Bisturi eletrônico



Baixar 317.54 Kb.
Página1/3
Encontro25.12.2017
Tamanho317.54 Kb.
  1   2   3

BISTURI ELETRÔNICO MICROPROCESSADO

Modelo SS-501 E


MANUAL DE UTILIZAÇÃO











MANUAL DE UTILIZAÇÃO

BISTURI ELETRÔNICO MICROPROCESSADO MODELO SS-501 E
O Bisturi Eletrônico Microprocessado modelo SS-501 E foi especialmente projetado para os mais variados tipos de cirurgia.
Este equipamento trabalha com potências de até 300 Watts, oferecendo ao cirurgião e a equipe cirúrgica uma maior potência de trabalho.
Apresentação

O presente manual foi elaborado de forma a fornecer as informações necessárias ao usuário sobre o Bisturi Eletrônico Microprocessado modelo SS-501 E, quanto à sua operação, manutenção, conservação, transporte, características técnicas, seus cuidados gerais, informações gráficas, tais como desenhos, figuras e fotos, que possibilitem visualizar o produto na forma em que será entregue ao consumo e outras informações necessárias para o uso correto do equipamento.


Marca:

WEM Equipamentos Eletrônicos LTDA.
Fabricante do equipamento e detentor do registro:

WEM Equipamentos Eletrônicos LTDA

R: Marechal Mascarenhas de Moraes, 550 - Lagoinha.

CEP 14095-120 - Ribeirão Preto - São Paulo - Brasil

Fone: (16) 629-4600 / Fax: (16) 629-7337

Site: http://www.wem.com.br

E-mail: wem@wem.com.br

CNPJ: 54.611.678/0001-30 - Inscrição Estadual: 582.181.462.110


Responsável Técnico: Eng. Edson Luiz Rodrigues Vieira – CREA-SP nº 0600689196
Registro na ANVISA nº:


Nome técnico: Equipamento Cirúrgico de Alta Freqüência

Nome comercial: Bisturi Eletrônico Microprocessado

Modelo comercial: SS-501 E
A T E N Ç Ã O

Para maior segurança:


  1. Leia e entenda todas as instruções contidas neste Manual de Utilização antes de instalar ou operar este equipamento.

  2. Certifique-se de que todas as instruções estejam informadas no conteúdo deste manual.


Este manual deve ser lido por todos os operadores deste equipamento.
Este manual foi redigido originalmente no idioma Português.

“A WEM Equipamentos Eletrônicos Ltda se reserva o direito de efetuar qualquer alteração nos dados fornecidos neste manual bem como nas características do equipamento, sem prévio aviso”.


MUSS501 E revisão 1.2
Índice

Conteúdo

Pág.

1 – Identificação......................................................................................................................................................

04

1.1 – Nome e modelo.........................................................................................................................................

04

1.2 – Descrição do equipamento.......................................................................................................................

04

1.3 – Partes e peças.........................................................................................................................................

05

1.4 – Princípio Físico e fundamentos da tecnologia do equipamento..............................................................

05

1.5 – Acessórios acompanhantes......................................................................................................................

08

1.6 – Opcionais, materiais de apoio e material de consumo.............................................................................

08

1.6.1 – Opcionais...............................................................................................................................................

08

1.6.2 – Materiais de apoio..................................................................................................................................

10

1.6.3 – Materiais de consumo............................................................................................................................

10

1.7 – Especificações e Características Técnicas..............................................................................................

10

2 - Condições especiais de armazenamento, conservação e/ou manipulação do equipamento...........................

20

3 - Instruções para uso do equipamento................................................................................................................

20

3.1 – Condições de operação...........................................................................................................................

20

3.2 – Conhecendo o painel dianteiro do equipamento.....................................................................................

21

3.3 - Conhecendo o painel traseiro do equipamento........................................................................................

22

3.4 - Outros símbolos utilizados no equipamento.............................................................................................

23

3.5 - Operando o equipamento.........................................................................................................................

23

4 - Advertências e/ou precauções a serem adotadas.............................................................................................

30

4.1 – Advertências e/ou precauções durante o transporte e armazenamento.................................................

30

4.2 – Advertências e/ou precauções durante a instalação................................................................................

