Baal. Palavra hebraica que quer dizer senhor. Era o deus supremo dos fenícios. Os judeus designavam como tal os deuses dos que consideravam gentios. Em sentido amplo, significa mestre. Baamas



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Baader-Meinhof Grupo terrorista alemão dos anos setenta, dito Rote Armee Fraktion, fundado por Andreas Baader (n. 1943) e Ulrike Meinhof (n. 1935). Os líderes foram presos em Junho de 1972. Ulrike suicida-se na cela em Maio de 1976.
Baal. Palavra hebraica que quer dizer senhor. Era o deus supremo dos fenícios. Os judeus designavam como tal os deuses dos que consideravam gentios. Em sentido amplo, significa mestre.
Baamas Independente desde 1973, depois do autogoverno instituído em 1964.
Ba'ath. Em árabe, significa ressurreição. Partido político de origem síria, fundado em 1943, resultante da fusão do partido do renascimento árabe com o partido socialista. Constitui secções na Jordânia, no Líbano e no Iraque. Inspira a formação da efémera República Árabe Unida, entre Fevereiro de 1958 e Setembro de 1961. Promove novo regime iraquiano em 17 de Julho de 1968.
Babbit, Irving (1856-1933) Um dos expoentes do neoconservadorismo norte-americano. Professor em Harvard, destaca-se, nos anos vinte, como representante do chamado new humanism.

1919

Rousseau and Romanticism




Nova Iorque, Meridian Books, 1955.

1924

Democracy and Leadership




Prefácio de Russell Kirk, Indianapolis, Liberty Fund, 1979.


Rousseau and Romanticism, 1955 Babbit, Irving

Neoconservadorismo Babbit, Irving

New Humanism Babbit, Irving

Democracy and Leadership, 1924 Babbit, Irving

Babenburg, Leopold de Um dos curialistas que contraria a ideia segundo a qual o Imperador, como representante do povo romano, tem mais poder que o Papa.
Babeuf, "Gracchus" 1760-1797 Jornalista. Com o nome de baptismo de François Noel Babeuf. Chefe da Societé des Égaux ou Clube du Panthéon, grupo herdeiro dos jacobinos, durante o regime do Directório. Opositor de Robespierre à esquerda. Editor do jornal Le Tribun du Peuple (Outubro de 1794 a Agosto de 1796). Ver a trad. port. Tribuno do Povo, Lisboa, Iniciativas Editoriais, 1977. Condenado à morte em Maio de 1796, acaba guilhotinado. Quer completar a revolução política através de uma revolução social, pela supressão da propriedade privada. Defende que o proletariado assuma o poder, através de uma revolução plebeia, sob direcção plebeia. Os seguidores de Babeuf, ditos babuvistas, promovem na primavera de 1796 a conspiração dos iguais, visando eliminar o Directório, pelo regresso à Constituição de 1793.

Précis d'un Grand Manifeste à proclamer pour rétablir l'égalité de fait.


Tribun du peuple, 1794-1796 Babeuf

Babuvistas Babeuf

Revolução Plebeia Babeuf

Revolução Política e social Babeuf

Conspiração dos Iguais, 1796 Babeuf

Talmon Babeuf
Saitta, Armand, Le Tribun du Peuple 1794-1796, Paris, Col. 10/18, 1968, textos escolhidos de Babeuf. Talmon, Jacob Leib, The Rise of Totalitarian Democracy, Boston, The Beacon Press, 1952, pp. 165 ss.

B
achelard, Gaston
(1884-1962) Começa como autodidacta e chega a professor da Universidade de Dijon, entre 1930 e 1940. Marcado pelo psicanalista Jung. Tem sensíveis influências no movimento surrealista. Actualizando as teses de Comte, fala na sucessão Estado Teológico (racionalismo religioso ou fechado), Estado Metafísico (racionalismo entreaberto que aprisiona a razão em princípios fixos) e Estado Positivo (racionalismo científico ou aberto). Considera que a imaginação é uma das forças da audácia humana, embora dirigida e limitada pela água, pela terra e pelo fogo.

1928

Essai sur la Connaissance Approchée




Paris, Vrin, 1928

1934

Le Nouvel Esprit Scientifique







1938

La Psychanalyse du Feu




Paris, Gallimard

1940

La Philosophie du Non




Paris, PUF

1947

La Formation de l'Esprit Scientifique




Paris, Vrin

1949

Le Rationalisme Appliqué




Paris, PUF

1951

L’Activité Rationaliste de la Physique Contemporaine




Paris, PUF


Surrealismo Bachelard, Gaston

Jung Bachelard, Gaston

Estado Positivo Bachelard, Gaston

Racionalismo Científico e Aberto Bachelard, Gaston

Essai sur la Connaissance Approchée, 1928 Bachelard, Gaston

Nouvel (Le) Esprit Scientifique, 1934 Bachelard, Gaston

Espírito Científico Bachelard, Gaston

Psychanalyse (la) du Feu, 1938 Bachelard, Gaston

Philosophie du Non, 1940 Bachelard, Gaston

Formation de l'Esprit Scientifique, 1947 Bachelard, Gaston

Racionalismo Aplicado Bachelard, Gaston

Rationalisme Appliqué, 1949 Bachelard, Gaston

Activité Rationaliste de la Physique Contemporaine, 1951 Bachelard, Gaston
Bachrach, Peter Um dos proponentes da teoria elitista da democracia, segundo a qual a autodeterminação popular foi substituindo pela competição entre elites, restando aos eleitores a escolha entre uma delas. Trata-se de um sistema aberto dado que as elites não convertem o seu poder em hereditário nem impedem o acesso ao sistema de novos grupos. Acrescem que as elites estão dessiminadas por vários sectores (política, economia, educação, ciência, etc.), não conseguindo criar entre elas uma aliança unificada que evite esta fragmentação.

1967

The Theory of Democratic Elitism. A Critique




Boston, Little, Brown & Co

Trad. cast. Crítica de la Teoria Elitista de la Democracia, Buenos Aires, Ediciones Amorrortu, 1973



1970

Power and Poverty. Theory and Practice




Nova Iorque, Oxford University Press, 1970. Com Morton Baratz.

1962

«Two Faces of Power»




In The American Political Science Review, 56, 949, 1962. Com Morton Baratz.


Two Faces of Power, 1962 Bachrach, Peter

Baratz, Morton Bachrach, Peter

Teoria Elista da Democracia Bachrach, Peter

Democracia Elitista Bachrach, Peter

Power and Poverty, 1970 Bachrach, Peter

Elitismo Democrático Bachrach, Peter

Backzko, Bronislaw,



Solitude et Communauté, Paris, 1974.
B
acon, Francis
(1561-1626) Filósofo e estadista inglês. Barão de Verulam. Considerado o pai do empirismo moderno. Estuda direito em Cambridge e assume uma postura anti-escolástica. Chega a chanceler, no reinado de Jaime I, mas é preso, acusado de crime contra o erário. Pretende construir uma Instauratio Magna, uma grande reconstrução, em seis partes, de que apenas publica as duas primeiras em 1620 e 1623.

1605

Advancement of Learning






1620

Novum Organum







1623

De Dignitate et Augmentis Scientiarum







1626

New Atlantis








Verulam, Barão de Bacon, Francis

Novum Organum, 1620 Bacon, Francis

Instauratio Magna Bacon, Francis

Dignitate (De), Et Augmentis Scientiarum, 1623 Bacon, Francis

New Atlantis Bacon, Francis

Advancement of Learning, 1605 Bacon, Francis

Ciência, Fé e Política Bacon, Francis
Weinberger, J., Science, Faith and Politics. Francis Bacon and the Utopian Roots of Modern Age, Ithaca, Cornell University Press, 1985.

Bacon, Roger (1210-1292) Franciscano inglês, autor de uma proposta de reforma do calendário juliano. Alquimista, terá sido um dos precursores da invenção da pólvora. Conhecido como o doutor admirável. Estuda em Paris entre 1231 e 1236. Preso entre 1277 e 1292, sob a acusação de ter posto em causa as obras de Santo Alberto Magno e São Tomás de Aquino. Autor de Speculum Alchimiae, Opus majus, 1267-1268; Compendium studii theologiae, obra posterior a 1292.
AlquimiaBacon, Roger
Badaloni, N.,

Il Marxismo di Gramsci, Turim, Edizioni Einaudi, 1975.

Gramsci, António Badaloni, N.


Baden Antigo Estado alemão com a capital em Karlsruhe; aliado de Napoleão, transformou-se em eleitorado em 1802; será membro da Confederação do Reno e da Confederação Germânica; passou a grão-ducado em 1806; aliado da Áustria, contra a Prússia em 1866; dependente de um tratado militar com a Confederação da Alemanha do Norte, entrou no Império Alemão em 1871; em 1951, Baden, Vurtemberga e Hohenzollern passaram a constituir o land de Baden-Wurtemberg, dentro da RFA
Baden, Escola de 1870-1920 Corrente de pensamento neo-kantiana, mas já com várias intersecções neo-hegelianas. Também chamada Escola Alemã do Sudoeste ou Escola de Heidelberg. Marcada pela axiologia e pelo culturalismo, onde se destacam Heinrich Rickert (1863-1936), Emil Lask (1875-1915), Gustav Radbruch (1878-1949) e Max Ernst Mayer (1875-1924). Uma escola que influencia particularmente o espanhol Manuel García Morente (1886-1942), o português Luís Cabral de Moncada (1888-1974) e o brasileiro Miguel Reale (n. 1910). Diferentemente da Escola de Marburgo, que procura, sobretudo, o Kant da razão-pura e das leis lógicas, já a Escola de Baden acentua a razão-prática e as leis axiológicas, sendo bem menos formalista, dado não aceitar a possibilidade do pensamento criar por si só o seu objecto. Coloca, acima do pensamento, os valores, considerados como entidades absolutas, independentes da razão, e admitindo, como parte integrante da realidade, aquilo que os mais presos ao formalismo kantiano consideram como um elemento irracional na realidade.
Neokantismo Baden, Escola de

Fiilosofia dos Valores Baden, Escola de

Axiologia Baden, Escola de

Culturalismo Baden, Escola de

Razão Prática Baden, Escola de

Baden-Powell, Robert (1857-1941) General britânico, célebre pela participação na guerra dos boers em 1899-1900. Funda em 1900 a organização dos boys-scouts, os escoteiros.
Badiá, Juan Ferrando

1980

Democracia Frente a Autarcia




Madrid, Editorial Tecnos

1986

El Estado Unitario, el Federal y el Estado Autonómico




Madrid, Editorial Tecnos

1987

Regímenes Políticos Actuales




Madrid, Editorial Tecnos

1987

Del Autoritarismo a la Democracia




Madrid, Ediciones RIALP

1988

Estudios de Ciencia Política y Teoria Constitucional




Madrid, Editorial Tecnos


Democracia Frente a Autarcia, 1980 Badiá, Juan Ferrando

Estado (El) Unitario, el Federal y el Estado Autonómico, 1986 Badiá, Juan Ferrando

Regímenes Políticos Actuales, 1987 Badiá, Juan Ferrando

Autoritarismo (Del) a la Democracia, 1987 Badiá, Juan Ferrando

Estudios de Ciencia Política y Teoria Constitucional, 1988 Badiá, Juan Ferrando
Badie, Bertrand Politógo francês especializado no tema do Estado, tanto nas suas origens como na sua dimensão internacional.

1978

Le Développement Politique




Paris, Éditions Oeconomica, 1978.

1979

Sociologie de l’État




[ed. orig. 1979], Paris, Éditions Bernard Grasset, 1982. Com Pierre Birnbaum.

1979

Lexique de Sociologie Politique




Paris, Presses Universitaires de France, 1979. Com Jacques Grestlé.

1983

Culture et Politique




Paris, Éditions Oeconomica, 1983.

1985

«Formes et Transformations des Communautés Politiques»




In Grawitz, Madeleine, Leca, Jean, Traité de Science Politique, vol. I, pp. 599 segs., Paris, Presses Universitaires de France, 1985.

1987

Les Deux États. Pouvoir et Societé en Occident et en Terre d’Islam




Paris, Librairie Arthème Fayard, 1987.

1990

Politique Comparée




Paris, Presses Universitaires de France, 1990. Com Guy Hermet.

1992

Le Retournement du Monde. Sociologie de la Scène Internationale




Paris, Éditions Dalloz, 1992. Com Marie-Claude Smouts.

1992

L’État Importé. L’Occidentalisation de l’Ordre Politique




Paris, Librairie Arthème Fayard, 1992.

1994

Dictionnaire de la Science Politique et des Institutions Politiques




Paris, Librairie Armand Colin, 1994. Com Pierre Birnbaum, Philippe Braud e Guy Hermet.

1995

La Fin des Territoires. Essai sur le Désordre International et sur l’Utilité Sociale du Respect




Paris, Librairie Arthème Fayard, 1995.


Développement (Le) Politique, 1978 Badie, Bertrand

Culture et Politique, 1983 Badie, Bertrand

Deux (Les) États. Pouvoir et Societé en Occident et en Terre d’Islam, 1987 Badie, Bertrand

Islamismo Político Badie, Bertrand

État (L’) Importé. L’Occidentalisation de l’Ordre Politique, 1992 Badie, Bertrand

Ocidentalização Política Badie, Bertrand

Fin (La) des Territoires. Essai sur le Désordre International et sur l’Utilité Sociale du Respect, 1995 Badie, Bertrand

Território Badie, Bertrand

Sociologie de l’État, 1979 Badie, Bertrand

Dictionnaire de la Science Politique et des Institutions Politiques, 1994 Badie, Bertrand

Lexique de Sociologie Politique, 1979 Badie, Bertrand

Politique Comparée Badie, Bertrand

Sociologia das relações internacionais Badie, Bertrand

Retournement (Le) du Monde. Sociologie de la Scène Internationale, 1992
Badoglio, Pietro (18711-1956) Militar italiano. Chefe das forças armadas italianas na guerra da Etiópia (1935-1936). Substitui Mussolini a partir de 25 de Julho de 1943, declara guerra à Alemanha, mas é obrigado a retirar-se do poder em Junho de 1944.
Baechler, Jean

1970

Les Phénomènes Révolutionnaires




Paris, Presses Universitaires de France

1971

Les Origines du Capitalisme




Paris, Éditions Gallimard

1976

Qu’est ce que l’Idéologie?




Paris, Éditions Gallimard

1978

Le Pouvoir Pur




Paris, Éditions Calmann-Lévy

1985

Démocraties




Paris

1994

Précis de Démocratie




Paris, Éditions Calmann-Lévy



B
agehot, Walter (
1826-1877) Economista e jornalista inglês, formado em matemática. Evolucionista, é um dos principais responsáveis pela circunstância da darwiana struggle for life ter atingido a dimensão de teoria sócio-política. Fala na lei da imitação antes de Gabriel Tarde, referindo um conflito entre a imitação, que garante a coesão social, e a tendência para a mudança que abre o caminho para a inovação. Refre que a luta pela vida predomina nos princípios da história humana: os mais fortes matavam os mais fracos porque podiam. Depois, sucedeu a luta entre os grupos, que substitui a anterior luta entre indivíduos, surgindo, dentro de cada nação, conflitos entre vários grupos sociais. Finalmente, a luta passou a ser entre nações. A sua obra principal, Physics and Politics, de 1872, tem um expressivo subtítulo: reflexões sobre a aplicação dos princípios da herança e da selecção natural à sociedade política.

1865

The English Constitution




1865. Nova ed., Londres, Collins, 1982.

1872

Physics and Politics




1872.

1880

Economic Studies




1880.




Intelectual Conservantism.


English (The) Constitution, 1865 Bagehot, Walter

Physics and Politics, 1872 Bagehot, Walter

Intelectual Conservantism Bagehot, Walter

Conservadorismo Intelectual Bagehot, Walter

Bahro, Rudolf Dissidente da República Democrática Alemã. Economista.
Baião, António (1878-1961) Historiador português, director do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, autor dos Episódios Dramáticos da Inquisição Portuguesa.
Bailey, Frederick George Antrópologo político. Perspectiva o sistema político como um conjunto de relações estruturadas, como um quadro dentro do qual se processa a confrontação e a luta. O sistema político é uma estrutura com regras normativas. O sistema social é o meio ambiente do sistema político oferecendo-lhe recursos e constrangimentos. Nota que há uma tendência para a desordem, um sistema autodestruidor.

Stratagems and Spoils. A Social Anthropology of Politics

Oxford, Basil Blackwell Publishers, 1969 trad. fr. Les Règles du Jeu Politique. Étude Anthropologique, Paris, Presses Universitaires de France, 1971.
Strategems and Spoils, 1969 Bailey, F. G

Antropologia social do Político Bailey, F. G (1969)

Antropologia Política Bailey, F. G (1969)

Regras do Jogo Político Bailey, F. G

Jogo Político Bailey, F. G
Bainville, Jacques (1879-1936) Historiador francês, um dos fundadores da Action Française.


1915

Histoire de Deux Peuples







1920

Les Conséquences Politiques de la Paix







1935

Les Dictateurs








Dictateurs, 1935 Bainville, Jacques

Action Française Bainville, Jacques


Bairrismo Do árabe barri, o mesmo que terra, que, depois, passa a qualificar uma das partes em que se divide uma cidade. Significa parcialidade, tendência para se sobrevalorizar as características de uma das divisões de um todo político ou administrativo.
Bajulação Do lat. bajulatio, forma do verbo bajulo, carregar às costas. Acto de lisonjear o poderoso, visando obter deste favores, que ele o carregue nas costas.

Bakunine, Mikhail Aleksandrovitch (1814-1876) Anarquista russo que mistura o romantismo e o materialismo. Proclamando a espontaneidade da organização social, defende contudo a necessidade de uma organização revolucionária cooperativa. Oficial de artilharia russo que abandona a carreira das armas para estudar filosofia em Moscovo, onde se inicia no idealismo alemão. Continua os estudos em Berlim, a partir de 1840, e Dresden, desde 1842. Contacta com os hegelianos de esquerda e transforma-se em anarquista.

Do idealismo alemão à anarquia

Passa a Paris, onde conhece Marx e Proudhon. Participa na revolução de 1848 e foge para a Alemanha. Entregue às autoridades russas, é preso, mas evade-se da Sibéria em 1861. Instala-se em Nápoles em 1868. Adere à I Internacional. Entra em conflito com Marx no Congresso de Haia de 1872.

Prisão e desterro

Preso em 1849, por implicação na revolta de Dresden e foi extraditado para a Rússia. Depois de, no cárcere, ter escrito a Confissão, foi desterrado para a Sibéria, donde, aliás, acaba por fugir em 1861. De novo no exílio, funda em 1864 a Aliança Social-Democrata Internacional. A I Internacional, criada em 1868, vai expulsá-lo em 1872,

Eslavismo

Bakunine não deixava de assumir o eslavismo. Num congresso eslavo realizado em Praga chegou a declarar: sinto bater em mim um coração eslavo de tal maneira que comecei quase por esquecer todas as simpatias democráticas que me ligavam à Europa Ocidental. Assim, em Dezembro de 1848, publica em Leipzig um Apelo aos Eslavos onde propõe uma federação dos eslavos dentro de uma federação geral das repúblicas europeias. Refira-se que, a este apelo, respondeu Engels, em 15 e 16 de Fevereiro de 1849, na revista Neue Rheinische Zeitung, com um artigo entitulado Paneslavismo Democrático, onde , marcado por uma clara eslavofobia, negava o direito dos povos eslavos a uma existência autónoma e desconfiava do próprio futuro de tais gentes.

Abolição do Estado



Assume um programa de abolição do Estado, propondo o triunfo da igualdade económica e social. Defende a ideia de sociedade natural contra a política, entendendo aquela como uma sociedade espontânea. O Estado é entendido como um imenso cemitério onde se sacrificam, morrem e enterram todas as manifestações da vida individual e local, todos os interesses das partes cujo conjunto constitui a sociedade. Quem diz Estado, diz necessariamente dominação e, por conseguinte, escravatura; um Estado sem escravatura, declarada ou disfarçada,é inconcebível, eis porque somos inimigos do Estado". Para Bakunine o estatismo é "todo o sistema que consiste em governar a sociedade de cima para baixo em nome de um pretendido direito teológico ou metafísico, divino ou cientifico", enquanto a anarquia é "a organização livre e autónoma de todas as unidades ou partes separadas que compõem as comunas e a sua livre federação, fundada de baixo para cima, não sobre a injunção de qualquer autoridade, mesmo que eleita, ou que sobre as formulações de uma sábia teoria, seja ela qual for, mas em consequência do desenvolvimento natural das necessidades de todas as espécies que a própria vida gera".
Propõe a eliminação do direito jurídico pela instauração de um direito humano, o único verdadeiro direito que é o respeito da dignidade pessoal universalmente reflectida.

185..

Confissão a Nicolau I




Obra escrita no cárcere na década de cinquenta do século XIX.

1871

O Império Knuto-germânico e o Socialismo Internacional







1871

Deus e o Estado







1871

A Comuna de Paris e a Noção de Estado







1873

Gosudarstvennost’i Anarchija (Estatismo e Anarquia)




Trad. fr. Étatisme et Anarchie, Paris, Éditions Champ Libre, 1976



Deus e o Estado, 1871 Bakunine

Anarquismo Bakunine

Catecismo Revolucionário Bakunine

Estatismo e Anarquia, 1873 Bakunine
Balança do poder Do lat. bilance, isto é, bi (dual) + lanx, lancis (prato), o que tem dois pratos. Terá entrado na língua portuguesa pelo castelhano balanza. A imagem tanto é utilizada na linguagem das relações internacionais, enquanto balance of power policy, a atitude que tenta evitar que um qualquer Estado tenha demasiados poderes no contexto do sistema da política internacional, como no âmbito interno de cada Estado, balance of power, enquanto a distribuição doméstica do poder pelas várias instituições estaduais. A expressão no tocante às relações internacionais foi consagrada para caracterizar a política do rei inglês Henrique VIII que perante os dois pratos das balança da política europeia de então, as potências da Espanha e da França, tentou assumir-se como um terceiro desequilibrados e, consequentemente, como o fiel da balança. Diz-se hoje da ideia segundo a qual importa evitar que uma só potência, tanto a nível mundial, como no tocante a uma determinada zona geográfica tenha demasiados poderes militares que lhe permitam dominar os outros Estados. Os britânicos voltaram a usar o termo no século XIX visando evitar o sistema napoleónico, onde a hegemeonia solitária da França apenas foi derrubada através de uma coligação negativa de todas as outras potências, passando a ser comum o uso da expressão balança da Europa, conforme o título de uma obra do nosso Almeida Garrett, publicada em Londres no ano de 1830. Neste sentido, a diplomacia britânica considerou que as alianças não são uma questão de ideologia, mas antes uma exigência do pragmatismo no sentido do equilíbrio dos poderes capaz de evitar o surgimento de uma potência hegemónica. Depois da Segunda Guerra Mundial passou a falar-se numa balança de terror. Mas o pragmatismo continuou, desde a política soviética dos anos oitenta, quando apoiou o Iraque na sua luta contra o Irão, à política norte-americana que admitiu um Vietname forte para contrabalançar a hegemonia da China na região do Sudoeste asiático.
A balança do poder no plano doméstico começou por identificar-se com o regime misto, conforme Políbio qualificou o sitema de equilíbrio de poderes da República Romana, teorizado por Cícero e, depois, assumido por S. Tomás de Aquino. Diz-se da teoria da divisão de poderes de Montesquieu, é marcada tanto por uma ideia de separação como por uma ideia de equilíbrio, através do sistema dito de checks and balance, um sistema de pesos e contrapesos. Daí que visione dois poderes, uma função e três forças sociais (o rei, a câmara aristocrática e a câmara popular). O poder legislativo é exercido por dois corpos (dos nobres e do povo). O executivo tem direito de veto sobre o legislativo. Porque o poder deve travar o poder. Aliás, no interior de cada poder, para além de uma faculdade de estatuer, o direito de ordenar ou de corrigir aquilo que foi ordenado por outro, existe a faculdade de vetar, o direito de tornar nula uma resolução tomada por outro poder. Já o chamado poder judicial não é visto como um verdadeiro poder, mas antes como uma função. Antes de Montesquieu, David Hume escreveu um ensaio sobre a matéria. Maurice Hauriou retoma esta perspectiva quando afirma a tríade poder, liberdade, ordem.

Gulick, Luther, Europe’s Classical Balance of Power, Ithaca, Conell University Press, 1955.


Balança do terror Termo utilizado por Winston Churchill para caracterizar a bipolarização da Guerra Fria, quando qulquer uma das potências passou a poder destruir a outra, devido à capacidade nuclear. A doutrina da MAD (Mutual Assured Destruction) é uma variante da ideia.
Balandier, Georges (n. 1920)

1967

Anthropologie Politique




Paris, Presses Universitaires de France, 1967

Trad. port. Antropologia Política, Lisboa, Editorial Presença, 1980



1971

Sens et Puissance. Les Dynamiques Sociales




Paris, Presses Universitaires de France

1973

Anthropo-Logiques




Paris, Presses Universitaires de France

1980

Le Pouvoir sur Scènes




Paris, Librairie Balland

Trad. port. O Poder em Cena, Brasília, Editora da Universidade de Brasília, 1982.



1985

«Le Politique des Anthropologues»




In Grawitz, Madeleine, Leca, Jean, Traité de Science Politique, vol. I, pp. 309 segs., Paris, Presses Universitaires de France

1985

Le Détour




Paris, Fayard


Anthropologie Politique, 1967 Balandier, Georges

Sens et Puissance. Les Dynamiques Sociales, 1971 Balandier, Georges

Dinâmicas sociais Balandier, Georges

Anthropo-Logiques, 1973 Balandier, Georges

Pouvoir (le) sur Scènes, 1980 Balandier, Georges

Poder em Cena Balandier, Georges (1980)

Détour, 1985 Balandier, Georges (1980)
Balbo, Cesare (1789-1853) Um dos chefes do Risorgimento italiano, autor da obra Delle Speranze d’Italia, Milão, 1841.
Balbo, Italo (1896-1940) Marechal italiano, um dos fascistas da primeira hora, herói da aviação.
Balcanização. Termo cunhado pelos socialistas alemães do século XIX, para criticarem a acção do czar da Rússia nos Balcãs, quando este apoiou a constituição de uma pluralidade de unidades políticas, pequenas, separadas e hostis. Passou a significar o modelo estabelecido por uma potência directora numa determinada zona, para que esta pudesse influenciar decisivamente, de acordo com o aforismo dividir para reinar. A expressão vai ser retomada em 1918, qualificando o modelo de divisão estadual consagrado pelo Tratado de Brest-Litovsk. Voltou a usar-se para definir a divisão estadual africana posterior à descolonização. Uma variante da balcanização é a chamada libanização, expressão usada nos anos oitenta qualificando a divisão de um Estado em muitas facções armadas hostis.
Baldo o Principe é mais do que o povo, Princeps major Populo, assinala que a translatio é uma alienação de pleno direito, já que , de outro modo,o imperador não seria dominus, mas um simples commissarius populi. refere uma "coroa imaterial ou invisível".


Balfour, Arthur James, Conde de (1848-1930) Estadista e pensador britânico. Estuda em C
ambridge. Sobrinho de Lord Salisbury. Deputado desde 1874 e líder parlamentar dos conservadores a partir de 1892. Primeiro-ministro em 1902-1905. Ministro dos estrangeiros em 1916-1919, num governo presidido por Lloyd George, autor da Balfour Declaration de 2 de Novembro de 1917 que promete aos sionistas a instalação na Palestina. Volta a ser membro do governo em 1925-1929, com o primeiro-ministro Stanley Baldwin. Assume-se como opositor do naturalismo positivista, numa espécie de agnosticismo espiritualista, defendendo a emoção ética e religiosa.

1879

A Defense of Philosophical Doubt




Londres

1895

The Foundations of Belief Being. Notes Introductory to the Study of Theology




Londres

1915

Theism and Humanism




Londres

1920

Essays Speculative and Political




Londres

1923

Theism and Thought. A Study in Familiar Beliefs




Londres


Defense (A) of Philosophical Doubt, 1879 Balfour, Arthur

Foundations (the) of Belief Being, 1895 Balfour, Arthur

Teologia Balfour, Arthur

Theism and Humanism, 1915 Balfour, Arthur

Essays Speculative and Political, 1920 Balfour, Arthur

Theism and Thought. A Study in Familiar Beliefs, 1923 Balfour, Arthur

Balfour Declaration, 1917 Balfour, Arthur

Agnosticismo Espiritualista Balfour, Arthur

Ball, George Político norte-americano; banqueiro e especialista em assuntos internacionais; foi subsecretário de Estado de Kennedy, tendo-se imposto à intervenção no Vietname
BALLADORE-PALLIERI -Política e direito,4,34
Ballot Expressão inglesa que designa o pedaço de papel onde numa votação de indica a preferência de um nome entre uma lista de candidatos individuais ou partidários. Pasou depois a designar o acto da votação ou o número de votos entrados nas urnas.
Balmes Uría, Jaime Luciano (1810-1848) Sacerdote espanhol, autor de várias obras apologéticas do cristianismo. Nasce em Vic, na Catalunha, em cujo seminário estuda. Licenciado na Universidade de Cervera em 1833, é ordenado sacerdote em 1834. Nesta escola passa a professor de direito. Considerado um dos precursores do neotomismo de Leão XIII e do Cardeal Mercier. Tendo como objectivo conciliar as teses tradicionalistas do carlismo com os liberais conservadores, faz uma demolidora crítica do utilitarismo e das ideias de Guizot, bem como do cepticismo e do fideísmo. Um dos teóricos do direito natural. Funda em 1841 o jornal El Pensamiento de la Nación, onde propõe o casamento de Isabel II com o filho mais velho de D. Carlos.

1840

Consideraciónes Políticas sobre la Situación en España







1841

El Protestantismo Comparado com el Catolicismo en sus Relaciones con la Civilización Europea




4 vols., 1841  1844.

Resposta às teses de Guizot, logo traduzida em italiano, alemão e inglês.



1846

Filosofia Fundamental




Obra onde, na senda de Suárez, retoma o tomismo.

1847

Filosofia Elemental







1848

Escritos Políticos








Protestantismo (El) Comparado com el Catolicismo, 1841-1844 Balmes, Jaime

Filosofia Fundamental, 1846 Balmes, Jaime

Filosofia Elemental, 1847 Balmes, Jaime

Guizot Balmes, Jaime

Direito Natural Balmes, Jaime

B
alsemão, Francisco
José Pereira Pinto (n. 1937) Fundador do Partido Popular Democrático em 3 de Maio de 1974. Adjunto de Kaúlza de Arriaga, quando este foi subsecretário de Estado da Aeronáutica em 1960-1961. Chega a estar ligado a Adriano Moreira em 1965, nos tempos da fundação da Academia Internacional da Cultura Portuguesa. Deputado da ala liberal em 1969-1973. Funda o semanário Expresso em 1973. Membro português do Clube de Bildberg. Sucede a Francisco Sá Carneiro, depois da morte deste, em 4 de Dezembro de 1980, como presidente do PSD e primeiro-ministro. Chefia os dois últimos governos da Aliança Democrática. Depois dessa passagem pelo governo, volta aos negócios da comunicação social, reforçando o respectivo grupo pela fundação da principal estação privada de televisão, a SIC, tornando-se num dos homens fortes da comunicação social portuguesa.
Expresso, 1973 Balsemão, F. P.

Arriaga, Kaúlza de Balsemão, F. P.

Bilbberg, Clube de Balsemão, F. P.

SIC Balsemão, F. P.

PPD Balsemão, F. P.

Ala Liberal Balsemão, F. P.

Balsemão, 1º Governo de Francisco Pinto (1981) O II Governo da Aliança Democrática, VII Governo Constitucional. Toma posse em 9 de Janeiro de 1981 e cessa funções em 14 de Agosto do mesmo ano. Continua a repartição de pastas entre o PSD e o CDS, mas Freitas do Amaral não participa, deixando a tarefa coordenadora deste partido a cargo de Basílio Horta.
Primeiro Ministro: Pinto Balsemão (PSD)

Ministro de Estado Adjunto do Primeiro Ministro-Basílio Horta (CDS)

Defesa Nacional: Luís Aníbal de Sá Azevedo Coutinho (CDS)

Finanças e Plano: Morais Leitão (CDS)

Administração Interna: Fernando Monteiro do Amaral(PSD)

Justiça: José Manuel Menères Sampaio Pimentel (PSD)

Negócios Estrangeiros: André Gonçalves Pereira (indep. pró PSD)

Agricultura e Pescas: Cardoso e Cunha (PSD)

Indústria e Energia: Bayão Horta (indep. pró CDS)

Comércio e Turismo: Alexandre Vaz Pinto

Trabalho: Nascimento Rodrigues (PSD)

Educação e Ciência: Vítor Crespo (PSD)

Assuntos Sociais: Carlos de Macedo(PSD)

Integração Europeia: Álvaro Barreto (PSD)

Qualidade de Vida: Augusto Ferreira do Amaral(PPM)

Reforma Administrativa: Eusébio Marques de Carvalho(PSD)

Transportes e Comunicações: Viana Baptista(PSD)

Habitação e Obras Públicas: Luís Barbosa(CDS)


Balsemão, Governo de Francisco Pinto (1981-1982) O III Governo da Aliança Democrática, o VIII Governo Constitucional. Toma posse em 4 de Setembro de 1981 e cessa funções em 23 de Dezembro de 1982. São mobilizados os três chefes dos partidos da Aliança Democrática: para além de Balsemão (PSD), Freitas do Amaral (CDS) e Ribeiro Teles (PPM).
Primeiro Ministro: Pinto Balsemão (PSD)

Vice-Primeiro Ministro e da Defesa Nacional-Diogo Freitas do Amaral (CDS)

Ministro de Estado e da Qualidade de Vida-Gonçalo Ribeiro Teles (PPM)

Ministro de Estado e das Finanças e Plano-João Salgueiro

Ministro Adjunto do Primeiro Ministro: Fernando Amaral

Assuntos parlamentares (desde 16 de Junho)-Marcelo Rebelo de Sousa (ex- SE da Presidência do Conselho de Ministros)

Administração Interna: Ângelo Correia

Justiça e Reforma Administrativa: Menères Pimentel

Negócios Estrangeiros: André Gonçalves Pereira (em 9 de Junho será substituído por Vasco Futscher Pereira)

Agricultura, Comércio e Pescas: Basílio Horta

Indústria, Energia e Exportação: Bayão Horta

Cultura e Coordenação Científica: Francisco Lucas Pires

Trabalho: Queirós Martins 8em 12 de Junho será substituído Por Alberto Ferreira Morales)

Educação e Universidades: Vítor Crespo (em 12 de Junho será substituído por Fraústo da Silva)

Assuntos Sociais: Luís Barbosa

Habitação, Obras Públicas e Transportes: Viana Baptista.


A nível dos secretários de Estado ligados directamente ao Primeiro Ministro, destaca-se Marcelo Rebelo de Sousa, a que sucederá Leonor Beleza, António Capucho e José Alfaia Pinto Pereira. Freitas do Amaral tem como principal colaborador José Ribeiro e Castro. Ribeiro Teles mobiliza Vaz Serra de Mora e Margarida Borges de Carvalho. Na equipa das Finanças e do Plano, José Robin de Andrade, Alípio Dias, Maria de Lurdes Vale, Alberto Regueira e Walter Marques. Na Administração Interna, Roberto Carneiro e Carlos Encarnação. Nos Negócios Estrangeiros, Vasco Futscher Pereira, Leonardo Matias, Paulo Marques, José Vitorino e Luís Fontoura.
Balzac, Jean-Louis Guez de (1595-1654) Considerado um dos maiores epistológrafos da literatura francesa, actividade a que se dedicou depois de se retirar para as suas terras, nos arredores de Angoulême.

Le Prince

1631
Prince (le), 1631 Balzac, Guez de
Banco Expressão originária do alemão Bank, no século XI, por sua vez originária do italiano banca, a mesa que os cambistas utilizavam nas suas operações. O primeiro banco português apenas foi criado em 1808 por D. João VI no Brasil, o Banco Público Nacional, depois dito Banco do Brasil. Só a Revolução Liberal estabeleceu o primeiro banco português em Portugal, o Banco de Lisboa, em 31 de Dezembro de 1821, que, em 1846, depois da junção com a Companhia de Confiança Nacional, passa a Banco de Portugal. O Banco do Brasil foi liquidado em 1829, mas restabelecido em 1853, resultando da fusão do Banco Comercial do Rio de Janeiro, estabelecido em 1838, com o Banco do Brasil, criado em 1851 pelo Barão de Mauá, Ireneu Evangelista de Sousa.

banditismo


Banato Antiga região da Hungria do sul; ocupada pelos magiares nos finais do século IX, tendo como capital a actual cidade romena de Timisoara (em húngaro Temesvar); conquistada pelos turcos em 1551-1552; reconquistada pelo Príncipe Eugénio da Áustria em 1717; depois de um período de administração militar, integrada na Hungria pela Imperatriz Maria Teresa em 1779; no século XVIII, a região foi colonizada por 400 000 alemãs, depois de, nos séculos XIV e XV, já ter recebido uma grande quantidade de refugiados sérvios. Pelo Tratado de Trianon de 1920, a região foi repartida pela Hungria, Jugoslávia e Roménia




Bandarra, Gonçalo Anes Entre 1530 e 1540, surgem umas Trovas atribuídas a Gonçalo Anes, de alcunha o Bandarra, sapateiro de Trancoso, que falam Desse bom Rei Encoberto que Tirará toda a Erronia/ Fará Paz em todo o Mundo. O autor terá nascido em 1500 e morre entre 1556 e 1603. Como dele diz Fernando Pessoa, plebeu como Jesus Cristo/ Não foi santo nem heróis, / Mas Deus sagrou com Seu sinal/ Este, cujo coração foi/ Não português, mas Portugal. As Trovas, que serão julgadas como judaizantes pela Inquisição, servirão, contudo, de elemento fundamental para a estratégia de resistência dos que se opunham à administração filipina e tratavam de lançar achas para a fogueira do messianismo sebastianista, procurando transformar aquele que fora O Desejado num Encoberto. Aliás, as Trovas surgiram antes do nascimento do próprio D. Sebastião. Gonçalo, sujeito a um processo inquisitorial em 1541, é obrigado a retractar-se para não ir para a fogueira. A maior parte das trovas são apócrifas, sendo amplamente adaptadas às circunstâncias durante os reinados filipinos. São impressas em Paris em 1644, por D. João de Castro, na Paráfrase e Concordância de Algumas Profecias de Bandarra, Sapateiro de Trancoso. Voltam a ser editadas em Barcelona por ocasião da Revolução Francesa.
Encoberto Bandarra

Castro, D. João de Bandarra

Profecias Bandarra

Paráfrase e Concordância de Algumas Profecias de Bandarra, 1644 Bandarra

Trancoso, Sapateiro de Bandarra

Trovas Bandarra
Bandeira, Joaquim da Costa Visconde de Porto Covo. Comerciante. Ministro da fazenda do frustrado governo da belenzada, constituído de 4 para 5 de Novembro de 1836.


Bandeira, Sá da (1795-1876). Bernardo Sá Nogueira de Figueiredo. Barão em 1833. Visconde em 1834. Marquês de Sá da Bandeira desde 1864. D
e acordo com o epitáfio que ele próprio redigiu: foi soldado desde o dia 4 de Abril de 1810... combatendo pela liberdade, foi ferido quatro vezes e perdeu o braço direito no Alto da Bandeira. Servindo o seu país, serviu as suas convicções; morreu satisfeito, a pátria nada lhe deve. Ilustre maçon. Abastado proprietário ribatejano, herdeiro de importante massa de terras em 1831. Figura fundamental do processo de implantação do liberalismo em Portugal, como chefe militar e político, inúmeras vezes ministro e chefe do governo. Marca o ritmo do setembrismo moderado, tenta derrubar o cabralismo e assume a paternidade do movimento reformista. Ligado à generosa causa da abolição da escravatura, é assinalável ao respectiva perspectiva de fomento ultramarino, o que lhe valeu o epíteto de visionário, dado por certas camadas da alta sociedade lisboeta, principlamente quando manifesta o sonho de atribuir plena cidadania aos indígenas. Contudo, esse espírito acaba por difundir-se nalgumas elites liberais e é responsável pela criação de um razoável núcleo de elites negras e mestiças em certas possessões portuguesas, antes da própria Conferência de Berlim de 1885. O que marca os sonhos integracionistas assumidos por monárquicos como Paiva Couceiro e republicanos como Norton de Matos, infelizmente decepados pelo Acto Colonial salazarista de 1930.

Participa na Guerra Peninsular.

Vintista, é um dos implicados na martinhada.

Passa para o estrangeiro até 1823. Apoia a vilafrancada.

Combate na guerra civil pelos pedristas.

Perde no Porto o braço direito no combate do Alto da Bandeira.

Ministro da marinha e ultramar da regência desde 10 de Novembro de 1832, até 12 de janeiro de 1833.

Comandante em chefe no Algarve no Alentejo em 1833-1834.

Ministro da marinha e ultramar no governo de José Jorge Loureiro, de 18 de Novembro de 1835 a 20 de Abril de 1836. Ocupa a pasta do reino até 25 de Novembro de 1835.

Ministro da fazenda e dos negócios estrangeiros do primeiro governo setembrista, presidido pelo conde de Lumiares, de 10 de Setembro a 4 de Novembro de 1836.

Presidente do conselho e ministro da guerra e dos negócios estrangeiros, de 5 de Novembro de 1836 a 1 de Julho de 1837. Passa a ocupar a pasta da marinha, ocupada por Vieira de Castro, a partir de 27 de Maio de 1837.

Presidente do conselho de 10 de Agosto de 1837 a 18 de Abril de 1839. Até 6 de Novembro de 1837, acumulou com os estrangeiros.

Ministro da guerra de 19 de Julho de 1846, no governo de Palmela, até 6 de Outubro do mesmo ano.

Comandante da Patuleia no Algarve em 1847.

Ministro da marinha e ultramar de 6 de Junho de 1856 a 16 de Março de 1859, no governo de Loulé. Acumula as obras públicas, comércio e indústria até 25 de Junho de 1856. Acumula a pasta da guerra de 23 de Janeiro de 1857 a 16 de Março de 1859, substituindo José Jorge Loureiro.

Ministro da guerra em 1860-1862.

Presidente do conselho de 17 de Abril a 4 de Setembro de 1865, acumulando a guerra e a marinha, com a oposição de Tomás de Lobo Ávila. Nas eleições de 9 de Julho deste ano, a maioria dos ministros opõe-se a Sá da Bandeira que não defende a fusão entre históricos e regeneradores.

De novo na chefia do governo, de 22 de Julho de 1868 a 11 de Agosto de 1869 (acumula a guerra), o primeiro governo reformista propriamente dito.



Volta a chefiar novo governo, de 29 de Agosto a 29 de Outubro de 1870, depois da saldanhada, acumulando a guerra e a marinha. Morre em 6 de Janeiro de 1876.
Simão José da Luz Soriano, Vida do Marquez de Sá da Bandeira, 2 vols., Lisboa, 1887-1888.
Nogueira de Figueiredo, Bernardo de Sá Bandeira, Sá da

Sá da Bandeira Bandeira, Sá da



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