Aula teórica de difraçÃo de raios – X



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2. 0 - Aula Teórica CARACTERIZAÇÃO DE ARGILAS

2. 2 – Introdução


O Ceramista ou o Engenheiro de Materiais obtém sua matéria rima retirada dos solos. Por esta razão é importante conhecer um pouco da procedência das matérias primas e dos materiais constituintes dos solos, tais como as argilas.

No presente texto, o termo argila será empregado em um sentido mais ou menos amplo, em que se incluem: barros caulins, folhelhos, taguás, sericitas, filitos, talcos, serpentinas e outros materiais similares.

Várias indústrias foram criadas, nesses últimos anos, visando explorar o potencial argiloso do estado do Paraná, destacando-se a indústria cerâmica. A indústria cerâmica mais numerosa é a de cerâmica vermelha, em conseqüência da natural demanda de construção civil e possibilidades de fabricação fácil. A indústria de cerâmica branca também é bastante desenvolvida, destacando-se as localizadas em Campo Largo, que fabricam os mais diversos tipos de produtos de cerâmica branca e porcelanas.

2. 2 – Idade e Aplicação das Argilas


As argilas foram formadas no decorrer do tempo geológico. Uma camada geológica de argila quando sofre certa compactação pode dar origem a camadas que recebem o nome de folhelho argiloso. Essas camadas de folhelhos, em geral, adquirem espessuras muito grandes de 50 a 100 metros. Os folhelhos são muito ricos em óxidos fundentes tipo: CaO, MgO, FeO e queimam geralmente no vermelho. As argilas que queimam no vermelho são utilizadas para cerâmica estrutural (tijolos, tubos, etc). Todas as argilas que ocorrem nas cercanias de São Paulo são aluvionares e formadas em duas épocas distintas.

2.2.1 - Argilas Tercionárias ou Terciárias


São as argilas mais antigas e muito coloridas, formando camadas de espessura grande em torno de 40,0 a 50,0 metros. Elas são empregadas em cerâmica estrutural e são chamadas em geral de taguá. Na antiguidade os egípcios usavam pós de argila coloridas como cosméticos e alguns ainda são usados até hoje.

2.2.2 - Argilas Quaternárias


São argilas mais recentes e as que se prestam para a fabricação de cerâmica de louça. Elas formam camadas de espessura pequenas, oscilando em torno de um 1,0 a 2,0 metros. São todas argilas de várzeas e das bacias do rio Tietê e todos os córregos afluentes. Entre essas argilas predominam as cores preta, marrom e cinza.

2. 2 – Origem das Argilas


As argilas como rochas e presentes no solo por sedimentação possui diversas origens, a saber:

2.3.1 - Argilas Aluviares ou Aluvionares


São argilas formadas nas várzeas e locais brejosos e resultam do transporte, a longa distância, pelas águas e torrentes do produto de rochas sílicas-aluminosas, como por exemplo, os caulins. Nessa ação transportadora da água o material sofre uma separação natural (classificação), perdendo toda sua areia grossa. As argilas são mais plásticas do que os caulins mercê desta classificação natural e das impurezas que adquirem (sais minerais, matéria orgânica, etc).

As argilas usadas na produção de louça branca enquadram-se no grupo das argilas aluvionares e raramente as argilas dos outros grupos servem para esse fim


2.3.2 - Argilas Eólicas


São argilas formadas pelo vento. Elas recebem o nome de “Loess” e são encontradas com abundância na China. Aqui, neste caso, o agente de transporte é o vento.

2.3.3 - Argilas Glaciais


São argilas formadas pelas geleiras. As geleiras com sua tremenda força, desagregam e moem rochas, por meio de avalanches e outras fenômenos naturais, formando um produto muito fino (argilas).