30

4.3 – Advertências e/ou precauções durante a utilização.................................................................................

30

4.4 – Uso adequado da placa (Eletrodo de retorno do paciente)......................................................................

30

4.5 – Recomendações importantes para aplicação da placa............................................................................

30

4.6 - Advertências, recomendações, e cuidados em cirurgias.........................................................................

31

4.6.1 – Advertências em cirurgias.....................................................................................................................

31

4.6.2 – Recomendações e cuidados em cirurgias............................................................................................

31

4.7 – Faiscamento em pinça hemostática não isolada para produzir coagulação...........................................

32

4.8 - Cuidados com acessórios.........................................................................................................................

32

4.9 - Cuidados em cirurgias endoscópicas e laparoscópicas...........................................................................

33

4.10 – Advertências e/ou precauções durante a desinfecção e limpeza..........................................................

33

5 – Desempenho do equipamento sobre requisitos essenciais de segurança e eficácia do equipamento médico, e eventuais efeitos secundários indesejáveis............................................................................................

33

5.1 – Indicação, finalidade ou uso a que se destina o equipamento................................................................

33

5.2 – Efeitos secundários ou colaterais indesejáveis e contra-indicações.......................................................

33

5.3 – Segurança e eficácia do equipamento.....................................................................................................

33

6 – Instalação ou conexão a outros equipamentos................................................................................................

34

7 – Instalação, manutenção corretiva e preventiva................................................................................................

34

7.1 – Instalação do equipamento......................................................................................................................

34

7.2 - Uso com a unidade de transporte.............................................................................................................

34

7.3 - Plugue de força.........................................................................................................................................

34

7.4 - Aterramento..............................................................................................................................................

34

7.5 - Voltagem da rede elétrica.........................................................................................................................

35

7.6 – Manutenção corretiva..............................................................................................................................

35

7.7 – Manutenção Preventiva e Conservação..................................................................................................

36

8 – Procedimentos adicionais para reutilização.....................................................................................................

37

9 – Procedimentos adicionais antes da utilização do equipamento.......................................................................

37

10 – Preocupações em caso de alteração do funcionamento do equipamento......................................................

37

11 – Sensibilidade a condições ambientais previsíveis nas situações normais de uso..........................................

38

12 – Preocupações em caso de inutilização do equipamento.................................................................................

38

13 – Termo de responsabilidade.............................................................................................................................

38



1 – IDENTIFICAÇÃO
1.1 - Nome e modelo

Nome técnico: Equipamento Cirúrgico de Alta Freqüência

Nome comercial: Bisturi Eletrônico Microprocessado

Modelo comercial: SS-501 E

1.2 - Descrição do equipamento

O SS-501 E é um equipamento cirúrgico de alta freqüência, totalmente microprocessado, que pode ser utilizado em qualquer tipo de cirurgia, inclusive ressecção transuretral. Testado em um grande número de cirurgias, inclusive nos procedimentos laparoscópicos, o SS-501 E demonstrou ser um equipamento eficiente, seguro e de manuseio extremamente simplificado. Possui formas de onda e níveis de potência de saída adequados a cada procedimento cirúrgico, produzindo corte liso e coagulação por fulguração altamente eficiente. A memorização digital dos níveis de potência em todos os modos de utilização (corte puro, corte misto, coagulação e bipolar) proporciona precisão no procedimento cirúrgico ao mesmo tempo em que permite ao cirurgião repetir procedimentos, utilizando os níveis de potência anteriormente programados. O ajuste digital de potência através de botões proporciona melhor precisão e rapidez de ajuste, se comparado com os sistemas convencionais de ajuste por comandos.


