nos romances autobiográficos. Reprodução de tipos e costumes nacionais (homem comum, seu destino no mundo, sua realização numa sociedade desumana e corrupta).
REI NEGRO
O local é uma fazenda com escravos no vale do Paraíba, onde a filha de seu primeiro proprietário é seduzida por seu feitor, Manuel Gandra, imigrante. Ambos se casam e ele se torna herdeiro da propriedade. O casal tem um filho, Julinho, que é criado na libertinagem das senzalas, graças a seu poder de senhorzinho. Seu único temor é por Macambira, um filho de negro rei, simpático a seu pai, por seu bom procedimento. A negra Balbina nutre por este um orgulho oculto, narrando-lhe os feitos de seus antepassados, as tradições e os rituais de sua tribo. Gandra ajeita o casamento dele com Lúcia, mestiça, a melhor de suas mucamas. Julinho, no entanto, por maldade, violenta Lúcia antes do casamento. Daí, advém um filho, que Balbina percebe não ser de macambira. Lúcia confessa-lhe o acontecido e, pouco tempo depois, morre. Balbina esconde o menino e Macambira vem a saber da verdade. Então, ele reage, mas é humilhado, refugia-se na floresta e espera o momento de sua vingança. Ele mata Julinho, proclamando o fato como um triunfo de sua raça e se refugia num quilombo.
HUMBERTO DE CAMPOS: Poeira; Poesias completas (poesia). Carvalhos e roseiras (crítica). O Brasil anedótico; O monstro e outros contos (contos) Memórias (autobiografia). Lagartas e libélulas (crítica). Obras completas (32 volumes). Consagração pela série de contos humorísticos. Na crônica, forte sentido humano. Estilo poético, harmonioso. Linguagem fluente. No conto, estórias divertidas, picantes.
JÚLIA LOPES DE ALMEIDA: A família Medeiros; A viúva Simões; A falência; Ânsia eterna; Histórias de nossa terra; A intrusa; A herança; Eles e elas; Cruel amor (romances). Correio da roça; A Silveirinha; Contos infantis (romances e contos). Quem não perdoa (drama). Linguagem simples. Obra extensa e desigual. Retrato dos costumes da época. Exposição de idéias políticas ligadas à República e à Abolição.


REGIONALISMO PROSA
AFONSO ARINOS: Pelo sertão (contos). Os jagunços (romance). O mestre de campo (romance histórico - fragmentos). Ouro, ouro (romance inédito) Regionalista mineiro, de vasta obra (mais de 35 títulos). Destaque para as citadas. Retratos do mundo dos tropeiros (os "causos").
AFRÂNIO PEIXOTO: Rosa mística (poema em prosa). Esfinge; Maria Bonita; Fruta do mato; Bugrinha; As razões do coração; Uma mulher como as outras; Sinhazinha (romances). Regionalista baiano. Predileção por temas sertanejos. Estilo espontâneo. Equilíbrio, economia verbal (frase direta, fluente, curta).
HUGO DE CARVALHO RAMOS: Tropas e boiadas (contos). Gente de gleba (novela). Regionalista goiano. Grande capacidade de retratar ambientes (natureza ímpar) e tipos (sertanejo goiano), procedimento e linguagem.
LINDOLFO ROCHA: Maria Duse  (romance). Regionalista baiano. Retratista da vida rude dos garimpeiros de Lavras, interior da Bahia.
MANUEL DE OLIVEIRA PAIVA: A afilhada; Dona Guidinha do poço (novelas). Regionalista nordestino. A primeira tentativa séria de ficção nordestina. Adultério, crime passional, retratação verdadeira das figuras humanas (patriarcalismo, coronelismo, sistema escravocrata, desigualdade social, miséria). Grande qualidade de estilo. Linguagem típica.
VALDOMIRO SILVEIRA: Os caboclos; Nas serras e nas furnas; Mixuangos; Leréias (contos). Regionalista paulista. Preocupação com a linguagem regional. Estórias curtas; retratos com fidelidade singular.
XAVIER MARQUES: Uma família baiana; Boto & Cia; Praieiros - Jana e Joel; Pindorama; Holocausto; O sargento Pedro; Madrasta; As voltas da estrada (romances). Praieiros - Maria Rosa (novela). Simples histórias; A cidade encantada; Terras mortas (contos). Temas e variações; Insulares (poesia). Regionalista baiano. Apresentador dos costume dos pescadores e da população do litoral baiano. Retratista de cenas, criador de tipos. Prosa de efeito calculado, virtuosismo formal.

