Belo Horizonte, 27 de junho de 2011



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Belo Horizonte, 27 de junho de 2011




Campinas tem 2 casos suspeitos de infecção por bactéria que matou 45 – MAPA

A Secretaria da Saúde de Campinas (a 93 km de São Paulo) informou que há na cidade dois casos suspeitos de contaminação pela variante da bactéria E. Coli, que desde maio já infectou mais de 3.800 pessoas na Europa e causou 45 mortes. No país, são os primeiros casos suspeitos.

O Ministério da Saúde afirmou que um dos homens foi internado, enquanto o outro só passou por tratamento ambulatorial. Ambos foram liberados e passam bem. O ministério descartou qualquer hipótese de epidemia no país.

A Secretaria da Saúde informou que já eram esperadas notificações, uma vez que a circulação de pessoas é intensa. Os dois moradores da cidade estiveram recentemente na Alemanha, país mais afetado. Ambos terão exames analisados pelo Instituto Adolfo Lutz.


"A verificação é apenas uma forma de evitar a transmissão no Brasil, o que não ocorreu até hoje", diz o médico da Vigilância Epidemiológica de Campinas, André Ribas.

As unidades de saúde estão atentas para casos de diarreia com sangue, náuseas e dores abdominais em pessoas que foram à Alemanha ou que tiveram contato com alguém que esteve no país e teve sintomas.



Graziano precisará conquistar países desenvolvidos – Folha de SP

O apoio dos países em desenvolvimento garantiu a eleição do b

rasileiro José Graziano, mas a clara divisão Norte-Sul que marcou a votação não será nada produtiva para o novo diretor-geral.

Alguns dos principais jornais europeus já anunciavam ontem a provável dificuldade que Graziano terá de enfrentar para conquistar os países desenvolvidos ""que são os principais doadores do organismo.

Segundo o britânico "Financial Times", o brasileiro terá agora não só o desafio de aproximar os dois grupos de países, como também implementar a reforma que os desenvolvidos exigem.

"A divisão tradicional entre norte e sul ficou clara. O novo diretor-geral foi eleito com os votos dos não-alinhados. Agora, vai precisar obter o apoio dos principais doadores", disse um "diplomata ocidental" ao diário.

O secretário britânico de desenvolvimento internacional, Andrew Mitchell, já adiantou que a FAO deve "melhorar a sua performance", que foi bastante criticada na gestão do senegalês Jacques Diouf. "É necessária uma liderança forte agora, para nos guiar em direção à mudança ambiciosa e abrangente que precisamos".

A vice-secretária americana de agricultura, Kathleen Merrigan, por sua vez, disse que seu governo vai lutar por um congelamento do orçamento-geral da FAO pelo período 2012-2013. O jornal espanhol "El País" destacou que os países da FAO optaram pelo "continuísmo ao invés da renovação radical" proposta por Miguel Moratinos, candidato do país. O artigo ainda atribuiu ao ex-presidente Lula o resultado da votação.

Lula iria à votação em Roma, mas desistiu após a forte reação do país a não extradição de Cesare Battisti.

"Acima de todas as vantagens [de Graziano], pesou o enorme prestígio internacional de Lula", aponta o jornal.

Para a presidente Dilma, a eleição de Graziano reflete o "reconhecimento pela comunidade internacional das transformações do país". Graziano "poderá contar com o apoio firme do governo brasileiro", disse.


Como surge o separatismo (Artigo) – O Estado de SP

Paulo R. Haddad*

Há, no Congresso Nacional, alguns projetos de lei propondo a formação de novos Estados no Brasil. A situação mais avançada é a do Pará, onde se propõe a criação de dois novos Estados: o de Carajás e o de Tapajós.

A minha opinião é de que o debate em torno dessa questão está sendo simplesmente superficial. De um lado estão os economistas com seus cálculos dos custos administrativos para criar um novo Estado em termos das despesas de custeio e de investimento. Do outro lado estão muitos políticos com seus argumentos partidários e tão somente pragmáticos, permeados por interesses velados.

Se não conseguirmos compreender as razões históricas que levam os grupos sociais de uma região dentro de determinado Estado a reivindicar a sua transformação num novo Estado, estaremos, como dizia Simon Bolívar, arando o mar.