2. 2 – Composição de um Solo Argiloso


O solo argiloso contém materiais que podem ser agrupados da seguinte forma:

2.4.1 - Minerais Argilosos


Constituem um número grande de minerais de dimensões muito pequenas, enquadrando-se grande parte deles no campo das “Colóides”. É a esses minerais de dimensões coloidais que a argila deve suas propriedades.

2.4.2 - Minerais Saibrosos


São produtos detríticos como fragmentos de quartzo de granulometria variada atingindo dimensões inferiores a 0,0001mm. Palhetas de mica, grânulos feldspáticos, em geral, toda a gama de minerais comuns, as areias e os saibros.

2.4.3 - Minerais Óxidos


Podem ser contemporâneos da argila ou resultante de reações processadas após a formação do deposito argiloso no solo. Entre eles citam-se o óxido de ferro, várias formas hidratadas de alumina como o odiásporo e a hidrargila, sílica, sob as várias formas como a calcedônia, opala e sílica amorfa.

2.4.4 - Minerais Eletrólitos


Provenientes das próprias águas, responsáveis pela formação do depósito argiloso do solo ou resultante de fenômenos posteriores. Nesse caso esses materiais têm um papel importante na percolação. Esses materiais eletrólitos podem estar absorvidos ou também às vezes, formando cristais isolados grandes. Entre eles são: o sal-gema, a gipsita, a aragonita, a calcita, e a dolomita. Em geral esses sais se encontram em proporções maiores do que a capacidade de absorção dos ânions pelo solo argiloso.

2.4.5 – Materiais Insolúveis


Resultam de reações que se processam no depósito argiloso do solo depois de ser formado. Intervém aqui a ação redutora dos ácidos orgânicos produzidos pelas bactérias anaeróbias formando, assim, as peritas de ferro das argilas, geralmente em forma globulares. Sob a ação das águas meteóricas (águas de chuva) ricas em oxigênio (contém muito oxigênio em solução), oxidam os sulfuretos transformando-se em sulfatos resultando na acidação do solo argiloso. Nestas condições a argila se torna desvantajosa para a fabricação de barbotinas. Os sulfatos além de prejudicar as propriedades da argila verde, tornam o corpo cerâmico muito frágil e quebradiço após a queima.

2.4.6 - Matérias Orgânicas


Provém de detritos orgânicos mais comumente vegetais. Esses materiais orgânicos existentes no brejo onde é formada a argila e sofre uma evolução conduzindo a formação de turfas e linhitos. Devido à sua ação redutora da matéria orgânica, ocorre a transformação dos sais férricos em sais ferrosos, que para o pH mais comum das argilas (pH mais ou menos 5) são solúveis, tornando-se elimináveis pela percolação (laterização). Os sais férricos em pH mais ou menos 5 são hidrolisáveis e se precipitam sob a forma de hidróxidos solúveis Em geral, a matéria orgânica predominantemente no solo argiloso são os ácidos húmicos que tem a particularidade de tornar mais plástica a argila e tornar mais fácil a sua defloculação.

Por outro lado o teor excessivo de matéria orgânica produz uma contração volumétrica elevada nas argilas. Excepcionalmente, as argilas podem conter vários elementos, sobre tudo, os compostos de manganês e fósforo. As qualidades cerâmicas das argilas resultam da intervenção de todos esses elementos presentes em maior ou menor escala.


2. 2 – Diferentes Aspectos das Argilas


O termo argila lembra inicialmente um material terroso de granulação fina que, em mistura com determinada quantidade de água é suscetível à moldagem. A definição de argila pode ser encarada sob vários aspectos:

2.5.1 - Aspecto geológico


Sob o aspecto geológico é o constituinte dos sedimentos geológicos mais difundido e com tamanho de partículas abaixo de 4 m (micrometros).

2.5.2 - Aspecto químico e mineralógico


Sob o aspecto químico e mineralógico, as argilas são constituídas, essencialmente, por minerais, tais como, silicatos hidratados de alumínio, ferro e magnésio, denominadas de argilo-minerais.

