Bilirrubina



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Procedimento Operacional Padrão

BILI-T Liquiform

Página de 4

POPBIO xxx/xx



BILIRRUBINA TOTAL



INDICAÇÃO MÉDICA DO EXAME

A determinação da bilirrubina em amostras de sangue é útil na avaliação de doenças hepatobiliares e hematológicas que cursam com alteração no metabolismo da bilirrubina. Sua dosagem no líquido amniótico auxilia na avaliação da eritroblastose fetal.


PRINCÍPIO

A bilirrubina indireta da amostra é desligada da albumina e solubilizada por ação de um acelerador e as bilirrubinas direta e indireta são medidas por formação de azobilirrubina com dicloroanilina diazotada. A cor formada é proporcional à concentração de bilirrubina total na amostra.


AMOSTRA

Preparo do paciente

Recomenda-se jejum mínimo de 8 horas.



Tipos de amostra

Usar soro ou plasma (Heparina, EDTA).



Armazenamento e estabilidade da amostra

Quando a amostra é protegida da luz, o analito é estável 4 dias entre 2 – 8 C e 3 meses a 20 C negativos.


Volume mínimo


(Definir o volume mínimo a ser encaminhado para análise)

Volume ideal


(Definir o volume ideal a ser encaminhado para análise)

Critérios para rejeição da amostra


Presença de hemólise (ver Precauções e Cuidados Especiais).

Fazer referência ao manual ou POP de colheita, separação e distribuição de material.
PRODUTO UTILIZADO

Bili-T Liquiform, Catálogo 94 ANVISA - 10009010086

Labtest Diagnóstica

Av. Paulo Ferreira da Costa, 600

Lagoa Santa, MG, 33400-000
Reagente 1 - Armazenar entre 2 – 8 C.

Contém 2-fenoxietanol 0,8 mmmol/L e surfactante.


Reagente 2 - Armazenar entre 2 – 8 C.

Contém ácido clorídrico 30 mmol/L e dicloroanilina diazotada 1,0 mmol/L.



Precauções e cuidados especiais

  1. Os cuidados habituais de segurança devem ser aplicados na manipulação do reagente. Fazer referência ao manual ou POP de segurança.

  2. Os reagentes não abertos, quando armazenados nas condições indicadas são estáveis até a data de expiração impressa no rótulo. Durante o manuseio, os reagentes estão sujeitos à contaminação de natureza química e microbiana que podem provocar redução da estabilidade. O laboratório deve estabelecer a estabilidade em suas condições operacionais.



EQUIPAMENTOS

Procedimento manual


1- Banho-maria mantido à temperatura constante (37 C).

2- Fotômetro capaz de medir com exatidão a absorbância entre 530 e 550 nm.

3- Pipetas para medir amostras e reagentes.

4- Cronômetro.

5- Calibradores da linha Calibra – Labtest.

Procedimento automatizado


Indicar o nome, modelo e o local onde se encontra o equipamento analítico; fazer referência ao manual ou POP de procedimentos do mesmo.

Procedimento alternativo


Indicar o equipamento alternativo e os procedimentos para medição dos ensaios. Enumerar as diferenças esperadas quando procedimentos manuais substituem procedimentos automatizados.

CONTROLE DA QUALIDADE

Materiais


Identificar os materiais para controle interno e externo da qualidade (fabricante, número de catálogo), instruções de preparo e frequência da utilização dos mesmos.

Limites de tolerância

Descrever o procedimento para definição dos limites de tolerância, o sistema adotado para utilização do mapa de Levey-Jennings e das regras de controle e as providências a serem tomadas diante de valores que ultrapassem tais limites. Fazer referência ao manual ou POP para utilização dos materiais de controle.

Verificação de novo lote de controles e/ou reagentes

Descrever o procedimento de verificação de novos lotes de controles e de reagentes.

Gerenciamento dos dados


Definir como os dados relativos ao controle da qualidade são arquivados e gerenciados.

Fazer referência ao manual ou POP de garantia da qualidade.
PROCEDIMENTO
Tomar 3 cubetas do fotômetro e proceder como a seguir:




BRANCO

TESTE

CALIBRADOR

Reagente 1

0,8 mL

0,8 mL

0,8 mL

Amostra

---

0,05 mL

---

Calibrador

---

---

0,05 mL

Água deionizada

0,05 mL

---

---

Homogeneizar e incubar em banho-maria a 37 °C durante 5 minutos. O nível da água no banho deve ser superior ao nível dos reagentes nos tubos de ensaio. Determinar somente as absorbâncias do teste e calibrador em 546 nm (530 a 550 nm), acertando o zero com água deionizada.

Obtém-se a absorbância A1.





BRANCO

TESTE

CALIBRADOR

Reagente 2

0,2 mL

0,2 mL

0,2 mL

Homogeneizar e incubar em banho-maria a 37 °C durante 5 minutos. Determinar as absorbâncias do teste e calibrador em 546 nm (530 a 550 nm), acertando o zero com o branco. Obtém-se a absorbância A2. A cor é estável por 30 minutos.



Procedimento automatizado

Fazer referência ao manual ou POP para utilização do equipamento analítico. Anexar o guia de aplicação dos reagentes para o sistema automático.
Precauções e cuidados especiais

  1. Para manusear e descartar reagentes e material biológico, aplicar as normas estabelecidas de segurança. Fazer referência ao manual ou POP de segurança.
  2. A limpeza e secagem adequadas do material são fatores fundamentais para a estabilidade dos reagentes e obtenção de resultados corretos. Fazer referência ao manual ou POP de limpeza e verificação da qualidade da limpeza dos materiais.


  3. A água utilizada no laboratório deve ter a qualidade adequada a cada aplicação. Assim, para preparar reagentes e usar nas medições, deve ter resistividade 1 megaohm ou condutividade 1 microsiemens e concentração de silicatos 0,1 mg/L (água tipo II). Para o enxágüe da vidraria a água pode ser do tipo III, com resistividade 0,1 megaohms ou condutividade 10 microsiemens. No enxágüe final utilizar água tipo II. Quando a coluna deionizadora está com sua capacidade saturada ocorre a produção de água alcalina com liberação de vários íons, silicatos e substâncias com grande poder de oxidação ou redução que deterioram os reagentes em poucos dias ou mesmo horas, alterando os resultados de modo imprevisível. Assim, é fundamental estabelecer um programa de controle da qualidade da água. Fazer referência ao manual ou POP de água reagente.

  4. As bilirrubinas conjugada (direta) e não conjugada (indireta) são oxidadas por ação da luz branca ou ultravioleta. Portanto, as amostras de sangue devem ser protegidas da exposição direta à luz artificial ou solar logo após a coleta.

  5. A presença de hemoglobina (amostra hemolisada), em qualquer concentração na amostra de indivíduo adulto, interfere no resultado do teste. Hemólise discreta (≤ 50 mg/dL) não interfere significativamente em amostras de recém-nascidos..


CÁLCULOS

Ver linearidade.


A leitura A1 do Teste e do Calibrador deve ser corrigida para o volume final da reação obtendo-se A1cor.
Teste A1cor = Teste A1 x 0,81

Calibrador A1cor = Calibrador A1 x 0,81


Para obter a absorbância final subtrair o valor A1cor da absorbância A2 do Teste e do Calibrador:
Absorbância do Teste = A2 - A1cor

Absorbância do Calibrador = A2 - A1cor


Absorbância do Teste

Bilirrubina total = ------------------------------------- x CCal mg/dL

Absorbância do Calibrador
CCal: concentração do calibrador

RESULTADOS

Unidade de medida


mg/dL

Conversão de mg/dL para Unidade SI: mol/L = mg/dL x 17,1


Valores de referência


Soro: Bilirrubina total - até 1,2 mg/dL

Bilirrubina direta - até 0,4 mg/dL



Valores críticos

Soro: > 15,0 mg/dL em recém-nascidos a termo.

10 - 15 mg/dL em recém-nascidos pré-termo.

Incluir o procedimento a ser adotado diante de um resultado crítico.
LIMITAÇÕES DO PROCEDIMENTO

Linearidade

O resultado da medição é linear até 30 mg/dL. Para valores maiores que 30 mg/dL, diluir a amostra com NaCl 150 mmol/L (0,85%), realizar nova medição e multiplicar o resultado obtido pelo fator de diluição. Sugerimos a verificação da linearidade metodológica e fotométrica no mínimo semestralmente utilizando amostras com valores até 30 mg/dL. Indicar o procedimento de diluição utilizado no laboratório.


Interferências


1- Concentrações de triglicérides até 1500 mg/dL não produzem interferências significativas.

2- A presença de hemoglobina (amostra hemolisada), em qualquer concentração na amostra de indivíduo adulto, interfere no resultado do teste. Hemólise discreta (≤ 50 mg/dL) não interfere significativamente em amostras de recém-nascidos.

3- Para uma revisão das fontes fisiopatológicas e medicamentosas de interferência nos resultados e na metodologia sugere-se consultar www.fxol.org/.
SIGNIFICADO CLÍNICO

Algumas doenças adquiridas e hereditárias e diversos medicamentos são capazes de afetar uma ou mais etapas envolvidas na produção, captação, armazenamento, metabolismo e excreção da bilirrubina. Dependendo do distúrbio, a bilirrubina não-conjugada (indireta), a conjugada (direta) ou ambas (total), são as principais contribuintes da hiperbilirrubinemia.

A forma mais comum de aumento da bilirrubina indireta é aquela vista em recém-nascidos e referida como icterícia fisiológica. Este aumento é causado por uma produção aumentada de bilirrubina como resultado da hemólise das hemácias e da maturação incompleta dos mecanismos do metabolismo e excreção da bilirrubina. Em 5% dos neonatos, os valores de bilirrubina não-conjugada são maiores que 15 mg/dL e podem desencadear o quadro de encefalopatia bilirrubínica (Kernicterus).

A destruição prematura das hemácias – anemia hemolítica e a eritropoiese ineficaz são importantes causas de hiperbilirrubinemia, com predomínio de bilirrubina não-conjugada, na ausência de qualquer anormalidade hepática.


Dentre as causas hereditárias de hiberbilirrubinemia não-conjugada, destacam-se as síndromes de Crigler-Najjar e de Gilbert que estão associadas à deficiência da enzima uridina difosfato (UDP) glicuroniltransferase. A Síndrome de Gilbert é mais comum e parece haver, também, defeito no transporte da bilirrubina através da membrana do hepatócito.

As causas mais comuns de aumento da bilirrubina direta são as doenças hepatobiliares e obstrução da árvore biliar (colestase). Na realidade, ambas as bilirrubinas estão aumentadas e pode-se observar uma variação ampla das concentrações séricas de cada forma de bilirrubina. Hepatite e cirrose são exemplos de doenças que podem causar colestase intra-hepática. A colestase pode também ser induzida por medicamentos e hormônios esteróides. A obstrução extra-hepática da árvore biliar devido a carcinoma ou fibrose de cabeça do pâncreas, carcinoma ou constrições do canal biliar comum e coledocolitíase, produzem concentrações séricas aumentadas de bilirrubina direta.


REFERÊNCIAS

  1. Doumas BT, Kwok-Cheung PP, Perry BW, et al. Clin. Chem. 1985; 31:1779-1789.

  2. Perry BW, Doumas BT, Bayse DD, et al. Clin. Chem.1983;29:297-301.

  3. Perlman FC, Lee RTY. Clin. Chem. 1974, 20:447-453

  4. Poon R; Hinberg IH. Clin. Chem. 1985, 31:92-94.

  5. Tietz. Textbook of Clinical Chemistry, Burtis CA.; Ashwood ER. eds, 2ª edição, Philadelphia: WB. Saunders Co, 1994.

  6. Sociedad Española de Bioquímica Clínica y Patología Molecular, Base de Datos de Variación Biológica. Disponível em: (acesso em 08/2005).

  7. Westgard JO, Barry PL, Hunt MR, Groth T. Clin Chem 1981;27:493-501.

  8. Rand RN, di Pasqua A. Clin. Chem. 1962; 06:570-8.

  9. Labtest: Dados de Arquivo.







Nome

Assinatura

Data

Elaborado por:







___/___/___

Aprovado por:







___/___/___

Implantado por:







___/___/___

Substitui POP:




Revisado por:







___/___/___

Revisado por:







___/___/___

Revisado por:







___/___/___

Desativado por:







___/___/___

Razão:







Número

Destino

Cópias









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