POESIA

AUGUSTO DOS ANJOS: Eu; Eu e outras poesias. A última engloba a primeira. Poesia pessimista, filosofia amarga. Uso abundante de termos científicos (medicina, anatomia), imagens raras. Temas preferidos: doença, morte, vermes, hospitais, cadáveres, necrotério, cemitério. Representação do mundo não dependente de impressões reais recebidas do universo exterior, mas de sua própria visão.
RAUL DE LEONI: Ode a um poeta morto; Luz mediterrânea. Linha clássica, autor independente, sem vínculo com movimentos. Tendência simbolista, preocupações filosóficas, pureza de ritmo, simplicidade de expressão. Estilo apurado, espírito novo e moderno.
JUÓ-BANANÉRE: Calabaro (panfleto). La divina increnca (sátira). Sob o pseudônimo, a criação de um divertido dialeto macarrônico ítalo-português. A retratação da vida popular paulistana (mazelas sociais e políticas), além de paródias de poesias célebres.
FARIAS BRITO: A finalidade do mundo; A verdade como regra de ações; O mundo interior. O mais original dos pensadores brasileiros. Vasta obra filosófica. Apregoação do espiritualismo transcendente, afirmação do mundo interior sobre o exterior, da consciência sobre o mundo físico, regeneração da sociedade pela moral e a metafísica, restauração do sentimento religioso e renovação da fé.
EDUARDO PRADO: Sicília, Malta e Egito; Anulação das liberdades políticas; A ilusão americana; Fastos da ditadura militar no Brasil; América, Oceania e Ásia; Viagens; A Bandeira Nacional; Coletâneas. Fidelidade à monarquia, escritor combatente, curioso. Viva inteligência, impulsividade de idéias.
JOÃO RIBEIRO: Tenebrosa luz; Dias de sol; Avena e cítara; Versos (poesia). Frases feitas; Folclore; Estudos de literatura popular; O elemento negro (folclore). Escritor moderno, vivo. Estilo ágil, humanista requintado. Modelo de clareza e elegância de linguagem. Apoiador do modernismo.
ARTUR AZEVEDO: Amor por anexins; A pele do lobo; A jóia; A princesa dos cajueiros; O liberto; A mascote na roça; A almanjarra; O tribofe; Revelação de um segredo; O major; A capital federal; Confidências; O jagunço; O badejo; Gavroche; A viúva Clark; Comeu!; A fonte castália; O dote; O oráculo (teatro). Contos fora de moda; Contos efêmeros; Contos possíveis (contos). Carapuças; Horas de humor; O dia de finados (poesia). O representante mais credenciado da fase em que o teatro abandona a farsa fácil e evolve para a análise social, com o surgimento do problema comum, o homem da rua, o comportamento natural. Brilho no gênero cômico, movimentação rápida, diálogo fluente calcado na linguagem familiar e popular. Nas outras obras, estilo  ágil, desenvolto, impregnado de fino humor, indo até o sarcasmo.
O DOTE
Teatro. Comédia ambientada no Rio de Janeiro. Henriqueta é filha única de Ludgero e Isabel, criada com idéias de luxuosidade e grandeza sob as sugestões levianas de seu pai. A mãe é uma acomodada à situação. No matrimônio, Henriqueta continua sua vida inútil de desperdício, ornadas excessivamente com jóias, vestidos e perfumes. Ângelo é seu esposo e, enquanto pode, satisfaz suas extravagâncias. Quando tenta uma censura, ela refuta dizendo que gasta o dinheiro do dote. Rodrigo, amigo de Ângelo, de quem a ruína se aproxima, faz com que este ponha fim à situação. Acontece a separação do casal e, Henriqueta reconhece o seu erro juntamente com o pai e pede a reconciliação, o que acontece. Isabel e Rodrigo passam a serem os interventores do fato.
QUINTINO BOCAIÚVA: Os mineiros da desgraça; Dominó azul; Dama do véu; Um pobre louco; Diamantes da coroa; Cláudio Manuel; Minhas duas mulheres (teatro). Figura de realce no teatro da época. Crítico e autor de originais para o palco. O teatro usado como instrumento de moralização e educação. Peças de pouco valor pelo sentimentalismo piegas, palavrosidade, artificialismo de enredo, dialogação inverossímel. Brilho maior na imprensa.


