B estudos de Dosagens de Concreto



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B.2.4. Estudos de Dosagens de Concreto

B.2.4.1.   Introdução


Neste item serão apresentados os resultados dos estudos de dosagens dos concretos convencional e compactado com rolo, da caracterização de materiais, realizados pelo Laboratório de Concreto do Departamento de Apoio e Controle Técnico – DCT.T, de FURNAS, em 2003. Foram utilizados agregados graúdos e miúdo do tipo litológico riolito e cimento tipo CP II-F-32, marca Goiás.
Os dados e resultados apresentados a seguir, constam do documento DCT.T.01.056.2003-RO, de maio de 2003.
Os estudos de concreto para a AHE Jirau vêm sendo conduzidos conforme os organogramas das Figuras B.2.51 a B.2.53.

Figura B.2.51


Atividades estabelecidas para os estudos de concreto da AHE Jirau



Figura B.2.52


Estudo de dosagens do concreto convencional



Figura B.2.53


Estudo de dosagens do concreto compactado com rolo

B.2.4.2.   Amostras


As amostras foram recebidas e registradas no Laboratório de Concreto de FURNAS Centrais Elétricas S.A., conforme identificação na Tabela B.2.54.

Tabela B.2.54


Identificação das Amostras


Material

Identificação

Data de

Recebimento

Tipo

Marca/Procedência

Registro

Cimento

CP II F-32

Goiás

1.1908.2002

30/08/2002

Matacão

Riolito

Porto Velho – RO

AHE Jirau



1.1428.2002

15/07/2002

Areia *

Artificial - Riolito

AHE Jirau

1.1544.2002

23/07/2002

Brita 25 mm *

Riolito

1.1545.2002

Brita 50 mm *

1.1546.2002

Brita 76 mm *

1.1547.2002

Aditivo

Superplastificante

Sikament R

SIKA / DCT.T.

1.0885.2002

19/04/2002

Plastificante/Retardador de Pega

Plastiment VZ

1.2762.2002

20/12/2002

Incorporador de Ar

Sika Aer

1.0429.2002

28/02/2002

* Material Britado no DCT.T.

B.2.4.2.1.   Materiais Cimentícios


Cimento
O cimento utilizado nos estudos é do tipo CP II F-32, marca Goiás, conforme a NBR 11578/91. Os resultados dos ensaios de caracterização desse material estão apresentados no Anexo A.
Agregados
Os agregados utilizados no estudo foram obtidos através de britagem, realizada no DCT.T., dos matacões obtidos em afloramento da AHE Jirau, no município de Porto Velho - RO. Na Foto B.2.55 são apresentadas as amostras como recebidas.

Foto B.2.55

Rocha do tipo Riolito - AHE Jirau




As amostras de rocha foram submetidas à análise petrográfica, resistência à compressão, densidade natural e velocidade de propagação de ondas. Os resultados destas análises encontram-se no Anexo B.2.4.B, ao final deste item B.2.4.
Agregados Graúdos
Foram britados e classificados agregados graúdos nas dimensões máximas características de 25 mm, 50 mm e 76 mm.
Os resultados de caracterização do agregado graúdo encontram-se no Anexo B.2.4.C.
Agregados Miúdos
A areia artificial foi obtida a partir da britagem dos agregados graúdos e foi utilizada nos concretos na condição não lavada.
Além dos resultados de caracterização, a areia artificial foi submetida a ensaio de reatividade potencial álcali-agregado pelo método ASTM C-1260/01. Os resultados obtidos encontram-se no Anexo C.

B.2.4.2.2.   Aditivos


Para os concretos convencional e bombeado foram utilizados os aditivos incorporador de ar Sika Aer e superplastificante Sikament R, ambos fornecidos pela Sika. Para um dos estudos com o CCR, foi utilizado o aditivo plastificante e retardador de pega Plastiment VZ, marca Sika.
B.2.4.3.   Ensaios Realizados e Metodologia de Execução
Os ensaios foram realizados segundo procedimentos do Laboratório de Concreto do Departamento de Apoio e Controle Técnico de FURNAS Centrais Elétricas S.A., os quais são parte integrante do Sistema de Gestão da Qualidade.
Ensaios Credenciados pelo INMETRO – RBLE

Nome do Ensaio


Metodologia

Procedimento

FURNAS




Massa específica do cimento

NBR NM 23/98

1.02.40



Tempo de pega

NBR 11581/91

1.02.41

Finura por meio da peneira 75 m (nº 200)

NBR 5752/92

1.02.42

Finura pelo método permeabilidade do ar

NBR NM 76/98

1.02.56

Resistência à compressão do cimento

NBR 7215/91

1.07.21

Absorção e massa específica do agregado graúdo

NBR 9937/87

1.02.03

Absorção de água em agregado miúdo

NBR NM 30/01

1.02.04

Granulometria

NBR 7217/87

1.02.09

Teor de material pulverulento

NBR 7219/87

1.02.12

Abrasão Los Angeles

NBR NM 51/01

1.02.16

Redução de amostra de agregado - campo

NBR 9941/87

1.02.70

Amostragem de agregados

NBR 7216/87

1.14.01



Massa específica e ar incorporado - gravimétrico

NBR 9833/87

1.06.01

Consistência pelo abatimento do tronco de cone

NBR NM 67/98

1.06.02

Moldagem e cura de corpos-de-prova

NBR 5738/84

1.06.05

Resistência à compressão de corpos-de-prova

NBR 5739/94

1.07.01

Análise Petrográfica

NBR 7389/92

4.15.10

Amostragem de concreto fresco

NBR NM 33

1.14.03


Ensaios Não-Credenciados pelo INMETRO - RBLE


Nome do Ensaio

Metodologia

Procedimento

FURNAS

Autoclave

ASTM C-151/93

1.02.22

Resíduo insolúvel

NBR 5745/89

1.02.32

Anidrido sulfúrico

NBR 5745/89

1.02.33

Óxido de cálcio livre pelo etilenoglicol

NBR 7227/89

1.02.34

Perda ao fogo

NBR 5743/89

1.02.35

Calor de hidratação

NBR 8809/85

1.02.37

Análise química do cimento

ASTM C-114/80

1.02.52

Teor de escória por dissolução seletiva

---

1.02.84

Análise química por complexometria

NBR 9203/85

1.02.85

Dióxido de silício

---

1.02.88

Óxido de magnésio por complexometria

---

1.02.90

Óxido de ferro e óxido de alumínio por complexometria

---

1.02.91

Ciclagem acelerada

NBR 12697/92

1.04.03

Velocidade de Propagação de Ondas

ASTM D-2845/00

---

Reatividade potencial álcali-agregado

ASTM C-1260/94

1.04.16

Teor de ar incorporado - pressiométrico

ASTM C-231

1.06.06


RBLE - Rede Brasileira de Laboratórios de Ensaio

B.2.4.3.1.   Ensaios de Caracterização da Rocha


Resistência à Compressão Uniaxial da Rocha
Os ensaios foram realizados segundo a norma Suggested Methods for Determining the Uniaxial Strength and Deformability of Rock Materials - ISRM - International Society for Rock Mechanics - 1978. Utilizou-se uma máquina rígida servo-controlada, com capacidade de aplicação de 5,0 MN de carga axial e rigidez de 5,02 MN/mm. A vista geral do equipamento é apresentada na Foto B.2.56.
Foto B.2.56

Sistema servo controlado para ensaios de compressão

O carregamento foi controlado através de uma razão de deformação circunferencial máxima permitida dos corpos-de-prova por unidade de tempo, permitindo a definição contínua do diagrama tensão x deformação, inclusive na região pós-ruptura.


As deformações foram medidas através de um conjunto de três transdutores de deslocamento do tipo LVDT, dois deles dispostos diametralmente opostos à geratriz do corpo-de-prova e destinados à obtenção da deformação axial do mesmo. Esses transdutores foram fixados em dois anéis apoiados em cabeçotes de aço de alta dureza em contato com as extremidades do corpo de prova. O terceiro transdutor foi fixado à meia altura do corpo-de-prova através de um sistema de corrente de forma a se obter a deformação circunferencial do espécime. O detalhe da montagem do corpo-de-prova pode ser visualizado na Foto B.2.57.



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