Sem entrar na questão do separatismo em uma Unidade da Federação específica, é possível identificar vários contextos históricos em que o movimento para a criação de um novo Estado emergiu. Citarei algumas breves ilustrações.

Sempre que uma região é rica em recursos naturais e a utilização desses recursos é determinada pelos interesses econômicos e ideológicos de outras regiões, surge o espaço político para movimentos separatistas. Por exemplo: as lideranças políticas da região central, por motivos preservacionistas, criam por comando e controle uma extensa área de reserva ecológica permanente numa região periférica do mesmo Estado, congelando as alternativas de investimento que geram renda e emprego, e mobilizam as suas potencialidades de desenvolvimento.

Um outro contexto: uma região se destaca no cenário nacional pela geração de excedentes econômicos expressivos de produtos primários (GRÃOS e minérios), mas esses excedentes são beneficiados, industrializados e comercializados por grupos empresariais em outras regiões onde irá se concentrar a parcela maior do valor agregado de seus produtos. Aquela região se sente como se fosse um mega-almoxarifado de recursos naturais onde as demais regiões vêm buscar as matérias-primas para o seu processo de acumulação de riqueza.

Uma situação histórica se destaca também quando há um desequilíbrio entre as áreas centrais de um país e suas áreas periféricas de menor desenvolvimento. Estas acabam por perceber que são vítimas de um processo de deterioração nas suas relações de troca se tiverem de se abastecer tão somente de produtos manufaturados por uma indústria pouco competitiva e altamente protegida nas áreas centrais de uma economia nacional em processo de industrialização tardia. Esse argumento aparece no Relatório do Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento do Nordeste (GTDN) elaborado por Celso Furtado para defender uma política nacional de desenvolvimento regional para os Estados nordestinos.

Outros contextos históricos poderiam ser mencionados, como, por exemplo, a situação de países onde há fortes tensões e conflitos estruturais de interesse entre duas regiões porque numa prevalece um modo de produção capitalista com mercado livre de mão de obra e na outra, um modo de produção pré-capitalista com mão de obra escrava (base para a Guerra Civil dos Estados Unidos no século 19).

Ademais, é possível que Estados de maior dimensão geográfica não disponham de capacidade administrativa e financeira para a gestão dos problemas e das potencialidades de todo o seu território, deixando muitas de suas regiões em quase abandono em termos de oferta de serviços sociais básicos (saúde, educação e segurança) e de infraestrutura socioeconômica (energia, transporte e saneamento básico). Os movimentos sociais dessas regiões podem não querer assistir passivamente à deterioração relativa da sua qualidade de vida. O inconformismo político pode, portanto, gerar a busca do separatismo político-administrativo.

As regiões politicamente insatisfeitas consideram que, no atual contexto, dificilmente os seus problemas socioeconômicos (de pobreza, de qualidade de vida e de assimetria social) somente poderão vir a ter algum equacionamento no longo prazo. E consideram que suas potencialidades econômicas (com base em recursos naturais renováveis e não renováveis) poderão permanecer latentes por muito tempo por absoluta fragilidade institucional dos governos estaduais que as administram. Ou seja, os cenários tendenciais apontam para sua persistência histórica nas entranhas do subdesenvolvimento.

O que fazer com estes e outros contextos separatistas, quando se busca a integração nacional e regional como um valor político da maior relevância?

Procurar entender as razões das frustrações, das insatisfações e das inquietações dos grupos sociais que não se movem por oportunismos políticos ou por interesses velados, construir uma agenda de mudanças, transformá-la em plano de ação e implementá-la com sequenciamento, cadência e intensidade. Tudo isso dentro de um estilo de planejamento participativo, a partir de experiências de desenvolvimento regional endógenas.