2.5.3 - Aspecto estrutural


As argilas são, fundamentalmente, silicatos hidratados de reticulado ou rede cristalina em camadas (lamelar) ou de estrutura fibrosa, constituídos por folhas, planos ou camadas de tetraedros de SiO4 em forma hexagonal, condensados com folhas ou camadas octaédricas. As argilas são, essencialmente, constituídos de partículas de dimensões pequenas, geralmente inferiores a 2 mícron e forma lamelar e alongada (fibrosa).

2.5.4 - Aspecto geral


Sob o aspecto geral, as argilas incluem os barros caulins, folhelhos, taguás, sericitas, filitos, talcos, serpentinas e outros materiais similares.

De qualquer forma, a definição de argila envolve uma série de fatores, porque nem todos os materiais argilo-minerosos se enquadram perfeitamente nas diversas classificações

Levando-se em consideração as várias definições existentes de argila, é possível estabelecer um conceito relativamente definido, como segue:

2. 2 – Definição de Argila


Argila é uma rocha finamente dividida, constituída, essencialmente, de argilo-minerais, podendo conter minerais que não são argilo-minerais (ex: calcita, dolomita, gibsita, quatzo, alunita, pirita e outros), matéria orgânica e outras impurezas, caracterizando-se por:

  1. Ser constituída, essencialmente, por argilo-minerais, geralmente cristalinos (caulinita mal cristalizada apresenta desordem na direção do eixo , halosita.2H2O apresenta desordem nos eixos e e alofano apresenta desordem nos três eixos).

  2. Possuir elevado teor de partículas de diâmetro equivalente a 2 m (cristobalita ocorre em bentonitas com partículas de diâmetro abaixo de 1 m)

  3. quando pulverizada é umedecida torna-se plástica; após secagem é dura e rígida e após a queima em temperatura elevada adquire a dureza do aço.

  4. Possuir capacidade de troca entre 3 a 150meq/100g de argila (ácidos orgânicos apresentam capacidade de troca dentro desta faixa).

Este conceito de argila implica na definição de argilo-minerais

2. 2 – Tipos de Argila e seus constituintes


A argila é a fração do solo, cujas partículas apresentam um diâmetro inferior a 0,002mm (NBR 7250) e que, em contato com a água, adquire plasticidade. A fração argila, no entanto, não é constituída só de partículas que apresentam plasticidade. É constituída de diversos tipos de partículas, que podem ser classificadas de acordo com Tabela - II. .

2.7.1 – Tipos de argilas


As argilas poder ser: ricas em sílica – argilas silicosas que contém, por exemplo: 65 a 70% de SiO, contém sílica livre muito fina.As argilas ricas em Aluminas, argilas aluminosas, contém alumina livre, Gipsita: - Diásporo: Al2O3.2OH2 – Bauxita – Al2O3.3OH2. As quantidades de óxidos contidas nessas argilas são em geral: Álcalis – K2O, Na2O (na proporção de mais ou menos 2 a 3%), CaO, Fe2O3.

Tabela - II. . Classificação em função do tipo de partícula (Lambe e Whittman, 1972).



Substâncias inorgânicas

Argilo-minerais

Minerais não argílicos

Hidróxidos de Fe e Al Quartzo

Micas Feldspatos Calcita e dolomita



Substâncias orgânicas

Vegetal (húmus)

Animal (microorganismos)


De acordo com as percentagens e dimensões, os minerais podem afetar profundamente as propriedades da argila. A plasticidade de um solo é devida aos argilo-minerais, às micas e ao húmus existentes. O teor de argilo-minerais na fração argila dos solos é, quase sempre, muito superior aos de mica e de húmus e, portanto, o estudo dos argilo-minerais deve merecer destaque.


