Belo Horizonte, 19 de julho de 2011



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Belo Horizonte, 19 de julho de 2011




Mapa exigirá certificação do Inmetro - AGROLINK

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) passará a exigir certificado de qualidade – emitido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) – para credenciar laboratórios na rede nacional de laboratórios agropecuários. De acordo com a Instrução Normativa nº 34, todos os estabelecimentos integrantes da rede e aqueles que pretendem ser incluídos deverão apresentar o comprovante de acreditação na ISO 17.025. “Pretendemos definir parâmetros mínimos e colocar os laboratórios credenciados num patamar de qualidade único. Esperamos melhorar aspectos como a rastreabilidade das informações e a documentação das análises dentro dos estabelecimentos”, explica o coordenador-geral de Apoio Laboratorial do Ministério da Agricultura, Jorge Caetano. Os laboratórios que se encontram credenciados terão prazo de até 36 meses para apresentar o documento válido e atualizado para todas as análises ou ensaios já habilitados no Mapa. Os estabelecimentos que não atenderem ao limite estabelecido pelo Ministério terão o credenciamento suspenso. O prazo máximo de suspensão será de 24 meses.



Setor agrícola apresenta plano de marketing – Valor Online

Entidades e empresas ligadas ao agronegócio anunciaram ontem, em São Paulo, um projeto que promete tirar do papel uma demanda antiga e recorrente no setor: uma estratégia de comunicação com o objetivo de melhorar a imagem da produção agropecuária no Brasil. Batizado de "Movimento Sou Agro", o plano prevê uma ofensiva publicitária "sem precedentes" e que já consumiu R$ 13 milhões - arrecadados junto a empresas como Bunge, Cargill e entidades patronais, como a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa).


O ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, articulador do movimento, disse que projetos semelhantes são realizados na Europa e nos EUA há décadas e que o Brasil ficou para trás. "Lancei esta ideia há quase 20 anos, mas as empresas nunca se interessaram em financiá-la. Houve um amadurecimento. É a primeira vez que todos os segmentos da cadeia se articulam em uma campanha única".
"Queremos sensibilizar 70 milhões de brasileiros nos próximos três meses e criar um vínculo emocional entre os públicos urbano e rural", afirma Adalgiso Telles, diretor corporativo da Bunge e um dos coordenadores do projeto. Desde ontem começaram a ser veiculados nas emissoras de TV e rádio inserções protagonizadas pelo atores globais Lima Duarte e Giovanna Antonelli, que exaltam o agronegócio. Também serão veiculados anúncios em jornais, revistas, painéis e monitores em aeroportos.
Embora a preocupação seja defender o setor contra o que os organizadores do movimento classificam como "série de inverdades", em temas como Código Florestal, pauta de exportações e compra de terras por estrangeiros, a campanha na grande mídia não deve tocar nesses temas. Este trabalho ficará com a "Rede Agro", um think tank criado com o objetivo de divulgar pesquisas e rebater críticas ao setor veiculadas na imprensa.

Rendimento das lavouras de MG supera a média nacional – Notícias do Campo

Produtividade deve estabilizar produção no Estado. O rendimento das lavouras de GRÃOS de Minas Gerais em 2009 será o maior entre todos os Estados do Sudeste, e superior à média nacional. Enquanto a produtividade mineira para este ano está estimada em 3,6 mil quilos por hectare, a brasileira deverá ser de 2,8 mil quilos por hectare. Os números fazem parte do último levantamento de safra de GRÃOS divulgado este mês pela COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB). A produtividade das lavouras de Minas Gerais deverá ter um pequeno crescimento de 0,6 % em relação ao ano passado. Já os cálculos da média nacional demonstram uma queda de 7,4%. - Apesar de redução do uso de fertilizantes nesta safra, por causa dos altos custos, tivemos um clima favorável nas principais regiões produtoras do Estado - explica o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Gilman Viana Rodrigues. Segundo ele, o excesso de chuva em dezembro e janeiro registrado em Minas Gerais pouco afetou as lavouras de GRÃOS. - As maiores perdas foram nas plantações de hortaliças - esclarece o secretário. Ele informa que a boa produtividade mineira será responsável pela estabilidade da produção do Estado em relação ao ano passado. Minas deve produzir 10,2 milhões de toneladas de GRÃOS este ano. Uma queda de apenas 0,4% em relação a 2008 Ao contrário do que ocorreu em Minas Gerais, os Estados da região sul do país foram castigados pela estiagem, prejudicando principalmente as lavouras de milho e soja. No Paraná, principal produtor nacional de GRÃOS, é esperada uma queda de 17,7 % no rendimento das lavouras. No Rio Grande do Sul, a redução deverá ser de 3,1%. Já em Santa Catarina, onde houve excesso de chuva no leste e estiagem na região oeste do Estado, a redução na produtividade deverá ser de 6,8%. Mesmo assim, as lavouras catarinenses deverão apresentar o maior rendimento do país, com 4,1 mil quilos por hectare. Para Gilman Viana, a estiagem no Sul e também na Argentina poderá refletir no preço dos GRÃOS na época de comercialização. - O rendimento reduzido nestas áreas de grande produção poderá evitar uma queda dos preços e amenizar os efeitos da crise mundial para o produtor. Em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, o preço a saca se manteve estável na primeira quinzena de fevereiro, ficando em torno de R$ 46. Já o preço da saca do milho, em torno de R$ 20, apresentou um crescimento de aproximadamente 2% na comparação com o início de janeiro.