*PAULO R. HADDAD É PROFESSOR DO IBMEC/MG, FOI MINISTRO DO PLANEJAMENTO E DA FAZENDA

CARNE PRODUZIDA EM LABORATÓRIO PODERÁ REDUZIR GASES DE EFEITO ESTUFA – Globo Rural

Cientistas das universidades de Oxford, no Reino Unido, e de Amsterdã, estão pesquisando uma carne que seria criada artificialmente e que poderia reduzir os gases de efeito estufa em até 96%

O produto pretende ser uma opção para consumidores que não querem se transformar em vegetarianos, mas desejam reduzir o impacto de sua dieta ao ambiente
Cientistas das universidades de Oxford, no Reino Unido, e de Amsterdã, estão pesquisando uma carne que seria criada artificialmente e que poderia reduzir os gases de efeito estufa em até 96% em comparação com a carne produzida naturalmente.
A carne produzida em laboratório poderá ser uma alternativa aos consumidores que não querem se transformar em vegetarianos, mas desejam reduzir o impacto negativo de sua dieta para o ambiente.
Esse processo consumiria entre 7% e 45% menos energia que o mesmo volume de carne convencional e poderia conseguir que exigisse só 1% da terra e 4% de água associados ao produto tradicional. "O impacto ambiental da carne produzida dessa forma seria inferior ao da carne convencional", disse Hanna Tuomisto, pesquisadora da Universidade de Oxford que dirigiu o estudo.
Em declarações ao jornal The Guardian, a cientista explica que não se trata de substituir totalmente a carne convencional, mas que poderia ser parte da solução para alimentar à população crescente do planeta e economizar energia e água.
Demanda
A proteína de origem animal é uma parte crescente da dieta mundial devido ao fato de milhões de pessoas das chamadas economias emergentes estão se permitindo comprar mais carne no cotidiano.
Isso gera uma enorme pressão de alta sobre o preço dos cereais, contribui ao desmatamento crescente da Amazônia, diminui os recursos hídricos e faz com que os países como China se dediquem a comprar terras agrícolas em outros mais pobres.
Tuomisto acredita que se fossem feitos mais investimentos na pesquisa de carne produzida em laboratório, a primeira carne artificial poderia chegar ao mercado em um prazo de cinco anos, começando pelo equivalente a carne picada até chegar a texturas como a de filés.
Alguns grupos como o chamado People for the Ethical Treatment of Animals, que defende o tratamento "ético" dos animais, estão contribuindo para financiar essas novas pesquisas.

JBS segue líder em receita nas exportações - DBO

Sadia, Brasil Foods e Seara também estão entre as 40 maiores exportadoras do País

O grupo JBS continua líder em receita com exportações entre as companhias de carne brasileiras no acumulado do ano até maio. Os dados inetgram lista das 40 maiores empresas exportadoras do País divulgada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Os embarques do grupo no período atingiram US$ 1,090 bilhão, avanço de 166,80% ante os US$ 408,795 milhões obtidos no mesmo período do ano passado. Com esse resultado, a JBS ficou na oitava posição no ranking geral das 40 principais empresas brasileiras em exportação nos cinco primeiros meses do ano, mesma colocação obtida no levantamento anterior.
A Sadia ocupa a segunda colocação, com receita de US$ 993,068 milhões, alta de 17,53% com relação aos US$ 844,981 milhões de igual etapa de 2010. Em seguida vem a Brasil Foods, com US$ 968,027 milhões, aumento de 16,17% ante a receita de US$ 833,302 milhões do mesmo período do ano passado. Com os resultados, a Sadia ficou na décima posição no ranking geral e a BRF, em 12º lugar.
A Seara Alimentos, adquirida pela Marfrig no início de 2010, permanece no quarto lugar, com US$ 665,259 milhões, avanço de 64,60% ante os US$ 404,178 milhões dos cinco primeiros meses de 2010. A Marfrig aparece na sequência, com receita de US$ 418,254 milhões, aumento de 52,75%, na comparação com os US$ 273,814 milhões de janeiro a maio de 2010, ocupando a 35º posição na lista geral. Assim como acontece com a Sadia e a BRF, a Secex divulga os números das duas companhias em separado. O montante consolidado das companhias é de US$ 1,083 bilhão.

Graziano defende meta ambiciosa para reduzir a fome – MAPA

Em discurso na Assembleia Geral da FAO, candidato brasileiro aponta a necessidade de o planeta ampliar a governança global para assegurar mais alimentos aos povos


Olímpio Cruz Neto
Roma, Itália – O Brasil apresentou a candidatura do agrônomo José Graziano, ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome durante o governo Lula, oficialmente na tarde deste sábado, 25 de junho, em Roma, Itália, durante a 37ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O desafio é acabar com a fome no mundo. Atualmente, a agência das Nações Unida conta com US$ 1 por dia, por pessoa, para reduzir a fome.
Em discurso no plenário da casa, diante das delegações de 191 países, Graziano apresentou sua plataforma. “Precisamos ir além da meta de desenvolvimento do milênio e reduzir a fome à metade até 2015”, defendeu. A eleição para o cargo máximo da instituição acontece no domingo, a partir das 10h30, hora local. O vencedor precisa obter metade mais um dos votos. A posse está marcada para ocorrer em 1º de janeiro de 2012.
Graziano concorre contra outros cinco candidatos pela cadeira ocupada atualmente pelo senegalês Jacques Doufi. Todos fizeram seus pronunciamentos na tarde do sábado. Além do brasileiro, estão na disputa o austríaco Franz Fischler, ex-comissário europeu para a Agricultura; o indonésio Indroyono Soesilo; o iraniano Saeid Noori Naeini; e o iraquiano Abdul Latif Rashid. Graziano é apontado como um dos favoritos, ao lado do espanhol Miguel Ángel Moratinos.

Plataforma


O candidato brasileiro definiu cinco prioridades na sua plataforma de trabalho para a diretoria geral da FAO: combate à fome, estímulo à produção de alimentos para corrigir desequilíbrios, governança global para alimentação e segurança alimentar, reforma do órgão, além da aumento da cooperação Sul-Sul.
Por determinação da presidenta Dilma Rousseff, estão em Roma, representando o governo brasileiro, os ministros Antonio Patriota (Relações Exteriores), Wagner Rossi (Agricultura) e Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário). Os três ministros lideram a delegação. Eles desembarcaram na Itália, na quinta-feira, para promover um seminário de cooperação técnica em agricultura, segurança alimentar e políticas sociais.
Embora reconheça que será difícil atingir os resultados de redução da fome mundial pela metade em quatro anos, Graziano chamou a atenção dos representantes de países para o desafio imposto aos povos. “Alguns países fracassarão em alcançar este marco, mas, baseado em experiência própria, creio que isso é possível e compatível com desenvolvimento econômico responsável, o uso sustentável dos recursos naturais e a busca da paz”, destacou.
“Minha meta é mobilizar os países de renda média e alta para que desempenhem um papel mais importante, não apenas como doadores de recursos financeiros, mas também por meio de apoio técnico, qualificado e relevante aos programas da FAO”, apontou.
O discurso de Graziano junto às delegações de países junto a FAO incluiu sua experiência à frente do Programa Fome Zero, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Brasil conseguiu, em oito anos, tirar 28 milhões de pessoas da situação de pobreza.
“Durante toda minha vida, trabalhei para fazer de meu país um lugar melhor, onde as pessoas pudessem viver com dignidade. Se for eleito, me guiarei pelo desejo dos fundadores da FAO em ver os recursos mundiais utilizados de maneira sensata, para o bem de toda a humanidade e pela paz”, apontou.
Fome
Ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan fez um pronunciamento ainda pela manhã. Ele criticou a falta de cooperação entre os países para resolver o problema da fome no mundo e acusou as nações mais ricas pela compra de terras em regiões pobres. Segundo Annan, para garantir a alimentação de suas populações, essas nações colocam em risco outros povos. Prêmio Nobel da Paz em 2001, Annan preside a Aliança por uma Revolução Verde na África (Agra), entidade financiada por doações de fundações filantrópicas americanas e britânicas.
O novo diretor-geral da FAO tem um grande desafio pela frente: erradicar o flagelo da fome. O planeta tem quase um bilhão de pessoas mundo em situação precária e faminta. Os dados da FAO apontam que, a cada seis segundos, uma criança morre na Terra devido a problemas relacionados à desnutrição. A entidade tem em seu orçamento cerca de US$ 1 bilhão, quantia considerada insatisfatória diante dos problemas. Os recursos são provenientes das contribuições obrigatórias dos países membros, além de doações.
Acesse a galeria de fotos da participação brasileira na Assembleia Geral da FAO:

http://www.flickr.com/photos/minagricultura

Quatro países são os principais importadores do couro brasileiro – Agrolink

De janeiro a maio de 2011, os principais mercados do couro brasileiro foram a China e Hong Kong, com US$ 268,34 milhões (30,2% de participação e aumento de 12%), Itália, com US$ 209,97 milhões (23,6% de participação e elevação de 22%), Estados Unidos, com US$ 95,46 milhões (10,7% e crescimento de 35%) e Alemanha (US$ 36 milhões, 4,1%, aumento de 68%).


