Aula e aula Energia cinética, energia potencial e Energia Mecânica



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Texto para as próximas questões
"O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: -'Meu cancioneiro

É bem martelado..."'


(...)

Lá, fugido ao mundo,


Sem glória, sem fé,
No perau profundo
E solitário, é

Que soluças tu,


Transido de frio,
Sapo-cururu
Da beira do rio...

  1. No poema, identifique os sapos a que se referem o autor Manoel Bandeira.

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  1. Explique por que o sapo tanoeiro é aguado.

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Levando em consideração a obra, poética e características dos heterônimos de Fernando Pessoa, podemos categorizá-los:



  1. ___________________________é pura sensação.



  1. ____________________________é pura emoção.



  1. _____________________________é pura razão.



  1. TEXTO I



Almeida Junior, Ezequiel Freire, s.d., óleo sobre tela, 55X40cm, Coleção da Academia Paulista de Letras. Reprodução fotográfica Isabella Matheus.

Disponível em: http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=artistas_obras&acao=mais&inicio=1&cont_acao=1&cd_verbete=93

Acessado em: 12 ago 2011.
TEXTO II

Anita Malfatti, O homem amarelo, 1915-1916, óleo sobre tela, 61X51cm, Coleção Mario de Andrade do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo. Reprodução fotográfica de Romulo Fialdini.

Disponível em: http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=artistas_obras&acao=mais&inicio=9&cont_acao=2&cd_verbete=323

Acessado em: 12 ago 2011.
Os textos I e II representam diferentes movimentos estéticos da arte brasileira.

Identifique qual das duas pinturas corresponde aos valores estéticos e aos ideais do Modernismo, sintetizados na seguinte passagem de Mario de Andrade: “O modernismo no Brasil foi uma ruptura, foi um abandono consciente de princípios e de técnicas, foi uma revolta contra a inteligência nacional.” (Mario de Andrade, O movimento modernista, 1942).


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TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...

Por isso minha aldeia é grande como outra qualquer

Porque sou do tamanho do que vejo

E não do tamanho da minha altura...

(Alberto Caeiro)

A tira "Hagar" e o poema de Alberto Caeiro (um dos heterônimos de Fernando Pessoa) expressam, com linguagens diferentes, uma mesma ideia: a de que a compreensão que temos do mundo é condicionada, essencialmente, por uma coisa. Explique.
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8. LEIA A CHARGE.


Na charge acima, de autoria de Belmonte [Benedito Bastos Barretos (1896-1947)]. A charge que foi parcialmente reproduzida na imagem acima, conta com a seguinte escrita logo abaixo:


“– Senhorita, não se mexa tanto. Senão o retrato não sai parecido!”

Levando em consideração o contexto artístico em que está inserida a charge, explique qual a intencionalidade da imagem e que vanguarda europeia é remetida no exemplo.

Leia a seguinte passagem do conto "A sociedade" para responder as próximas questões:


O esperado grito do cláxon fechou o livro de Henri Ardel e trouxe Teresa Rita do escritório para o terraço.

O Lancia passou como quem não quer. Quase parando.

A mão enluvada cumprimentou com o chapéu Borsalino.

Uiiiiia-uiiiiia! Adriano Melli calcou o acelerador. Na primeira esquina fez a curva. Veio voltando. Passou de novo.

Continuou. Mais duzentos metros. Outra curva. Sempre na mesma rua. Gostava dela. Era a Rua da Liberdade. Pouco antes do número 259-C já sabe: uiiiiiauiiiiia!

(Antônio de Alcântara Machado,"Brás, Bexiga e Barra Funda", em "Novelas Paulistanas". Rio de Janeiro: José Olympio, 1959, p. 25).



  1. No trecho acima, a linguagem e as imagens apontam para a influência das vanguardas no primeiro momento modernista. Selecione dois exemplos e comente-os.

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  1. O título refere-se a mais de uma sociedade presente no conto. Quais são elas?

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11. Relacione as definições a seguir a cada vanguarda europeia corretamente.


( __________________________ ) Movimento da arte que brota da vida interior; do íntimo do ser, em que a obscuridade do ser é transportada para a expressão. As telas retratam o patético, os vícios, os horrores, a guerra.
( _________________________ ) Movimento com excessiva fragmentação dos objetos e destruição de sua estrutura formal. Crença niilista.

( _________________________ ) Movimento da arte moderna que explora o domínio da imaginação, suas características irracionais e espontâneas, tendo como maior interesse o labirinto da mente humana.


( _________________________ ) Movimento artístico que tentou reproduzir a velocidade da sociedade de forma plástica.
( _________________________ ) Movimento que se caracteriza pela ausência de relação imediata entre formas e cores da realidade, linguagem caótica e fragmentada..

12. O luar através dos altos ramos,

Dizem os poetas todos que ele é mais

Que o luar através dos altos ramos.

Mas para mim, que não sei o que penso,

O que o luar através dos altos ramos

É, além de ser

O luar através dos altos ramos,

É não ser mais

Que o luar através dos altos ramos.

(Fernando Pessoa, "Obra Poética".)

As bolas de sabão que esta criança

Se entretém a largar de uma palhinha

São translucidamente uma filosofia toda.

Claras, inúteis e passageiras como a Natureza,

Amigas dos olhos como as cousas,

São aquilo que são

Com uma precisão redondinha e aérea,

E ninguém, nem mesmo a criança que as deixa,

Pretende que elas são mais do que parecem ser.

(...)

(Fernando Pessoa, "Obra Poética".)



Ambos esses poemas são atribuídos a Alberto Caeiro, um dos heterônimos de Fernando Pessoa. O que há de comum nesses dois poemas em termos de estilo? Justifique a sua resposta.

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LEIA.



Canção do exílio
Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;

As aves que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,

Nossas várzeas têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

Nossa vida mais amores.

[...]


Não permita Deus que eu morra,

Sem que eu volte para lá;

Sem que desfrute os primores

Que não encontro por cá;

Sem qu’inda aviste as palmeiras,

Onde canta o Sabiá.
Gonçalves Dias, Primeiros cantos.

Canto do regresso à pátria
Minha terra tem palmares

Onde gorjeia o mar

Os passarinhos daqui

Não cantam como os de lá

Minha terra tem mais rosas

E quase que mais amores

Minha terra tem mais ouro

Minha terra tem mais terra

[...]


Não permita Deus que eu morra

Sem que volte pra São Paulo

Sem que veja a Rua 15

E o progresso de São Paulo.
Oswald de Andrade, Pau-Brasil.

14. Considerando que os poemas foram escritos, respectivamente, em 1843 e 1924, caracterize seus contextos históricos sob os pontos de vista político e social.

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15. Comparando os dois poemas, indique uma diferença estética e uma diferença ideológica entre ambos.

Observe este quadro, para responder ao que se pede.



16. Em O cortiço, do escritor naturalista Aluísio Azevedo, livro publicado apenas três anos antes da realização do “Caipira picando fumo”, de Almeida Júnior, o sol aparece como elemento definidor do meio brasileiro, estendendo a tudo e a todos sua influência determinante. Essa mesma preeminência do sol se manifesta na composição do quadro de Almeida Júnior, também ele, em sua medida, tributário das teorias naturalistas? Justifique sua resposta, exemplificando com o tratamento dado à cor e à luz, no referido quadro.
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17. Um crítico de arte* que analisou o quadro em questão, estudando inclusive suas relações com o Naturalismo, escreveu que, em “Caipira picando fumo”, “ a ênfase negativa no determinismo do meio”, própria do naturalismo de Aluísio, é contrabalançada pela “apreciação positiva desse mesmo ambiente e de seus personagens”.

Indique, na caracterização da personagem, um aspecto em que se manifesta essa “apreciação positiva” de que fala o crítico. Explique.

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*Rodrigo Naves. “Almeida Júnior: o sol no meio do caminho”. Novos Estudos CEBRAP. São Paulo, n. 73. Nov. 2005.

Os livros Primeiro caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade (1927), de Oswald de Andrade, e Distraídos venceremos (1987), de Paulo Leminski, trazem imagens que revelam aspectos das poéticas de ambos os autores.



18. Justifique, do ponto de vista linguístico-literário, a representação gráfica dos termos “Capital Fedeiral”, “Na Bahia ten”, “Amazona-s” e “Cergipe”.
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19. Além das palavras e imagens acima, considere os TEXTOS 1, 2, 3 e 4 para indicar semelhanças e diferenças entre os supracitados livros.
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TEXTO 1
“Brinquedo”
Roda roda São Paulo

Mando tiro tiro lá


Da minha janela eu avistava

Uma cidade pequena

Pouca gente passava

Nas ruas. Era uma pena

[...]

Os bondes da Light bateram



Telefones na ciranda

Os automóveis correram

Em redor da varanda
Roda roda São Paulo

Mando tiro tiro lá

[...]

Depois entrou no brinquedo



Um menino grandão

Foi o primeiro arranha-céu

Que rodou no meu céu
(Primeiro caderno do aluno de poesia. Oswald de Andrade)

TEXTO 2
o amor, esse sufoco,

agora há pouco era muito,

agora, apenas um sopro

ah, troço de louco,

corações trocando rosas,

e socos


TEXTO 3
“ARTE DO CHÁ”
ainda ontem

convidei um amigo

para ficar em silêncio

comigo


ele veio

meio a esmo

praticamente não disse nada

e ficou por isso mesmo



TEXTO 4
tarde de vento

até as árvores

querem vir para dentro
(Distraídos venceremos)

LEIA


Texto II


POESIA

Gastei uma hora pensando um verso

que a pena não quer escrever.

No entanto ele está cá dentro

inquieto, vivo.

Ele está cá dentro

e não quer sair.

Mas a poesia deste momento

inunda minha vida inteira.

Carlos Drummond de Andrade. "Poesia completa".

O poeta Carlos Drummond de Andrade (texto II) define a dificuldade de traduzir-se na expressão poética, ao passo que o personagem Hagar (texto I) apresenta o fazer poético como uma atividade banal, uma brincadeira.

20. Transcreva, integralmente, do texto II, dois versos que caracterizem a concepção de expressão poética de Carlos Drummond de Andrade.

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21. Transcreva, integralmente, do texto I, o balão em que a fala do personagem Hagar caracteriza sua concepção de expressão poética.

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Leia os versos adiante e responda aos itens 1 e 2



22. - Faça um breve comentário sintático e semântico de "A visita na casa que a gente sentava no sofá".

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23. - O Modernismo, em sua primeira fase, foi um movimento polêmico, destruidor.

Justifique a afirmativa com uma característica encontrada no texto.

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O excerto a seguir, de Vidas Secas, trata da personagem sinha Vitória:

Calçada naquilo, trôpega, mexia-se como um papagaio, era ridícula. Sinha Vitória ofendera-se gravemente com a comparação, e se não fosse o respeito que Fabiano lhe inspirava, teria despropositado. Efetivamente os sapatos apertavam-lhe os dedos, faziam-lhe calos. Equilibrava-se mal, tropeçava, manquejava, trepada nos saltos de meio palmo. Devia ser ridícula, mas a opinião de Fabiano entristecera-a muito. Desfeitas essas nuvens, curtidos os dissabores, a cama de novo lhe aparecera no horizonte acanhado. Agora pensava nela de mau humor. Julgava-a inatingível e misturava-a às obrigações da casa. (...) Um mormaço levantava se da terra queimada. Estremeceu lembrando-se da seca (...). Diligenciou afastar a recordação, temendo que ela virasse realidade. (...) Agachou-se, atiçou o fogo, apanhou uma brasa com a colher, acendeu o cachimbo, pôs-se a chupar o canudo de taquari cheio de sarro. Jogou longe uma cusparada, que passou por cima da janela e foi cair no terreiro. Preparou-se para cuspir novamente. Por uma extravagante associação, relacionou esse ato com a lembrança da cama. Se o cuspo alcançasse o terreiro, a cama seria comprada antes do fim do ano. Encheu a boca de saliva, inclinou-se – e não conseguiu o que esperava. Fez várias tentativas, inutilmente. (...) Olhou de novo os pés espalmados. Efetivamente não se acostumava a calçar sapatos, mas o remoque de Fabiano molestara-a. Pés de papagaio. Isso mesmo, sem dúvida, matuto anda assim. Para que fazer vergonha à gente?

Arreliava-se com a comparação. Pobre do papagaio. Viajara com ela, na gaiola que balançava em cima do baú de folha. Gaguejava: - "Meu louro." Era o que sabia dizer. Fora isso, aboiava arremedando Fabiano e latia como Baleia. Coitado. Sinha Vitória nem queria lembrar-se daquilo.

(Graciliano Ramos, Vidas secas. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2007, p.41-43.)

23. Por que a comparação feita por Fabiano incomoda tanto sinha Vitória? Que lembrança evoca?

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24. Tendo em vista a condição e a trajetória de sinha Vitória, justifique a ironia contida no nome da personagem. Que outra personagem referida no excerto acima também revela uma ironia no nome?

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Leia as afirmações a seguir e responda ao que se pede.

I. A dureza do clima, que se manifesta principalmente nas grandes secas periódicas, explica todas as aflições de Fabiano, ao longo da narrativa de 'Vidas secas', de Graciliano Ramos.

II. Apesar de quase atrofiadas na sua rusticidade, as personagens de 'Vidas secas', de Graciliano Ramos, conservam um filete de investigação da interioridade: cada uma delas se perscruta, reflete, tenta compreender a si e ao mundo, ajustando-o à sua visão.

25. Você concorda com a afirmação (I)? Justifique sucintamente sua resposta.

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26. Você considera a afirmação (II) correta? Justifique brevemente sua resposta.

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27. Em seu poema chamado "Graciliano Ramos:", João Cabral de Melo Neto coloca-se no lugar desse escritor e desenvolve quatro afirmações:

I. "Falo somente com o que falo:" (= com os meios que uso para expressar-me, com o estilo que emprego).

II. "Falo somente do que falo:" (= dos assuntos de que trato, dos aspectos que privilegio).

III. "Falo somente por quem falo:" (= em nome de quem falo, a quem dou voz em minha obra).

IV. "Falo somente para quem falo:" (= a quem me dirijo ao escrever, de que modo trato o leitor).

Imitando o procedimento de João Cabral, coloque-se no lugar de Graciliano Ramos e desenvolva cada uma dessas quatro afirmações, tendo como referência o romance "Vidas secas".

Leia o seguinte trecho do capítulo "Contas", de VIDAS SECAS.

Tinha a obrigação de trabalhar para os outros, naturalmente, conhecia do seu lugar. Bem. Nascera com esse destino, ninguém tinha culpa de ele haver nascido com um destino ruim. Que fazer? Podia mudar a sorte? Se lhe dissessem que era possível melhorar de situação, espantar-se-ia. (...) Era a sina. O pai vivera assim, o avô também. E para trás não existia família. Cortar mandacaru, ensebar látegos - aquilo estava no sangue. Conformava-se, não pretendia mais nada. Se lhe dessem o que era dele, estava certo. Não davam. Era um desgraçado, era como um cachorro, só recebia ossos. Por que seria que os homens ricos ainda lhe tomavam uma parte dos ossos? Fazia até nojo pessoas importantes se ocuparem com semelhantes porcarias.

(Graciliano Ramos, "Vidas Secas". 103a ed., Rio de Janeiro: Editora Record, 2007, p. 97.)

28. Que visão Fabiano tem de sua própria condição? Justifique.

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29. Explique a referência que ele faz aos "homens ricos" com base no enredo do livro.

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30. Leia atentamente os dois fragmentos a seguir extraídos de "Vidas Secas de Graciliano Ramos", e desenvolva a questão que se segue:

Texto 1: "Alcançou o pátio, enxergou a casa baixa e escura, de telhas pretas, deixou atrás os juazeiros, as pedras onde jogavam cobras mortas, o carro de bois. As alpercatas dos pequenos batiam no chão branco e liso. A cachorra Baleia trotava arquejando, a boca aberta."

("Fabiano" em: Ramos, G. "Vidas Secas". Rio de Janeiro: José Olympio, 1947.)

Texto 2: "Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás. E lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se espojariam com ela, rolariam com ela num pátio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria cheio de preás, gordos, enormes."

("Baleia" em: Ramos, G. "Vidas Secas". Rio de Janeiro: José Olympio, 1947.)

A expressividade do discurso de "Vidas Secas" ocorre por meio da forma singular com que são trabalhados todos os níveis gramaticais, mas encontra nos nomes (substantivos e adjetivos) e nos tempos verbais, lugar especial na construção dos sentidos. Analise essa afirmação relacionando comparativamente os dois fragmentos selecionados.

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31. O romance "Vidas Secas", de Graciliano Ramos, publicado em 1938, é um marco da ficção social brasileira, pois registra de forma bastante realista a vida miserável de uma família de retirantes que vive no sertão nordestino. A cachorra Baleia tem um papel especial no livro, pois é sobretudo na relação dos personagens com esse animal que podemos perceber que elas não se desumanizam, apesar de suas condições de vida. Considerando essa ideia, explique qual a importância do capítulo "Baleia" no romance.

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32. Em um estudo sobre o Modernismo brasileiro, o crítico João Luiz Lafetá assim definiu a produção literária do decênio de 30.

A "politização" dos anos trinta descobre ângulos diferentes: preocupa-se mais diretamente com os problemas sociais e produz os ensaios históricos e sociológicos, o romance de denúncia, a poesia militante e de combate.

(LAFETÁ, João Luiz. "1930: a crítica e o modernismo." São Paulo: Livraria Duas Cidades, 1974. p.18)

Reflita sobre o romance "Vidas Secas" e, de forma concisa, responda:

Em que medida a narrativa de Graciliano Ramos está de acordo com as propostas contidas no fragmento acima?

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33. Em VIDAS SECAS, após ter vencido as dificuldades, postas no início da narrativa, Fabiano afirma: "Fabiano, você é um homem...". Corrige-se logo depois: "Você é um bicho, Fabiano". Em seguida, encontrando-se com a cadelinha, diz: "Você é um bicho, Baleia".

Ao chamar a si mesmo e a Baleia de "bicho", Fabiano estabelece uma identificação com ela. Na leitura de VIDAS SECAS, podem-se perceber vários motivos para essa identificação. Cite dois desses motivos.

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34. LEIA.


MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA. Oswald de Andrade: o culpado de tudo.
27 set. 2011 a 29 jan. 2012. São Paulo: Prol Gráfica, 2012.

O poema de Oswald de Andrade remonta à ideia de que a brasilidade está relacionada ao futebol. Quanto à questão da identidade nacional, o que constituem as anotações em torno dos versos?


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35. Aponte as características da geração heroica no poema andradeano.
O trovador

Sentimentos em mim do asperamente

dos homens das primeiras eras...

As primaveras do sarcasmo

intermitentemente no meu coração arlequinal...

Intermitentemente...

Outras vezes é um doente, um frio

na minha alma doente como um longo som redondo...

Cantabona! Cantabona!

Dlorom...

Sou um tupi tangendo um alaúde!

ANDRADE, M. In: MANFIO, D. Z. (Org.) Poesias completas de Mário de Andrade.


Belo Horizonte: Itatiaia, 2005.
36. Encara ao Modernismo, a questão da identidade nacional é recorrente na prosa e na poesia de Mário de Andrade. Como isso é percebido em O trovador?
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37- Julgue as alternativas abaixo em relação às preocupações estéticas modernistas, justificando sua veracidade ou apontando que estão equivocadas:


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a) Principal corrente de vanguarda da Literatura Brasileira, rompeu com a estrutura discursiva do verso tradicional, valendo-se de materiais gráficos e visuais que transformaram a estrutura do poema.


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b) Busca pelo sentido da existência humana, confronto entre o homem e a realidade, reflexão filosófico-existencialista, espiritualismo, preocupação social e política, metalinguagem e sensualismo.


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c) Os escritores de maior destaque da primeira fase do Modernismo defendiam a reconstrução da cultura brasileira sobre bases nacionais, revisão crítica de nosso passado histórico e de nossas tradições culturais, eliminação do complexo de colonizados e uso de uma linguagem própria da cultura brasileira.
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d) Amadurecimento da prosa, sobretudo do romance, enfoque mais direto dos fatos, influência da estética Realista-Naturalista do século XIX e caráter documental, como no livro Vidas secas, de Graciliano Ramos.


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38. Os principais nomes da primeira fase do Modernismo na Literatura foram:
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39.

Vício na fala

Para dizerem milho dizem mio

Para melhor dizem mió

Para pior pió

Para telha dizem teia


Para telhado dizem teiado

E vão fazendo telhados.

(Oswald de Andrade)

Sobre o poema de Oswald de Andrade, julgue as seguintes proposições, JUSTIFICANDO SUA VERACIDADE OU EQUIVOCIDADE:

I. O poema de Oswald de Andrade volta-se contra o preconceito linguístico e nos chama a atenção para a necessidade de uma espécie de ética linguística pautada na diferença entre as línguas, nesse caso em uma única língua.
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II. O poema critica a maneira de falar do povo brasileiro, sobretudo das classes incultas que desconhecem o nível formal da língua.

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III. Para ele, os falantes que dizem “mio”, “mió”, “pió”, “teia”, “teiado”, de certa forma, constroem um “telhado”, ou seja, criam novas formas de pronúncia que se sobressaem, em muitos casos, à norma culta.
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IV. A palavra “vício”, encontrada no título do poema, denota certo preconceito linguístico do autor, que julga a norma culta superior ao coloquialismo presente na fala das pessoas menos esclarecidas.
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MACUNAÍMA

ENTRETENIMENTO –

Assista ao filme sua casa e reflita para responder as seguintes questões:

Atividade do filme: Macunaíma (1969), baseado no livro homônimo de Mário de Andrade.


Ficha técnica:
Título original: Macunaíma
Gênero: Comédia
Duração: 1h48min
Ano de lançamento: 1969
Direção: Joaquim Pedro de Andrade
Elenco: Grande Otelo, Paulo José, Milton Gonçalves, Jardel Filho, Hugo Carvana, Dina Sfat.

40. Considerado uma rapsódia pelo próprio Mário de Andrade, o texto caracteriza-se pelo acolhimento e assimilação de elementos variados de nossa cultura, como as crendices, os provérbios e o folclore. Por esse


caráter multifacetado, pode-se considerar Macunaíma como representação da identidade brasileira ou esse procedimento torna-se inviável?
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41. Macunaíma é um “herói sem nenhum caráter”, tal afirmação pode ser justificada porque o herói lança mão de qualquer recurso para obter vantagens, ou porque não encontrou sua própria definição, sua identidade. Explique.
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42. A afirmação dos elementos locais, do Brasil, está presente em Macunaíma, de Mário de Andrade. Comente sobre as características da malandragem e da sátira que o livro apresenta com relação a certos padrões de comportamento que indicam o “caráter” brasileiro.


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43. Explique os elementos do filme (procedimentos estéticos) que dialogam com a proposta vanguardista.




  1. Que personagens aparecem na cena?

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45. Aponte duas características da linguagem de Graciliano Ramos no trecho.
LEIA.

Baleia é a presença marcante que atravessa toda a narrativa, como se fosse o núcleo, a convergência emocional para todos os personagens centrais do romance. A cachorra Baleia é o hiato naquela aridez claustrofóbica, ela é a única projeção de afeto da família. Sua morte constrói o momento magistral de Vidas Secas, é um relato tão comovente ao ponto de causar uma inevitável catarse em quem lê. Baleia é a lembrança do amor incondicional em seres que já desaprenderam o que é amar. Baleia é a poesia numa prosa que se empreendeu a contar sobre o deserto.



46. Explique como se dá o processo de zoomorfização e antropomorfização no livro Vidas Secas baseado no trecho extraído.


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  1. Qual o real sentido ao nomear o animal como “Baleia”?

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  1. Qual é o protagonista do romance? Explique.

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  1. Cite os principais personagens de O Quinze.

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  1. Comente a obra de Raquel de Queiroz, O Quinze e justifique a visão não maniqueísta da autora.

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