Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas – Determinação da resistência de aderência à tração



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ABNT NBR 14084


Segunda edição

31.12.2004


Válida a partir de

31.01.2005



Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas – Determinação da resistência de
aderência à tração


Dry-set Portland cement mortars – Determination of the bond tensile strenght

1Objetivo


Esta Norma fixa um método para determinação da resistência de aderência, medida através de arrancamento por tração simples, para argamassa colante industrializada, destinada ao assentamento de placas cerâmicas em pisos e paredes, pelo método da camada fina.

2Referências normativas


As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação.
Como toda norma está sujeita à revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições mais recentes das normas citadas a seguir.
A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.

ABNT NBR 13817:1997 – Placas cerâmicas para revestimento – Classificação

ABNT NBR 14081:2004 – Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas – Requisitos

ABNT NBR 14082:2004 – Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas – Execução do substrato-padrão e aplicação de argamassa para ensaios


3Materiais


3.1 Argamassa colante industrializada preparada conforme a ABNT NBR 14082.

3.2 Substrato-padrão conforme ABNT NBR 14082.

3.3 Placas cerâmicas para revestimento do grupo BIIa, conforme ABNT NBR 13817, que apresentem uma absorção de água de (4  1)%. Devem ser cortadas em placas de seção quadrada com (50  1) mm de aresta e estar limpas e secas, e não devem apresentar quebras, imperfeições, engobe ou resíduos de qualquer espécie no tardoz.

NOTAS


1 Excluir as bordas das placas cerâmicas, quando estas forem chanfradas.

2 A limpeza do engobe pode ser efetuada com escova de náilon a seco.



3.4 Adesivo acrílico, epoxídico ou qualquer outro capaz de aderir peça metálica à placa cerâmica.

4Aparelhagem


4.1 Máquina para o arrancamento por tração que permita uma velocidade de carregamento uniforme de
(250  50) N/s.

4.2 Peças metálicas não deformáveis sob carga de ensaio, de seção quadrada, com aproximadamente 50 mm de aresta, com dispositivo no centro de uma das faces para acoplamento da máquina de tração.

4.3 Massa-padrão de material sólido e rígido de (2,00  0,01) kg e com seção de apoio de formato quadrado, de aproximadamente 50 mm de lado.

4.4 Tanque para imersão de conjuntos substrato-padrão – argamassa - placas cerâmicas, com dimensões internas que garantam separação de aproximadamente 20 mm entre os conjuntos formados por substrato-padrão – argamassa - placa cerâmica e entre conjuntos e paredes do tanque. Os conjuntos devem permanecer submersos em água potável durante todo o processo de cura. A temperatura da água deve ser de (23 ± 2)°C. Sugere-se a troca da água e limpeza do tanque sempre que forem observados resíduos ou incrustrações.

4.5 Estufa com ventilação forçada capaz de manter a temperatura do ar a (70  2)ºC, com dimensões internas tais que permitam uma separação entre os conjuntos formados por substrato-padrão – argamassa – placas cerâmicas, de aproximadamente 50 mm, garantindo a circulação do ar entre conjuntos e entre conjuntos e as paredes da estufa.

4.6 Cronômetro.

5Condições ambientais do laboratório


Devem ser as prescritas pela ABNT NBR 14082.

6Execução do ensaio


6.1 Estender a argamassa preparada conforme ABNT NBR 14082 na direção longitudinal sobre o substrato-padrão, seguindo as prescrições indicadas na seção 8 da ABNT NBR 14082:2004, e ao final da operação acionar o cronômetro.

6.2 Transcorridos 5 min da operação descrita em 6.1, posicionar 10 placas cerâmicas, conforme figura 1, sobre a argamassa colante estendida em cordões, de modo que haja uma separação de aproximadamente 50 mm entre elas e de no mínimo 25 mm entre as suas arestas e a borda mais próxima do substrato-padrão. Carregar cada placa, centralizadamente, com massa-padrão, durante 30 s. O intervalo de tempo entre a colocação da primeira placa cerâmica e a última massa-padrão não pode exceder 30 s.

Após a retirada das massas-padrão, deixar aproximadamente 1,0 cm de cordão ao redor da placa cerâmica e retirar os cordões excedentes.





Figura 1 — Posicionamento das placas cerâmicas sobre os cordões de argamassa colante

6.3 Os conjuntos formados por substratos-padrão – argamassa – placa cerâmica, preparados conforme 6.1 e 6.2 devem permanecer na posição horizontal no mínimo por 24 h. Após este período podem ser estocados na posição vertical ao serem submetidos às diversas condições de cura, em função do tipo de argamassa colante e de acordo com os requisitos apresentados na tabela 1 da ABNT NBR 14081:2004.

6.3.1 Cura normal


        O conjunto deve ser submetido, durante 28 dias, às condições ambientais do laboratório descritas na
        NBR NBR 14082.:2004.

A partir de 72 h antes da data do arrancamento, colar em cada placa cerâmica uma peça metálica de arrancamento, utilizando adesivo, de maneira que as suas superfícies fiquem sobrepostas.

Aguardar o instante de ensaio de arrancamento por tração simples, a ser realizado no 28º dia do posicionamento das placas cerâmicas, conforme 6.2.


6.3.2 Cura com imersão em água


        O conjunto deve ser submetido, durante sete dias, às condições ambientais de laboratório descritas na
        ABNT NBR 14082:2004; a seguir deve ser imerso em água a (23  2)°C, no tanque definido em 4.4, onde deve permanecer durante 20 dias. A partir das 72 h antes da data do arrancamento, deve-se retirar o conjunto da água, secar a face de cada placa cerâmica e realizar a colagem das peças metálicas nas placas cerâmicas, de maneira que suas superfícies fiquem sobrepostas. Após o enrijecimento do adesivo, o conjunto deve ser novamente imerso em água. O ensaio de arrancamento deve ser realizado no 28º dia do posicionamento das placas cerâmicas, conforme 6.2, e deve ser iniciado num prazo máximo de 30 min após a retirada da água.

6.3.3 Cura com aquecimento em estufa


        O conjunto deve s er submetido, durante 14 dias, às condições ambientais de laboratório descritas na
        ABNT NBR 14082:2004; a seguir o conjunto deve ser colocado em uma estufa do tipo definido em 4.5 a uma temperatura de (70  2)º C. Decorridos 14 dias, deve-se retirar o conjunto da estufa, deixar esfriar e realizar a colagem das peças metálicas nas placas cerâmicas, de maneira que suas superfícies fiquem sobrepostas.
        O ensaio de arrancamento, realizado, portanto, no 28º dia do posicionamento das placas cerâmicas conforme 6.2, deve ser iniciado no máximo em 4 h, a partir do momento que o conjunto foi retirado da estufa. Deve ser utilizado um adesivo com tempo de enrijecimento inferior ao início do arrancamento.

6.3.4 Tolerâncias


        As tolerâncias na duração das diversas etapas de cura descritas em 6.3.1 a 6.3.3 são as constantes na tabela 1.

Tabela 1 — Tolerâncias nas etapas de cura

Duração do condicionamento
Tolerância admissível

7 dias

 3 h

14 dias

 6 h

28 dias

 12 h

6.4 Executar o ensaio de arrancamento por tração, aplicando carga a uma velocidade uniforme de
(250  50) N/s até a ruptura.

6.4.1 Registrar a carga máxima (T) aplicada.

6.4.2 Examinar cada placa e descrever o tipo de ruptura e sua porcentagem aproximada, conforme a seguir:

  1. ruptura do substrato (S);

  2. ruptura na interface argamassa e substrato (S/A);

  3. ruptura da camada de argamassa colante (A);

  4. ruptura na interface argamassa e placa cerâmica (A/P);

  5. ruptura da placa cerâmica (P);

  6. falha na colagem da peça metálica (F).

7Expressão do resultado


7.1 Calcular a tensão de ruptura ft de cada placa cerâmica, mediante a seguinte equação:

onde:


ft é a tensão de ruptura, em megapascals, arredondado à segunda decimal;

T é a força de ruptura, em newtons;

A é a área da placa cerâmica, em milímetros quadrados, considerada igual a 2 500 mm2.

7.2 Calcular a tensão média de ruptura por tração das placas correspondentes a cada série assentada, sem arredondamento, desconsiderando os resultados obtidos com rupturas dos tipos S, P e F, descritas
em 6.4.2.

7.2.1 Para médias iguais e superiores a 0,30 MPa, descartar todos os resultados que se distanciarem mais de 20% da média. Para média inferior a 0,30 MPa, descartar os resultados que se distanciarem da média mais que 0,06 MPa.

7.2.1.1 Os limites calculados para a realização dos descartes devem ser arredondados à segunda decimal.

7.2.2 Com os resultados remanescentes, calcular a média final arredondada à primeira decimal.

7.2.2.1 Se restarem cinco ou mais resultados, a média final é a tensão de ruptura do ensaio.

7.2.2.2 Se restarem menos de cinco resultados, repetir o ensaio uma única vez.

7.2.3 Na repetição devem ser utilizados os mesmos critérios de descarte, conforme 7.2.1.

7.2.3.1 Restando cinco ou mais resultados individuais, considera-se como resultado do ensaio a média final obtida na repetição.

7.2.3.2 Restando menos que cinco resultados individuais na repetição, considera-se o ensaio como não conclusivo, devendo-se informar este fato no relatório, assim como o valor das médias dos dois ensaios, calculados conforme 7.2, arredondados à primeira decimal.

7.3 Expressar os resultados dos ensaios de resistência de aderência nos diferentes tipos de cura, como sendo a média calculada na seção 7.2.2.1.

8Relatório do ensaio


O relatório deve indicar expressamente os seguintes dados e informações:

  1. tipo do material submetido aos ensaios e seu prazo de validade;

  2. marca comercial do fabricante;

  3. identificação da amostra: sua coleta, remessa e preparo (data, local e método de coleta);

  4. identificação do(s) lote(s) do substrato(s)-padrão utilizado(s) nos ensaios, com resultados da absorção capilar e resistência de aderência superficial, conforme anexo B da ABNT NBR 14082:2004;

  5. identificação do grupo de absorção de água ao qual pertençam as placas cerâmicas utilizadas, segundo ABNT NBR 13817;

  6. informações sobre as condições de ensaio: data de cada determinação e das condições termoigrométricas de cada ensaio durante a aplicação;

  7. apresentação dos resultados individuais e média final, nos direrentes tipos de cura;

  8. descrição dos tipos de ruptura e suas porcentagens;

  9. citação desta Norma.





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