2.7.2 - Argilo-minerais


Os argilo-minerais cristalinos são, fundamentalmente, silicatos hidratados de reticulado ou rede cristalina em camadas (lamelar) ou de estrutura fibrosa, constituídos por folhas, planos ou camadas de tetraedros de SiO4 em forma hexagonal, condensados com folhas ou camadas octaédricas. São os silicatos hidratados de alumínio, que apresentam plasticidade e permuta catiônica. Os argilo-minerais são essencialmente constituídos de partículas de dimensões pequenas, geralmente inferiores a 2 mícron e forma lamelar e alongada.

Os argilo-minerais compreendem uma grande família de minerais, que podem ser classificados em diversos grupos, conforme a estrutura cristalina e as propriedades semelhantes. Os principais grupos de argilo-minerais são os das sílicas, gibsitas, caulinitas, ilitas e montmorilonitas.


2. 2 – Estrutura dos Argilo-Minerais


A estrutura dos argilo-minerais é constituída, em sua essência, de camadas de sílica e camadas de gibsita (hidróxido de alumínio).

2.8.1 – Estrutura das Sílicas


A unidade cristalina da sílica é um tetraedro, cujos vértices são ocupados por oxigênio e em cujo centro há um silício. A camada de sílica, formada pelos tetraedros de sílica, são ligados de modo a constituírem uma rede de malha hexagonal. Os nós desta rede são ocupados pelo silício dos tetraedros de sílica. As bases dos tetraedros estão num plano e os vértices, apontados para a mesma direção. A camada de tetraedros de sílica pode ser assim esquematizada na Figura - 1. .

Figura - 1. . Unidade cristalina dos tetraedros de sílica.


2.8.2 – Estrutura das Gibsitas


A unidade cristalina da gibsita é um octaedro. Os vértices são ocupados por hidroxilas e o centro pelo alumínio. Convém lembrar que, o alumínio possui número de coordenação 6, isto é, cada átomo de alumínio pode ligar-se a 6 hidroxilas (Figura - 1. ).

Figura - 1. . Unidade cristalina dos octaedros de gibsita..


2.8.3 – Estrutura das Caulinitas


A unidade estrutural básica das caulinitas é constituída de uma camada de tetraedros de sílica e de uma camada de octaedros de gibsita, onde as hidroxilas desta são, parcialmente, substituídas pelos oxigênios dos vértices dos tetraedros da camada de sílica. Logo, o plano comum das duas camadas é constituído por átomos de oxigênio e hidroxilas, sendo a ligação entre elas iônica.

A unidade estrutural das caulinitas, sob o ponto de vista iônico, é neutra e esta representada na Figura - 1. a. A estrutura das caulinitas é formada pelo empilhamento destas unidades, sendo a união entre o plano de hidroxilas de uma unidade com o plano de oxigênio de outra unidade feita por ligações de hidrogênio. Freqüentemente, as caulinitas são constituídas de 6 unidades estruturais, que podem ser vistas na Figura - 1. b.



Figura - 1. . Unidade estrutural das caulinitas

As ligações de hidrogênio são fracas, mas suficientemente fortes para evitarem a penetração da água entre as unidades estruturais. Por esta razão, as caulinitas apresentam pequena expansão, difícil dispersão na água e baixa plasticidade.

Como as valências livres estão apenas nas extremidades, às capacidades de adsorção de água e de permuta catiônica é pequena.

As caulinitas são as argilas de maiores dimensões. O comprimento varia entre 0,3 e 4 mícrons e a espessura, entre 0,05 e 2 mícrons.

2.8.4 – Estrutura das Montmorilonitas


A unidade estrutural básica das montmorilonitas é formada de uma camada de octaedros de gibsita entre duas camadas de tetraedros de sílica, conforme Figura - 1. a.

As montmorilonitas caracterizam-se por apresentarem, sempre, o alumínio das camadas de octaedros substituído parcialmente ou totalmente por magnésio e ferro, principalmente. Esta substituição origina um excesso de valências negativas na camada interna, que não podem ser satisfeitas por cátions, devido às camadas de tetraedros limítrofes. A estrutura das montmorilonitas caracteriza-se por apresentar moléculas de água entre as unidades estruturais conforme o esquema da Figura - 1.