O novo sistema PPM inteligente de monitoração da resistência de contato placa-paciente aumenta ainda mais a segurança contra queimaduras de placa. A possibilidade de uso de placas auto-adesivas reduz ainda mais o risco de queimaduras. A saída bipolar é otimizada para dessecação e com tendência de corte ou fulguração extremamente reduzidas, mesmo em níveis elevados de potência. A tecnologia utilizada no projeto do circuito de potência permite obter alta eficiência de operação com conseqüente redução do peso do equipamento, aumentando sua portabilidade. A caneta com comando magnético permite o acionamento das funções corte e coagulação através da própria caneta. Seus contatos são selados à vácuo e totalmente isolados do meio ambiente, garantindo elevada durabilidade.
O SS-501 E possui características adequadas que permitem sua utilização com coaguladores por feixe de gás argônio.
Atenção: Este equipamento deve ser usado somente por pessoal qualificado.
1.3 – Partes e peças

Diagrama Interno do SS-501 E
 Painel frontal (placa de circuito impresso CPU)

 Relés de alta tensão

 Placa de circuito impresso mother-board (MB)

 Transformador de saída de RF de Monopolar (Corte/ Coag)

 Bloco de potência de RF

 Transformador da fonte chaveada de alta potência

 Bloco de potência da fonte chaveada

 Capacitores de filtragem de entrada da fonte chaveada

 Fusíveis de entrada da fonte chaveada

 Painel traseiro

 Conector do pedal monopolar

Indutor da fonte chaveada

 Porta-fusíveis

 Conector de entrada da rede

 Chave liga/desliga

 Transformador de fonte chaveada de baixa potência

 Base caixa

 Alto-falante

 Indutor de saída de RF

 Transformador de saída de RF de Bipolar

 Conector do pedal bipolar
Itens de fabricação para uso exclusivo nos produtos da empresa:

Todas as partes, acessórios e opcionais descritos neste Manual de Utilização e os demais não descritos mas pertencentes ao equipamento são de uso exclusivo nos produtos da empresa.


Atenção: O uso de qualquer parte, acessório ou material não especificado ou previsto neste Manual de Utilização é de inteira responsabilidade do usuário.
1.4 - Princípio físico e fundamentos da tecnologia do equipamento, aplicados para seu funcionamento e sua ação:

A eletrocirurgia consiste no uso de corrente elétrica de rádio-freqüência (RF) para cortar tecido ou coagular. Corrente elétricas de baixa freqüência (abaixo de 100.000 Hz) podem provocar estimulação neuromuscular o que poderia eletrocutar o paciente ou causar a sensação de choque.


Existem bisturis elétricos que trabalham em freqüências de até 4.000.000 Hz (4 MHz), porém fica muito difícil manter essas correntes de alta freqüência dentro do fio, devido à ação de capacitâncias e indutâncias parasitas. Os bisturis valvulados geralmente trabalham em freqüências próximas de 4 MHz. Os equipamentos modernos transistorizados trabalham em freqüências mais baixas. O SS-501 E trabalham em 480.000 Hz (480 KHz), que é uma solução de compromisso entre esses dois extremos.
Existem basicamente três efeitos cirúrgicos que podem ser obtidos através da eletrocirurgia: dessecação ou cauterização, corte eletrocirúrgico e fulguração.
Dessecação

Dos três efeitos cirúrgicos, a dessecação é tecnicamente a mais simples porque qualquer forma de onda, de corte ou de coagulação pode ser utilizada, sendo necessário apenas níveis baixos de potência. Consiste na coagulação sem faiscamento. A corrente elétrica passa através do tecido provocando aquecimento do mesmo e, portanto, retirando lentamente a água nele contida. Como a dessecação deve ser realizada com o eletrodo ativo em bom contato elétrico com o tecido, é importante que o eletrodo seja mantido limpo de tecido seco ou carbonizado. Pode ser realizada utilizando-se as saídas monopolar ou bipolar porém, a saída bipolar é otimizada para dessecação e não produz corte ou fulguração. Mesmo em níveis de potência elevados haverá pouca tendência a cortar ou fulgurar quando se utiliza a saída bipolar.


A saída monopolar é projetada, em princípio, para o corte e fulguração. Quando a mesma for usada para dessecação deve-se utilizar níveis baixos de potência para que se tenha um mínimo efeito de corte ou coagulação. A dessecação com o SS-501 E pode ser feita com qualquer forma de onda - CUT, BLEND ou COAG. O nível exato de potência depende da área do eletrodo ativo, pois, quanto maior a área de contato, mais corrente será necessário para produzir a mesma densidade de corrente. A coagulação através de pinça bipolar é um exemplo prático de dessecação. A dessecação também ocorre quando o cirurgião utiliza uma pinça hemostática monopolar para pinçar um vaso e estancar um sangramento. As formas de onda são importantes apenas no corte e na fulguração, como veremos a seguir.
Para preparar o SS-501 E para realizar a Dessecação, ver item 3.5 deste Manual.



  • Coagulação de baixa potência sem faiscamento

  • Eletrodo em bom contato com o tecido

  • Coagulação profunda que se espalha radialmente

  • Escara relativamente macia de cor marrom claro

  • Corrente típica = 0,5 Amp RMS


Corte Eletrocirúrgico

Consiste no aquecimento das células do tecido tão rapidamente que elas explodem pelo vapor produzido internamente. Este processo também é conhecido por vaporização celular. O calor gerado é dissipado pelo vapor não havendo, portanto, condução para as células adjacentes. Quando o eletrodo é deslocado e entra em contato com novas células de tecido, estas explodem produzindo a incisão. É importante lembrar que o corte eletrocirúrgico é obtido através de faiscamento pelo tecido. A forma de onda de corte do SS-501 E é uma senóide contínua na freqüência de trabalho do bisturi (480 kHz).


Para preparar o SS-501 E para realizar o corte, ver item 3.5 deste Manual.



  • Eletrodo separado do tecido por fina camada de vapor

  • Faíscas curtas e intensas vaporizam as células

  • Pequena hemostasia

  • Corrente típica = 0,1 Amp RMS
Fulguração

Consiste na geração de faiscamento do eletrodo para o tecido com mínimo efeito de corte. A fulguração permite a coagulação de grandes sangramentos. A saída de coagulação do SS-501 E é otimizada para produzir fulguração. A forma de onda de coagulação consiste de pacotes de senóide de rádio freqüência de curta duração. A freqüência da senóide é de 240 KHz e os pacotes ocorrem com freqüência de aproximadamente 60 KHz (60.000 vezes por segundo). A característica mais importante da forma de onda de fulguração é a pausa entre cada pacote.
Uma boa forma de onda de fulguração pode faiscar para o tecido com efeito de corte insignificante porque as faíscas longas dispersam mais calor e o efeito de aquecimento é intermitente. A temperatura da água no interior das células não se eleva o suficiente para provocar a explosão pelo vapor gerado. Desse modo, as células são desidratadas lentamente sem produzir incisão. Os elevados picos de voltagem da forma de onda de coagulação podem fazer a corrente circular através de resistências muito altas. Desse modo é possível fulgurar durante um longo tempo, mesmo após ter sido totalmente eliminada do tecido, e realmente carbonizá-lo. É interessante notar que o termo coagulação é utilizado para indicar tanto dessecação como fulguração. A principal diferença entre fulguração e dessecação é que a primeira sempre produz necrose, dependendo da densidade de corrente utilizada. A fulguração é sempre mais eficiente para produzir necrose e em geral requer apenas um quinto da corrente necessária para dessecação.
Para preparar o SS-501 E para realizar a fulguração, ver item 3.5 deste Manual.


  • Eletrodo afastado do tecido

  • Faíscas longas produzem primeira coagulação superficial, evoluindo para necrose mais profunda na medida em que a fulguração continua

  • Escara dura e negra

  • A fulguração é usada para coagular grandes sangramentos

  • Corrente típica = 0,1 Amp RMS

Corte Misto (Blend)

Assim como a fulguração, a forma de onda de Blend consiste de pacotes de senóide. A diferença consiste em que esses pacotes possuem maior duração. A forma de onda de Blend produz um corte com efeito hemostático isto é, as paredes da incisão ficam bem fulguradas, dependendo do tamanho e diâmetro do eletrodo. Quanto mais fino o eletrodo, mais liso é o corte (menos fulgurado).
O SS-501 E possui 03 níveis de Blend. O Blend 1 tem efeito hemostático mínimo, Blend 2 tem efeito hemostático moderado e o Blend 3 tem efeito hemostático máximo.
Para preparar o SS-501 E para realizar o Blend, ver item 3.5 deste Manual.



Forma de onda de corte

Forma de onda de coagulação





  1   2   3


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal