Benjamin constant



Baixar 223.6 Kb.
Página1/4
Encontro08.12.2017
Tamanho223.6 Kb.
  1   2   3   4

CONTRAPONTO


JORNAL ELETRÔNICO DA ASSOCIAÇÃO DOS EX-ALUNOS DO INSTITUTO

BENJAMIN CONSTANT

Criação: 25/Setembro DE 2006

( 110ª Edição - Maio/2017)

Legenda:

"Enquanto houver uma pessoa discriminada, todos nós seremos discriminados."

Por que é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito?!

Patrocinadores:


(ASSOCIAÇÃO DOS EX-ALUNOS DO IBC)
Editoração eletrônica: MÁRCIA DA SILVA BARRETO

Distribuição: gratuita

CONTATOS:

Telefone: (0XX21) 2551-2833

Correspondência: Rua Marquês de Abrantes 168 Apto. 203 - Bloco A

CEP: 22230-061 Rio de Janeiro - RJ

e-mail: contraponto.exaluibc@gmail.com

Site: jornalcontraponto.exaluibc.org.br/

EDITOR RESPONSÁVEL: VALDENITO DE SOUZA

e-mail: contraponto.exaluibc@gmail.com


EDITA E SOLICITA DIFUSÃO NA INTERNET.

SUMÁRIO:
1. EDITORIAL:

* Associação traça seu destino
2. A DIRETORIA EM AÇÃO # DIRETORIA EXECUTIVAR
resultado final da eleição para os cargos do Conselho Deliberativo, do Conselho Fiscal e da Diretoria Executiva da Associação dos Ex-Alunos do Instituto Benjamin Constant.

3. O IBC EM FOCO # VITOR ALBERTO DA SILVA MARQUES:

* O IBC o MEC e os desafios
4. ANTENA POLÍTICA # HERCEN HILDEBRANDT:

* Quem somos nós? Qual é o nosso lado?


5. DE OLHO NA LEI #MÁRCIO LACERDA:

* Servidor Público do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro com Deficiência Visual Garante Direito à Aposentadoria Especial.


6. DV EM DESTAQUE# JOSÉ WALTER FIGUEREDO:

* Prótese orgânica pode tratar cegueira degenerativa


7. TRIBUNA EDUCACIONAL # SALETE SEMITELA:

* Sexualidade na Sala de Aula


8. SAÚDE OCULAR #:

* Os transplantes de córnea podem estar com os dias contados


9. DV-INFO # CLEVERSON CASARIN ULIANA:

* Hackers podem usar ondas sonoras para controlar o seu smartphone


10. IMAGENS QUE FALAM # CIDA LEITE:

* Terceiro encontro “Inter” Nacional de Áudiodescrição


11. PAINEL ACESSIBILIDADE # DEBORAH PRATES:

* Dispositivos para acessibilidade em salas de cinema


12. PERSONA # IVONETE SANTOS:

* Entrevista com kika de castro que é fotógrafa e dona de uma agência de modelos para pessoas com algum tipo de deficiência

13. IMAGEM PESSOAL # TÂNIA ARAÚJO:

* Manhêêêêê!


14. REENCONTRO # :

* Eunicio Laina Soares


15. OBSERVATÓRIO EXALUIBC # VALDENITO DE SOUZA:

* ConJur - TRT-2 fará curso sobre PJe para advogados com deficiência visual


16. PANORAMA PARAOLÍMPICO # ROBERTO PAIXÃO:

1. Brasil segue na liderança do Ranking Mundial de Goalball nas duas categorias

2. Com dois de Jefinho, ICB vence Apace e comemora o hexa regional!

3. Considerações finais


17. TIRANDO DE LETRA # COLUNA LIVRE

* Encontro Feliz


18. BENGALA DE FOGO # COLUNA LIVRE

* Banhista chama polícia para tirar cão-guia de turista cega da praia em Balneário Camboriú e gera tumulto


19. CONTRAPONTO NO AR # MARCOS RANGEL:

* A RC e sua Programação


20. CLASSIFICADOS CONTRAPONTO # ANÚNCIOS GRATUÍTOS

* Se você foi lesado pelo banco, bote a boca no trombone


21. FALE COM O CONTRAPONTO#: CARTAS DOS LEITORES
--
ATENÇÃO:

"As opiniões expressas nesta publicação são de inteira responsabilidade de seus colunistas".


#1. EDITORIAL


NOSSA OPINIÃO:
* Associação traça seu destino
Minha gente: Ao iniciar esta minha comunicação, devo dizer que refleti bastante, antes de decidir quebrar o silêncio após as eleições na associação dos Ex-alunos do IBC. Entendo que qualquer manifestação relativa ao evento deve manter o equilíbrio entre a razão e qualquer sentimento de

intolerância que nos afaste. Por conta do fim de mandato, estou deixando o Conselho Deliberativo,

no qual exerci por longo tempo a sua Presidência. Ao optar por me candidatar agora à presidência de nossa entidade, minha intenção era a de tentar revitalizar a associação que durante três exercícios consecutivos (2011 a 2013, 2013 a 2015, 2015 a 2017), promovia pleitos sob chapa única. Esse fato revelava a fragilidade de nossa entidade. Daí a iniciativa em concorrer com uma outra chapa. Foi feito de minha parte um chamamento rápido, a companheiros e companheiras que se dispusessem a

trabalhar juntos pelo crescimento da associação, que para minha satisfação, aceitaram com entusiasmo a empreitada. Formamos uma equipe coesa, em torno de propostas concretas, que visavam ampliar o nosso quadro social e resgatar aqueles que antes, dele faziam parte. Ao final

do pleito, feita a contagem dos votos, os números indicavam que a associação deveria permanecer como está. A verdade é que até hoje, literalmente os eleitores, de um lado e de outro, não conhecem as propostas do grupo. Isso pode revelar por parte desse grupo gestor vencedor, desprezo por princípios democráticos elementares, em face das demandas dos associados, em números significativos, transitórios, bem como, ausência de massa crítica, frente à realidade presente. Durante minha atuação em diferentes áreas de nossa associação, as perguntas correntes e

constantes, são: O que é essa associação? Para que serve? Quais seus projetos para alcançar mais associados, não só em época de eleição, de um modo geral, sazonais? O que esperarmos dela?

Todas essas perguntas permanecerão sem respostas se não houver uma maior aproximação entre os gestores e seus associados. Desde 2002 percorri várias instâncias de nossa entidade, seja como membro do Conselho Deliberativo, de 2003 a 2005, seja como vice-presidente da associação,

de 2005 a 2007, seja como presidente da associação, de 2007 a 2009, seja como membro do Conselho Deliberativo, de 2009 até 2017. Como vice-presidente e presidente da entidade, tivemos uma pauta intensa a ser cumprida, e creio que a cumprimos satisfatoriamente, sem medir esforços, sempre de forma digna e transparente em favor do associado.

Neste último exercício, como membro do Conselho Deliberativo, eu e meus companheiros, deixamos um legado significativo: A proposta à Diretoria, de criação de uma lista dos membros dos órgãos, com o objetivo de obter uma articulação entre eles;

a criação de ferramenta virtual, visando a realização de algumas de suas reuniões de diretoria e dos conselhos, a partir da própria casa dos seus membros;

a implantação de um novo marco regulatório (diretrizes) de nossa lista de discussão e informação;

a criação, em vias de ser implantada, da lista dos associados que permitirá uma maior aproximação entre eles e seus órgãos;

a abertura de canal sistemático entre os órgãos, visando melhor discutir os problemas e possíveis soluções a serem dados pelos setores competentes, à comunidade dos associados.
Cabe aos novos gestores manter e fazer funcionar esse relevante legado, lhe atribuindo um sentido prático.

A sobrevivência de nossa entidade vai depender de uma série de fatores, vinculados ao grau de organização que nos impusermos, e não apenas à atuação isolada da Diretoria Executiva e de seu presidente.

Assim, os Conselhos, Deliberativo e fiscal, devem saber que não são apêndices da Diretoria. Eles são órgãos nitidamente independentes, cada qual com sua função: Enquanto a Diretoria administra e define ações e estratégias na execução dessas ações, o Deliberativo, dentro dos seus atuais limites, pode propor algumas medidas, e o Conselho Fiscal, conforme seu nome diz, fiscaliza as ações da Diretoria, com o respaldo da assembleia. Entendo que o êxito da Diretoria eleita vai depender do grau de compromisso e coesão de seus membros. Agora passarei a ser um associado comum, cobrando vigorosamente ações em prol do coletivo dos associados.

Essa postura combativa é própria de meu perfil, enquanto associado e cidadão. Então, nada vai mudar, quanto a mim.

Temos de resistir à tentação de usar a associação como escudo para nossos projetos de promoção pessoal. Estes devem dar lugar a projetos de promoção coletiva do segmento como um todo.

É urgente que haja uma mudança de paradigma na orientação de nossa entidade, sob pena de termos de participar da assembleia de encerramento de suas atividades


E lembremos que: A Associação somos todos nós, na luta e no prazer, no pensar e no fazer.
Vitor Alberto, representante da chapa que concorreu com a chapa vencedora.

#2. A DIRETORIA EM AÇÃO


ASSOCIAÇÃO DOS EX-ALUNOS DO INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT
Diretoria Executiva
Edital Nº 08, de 06 de maio de 2017

Divulga o resultado final da eleição para os cargos do Conselho Deliberativo, do Conselho Fiscal e da Diretoria Executiva da Associação dos Ex-Alunos do Instituto Benjamin Constant.

O Presidente da Comissão Eleitoral, considerando os termos peremptórios do artigo 37, caput, do Estatuto, torna público o resultado das eleições para o Conselho Deliberativo, o Conselho Fiscal e a Diretoria Executiva da Associação dos Ex-Alunos do Instituto Benjamin Constant, na forma do
anexo I que acompanha o presente edital.

ANEXO I


Ata da Eleição da Associação dos Ex-Alunos do Instituto Benjamin Constant

Aos 06 dias do mês de maio de 2017, na forma do que restou estabelecido no edital Nº 04, de 30/04/2017, os associados da Associação dos Ex-Alunos do Instituto Benjamin Constant (IBC), entidade privada sem fins lucrativos, inscrita no CNPJ Nº 07.264.568./0001-69, com presença


devidamente registrada em lista própria, nos termos do Estatuto em vigor, reuniram-se na sede do Instituto Benjamin Constant, na Avenida Pasteur, 368, Urca, Rio de Janeiro, para a eleição dos membros da Diretoria Executiva, do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal da entidade,
para o biênio 2017/2019.

A escolha dos eleitos teve início às 10:15 h na sala Nº 24 do Instituto Benjamin Constant, após o lacre da urna receptora dos votos na presença dos fiscais das chapas, os associados Baltazar Rodrigues (chapa 01), César Roberto Alves Rodrigues e Cristiano Elias (chapa 02), de acordo com o que estabelece o artigo 34 do Estatuto. O pleito se estendeu por cinco horas ininterruptas, até as 15:15, quando então foi encerrada a votação e teve início a apuração do resultado, de acordo com


o que prescreve o artigo 35 do Estatuto.

Tão logo se iniciou a apuração, o Presidente da Comissão Eleitoral declarou aos presentes que o Conselho Deliberativo e o Conselho Fiscal da Associação foram eleitos por aclamação, uma vez que houve apenas uma chapa concorrendo a cada um desses órgãos. Assim sendo, o Conselho


Deliberativo e o Conselho Fiscal da Associação passaram a ter a seguinte composição para o biênio 2017/2019:

Conselho Deliberativo:


I - Titulares:


Antônio Amaral Mendes Sobrinho
Eliseu Rodrigues de Moraes
Flávio Augusto da Costa Queiroz
Hercen Rodrigues Torres Hildebrandt
Jansen Azevedo Lima
João de Souza Sena
Jorge Gonçalves da silva
José de Assumpção Rocha
José Maria Bernardo
Nair Santos Oliveira
Severino Ramos Campelo

II - Suplentes:


Daniel da Costa Bravin
Darc Melgaço Bulcão
Gilcimar Afonso
Giovane Nunes da Silva
Jorge Luiz Cardoso
Luzia Anatildes Paes Muniz
Marcos Valério Gomes Rangel
Sandro Laina Soares
Vera Lúcia Melo Borges da Costa

Conselho Fiscal:


1. Ivonete Euclides dos Santos: presidente


2. Ana Cristina Zenun Hildebrandt: relatora
3. Cristina de Freitas: secretária
4. Sebastião Rodrigues de Alvarenga: suplente.

Ultimada a aclamação dos eleitos para o Conselho Deliberativo e para o Conselho Fiscal na forma como referido anteriormente, teve início a apuração dos votos atribuídos aos candidatos à Diretoria Executiva da Associação. Neste sentido, foram considerados aptos a votar no processo eleitoral relativo ao biênio 2017/2019 60 (sessenta) associados, comparecendo ao pleito 47 (quarenta e sete), conforme anexo II que acompanha o presente edital.

Encerrada a contagem dos votos, sagrou-se vitoriosa no pleito a Chapa 02, com 26 (vinte e seis) votos, alcançando assim a maioria simples de que trata o artigo 35 do Estatuto. Por sua vez, restou
derrotada na eleição a Chapa 01 que obteve 21 (vinte e um) votos, quantia insuficiente para alcançar a maioria simples de que trata o já citado artigo 35 do Estatuto. Cabe salientar que não foram registrados votos brancos e nulos na apuração, tampouco foi apresentada qualquer impugnação ao resultado, na forma como estabelece o artigo 37 do Estatuto.

Assim sendo, foram considerados eleitos para a Diretoria Executiva da Associação para o biênio 2017/2019 os seguintes membros:


Presidente: Gílson Gonçalves Josefino;


Profissão: Técnico de Atividade Judiciária;
Vice-Presidente: Maria Luzia do Livramento;
Profissão: Professora;
Primeira-secretária: Shelyda Machado da Silva;
Profissão: Revisora Braille;
Segundo-secretário: Michael Ramos Carvalho;
Profissão: Servidor Público;
Primeiro-Tesoureiro: Carlos Dutra Guedes Junior;
Profissão: Professor;
Segundo-Tesoureiro: Heverton de Souza Bezerra da Silva;
Profissão: Professor.

Concluídos os trabalhos, o Presidente da Comissão Eleitoral comunicou aos eleitos que o mandato terá a duração de 02 (dois) anos, com início em 13/05/2017 e término em 13/05/2019, ficando os eleitos, desde já, convocados para a solenidade de POSSE, que se realizará às 17:00 h do dia 12/05/2017, na sala Nº 251 do edifício-sede do Instituto Benjamin Constant, com endereço na Avenida Pasteur, 350/368, Urca, Rio de Janeiro. Por último, consignou que além dos membros da Comissão Eleitoral, também participaram dos trabalhos na qualidade de voluntários os Senhores Hugo Semitela de Alvarenga, Ângelo Semitela de Alvarenga, Pedro Henrique Pinto Paiva e Júlia Pereira de Carvalho, os quais foram de grande valia para a efetivação da escolha dos novos membros do Conselho Deliberativo, do Conselho Fiscal e da Diretoria Executiva. Em seguida, agradeceu a presença de todos e encerrou a eleição, com os votos de que os eleitos sejam exitosos na execução da tarefa que a eles foi confiada.


Rio de Janeiro, 06 de maio de 2017.

Cláudio de Castro Panoeiro
Presidente da Comissão Eleitoral

#3. O IBC EM FOCO


Colunista: VITOR ALBERTO DA SILVA MARQUES ( vt.asm@oi.com.br)
* O IBC o MEC e os desafios
Nesta coluna sempre primei pelo cuidado com as informações a serem disponibilizadas, bem como pela veracidade delas, em função da responsabilidade que me cabe, diante do peso e da dimensão do que representa uma instituição educacional como a nossa, detentora de relevante importância social e histórica, se aproximando de completar 163 anos de trajetória de realizações, junto às crianças e adolescentes com deficiência visual e outras deficiências associadas.
A atual abrangência do IBC, passa pelo atendimento a uma imensa gama de usuários, desde a Estimulação Precoce, ainda bebês, até à manutenção do jardim, dos nove anos do ensino fundamental, do setor da reabilitação, apoiando pessoas cegas já adultas, com sua experiência de vida acumuladas, por isso dispostas a reeiniciar e sua caminhada, em busca de da construção de uma nova identidade.
No plano externo, o IBC tem mantido agora, uma relação amistosa com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI), órgão do MEC, que coordena as políticas públicas para as diferentes grupos minoritários socialmente: como negros, índios e

outros segmentos, também o do segmento das pessoas com Deficiência.


Como já é sabido pelos leitores, a exemplo de outras instituições federais, estaduais e municipais,

O IBC vive um quadro de crise sem precedentes, devido a fatores políticos, econômicos e sociais,

que breve poderão produzir seus ácidos frutos, afetando os seus alunos, com a retirada em massa de funcionários em processo de aposentadoria.
Há aí um duplo sentido:

De um lado, o processo de perda de parcela de funcionários valorosos; de outro lado, a oxigenação do nosso espaço, com novos servidores treinando em exercício, se preparando para as responsabilidades de acolher os alunos que entram.


No que toca à disponibilização de informações do que o IBC produz, o acesso à nossa página ainda se mantém precário, até para o público não cego, a despeito dos esforços dispendidos pelos técnicos servidores, e pelo monitoramento da nossa Comissão de acessibilidade, que além de prestar assessoria a instituições externas, públicas e privadas, vem se empenhando em solucionar questões internas de acessibilidade.
Ao referir a área pedagógica, o quadro se torna igualmente preocupante, já que o IBC vem recebendo alunos com as mais diversas anomalias, o que nos obriga a adoção de uma política de distensão, buscando uma forma de atendimento a essas crianças, visando incluí-las, atendendo a exigências legais nem sempre viáveis em seu cumprimento.
Um exemplo vivo é o de um aluno que chegando no IBC este ano, vindo do município do RJ, no nono ano, não sabe ler nem escrever, e quando perguntado ao início dano letivo em fevereiro, sobre a data de seu nascimento, ele diz não saber. Foi de imediato encaminhado a um estudo de caso.

No município não houve avaliação alguma que pudesse aferir sua performance, fato a lamentar. Não quero crer que isso faça parte de uma política de inclusão escolar!


Em outra oportunidade pretendo aprofundar essa discussão, para melhor aclarar essas questões que poderão depender de recursos em seu processo de implantação. Com a palavra, o MEC.

#4. ANTENA POLÍTICA


Colunista: HERCEN HILDEBRANDT (hercen@terra.com.br)
* Quem somos nós? Qual é o nosso lado?
Vivemos a era da inconsequência.
Desde a reeleição da Presidente Dilma Roussef, em 2014, as elites brasileiras deram início a uma luta sem tréguas contra os intrusos do Partido dos Trabalhadores, que, pela via institucional, na forma das leis vigentes, "usurparam-lhes" o controle do Estado brasileiro, que elas acreditam pertencer-lhes por desígnio da própria natureza. Sua ação justificava-se pela intensa "robalheira" que atribuíam aos intrusos, especialmente através de fraudes em contratos da Petrobras com grandes

empreiteiras para realização de obras.


Impedida Dilma, por um golpe judicial-parlamentar, teve início uma disputa inconsequente entre os diversos setores das próprias elites. As notícias parecem dar-nos conta de que chegou o momento de fechar o grande balcão de negócios conhecido como PMDB e tirar de cena o partido de cima do muro, o PSDB. As elites já não os julgam necessários a seus interesses.
Acreditar que uma operação policial que consiste em surpreender suspeitos, conduzi-los à força para prestar depoimento e divulgar intensamente seus supostos crimes por uma empresa jornalística que cresceu e se tornou a mais poderosa do país como porta-voz da ditadura empresarial-militar porá fim à corrupção, histórica em nosso país, é como confiar a guarda de uma fortuna a um bando de ladrões.
Para escapar às investigações, o atual governo, este sim, usurpador, oferece às elites medidas como a suspensão dos investimentos em políticas públicas, extinção dos direitos trabalhistas e da previdência Social, entrega de nossas riquezas naturais e de nossas empresas públicas ao grande capital transnacional, etc.
Qual será o futuro de nosso país? Certamente será o futuro de sua classe trabalhadora. No Brasil, a luta de classes nunca esteve tão óbvia! De um lado, os donos do capital, sempre dispostos a se apropriar da mais valia dos trabalhadores. Do outro, os trabalhadores, os que fazem funcionar o

sistema produtivo; os que multiplicam o capital.


Quem somos nós? Qual é o nosso lado?
hercen@terra.com.br

#5. DE OLHO NA LEI


Colunista: MÁRCIO LACERDA ( marcio.o.lacerda@gmail.com)
* Servidor Público do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro com Deficiência Visual Garante Direito à Aposentadoria Especial.
Em sede de mandado de injunção, Jorge Gonçalves da Silva, servidor do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro com deficiência visual, assegurou direito à aposentadoria especial, com lastro no artigo 40, § 4º, inciso I, da Constituição da República, a que fazem jus os servidores públicos com deficiência.
Oportuno esclarecer que o mandado de injunção é um remédio jurídico previsto no artigo 5º, inciso LXXI, da Constituição da República, cuja finalidade é garantir o exercício de um direito que, por falta de regulamentação do poder público, não possui efetividade e, portanto, não pode ser exercitado. A regulamentação pode operar-se por lei, quando decorre do Poder Legislativo, ou por ato normativo editado no âmbito do Poder Executivo.
A aposentadoria especial exige a regulamentação por meio de lei complementar. No ano de 2013, o legislador infraconstitucional, isto é, o Congresso Nacional, aprovou a Lei Complementar nº 142, de 8 de maio de 2013, que regulamenta o § 1º do artigo 201 da Constituição da República no tocante à pessoa com deficiência segurada do Regime Geral da Previdência Social.
Registre-se que os servidores públicos com deficiência são segurados de regime próprio, não sendo regidos, em princípio, pelo RGPS.
Não obstante, como dito, a aposentadoria especial a que tem direito os servidores públicos com deficiência depende de lei complementar, que ainda não foi aprovada pelo Congresso Nacional.
Tal omissão, por parte do Congresso, deu causa à propositura do Mandado de Injunção 6.604 Distrito Federal pelo servidor do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, sob patrocínio da Defensoria Pública do referido ente federativo, impetrado no Supremo Tribunal Federal (STF), órgão máximo do Poder Judiciário pátrio, guardião da Constituição e responsável por julgar as ausências de regulamentações que tornem inefetivas as normas constitucionais.
A solução para a omissão do poder público, conforme entendimento fixado na decisão monocrática da Ministra Cármen Lúcia, é aplicar-se a Lei Complementar nº 142/2013 aos servidores públicos com deficiência, enquanto o Congresso Nacional não aprovar, e o presidente sancionar, o projeto de lei complementar para que, promulgada, a respectiva lei complementar dê a devida efetividade à norma constitucional constante no artigo 40, § 4º, inciso I, da Constituição da República de 1988.
Merece destaque, antes de concluirmos a presente, o fato de que o impetrante possuía 28 anos de contribuição. Assim, conforme assentado pelo STF, os servidores públicos com deficiência visual fazem jus à aposentadoria especial no momento em que atingirem 25 anos de contribuição, com fundamento no art. 3º, inciso I, da Lei Complementar nº 142/2013, aplicada em razão da falta de regulamentação própria incidente nos servidores públicos com deficiência.
A decisão pode ser acessada no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11266461.
Márcio Lacerda

E-mail: Marcio.lacerda29@globol.com

Twitter: @MarcioLacerda29

#6. DV EM DESTAQUE


Colunista: JOSÉ WALTER FIGUEREDO (jowfig@gmail.com)
* Prótese orgânica pode tratar cegueira degenerativa
Novo dispositivo devolveu fotossensibilidade a ratos com retinite pigmentosa e deve ser testado em humanos ainda neste ano
Novo tratamento pode restaurar a visão de pacientes com cegueira degenerativa
Cientistas italianos desenvolveram uma nova prótese de retina que pode devolver parte da visão a quem sofre de cegueira degenerativa. Em ratos, o experimento proporcionou uma significativa restauração das funções visuais, permitindo que os animais se orientassem pela luz. O estudo foi publicado na semana passada na revista científica Nature Materials, e os testes em humanos devem começar no segundo semestre de 2017.
Retinite pigmentosa

A retinite pigmentosa é um tipo de degeneração da retina que leva à perda da visão. Pacientes afetados sentem, inicialmente, cegueira noturna seguida de redução do campo visual.


Mais de 20 milhões de pessoas ao redor do mundo são cegas ou estão em risco de ficar por causa de doenças degenerativas que afetam a retina, como a degeneração macular e a retinite pigmentosa.
Nos olhos saudáveis, quando uma imagem entra na retina, ela é transformada em padrões de impulsos elétricos que são transportados ao cérebro pelos neurônios. Essas doenças danificam algumas das células responsáveis por fazer essa tradução, os fotorreceptores, enquanto outras ficam intactas.
Nova prótese de retina

O novo mecanismo é formado por camadas fotoativas de polímeros e de fibroína – proteína insolúvel criada por aranhas e bicho-da-seda. Quando instalados cirurgicamente, no meio da retina dos animais cegos, esses materiais respondem à luz e ativam os neurônios restantes no olho degenerado. No entanto, os cientistas admitiram no artigo que “o processo detalhado da atuação da prótese permanece incerto”.


Segundo o estudo, a invenção difere das outras próteses já concebidas e estudadas por ser totalmente orgânica, ter total autonomia de operação e alta duração. Além disso, o material é “flexível e confortável”, sendo mais tolerável para o corpo. Outra vantagem é que, como a prótese é feita com ingredientes naturais, não apresenta a necessidade de recarga ou manutenção frequente.
Para testar sua eficácia, os pesquisadores utilizaram ratos com retinite pigmentosa herdada geneticamente e ratos saudáveis. Eles inseriram a prótese em parte dos animais cegos e não trataram o restante, para comparação. Depois de trinta dias da inserção, o reflexo das pupilas dos ratos operados à luz não foi muito melhor que a dos não tratados quando estimulados com uma iluminação fraca, um pouco mais brilhante que a de uma lua cheia. Mas, com uma claridade mais forte, como a de um crepúsculo, a resposta dos animais com a prótese foi bem melhor, semelhante à de indivíduos saudáveis.
Por meio de tomografias, os cientistas observaram que o cérebro dos animais tratados apresentava um aumento de atividade no córtex visual primário, que processa a informação visual. Eles acreditam que esse é o caminho para curar a cegueira provocada por doenças degenerativas, como a retinite pigmentosa, com próteses totalmente orgânicas, compatíveis com o olho humano e autônomas.
Tratamentos para a cegueira

Atualmente, já estão disponíveis os implantes de olhos biônicos. Eles também são próteses colocadas na retina, mas, nesse caso, se trata de um receptor eletrônico desenvolvido para interpretar imagens capturadas por uma microcâmera de vídeo, instalada em um par de óculos. Outro tratamento foi concebido em 2012 por pesquisadores da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos. Eles desenvolveram um modelo similar ao italiano, só que artificial. O dispositivo americano reproduz o código normalmente usado pela retina para se comunicar com o cérebro, permitindo aos ratos cegos enxergarem novamente. Há também uma terapia genética, desenvolvida em 2010, que restaura as células afetadas pela retinite pigmentosa.


Fonte: http://veja.abril.com.br/ciencia/protese-organica-pode-tratar-cegueira-d...

#7. TRIBUNA EDUCACIONAL


Colunista: SALETE SEMITELA (saletesemitela@gmail.com)
* Sexualidade na Sala de Aula
(Marina S. Rodrigues Almeida: Psicóloga, Psicopedagoga e Pedagoga)
INTRODUÇÃO A SEXUALIDADE INFANTIL:
Hoje em dia, as crianças, em sua maioria já sabem que o nenê "sai da barriga da mãe". Mas esta é a resposta mais simples e outras perguntas complementares ainda suscitam dúvidas e ansiedade no momento de serem respondidas, principalmente quando questionam "como o bebê entrou na

barriga da mãe"?


Além disso, comportamentos infantis que demonstram a sexualidade da criança são muitas vezes difíceis de serem trabalhados, tanto em casa como na escola. Brincadeiras de descoberta sexual, masturbação, atitudes que aparentam homossexualidade são alguns fatos comuns observados no

cotidiano infantil e seguidamente são mal compreendidos ou mal conduzidos pelos adultos que lidam com as crianças. Portanto, faz-se necessário um maior entendimento teórico sobre sexualidade infantil para que haja menos inadequações no manejo destes comportamentos.


A sexualidade da criança começa no imaginário dos pais, antes mesmo do nascimento. Todos os pais têm expectativas em relação a seus filhos, conscientes ou inconscientes, e uma destas diz respeito à sexualidade da criança. Esta ao nascer pode corresponder à expectativa ou não e se

desenvolverá conforme for a aceitação do sexo da criança pelos pais.


A partir do nascimento podemos classificar a curiosidade sexual de forma genérica em:
1ª curiosidade sexual - auto-descobrimento do corpo
2ª curiosidade sexual - eliminação de excreções
3ª curiosidade sexual - diferenciação dos sexos
4ª curiosidade sexual - nascimento
5ª curiosidade sexual - puberdade
6ª curiosidade sexual - adolescência.
Para responder aos questionamentos de ordem sexual das crianças, deve-se ter claro que "a criança que tem idade para perguntar, tem idade para ouvir a resposta".
O tom de voz, o olhar, a postura de quem responde devem ser valorizados para que não sejam artificiais nem repressores.
Para satisfazer a curiosidade infantil, o adulto deve seguir os seguintes princípios:
1. saber porque e de onde vem a pergunta;
2. honestidade;
3. restringir-se à pergunta feita, sem se estender;
4. progredir com base no que a criança já conhece;
5. fornecer explicações em linguagem simples e familiar;
6. sempre que possível, corresponder ao momento em que a criança solicita;
7. repetir, se necessário.
Em relação aos comportamentos sexuais observados em sala de aula, como beijos, exploração do corpo do colega, jogos sexuais, o educador pode pautar-se sobre os mesmos princípios que usa para outros comportamentos inadequados em aula, ou seja, demonstrar que entende a curiosidade mas

que a escola é um lugar onde deve-se respeitar a vontade dos outros e que estão lá para aprender, brincar, etc.


O educador não deve se omitir, ao contrário, deve orientar para brincadeiras e comportamentos adequados, mas sem passar valores morais reprovadores como se a curiosidade fosse algo negativo, "feio" ou pecaminoso.
Alguns profissionais, na tentativa de serem "modernos" estimulam uma sexualidade precoce, incentivando danças de músicas atuais erotizadas, namoros entre os alunos, identificação com modelos da mídia  etc... As crianças e adolescentes procuram corresponder às expectativas dos

adultos e acabam se expondo inadequadamente para sua faixa etária e assumindo rótulos distorcidos de seu gênero sexual, tais como: mulher se exibe e homem é machão. Estas questões deverão ser debatidas e esclarecidas na escola, mostrando que há uma diferença entre o real e o imaginário social, midiático, familiar, escolar, promovendo desta maneira uma consciência humanizadora e possível.


A sexualidade infantil é inerente a qualquer criança e sua demonstração será particular a cada uma, sendo que aos educadores cabe conhecê-la, respeitá-la, conduzi-la de forma adequada, sem estimulação nem repressão e tendo sempre em mente uma auto-reflexão de sua própria sexualidade.
A questão de convocar os pais para conversar sobre a sexualidade do aluno, deverá ser investigada caso a caso: qual o propósito desta convocação? o que vou contribuir? o que espero dos pais? por que isto me incomoda? há sincera preocupação ou pré-conceito disfarçado? por que acredito que ser heterossexual é o correto, aceitável? etc... Na dúvida procurar algum profissional da escola para discutirem o assunto, antes de convocar os pais.
Lembre-se de que qualquer forma de discriminação é crime previsto na Constituição Federal.
HOMOSSEXUALIDADE:
Eis um tema delicado, a ser cogitado com prudência, cautela, e ampla reflexão, na atualidade de nossas experiências evolutivas.
A homossexualidade se define pela tendência da criatura ter preferência sexual para relacionar-se e conviver com uma outra criatura de seu mesmo sexo.
Esse impulso, na ciência do comportamento, ainda não encontra explicações razoáveis ou justas na área da psicologia, por que essa ciência ainda não está inteiramente realizada.
Neste sentido a orientação da libido de uma pessoa em direção a um objeto do mesmo sexo, ou em direção a um objeto do sexo oposto, não tem diferença essencial qualitativa ou normativa, isto é, esta ou aquela orientação não é mais ou menos adequada, normal ou patológica do que outra.
Escreve Freud (1905) nos Três Ensaios sobre a Sexualidade: "O afeto de uma criança por seus pais é sem dúvida o traço infantil mais importante que, depois de revivido na puberdade, indica o caminho para sua escolha de um objeto sexual, mas não é o único. Outros pontos de partida com a

mesma origem primitiva possibilitam ao homem desenvolver mais de uma linha sexual, baseada não menos em sua infância, mas também no ambiente, na relações, na história individual, etc estabelecendo condições muito variadas para sua escolha de objeto sexual." (...) "As inumeráveis

peculiaridades da vida erótica dos seres humanos, assim como o caráter compulsivo do processo de apaixonar-se, são inteiramente ininteligíveis, salvo pela referência à infância e como efeitos residuais da infância".
É interessante assinalar que a homossexualidade tanto quanto a heterossexualidade são comportamentos e, enquanto tais, não significam necessariamente identidades.
Freud tinha uma noção clara dessa questão e, não obstante as dificuldades e os aspectos, patológicos ou não, relacionados com os comportamentos sexuais, jamais considerou homossexualidade como algo patológico em si. Pelo contrário, o que com ele a psicanálise desenvolveu, independente das várias escolas de pensamento analítico, foi uma visão que procurou, como em qualquer outro comportamento humano, relacionar sua raiz à origem corporal e material da mente, ou seja, ao

mundo da infância.


Assim no seu ensaio "Sobre a Psicogênese de um Caso de Homossexualismo Feminino" (1920) Freud escreve: "Não compete à psicanálise solucionar o problema do homossexualismo. Ela deve contentar-se com revelar os mecanismos psíquicos que culminaram na determinação da escolha de

objeto".
Portanto, a Psicanálise contribui para o indivíduo redefinir sua vida, sua autoestima, seu posicionamento no mundo mental e  adaptação ao mundo social.


Se a raiz é infantil, quando se trata de um adulto, ou mesmo de uma criança ou adolescente, a árvore já nasceu, cresceu e sua folhagem abre-se para algo que ainda não se perfez. Tudo que é vivo, é

inconcluso, imperfeito, não terminado, incluindo o modo de comportar-se não sendo possível uma intervenção quer seja analítica, escolar, moral, nos restando compreensão e empatia. Caso estes sentimentos não apareçam, provavelmente à relação quer seja com o aluno x educador ou analista x,

será truncada, provavelmente não haverá crescimento humano.
É útil considerarmos a sutil diferença de tratarmos qualquer pessoa por sua orientação sexual e transformá-la na identidade do sujeito: ele é gay, ela é lésbica, etc... Criamos um estigma de identidade, assim, um adjetivo pode se tornar um nome e o possuidor de uma pulsão homossexual é então chamado um homossexual. Aquilo que era apenas uma pulsão, dentre outras foi transformado, pela magia das palavras, em uma identidade, um estado, um distúrbio, uma doença, uma perversão".
Não existe nada que possa explicar a homossexualidade e, portanto, não pode existir teoria unitária quanto à etiologia, à dinâmica ou tratamento.
Aqui podemos ressaltar as contribuições de Bion (1980) quando enfatiza a relação entre capacidade de sonhar, capacidade para pensar e o mundo bruto das sensações e das emoções que poderão ou não estar comprometidas. Cabe ao educador explorar estas áreas através dos conteúdos pedagógicos A capacidade de pensar é determinante para o aprendizado, sendo o resultado das transformações possíveis entre experiência corporal/sexualidade, criação e experiência estética.

# 8.SAÚDE OCULAR


A Saúde Ocular em Foco (coluna livre):
* Os transplantes de córnea podem estar com os dias contados.

Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos EUA, desenvolveram células de córnea em laboratório.


A boa nova, se for aprovada, poderá permitir que cientistas injetem células da córnea diretamente no olho. Isso seria capaz de substituir cerca de 80 por cento dos transplantes de córnea.
Aprovação do FDA
Os pesquisadores vão tentar a aprovação do FDA – a agência de saúde dos EUA – para conduzir a segunda fase de testes em setembro e entender como o método é eficaz na melhoria da visão dos pacientes.
Só nos EUA, 33.000 pessoas passam por cirurgia de transplante de córnea a cada ano.
Se for bem sucedido, o método também pode ser usado para substituir outros tipos de células oculares danificadas como o glaucoma, que afeta o nervo óptico e pode causar cegueira irreversível.
Como

O novo método de Stanford cria células individuais usando células da córnea doadas de um cadáver.


Elas são colocadas em uma solução, onde são cultivadas novas células.
As células jovens são introduzidas no olho por meio de uma nova tecnologia com nanopartículas magnéticas, 1500 vezes menores em diâmetro do que um cabelo humano.
As células são magnetizadas com essas nanopartículas, que são colocadas em uma seringa e injetadas no olho.
Após algum tempo, as nanopartículas magnéticas caem das células e saem corpo dos pacientes através da urina.
Cultivo
Milhões de células da córnea estão sendo cultivadas no novo Laboratório de Stanford para a Medicina Celular e Genética, em Palo Alto.
“Uma córnea de doador pode gerar células suficientes para tratar dezenas ou centenas de pacientes”, disse o pesquisador Jeffrey Goldberg, professor e presidente do Departamento de Oftalmologia.
Atualmente, nas cirurgias de transplantes de córnea pacientes de alto risco, as taxas de falha são superiores a 50 por cento. Nas sem complicações a taxa de falha é de quase dez por cento.
O Dr. Goldberg disse que ele e sua equipe esperam produzir as células em massa, que podem ser transplantadas em pacientes com dano corneano severo.
Testes em humanos

Os pesquisadores testaram o método de segurança em 11 pacientes durante um ensaio de fase 1.


Eles descobriram que o procedimento é seguro.
A rejeição pode ser evitada neste procedimento com colírios.
// Fonte: informações do Daily Mail
* O leitor pode colaborar com a coluna, enviando material pertinente, para nossa redação (contraponto.exaluibc@gmail.com).

# 9. DV-INFO


Colunista: CLEVERSON CASARIN ULIANA (clcaul@gmail.com)
* Hackers podem usar ondas sonoras para controlar o seu smartphone

Por: Adam Clark Estes, para o portal Gizmodo Brasil


Existe uma máxima no mundo da segurança que diz que qualquer coisa pode ser invadida. E, quanto mais complexos os nossos dispositivos se tornam, mais métodos são imaginados pelos hackers para invadi-los. Uma prova disso: uma equipe de pesquisadores pode usar ondas de som para controlar qualquer coisa, desde um smartphone (de verdade) a até um carro (teoricamente).
O truque acontece ao falsificar acelerômetros capacitivos MEMS, que são os chips que permitem que smartphones e pulseiras fitness saibam que os dispositivos estão em movimento, para onde estão indo e em qual velocidade. Usando um pequeno alto-falante de cinco dólares, os pesquisadores da Universidade de Michigan e da Universidade da Carolina do Sul intervieram em 20 diferentes acelerômetros de cinco fabricantes com ondas sonoras de arquivos maliciosos com músicas. As frequências ressonantes conseguiram enganar os sensores em mais da metade dos casos testados, permitindo que os pesquisadores realizassem diversos tipos de tarefas.
“É como a cantora de ópera que atinge a nota para quebrar uma taça de vinho; em nosso caso é possível soletrar algumas palavras [e enviar comandos para um smartphone]. Você pode pensar nisso como um vírus musical”, disse Kevin Fu, professor associado de engenharia elétrica e ciência da computação na Universidade de Michigan, ao New York Times.
O ataque cibernético sonoro funciona do jeito como você imagina. Acelerômetros capacitivos MEMS contêm uma pequena quantidade de massa suspensa nas molas e as ondas de som empurram o pedaço de uma maneira que o chip interpreta como um movimento. A equipe explica exatamente como o método funciona num site sobre o projeto (em inglês).
As possibilidades desse simples ataque são bem inquietantes. Fu e sua equipe usam os ataques para manipular smartphones e executar qualquer comando que quiserem. Os pesquisadores mostram num vídeo como conseguiram assumir o controle de um aplicativo do smartphone que controla um carrinho de controle remoto, usando nada além de ondas sonoras. Eles também conseguiram enganar uma pulseira Fitbit, fazendo com que ela contasse passos enquanto ela estava completamente parada. A equipe conseguiu ter tanto controle sobre os acelerômetros que conseguiram fazer um Samsung Galaxy S5 emitir algumas palavras por meio do sinal de saída do chip.
Mas esse é só o começo. Com o conhecimento adequado a respeito do funcionamento de determinados aplicativos, um hacker pode controlá-lo completamente com a combinação correta de ondas sonoras. “Se um aplicativo de celular usa o acelerômetro para ligar o seu carro quando você chacoalha o aparelho, então é possível enganar intencionalmente os dados de saída do acelerômetro para fazer com que o app acredite que o smartphone tenha chacoalhado. A partir daí, o aplicativo pode enviar um sinal para o carro ligar”, disse Timothy Trippel, líder do artigo que discute o projeto WALNUT e candidato a PhD na Universidade de Michigan, ao Gizmodo.
Nestas linhas, é importante destacar que esses experimentos foram exercícios de prova de conceito que expuseram sérias vulnerabilidades em hardwares populares. Invadir um smartphone para dirigir um carrinho de controle remoto não é exatamente perigoso, mas os mesmos tipos de tecnologias por meio de acelerômetros são usados em carros reais, drones, aeronaves, dispositivos médicos e outros dispositivos conectados.
O New York Times apontou algumas “possibilidades mais sombrias” em ataques cibernéticos como esse, dando o exemplo sobre como os acelerômetros em bombas de insulina podem ser modificados para dar a dosagem incorreta. Apenas imagine a possibilidade apocalíptica de se transmitir um arquivo malicioso de som por meio de um rádio que faça com que determinados veículos batam numa rodovia. Um exemplo mais próximo da nossa realidade seria a ativação do aplicativo de câmera nos aparelhos da Motorola, que iniciam justamente ao agitar o telefone.
“Centenas de dispositivos do nosso dia-a-dia possuem pequenos acelerômetros MEMS. Os dispositivos do amanhã irão depender agressivamente de sensores para realizar decisões automatizadas com consequências cinéticas”, disse Fu num comunicado.
Os pesquisadores compartilharam suas descobertas com as fabricantes dos acelerômetros vulneráveis. No último dia 14 o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos enviou um alerta sobre as falhas de projetos do hardware, detalhando quais chips continham riscos e o que poderia ser feito para diminuir as possibilidades de um ataque na vida real. Se você já se questionou se estamos vivendo num longo episódio de Black Mirror, não precisa mais se espantar. Estamos.

10. IMAGENS QUE FALAM


Colunista: CIDA LEITE (cidaleite21@gmail.com)
*** ÁUDIO-DESCRIÇÃO: PARA SABER É PRECISO CONHECER
e-mail: cidaleite21@gmail.com

* Terceiro encontro “Inter” Nacional de Áudiodescrição


Prezados(as) leitores(as), os asteriscos abaixo de alguns itens da programação precedem meus comentários.
A cidade do Recife viveu dias inesquecíveis para todos que estão envolvidos na consolidação da áudio-descrição no Brasil, porque sediou o TERCEIRO ENCONTRO "INTER"

NACIONAL DE AUDIODESCRIÇÃO de 24 a 29 de abril de 2017.


O Encontro foi estruturado em 2 momentos. O pré-evento com oficinas ministradas por profissionais estrangeiros e brasileiros e o evento, propriamente dito.
Seguem o cronograma e alguns dados dos profissionais que ministraram as oficinas e compuseram as mesas redondas.
Pré-Evento

QUANDO IMAGENS SE TORNAM PALAVRAS: O MODO ALEMÃO DE AUDIODESCREVER com Bernd Benecke


Dias 24 e 25/04

Horário: 9h às 12h – 14h às 17h

Valor: R$100

Vagas limitadas!


Sobre a oficina:

Bernd Benecke, pioneiro da audiodescrição na Alemanha e do serviço de consultoria em audiodescrição, pretende apresentar os princípios da audiodescrição na Alemanha

ilustrados por cenas audiodescritas de filmes e programas para a TV e o cinema, e propor exercícios para a aplicação desses princípios na prática. A oficina é dirigida

a todos os interessados na AD, com qualquer nível de formação, e aos curiosos pelo “jeito alemão” de audiodescrever.


Sobre o ministrante:

Dr. Bernd Benecke é o coordenador de audiodescrição na emissora de televisão bávara Bayerischer Rundfunk (BR). Começou sua carreira na audiodescrição em 1989, quando

o primeiro filme audiodescrito foi lançado na Alemanha. Trabalhou como roteirista e narrador para distribuidoras e vários canais de televisão até 1997, quando ingressou

na BR, onde fundou o departamento de AD. Atualmente ele treina roteiristas, revisa roteiros e dirige a narração e o processo de mixagem de som. Ministrou oficinas

em vários países (Espanha, Portugal, África do Sul e Brasil) e é um dos autores do Guia da Audiodescrição Alemã. É também autor de Audiodeskription als partielle

Translation – Modell und Methode, (Audiodescrição como tradução parcial – Modelo e Método), Lit Verlag 2014, resultado de seu doutorado na Universidade de Saarland.


Ganhou os seguintes prêmios:

Março 2014: Prêmio de público pela AD de “Dahoam is Dahoam” na premiação da audiodescrição alemã.

Abril 2013: Prêmio de público pela AD de “Turkish for beginners” na premiação da audiodescrição alemã.

Março de 2011: Prêmio da AD para “Lippel’s Dream” e “Pope Joan” (Die Päpstin) na categoria melhor AD para DVD e melhor AD para programa infantil.

Julho de 2010: Prêmio de realização em audiodescrição internacional (juntamente com a Bayerischer Rundfunk), concedido pelo Conselho Americano de Cegos.

Março de 2010: Prêmio de público pela AD de “O Leitor” na premiação da audiodescrição alemã.


http://www.benecke.info

Compartilhe com seus amigos:
  1   2   3   4


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal