Base de brita graduada tratada com cimento



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DIRENG

ESPECIFICAÇÕES GERAIS PARA OBRAS DE

N




INFRA-ESTRUTURA AEROPORTUÁRIA

DATA:

SDE

BASE DE BRITA GRADUADA TRATADA COM CIMENTO

FOLHA:




1 - O B J E T I V O
Esta Especificação fixa condições de execução de base de brita graduada tratada com cimento, que consiste em uma mistura íntima de agregados britados (pedra e/ou cascalho), cimento e água, em proporções determinadas por ensaios de laboratório, e compactada.
2 - M A T E R I A I S
2.1 - CIMENTO PORTLAND
Deve obedecer às exigências da NBR - 5932/80 e NBR - 5735/80, da ABNT.
2.2 - ÁGUA
Deve ser isenta de teores nocivos de sais, ácidos, álcalis ou matéria orgânica e outras substâncias prejudiciais.
2.3 - AGREGADO
Deve apresentar as características seguintes:
a) Granulometria
A granulometria do agregado deve estar compreendida em uma das seguintes faixas granulometricas.



ABERTURA

DE

PENEIRA

PORCENTAGEM QUE PASSA DIÂMETRO

máximo 38 mm


DIÂMETRO
máximo 19 mm

2" - 0

100

---

1.1/2" - 38

90 - 100

---

1" - 2

70 - 80

100

3/4" - 19

55 - 75

90 - 100

N° 4 - 4,8

25 - 45

35 - 55

N° 40 - 0,42

8 - 22

8 - 23

N° 200 - 0,074

2 - 5

2 - 5

b) Qualidade


Os agregados utilizados na mistura devem ser constituídos de fragmentos duros, limpos e duráveis, sem excesso de partículas lamelares ou alongadas, macias ou de fácil desagregação, e isentas de matéria orgânica, ou de outra qualquer substância prejudicial. A porcentagem de desgaste no ensaio de abrasão Los Angeles (NBR 6465/80) não deve ser superior a 40 %. Quando submetido a 5 ciclos no ensaio de durabilidade (soundness test), DNER M89-64, deve apresentar uma perda de, no máximo, 20 % com o sulfato de sódio e de 30 % com o sulfato de magnésio. O índice de forma não deve ser inferior a 0,5 (DNER M-86-64). O material retido na peneira nº 4 não deve apresentar mais de 5 % de fragmentos que se desagreguem após 30 minutos de imersão em água.


2.4 - TEOR DE CIMENTO
A quantidade de cimento Portland a adicionar deve ser superior a 4% do peso dos agregados e ser fixada em função da resistência estabelecida no projeto. A mistura deve apresentar uma resistência à compressão simples, aos 7 (sete) dias, superior a 5,2 MPa, em corpos de prova cilíndricos, com 10 cm de diâmetro e 20 cm de altura, moldados com a energia do AASHTO T-180, rompidos após imersão em água durante 4 horas. Resistências muito grandes não são desejáveis, uma vez que propiciariam um efeito de placa elevado à camada de base, eliminando a harmonia estrutural considerada nos métodos de dimensionamento.
3 - E Q U I P A M E N T O
a) Usina de solos de capacidade nominal mínima de 100 th, munida de 3 ou mais silos de agregados, 1 ou mais silos de cimento, 1 dosador de umidade, 1 dosador de cimento e 1 misturados. O misturador deve ser de eixos gêmeos paralelos, girando em sentidos opostos, de modo a produzir mistura uniforme. Os silos devem possuir dispositivos que permitam a dosagem precisa dos materiais. Os dosadores de umidade e de cimento devem podem adicionar água e cimento, respectivamente, à mistura de agregados, de modo preciso e uniforme, para que a unidade seja constante e o teor de cimento o previsto.
b) Caminhões basculantes.
c) Distribuidores de agregados autopropulsados, munidos de dispositivos que permitam, distribuir o material em espessura adequada, uniforme e na largura do espalhamento.
d) Rolos compactadores autopropulsores dos tipos liso (vibratório e estático) e pneumático.
e) Carro-tanque distribuidor de água.
f) Motoniveladora.
g) Marteletes para corte de juntas.
h) Ferramentas manuais.
4 - E X E C U Ç Ã O
4.1 - DOSAGEM E MISTURA
A dosagem e a mistura devem ser processados na usina de solos, descrita no item 3. O fluxo de agregados dos silos deve ser tal, que se obtenha a mistura especificada. O cimento, introduzido pelo respectivo dosador, de tal modo que o teor obtido não difira de mais de 0,4 % do teor estabelecido. A água, dosada em volume, deve ter uma vazão verificada por dispositivos de controle. A calibragem e a fixação da produção horária de trabalho da usina devem permitir a mistura perfeita dos componentes. Se forem observadas zonas mortas no misturador, deve-se procurar suprimílas, pela redução do fluxo de material, ou por outra modificação no processo.
4.2 - TRANSPORTE E ESPALHAMENTO
Os materiais misturados devem ser protegidos por lonas, a fim de evitar qualquer perda de umidade durante o transporte para o local de espalhamento.

O espalhamento deve ser feito em uma única operação sobre a superfície previamente umedecida, mas sem estar excessivamente molhada. A mistura deve ser espalhada por distribuidores de agregados autopropulsados de modo que possa ser compactada por conformação suplementar. Os distribuidores de agregados autopropulsados devem permitir a obtenção da superfície final de acordo com as condições geométricas fixadas no projeto e dentro das tolerâncias estabelecidas.


A espessura solta deve ser determinada previamente, em trechos experimentais, de modo a se obter a espessura compactada fixada em projeto, às expensas da empreiteira. Nesses trechos devem ser utilizados os equipamentos, as misturas e os processos construtivos e de controle que serão adotados no serviço.
Se a espessura prevista for igual ou inferior a 15 cm, a mistura pode ser espalhada e compactada em uma única camada. Se superior a 15 cm, ela deve ser espalhada e compactada em duas ou mais camadas, cada uma não excedendo a 15 cm. No último caso, a superfície da camada compactada inicialmente deve ser protegida contra perda de umidade até que se construa a camada seguinte.
4.3 - COMPACTAÇÃO
O equipamento de compactação deve permitir a obtenção da massa especifica aparente seca "in situ", igual ou superior a 100 % da máxima obtida no ensaio AASHTO T-180 dentro do limite de tempo adiante especificado.
A compactação deve começar nas bordas e progredir longitudinalmente para o centro, de modo que o compressor cubra, uniformemente, em cada passada, pelo menos, uma quarta parte da largura de compactação da passada anterior.
A superfícies inacessíveis aos rolos devem ser compactadas por outros meios que sejam capazes de proporcionar uma compactação igual ou superior à especificada.
Se perdurarem locais que necessitem de correções geométricas, ou se houver segregação visível, deve-se refazer a última camada, repetindo-se as operações de construção descritas.
O prazo máximo permitido entre o momento da adição de água à mistura agregado-cimento e o término da compactação é de duas horas.
4.4 - JUNTAS DE CONSTRUÇÃO
No fim de cada dia de trabalho deve ser executada uma junta de construção transversal, com material completamente compactado, perpendicularmente ao eixo longitudinal da faixa em execução, com face espalhada antes da junta ter sido completada e aprovada, pela FISCALIZAÇÃO.
As juntas de construção longitudinais são feitas entalhando-se verticalmente a borda da faixa já executada.
A face da junta de construção deve ser umedecida antes da colocação da camada adjacente.

4.5 - CURA
A camada de base a ser recoberta por uma película betuminosa protetora. A taxa e a natureza desta película devem ser determinadas experimentalmente pela empreiteira, às sua expensas. A película protetora deve ser aplicada em quantidade suficiente para constituir uma membrana contínua em quantidade suficiente para constituir uma membrana contínua sobre a base , logo após a compactação da última camada, não se tolerando demora de mais de oito horas. Deve-se manter umedecida a superfície, até que a película seja aplicada.
Durante sete dias após a aplicação da película protetora, salvo autorização dada pela FISCALIZAÇÃO, não será permitido tráfego nem permanência de equipamento sobre a base.
5 - C O N T R O L E
5.1 - CONTROLE TECNOLÓGICO
5.1.1 - Ensaios
Devem ser procedidos:
a) determinação da massa específica aparente seca in situ, a cada 800 m² de área, no máximo; o número de determinações pode ser reduzido, a critério da FISCALIZAÇÃO, desde que se verifique a homogeneidade do material.
b) determinação do teor de umidade, pelo menos a cada 800 m² de área, imediatamente antes da compactação.
c) ensaio de compactação, segundo o ensaio AASHTO T-180, para determinação da massa específica aparente, seca, máxima, pelo menos a cada 800 m² de área, no máximo.
d) Quatro ensaios de granulometria por dia de trabalho de cada usina. Coletar para ensaio, pelo menos, duas amostras da saída do misturador e duas da pista, após espalhamento.
e) dois ensaios diários de determinação do teor de cimento.
f) um ensaio diário de finura do cimento.
g) um ensaio de resistência à compressão simples para cada 1500 m² de área, em corpos de prova moldados com material retirado da pista imediatamente antes da compactação.

5.1.2 - Aceitação
Os valores máximos e mínimos, decorrentes da amostragem, a confrontar com os especificados, devem ser calculados pelas seguintes fórmulas:

s

x = X + __ . t ( 1 -  )

max n n - 1 2

2 (x - X)

, onde S = ______

n - 1

s

x = X - __ . t ( 1 -  ) n

min n n - 1 e X = __

n

t ( 1 - ) é o percentil obtido de tabela da distribuição de Student, n é o número de elementos da

n - 1 amostra ou número de determinações ou ensaios feitos, e (1 - ) o intervalo de confiança da

média.
Pode-se tomar: 1 - = 80 %, ou seja, 10 % para cada área extrema ou da cauda não incluída no intervalo de confiança.


O número n deve ser igual ou superior a 9.
No caso da não aceitação dos serviços pela analise estatística, a área considerada será subdividida em subáreas, fazendo-se um ensaio com o material coletado, ou uma determinação, em cada uma delas. Cada uma dessas subáreas terá, no máximo, 400 m2.
As áreas devem ser aceitas à vista da conformidade dos ensaios com valores fixados pelas especificações.
5.2 - CONTROLE GEOMÉTRICO
Após a execução da base, proceder-se-á à relocação e ao nivelamento do eixo e de alinhamentos paralelos permitindo-se as seguintes tolerâncias:
a) 10 cm, para mais ou para menos, quanto à largura da plataforma;
b) cotas de superfície acabada iguais às cotas de projeto igual a 1,0 cm, para mais ou para menos;
c) Na verificação da conformidade da superfície, não devem ser toleradas flechas maiores que 1,0 cm quando determinadas com régua de 3,00 m;
d) a espessura da camada de base, determinada pela expressão de x (min) do item 5.1.2, não deve ser menor do que a espessura do projeto menos 1 cm.
Na determinação de X, devem ser utilizados pelo menos 9 valores de espessuras individuais x, obtidas por nivelamento de do eixo, e de alinhamentos paralelos distantes entre si de 3,5 m, antes e depois das operações de espalhamento e compactação.
Não será tolerado nenhum valor individual fora do intervalo de 1,5 cm, para mais ou para menos, em relação à espessura do projeto.
No caso de aceitação, dentro das tolerâncias estabelecidas, de uma camada de reforço com espessura inferior à de projeto, o revestimento deve ser aumentado de uma espessura estruturalmente equivalente à diferença encontrada, operação esta às expensas da construtora.
No caso da aceitação de camada de base dentro das tolerâncias, com espessura média superior à de projeto, a diferença não deve ser deduzida da espessura do revestimento.
6 - M E D I Ç Ã O
A base deve ser medida por metro cúbico de material compactado, no local, e segundo a seção transversal de projeto.
No cálculo dos volumes, obedecidas as tolerâncias fixadas, deve ser considerada a espessura média (X), calculada como indicado no item 5.
Quanto X for inferior à espessura de projeto, deve ser considerado o valor X, e quando X for superior à espessura de projeto, será ela considerada a espessura de projeto.
7 - P A G A M E N T O
Os serviços serão pagos pelo preços unitários contratuais, em conformidade com a medição referida no item anterior, que remuneram, além dos materiais (agregados, cimento, película betuminosa protetora, etc.), das operações de mistura, do transporte, do espalhamento, da compactação, da execução de juntas, do acabamento e da cura, os custos diretos e indiretos de todas as operações e equipamentos, encargos gerais, mão-de-obra e leis sociais, necessários à completa execução dos serviços.



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