Figura - 1. . Unidade estrutural da montmorilonita

Como a água penetra com grande facilidade entre as camadas estruturais, as montmorilonitas são de fácil dispersão na água, grande expansão e alta plasticidade. Elas possuem grande capacidade de adsorção de água e de permuta catiônica, porque, além de apresentarem ligações quebradas nas extremidades, possuem cargas negativas nas superfícies das unidades estruturais. As montmorilonitas são as argilas de menores dimensões.

2.8.5 – Estrutura da Ilitas


A unidade estrutural básica das ilitas é a mesma das montmorilonitas (Figura - 1. ). Apenas, nas ilitas, os átomos de silício das camadas de sílica são substituídos parcialmente por alumínio. Há, portanto, valências livres nas camadas limítrofes das unidades estruturais, que são neutralizadas por cátions de K, dispostos entre as unidades superpostas.

O esquema estrutural das ilitas esta representado na Figura - 1. b. O cátion K é o que melhor se adapta às malhas hexagonais dos planos de oxigênio das camadas de tetraedros de sílica e não é deslocado por outros cátions.

Figura - 1. . Unidade estrutural da ilita

A capacidade de adsorção de água e de permuta catiônica é devida, apenas, às ligações quebradas das extremidades das camadas e, portanto, é pequena. O diâmetro médio das ilitas varia entre 0,1 e 0,3 mícron.

Quando, nas ilitas, a substituição do silício das camadas de tetraedros por alumínio for pequena, as ligações entre as unidades estruturais proporcionadas pelos cátions K podem ser deficientes e permitirão a entrada de água. Quando isso ocorre, as propriedades das ilitas se aproximam das propriedades das montmorilonitas.


2. 2 – Análise Física de Argilas e Caulins


Nos primórdios da indústria cerâmica ou outras que utilizavam argilas, os ensaios de laboratório eram desconhecidos ou mesmo desnecessários, tal era a primitividade da tecnologia. O desenvolvimento tecnológico que caracterizou estes dois últimos séculos forçou o aparecimento de novas técnicas que, por sua vez, exigiram controles, até então, não efetuados como o uso de matéria prima de qualidade. Na indústria que utilizava argilas também se fez necessário estabelecer certas normas para os ensaios de laboratório, como a determinação das propriedades físicas e químicas, tais como: retração de secagem, desagregabilidade, densidade real, módulo ou tensão de ruptura a flexão, refratariedade ou cone pirométrico, equivalente e a refratariedade sob carga. Para efeito de controle de produção de caulim incluiu-se ensaios de pH, umidade, resíduo em peneiras e distribuição granulométrica das partículas. Existem ainda ensaios para determinação das propriedades cerâmicas das argilas a cru e após a queima.

No Brasil instituições oficiais de pesquisa e organizações industriais particulares vêm estudando e desenvolvendo métodos de ensaio para argila, conforme as necessidades nacionais. Assim, estabeleceram-se normas e especificações para o ensaio de argilas utilizadas na fabricação de tijolos de alvenaria, tijolos furados e telhas. Estabeleceu-se também para pós como inertes para inseticidas, em que são feitas as determinações de pH, umidade, higroscopicidade, densidade absoluta, densidade aparente, tamanho de partícula, mobilidade e absorção de água. Por último, é o método de teste de argilas após a queima, com base na cor e na resistência à tração e à compressão.


2.9.1 – Composição


A análise da composição das argilas pode ser feita por diversos métodos, que vão desde os métodos de química analítica até os métodos físicos, tas como: fluorescência de raios – X, difração de raios-X, cromatografia, etc.

2.9.2 – Granulometria


Medida da distribuição do tamanho de grãos do material que pode ser feita por peneiras ou em aparelho que usa a técnica de espalhamento de luz durante o processo de sedimentação (Sedígrafo).

2.9.3 – Curva de Defloculação


A defloculação de uma suspensão de argila é o resultado de troca de íons entre o íon básico de defloculante e um íon básico de argila. As argilas contendo Mg não defloculam porque o Mg não permite a troca de íons.

Os defloculantes pode ser orgânicos ou inorgânicos. Os defloculantes inorgânicos são: Li(OH), Na(OH), Ca(OH), ou seja, os defloculantes fortes são a base dos metais alcalinos. Em geral todas as bases são defloculantes. Também são defloculantes todos os sais de ácidos fracos dos metais alcalinos, exemplo: SiO3, Na2, CO3, etc.

A curva de defloculação pode ser obtida por técnicas de química analítica, ou por medida de viscosidade da suspensão variando-se o teor de defloculante adicionado a amostra em suspensão.

2.9.4 – Medida de Absorção de àgua


Pesa-se um pedaço de barra queimada, quando bem seca, ferve-se esta barra em água durante 1 hora, deixando-se esfriar durante 23 horas. Enxugar em pano úmido pesando novamente o resultado em percentagem (% água = peso final – peso inicial x 100/peso inicial).

2. 2 – Procedimentos e Operações de Preparação de um Sistema de Trabalho


Para facilitar o trabalho de preparação de um cerâmica a partir de argilas, caulins, sílica, feldspato, etc, apresentaremos a seqüência das seguintes operações:

2. 10.1 – Cálculo do Tamanho da Amostra


Dimensiona-se o tamanho da amostra para preparar, por exemplo, uma fórmula de louça vitrificada. Pode-se preparar, por exemplo, uma mistura com a seguinte composição: Feldspato = 2240Kg; Quartzo = 560Kg; Argila = 1344Kg; Caulim = 1456Kg. Em proporção isso corresponde a 40% de Feldspato, 10% de Quartzo, 24% de Argila, e 26% de Caulim.

2.10.2 – Cálculo, Pesagem e Misturas e Moagem


O feldspato mais o quartzo são ensacados após a moagem em sacos de 50Kg. Faz-se as pesagem do feldspato mais quartzo até atingir a quantidade pedida na fórmula. Em seguida, ambos são adicionados no tamborão para se proceder a moagem.

Para esta moagem, a densidade deve ser de 1,81g/cm3, sendo a carga de 2800Kg. A água que deve levar esta carga deve ser calculada em um litro de líquido com a densidade de 1,81g/cm3, representa-se neste volume (1000cm3) = 1310g de material seco mais 500g de água. Portanto, em 1310g de matéria tem-se 500g de água,em 2800Kg tem-se X. Faz-se a regra de três com a seguinte expressão:





(1. 0)

onde



(1. 0)

Adicionam-se no tamborão os 1070 litros de água obtidos pelo cálculo da densidade, onde na moagem haverá uma densidade que oscilará em torno de 1,81 a 1,82g/cm3.

2. 10.3 – Amostra de Referência


Guarda-se em um vidro, ou saco de celofane, rotulado e arquivado, uma amostra de mais ou menos 100gramas da matéria prima no estado que foi recebido da mineradora.

2. 10.4 – Lavagem da Amostra


Se a amostra não contiver mais de um porcento de impurezas, e se estas forem finas não é necessário proceder a lavagem do material, antes de prosseguir com os ensaios. No caso contrário, a amostra deve ser lavada, o excesso de água deve ser retirado em moldes de gesso, tomando o cuidado de evitar a contaminação com o gesso no momento do destacamento da amostra.

2. 10.5 – Empastamento


Se caso houver empastamento em uma barbotina, deve-se fazer uma curva de defloculação e achar o ponto mínimo de viscosidade.

2. 10.6 – Peneiração de uma barbotina


Nesta operação tem-se um misturador com uma barbotina (mistura) já pronta. A peneira vibratória está em posição no registro de saída do misturador. Liga-se o motor da peneira, abre-se a válvula que dá passagem ao líquido e peneira-se sobre uma base afixada em um estrado indo cair numa parte chamada de “filtro”, tendo na parte baixa uma saída que se liga por uma mangueira de 5 polegadas, indo terminar no agitador de peneiras.

2. 10.7 – Curva de Defloculação




2. 10.8 – Efeito de Descanso


Quando a barbotina chegar ao ponto de defloculação máxima no ensaio de defloculação, intercalar o seguinte teste: deixar descansar a barbotina durante 15 minutos e encher o viscosímetro sem agitar a barbotina, verificar a viscosidade e repetir o processo com intervalos de 10 a 10minutos. Traçar a curva de resultados.

2. 10.9 – Barras de Prova


Prepara-se a barbotina com a densidade de 1,56g/cm3, por exemplo, e deixa-se no ponto mínimo de defloculação e em seguida funde-se três barras (corpo de prova) com uma polegada de largura, meia polegada de espessura por doze polegadas de comprimento. Os moldes devem ter duas marcas, de uma extremidade a outra de 100mm (cem milímetros) de distância. Esses corpos de prova servem para medir a contração de secagem do material.

2. 10.10 – Absorção de àgua


Pesa-se um pedaço de uma barra queimada, quando bem seca, ferve-se esta barra em água durante 1 hora, deixando-se esfriar durante 23 horas. Enxugar em pano úmido pesando novamente o resultado em percentagem (% água = peso final – peso inicial x 100/peso inicial).

2. 10.11 – Desintegração


Corta-se o material em bruto e prepara-se um cubo de 1,0 polegada de lado e seca-o. Observar o tempo que este cubo leva para se desintegrar, até que passe totalmente por uma peneira de ¼ de malha (mesh 4.0), quando debaixo d’água.

2. 10.12 – Prova de destacamento


Prepara-se uma pequena quantidade de barbotina com a densidade de 1,56g/cm3, no ponto mínimo de viscosidade. Deita-se esta barbotina em um molde de gesso em forma de morteiro. Deixa-se descansar durante 60segundos, esvazia-se o restante e deixa-se secar até que a película se destaca do molde.

2. 10.13 – Prova de tato


Verificar a consistência, pelo tato, da película retirada no ensaio proscrito acima e anotá-la, isto requer certa prática para se chegar a resultados conclusivos.

2. 10.14 – Deposição do material (prova de espessura)


Deixa-se depositar uma quantidade de material no molde de ensaio (item 2.10.11) por 30 minutos para argilas e 10 minutos para os caulins e em seguida, mede a espessura depositada no molde de gesso.

2. 10.15 – Água de plasticidade


Determina-se a quantidade de água de plasticidade secando-se um pedaço de massa no momento em que foi confeccionado o corpo de prova. Outra forma de se obter esta quantidade é medir a quantidade de água contida em uma esfera de 25mm de diâmetro que se achata para 20mm, caindo da altura de 1,80metros sobre o chão de cimento ou ladrilho.

2. 10.16 – Envelhecimento das argilas


O envelhecimento das argilas melhora a sua trabalhabilidade por causa da oxidação dos materiais por bactérias.

A seguir prossegue-se os seguintes ensaios:

a) Secar as barras e medir a contração na secagem

b) Queimar as barras a 1200ºC – 1250ºC e medir a contração na queima.

c) Suportar durante a queima uma das barras sobre dois apoios livres distantes de sete polegadas e medir a flecha do arco de deformação. Para este ensaio a barra deve ser cortada no comprimento de 8,0 polegadas, e a flecha será considerada como sendo a distância entre as superfícies planas, passando pelas extremidades da barra e o lado côncavo no lugar onde for maior a deformação.

d) Observar os aspectos gerais tais como: cor, presença de fraturas e trincas, etc.


2. 2 – Referências Bibliográficas



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