SINDAN TEM NOVO PRESIDENTE - DBO

O médico veterinário Ricardo Pinto, que ocupava a vice presidência do Sindan Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal, assumiu o posto máximo da entidade no dia 1º de Junho. Emílio Salani, que ocupou o cargo de presidente desde 2002, passou a responder pela recém criada diretoria de operações. Executivo da Vallée, graduado pela universidade Federal do Paraná e MS em nutrição animal pela universidade de New Castleupon Tyne, na Inglaterra, Ricardo Pinto tem como objetivo profissionalizar ainda mais a entidade. O Sindan reúne 82 empresas da indústria veterinária e de nutrição animal, que respondem por 90% do mercado brasileiro de produtos veterinários e faturam R$ 3 bilhões.



Dilma vai reduzir mistura de etanol na gasolina em agosto, segundo fonte – O Globo

A presidente Dilma Rousseff decidiu reduzir a quantidade de etanol que é adicionada à gasolina no Brasil, como parte dos esforços para controlar a inflação, disse ontem uma fonte do governo à agência de notícias Reuters.

O aumento dos preços do álcool, junto à alta do açúcar no mercado internacional, tem sido um dos principais fatores responsáveis pela elevação da inflação acima da meta oficial.

Atualmente, a gasolina vendida nos postos brasileiros recebe 25% de álcool anidro. Dilma teria concordado em reduzir esse percentual para 18% ou 20%, segundo a fonte. A decisão deve ser oficializada na próxima segunda-feira e implementada em agosto.

— O efeito dos preços do etanol tem sido muito negativo para a inflação e para as expectativas inflacionárias, e a presidente decidiu agir — disse essa fonte, que pediu anonimato.

Funcionários do Ministério de Minas e Energia devem se reunir na quinta-feira para analisar as implicações da redução do teor de álcool na gasolina, segundo duas fontes governamentais. Uma reunião ministerial está prevista para segunda-feira, quando a decisão pode ser oficialmente anunciada.

A medida já era esperada por usineiros e economistas, e pode atenuar substancialmente as pressões inflacionárias. Os combustíveis respondem por mais de 2,5% na cesta de itens que compõem o IPCA, principal índice de preços no país. Mas a alteração também acarreta riscos para outras áreas econômicas e até para grandes comerciantes globais de commodities.

A decisão estudada por Dilma é excepcional por acontecer no meio da safra, o que torna mais imprevisíveis as consequências para o mercado.




Poluentes orgânicos causam problemas neurológicos em fetos - O Estado de S.Paulo

Pesticidas e incineração de resíduos são fontes de substâncias tóxicas; risco de má-formação se torna 4 vezes maior.

Níveis elevados de poluentes orgânicos persistentes (POPs) na placenta estão associados ao nascimento de crianças com problemas neurológicos graves, especialmente defeitos no tubo neural. É o que mostra um estudo divulgado ontem pela revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Os POPs incluem certos pesticidas, além de gases eliminados por incineradores industriais e de resíduos. Já existiam evidências anteriores que mostravam a associação dos POPs com defeitos no desenvolvimento fetal de animais. Mas faltava comprovar que seres humanos também são susceptíveis a danos neurológicos graves.

Para afastar qualquer dúvida, pesquisadores chineses analisaram os níveis de POPs nas placentas de 80 fetos e bebês que nasceram com problemas no tubo neural. Compararam com amostras das placentas de 50 crianças saudáveis.

Demonstraram, por exemplo, que a presença na placenta de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos - um tipo de POP - aumenta em até 4,5 vezes o risco de danos no tubo neural.

Os cientistas chineses ficaram espantados com a presença do inseticida DDT na placenta de algumas mulheres grávidas. O produto, altamente tóxico, foi banido da China em 1983. Para os autores do estudo, a presença da substância demonstra como é difícil eliminar do ambiente os POPs, após sua liberação.

Acordo internacional. A diretora da organização não governamental Toxisphera, Zuleica Nycz, recorda que o Brasil, com outros 151 países, é signatário da Convenção de Estocolmo, tratado internacional elaborado para eliminar a produção e o uso de 12 POPs.

Em 2010, outras 9 substâncias foram adicionadas à lista da convenção, mas o País ainda está longe de transformar a letra em realidade. "Normalmente, o governo proíbe alguns produtos, como o agrotóxico endosulfan, mas não realiza uma vigilância ativa, muito mais difícil, para verificar a emissão de POPs em incineradores de lixo, por exemplo", afirma Zuleica.

A diretora da ONG recorda que há um projeto, ainda em andamento, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz) para analisar a presença dos POPs no leite materno.

PARA ENTENDER

Países querem banir pops



Os poluentes orgânicos persistentes (POPs) reúnem sempre três características principais. Em primeiro lugar, após décadas de interrupção da sua produção, eles permanecem no ambiente. Além disso, são bioacumulativos - concentram-se rápido e são excretados devagar. Por fim, podem ser levados por ventos ou correntes marítimas para regiões muito distantes de onde foram produzidos. Tais características fazem com que vários países adotem políticas cada vez mais agressivas para bani-los.

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