MODERNISMO
NOTA INTRODUTÓRIA: No mundo, quebra da bolsa de valores de Nova Iorque, facismo/nazismo, Guerra Civil Espanhola, Segunda Guerra Mundial, bombas atômicas em Hiroshima e Nagasáqui. No Brasil, política do "café com leite", os 18 do Forte de Copacabana, movimento tenentista, coluna Prestes, período Vargas (Revolução Constitucionalista, Estado Novo). Século XX, apogeu industrial; formação da alta burguesia; do proletariado; fixação do capitalismo; aumento da produção; crescimento do mercado; corrida armamentista. As artes se voltam para o social. O artista é povo (lutas, anseios, injustiças sociais), o mundo que o rodeia é eco da sociedade. Antecedentes no Brasil: Oswald de Andrade volta da Europa com idéias do Manifesto Futurista de Marinetti; Lasar Segal expõe pinturas expressionistas; Anita Malfati, pinturas inteiramente modernistas; Mário de Andrade publica Há uma gota de sangue em cada poema; Menotti Del Picchia publica Juca Mulato; Manuel Bandeira publica Cinza das horas. Brecheret expõe esculturas notadamente modernistas. Acontece a Semana de Arte Moderna (conferências, declamações, concerto, exposição de artes plásticas). Surge o modernismo.
CARACTERÍSTICAS: Total liberdade de forma, nacionalismos, linguagem brasileira (vocabulário, sintaxe) do momento (simples, direta, coloquial, livre dos grilhões da gramática). Universo brasileiro como temática (civilização, aspirações, gente), vocabulário acessível, comum, objetivo. Três fases: a primeira (destrutiva, anárquica, nacionalista extremada, sarcástica, irônica) tem três movimentos: Verde-amarelo (compromissos integralistas, busca de síntese da realidade nacional), Pau-Brasil (busca das coisas nacionais de cada núcleo cultural), Antropofagismo (terra, elementos primeiros, simplicidade, autenticidade, valorização do Brasil); a segunda (construtiva, consolidadora do movimento, obra de verdadeiro valor) tem, como qualidades, liberdade com bom senso, equilíbrio de forma, de linguagem, valorização de formas fixas, problemas do homem como temática; a terceira (atual) tem atitude crítica perante a literatura antecedente, renovação, apuro formal, técnico, reconquista dos valores tradicionais.

PRIMEIRA FASE
MÁRIO DE ANDRADE: Há uma gota de sangue em cada poema; Paulicéia desvairada; Losango cáqui; Clã do jabuti; Remate de males; Poesias; Lira paulistana seguida dO carro da miséria; Poesias completas (poesia). Primeiro andar; Belazarte; Contos novos (contos). Amar, verbo intransitivo (romance). Macunaíma (rapsódia). A escrava que não é Isaura; O Aleijadinho e Álvares de Azevedo; O movimento modernista; O baile das quatro artes; Aspectos da Literatura Brasileira; O empalhador de passarinhos; Namoros com a medicina (ensaios). Os filhos da Candinha (crônica). Ensaio sobre música brasileira; Compêndio de História da Música; Modinhas imperiais; Música, doce música; Música do Brasil; Danças dramáticas do Brasil; Música de feitiçaria (musicologia e folclore). O padre Jesuíno de Monte Carmelo (História da Arte). Temas os mais diversos, nas mais diversas formas de expressão. Pesquisador do saber popular, utilizado em sua obra de caráter nacionalista. O teórico mais importante do movimento; figura mais importante da literatura brasileira de 22 a 45, em três períodos: da alucinação modernista, do nacionalismo pitoresco, da interiorização e amadurecimento. Macunaíma é sua principal obra: um levantamento das facetas do caráter brasileiro.
AMAR, VERBO INTRANSITIVO
Felisberto de Sousa Costa, fazendeiro e exportador de café, contrata uma governanta alemã, Fraulein Elza, para dar as primeira lições de amor ao filho Carlos. A professora de sexo acalenta, no entanto, um romântico ideal de amor. A descoberta do amor, praticado pelo jovem aluno e Fraulein, é o núcleo da narrativa, com ela se afeiçoando, cada vez mais, a Carlos.
MACUNAÍMA
Macunaíma, o herói sem nenhum caráter, da tribo tapanhumas, vive à beira do rio Uraricoera, com sua mãe e seus irmãos Maanape e Jiguê. Após a morte da mãe, ele sai com seus irmãos em busca de aventuras e encontra Ci, a rainha das Icamiabas, violando-a. Assim, infringe o tabu de celibato das Amazonas. Ci faz dele o Imperador do Mato-Virgem e dá-lhe um filho. Nova infração ao tabu de que só as meninas poderiam sobreviver. Ci e o menino morrem. Antes, ela dá a Macunaíma o "muiraquitã", amuleto mágico da felicidade. Ela sobe aos céus e se transforma na estrela Beta Centauro. Ele perde o amuleto que é engolido por uma tartaruga e, através de um mariscador, a peça chega a São Paulo, nas mãos de Wenceslau Pietro Pietra. Macunaíma e seus irmãos partem em busca do amuleto. Em São Paulo, há confrontos com Pietro Pietra, que é o gigante Piaimã, disfarçado. Macunaíma apela para a macumba e derrota o gigante, fazendo-o cair de um cipó em que se balançava sobre um tacho de macarronada fervente. Assim, ele recupera o "muiraquitã" e volta para a Amazônia. Jiguê tem um confronto com ele e é derrotado. Macunaíma encontra Vei, deusa-sol, que, em troca da promessa de casamento com uma de suas três filhas, dá-lhe proteção. Ele foge ao compromisso e Vei se vinga atiçando sua sensualidade, o que faz com que ele se atire num lago nos braços traiçoeiros da Uiara, sendo atacado e mutilado pelas piranhas, ficando perneta e perdendo, novamente, o "muiraquitã". Ele planta um pé de cipó-escada e sobe para o céu. Ali, o pai do Mutum converte-o na constelação da Ursa Maior. Ele se encontra com um papagaio aruaí e conta suas aventuras.

VESTIDA DE PRETO/O LADRÃO/


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