Nestes cinco meses do ano, Coréia do Sul, com US$ 30,46 milhões (3,4% e 121%), México (US$ 27,36 milhões, incremento de 46%), Vietnã (US$ 24,67 milhões, elevação de 40%), Taiwan (Formosa, US$ 18,96 milhões, 84%) e Holanda (US$ 14,54 milhões, -1%) foram importantes destinos das exportações brasileiras.
Entre outros países que aumentaram as aquisições do produto nacional figuram a Noruega (US$ 14,31 milhões, 38%), África do Sul (US$ 12,56 milhões, 30%), Indonésia (US$ 12,48 milhões, 1%), Portugal (US$ 10,95 milhões, 70%), e Hungria (US$ 10,64 milhões, 103%).


Criada comissão de bem-estar animal – Agrolink

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento estabeleceu a Comissão Técnica Permanente de Bem-Estar Animal (CTBEA) para intensificar iniciativas para o bem-estar dos animais de produção e de interesse econômico nos diversos sistemas pecuários brasileiros, que inclui bovinos, aves e suínos, entre outros. As atribuições estão definidas na Portaria nº 524, publicada no Diário Oficial da União da última quarta-feira, 22 de junho.


O grupo tem como metas propor normas e recomendações técnicas de boas práticas para bem-estar animal e fomentar a capacitação dos diversos profissionais envolvidos nas cadeias pecuárias, como já ocorre por meio do Programa Nacional de Abate Humanitário (Steps). O projeto treinou cerca de 2,5 mil técnicos que atuam direta ou indiretamente com bem-estar animal desde 2009. A iniciativa é uma parceria do Ministério da Agricultura com a Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA, sigla em inglês).
“A nova Comissão vem ao encontro das exigências de mercados como a União Europeia, que cada vez mais cobra e audita parâmetros de bem-estar animal no Brasil”, ressalta a coordenadora da CTBEA, Andrea Parrilla.
Outro objetivo do grupo será incentivar a celebração de acordos, convênios e termos de cooperação com entidades públicas e privadas. Atualmente, a Embrapa Aves e Suínos e o Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (Etco) desenvolvem atividades em conjunto com o ministério, como cursos de formação de transportadores de suínos e treinamentos dos fiscais federais agropecuários.
Segundo Andrea Parilla, a norma também prevê uma maior interação dos estados com o tema, pois em cada Superintendência Federal da Agricultura haverá um representante técnico que responderá pelas demandas relacionadas à CTBEA. Os integrantes serão indicados pelos superintendentes e receberão qualificação em bem-estar animal.
Saiba mais
O conceito de bem-estar animal refere-se a uma boa ou satisfatória qualidade de vida que envolve determinados aspectos referentes ao animal tal como saúde, ambiente adequado, dieta e longevidade, entre outros.
A definição segue cinco premissas básicas: o animal deve ser livre de fome e de sede; de desconforto; de dor, lesões ou doença; desimpedido para expressar os seus comportamentos normais e isento de medo e aflição.
O bem-estar animal pode ser medido através de metodologias – fisiológicas e comportamentais – que reflitam com exatidão este conceito em diferentes situações.
A WSPA lançou, em junho de 2006, um importante documento para estabelecer critérios uniformes para a proteção dos animais em todo o mundo: a Declaração Universal de Bem-Estar Animal (Dubea). O acordo que estabelece diretrizes básicas de bem-estar, reconhecendo os animais como seres sencientes (que têm sentimentos) e sua proteção como importante meta para o pleno desenvolvimento social das nações.
Atualmente, mais de um bilhão de pessoas no mundo dependem diretamente dos animais para sobreviver, o que reforça a ideia do bem-estar animal como fator-chave no planejamento de estratégias para atingir os objetivos de desenvolvimento do milênio, como redução da pobreza e a promoção da sustentabilidade ambiental e da saúde humana.(Marcos Giesteira)


FMC é vencedora do XIV Prêmio ANDEF – Agrolink

Empresa recebeu premiação pelo projeto Plantando o 7, espetáculo teatral criado exclusivamente para ensinar a importância dos sete hábitos de atuação responsável


A FMC Agricultural Products comemora sua premiação na XIV edição do Prêmio ANDEF, categoria responsabilidade social, recebida na terça-feira (20-06), 20 de junho, em solenidade realizada pela entidade na capital paulista. O prêmio, considerado a maior premiação da agricultura brasileira, destaca as principais iniciativas voltadas para a sustentabilidade da agricultura nacional.
A FMC foi escolhida pela realização do projeto Plantando o 7, que levou a diversas cidades de Minas Gerais a peça homônima, criada exclusivamente para ensinar ao público infantil a importância dos sete hábitos de atuação responsável. As apresentações teatrais foram realizadas gratuitamente, em escolas municipais.
O espetáculo da Companhia de Teatro Sia Santa, de Campinas, é uma continuidade ao Programa de Atuação Responsável, criado em 2004 pela FMC. Sua finalidade é buscar nos 7 hábitos uma forma inovadora de divulgar e educar o homem do campo sobre as práticas de uso dos defensivos agrícolas. Aproveitando um conceito muito utilizado dentro das modernas corporações pela área de gestão de pessoas, a empresa criou os 7 Hábitos de Atuação Responsável, que, de forma simples e direta, sintetiza tudo o que o agricultor deve fazer antes, durante e depois de utilizar produtos químicos.
Desde sua implantação, o Plantando o 7 já foi apresentado em diversas cidades do Brasil. O projeto recebeu um público total de 15 mil espectadores, entre crianças e adolescentes da zona rural. O espetáculo é uma realização da Valente Produções.
Sinopse
Dirigida por Jorge Santini, a peça Plantando o 7 retrata o cotidiano de diversos personagens das histórias em quadrinhos, como: Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho e João e o pé de feijão.
É um dia como qualquer outro no mundo dos contos de fadas. E como todo dia normal, a Bruxa malvada tenta envenenar a pobre Branca de Neve. Mas sua tentativa falha, pois a jovem logo percebe que a maçã da Bruxa está cheia de vermes. Noutro canto da floresta, Chapeuzinho Vermelho cantarola enquanto caminha para a casa de sua vovó. A garota é logo abordada pelo Lobo Mau e o canino malvado ordena que ela lhe entregue todas as guloseimas da cesta. Mas para sua infelicidade, Chapeuzinho, preocupada com a saúde da vovó, não traz guloseimas, mas alimentos saudáveis. Mesmo assim, o Lobo rouba a cesta da garota, mas vê que as verduras e legumes estão doentes e bichados.
O pobre Gigante está com problemas de memória, porque, no momento em que perseguia João, o pé de feijão, que estava doente, não agüentou seu peso e ele caiu de ponta-cabeça. Em outro ponto da floresta, a Velha Bruxa continua a alimentar Joãozinho com a esperança de engordá-lo para, finalmente, poder comer o pobre garoto.
Mas ele não engorda e reclama do sabor das guloseimas que a Bruxa prepara. Ela fica desesperada ao perceber que o trigo está doente e que a farinha ficou amarga. Essa situação não pode continuar! Numa assembléia extraordinária, os vilões percebem que as verduras, frutas, legumes e grãos estão todos doentes e ficam felizes por receber a ajuda do Mestre do Campo, que é um estudioso da terra e, sabe os caminhos para resolver os problemas ligados à agricultura.
Após debate, os vilões acreditam ter encontrado a solução, mas o Mestre pede para que primeiro eles introduzam os princípios dos sete hábitos da atuação responsável em seu cotidiano. Ele ensina os vilões como adquirir os produtos necessários via o receituário agronômico, como armazenar os defensivos agrícolas, o uso correto de EPI (Equipamentos de Proteção Individual), a preparação da calda, a aplicação do produto, o transporte adequado, e como lidar com as sobras de embalagens.
Os vilões aprendem os sete hábitos e conseguem melhorar os resultados de suas lavouras e, assim, os contos clássicos seguem seu caminho natural, tendo o final já conhecido e esperado por todos: ‘E viveram felizes para sempre’.
Os Personagens do Espetáculo são: a Bruxa Malvada, a Branca de Neve, a Chapeuzinho Vermelho, o Lobo Mau, o Gigante, a Bruxa Velha, o Joãozinho e o Mestre de Campo. O espetáculo tem 40 minutos de duração.


Exportações de couros estão acima do contabilizado em 2010 – Agrolink

Na comparação maio do ano passado, os embarques ficaram 8% maiores, diz CICB


As exportações brasileiras de couros contabilizaram US$ 204,9 milhões em maio, com o embarque de 36,2 mil toneladas em maio. A receita representa crescimento de 8% em relação ao mês anterior e 30% superior em comparação a maio de 2010, segundo cálculos do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), baseado no balanço da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
“Embora as vendas externas tenham crescido, na verdade, este fato camufla os entraves que os curtumes vêm sofrendo para manter a competitividade e os mercados duramente conquistados ao longo de décadas”, diz o presidente do CICB, Wolfgang Goerlich.
“Como o mercado interno não absorve mais produtos, por estar saturado, as empresas são forçadas a focar no mercado externo, sofrendo os conhecidos efeitos nocivos da defasagem cambial, os entraves do chamado Custo Brasil, e sendo forçadas a operar com margens estreitas ou mesmo negativas”, explica.
Segundo o executivo, transferir o alto custo da matéria-prima principal se tornou uma tarefa impossível. “O encarecimento nos custos, quando transformado em dólares, acaba eliminando a rentabilidade e, por conseqüência, vem provocando prejuízos aos exportadores”, diz Goerlich, lembrando que muitos curtumes ainda enfrentam o esgotamento de suas linhas de crédito.
“Além da adversa política cambial, nossas empresas também são prejudicadas pela elevada carga tributária, pelas altíssimas taxas de juros e de contribuições sociais, excessiva burocracia, ausência de linhas de crédito para capital de giro e o pelo ‘apagão logístico’, observa o executivo.
Mesmo diante de tantos obstáculos, Wolfgang Goerlich salienta o esforço da indústria curtidora nacional para manter mercados duramente conquistados, e o esforço da abertura de novas frentes de negócios internacionais para o couro brasileiro.
ACUMULADO - Ele lembra que o total acumulado de couros e peles em 2011 foi de US$ 888,93 milhões, um crescimento de 25% em receita quando comparado aos cinco meses do ano passado e de 7% no volume, das 12,5 milhões de peças embarcadas de janeiro a maio deste ano. O crescimento da receita e dos volumes embarcados, entretanto, não representa aumento de margens, que, na verdade, estão sendo violentamente comprimidas.
MARKETING - Como exemplo das iniciativas tomadas para operar neste ambiente, o presidente do CICB destaca os esforços do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil na promoção do couro brasileiro, levando cada vez mais empresas para as principais feiras internacionais, com destaque para a próxima – a ACLE, em Xangai.
Os resultados altamente positivos da cooperação CICB/Apex-Brasil (Brazilian Leather) são cada vez mais expressivos e mantêm o couro brasileiro em evidência e acelerando as vendas apesar dos fatores negativos apontados acima.
O próximo evento de maior destaque promocional a ser realizado pelo CICB será o 1° Congresso Mundial de Couro no dia 9 de novembro no Rio de Janeiro. Será o maior evento do setor couro em âmbito mundial e uma oportunidade única para expor ao mundo a capacidade e a qualidade da nossa indústria curtidora.


Ensaio sobre a cegueira (Artigo) – Jornal Hoje em Dia

Hoje, vamos a São Leopoldo, no distante Rio Grande do Sul, onde há menos analfabetos e mendigos que na maioria dos municípios brasileiros. Os empresários locais acreditam que, em um país sério, analfabetismo e pobreza são males que têm cura. E, por ousarem apressar essa cura, são punidos pela burocracia federal, mais cega e sem rumo que os personagens de Saramago.

Silvino Geremia, um desses empresários, descreveu recentemente, para a revista Exame, um sintoma da cegueira federal: "Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam e fazem este país: investir em educação é contra a lei". Se você não acredita, leia o que se segue.

A empresa dele, a Geremia, fundada há 25 anos, fabrica equipamentos para extração de petróleo, com tecnologia de ponta e muita pesquisa, disputando mercados com indústrias dos Estados Unidos, Canadá e outros países. Por isso, precisa de gente qualificada. E qualificação, ainda que os ministros da Educação e da Previdência não saibam, exige cursos inovadores, boas escolas e bons livros.

Silvino criou, em 1988, um programa que custeia a educação dos funcionários, em todos os níveis. Do varredor do chão da fábrica até o técnico de primeira linha, todos podem estudar o que quiserem. "Se a União não tem recursos e eu tenho, acho que devo pagar a escola dos meus funcionários".

Jamais cobrou um centavo da União por investir no desenvolvimento das pessoas e do País. Mas, este ano, apareceu na empresa um fiscal do INSS e decretou que a escola oferecida ao trabalhador é salário indireto. Logo, a Geremia terá que recolher a contribuição social sobre os valores pagos às escolas, acrescida de juros de mora e multa por "atraso no pagamento ao INSS".

"Boquiaberto" é pouco, para descrever a reação do empresário, ao saber que terá de pagar 26 mil reais por oferecer educação gratuita aos empregados. Ele já recorreu à Justiça, não só pelo valor que extorquido, mas por considerar essa tributação um atentado à inteligência.

- Estou revoltado. Mesmo multado mil vezes não vou recolher um centavo - ele promete.

Nem teria que apresentar outros argumentos, de tão grosseiro que é o achaque, mas faz questão de esclarecer sua posição, coisa que o governo raramente faz:

- Mais da metade das crianças que iniciam a 1ª série não concluem o ciclo básico. A Constituição diz que educação é direito do cidadão e dever do Estado. E quem é o Estado? Somos nós, todos nós. E não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz.

Se a moda pega, diz Silvino, as empresas que criam mais benefícios para funcionários vão recuar. E recomenda ao governo que investigue quem desvia dinheiro, sonega impostos, rouba a Previdência ou contrata mão-de-obra sem registro.

- Não temos tempo a perder. Leis ultrapassadas e fora da realidade devem ser revogadas. A legislação e a mentalidade dos homens públicos devem se adequar aos novos tempos. E, por favor, deixem trabalhar em paz quem está fazendo alguma coisa.

Silvino jura que não desistirá de investir no patrimônio mais precioso da empresa: as pessoas. E reconhece: "Sou teimoso e não tem jeito".

Tomara que outros aprendam com ele. Mesmo que os burocratas mostrem os dentes, empresários corajosos e de visão podem curar a cegueira de Brasília.




Brasil elege Graziano para diretoria da FAO – O Estado de SP

O Brasil venceu sua primeira grande batalha diplomática internacional e elegeu ontem o engenheiro José Graziano diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Graziano venceu o ex-chanceler espanhol Miguel Ángel Moratinos, por 92 votos a 88.

Coordenador do programa Fome Zero no governo Luiz Inácio Lula da Silva e representante da FAO para a América Latina, Graziano se lançou como representante dos países emergentes contra o das nações mais desenvolvidas, representadas pelo espanhol Moratinos.
Com seis candidatos, a disputa foi uma das mais concorridas da história da entidade, comandada há 18 anos pelo senegalês Jacques Diouf. Na primeira rodada, os postulantes da Indonésia, Indroyono Soesilo (12 votos), da Áustria, Franz Fischler (10), do Iraque, Abdul Latif Rashid (6), e do Irã, Mohammad Saeid Noori Naeini (2), desistiram, quando ficou claro que a disputa se concentraria entre Graziano (77 votos) e Moratinos (72).

Campanha. Os momentos que antecederam a votação final, em Roma, foram de negociações diplomáticas intensas. O Brasil apostava na ideia de que o diretor não poderia ser um europeu, representante das nações que concentram a maior quantidade de subsídios agrícolas no mundo, emperrando o comércio internacional. Moratinos tentou usar o peso e os recursos dos países europeus a seu favor.



Depois das desistências, o G77, dos países não alinhados, e a China, reuniram-se para garantir o apoio em bloco ao brasileiro. O movimento de negociação escancarada e um pedido brasileiro para que a sessão fosse suspensa por meia hora revoltou os espanhóis, mas foi garantida pela mesa diretora. Graziano ainda obteve a declaração de voto dos candidatos da Indonésia e do Irã, enquanto Moratinos foi apoiado pelo austríaco, em um movimento que deixou claro a estratégia de cooperação Sul-Sul.

Em seu discurso de agradecimento, Graziano deixou claro de onde vieram seus apoios: "Quero agradecer a todos os países que participaram dessa eleição, começando pelos países de língua portuguesa, os primeiros a darem respaldo a nossa candidatura ainda sem saber o nome do candidato".

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